The Walking Dead: Vídeo de bastidores registra a despedida de Steven Yeun
O canal pago AMC divulgou o primeiro vídeo de bastidores da 7ª temporada de “The Walking Dead”, que registra a despedida de Steven Yeun, o intérprete de Glenn. Enquanto ele agradece a experiência de ter participado da série, cenas de sua trajetória são lembradas, e no final quase todo o elenco e parte da equipe de produção aparece para demonstrar seu carinho pelo ator com muitos beijos. Quem viu o episódio de estreia da temporada sabe o que motivou este vídeo. A série continua, agora sem Glenn e Abraham, com o próximo episódio previsto para domingo, dia 30 de outubro, fim de semana do Halloween. O capítulo, inclusive, será maior que o primeiro episódio da 7ª temporada, com 76 minutos de duração. No Brasil, “The Walking Dead” tem exibição simultânea pelo canal pago Fox.
The Walking Dead: Cena e fotos do próximo episódio introduzem uma nova comunidade
Após a violência do episódio de estreia, a série “The Walking Dead” volta a respirar um pouco de esperança com a divulgação de uma cena e fotos do próximo episódio, intitulado “The Well”. As imagens e a prévia revelam o destino de Morgan (Lennie James) e Carol (Melissa McBride), que encontram uma nova comunidade pacífica: o Reino, governado pelo Rei Ezekiel (Khary Payton). Este novo ambiente, porém, não será suficiente para dissipar a tensão da ameaça de Negan (Jeffrey Dean Morgan), que, conforme o trailer do episódio antecipou, vai aparecer em Alexandria para se apresentar aos que não testemunharam seu sadismo. O próximo episódio de “The Walking Dead” vai ao ar no domingo, dia 30 de outubro, fim de semana do Halloween, e será maior que o primeiro episódio da 7ª temporada, com 76 minutos de duração. No Brasil, a série tem exibição simultânea pelo canal pago Fox.
The Walking Dead: Negan chega em Alexandria no trailer do próximo episódio
O canal pago americano AMC divulgou o trailer do próximo episódio de “The Walking Dead”, intitulado “The Well”. A prévia situa rapidamente o telespectador no novo mundo da série, com trechos que mostram Daryl (Norman Reedus) chegando no Santuário, a fortaleza de Negan, a introdução do Rei Ezekiel (Khary Payton) e seu Reino, uma nova comunidade, mas principalmente a chegada de Negan à Alexandria. O vilão e seu taco sangrento são apresentados à população pela confissão de Rick (Andrew Lincoln), totalmente submisso após as mortes chocantes da estreia da temporada: “Eu não estou mais no comando, Negan está”. O próximo episódio de “The Walking Dead” vai ao ar no domingo, dia 30 de outubro, fim de semana do Halloween, e será maior que o primeiro episódio da 7ª temporada, com 76 minutos de duração. No Brasil, a série tem exibição simultânea pelo canal pago Fox.
The Walking Dead: Vídeo de realidade virtual cerca o espectador com zumbis
O canal pago AMC divulgou um vídeo diferente para promover o retorno da série “The Walking Dead”. Produzido em realidade virtual e dirigido por Greg Nicotero, criador dos zumbis da série, ele deixa o espectador cercado por mortos-vivos, numa experiência de terror em 360 graus. Os produtores prometem outros vídeos de VR ao longo da temporada. A 7ª temporada da série começa neste domingo (23/10), com exibição no Brasil pelo canal pago Fox. Por sinal, “The Walking Dead” já se encontra renovada para sua 8ª temporada.
