Penny Dreadful ganha novo comercial macabro de sua 3ª temporada
O canal americano AMC divulgou um novo comercial da 3ª temporada da série “Penny Dreadful”. A prévia volta a investir num clima macabro, ecoando o destino dos protagonistas, em especial o encarceramento de Vanessa Ives (Eva Green, em performance arrepiante) num hospício, a perda de controle do lobisomem Ethan (Josh Hartnett) e o baile sangrento promovido por Lily (Billie Piper) e Dorian Gray (Reeve Carney), enquanto uma versão distorcida de “You Don’t Own Me”, de Leslie Gore, fornece uma marcha fúnebre em tom de vingança. A nova temporada deve incluir novos personagens da literatura gótica britânica, como o Dr. Jeckyll, de “O Médico e o Monstro”, vivido por Shazad Latif (“O Exótico Hotel Marigold 2”), e a Dra. Seward, versão feminina do psiquiatra visto em “Drácula”, interpretada por Patti LuPone – que fez participação especial na 2ª temporada como a bruxa Joan Clayton. Na trama, ela estará novamente envolvida com Vanessa Ives, buscando tratar seus distúrbios de uma forma não convencional. O elenco também terá Christian Camargo (série “Dexter”) como o Dr. Alexander Sweet, zoólogo que forma uma amizade improvável com Vanessa, Samuel Barnett (“O Destino de Júpiter”) como o jovem e misterioso secretário da Dra. Seward, Wes Studi (série “The Read Road”) como Kaetenay, um intenso e enigmático nativo-americano com uma profunda ligação com Ethan (Josh Hartnett) e que se tornará um aliado de Sir. Malcolm (Timothy Dalton), e Jessica Barden (“Hanna”) como Justine, que se envolverá com Dorian Grey. “Penny Dreadful” só retorna à TV americana em 1 de maio, com nove episódios no canal pago Showtime. No Brasil, a nova temporada também será exibida em maio pelo HBO.
The Walking Dead: Prévias do próximo capítulo revelam pistas importantes
O canal pago americano AMC divulgou uma cena e um trailer do próximo capítulo de “The Walking Dead”, já devidamente legendados pelos fãs da série. Geralmente, a divulgação inclui duas cenas. E já há teorias a respeito da falta de informação sobre o que espera os telespectadores no próximo domingo. Ao contrário do que as prévias sugerem, o novo capítulo pode trazer uma morte impactante. Neste sentido, a conversa entre Carol (Melissa McBride) e Daryl (Norman Reedus) seria mais reveladora do que aparenta, pois, nos quadrinhos, Dwight (Austin Amelio), o personagem que Daryl salvou em “Always Accountable” (exibido em novembro), ressurge de forma mortal. Por sinal, sua potencial vítima aparece brevemente no trailer. Intitulado “Twice as Far”, o novo episódio vai ao ar no domingo (20/3) também no Brasil, pelo canal pago Fox. A série já se encontra renovada para sua próxima temporada.
Kubo e a Espada Mágica: Nova animação em stop-motion da Laika ganha trailer dublado
A Universal divulgou o trailer dublado de “Kubo e a Espada Mágica”, nova animação do estúdio Laika, que também ganhou três pôsteres internacionais de seus personagens. A produção preserva a técnica stop-motion, de animação de bonecos quadro-a-quadro, que marcou os ótimos filmes anteriores da Laika, “Coraline e o Mundo Secreto” (2009), “ParaNorman” (2012) e “Os Boxtrolls” (2014), além de compartilhar com eles uma temática mais sombria que a média da animação americana. Desta vez, ainda há influência dos animes, como a própria ambientação japonesa indica. E vale ainda destacar a citação musical que acompanha a prévia, uma versão orquestral de “While My Guitar Gently Weeps”, dos Beatles, que faz referência ao poder do garoto de fazer origamis ganharem vida com o toque de seu Shamisen – instrumento tradicional de três cordas, que ele toca apenas com duas. Ambientada no Japão feudal, a animação acompanha o personagem-título Kubo, um menino que vive em um pacato vilarejo com sua mãe, até que um espírito vingativo o encontra, trazendo à tona sua herança sobrenatural. Sua única chance de sobrevivência é encontrar uma armadura e uma espada mágica, que pertenceu a seu pai, um samurai. A direção é de Travis Knight, que estreia na função após trabalhar como animador principal dos três longas anteriores do estúdio. Já a dublagem original, que não será ouvida nos cinemas brasileiras, reúne um superelenco: Charlize Theron (“Mad Max: A Estrada da Fúria”) dubla o macaco, Matthew McConaughey (“Interestellar”) faz a voz do besouro, Rooney Mara (“Peter Pan”) é o espírito vingativo, o jovem Art Parkinson (“Terremoto: A Falha de San Andreas”) dá vida ao personagem-título, e ainda há papeis para Ralph Fiennes (franquia “Harry Potter”), George Takei (da série original “Jornada nas Estrelas”) e Brenda Vaccaro (“O Espelho Tem Duas Faces”). “Kubo and the Two Strings” estreia em 18 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Boa Noite, Mamãe faz terror com mistério, violência e clima de pesadelo
