Atriz de “A Freira” processa Warner por ocultar lucros do filme e merchandising
A atriz Bonnie Aarons, que ficou conhecida por interpretar a freira demoníaca Valak no filme “A Freira” (2018), decidiu processar a Warner Bros. Discovery, New Line Cinemas e Scope Productions, alegando ter recebido um salário bem inferior pelo filme e acusando o estúdio de ocultar a verdadeira quantia de dinheiro arrecadada com mercadorias que exploram sua imagem. Na denúncia, aberta na terça-feira (15/8) no Tribunal Superior de Los Angeles, a defesa da atriz afirma que não houve transparência no acordo entre as partes. “A Warner Bros. obscurece e esconde o valor real da parte legítima da Sra. Aarons nas receitas de merchandising, enquanto continua a explorá-la”, diz o processo. Detalhes do acordo e denúncia Em um acordo para interpretar a freira na franquia, Aarons recebeu US$ 71,5 mil, equivalente a R$ 356 mil, segundo a cotação atual. O contrato da atriz incluía um bônus de US$ 175 mil (R$ 871 mil) vinculado ao desempenho de bilheteria, além de uma participação nos lucros de mercadorias que exploravam seu personagem. O filme teve arrecadação de mais de US$ 365 milhões (R$ 1,8 bilhão) contra um orçamento de US$ 22 milhões (R$ 109 milhões), de acordo com a denúncia. Segundo a denúncia, o acordo afirmava que Aarons teria direito a uma participação proporcional de 5% das receitas brutas do licenciamento de direitos de merchandising. A atriz diz que a Warner Bros. enviou a ela declarações por escrito mostrando sua participação na receita, que ela alega ser inconsistente. Após uma solicitação, o estúdio enviou a ela uma “planilha que continha itens de linha correspondentes a apenas uma fração das licenças conhecidas”, afirmou ela. A queixa alega quebra de contrato e violação do pacto implícito de boa fé e negociação justa, que proíbe agir de forma a prejudicar os benefícios para a contraparte de um acordo. O filme, que rendeu uma sequência nas telas do cinema, gerou uma vasta linha de mercadorias, incluindo bonecas, joias e pôsteres. Os membros do elenco “cujo nome ou imagem são usados no item de merchandising específico” deveriam receber uma parte da receita de merchandising, de acordo com o texto do acordo citado na denúncia. Até o momento, a Warner Bros. e a New Line não fizeram comentários sobre o caso. A Freira 2 Bonnie Aarons também está na sequência do terror, “A Freira 2”, que chega aos cinemas brasileiros em 7 de setembro, um dia antes do lançamento nos EUA. O longa ainda traz Taissa Farmiga de volta como a Irmã Irene, antagonista de Valak (Aarons), e tem direção de Michael Chaves, que fez sua estreia com “A Maldição da Chorona” (2019) e comandou “Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio” (2021), a mais recente produção desse universo de terror da Warner.
Chucky dá entrevista coletiva sobre estreia da 3ª temporada
O canal pago americano Syfy revelou o primeiro teaser da 3ª temporada de “Chucky”, que traz o Brinquedo Assassino dando uma entrevista coletiva para anunciar a data de estreia dos novos episódios: 4 de outubro nos Estados Unidos. Entre perguntas e respostas, ele também confirma o retorno de Jennifer Tilly, protagonista da franquia desde “A Noiva de Chucky” (1998) – “Ela sempre volta” – e se revolta com o questionamento de uma repórter sobre a atual tendência de filmes de bonecas, transformando a coletiva numa chacina. A versão seriada de “Chucky” foi desenvolvida por Don Mancini, que também é o criador do personagem. Ele escreveu o roteiro do primeiro “Brinquedo Assassino” em 1988 e desde então explora a franquia sem parar – roteirizou sete longas e dirigiu três deles. Além de escrever os roteiros e produzir os episódios, Mancini também dirigiu o capítulo inaugural da série. Continuação direta dos filmes, a série também recupera a dublagem clássica de Chucky, feita pelo ator Brad Dourif, num contraponto ao remake de 2019 em que o boneco foi dublado por Mark Hamill (o Luke Skywalker). No Brasil, a série é disponibilizada pela plataforma Star+.