Jack Reacher estreia em 2º lugar e comédia com Gal Gadot vira piada nas bilheterias dos EUA
O besteirol “Boo! A Madea Halloween”, enésimo filme da franquia estrelada por Tyler Perry vestido de mulher – o “Mamãe É uma Peça” americano – , deu uma rasteira nos grandes lançamentos da semana. A comédia de baixo orçamento, que não será lançada nos cinemas brasileiros, como nenhum dos filmes anteriores de Madea foi, faturou US$ 27,6 milhões em sua estreia nos EUA, deixando para trás a estreia de “Jack Reacher: Sem Retorno”. O primeiro “Jack Reacher” já não tinha sido exatamente um sucesso. Mas Tom Cruise insistiu no retorno. Devia ter lido o título: “Jack Reacher: Sem Retorno”. O personagem que soca antes de perguntar levou uma surra do homem vestido de mulher nas bilheterias, com US$ 23 milhões de sexta a domingo na América do Norte – e da crítica, com 40% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas, por incrível que pareça, a quantia que lhe rendeu o 2º lugar foi superior à arrecadação de estreia do filme anterior (US$ 15 milhões em 2012). Os dois “Jack Reacher” compartilham o mesmo orçamento de US$ 60 milhões. O primeiro acabou com US$ 218 milhões mundialmente, o que normalmente não sinalizaria uma sequência. Mas Tom Cruise também é produtor do longa e a negociação pode ter envolvido seu retorno à franquia “Missão Impossível”, produzida pelo mesmo estúdio – Paramount. De todo modo, o filme se deu melhor no exterior. Com lançamento em 40 países neste final de semana, “Jack Reacher: Sem Retorno” totalizou US$ 54 milhões em todo o mundo. No Brasil, a produção estreia apenas no dia 24 de novembro. Já “Ouija: Origem do Mal” teve desempenho inverso no 3º lugar. O novo filme de terror rendeu US$ 14,1 milhões em seus primeiros três dias em cartaz, menos que a abertura do longa anterior da franquia, “Ouija: O Jogo dos Espíritos”, que fez US$ 19,9 milhões na estreia em 2014. Mas não é exatamente um fracasso, já que o longa foi produzido por apenas US$ 9 milhões, e o boca-a-boca deve manter o interesse na produção nas próximas semanas, uma vez que obteve 81% de aprovação no Rotten Tomatoes. Fracasso, fracasso mesmo foi a estreia calamitosa de “Vizinhos Nada Secretos”, comédia estrelada por Zach Galifianakis, Isla Fisher, Gal Gadot e Jon Hamm. Nem comerciais mostrando a nova Mulher Maravilha de lingerie levaram público ao cinema ou interessaram à crítica – 17% de aprovação no Rotten Tomatoes. O resultado de amargar foi um 7º lugar com US$ 5,2 milhões. Detalhe: esses números de drama indie representaram uma estreia ampla em mais de 3 mil salas. Para se ter ideia, o Brasil só tem 3 mil salas no país inteiro. Brasil, onde este filme só será lançado em fevereiro… Por falar em drama indie, vale uma comparação. Enquanto a overdose de “Vizinhos Nada Secretos” rendeu US$ 1,8 mil por sala nos EUA, um lançamento modesto, em apenas 4 cinemas, faturou mais de US$ 100 mil por tela: “Moonlight”, que concorre a três prêmios no Gotham Awards. Trata-se da maior arrecadação por sala do ano, e uma das maiores de todos os tempos, e após este impacto o filme terá seu circuito ampliado nas próximas semanas. A avaliação da crítica também é a melhor do ano: 99% de elogios rasgados, babas derramadas e altares erguidos no Rotten Tomatoes. Claro que este filme não tem previsão de lançamento no Brasil. BILHETERIAS: TOP 10 EUA 1. Boo! A Madea Halloween Fim de semana: US$ 27,6 milhões Total EUA: US$ 27,6 milhões Total Mundo: US$ 27,6 milhões 2. Jack Reacher: Sem Retorno Fim de semana: US$ 23 milhões Total EUA: US$ 23 milhões Total Mundo: US$ 54 milhões 3. Ouija: Origem do Mal Fim de semana: US$ 14 milhões Total EUA: US$ 14 milhões Total Mundo: US$ 21,9 milhões 4. O Contador Fim de semana: US$ 14 milhões Total EUA: US$ 47,9 milhões Total Mundo: US$ 58,1 milhões 5. A Garota no Trem Fim de semana: US$ 7,2 milhões Total EUA: US$ 58,9 milhões Total Mundo: US$ 104 milhões 6. O Lar das Crianças Peculiares Fim de semana: US$ 6 milhões Total EUA: US$ 74,4 milhões Total Mundo: US$ 224,4 milhões 7. Vizinhos Nada Secretos Fim de semana: US$ 5,6 milhões Total EUA: US$ 5,6 milhões Total Mundo: US$ 8 milhões 8. Kevin Hart: What Now? Fim de semana: US$ 4,1 milhões Total EUA: US$ 18,9 milhões Total Mundo: US$ 18,9 milhões 9. Cegonhas: A História Que Não Te Fim de semana: US$ 4 milhões Total EUA: US$ 64,7 milhões Total Mundo: US$ 147,8 milhões 10. Horizonte Profundo – Desastre no Golfo Fim de semana: US$ 3,6 milhões Total EUA: US$ 55,2 milhões Total Mundo: US$ 92,1 milhões
