Lovecraft Country: Nova série de terror do diretor de Corra! ganha primeiro trailer
A HBO divulgou o primeiro trailer de “Lovecraft Country”, série sobrenatural produzida por Jordan Peele (diretor de “Corra” e “Nós”), que combina drama de época, crítica social e monstros. A prévia mistura tudo isso ao som de “Land of 1000 Dances”, soul clássico de Wilson Pickett. “Lovecraft Country” é baseada no livro homônimo de Matt Ruff (lançado em março no Brasil como “Território Lovecraft”) e se passa nos anos 1950. A trama gira em torno de Atticus Black, um rapaz que lutou na 2ª Guerra Mundial e que, quando seu pai desaparece, junta-se a sua amiga Letitia e seu tio George para embarcar numa jornada a sua procura. Nessa busca, eles enfrentam os horrores brutais do racismo da época, assim como horrores sobrenaturais, na forma de criaturas vorazes, e tentam sobreviver a tudo isso. O elenco destaca Jonathan Majors (“Hostis”) como Atticus, Jurnee Smollett-Bell (“True Blood”) como Letitia e Courtney B. Vance (“American Crime Story: The People vs. O.J. Simpson”) no papel do tio George. Os coadjuvantes incluem Aunjanue Ellis (“Quantico”), Wunmi Mosaku (“Macbeth”), Michael Kenneth Williams (“Olhos que Condenam”), Jamie Chung (“The Gifted”), Jordan Patrick Smith (“Vikings”) e a top model Abbey Lee (“Mad Max: Estrada da Fúria”). O projeto foi desenvolvido por Jordan Peele, que descobriu o livro e concebeu sua transformação em série. Para a produção, ele fechou uma parceria com o superprodutor J.J. Abrams (série “Westworld”) e convenceu Misha Green (criadora da série “Underground”) a escrever os roteiros da adaptação. Já a direção do primeiro episódio ficou a cargo de outro cineasta, Yann Demange, premiado no Festival de Veneza e vencedor do BIFA (premiação do cinema indie britânico) por “71: Esquecido em Belfast” (2014). A série estreia em agosto, em dia ainda não divulgado.
Franquia de terror Hellraiser vai virar série da HBO
A HBO está desenvolvendo uma série baseada na franquia de terror “Hellraiser”, que já conta com 10 filmes. O projeto foi criado por uma equipe de peso, com roteiros de Mark Verheiden (criador da série do “Monstro do Pântano”) e Michael Dougherty (“Godzilla II: Rei dos Monstros”) e direção de David Gordon Green (do novo “Halloween”, de 2018). Green tem um relacionamento de longa data com a HBO, como produtor e diretor das séries de comédia “Eastbound & Down”, “Vice Principals” e “The Righteous Gemstones”. A série não será um reboot, mas uma continuação e expansão da mitologia imaginada pelo escritor Clive Barker sobre os Cenobitas, liderados pelo icônico personagem Pinhead. Considerado o “Stephen King britânico”, Barker adaptou um livro de sua autoria (“The Hellbound Heart”) para virar cineasta com o primeiro filme da franquia, “Hellraiser – Renascido do Inferno”, lançado em 1987. A história original envolvia um cubo sinistro, que prometia prazeres transcendentes, mas na verdade abria as portas do inferno, condenando almas a uma eternidade de sofrimento nas mãos dos terríveis Cenobitas. Uma dessas vítimas era um homem chamado Frank (Sean Chapman), que em busca de prazeres proibidos encontra o artefato capaz de abrir a porta para outra dimensão e tem seu corpo dilacerado pelos anjos do inferno (os cenobitas). A partir daí, sua amante Julia (Clare Higgins) faz de tudo para libertá-lo do inferno, praticando rituais sinistros sem que sua família desconfie de seus planos. Até que sua sobrinha Kirsty (Ashley Laurence) encontra o artefato maldito e, sem querer, acaba invocando os cenobitas. O lançamento de “Hellraiser” causou enorme impacto com sua mistura de sadomasoquismo, inferno, pactos demoníacos, artefato maldito, ultraviolência gore e criaturas de pesadelos – entre elas, o fantástico Pinhead, um cenobita que tem a cabeça inteira coberta por alfinetes. Virou um dos marcos do terror da década de 1980. O filme ganhou uma continuação oficial em 1988, escrita pelo próprio Barker, mas o sucesso acabou tirando a franquia das mãos de seu criador, resultando em filmes cada vez mais fracos e distantes do clima original – assim como Jason, de “Sexta-Feira 13”, Pinhead também foi parar até numa nave espacial. Ao todo, dez filmes foram lançados, mas os seis últimos saíram direto em DVD – entre eles, “Hellraiser: Inferno” (2000), dirigido por Scott Derrickson, que depois fez “Doutor Estranho”. O último lançamento aconteceu em 2018, mas um projeto de refilmagem do original chegou a ser concebido antes disso na produtora da franquia, a Dimension dos irmãos Weinstein. Com o escândalo dos abusos sexuais de Harvey Weinstein, a Dimension entrou em colapso e os direitos foram adquiridos pela Spyglass, que no ano passado chegou a contratar o roteirista David S. Goyer (de “Batman: O Cavaleiro das Trevas”) e o diretor David Bruckner (“O Ritual”) para a produção. A série não tem relação com esses planos de remake.