“Warrior Nun” vai voltar como trilogia de filmes após cancelamento na Netflix
A série “Warrior Nun”, cancelada pela Netflix após duas temporadas, retornará como uma trilogia de filmes graças ao apoio dos fãs. O produtor executivo Dean English anunciou na noite de terça (15/8) que a plataforma de streaming fechou contrato para o desenvolvimento de três filmes baseados na personagem de quadrinhos Warrior Nun Areala, criada por Ben Dunn e transformada em série por Simon Barry. A trilogia de filmes Dean English expressou sua gratidão aos fãs leais da série, afirmando que foi por causa deles que a equipe nunca desistiu. Em uma declaração postada em um site em apoio à salvação de “Warrior Nun”, ele disse: “Eu preciso começar agradecendo a todos vocês, fãs leais. É por causa de vocês e da sua incrível energia que continuamos avançando para criar essas histórias. Vocês realmente tornam tudo isso valioso. Então, muito obrigado pelo seu apoio contínuo. Estou muito feliz em anunciar que ‘Warrior Nun’ está voltando como uma trilogia de filmes. Mais uma vez, uma trilogia de longas-metragens. Três.” Em dar detalhes, ele afirmou que as greves em Hollywood envolvendo atores e roteiristas limitava o que podia dizer sobre os filmes. No entanto, indicou que a trilogia poderia ser o início de um universo expandido de “Warrior Nun”, que poderia se estender a filmes e séries de TV seguindo personagens já conhecidos. O anúncio de que “Warrior Nun” voltaria foi feito pelo criador da série, Simon Barry, em junho. Mas quando se preparava para anunciar o projeto, vieram as greves em Hollywood. Na época, ele afirmou que “‘Warrior Nun’ retornará e será mais épica do que vocês podem imaginar”. De fato, é de se esperar que os filmes tenham maior orçamento que a série. O que é “Warrior Nun” Baseada nos quadrinhos “Warrior Nun Areala”, de Ben Dunn, publicados desde 1994 em estilo mangá, a atração virou febre quando foi lançada pela Netflix há três anos. A pandemia, porém, adiou os planos de produção do segundo ano, criando um longo hiato entre os episódios, e a Netflix negligenciou seu potencial ao praticamente abrir mão de promovê-la. A trama gira em torno da personagem Ava, uma jovem morta que é ressuscitada por engano por um halo mágico e é convencida a se juntar a uma ordem das noviças rebeldes, treinadas para enfrentar ameaças sobrenaturais. Após uma luta definitiva contra o anjo do mal e outras criaturas das trevas, a situação terminou de forma trágica para a heroína, graças ao hábito da série de encerrar as temporadas com cliffhangers, deixando os fãs diante de uma situação dramática sem resolução. Trama LGBTQIAPN+ Além das tramas cheias de reviravoltas – escritas por Simon Barry, responsável pela também cultuada série sci-fi canadense “Continuum” – , “Warrior Nun” era elogiada por suas lutas marciais bem coreografadas e o clima queer, que resultou em romance lésbico entra as duas principais personagens nos últimos capítulos. A inclusão de personagens LGBTQIAPN+ em uma série praticamente de super-heróis foi considerada significativa, pois representou uma mudança bem-vinda em um gênero que tem sido historicamente dominado por personagens heteronormativos. Por isso, o cancelamento por parte da Netflix foi recebido com desapontamento por muitos fãs, o que também explicou o forte engajamento em campanhas para o retorno da produção. Mobilização de fãs Inconformados pelo cancelamento, os fãs se mobilizaram em uma campanha impressionante para reviver a série, iniciando uma variedade de hashtags no Twitter, petições e até mesmo comprando outdoors em frente à sede da Netflix. A persistência deu frutos com o anúncio oficial do retorno de “Warrior Nun”, embora os detalhes ainda estejam pendentes. Mesmo sem uma data de lançamento estabelecida para o retorno de “Warrior Nun”, espera-se que Alba Baptista retorne em seu papel de protagonista, junto com outros membros do elenco. Elenco europeu A série também se destacou por reunir um grupo promissor de novas atrizes, como a citada portuguesa Alba Baptista (de “Linhas de Sangue” e noiva do ator Chris Evans, o Capitão América da Marvel), em seu primeiro papel em inglês, Toya Turner (vista em “Chicago Med”), Lorena Andrea (“House on Elm Lake”), a estreante Kristina Tonteri-Young (que rouba as cenas com seu kung fu) e a mais experiente Olivia Delcán (da série espanhola “Vis a Vis”), nos papéis das jovens freiras guerreiras. O elenco ainda incluía o português Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”), a holandesa Thekla Reuten (“Operação Red Sparrow”), o francês Tristán Ulloa (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”), a italiana Sylvia De Fanti (“Medici: Mestres de Florença”) e o inglês William Miller (o vilão McCreary em “The 100”), numa produção que era gravada em cenários deslumbrantes da Espanha. Veja abaixo os trailers das duas temporadas da série e o anúncio de Dean English.
“American Horror Story 12” ganha data e pôsteres com Kim Kardashian e Emma Roberts
O canal pago americano FX divulgou dois pôsteres da 12ª temporada da série “American Horror Story” (AHS), intitulada “Delicate”. As artes retratam a atriz Emma Roberts e a socialite Kim Kardashian segurando uma enorme aranha como se fosse uma barriga de gravidez, enquanto Cara Delenvigne aparece como um injeção com conteúdo aracnídeo, sugerindo seu papel como médica na trama. Um novo teaser divulgado pelo FX também proporcionou uma prévia da atmosfera inquietante da nova temporada. O FX também anunciou que a nova temporada, com estreia marcada para 20 de setembro nos Estados Unidos, será dividida em duas partes devido às greves em andamento em Hollywood, de roteiristas e atores. Trama da temporada Baseada no romance “Delicate Condition” de Danielle Valentine, a trama de “AHS: Delicate” gira em torno de uma atriz, interpretada por Emma Roberts, convencida de que uma força sinistra está orquestrando medidas elaboradas para evitar que ela experimente a gravidez. Descrita como uma “atualização feminista de ‘O Bebê de Rosemary'”, a história aborda temas de gravidez, maternidade, autonomia corporal das mulheres e o conceito do controle masculino sobre os corpos femininos. Danielle Valentine, autora do romance que inspirou a temporada, explicou a essência da obra: “É essencialmente um romance de terror sobre a gravidez. Explora não apenas a fisicalidade grotesca do que é a gravidez, mas também o menosprezo médico que até mulheres modernas e privilegiadas experimentam durante suas gestações”. Elenco e produção “AHS: Delicate” conta com um grupo talentoso de atores e atrizes, incluindo Kim Kardashian (“Oito Mulheres e um Segredo”) e Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”), ambas novatas na série, e a própria Emma Roberts (“Amor com Data Marcada”), que retorna à franquia após um hiato de quatro anos. O elenco também conta com Zachary Quinto (“Star Trek”), Michaela Jaé Rodriguez (“Pose”), Matt Czuchry (“O Residente”), Annabelle Dexter-Jones (“Succession”), Odessa A’zion (“Aquele que Habita em Mim”) e Debra Monk (“A Idade Dourada”). Ryan Murphy, um dos criadores da série, expressou entusiasmo sobre o papel de Kim Kardashian, afirmando que a showrunner Halley Feiffer “escreveu um papel divertido, estiloso e, no final, aterrorizante especialmente para Kim, e esta temporada é ambiciosa e diferente de tudo que já fizemos”.