A Cura: Trailer legendado enigmático assinala volta do diretor de O Chamado ao terror
A Fox divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “A Cura” (A Cure for Wellness), que marca o retorno do cineasta Gore Verbinski (franquia “Piratas do Caribe”) ao terror, 15 anos após “O Chamado” (2002). A prévia destaca a bela fotografia, mas se prova enigmática, sem adiantar detalhes além da locação, uma clínica estilo spa. A trama acompanha Dane DeHaan (“O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro”), que vai a um spa europeu para encontrar seu chefe, que está hospedado lá. Mas logo descobre que o local tem um propósito muito mais sinistro do que apenas servir os seus pacientes. A atriz Mia Goth (“Ninfomaníaca: Volume 2”) tem destaque no elenco como uma das pacientes. Na produção, Verbinski volta a trabalhar com o roteirista Justin Haythe, responsável por “O Cavaleiro Solitário” (2013), cujo fracasso abalou a carreira de ambos. A estreia está marcada para 16 de fevereiro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
A Maldição da Floresta explora terror pagão com clima onírico
A safra de filmes de horror contemporâneo lançados no circuito anda tão em fraca que, quando surge algum trabalho que seja ao menos diferente, que fuja do lugar comum, já inspira festa. Este é o caso de “A Maldição da Floresta” (2015), produção que se passa na Irlanda, mas que também conta com dinheiro inglês e americano. A história companha um casal com um filho pequeno, que se muda para uma região rural da Irlanda, próxima a uma floresta que é considerada amaldiçoada e cheia de criaturas malignas, como dizem os moradores. Interessante como florestas continuam servindo de inspiração para o gênero, do melhor filme de horror deste ano, “A Bruxa”, ao pior, “A Bruxa de Blair”. Até o Brasil explorou o tema, com “A Floresta de Jonathas” (2012), de Sergio Andrade. Quanto ao filme em questão, seu mérito consiste em saber esconder as criaturas, até certo ponto, e assim torná-las mais assustadoras, mas também na coragem de explicitá-las quando chega a hora, o que acaba aproximando “A Maldição da Floresta” do tipo de cinema de horror que se fazia nas décadas de 1970 e 80, quando se trabalhava pouco ou quase nada com computação gráfica. A estreia na direção de Corin Hardy é muito bem-vinda, cheia de elementos sobrenaturais que fogem dos estereótipos do terror cristão, predominantes hoje em dia. E este tipo de cinema mais pagão ainda causa estranheza, permitindo que ganhe a aparência de uma espécie de pesadelo filmado. O clima onírico predomina e algumas cenas ficam grudadas na memória, como a tentativa do protagonista de dirigir na estrada, o olho na fechadura, ou a busca desesperada da mãe pelo filho capturado pelas criaturas. São cenas que, ainda que numa obra irregular, acabam demonstrando o talento do diretor. Além de alguns curtas-metragens no currículo, Hardy também fez alguns videoclipes antes de se lançar no cinema. Talvez o mais conhecido deles seja o que ele fez para o Keane, para a canção “Somewhere Only We Know”. Por “A Maldição da Floresta”, ele chegou a ganhar alguns prêmios em festivais de cinema fantástico, como o Screamfest e o Toronto After Dark. E embora passe longe de ser um filme perfeito, pareceu razoável o suficiente para chamar a atenção de Hollywood e dar ao diretor um grande orçamento para seu próximo filme – o amaldiçoado remake de “O Corvo” (1994).