O terror parece viver um momento de renovação, com produções independentes e de países diferentes que fogem dos estereótipos mais tradicionais do gênero. O austríaco “Boa Noite, Mamãe” (2014) tem cativado a crítica, mas dividido o público, algo que também tem sido uma característica da safra atual. Alguns espectadores, por exemplo, percebem logo de cara um dos segredos do filme. E isso até pode ser considerado um problema, já que supostamente seria a surpresa do final. De todo modo, o que conta mesmo é a atmosfera densa, criada na relação entre dois meninos gêmeos de nove anos de idade e a mulher que pode ou não ser a mãe deles, que, após uma cirurgia plástica, volta para casa com o rosto enfaixado. Como ela se comporta de maneira diferente e também um tanto cruel, os meninos começam a suspeitar de que se trata de outra pessoa. Um dos problemas do longa de estreia da dupla Severin Fiala e Veronika Franz é o andamento arrastado e repetitivo da primeira metade da narrativa, quando as crianças são mostradas como vítimas. A partir do momento da virada, porém, “Boa Noite, Mamãe” ganha contornos mais interessantes. A obra explode em sangue e tensão, com uma exibição de violência e tortura que aproxima o filme do subgênero torture porn. Por outro lado, há, também, vários elementos de mistério na trama, tanto que o final deixa sem resposta certas situações, como o túmulo cheio de ossos humanos em que os meninos encontraram um gato, e mesmo os detalhes do acidente da mãe – mas provavelmente nada disso seja importante. De fato, é até bom que certas coisas permaneçam sem explicação, como a obsessão dos gêmeos por baratas, que alimenta repulsa e gera bons momentos, ou a tendência mais sombria de um deles, em comparação com o outro. Por ser climático, é um filme que cresce à medida que pensamos nele. Se é um dos melhores exemplares do gênero dos últimos anos? Talvez não seja para tanto. Afinal, o quanto é bom lembrar de um pesadelo?
José Mojica Marins planeja filmar terrores de verdade que viu durante sua vida
Prestes a completar 80 anos de idade no domingo (13/3), José Mojica Marins, mais conhecido por seu personagem Zé do Caixão, confirmou que planeja rodar mais um filme, dedicado às coisas terríveis que viu ao longo da vida. “E será o meu filme mais assustador”, ele afirmou, em entrevista ao UOL. Sua vida já foi recentemente transformada em minissérie, numa produção do canal pago Space, que, por sinal, reprisa os seis episódios no domingo. Mas o novo projeto não será focado nos bastidores de suas realizações cinematográficas, como a série. Mojica planeja contar experiências que viveu e terrores que testemunhou, e que o assombram até hoje. “Vivi coisas que ninguém pode sequer imaginar. Por exemplo, o período do esquadrão da morte, na década de 1960. Pegavam pencas de gente inocente e jogavam no mar para os tubarões. Foi uma época de muita violência e mentira”, ele contou, dando um teaser do novo projeto. Mais: “Vi uma vez uma amiga sendo torturada e não pude fazer nada. Na Boca do Lixo [região central em São Paulo], tinha mãe vendendo a filha para produtores para que elas, as mães, aparecessem no filme. São histórias reais que vi com meus próprios olhos, um terror que jamais seria possível imaginar, é isso que quero filmar, e será meu filme mais assustador”. Se a saúde permitir – depois de duas paradas cardíacas e cinco meses na UTI em 2014, ele tem de encarar atualmente três hemodiálises semanais – seu plano é filmar esse longa em 2017. Por enquanto, os fãs podem se contentar em rever seus clássicos, que, também a partir de domingo, ganham retrospectiva semanal no Canal Brasil, com a exibição de seis longa-metragens, entre eles “À Meia-Noite Levarei Sua Alma” (1964) e o “O Despertar da Besta” (1990). Além disso, a Cinemateca Brasileira, em São Paulo, também vai celebrar a vida e a obra de Zé do Caixão com uma mostra especial de 20 filmes em sessões gratuitas, durante quatro semanas, até dia 3 de abril.