Netflix revela fotos do novo terror do diretor de “A Maldição da Residência Hill”
A Netflix divulgou as primeiras fotos e a data de estreia da nova minissérie de terror do diretor Mike Flanagan. Após “O Clube da Meia-Noite” (2022), ele volta ao tema das casas mal-assombradas, que geraram suas melhores séries, “A Maldição da Residência Hill” (2018) e “A Maldição da Mansão Bly” (2020), para adaptar o clássico da literatura gótica “A Queda da Casa Usher”, de Edgar Allan Poe. Além de produzir e escrever, Flanagan também dirige quatro dos oito episódios da nova atração. Publicado em 1893, o conto de Poe é um mergulho na loucura, isolamento e identidades metafísicas, que gira em torno de uma visita à casa de Roderick Usher, onde os moradores encontram-se sob uma estranha maldição. A obra já ganhou várias adaptações no cinema. A mais antiga foi produzida em 1928 com roteiro do mestre do surrealismo Luis Buñuel. A mais famosa chegou aos cinemas em 1960, com o título brasileiro de “O Solar Maldito” e é considerada a obra-prima da carreira do diretor Roger Corman e do ator Vincent Price. A nova versão se passa nos dias atuais e, portanto, sofreu uma grande adaptação. Os oito episódios seguem os implacáveis irmãos Roderick (Bruce Greenwood, de “Star Trek”) e Madeline Usher (Mary McDonnell, de “Battlestar Galactica”), que transformaram sua empresa Fortunato Pharmaceuticals em um império de riqueza, privilégio e poder. Mas os segredos do passado vêm à tona quando os herdeiros da dinastia Usher começam a morrer nas mãos de uma misteriosa mulher. As imagens destacam o resto do elenco, que inclui alguns conhecidos das obras anteriores de Flanagan, como Carla Gugino (“A Maldição da Residência Hill”), Henry Thomas (“A Maldição da Residência Hill”), Kate Siegel (“A Maldição da Residência Hill”), T’Nia Miller (“A Maldição da Mansão Bly”), Katie Parker (“A Maldição da Mansão Bly”), Zach Gilford (“Missa da Meia-Noite”), Annabeth Gish (“Missa da Meia-Noite”), Michael Trucco (“Missa da Meia-Noite”), Samantha Sloyan (“Missa da Meia-Noite”), Rahul Kohli (“Missa da Meia-Noite”), Carl Lumbly (“Doutor Sono”), Robert Longstreet (“Doutor Sono”), Kyleigh Curran (“Doutor Sono”), Ruth Codd (“O Clube da Meia-Noite”), Sauriyan Sapkota (“O Clube da Meia-Noite”), Crystal Balint (“O Clube da Meia-Noite”), Aya Furukawa (“O Clube da Meia-Noite”), Matt Biedel (“O Clube da Meia-Noite”) e Igby Rigney (“O Clube da Meia-Noite”), além dos “novatos” Mark Hamill (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Paola Nuñez (“Bad Boys Para Sempre”), Willa Fitzgerald (“Pânico: A Série”), Malcolm Goodwin (“iZombie”) e Daniel Jun (“The Expanse”). A estreia foi marcada para 12 de outubro.
“Asteroid City” é principal estreia da semana nos cinemas
Interrompendo o fluxo de blockbusters semanais, o principal lançamento desta quinta (10/8) nos cinemas é um filme “de arte”: a nova obra de Wes Anderson, “Asteroid City”. Ao todo, o circuito recebe nove filmes novos, todos com distribuição muito abaixo da média dos grandes títulos das últimas semanas. Além de “Asteroid City”, as estreias de maior alcance incluem a cinebiografia musical “A Era de Ouro” e a animação russa “Gatos no Museu”. Confira abaixo todas as novidades. ASTEROID CITY O mais recente filme de Wes Anderson transporta o público para uma cidade desértica fictícia da década de 1950, palco de uma competição astronômica. O enredo metalinguístico se desenrola como uma peça teatral dentro de um programa de televisão, com Bryan Cranston (“Breaking Bad”) no papel do apresentador. O elenco estelar também inclui Jason Schwartzman (“A Crônica Francesa”), Scarlett Johansson (“Vingadores: Ultimato”), Edward Norton (“O Incrível Hulk”), Adrien Brody (“O Pianista”), Tilda Swinton (“Era Uma Vez um Gênio”), Jeffrey Wright (“Westworld”), Tom Hanks (“Elvis”), Willem Dafoe (“O Farol”), Jeff Goldblum (“Jurassic Park”), Margot Robbie (“Barbie”), Steve Carell (“The Office”), Maya Hawke (“Stranger Things”) e os cantores Seu Jorge (“Marighella”) e Jarvis Cocker (“Harry Potter e o Cálice de Fogo”). A narrativa é tecida em torno de personagens peculiares, como Woodrow Steenbeck (Jake Ryan), um jovem astrônomo cujo pai, Augie (Jason Schwartzman), guarda as cinzas de sua esposa em um recipiente Tupperware. Augie, um fotógrafo de guerra, se sente atraído por Midge Campbell (Scarlett Johansson), uma atriz glamourosa cuja filha, Dinah (Grace Edwards), tem uma conexão especial com Woodrow. A chegada de um visitante extraterrestre desencadeia um bloqueio militar na cidade, adicionando um elemento de tensão à trama. No fundo, “Asteroid City” é uma celebração do estilo único do diretor de “A Crônica Francesa”, “O Grande Hotel Budapeste” e “A Vida Marinha com Steve Zissou”, combinando humor irônico com elementos trágicos. Cheia dos maneirismos característicos de Anderson, como o uso de cores pastéis, imagens centralizadas e um verdadeiro desfile de atores famosos, a obra é uma reflexão sobre os métodos do diretor, seus desejos artísticos e sua visão sobre o cinema. A ERA DE OURO O drama biográfico narra a vida de Neil Bogart, o empresário visionário que criou a gravadora independente mais bem-sucedida de todos os tempos, antes de morrer de forma precoce em 1982, com apenas 39 anos. Escrito, dirigido e produzido por