The Walking Dead: Vítima de Negan foi escolhida há um ano
Os produtores de “The Walking Dead” deixaram os telespectadores em suspense desde o final da última temporada, com um cliffhanger assassino. Mesmo o elenco ficou meses sem saber quem tinha sido a vítima do sadismo de Negan (Jeffrey Dean Morgan) na última cena da 6ª temporada, filmada de um ângulo subjetivo. Entretanto, segundo Greg Nicotero, a identidade da vítima foi definida pelos roteiristas no começo da temporada passada, há um ano. “Tomamos essa decisão no ano passado, antes de chegarmos no episódio final. A história toda foi decidida por nossa equipe de roteiristas. Se você olhar para o nosso histórico de mortes, cada uma delas nos ajudou a mudar a direção da série. Mesmo Shane, Lori, Hershel, Tyreese e Beth. A série ficou muito diferente após a morte dessas pessoas, e o mesmo acontece com a introdução de Negan e a morte desta pessoa”, ele afirmou, em entrevista ao site ComicBook. A intenção da cena brutal é redirecionar a trama, mostrando que a segurança de Alexandria e a autoconfiança de Rick eram meras ilusões. “Rick pensava que sabia o que viria. Ele pensava que poderia lidar com qualquer um que estiver em seu caminho. A verdade é que ele não pode e ele não sabe o que espera por ele. Rick estava confiante, ele subestimou aquele mundo e as pessoas que vivem nele. E acabou pagando por isso. É uma oportunidade de mudar a direção, pois o mundo é maior do que ele pensa”, sentenciou Nicotero. Vale observar, com direito a spoilers vindos dos quadrinhos, que, ao longo da temporada passada, o personagem que morreu nos gibis de Robert Kirkman, nas mãos de Negan, já foi dado como morto por vários episódios, num suspense similar ao causado pelo cliffhanger da season finale, sobrevivendo de modo “miraculoso”. Enquanto isso, outro personagem, que deveria ter morrido num dos últimos episódios, escapou para esperar a decisão de Negan. Agora, se esta decisão foi tomada há bastante tempo, como alega Nicotero, esses fatos não podem ser considerados simples casualidade. Por sinal, os quadrinhos antecipam até o preço pessoal pago por Rick (Andrew Lincoln). O spoiler está aqui.
Dominação: Terror do diretor de Terremoto ganha trailer legendado
A PlayArte divulgou o trailer legendado do terror “Dominação” (Incarnate), que lembra outra atração da mesma produtora americana, Blumhouse. Como em “Sobrenatural” (2010), a história gira em torno de um menino possuído por um espírito maligno, que precisa ser resgatado de outra dimensão por um adulto determinado. Desta vez, porém, não há médium, nem pai disposto a mergulhar no além. Na verdade, a batalha sobrenatural acontece com ajuda da ciência. Aaron Eckhart (“Invasão a Londres”) vive um cientista que, com ajuda de uma tranqueira tecnológica de filmes dos anos 1980, mergulha na mente de pessoas possuídas para ajudá-las a expulsar o mal e recuperar suas consciências. A produção barata, que também teve pôsteres divulgados, representa uma grande mudança para o diretor Brad Peyton, que no ano passado dirigiu o blockbuster de grande orçamento “Terremoto – A Falha de San Andreas” (2015). Uma curiosidade do elenco é que Eckhart já viveu o vilão Duas Caras no cinema (em “Batman: O Cavaleiro das Trevas”) e o intérprete do menino possuído é David Mazouz, o Bruce Wayne da série “Gotham”. O casting multinacional também inclui a atriz holandesa Carice Von Houten (a Melisandre de “Game of Thrones”), a colombiana Catalina Sandino Moreno (série “The Affair”), a polonesa Karolina Wydra (série “True Blood”), o australiano Keir O’Donnell (“Sniper Americano”), o também australiano Matt Nable (série “Arrow”) e a americana Breanne Hill (“Terremoto – A Falha de San Andreas”). O filme estreia em 2 de dezembro nos EUA e no mês seguinte no Brasil.