Histórias Assustadoras para Contar no Escuro vai ganhar continuação
A Paramount deu sinal verde para a produção de uma continuação de “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro” (2019). O estúdio se juntou à produtora eOne (Entertainment One) para fazer um novo filme, mantendo a mesma equipe criativa. A sequência voltará a contar com o diretor norueguês André Øvredal e com um novo roteiro da dupla Dan Hageman e Kevin Hageman. O primeiro longa foi produzido pela eOne em parceria com a CBS Films, estúdio extinto pela recente fusão da CBS com a Viacom, controladora da Paramount. Herdeira do “espólio”, a Paramount decidiu explorar mais a marca “Assustadora”, que é uma adaptação dos livros de terror para crianças do escritor Alvin Schwartz. A obra original de 1981 ganhou notoriedade graças às artes fantasmagóricas que ilustravam suas páginas, o que a fez ser banida das escolas americanas. Por sinal, as imagens tétricas foram incorporadas ao primeiro filme, dando um viés nada infantil à produção. A trama do primeiro filme acompanhou um grupo de jovens que, após encontrar um velho livro de contos de terror numa casa de reputação sinistra, descobre que seus nomes estão nas histórias. E o que acontece em cada conto acaba se repetindo em suas vidas reais. O primeiro “Histórias Assustadoras para Contar no Escuro” foi produzido pelo cineasta Guillermo Del Toro, vencedor do Oscar por “A Forma da Água” (2017), que também esboçou a história, transformada em roteiro pelos irmãos Hageman (da série animada “Caçadores de Troll”, também criada por Del Toro). Ainda não há previsão para a estreia do novo longa.
Natalie Dormer incendeia o mundo em 50 imagens e trailer de Penny Dreadful: City of Angels
O canal pago americano Showtime divulgou dois cartazes, 48 fotos e um novo trailer completo da série derivada de “Penny Dreadful”, que destaca a reconstituição de época e uma combinação entre crítica social, clima noir e atmosfera sobrenatural, com destaque para Natalie Dormer (“Game of Thrones”) em múltiplos papéis, insuflando insubordinação, conflito e caos. Intitulada “Penny Dreadful: City of Angels”, a série vai mostrar novos personagens e se passar nos anos 1930, explorando terrores reais, como o fascismo e o racismo, ao lado de aparições do além. Na trama, um detetive (Daniel Zovato, de “O Homem nas Trevas”) investiga um assassinato macabro e acaba descobrindo um submundo das trevas na cidade de Los Angeles. O elenco inclui ainda Lorenza Izzo (“Bata antes de Entrar”), Rory Kinnear (“Penny Dreadful”), Jessica Garza (“The Purge”), Nathan Lane (“Os Produtores”), Ethan Peck (“Star Trek: Discovery”), Adam Rodriguez (“Criminal Minds”), Piper Perabo (“Covert Affairs”) e a veterana Adriana Barraza (“Dora e a Cidade Perdida”). Desenvolvido por John Logan, roteirista da franquia “007” e criador do “Penny Dreadful” original, o spin-off tem estreia marcada para o próximo domingo (26/4) nos EUA.
