Netflix vai produzir sua primeira série árabe, um terror sobre o “gênio da lâmpada”
A Netflix prepara sua primeira série original árabe. Intitulada “Jinn”, a produção libanesa é um terror adolescente sobre um grupo de amigos que tem suas vidas ameaçadas quando um ser sobrenatural, o Jinn do título, aparece para eles na forma de um adolescente na antiga cidade de Petra. Suas amizades e romances jovens serão testados enquanto as trevas ameaçam destruir o mundo. “Jinn” é criação do roteirista Bassel Ghandour, produtor assistente do premiado “Guerra ao Terror” e escritor de “O Lobo do Deserto”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira em 2016. Com direção do cineasta libanês Mir-Jean Bou Chaaya (“Very Big Shot”), a série terá seis episódios e começa a ser gravada na Jordânia no final do ano, para um lançamento na Netflix de todo o mundo em 2019. Criaturas da mitologia islâmica, jinns – às vezes referidos como “gênios” – marcam presença na cultura popular desde as “Mil e Uma Noites”, de onde saiu a fábula clássica de Aladim e o gênio da lâmpada, várias vezes filmada por Hollywood. Mas os jinns não costumam ser retratados como seres benevolentes como o dublado por Robin Williams na animação da Disney de 1992. Eles são mais parecidos com as criaturas malévolas do filme de terror “O Mestre Dos Desejos” (1997). “É muito comum no Oriente Médio que as pessoas conheçam alguém que tenha uma história de jinns, por isso é bom levar isso e transformá-lo em uma aventura adolescente divertida e misteriosa que todos podem desfrutar”, disse Ghandour, em comunicado. “Em um aspecto mais amplo, acho ótimo que a Netflix invista na região, o que pode representar uma virada. Temos uma cultura narrativa muita rica e, finalmente, poderemos desfrutar de conteúdo árabe com a qualidade da Netflix”. Erik Barmack, diretor internacional de séries da Netflix, completou o comunicado, dizendo: “Estamos muito felizes em trabalhar com tal variedade de talentos para lançar nossa primeira série original árabe no Oriente Médio. Estamos extremamente entusiasmados por trazer esta história para um público global e para celebrar a juventude e a cultura árabes. Mal podemos esperar para compartilhar mais detalhes no final deste ano”. “Jinn” é, na verdade, o segundo projeto da Netflix no Oriente Médio, após produzir o show de comédia stand-up “Adel Karam: Live From Beirut”, que deverá ser lançado em 1º de março.
Série de terror Lore é renovada para a 2ª temporada
A Amazon renovou a série de terror “Lore” para sua 2ª temporada. Com formato de antologia, a produção é baseada num podcast que relata histórias paranormais supostamente reais, que deram origem aos mitos e lendas dos dias atuais. A série foi lançada em outubro, num tom que mistura documentário e encenação e com apoio de um elenco formado por Robert Patrick (série “Arquivo X”), Kristin Bauer van Straten (série “True Blood”), Adam Goldberg (série “Fargo”), Holland Roden (série “Teen Wolf”), Colm Feore (série “House of Cards”) e Campbell Scott (também de “House of Cards”). As gravações dos novos episódios vão começar em abril com outros atores convidados e produção de Ben Silverman (série “The Office”), Howard T. Owens (reality “Planet of the Apps”), Gale Anne Hurd (série “The Walking Dead”), Brett-Patrick Jenkins (reality “Face Off”), Glen Morgan (série “Arquivo X”) e Aaron Mahnke, o criador do podcast.
The Terror: Série produzida por Ridley Scott ganha novo trailer e vídeo de bastidores
O canal pago AMC divulgou um novo trailer e um vídeo de bastidores de “The Terror”, série passada no Ártico durante o século 19, que mistura fatos reais e “the terror”. A trama é baseada no livro de mesmo nome do escritor Dan Simmons, que acompanha uma expedição malfada da Marinha Real britânica em 1847, em busca de uma passagem pelo Norte entre o Atlântico e o Pacífico. Na viagem pelo Ártico, o barco acaba encalhado, sem suprimentos e à mercê dos elementos. Como se não fosse suficiente, passa a tripulação passa a ser atacada por um misterioso predador. Com dez episódios, a série é uma criação de David Kajganich (“Os Invasores”), com produção da roteirista Soo Hugh (criadora de “The Whispers”) e do cineasta Ridley Scott (“Alien: Covenant”). O elenco inclui Jared Harris (série “The Crown”), Tobias Menzies (“Outlander”), Ciarán Hinds (“Game of Thrones”), Paul Ready (“Utopia”) e Adam Nagaitis (“As Sufragistas”) e a estreia está marcada para 26 de março. A série chega no AMC Brasil no mesmo dia de sua exibição nos Estados Unidos.