Timothy Scott Bogart, filho do biografado, o filme é uma homenagem de filho para pai – e por isso é uma história de sexo, drogas e rock and roll que, em grande parte, ignora todos os três. A trama se concentra na fundação da Casablanca Record, que, apesar de estar frequentemente à beira do colapso, encontrou sucesso na década de 1970 com artistas como Kiss, Donna Summer, Parliament e Village People. A história é contada pela perspectiva do empresário, interpretado por Jeremy Jordan (“Supergirl”), que narra sua própria vida, reconhecendo que as pessoas se lembram mais dos artistas do que do homem por trás das cenas. E o filme seria mesmo muito melhor se desse maior atenção aos artistas, apesar da relação de Bogart com Donna Summer receber destaque, com uma cena particularmente memorável retratando a gravação de “Love to Love You Baby”. O elenco é repleto de cantores reais: Ledisi como Gladys Knight, Jason Derulo como Ronald Isley, dos Isley Brothers, o rapper Wiz Khalifa como George Clinton, Tayla Parx como Donna Summer e o cantor da Broadway Casey Likes como Gene Simmons, do Kiss, entre outros. RHEINGOLD – O ROUBO DO SUCESSO Mais uma biografia musical, mas esta aborda uma variedade de temas, desde campos de refugiados, prisões sírias e o submundo do crime. A trama é inspirada nas memórias do rapper, produtor musical e ex-presidiário Giwar Hajabia, mais conhecido como Xatar. A história é uma representação da vida de Xatar, um filho de refugiados curdos que se envolveu em uma série de atividades criminosas antes de se tornar um rapper de sucesso. Com direção de Fatih Akin (“Soul Kitchen”), um diretor alemão de origem turca conhecido por abrir um novo caminho multicultural na cinematografia alemã no início deste século, a narrativa é repleta de energia e intensidade, começando com a prisão e tortura de Xatar na Síria em 2010. O filme então retrocede para a infância de Xatar, mostrando sua família durante a revolução iraniana de 1979 e sua subsequente fuga para a Europa. A história continua a acompanhar o jovem enquanto ele se envolve em pequenos crimes, tráfico de drogas e, eventualmente, um notório roubo de ouro. A produção é estrelada pelo ator Emilio Sakraya (“Warrior Nun”), cuja atuação é sempre descrita como magnética. URSINHO POOH – SANGUE E MEL O terror de baixo orçamento, que transforma os personagens amados de A.A. Milne em assassinos sanguinários, foi produzida após a expiração dos direitos autorais do Ursinho Pooh em 2022, permitindo que qualquer pessoa pudesse usá-lo num filme sem medo de ação legal. Com um orçamento de apenas US$ 100 mil, o estreante Rhys Frake-Waterfield aproveitou o atrativo da franquia famosa para chacinar memórias infantis sem dó. Após serem abandonados por Christopher Robin, que foi para a faculdade, Pooh e Leitão se tornam selvagens e são forçados a matar e comer o burrinho Ió para sobreviver. A partir daí, a dupla jura vingança contra a humanidade. Detalhe: os personagens parecem literalmente atores iniciantes usando máscaras de borracha. Apesar de sua premissa trash, a trama não é uma comédia. Em vez disso, é uma representação violenta e perturbadora dos personagens de Milne, com a maior parte da violência sendo direcionada a mulheres. Tudo é de baixa qualidade, do design de produção de liquidação à direção incoerente. | DESTINO DAS SOMBRAS | Realizado há cinco anos, o terror capixaba só agora encontra espaço no circuito comercial cinematográfico. O filme do estreante Klaus’Berg também tem orçamento irrisório. A trama, que explora o tema do desaparecimento de crianças, se desenrola quando dois amigos decidem passar um fim de semana em um sítio rural em Colatina para fugir de problemas familiares. Recém-separado, Marcos leva também sua pequena filha. No entanto, eles logo descobrem que o local possui um passado tenebroso. Enfrentando ameaças reais e questionando relatos sobrenaturais contados pelos moradores locais, os amigos acabam presos em uma história em que passado e presente se entrelaçam, revelando um destino sombrio. O elenco inclui Raphael Teixeira (“De Perto Ela Não é Normal”), Othoniel Cibien (“Os Incontestáveis”), Suely Bispo (“Velho Chico”), Thelma Lopes (“O Cemitério das Almas Perdidas”) e Markus Konká (“Mata Negra”). O ESPAÇO INFINITO O drama brasileiro foca em Nina, interpretada por Gabrielle Lopes (“Como Nossos Pais”), uma astrofísica que, após um surto psicótico, é internada em uma clínica de reabilitação. A partir desse ponto, a narrativa acompanha a jornada de Nina em seu próprio subconsciente, em busca de um caminho de volta à realidade compartilhada. A trama aborda temas como o tratamento de transtornos psicóticos, autoconhecimento, manifestação do inconsciente, simbolismos e amor, tudo isso através da experiência vivenciada pela protagonista. A história se desenrola com Nina em um processo de autodescoberta, enquanto interage com outros pacientes da clínica e recebe visitas ocasionais de sua mãe, seu marido e seu filho. O primeiro longa de Leo Bello apresenta um olhar intimista sobre os diagnósticos e processos de cura de transtornos psiquiátricos, mas . UMA NOITE EM HAIFA O mais recente filme do diretor israelense Amos Gitai (“Ana Arabia”) é o retrato de uma noite no Fattoush, um popular bar e galeria de arte em Haifa, Israel. O