The Walking Dead: Segundo episódio da temporada será especial de Halloween com duração mais longa
O segundo episódio da 7ª temporada de
The Walking Dead: Série é renovada para a 8ª temporada antes da estreia da 7ª
O canal pago americano AMC renovou “The Walking Dead” para a 8ª temporada, uma semana antes da estreia da 7ª. A notícia reflete o sucesso da série, que lidera a audiência do canal, além de ser a mais assistida da TV paga americana – em todos os tempos. Com uma estreia possivelmente agendada para outubro de 2017, uma vez que todas as temporadas anteriores chegaram à TV neste mês, a 8ª temporada também exibirá o 100º episódio da atração. Antes de vir para a AMC, o projeto de “The Walking Dead”, baseado nos quadrinhos de Robert Kirkman, foi apresentado para outros canais, que recusaram sua produção, alegando que ninguém ia querer ver zumbis na televisão. Infelizmente, o criador da série, o cineasta Frank Darabont, acabou demitido pelo AMC durante a 2ª temporada, ao confrontar a emissora em relação ao baixo orçamento da série, tendo em vista o sucesso de audiência e o lucro que trazia para o canal. Darabont atualmente processa o AMC em US$ 280 milhões por lucros cessantes, fraude e quebra de contrato. E há, inclusive, a questão dos direitos que pondera requisitar sobre “Fear the Walking Dead”, série derivada que só se tornou possível devido ao sucesso de seu projeto. Enquanto isso, “The Walking Dead” retorna com sua 7ª temporada no domingo (23/10), com exibição simultânea no Brasil pela Fox.
Através da Sombra: Veja trailer de terror brasileiro com Domingos Montagner
A Europa Filmes divulgou o pôster, as fotos e o trailer do terror nacional “Através da Sombra”, que surpreende por fugir do padrão de filme B que marca o gênero no Brasil. O bom acabamento e o apuro na recriação de época se deve à assinatura do veterano cineasta Walter Lima Jr., que ao longo da carreira se aventurou com coragem pelo cinema fantástico, por meio de filmes como “Ele, o Boto” (1987), “O Monge e a Filha do Carrasco” (1996) e “A Ostra e o Vento” (1997). O filme também registra um dos últimos papéis da carreira de Domingos Montagner, falecido em setembro. Sua participação, porém, é pequena. A prévia tem cenas do “jogo do copo” (antepassado do tabuleiro de ouija), mansão mal-assombrada, aparições de fantasmas e crianças sinistras. Curiosamente, a ambientação gótica do começo lembra o clássico “Jane Eyre”, de Charlotte Brontë, mas a adaptação é, na verdade, de “A Volta do Parafuso”, clássico fantástico de Henry James, já filmado várias vezes – a mais recente, em 2009, com Michelle Dockery (série “Downton Abbey”) no papel da professora. A trama gira em torno de Laura (Virginia Cavendish, de “Califórnia”), contratada como professora de duas crianças órfãs por Afonso (Montagner), tio delas. As crianças vivem numa fazenda de café e é para lá que Laura se muda. Elisa (Mel Maia, de “Qualquer Gato Vira-Lata 2”), a sobrinha mais nova e doce, se apega rapidamente a Laura, enquanto seu irmão vem de um internato. Porém, nem tudo é tranquilo na vida no campo. Laura sente que as crianças estão sob a influência maligna de espíritos hostis que ali viveram, e se empenha em descobrir o que está por trás de todo esse mistério, sem perceber que ela mesma poderá estar envolvida numa trama diabólica. O longa foi exibido no Festival do Rio, na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, na Mostra de Cinema de Tiradentes e no Fantaspoa – Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre. A estreia comercial está marcada para o dia 10 de Novembro.