Ash vs. Evil Dead: Vídeo de bastidores revela as novidades da 3ª temporada
O canal pago americano Starz divulgou um vídeo de bastidores da 3ª temporada de “Ash vs Evil Dead”, que introduz personagens e adianta as novidades dos próximos episódios, com comentários do elenco. A série é uma continuação da trilogia “Evil Dead” (traduzida no brasil alternadamente como “A Morte do Demônio” e “Uma Noite Alucinante”), grande sucesso de cinema dos anos 1980, que lançou a carreira do diretor Sam Raimi, do produtor Robert Tapert e do ator Bruce Campbell, intérprete de Ash. Além de Campbell, a atração inclui em seu elenco fixo Ray Santiago (série “Touch”), Dana DeLorenzo (série “The Late Late Show with Craig Ferguson”) e Lucy Lawless (a eterna “Xena”), mulher de Tapert. A 3ª temporada terá reforço de mais uma dupla: o australiano Lindsay Farris (da longeva novela “Home and Away”), que vive Dalton, membro da antiga ordem dos Cavaleiros da Suméria, e Adrielle Carver-O’Neill (“O Predestinado”) no papel de Brandy, a filha adolescente que Ash desconhecia. Os novos episódios estreiam no domingo (25/2) nos Estados Unidos.
A Bruxa de Blair vai virar série
A Lionsgate está desenvolvendo uma série de TV de “A Bruxa de Blair”. A produção será realizada pela recém-lançada divisão digital da produtora, denominada Studio L. O primeiro filme, feito com uma estética “amadora” por Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, causou frisson por ser apresentado como registro realista dos últimos dias de três jovens perdidos em uma floresta onde, segundo uma lenda, habitava uma diabólica bruxa. O sucesso da produção marcou época, e embora não tenha sido o primeiro longa de vídeos encontrados – a honra cabe a “Canibal Holocausto” (1980) – , inspirou uma febre de filmes com câmeras amadoras e imagens desfocadas. A franquia teve mais dois longas. Um terror realizado de forma convencional em 2000, “Bruxa de Blair 2 – O Livro das Sombras”, e outro mais recente, novamente na estética “found footage”, intitulado apenas “Bruxa de Blair”, em que uma nova equipe de documentaristas tenta recriar os passos dos jovens que sumiram em 1999. Dirigido por Adam Wingard (“Você É o Próximo”), o filme fracassou nas bilheterias e basicamente acabou com os planos cinematográficos para a franquia. A ideia agora é transformar a busca pela bruxa numa aventura seriada, mas, por enquanto, não há maiores informações sobre a produção.
Festival de Berlim: Steven Soderbergh elege celular como sua câmera de cinema favorita
A volta do cineasta americano Steven Soderbergh ao circuito dos festivais rendeu muito assunto, ainda que o resumo da ópera seja um comercial da Apple e seus caros aparelhos de telefonia móvel. Soderbergh presentou no Festival de Berlim 2018 o longa-metragem “Unsane”, que foi inteiramente gravado por meio de um iPhone. A trama acompanha uma mulher (Claire Foy, da série “The Crown”) que sofre o assédio de um psicopata e de uma clínica psiquiátrica que pratica fraudes sistemáticas. Pela forma como foi realizado, Soderbergh revelou, durante a entrevista coletiva do evento, que inicialmente não pretendia lançar “Unsane” nos cinemas, visando negociar um acordo de distribuição com uma plataforma de streaming. No entanto, mudou de ideia ao ver o filme pronto. “Quando encerramos as gravações e assisti ao filme pela primeira vez, pensei que talvez devêssemos tentar os cinemas e a conversa mudou completamente”. “Não é um filme sutil”, ele explicou, comparando as diferenças entre câmera de cinema e de celular. “Nunca tinha trabalhado tão perto de um rosto como agora”, disse o cineasta, que defendeu o iPhone pelo “absoluto imediatismo” que permite na captação de imagens, o que combinava com sua abordagem da trama. Todo o roteiro foi inteiramente gravado em duas semanas e Soderbergh ressaltou que a grande vantagem do iPhone foi sua capacidade de colocar a lente em qualquer lugar “em questão de segundos”. “A capacidade de assistir a um ensaio e depois entrar imediatamente na gravação da cena mantém o nível de energia”, disse ele, acrescentando que será “complicado voltar a uma maneira mais convencional de filmagem”. A atenção em torno do uso do iPhone acabou repercutindo mais que o tema do assédio. O diretor