filme é ambientado inteiramente dentro do bar, onde uma série de personagens de diferentes origens e condições sociais se encontram e interagem ao longo da noite. A trama se desenrola através de uma série de diálogos e interações entre os personagens, que incluem Laila (Maria Zreik), a diretora palestina da galeria, Gil (Tsahi Halevi), um talentoso fotógrafo israelense, e Kamal (Makram J. Khoury), o marido cético de Laila. Através dessas interações, Gitai tenta explorar o conflito israelo-palestino, a arte e a vida pessoal dos personagens. No entanto, a narrativa gira em torno de si mesma, sem atingir um clímax convincente ou se resolver em um final sólido e eficaz. A seu favor, Gitai tenta mostrar uma realidade diferente daquela frequentemente retratada na mídia, onde árabes e israelenses estão constantemente em conflito. O filme é notável por sua representação de um ambiente multicultural onde árabes e israelenses, heterossexuais e gays, radicais e moderados convivem. GATOS NO MUSEU A animação russa acompanha um gato de rua e seu amigo ratinho que vão parar no Museu do Louvre, em Paris, e além de enfrentar os gatos guardiões do local ainda precisam sobreviver ao fantasma do museu. O diretor é o experiente Vasiliy Rovenskiy, que assina sua sexta animação após “Animais em Apuros” (2018), “Um Panda em Apuros” (2019), “O Reino do Golfinhos” (2020), “Pinocchio – O Menino de Madeira” (2021) e “Big Trip 2” (2022). Filmando um desenho por ano, o cineasta passa longe do nível de exigência hollywoodiano. A produção é barata, com visual CGI ultrapassado. TERRA QUE MARCA Documentário português sobre trabalho rural. Exibido no Festival de Berlim, o filme tem direção de Raul Domingues (“Flor Azul”).
Trailer de terror traz possessão de astros de “Sex Education” e “Stranger Things”
“O Jogo da Invocação” (All Fun and Games), um terror estrelado por Natalia Dyer (“Stranger Things”) e Asa Butterfield (“Sex Education”), ganhou trailers sangrentos para os mercados brasileiro e norte-americano. Ambas as prévias mostram o personagem de Butterfield sendo possuído por um espírito maligno após entrar em contato com uma faca misteriosa, que o leva a ameaçar seus amigos e sua família. O longa-metragem explora elementos de crueldade presentes em jogos infantis – como esconde-esconde e pega-pega – e o que acontece quando os jogos vão longe demais. Quando um grupo de adolescentes encontra uma faca amaldiçoada na floresta, eles liberam um demônio malévolo que não descansará até fazê-los jogar seu jogo, ao custo de suas vidas e almas. Elenco e Direção Além de Natalia Dyer e Asa Butterfield, o elenco também inclui Benjamin Ainsworth (“Pinóquio”), Laurel Marsden (“Ms. Marvel”), Kolton Stewart (“Casamento Grego 2”) e Annabeth Gish (“Missa da Meia-Noite”). A direção é da dupla Ari Costa e Eren Celeboglu, marcando a estreia da dupla nos cinemas. Eles também assinam o roteiro, enquanto a produção é dos irmãos Joe e Anthony Russo, diretores dos últimos filmes dos Vingadores da Marvel. Por curiosidade, Ari Costa trabalhou na produção dos filmes dos Russo na Marvel – e, mais recentemente, na franquia “O Resgate”, na Netflix. A estreia no Brasil está marcada para 30 de novembro, quase três meses após o lançamento nos EUA (em 1 de setembro).
The Changeling: Trailer de nova série de terror explora lenda brasileira
A Apple TV+ divulgou o pôster e o trailer da nova série de terror “The Changeling – Sombras de Nova York”, protagonizada e produzida pelo ator LaKeith Stanfield, atualmente em cartaz nos cinemas em “Mansão Mal-Assombrada”. A prévia revela uma trama intrigante que explora paternidade e uma odisseia perigosa por uma Nova York desconhecida. Lenda brasileira A série é baseada no best-seller homônimo do escritor americano Victor LaValle e envolve uma viagem ao Brasil, onde Emma, a personagem de Clark Backo (“The Handmaid’s Tale”), se depara com uma lenda brasileira similar a crença na fita do Senhor do Bonfim – fiéis acreditam que ao amarrar uma fitinha do Senhor do Bonfim com três nós no braço, esta carrega o poder de realizar três desejos quando se rompe, mas não podem tirá-la do braço antes disso. A narrativa explora essa tradição, vinculando-a à transformação da vida dos personagens e oferecendo uma visão intrigante e perturbadora da realidade. Na trama, LaKeith Stanfield vive Apollo, o apaixonado futuro marido que corta a fitinha de Emma, após ela voltar do Brasil. E as consequências logo vem, com estranhos sonhos recorrentes e uma série de eventos inexplicáveis, culminando no desaparecimento misterioso de Emma, aparentemente do nada, que dá início a uma odisseia de Apollo por um mundo diferente daquele que ele pensava conhecer. Elenco e equipe Além de LaKeith Stanfield e Clark Backo, o elenco é composto por Adina Porter (“The 100”), Samuel T. Herring (“Titane”), Alexis Louder (“Watchmen”), Jared Abrahamson (“Animais Americanos”) e o convidado especial Malcolm Barrett (“Cara Gente Branca”). O roteiro é adaptado por Kelly Marcel, responsável por trabalhos como “Venom”, “Cruella” e “Cinquenta Tons de Cinza”, e a direção do piloto ficou a cargo de Melina Matsoukas (“Queen & Slim”). A estreia está marcada para 8 de setembro, com o lançamento dos três primeiros episódios, seguidos de um novo episódio semanal até 13 de outubro.