Demônio de Neon é um catálogo mórbido de moda interpretado por manequins
Verdade seja dita: nem todos eram familiarizados com o nome de Nicolas Winding Refn antes do sucesso de “Drive” (2011). Responsável por filmes como a trilogia “Pusher” (iniciada e 1996) e “Bronson” (2008), o realizador dinamarquês incorporou em “Drive” a sua estilização em um texto palatável para a audiência americana, ao mesmo tempo em que se mostrava sedutor para a plateia europeia, recebendo até mesmo o prêmio de direção no Festival de Cannes. A pegadinha é que Refn não conseguiu aliar o melhor desses dois mundos em que transitou nos seus passos seguintes. “Só Deus Perdoa” (2013) soou mais como um filme indesejado para o público ainda inebriado pela potência de “Drive”. Já “Demônio de Neon” resulta ainda mais desapontador. Trata-se de uma caricatura de si mesmo, com Refn autografando as suas pretensas iniciais como se fosse um equivalente a Yves Saint Laurent do cinema. Antes de se transformar a partir de sua segunda metade em um “Suspiria” (1977) do mundo da moda, a atmosfera de mistério é relativamente bem sustentada em “Demônio de Neon”. Acompanhamos com interesse a jovem de 16 anos Jesse (Elle Fanning), que se muda sozinha para Los Angeles sem deixar claro o que a atingiu para tomar uma decisão tão extrema. Hospedada em um motel decadente gerenciado por Hank (Keanu Reeves), ela pretende seguir uma carreira de modelo, conseguindo um feedback positivo e imediato de uma prestigiada agência. A beleza de Jesse pode ser comparada com a de uma flor que acabou de desabrochar, daquela impossível de ser reproduzida por suas concorrentes plastificadas, em especial Gigi (Bella Heathcote) e Sarah (Abbey Lee), duas “veteranas” derrubadas com a sua vinda. Essa realidade implacável acaba por contaminar Jesse, que logo mais será vista superando a sua ingenuidade para abraçar uma depravação nem sempre focada pelas lentes dos estúdios fotográficos e passarelas. Todos os personagens de “Demônio de Neon” são caricaturas grosseiras. Até mesmo o namorado de Jesse, Dean (Karl Glusman), o menos vil dos homens a serem apresentados, corresponde aquele padrão de garoto rico com predileções um tanto mórbidas. O propósito crítico de Refn com essa escolha é mais do que evidente, mas impossível de ser levado a sério. A inverosimilhança das interações chega a gritar, especialmente ao mostrar Jesse estreitar laços com a maquiadora Ruby (Jena Malone) no segundo em que se conhecem. Sem nenhum embaraço, Ruby compartilha para Gigi e Sarah as confissões do passado de Jesse enquanto todas estão presentes no banheiro de uma boate. Tudo para as duas se reencontrarem aos sorrisos poucos dias depois como se essa traição nunca tivesse acontecido. Se Refn faz pouco caso com o fator humano de seu filme, o empenho estético, no fim das contas, não vem a ser muito recompensador. O deslumbramento por cores fortes, a amplitude dos espaços e a inserção de simbolismos sem qualquer ressonância (como o uso excessivo de retas que formarão uma espécie de trindade do mal) só explicitam a limitação narrativa de seu cinema. “Demônio de Neon” mais parece um longo catálogo de moda preenchido de manequins do que propriamente um filme.