lembrou que as gravações ocorreram antes da explosão dos escândalos por abusos sexuais e a campanha #MeToo, que sacode Hollywood. “Gravamos o filme antes do início do #MeToo. Mas, certamente, o assédio é um tema muito presente no filme”, situou o cineasta, ressaltando que o psicopata da história ignora a rejeição da vítima para forçá-la a aceitar seu assédio. “Essas são questões que sempre existiram, então foi pura coincidência o tema ter se tornado tão relevante, mas estou interessado nesses tipos de dinâmica. Não apenas a dinâmica de gênero, mas a dinâmica de poder, o que acontece com as pessoas quando elas são presas em um sistema projetado para tirar a identidade das pessoas”, acrescentou. Ele também abordou sua alardeada aposentadoria do cinema em 2013, e o fato de ter retornado ao circuito no ano passado com “Logan Lucky”. “Eu acho que confundi parte da minha frustração com a indústria cinematográfica… e em seguida fiz uma série (‘The Knick’) em que senti mais prazer de trabalhar. Mas uma vez que voltei ao cinema, decidi continuar trabalhando para quebrar barreiras e este filme, mais do que qualquer outro trabalho recente, me fez sentir como se tivesse retomado uma espécie de cinema a que me entreguei quando era adolescente, então foi um prazer”, concluiu. Entusiasmado pela liberdade permitida pelo iPhone, ele revelou que seu próximo projeto, com gravações marcadas já para a próxima semana, também será feito com celular. Só não disse qual seria esse projeto – ele está em envolvido num drama sobre o escândalo financeiro dos Panamá Papers e o thriller “Planet Kill”.
Lauren Cohan entra no piloto de nova série e pode deixar The Walking Dead
Depois de ameaçar sair de “The Walking Dead” se não recebesse aumento, a atriz Lauren Cohan, intérprete de Maggie na série de zumbis, entrou no elenco do piloto de uma nova série, intitulada “Whiskey Cavalier”, em desenvolvimento na rede ABC. Na trama, ela vai contracenar com Scott Foley (da série “Scandal”, que se encerra na atual temporada). Cohan interpretará uma agente da CIA que é designada para formar uma equipe multi-agências com um agente do FBI (Foley), visando lidar com ameaças contra o mundo e também com as dificuldades de socialização em suas vidas pessoais. A produção é descrita como uma combinação de drama, comédia e ação, e foi criada por Dave Hemingson – que não emplaca uma série desde “Kitchen Confidential” em 2005, cancelada na 1ª temporada. Para continuar em “The Walking Dead”, a atriz exigiu ter seu salário equiparado ao dos protagonistas masculinos. Segundo o Deadline, Andrew Lincoln (Rick) e Norman Reedus (Daryl) recebem um cachê muito maior que as mulheres da produção. Em resposta a seu pedido, o canal pago AMC propôs apenas um pequeno aumento, argumentando que os dois atores tem mais cenas do que os demais, o que justificaria o salário maior. Ainda de acordo com o site, ela avisou que então não renovaria seu contrato e o AMC não fez contraproposta. O impasse geralmente é usado como tática de negociação, para levar a situação até um ponto que um dos lados fica sem outra opção a não ser ceder. Mas quando os agentes divulgaram no mercado que Cohan poderia sair da série, ela passou a receber propostas salariais maiores que as oferecidas pelo AMC. Agora, caso o piloto de “Whiskey Cavalier” seja aprovado, ela pode largar “The Walking Dead”, uma vez que seu contrato acaba no final da atual 8ª temporada. Mas o cronograma de gravação do novo programa também lhe permitiria intercalar episódios da atração de zumbis. Pode ficar puxado, mas tudo vai depender do interesse dos produtores e pode passar por um acordo para diminuir sua participação, transformando Maggie numa personagem recorrente. O canal AMC não tem um bom histórico de negociações com a equipe de “The Walking Dead”, tanto que está sendo processado por ex-produtores da série por supostamente se recusar a cumprir obrigações financeiras contratuais. Vale lembrar que a personagem Maggie continua viva nos quadrinhos de Robert Kirkman. Assim como Carl e, até recentemente, Andrea. A segunda metade da 8ª temporada de “The Walking Dead” começa a ser exibida no domingo (25/2). No Brasil, a série vai ao ar no canal pago Fox e no Fox Premium (sem intervalos).