Terror “Fale Comigo” tem sequência oficializada
O terror “Fale Comigo” (Talk to Me), um dos maiores sucessos de bilheteria da produtora independente A24, teve sua sequência oficializada. O novo filme, que vai se chamar em inglês “Talk 2 Me”, foi anunciado pela A24 em suas redes sociais, antes mesmo da estreia do film no Brasil, onde será lançado em 17 de agosto. O filme original, que se tornou a segunda maior estreia da A24 com US$ 10 milhões, já arrecadou US$ 23,2 milhões nas bilheterias dos EUA desde 28 de julho. A performance surpreendente nas bilheterias fez com que “Fale Comigo” se tornasse a maior estreia da produtora desde “Hereditário” em 2018. Além disso, atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Direção e Elenco Os diretores do primeiro filme, Danny e Michael Philippou, que até então eram mais conhecidos pelo canal de YouTube RackaRacka, voltarão a comandar a sequência. Bill Hinzman também retorna como roteirista, assinando a nova história ao lado de Danny Philippou. Ainda não há detalhes sobre a trama de “Talk 2 Me”, nem confirmação do retorno do elenco original. A Trama Original Na trama, um grupo de jovens que descobre como invocar espíritos usando uma mão embalsamada e decidem experimentar um jogo que envolve o contato com espíritos. O objetivo do jogo é tocar uma mão embalsamada e pronunciar as palavras “fale comigo”, permitindo que um espírito ocupe temporariamente o corpo do participante. O truque está em limitar o tempo de possessão, que não pode ultrapassar 90 segundos, caso contrário, “eles vão querer ficar”. Após perder a mãe, a protagonista Mia (Sophie Wilde, de “Eden”) é levada pelo desejo de se conectar com o outro lado e acaba se envolvendo intensamente no jogo. A protagonista leva a mão embalsamada para casa e consegue contatar a mãe falecida, mas as consequências são inesperadas e aterrorizantes. Prólogo Inédito Além da sequência confirmada, os irmãos Philippou revelaram em entrevista ao The Hollywood Reporter que já rodaram um prólogo focado na personagem Duckett (interpretado pelo estreante Sunny Johnson). A sequência, que ficou fora do corte final, oferece uma perspectiva única, contada através de celulares e redes sociais, e também poderá ser lançada posteriormente. Veja o trailer do filme original.
Terror sensação “Fale Comigo” já tem prólogo filmado
Ainda inédito no Brasil, o filme de terror “Fale Comigo” já tem um prólogo filmado. Os irmãos australianos Danny e Michael Philippou, diretores do longa, revelaram em entrevista ao The Hollywood Reporter que já rodaram um prólogo focado na personagem Duckett, interpretada por Sunny Johnson. “Filmamos um prólogo completo de Duckett. É contado inteiramente pela perspectiva de celulares e redes sociais, então talvez possamos lançar isso mais adiante”, disse Danny Philippou. Lançado no fim de semana passado nos EUA, “Fale Comigo” superou as projeções de bilheteria, arrecadando mais de US$ 10 milhões para se tornar a maior estreia da produtora A24 desde “Hereditário”, em 2018. Para completar, o filme atingiu 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. Logicamente vai ganhar continuação. A criação de “Fale Comigo” “Fale Comigo” marcou a estreia dos irmãos Philippou no cinema. Mas eles não são exatamente iniciantes. Os irmãos começaram a fazer filmes de terror caseiros aos nove anos de idade e, em 2013, deram um passo adiante ao criar seu canal no YouTube, RackaRacka, que agora conta com quase 7 milhões de inscritos. Inspirados pelo curta-metragem de um amigo sobre possessão como meio de se drogar, eles conceberam “Fale Comigo”. A trama de terror O filme começa com dois irmãos, Cole (Ari McCarthy, de “Heartbreak High”), que tenta desesperadamente encontrar Duckett (o estreante Sunny Johnson) em uma festa. Rapidamente se percebe que Duckett está possuído por algo, e a cena se torna perturbadoramente violenta, com espectadores olhando horrorizados ou fugindo com seus celulares em mãos. A sequência de Cole e Duckett é destinada a mostrar o que está reservado para a personagem principal do filme, Mia (Sophie Wilde, de “Eden”), e seu grupo de amigos adolescentes. Na trama, esses amigos decidem experimentar um jogo que envolve o contato com espíritos. O objetivo do jogo é tocar uma mão embalsamada e pronunciar as palavras “fale comigo”, permitindo que um espírito ocupe temporariamente o corpo do participante. O truque está em limitar o tempo de possessão, que não pode ultrapassar 90 segundos, caso contrário, “eles vão querer ficar”. Após perder a mãe, Mia é levada pelo desejo de se conectar com o outro lado e acaba se envolvendo intensamente no jogo. A protagonista leva a mão embalsamada para casa e consegue contatar a mãe falecida, mas as consequências são inesperadas e aterrorizantes. Além dos citados, o elenco conta com Chris Alosio (“Turbulências de Verão”), Zoe Terakes (“Wentworth”), Miranda Otto (“O Mundo Sombrio de Sabrina”), Joe Bird (“Primeiro Dia”), Alexandra Jensen (“Beat”), Otis Dhanji (“Aquaman”), Marcus Johnson (“Irreverent”), e Alexandria Steffensen (“Como Agradar uma Mulher”). Prólogo e sequência Os irmãos Philippou revelaram que já filmaram um prólogo sobre a possessão de Duckett, que esperam lançar em algum momento. Além disso, eles também mencionaram a possibilidade de uma sequência para “Fale Comigo”. “Ao escrever o primeiro filme, você não pode deixar de escrever cenas para um segundo filme. Então, há tantas cenas. A mitologia era tão densa, e se a A24 nos der a oportunidade, não resistiremos. Acho que pularíamos nisso”, disse Danny Philippou. “Fale Comigo” tem estreia marcada no Brasil em 17 de agosto. Veja o trailer.