Cardápio de O Poço tem pratos de capitalismo, comunismo e coronavírus
É fortuito que o lançamento em streaming do terror espanhol “O Poço” tenha acontecido justamente no dia em que grande parte do país entrou em uma quarentena devido à ameaça do coronavírus. A obra foi rodada com antecedência e sua estreia já havia sido agendada pela Netflix meses antes do começo da pandemia. Mesmo assim, o primeiro longa dirigido por Galder Gaztelu-Urrutia rende comparações com a realidade atual. Escrito por David Desola (“Almacenados”) e Pedro Rivero (“Psiconautas, As Crianças Esquecidas”), o roteiro acompanha Goreng (Ivan Massagué), um sujeito que acorda certo dia em uma estranha prisão vertical. Ele divide sua cela com Trimagasi (Zorion Eguileor), que lhe explica o funcionamento daquele lugar: todos os dias, a comida dos prisioneiros é servida no primeiro andar, e uma plataforma flutuante desce os alimentos, andar por andar, até chegar ao final. Quem se encontra nos andares acima se serve à vontade, ao passo que falta comida para quem fica nas camadas inferiores. A relação capitalista é óbvia: enquanto sobram recursos para alguns poucos no topo, que se empanturram de comida até não poderem mais, as pessoas das, digamos, classes mais baixas passam – e até morrem de – fome. É uma lógica explicitada logo de início, quando a narrativa afirma: “Existem três tipos de pessoas. Aqueles que estão em cima, aqueles que estão embaixo e aqueles que caem”. A divisão vertical de classes está muito bem estabelecida. E a ascensão social, tão cara ao neoliberalismo, da-se de maneira arbitrária, quando os “residentes” mudam-se para outros andares aleatórios no início de cada mês. Assim, se no começo Goreng e Trimagasi sobrevivem comendo os restos deixados pelas pessoas dos mais de 40 andares acima, existe a possibilidade de, no mês seguinte, eles passarem para algum dos incontáveis andares abaixo. O individualismo visto no filme encontra reflexos nos noticiários da nova realidade. Enquanto deste lado da tela, os supermercados não dão conta de repor os alimentos que a população está estocando-os sem necessidade, no filme a economia e o bom senso, que poderiam ser soluções possíveis para o dilema dos prisioneiros, mas não aplicadas. Se em vez de comerem tudo o que veem pela frente, os prisioneiros se servissem apenas do necessário, haveria recursos suficientes para todo mundo. Uma solução, digamos, socialista. Mas a solidariedade não prospera contra o individualismo, nessa alegoria sobre o capitalismo selvagem – e sanguinário. Quem está nos andares de cima não fala com quem está embaixo. Cada um só se importa consigo mesmo. E logo até o bem-intencionado Goreng descobre que única maneira de conseguir transmitir uma mensagem humanitária é pelo medo. Uma revolução comunista? Embora a metáfora original seja clara, também é possível relacionar a situação representada no longa com o enfrentamento do coronavírus, em que, ao menos em alguns casos, o medo conseguiu unir diferentes lideranças, diferentes partidos, em uma única causa – embora certas pessoas dos andares de cima prefiram não falar com elas e ignorar o problema. Mas, ao priorizar as metáforas e a necessidade de “passar uma mensagem”, o diretor Galder Gaztelu-Urrutia acaba sacrificando a narrativa em prol do martelamento constante da moral da história. Isto o leva a perder o controle no terceiro ato. Por mais que continue clara, sua mensagem se mostra um mero subterfúgio para cenas violentas que se estendem além da conta. Por outro lado, o tédio, comum a obras sobre de encarceramento, é inexistente. A montagem prioriza uma passagem de tempo acelerada, e meses inteiros se passam em questão de minutos, enquanto o diretor atira metáforas para todos os lados, na esperança de resultar em alguma coisa. A amplitude de possibilidades de interpretações permite que se faça diferentes relações acerca daquilo que é mostrado na tela, mas também decorre da falta de sustentação da trama, tão rala que quase não serve nada em seu prato.