Trash americano estrelado por Nana Gouvêa ganha novo trailer
O trash americano “Black Wake”, estrelado pela brasileira Nana Gouvêa (“A Turma do Didi”), ganhou um novo trailer. O primeiro foi lançado há três anos e o filme ainda não tem previsão de estreia. Nana lidera o elenco, ao lado ator Eric Roberts (“Os Mercenários”), como a líder de uma equipe de cientistas que investiga uma infestação parasitária capaz de alterar o comportamento e transformar as pessoas em maníacos homicidas. O filme é o primeiro longa de toda sua equipe – do diretor Jeremiah Kipp, do roteirista Jerry Janda e do produtor Carlos Keyes, que é marido da brasileira – e usa a estética “found footage” (de vídeos encontrados), o que resulta em imagens amadoras.
Jessica Chastain negocia estrelar a continuação de It: A Coisa
A atriz Jessica Chastain está negociando estrelar a continuação de “It: A Coisa”. Segundo a revista Variety, ela deve interpretar Beverly na sequência, após expressar publicamente o seu interesse em viver a personagem da jovem Sophia Lillis no primeiro filme. Vale lembrar que a atriz já trabalhou com o diretor do filme, o argentino Andy Muschietti, no terror “Mama”, de 2013. Além de Muschietti retornar como diretor, a continuação voltará a ser escrita por Gary Dauberman. Até o momento, nenhum membro do elenco foi anunciado oficialmente, mas é praticamente certo que Bill Skarsgård também retorne à produção como Pennywise. Apesar disso, o diretor já declarou que pretendia manter o elenco mirim original para sequências de flashback. A continuação está sendo chamada nos Estados Unidos de “It: Chapter Two” (It: Capítulo Dois), mas aqui tende a virar um monstro maior, “It: Capítulo Dois”. A trama contará a segunda metade do livro de Stephen King, o mais volumoso da carreira do escritor. E, por coincidência, quando o texto foi adaptado anteriormente numa minissérie televisiva, também foi dividido em duas partes. Muschietti tem a expectativa de contar com um orçamento maior para mostrar a dimensão de onde vem Pennywise. “It: A Coisa” foi orçado em US$ 35 milhões, mas se tornou a maior bilheteria da história do cinema de terror, faturando impressionantes US$ 700 milhões em todo o mundo. A estreia de “It: Capítulo Dois” está marcada para setembro de 2019.
Novos pôsteres de The Walking Dead trazem Rick e Negan se jurando de morte
O canal pago americano AMC divulgou dois novos pôsteres de “The Walking Dead”, em que Rick (Andrew Lincoln) e Negan (Jeffrey Dean Morgan) se juram de morte. Os dois lideram seus grupos para uma gerra total na segunda metade da 8ª temporada da atração, que retorna com um episódio especial com “o fim da jornada” de Carl (Chandler Riggs). Intitulado “Honor”, o episódio que marca a volta da série será um dos mais longos, com 82 minutos de duração para a anunciada despedida de Carl. “Honor” vai ao ar em 25 de fevereiro. No Brasil, a série é exibida pelos canais pagos Fox e Fox Premium.
Michonne enfrenta zumbis e Carl se despede em novos vídeos e fotos de The Walking Dead
O canal pago americano AMC divulgou 16 fotos, uma cena e um comercial de “Honor”, o próximo episódio de “The Walking Dead”. A cena traz Michonne (Danai Gurira) enfrentando zumbis para fechar o portão de Alexandria. Já o comercial faz uma retrospectiva de momentos vividos por Carl (Chandler Riggs) e anuncia “o fim da jornada” do personagem para o próximo domingo. A segunda metade da 8ª temporada será aberta com um dos episódios mais longos da série, com 82 minutos de duração, para a anunciada despedida de Carl. “Honor” vai ao ar em 25 de fevereiro. No Brasil, a série é exibida pelos canais pagos Fox e Fox Premium.