Último roteiro de George A. Romero, criador dos zumbis modernos, vai virar filme
O último filme planejado pelo mestre do horror George A. Romero, “Twilight of the Dead”, vai ganhar vida. Antes de sua morte em 2017, Romero estava desenvolvendo este último filme de zumbis, que agora tem o apoio da Roundtable Entertainment e uma data de início de filmagem prevista para o final de 2023 em Porto Rico. Um legado de zumbis Romero, que começou sua longa carreira de filmes de zumbis com “A Noite dos Morto-Vivos” em 1968, gerou uma franquia que durou décadas e originou todo o subgênero dos filmes dos zumbis modernos. Diferente dos terrores de zumbis haitianos, que eram feitos até então, os cineastas transformou os zumbis numa epidemia pós-apocalíptica, reinventando os monstros em contexto de distopia sci-fi. Além de “A Noite dos Morto-Vivos”, ele filmou mais cinco filmes de zumbis: “Despertar dos Mortos” (1978), “Dia dos Mortos” (1985), “Terra dos Mortos” (2005), “Diário dos Mortos” (2007) e “Ilha dos Mortos” (2009). O último capítulo O último roteiro “Twilight of the Dead” é apresentado como a “última parte” da franquia dos “Mortos” de Romero. O roteiro inicial foi escrito pelo próprio Romero e concluído por Joe Knetter, Robert Lucas e Paolo Zelati. Assim como o filme anterior da franquia, a trama se passa numa ilha. Segundo a sinopse, a história “mergulha na natureza obscura da humanidade do ponto de vista dos últimos humanos na Terra que estão presos entre facções dos mortos-vivos”. A equipe de produção inclui a última esposa do falecido cineasta, Suzanne Romero, que está em negociações com um diretor. Declarações sobre a produção Suzanne Romero expressou seu entusiasmo com o projeto, afirmando: “Estou encantada em unir forças com a Roundtable para levar a evolução assustadora do universo de Romero para a tela. A Roundtable me impressionou com seu amor dprofundo pelo trabalho de George. Acredito que eles têm a visão para produzir a melhor versão deste filme que honra o legado de Romero. Mal posso esperar para começar a filmar!” John Baldecchi, chefe de roteiros da Roundtable, acrescentou: “Estamos emocionados em trabalhar ao lado de Suzanne, Paolo e Stephanie para trazer a última parcela desta série épica. É o final perfeito para um dos maiores legados de horror de todos os tempos, com uma mensagem poderosa e oportuna sobre como a humanidade é a causa de sua própria destruição, repetidamente. Há muita empolgação na comunidade criativa para se envolver no projeto e tomaremos decisões sobre isso em breve”. Ainda não há previsão para o começo das filmagens ou uma data de lançamento definida para o filme.
“Barbie” ultrapassa US$ 770 milhões e se aproxima do clube do bilhão
“Barbie” continua a surpreender nas bilheterias, faturando US$ 774,5 milhões mundiais com apenas 10 dias de exibição. O filme está a caminho de atingir a marca de US$ 1 bilhão, o que o tornaria apenas o segundo filme de 2023 a entrar para o clube do bilhão de dólares, após “The Super Mario Bros. Movie”, que arrecadou US$ 1,34 bilhão em todo o mundo. O desempenho é impressionante e segue batendo recordes. Só no fim de semana foram US$ 93 milhões na América do Norte. Este resultado representa um dos melhores segundos finais de semana de todos os tempos nos EUA e Canadá, e o melhor segundo final de semana da História da Warner Bros. Contrariando as previsões de que desapareceria rapidamente após sua estreia histórica no final de semana de 21 a 23 de julho, “Barbie” teve uma queda de somente 43% e já acumula um total doméstico de US$ 351,4 milhões. O filme dirigido por Greta Gerwig também continua a fazer sucesso no exterior, com uma queda de apenas 32,2%. No mercado internacional, rendeu US$ 122,2 milhões neste final de semana e um total de US$ 423,1 milhões. Tudo somado, são US$ 774,5 milhões mundiais, garantido que a promessa da atriz Margot Robbie seja cumprida. Ela garantiu para a Warner Bros. que o filme faria US$ 1 bilhão, o que pode acontecer já no próximo fim de semana. “Oppenheimer” também se destaca “Oppenheimer”, de Christopher Nolan, também está se saindo bem nas bilheterias. O drama biográfico de três horas arrecadou estimados US$ 46,2 milhões neste final de semana, uma queda de apenas 44% em relação ao final de semana anterior. O filme terminou o final de semana com uma arrecadação global estimada de US$ 400,4 milhões, incluindo US$ 174,6 milhões domésticos e US$ 226,3 milhões no exterior. Com um orçamento estimado de US$ 100 milhões, “Oppenheimer” já está dando lucro para a Universal – também com 10 dias de exibição – e deve chegar a meio bilhão em breve. Bilheteria mal-assombrada Por outro lado, o filme “Mansão Mal-Assombrada” teve uma estreia modesta, arrecadando US$ 24,2 milhões em 3º lugar. Este resultado