Supermax: Veja o trailer violento e assustador da série de terror da rede Globo
A rede Globo divulgou um novo trailer de “Supermax”, produção que vai juntar terror e reality show. A prévia é violentíssima. Sem explicar a trama, mostra mortes, muito sangue e demônios criados com efeitos visuais bem convincentes. A trama gira em torno de um reality show, que reúne concorrentes de passado duvidoso numa prisão desativada em plena Amazônia. Em pouco tempo, porém, o confinamento vira terror, como demonstra o vídeo abaixo. “Supermax” foi criada pelo escritor Marçal Aquino (“Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios”), o roteirista Fernando Bonassi (“Lula, o Filho do Brasil”) e o diretor José Alvarenga Jr. (“Cilada.com”), e a direção dos episódios está a cargo de Alvarenga, do cineasta José Eduardo Belmonte (“Alemão”) e de Rafael Miranda (diretor assistente da minissérie “O Caçador”). O elenco inclui Mariana Ximenes (“Os Penetras”), Erom Cordeiro (“Paraísos Artificiais”), Maria Clara Spinelli (“Quanto Dura o Amor?”), Rui Ricardo Diaz (“Lula, o Filho do Brasil”), Cleo Pires (“Qualquer Gato Vira-Lata”), Ravel Andrade (“Não Pare na Pista: A Melhor História de Paulo Coelho”) e participação de Pedro Bial (“Big Brother Brasil”) como apresentador do reality show. Por sinal, a série foi gravada com apoio de técnicos e equipamento do “Big Brother Brasil”, mas também incorporando muita computação gráfica nos cenários, o que faz com que seu cronograma de pós-produção se estendesse bastante. Por conta disso, a Globo ainda não marcou a data de estreia.
Record desenvolve sua primeira série de terror, baseada em Lendas Urbanas
A rede Record anunciou que vai produzir uma série de terror, batizada de “Lendas Urbanas”. A novidade foi divulgada por Paulo Franco, supervisor artístico e de produção da emissora, durante o Rio Content Market, um dos maiores eventos do mercado de audiovisual da America Latina. A primeira incursão da Record no gênero do terror tratará de lendas urbanas famosas no Brasil, como a Loira do Banheiro, fantasma que costuma assustar estudantes nas escolas, e a Gangue do Palhaço, que circula em uma Kombi para raptar crianças nas periferias para o tráfico de órgãos. A produção será independente, a cargo da produtora Sentimental Filme. Segundo Paulo Franco, a Record continuará priorizando a produção de novelas, principalmente bíblicas, mas também investirá em séries curtas, exibidas em todos os dias de uma semana. Entre os projetos em andamento, também constam biografias da banda Mamonas Assassinas e do pujilista Maguila. Ele também confirmou a 3ª temporada de “Conselho Tutelar”.