Ready or Not diverte com mistura de terror, comédia e crítica social
Agendado para chegar nos cinemas brasileiros no ano passado, “Ready or Not” acabou saindo direto em VOD. E como os cinemas estão agora fechados, é uma boa oportunidade para o público brasileiros descobrir esse divertido filme, que está sendo disponibilizado com títulos diferentes, como “O Ritual” e “Casamento Sangrento”, dependendo da plataforma. Não é novidade que o cinema goste de retratar as discrepâncias sociais entre as classes menos e as mais favorecidas. No ano passado, uma grande leva de filmes abordou essa questão, de maneira direta ou indireta, como “Parasita”, “Coringa” e “Nós”. Por trás da tendência, claro, há uma razão política. Desde a eleição de Donald Trump, muito se tem falado a respeito do 1% mais rico, ou seja, sobre empresários bilionários que enxergam o restante da população como meras engrenagens na máquina que produz a riqueza deles. “Ready or Not” faz sua crítica por meio de metáforas. E o faz não apenas de maneira eficaz, como extremamente divertida. O roteiro dos novatos Guy Busick (da série “Watch Over Me”) e Ryan Murphy (“Minutes Past Midnight”) acompanha Grace (Samara Weaving), uma jovem de família humilde prestes a se casar com o milionário Alex (Mark O’Brien). Grace nunca se sentiu parte de uma família, e espera que isso mude uma vez que ela adentre o clã Le Domas, donos de um império iniciada pela venda de jogos de tabuleiro. Seu desejo de ser abraçada pelo calor familiar a faz ignorar as estranhezas dos Le Domas. Mas tudo muda na noite do casamento – realizado na mansão deles. Em vez de aproveitar a sua lua de mel, Grace é convidada a participar de um jogo envolvendo toda a família. Trata-se, segundo eles explicam, de uma tradição, uma maneira de acolher novos membros. A ideia é que ela retire uma carta de baralho e isso vai determinar o jogo daquela noite. Porém, quando ela retira uma carta escrita “esconde-esconde”, é iniciado um jogo mortal, no qual os Le Domas precisam caçar e matar a noiva até o amanhecer, numa cerimônia de sacrífico que garantirá a manutenção da fortuna deles. A crítica social proposta pelo roteiro é explicitada ao longo de toda a narrativa. A figura demoníaca com a qual a família fez um pacto em troca de riqueza pode ser entendida como o próprio capitalismo. E, para completar, os personagens são caricatos. A família Le Domas é composta por pessoas desprovidas de emoção e incapazes de assumir responsabilidades pelas suas ações – como é o caso da cunhada (Melanie Scrofano) de Grace que “acidentalmente” mata alguns dos empregados da casa. O único a ganhar um pouco mais de atenção é Daniel (Adam Brody), visto como alguém preso às tradições da família, mesmo discordando delas. Por mais que também não ganhe um grande desenvolvimento narrativo, a protagonista Grace acaba se destacando pelo carisma de Samara Weaving. A atriz, que já havia chamado atenção na comédia de terror “A Babá”, encarna a sua personagem com graça, sangue e determinação. Vinda de lares adotivos, Grace acreditava que sua vida só estaria completa se ela participasse de uma família. Por isso, ela se “disfarça” como um futuro membro dos Le Domas, vestindo-se e portando-se do jeito que ela julgava ser digno da alta sociedade. À medida que o filme avança, porém, seu comportamento muda. Tal mudança é acompanhada pelas alterações no figurino. Ao mesmo tempo, ela conhece os segredos sujos daquelas pessoas e estes segredos ficam impregnados na sua roupa. Os diretores Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett são os mesmos do terror de found footage “O Herdeiro do Diabo” (2014). Aqui, porém, pisam no freio para investir em uma trama mais leve e divertida. Mas isso não os impede de criarem sequências impactantes, como enfiar pregos na mão da mocinha e fazê-la dar tiros numa criança. A mistura de terror e comédia é eficaz. Ambos são gêneros que dependem de um timing muito específico para funcionarem, ambos provocam reações físicas no espectador (o riso e o susto) e ambos servem de metáforas para situações contemporâneas. “Ready or Not” é um ótimo exemplo de como essa combinação pode divertir.