Pantera Negra quebra diversos recordes em estreia arrasadora na América do Norte
Conforme comemorado de véspera, “Pantera Negra” estreou em 1º lugar e de forma arrasadora nas bilheterias da América do Norte. O novo filme de super-herói da Marvel atingiu US$ 202M (valor revisado com números oficiais) em seus primeiros três dias de exibição nos Estados Unidos e no Canadá. Trata-se da maior abertura doméstica de um filme de super-herói individual, deixando para trás o antigo campeão, “Capitão América: Guerra Civil” (US$ 179,1M). De fato, a arrecadação chegou até a superar “Vingadores: Era de Ultron” (US$ 191,2M). Entre todos os filmes de super-heróis já lançados, “Pantera Negra” ficou atrás apenas do recordista “Vingadores” (US$ 207,4M). Em todos os tempos, apenas quatro outros filmes tiveram estreia mais retumbante: o citado “Vingadores”, “Jurassic World” (US$ 208,8M), “Star Wars: Os Últimos Jedi” (US$ 220M) e “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 247,9M). É digno de impressionar mesmo. Mas “Pantera Negra” não conquistou “só” a quinta maior estreia de todos os tempos e a maior abertura de um filme de herói individual. A produção também liderou diversos rankings com o estabelecimento de novos recordes. Foi a maior estreia de um filme dirigido por um cineasta negro (Ryan Cogler), a maior estreia de um filme protagonizado por um ator negro (Chadwick Boseman) e a maior estreia já registrada durante o mês de fevereiro e em todo o inverno na América do Norte. O recordista anterior dos dois últimos quesitos era “Deadpool” (US$ 152M). Sem esquecer que na noite de quinta (15/2) já tinha quebrado o recorde de maior pré-estreia de todos os tempos. Tem mais. “Pantera Negra” arrecadou US$ 169 milhões no mercado internacional, chegando a um total de US$ 371 milhões em todo o mundo. E isto considerando que o filme ainda não chegou à China, onde é esperado apenas em 9 de março. O sucesso não é apenas financeiro. O longa agradou em cheio ao público e à crítica, com espectadores atribuindo nota A+, o máximo de aprovação possível, na pesquisa do CinemaScore, feita na saída dos cinemas norte-americanos, além de conquistar 97% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes, a mais alta já obtida por um filme de super-herói – e superior a muitos dos filmes que disputam o Oscar 2018. O resto do ranking das maiores bilheterias do fim de semana passou longe dos números apresentados pelo filme da Marvel. O infantil “Pedro Coelho”, mistura de animação e live action, ficou em 2º lugar com US$ 17,2M, enquanto “Cinquenta Tons de Liberdade” caiu da primeira posição na semana passada para o 3º lugar, com US$ 16,9M. Em 4º lugar, “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” ainda comemorou um marco no mercado mundial, ao superar os US$ 900 milhões de arrecadação. Para completar, ainda houve duas estreias, que se posicionaram na parte inferior do Top 10. “O Homem das Cavernas”, nova animação de massinhas do inglês Nick Park (criador de “Wallace & Gromit”), debutou em 7º lugar com US$ 3,1M, e o “épico” bíblico de baixo orçamento “Sansão” abriu em 10º com US$ 1,9M. Ambos têm lançamentos previstos para o Brasil, mas não para já – respectivamente, em abril e agosto. Confira abaixo os números do desempenho dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Pantera Negra Fim de semana: US$ 202M Total EUA: US$ 202M Total Mundo: US$ 371M 2. Pedro Coelho Fim de semana: US$ 17,2M Total EUA: US$ 48,2M Total Mundo: US$ 48,2M 3. Cinquenta Tons de Liberdade Fim de semana: US$ 16,9M Total EUA: US$ 76,1M Total Mundo: US$ 266,9M 4. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 7,9M Total EUA: US$ 377,6M Total Mundo: US$ 904,6M 5. 15h17 – Trem para Paris Fim de semana: US$ 7,6M Total EUA: US$ 25,4M Total Mundo: US$ 36,1M 6. O Rei do Show Fim de semana: US$ 5,1M Total EUA: US$ 154,4M Total Mundo: US$ 325,2M 7. O Homem das Cavernas Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA: US$ 3,1M Total Mundo: US$ 3,1M 8. Maze Runner: A Cura Mortal Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA: US$ 54M Total Mundo: US$ 240,7M 9. A Maldição da Casa Winchester Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA: US$ 21,8M Total Mundo: US$ 21,8M 10. Sansão Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA: US$ 1,9M Total Mundo: US$ 1,9M
O Sacrifício do Cervo Sagrado é um dos mais assustadores filmes de terror recentes