Estreias: Pior filme da franquia Divergente chega a mais de mil cinemas
O penúltimo episódio da saga “Divergente” é a maior estreia da semana, alcançando 1.023 salas de cinema. A ocupação é a maior de toda a franquia, atingindo quase o dobro das salas que receberam “Divergente” (524) em 2014 e acima de “Insurgente” (837), de 2015. A má notícia é que “A Série Divergente: Convergente” também é o pior filme dos três. Repetindo o que vem sendo feito com as adaptações da literatura juvenil desde o final de “Harry Potter”, o último livro foi dividido em dois filmes, mas no caso de “Convergente” não daria meio longa-metragem. Tanto que os roteiristas se desviaram da história original. E o resultado é lamentável. A nota no Rotten Tomatoes resume tudo: 0% de avaliação na média da crítica americana. Como o filme vai ocupar um terço de todo o parque exibidor, que já se encontra sobrecarregado com “Kung Fu Panda 3”, “Deadpool” e “Os Dez Mandamentos”, todos os demais lançamentos da semana ficaram restritos ao circuito limitado. De fato, as condições de ocupação até criaram um paradoxo: o lançamento limitado de shopping center. Caso do filme “Little Boy – Além do Impossível”, produção mexicana, falada em inglês, que explora a fé alheia com uma fábula moralista sobre milagres, ridicularizada pela crítica americana – 21% no Rotten Tomatoes. Chega em 26 salas, todas na rede Cinépolis (por sinal, também de origem mexicana). Apesar dessa distribuição dirigida, “Little Boy” consegue ser um dos maiores lançamentos da semana, tão poucas foram as salas que sobraram. A falta de espaço prejudicou até um dos melhores filmes de terror dos últimos tempos, “Boa Noite, Mamãe”, filme austríaco mais premiado de 2015, que chega em 48 cinemas. Talvez o fato de não ser falado inglês amedronte mais o circuito que sua trama. Releve, pois o longa venceu o famoso festival de cinema fantástico de Stiges, considerado o “Cannes do terror”. Sua história, sobre duas crianças gêmeas que não reconhecem mais a própria mãe, após ela passar por cirurgia plástica, ultrapassou até os limites de gênero, conquistando o “Oscar austríaco” como Melhor Filme do ano, além do troféu de Melhor Direção de Fotografia da Europa, respectivamente pelas Academias Austríaca e Europeia. Para completar, tem 85% de aprovação no Rotten Tomatoes, a melhor cotação entre todas as estreias da semana. Outro destaque do circuito, “Tudo Vai Ficar Bem” marca o retorno do cineasta alemão Wim Wenders à ficção após dois documentários premiados, “Pina” (2011) e “O Sal da Terra” (2014). Mas não impressionou a crítica – 22% no Rotten Tomatoes. Traz James Franco como um escritor envolvido em uma tragédia. O que o distingue de um melodrama convencional é justamente a filmagem do diretor, que usa 3D para perscrutar os recônditos dos personagens. O detalhe é que será exibido no Brasil somente em 20 salas de projeção convencional. Incrível. Os demais lançamentos são praticamente invisíveis. O documentário “Glauco do Brasil”, sobre o pintor tropicalista Glauco Rodrigues, chega em quatro salas (duas no Rio, uma em Florianópolis e uma em Curitiba), assim como o drama francês “É o Amor”, em que o corso Paul Vecchiali (“Noites Brancas no Pier”) aborda a infidelidade (duas em São Paulo, uma em Porto Alegre e uma em Goiânia). Para completar, duas estreias chegam exclusivamente em São Paulo: o romance francês “Astrágalo” (Imovision), que a atriz Brigitte Sy (“Um Lugar na Terra”) filmou em preto e branco com ecos da nouvelle vague, e a dramédia “O Presidente”, do iraniano Mohsen Makhmalbaf (“A Caminho de Kandahar”), sobre um ditador deposto, que se disfarça de sem-teto para escapar do linchamento com seu pequeno príncipe desencantado. Cada um desses filmes chega em apenas uma sala. Estreias de cinema nos shoppings Estreias em circuito limitado
Geena Davis vai estrelar projeto de série baseada em O Exorcista
A produção do piloto da série baseada em “O Exorcista” definiu seu elenco central, com destaque para a participação da veterana atriz Geena Davis (“Thelma & Louise”, “O Pequeno Stuart Little”). Segundo o site Variety, ela viverá Angela Rance, a mãe das duas garotas protagonistas, indicando que a série será bem diferente do filme de 1973. Além dela, também foram confirmadas as participações de Brianne Howey (série “Scream Queens”) e Hannah Kasulka (“The Fosters”) como as filhas da sua personagem. A sinopse indica que Brianne será a jovem possuída da trama. Ela viverá Charlotte, uma ex-bailarina que já foi a filha de ouro, mas que não tem sido a mesma desde um terrível acidente. Agora deprimida, anti-social e experimentando mudanças de humor, seu comportamento leva sua mãe a acreditar que ela pode estar influenciada por um demônio, embora a ideia faça Charlotte dar risada. Encomendado pela rede americana Fox, o projeto foi desenvolvido pelo roteirista Jeremy Slater (“Renascida do Inferno” e “Quarteto Fantástico”) como uma versão moderna da trama clássica, originalmente baseada num livro de William Peter Blatty. O que permanece igual é a participação de dois homens, que investigam um caso de possessão numa família e acabam confrontando a verdadeira face do mal. O mexicano Alfonso Herrera (ex-“Rebelde”, atualmente na série “Sense8”) e o inglês Ben Daniels (série “House of Cards”) viverão os padres. A direção do piloto está a cargo do cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”). Por enquanto, a rede Fox encomendou apenas o piloto, que precisará ser aprovado para “The Exorcist” (o título original) virar série. O projeto se junta a outras adaptações recentes de clássicos de terror para a TV, como “Bates Motel”, que serve de prólogo para “Psicose” (1960), e “Damien”, continuação de “A Profecia” (1976), cuja estreia aconteceu na segunda (7/3) nos EUA.