Hilary Dwyer (1945 – 2020)
A atriz e produtora britânica Hilary Dwyer, que atuou ao lado de Vincent Price em filmes de terror dos anos 1960, morreu na semana passada por complicações de covid-19. A revelação foi feita neste sábado (11/4) por seu afilhado, Alex Williams, no Facebook. Ela tinha 74 anos. Nascida em 6 de maio de 1945 em Liverpool, Inglaterra, Hilary Dwyer pertencia à geração dos Beatles. Ela estudou balé e piano quando criança, virando atriz em séries clássicas dos anos 1960 – como “Os Vingadores” e “O Prisioneiro”. Sua estreia no cinema foi em “O Caçador de Bruxas” (1968), como a vítima aterrorizada do personagem-título, em sua primeira parceria com Vincent Price. O filme ficou conhecido por ser o último filmado pelo diretor Michael Reeves, que faleceu logo após o lançamento, aos 25 anos, devido a uma overdose de álcool e barbitúricos. Ela também atuou na sci-fi “Sequestradores do Espaço” (1969) e no western “Dólares de Sangue” (1969), antes de voltar a ser assombrada por Vincent Price, em “O Ataúde do Morto-Vivo” (1969), filme do ciclo de adaptações de Edgar Allan Poe da produtora AIP (American Internacional Pictures), com direção de Gordon Hessler. A mesma equipe também se juntou em “O Uivo da Bruxa” (1970), no ano seguinte. “Eu adorava Vincent”, ela disse durante uma convenção de 2010. “Eu interpretei sua amante, sua filha e sua esposa, e ele disse: ‘Se você interpretar minha mãe, eu me casarei com você.'” A atriz ainda apareceu numa adaptação do romance gótico “O Morro dos Ventos Uivantes”, estrelada pelo futuro James Bond Timothy Dalton – e curiosamente lançada no Brasil com o título de “O Solar dos Ventos Uivantes” (1970). Sua última aparição nas telas foi em um episódio de 1976 da série sci-fi “Espaço: 1999” (Space: 1999). Em 1974, ela se casou com o agente de talentos Duncan Heath e assumiu o nome de Hilary Heath, até seu divórcio em 1989. Os dois chegaram a lançar uma agência de empresariamento de atores, a Duncan Heath Associates, que foi vendida para a ICM em 1984. Duncan é atualmente co-presidente do Independent Talent Group. O afastamento das câmeras não representou o fim da carreira artística de Hilary. Ela se tornou produtora, lançando longas, telefilmes e séries, entre eles os thrillers “Inocente ou Culpado?” (1988), de Martin Campbell, “Jogos de Ilusão” (1995), de Mike Newell, e o drama “Violento e Profano” (1997), estreia na direção do ator Gary Oldman. Seu filho, Daniel Heath, é um compositor de trilhas bastante requisitado, que foi indicado ao Globo de Ouro por seu trabalho em “Grandes Olhos” (2014), de Tim Burton.
The Walking Dead: World Beyond ganha trailer com Rick Grimes
A produtora Skybound divulgou um novo teaser de “The Walking Dead: World Beyond”, série derivada da franquia “The Walking Dead”, que evidencia a conexão de sua trama com as duas outras séries do mesmo universo. A conexão se dá por meio de cenas de série principal e do spin-off “Fear the Walking Dead”, que destacam helicópteros com os mesmos logotipos utilizados nos veículos da nova atração. O helicóptero da líder da nova comunidade, interpretada por Julia Ormond (“Mad Men”, “Incorporated”), traz o mesmo símbolo de três círculos unidos vistos nos veículo aéreo que resgatou Rick Grimes (Andrew Lincoln), protagonista da “The Walking Dead” original, e daquele pilotado por Isabelle (Sydney Lemmon), em seu contato não planejado com Althea (Maggie Grace) em “Fear the Walking Dead”. O vídeo sugere que a nova produção vai mostrar quem são as pessoas que resgataram Rick, que pertencem ao mesmo grupo da misteriosa Isabelle. O spin-off foi criado por Scott Gimple e Matt Negrette, produtores-roteiristas veteranos da “Walking Dead” original, e foi projetado para durar apenas duas temporadas. Originalmente previsto para 12 de abril, “The Walking Dead: World Beyond” teve o lançamento adiado devido à pandemia do novo coronavírus. Por conta disso, a atração encontra-se sem data de estreia confirmada. A série será exibida no Brasil pelo canal pago AMC Brasil e também pode chegar pela Amazon, que fechou contrato de distribuição internacional da produção.