O trabalho do cineasta grego Yorgos Lanthimos não é apreciado por muitos – basta ver a quantidade de pessoas indignadas no IMDb e dispostas a jogar pedras no seu mais recente filme. Embora já tenha seis longas-metragens em seu currículo e um outro já pronto para ser lançado ainda este ano, ele é mais lembrado por dois títulos: “Dente Canino” (2009) e “O Lagosta” (2015), filmando o que talvez sejam o drama adolescente e a comédia romântica mais estranhos já feitos. Os filmes do diretor na verdade são inclassificáveis, mas se a história de um homem que vai se transformar em um animal (uma lagosta) simplesmente por não ter conseguido uma namorada ou uma esposa pode ser vista como um romance, “O Sacrifício do Cervo Sagrado” se aproxima mais do horror. E nesse sentido, é um dos mais assustadores filmes de horror já feitos neste milênio. Pode parecer uma afirmativa exagerada, mas por não ser exatamente um filme agradável, pode levar alguns espectadores a fugir correndo da sala de cinema – como cheguei a presenciar na sessão de que participei. Pena que, ao ser lançada no meio da temporada do Oscar, possa acabar passando batido, com pouco tempo em cartaz. Ainda assim, é melhor do que não ser exibido no cinema, como aconteceu com “O Lagosta”. Trata-se de um filme especial, desses que ficam com o espectador ao final da sessão e por alguns dias ainda, com suas imagens poderosas, estranhas e muitas vezes aterrorizantes. A primeira imagem de “O Sacrifício do Cervo Sagrado” é um grande close na cirurgia de um coração. Trata-se de uma imagem real de uma cirurgia que foi aproveitada para o filme. O protagonista, Dr. Steven Murphy (Colin Farrell), é um cirurgião cardiologista. Ao término de uma cirurgia de rotina, ele anda com um colega pelos corredores do hospital e conversa sobre um relógio bonito. “Onde o comprou?”, pergunta ele. Mais tarde, saberemos de seus encontros estranhos com um garoto de 16 anos (Barry Keoghan, que já tem um rosto um tanto incomum e por isso se encaixa perfeitamente com o personagem). A princípio, não sabemos do que se tratam esses encontros do médico e esse rapaz. Haveria ali uma espécie de relacionamento impróprio, por assim dizer? Chama a atenção também o tipo de dramaturgia em que as falas dos personagens são despidas de emoção, algo já visto em “O Lagosta”. Trata-se de um tipo de trabalho que lembra bastante o uso de modelos no trabalho de Robert Bresson, que em entrevistas é tido como uma das grandes influências do cineasta grego. As estranhezas chegam também em casa, com a esposa (Nicole Kidman) alimentando uma das taras do marido: fingir que está imobilizada em anestesia geral para que ele possa desfrutar dessa fantasia aparentemente recorrente. Yorgos Lanthimos segue, assim, mantendo a atenção do espectador cada vez mais em alta. Inclusive pela utilização de uma trilha sonora que aos poucos vai se tornando perturbadora, principalmente a partir do momento em que um dos dois filhos de Steven afirma não conseguir se levantar da cama, teria perdido a mobilidade dos membros. É quando as respostas para isso surgem em uma conversa com o incômodo Martin, o garoto de 16 anos, que àquela altura já havia visitado a família de Steven e feito o médico visitar sua mãe (Alicia Silverstone, em uma única mas marcante sequência). As respostas para esse pesadelo que se transformou a vida do cirurgião seriam dadas em poucos segundos, a ponto de o espectador ficar não apenas aterrorizado, mas também desnorteado. Mais uma vez, Lanthimos trabalha com o tema da punição, e o que acontece a seguir é impressionante. Imagens das cenas seguintes, de tão bizarras – algumas delas chocantes – certamente ficarão presentes na memória de muitos espectadores, mesmo aqueles que sairão da sessão com um pouco de raiva do filme. O ar de tragédia seria inspirado na peça de Eurípides sobre Ifigênia, filha de Agamemnon, o general grego que venceu a guerra de Troia. Segundo os textos que precedem a “Ilíada”, Agamemnon teve que sacrificar a própria filha por ter matado um cervo sagrado em uma floresta. Só assim os deuses soprariam os ventos que levariam sua frota para Troia. Mas após dez anos de guerra, ao voltar para casa, ele é assassinado pela esposa, como vingança pelo sacrifício da filha. O ciclo continua, com o assassinato da mulher pelos dois filhos remanescentes e vingativos, Orestes e Electra – ato que, por sinal, deu origem a outra peça. Tragédia grega, horror arrepiante, Bresson e o que muitos dizem ser uma imaginação saída de uma mente doentia são alguns dos ingredientes para a construção deste espetáculo singular e perturbador que é “O Sacrifício do Cervo Sagrado”.