Remake de Suspiria será estrelado por Dakota Johnson e Tilda Swinton
Os rumores sobre o remake do clássico de terror “Suspiria” (1977), de Dario Argento, já tem mais de uma década, mas parece que agora vai. Com a confirmação que a refilmagem será conduzida por outro diretor italiano, Luca Guadagnino (“Um Sonho de Amor”), a produção começa a definir seu elenco. Segundo o site The Playlist, o cineasta vai voltar a trabalhar com sua atriz favorita, Tilda Swinton, que dirigiu em “Um Sonho de Amor” (2009) e “A Bigger Splash” (2015), e Dakota Johnson (“Cinquenta Tons de Cinza”). Além disso, Guadagnino revelou que a sua versão será ambientada em Berlim em 1977, com trilha de John Adams (também de “Um Sonho de Amor”) e que será um filme “fassbinderiano”, ou seja, influenciado pelo trabalho do cineasta alemão Rainer Werner Fassbinder. “O filme de Argento foi um momento muito representativo do meu crescimento porque o vi quando tinha 14 anos e ele me mudou para sempre”, disse Guadagnino. “Meu filme será sobre o conceito da maternidade e sobre a sua poderosa força. O original era talvez um filho da sua época. É muito delicado, quase infantil. Tenho muito interesse na literatura e no cinema alemão, por isso a minha versão vai se focar bastante naquele momento de 1977, quando a Alemanha estava dividida e a nova geração pedia que a anterior reconhecesse o débito do pós-guerra, contrariando os pais que negavam a própria responsabilidade”. No filme original, Jessica Harper interpretava uma estudante que entra numa academia de balé afastada na Alemanha, apenas para descobrir que o lugar era um covil de bruxas. Cultuadíssimo, “Suspiria” foi o primeiro filme da “trilogia das bruxas” de Argento, que também inclui “A Mansão do Inferno” (1980) e “O Retorno da Maldição: A Mãe das Lágrimas” (2007).
Ridley Scott vai produzir nova série de terror para o canal de The Walking Dead
O cineasta Ridley Scott vai produzir “The Terror”, nova série de terror do canal AMC, que lidera a audiência da TV paga americana graças a uma produção do gênero, “The Walking Dead”. Pela descrição do canal, cada temporada contará uma história diferente com um novo elenco, ao estilo de “American Horror Story” Entretanto, a 1ª temporada de 10 episódios será baseada no livro de mesmo nome do escritor Dan Simmons, que se passa em 1847 e acompanha uma expedição da Marinha Real britânica. Durante uma viagem malfada pelo Ártico, a expedição é atacada por um misterioso predador, que persegue o navio e sua tripulação. A partir disso, uma jornada em busca da sobrevivência tem início. O projeto está sendo escrito por David Kajganich (“Os Invasores”), que será co-showrunner da série, ao lado do roteirista-produtor Soo Hugh (criador de “The Whispers”). “Nós temos nos focado em desenvolver essa incrível história para a televisão com esses ótimos parceiros já por uns dois anos, e acreditamos que ela fornece um rico material dramático e também uma oportunidade para explorar o formato das antologias”, disse Joel Stillerman, executivo responsável pela programação original do AMC. A estreia de “The Terror” está prevista para 2018.