50 States of Fright: Antologia de terror de Sam Raimi ganha primeiro trailer
A plataforma Quibi divulgou o pôster e o primeiro trailer de “50 States of Fright”, antologia de terror produzida pelo cineasta Sam Raimi (“Evil Dead”). Com 50 episódios curtos (de até 10 minutos), a série pretende apresentar as lendas urbanas mais arrepiantes de cada estado americano – uma por capítulo. O próprio Raimi também é creditado como roteirista, junto com seu irmão Ivan Raimi (“Ash vs. Evil Dead”) e a dupla Scott Beck e Bryan Woods (de “Um Lugar Silencioso”). Já o elenco conta com participações de Jacob Batalon (“Homem-Aranha: Longe de Casa”), Rachel Brosnahan (“A Maravilhosa Sra. Maisel”), Taissa Farmiga (“A Freira”), Christina Ricci (“Z: The Beginning of Everything”), Ming-Na Wen (“Agents of SHIELD”), Asa Butterfield (“Sex Education”), James Ransone (“It: Capítulo Dois”), Travis Fimmel (“Vikings”), Ron Livingston (“Invocação do Mal”) e muitos outros. “50 States of Fright” estreia nesta segunda (6/4), junto com o lançamento da Quibi nos EUA.
Diretor de Shazam! aterroriza a esposa em curta de terror feito na quarentena
O isolamento social não impediu o diretor David F. Sandberg de fazer um novo filme. Ele aproveitou a quarentena do coronavírus para retomar suas origens de terror com um curta filmado em sua própria casa e estrelado por sua mulher. Muito antes de fazer “Shazam!” e até mesmo “Annabelle 2: A Criação do Mal”, Sandberg se projetou com o curta “Luzes Apagadas” (2013), estrelado por sua esposa, Lotta Losten. Naquele filme, ela vivia uma mulher assombrada por uma criatura que se movia no escuro, mas que desaparecia quando as luzes se acendiam. O curta inspirou o primeiro longa dirigido por Sandberg, “Quando as Luzes se Apagam”, lançado em 2016. A mesma premissa retorna no novo trabalho, intitulado “Shadowed”, em que Lotta Losten é perseguida por sombras, após uma queda de energia em sua casa. O próprio Sandberg dá vida a uma das sombras aterradoras. De acordo com a descrição do vídeo, a melhor forma de assistir à obra é “no escuro e com o som bem alto”. Usando as redes sociais, o cineasta disse que em breve disponibilizará um making-of, contando como conseguiu fazer o curta, que tem efeitos visuais, contando apenas com a colaboração de sua esposa e co-produtora, enquanto ambos estão trancados em sua casa.
Diretor de Walking Dead e Watchmen vai filmar monstro clássico da Universal
A Universal encomendou uma nova produção de monstro. Intitulado “Don’t Go in the Water”, o projeto não teve premissa revelada, mas são fortes as indicações de que se trata de uma nova versão de “O Monstro da Lagoa Negra” (1954). Os detalhes estão sendo mantidos em segredo, mas o longa deve ser uma reimaginação completa como o recente “O Homem Invisível”. O roteiro foi escrito por Peter Gaffney, criador da série animada “Aaahh!!! Real Monsters”, e o estúdio contratou Stephen Williams, com longa carreira em séries, para fazer sua estreia como diretor de cinema. Williams se destacou à frente de “Lost” e mais recentemente dirigiu episódios de “The Walking Dead”, “Westworld” e “Watchmen”. Pela última série, foi indicado ao prêmio do Sindicato dos Diretores dos EUA, o que chamou atenção dos estúdios de cinema. Para completar, a produção é comandada por Shawn Levy, produtor de “Stranger Things”. O anúncio do projeto mostra que, em meio à pandemia de coronavírus, a indústria cinematográfica segue realizando negócios prevendo um breve retorno à normalidade.