representa uma das menores estreias entre as reimaginações de atrações de parques temáticos ou filmes animados clássicos da Disney. No exterior, “Mansão Mal-Assombrada” arrecadou US$ 9,1 milhões em 53 territórios para um total global de US$ 33,3 milhões. Com isso, a Disney segue acumulando fracassos no cinema em 2023. O thriller independente “Sound of Freedom” ficou em 4º lugar do ranking. No seu quarto final de semana de exibição, o longa arrecadou mais US$ 13,6 milhões, elevando sua soma doméstica para impressionantes US$ 150 milhões. A polêmica produção sobre tráfico de crianças e ideologia ultradireitista superou as expectativas e já arrecadou mais do que grandes produções como “Velozes e Furiosos 10”, “Elementos” e “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” nos EUA. Finalizando o Top 5, “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” arrecadou US$ 10,7 milhões em seu terceiro final de semana, elevando seu total doméstico para US$ 139 milhões. Apesar das críticas positivas, o filme de ação estrelado por Tom Cruise enfrenta dificuldades para se destacar diante do fenômeno “Barbenheimer” e terá que lutar para recuperar seu investimento durante a exibição nos cinemas. No entanto, tem se saído melhor no mercado internacional, onde já arrecadou US$ 309,4 milhões, totalizando globalmente US$ 448 milhões. Terror supera expectativas A semana também trouxe uma surpresa abaixo do Top 5. O terror “Fale Comigo”, da A24, superou as projeções de bilheteria, arrecadando mais de US$ 10 milhões em 2.340 salas de cinema em seu final de semana de estreia. O filme, dirigido pelos irmãos australianos Danny e Michael Philippou, ficou em 6º lugar nas bilheterias domésticas. Este é o maior final de semana de estreia da produtora A24 desde “Hereditário”, de Ari Aster, em 2018, que arrecadou US$ 13,6 milhões em 2.900 salas de cinema. É relativamente raro para filmes independentes ultrapassarem a marca de US$ 10 milhões em um final de semana, especialmente no período pós-pandemia, marcando outro sucesso para a produtora, que neste ano venceu o Oscar de Melhor Filme com “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”. “Fale Comigo” conta a história de um grupo de amigos que brincam com uma mão embalsamada, resultando em consequências nefastas. A estreia no Brasil está marcada para 17 de agosto. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | BARBIE 2 | OPPENHEIMER 3 | MANSÃO MAL-ASSOMBRADA 4 | SOUND OF FREEDOM 5 | MISSÃO: IMPOSSÍVEL – ACERTO DE CONTAS PARTE 1
Trailer de “Jogos Mortais X” coloca golpistas nas armadilhas da franquia
A Paris Filmes divulgou o pôster e o trailer nacionais de “Jogos Mortais X”, o décimo filme da franquia de terror inaugurada em 2004. O longa marca o retorno de John Kramer/Jigsaw, interpretado por Tobin Bell, o infame serial killer dos primeiros títulos, que morreu em “Jogos Mortais III”. E embora várias continuações sugerissem que ele teria escapado da morte, o vilão continua morto. Seu retorno ao cinema se deve a “Jogos Mortais X” ser uma espécie de prólogo, passado entre o primeiro e o segundo filmes. Na trama, um doente e desesperado John viaja para o México em busca de um procedimento médico experimental e arriscado, na esperança de uma cura milagrosa para seu câncer terminal. No entanto, ele descobre que toda a operação é uma fraude destinada a enganar os mais vulneráveis. Enfurecido, o famoso serial killer retorna ao seu trabalho, virando o jogo contra os golpistas de sua maneira característica, através de armadilhas engenhosas, violentas e perturbadoras, com o objetivo de fazer os criminosos se torturarem para evitar a morte. “Todos vocês fingiram me curar. Mas o que planejei para cada um de vocês é muito real”, ele avisa, em tom ameaçador. Além de Tobin Bell, a atriz Shawnee Smith, que interpreta Amanda Young, a sucessora de Jigsaw, também está de volta na produção, que completa seu elenco com Synnøve Macody Lund (“Ragnarok”), Steven Brand (“Vikings: Valhalla”), Michael Beach (“Dahmer: Um Canibal Americano”), Renata Vaca (“Pisando Fundo”), Paulette Hernandez (“A Vingança das Juanas”), Octavio Hinojosa (“Por la Máscara”) e Joshua Okamoto (“Control Z”). A direção é de Kevin Greutert, que também volta à franquia após editar os cinco primeiros longas e dirigir “Jogos Mortais 6” (2009) e “Jogos Mortais: O Final” (2010). Criada pelo roteirista Leigh Whannell (“O Homem Invisível”) e pelo diretor James Wan (“Aquaman”) em 2004, a franquia “Jogos Mortais” já rendeu mais de US$ 1 bilhão nas bilheterias. O filme mais recente foi “Espiral – O Legado de Jogos Mortais”, estrelado por Chris Rock e Samuel L. Jackson, lançado em 2021. A estreia de “Jogos Mortais X” vai acontecer em 28 de setembro no Brasil, um dia antes de seu lançamento nos EUA.