O Sono da Morte: Terror estrelado pelo menino de O Quarto de Jack ganha trailer legendado
A PlayArte divulgou o trailer legendado do terror “O Sono da Morte” (Before I Wake), que destaca o ator-mirim Jacob Tremblay, revelação de “O Quarto de Jack” (2015). A prévia resume bem a trama, que volta a desenvolver a temática favorita do diretor Mike Flanagan (“O Espelho”): os conflitos de uma família com o além. Além do vídeo, foram divulgados três pôsteres internacionais da produção. Na trama, um casal que perdeu seu filho resolve adotar outro da mesma idade, mas coisas estranhas começam a acontecer assim que o menino (Tremblay) dorme em sua nova casa. Os sonhos do pequeno Cody se tornam realidade, o que, a princípio, cria situações singelas, mas se transformam radicalmente quando viram pesadelos. O elenco inclui Kate Bosworth (“Para Sempre Alice”) e Thomas Jane (série “Hung”) como os pais do menino, além de Anabeth Gish (série “Sons of Anarchy”) como a funcionária responsável pela adoção. A estreia está marcada para 8 de abril nos EUA e apenas dois meses depois, em 16 de junho, no Brasil.
A Bruxa não vulgariza sustos para invocar seu impressionante clima macabro
Com seu longa-metragem de estreia, Robert Eggers encantou a crítica, assustou Stephen King e foi premiado como Melhor Diretor do Festival de Sundance do ano passado. E o que tem causado tanta comoção em torno de “A Bruxa”, além da condução intrigante e muitas vezes aterroridora, é sua proposta de não vulgarizar os sustos. O filme se passa na Nova Inglaterra, nos anos 1630, algumas décadas antes dos acontecimentos terríveis de Salem, quando a histeria coletiva, alimentada pela ignorância e o medo do desconhecido, fez com que 14 mulheres fossem condenadas à morte por bruxaria. Na trama, uma família de ingleses puritanos se muda para um lugar bonito e verdejante, à beira de uma floresta, devido a uma divergência de ordem dogmática, e passa a ser alvo dos ataques de uma força estranha que habita as redondezas. A tragédia começa a partir do desaparecimento de um bebê, enquanto a filha mais velha, Thomasin (a revelação Anya Taylor-Joy, excelente), brinca com a criança. Eggers não esconde o fato de que existe uma bruxa, de que a criança foi mesmo sequestrada por ela. E o pouco que é mostrado dessa misteriosa mulher basta para alimentar um clima macabro impressionante, que só cresce à medida que a história avança e os ataques à família aumentam. Há, por sinal, uma tradição do cinema de horror de usar crianças em cenas particularmente perturbadoras. E “A Bruxa” não foge à regra. As duas crianças gêmeas, que cantam e pulam alegremente, mesmo diante de uma tragédia familiar, costumam brincar com um bode preto. O bode, esse animal que costuma ser associado à figura do diabo em muitos filmes e livros. O jovem cineasta investe no macabro dessas associações satânicas para construir uma história sobre bruxaria e possessão, cheia de mistério e momentos sinistros, e potencializada pela sensação de paranoia, que explora a ideia de que a jovem Thomasin teria feito um pacto demoníaco. É possível ver a “Bruxa” como uma parábola sobre como o diabo se aproveita da dúvida e da fragilidade humana em geral. Mas o filme também pode ser taxado de satanista, pelo viés libertador que prega, ainda que de maneira relativamente sutil – o filme tem endosso do Templo Satânico. Isto porque “A Bruxa” segue na contramão da maioria dos filmes do gênero, que evidenciam conceitos cristãos, aproximando-se mais de filmes pagãos como o clássico “O Homem de Palha” (1973), de Robin Hardy. Além do excelente trabalho de condução dessa atmosfera, “A Bruxa” ainda se mostra transgressor em vários níveis, já que a simpatia inicial despertada pela família puritana vai diminuindo, à medida que a trama revela o modo como o patriarca (Ralph Ineson, da franquia “Harry Potter”) e sua esposa (Kate Dickie, de “Game of Thrones”) tornam pesado o fardo dos jovens. Eggers se utiliza de símbolos e superstição para fazer uma saudável crítica à ideia de que todos nascem com pecado, mostrando o quanto isso mexe com a cabeça das pessoas, deixando-as à mercê de um sentimento de culpa que lhes dilacera a alma. O fato é que a história é muito boa, mas a direção e o modo como o filme se desenvolve – lentamente, com planos curtos e minimalistas – é que fazem a diferença nessa obra, cuja beleza está definitivamente associada ao que de mais tétrico o cinema já invocou.