Invasão Zumbi 2 ganha trailer insano legendado
A Paris Filmes divulgou o primeiro trailer legendado de “Invasão Zumbi 2: Península”, continuação do terror-sensação de 2016. A prévia é insana, com tensão do começo ao fim, ao mostrar a extensão do apocalipse zumbi. A trama se passa quatro anos após o começo da pandemia da ficção e mostra o mundo destruído por hordas vorazes de mortos-vivos, que levaram a humanidade praticamente à extinção. O vídeo também destaca o novo protagonista, o ex-soldado Jung-Seok (Gang Dong-Won, de “Golden Slumber”). Novamente dirigido por Yeon Sang-ho, o filme integra uma trilogia sobre o surto zumbi na Coreia do Sul. Entre os dois “Invasão Zumbi”, Sang-ho também assinou o longa animado “Seul Station” (2016), cuja trama acontece em paralelo aos eventos do primeiro filme – além de ser um excelente exemplar de animação adulta. O diretor só fazia animações antes de estourar com “Invasão Zumbi”. A estreia internacional deveria acontecer em agosto, mas deve ser remarcada devido à pandemia real do coronavírus.
Netflix renova Locke & Key para 2ª temporada
A Netflix anunciou a renovação da série de terror “Locke & Key” para a 2ª temporada. Além de um post no Twitter (veja abaixo), a notícia foi confirmada por um comunicado oficial. “Estamos entusiasmados por continuar a jornada de ‘Locke & Key’ ao lado de todos os nossos incríveis colaboradores”, disseram os co-showrunners Carlton Cuse e Meredith Averill no texto oficial, divulgado nesta segunda-feira (30/3). “Somos gratos à Netflix por todo o seu apoio, especialmente neste momento difícil, e esperamos trazer a você o emocionante próximo capítulo da nossa história”. O anúncio foi apenas uma formalidade, porque Cuse e Averill já trabalhavam nos roteiros da 2ª temporada desde a estreia da série em fevereiro passado, devido à repercussão da produção. Excessivamente bem divulgada em comparação a outros conteúdos da plataforma, a série se tornou um sucesso evidente na Netflix, após fracassar em sua tentativa de ser aprovada em outros canais. A estreia aconteceu após a produção sofrer quase uma década de rejeições. Vale lembrar que a Fox foi a primeira a se interessar pelos quadrinhos de Joe Hill (o filho de Stephen King) que inspiram a série. O canal encomendou sua adaptação em 2011 – para Alex Kurtzman, Roberto Orci (roteiristas de “Star Trek” e criadores da série “Fringe”) e Josh Friedman (criador da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”) – , mas não aprovou o piloto, dirigido pelo cineasta Mark Romanek (“Não Me Abandone Jamais”), por lembrar muito a 1ª temporada de “American Horror Story” – aprovada na ocasião. O produtor Carlton Cuse (de “Lost” e “Bates Motel”) se envolveu com o material durante o desenvolvimento de um segundo piloto para a Hulu. Na época, a falta de entusiasmo daquela plataforma chegou a surpreender o mercado, já que o diretor do piloto era ninguém menos que Andy Muschietti, de “It: A Coisa”, e o projeto tinha em seu elenco três jovens atores daquele filme. Com a recusa do piloto de Muschietti, Cuse e Hill decidiram assumir a produção e levá-la para a Netflix. Muschietti continuou creditado como produtor, mas sem dirigir nenhum episódio. E apenas o menino Jackson Robert Scott, intérprete do pequeno Georgie em “It: A Coisa”, foi aproveitado do elenco que tinha sido reunido para a Hulu. Além dele, a série acabou levando para as telas Connor Jessup (“Falling Sky”), Emilia Jones (“Utopia”) e Darby Stanchfield (a Abby de “Scandal”) como a família central da trama – naquela que é terceira encarnação do casting, desde o início do projeto. “Locke & Key” acompanha uma mãe (Stachfield) e seus três filhos que se mudam para a antiga casa da família após o brutal assassinato do pai. No local, eles são assombrados por uma entidade do mal chamada Dodge, determinada a atormentá-los até conseguir o que quer: chaves para outras dimensões, que estão escondidas na residência. Como curiosidade, a intérprete de Dodge é uma atriz canadense de pais brasileiros, Laisla de Oliveira, que também apareceu em “The Gifted” e estrelou o terror “Campo do Medo” (2019) na Netflix. A data de retorno da série não está definida, uma vez que toda as produções estão paralisadas devido à pandemia de coronavírus. Essa é a chave de Locke & Key que eu queria: A QUE CONFIRMA A SEGUNDA TEMPORADAAAAAAA pic.twitter.com/hMDArAfYRC — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) March 30, 2020












