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    Netflix perde quase 1 milhão de assinantes e anuncia serviço com anúncios para 2023

    19 de julho de 2022 /

    A Netflix apresentou seu relatório de desempenho trimestral no fim da tarde desta terça (19/7) em um informe direcionado ao mercado financeiro norte-americano, no qual confirma a tendência de queda no número de suas assinaturas. Segundo o levantamento, a empresa perdeu quase 1 milhão de assinantes durante o segundo trimestre. Foram ao todo 970 mil contas encerradas entre abril e junho de 2022, um aumento significativo em relação às 200 mil canceladas no primeiro trimestre. Mesmo assim, representa um resultado melhor do que suas próprias expectativas, que giravam em torno de 2 milhões, devido ao boicote contra a Rússia e a queda da internet na Ucrânia – os dois maiores países da Europa. A empresa se mostrou otimista, inclusive, ao divulgar projeções de retomada de crescimento para o terceiro trimestre, quando acredita que irá adicionar mais 1 milhão de assinantes. Mas mesmo que esse número se confirme, continuará com menos assinantes do que tinha em 2021. A Netflix tem atualmente um total de 220,67 milhões de assinantes, com uma receita de US$ 7,97 bilhões geradas por essas assinaturas no segundo trimestre. Como houve aumento no valor cobrado e disparada do dólar no mercado internacional, a diminuição de assinantes não afetou o crescimento financeiro, que faturou aproximadamente 8% a mais que no ano passado, de acordo com a carta da Netflix aos acionistas. Já o lucro líquido, sem as despesas, atingiu US$ 1,44 bilhão. A região que sofreu maior queda foi a América do Norte (EUA e Canadá), com perda de 1,3 milhões de assinantes, apesar do lançamento de grandes séries em inglês no trimestre, como a 4ª temporada de “Stranger Things”. A região que compreende a Europa, Oriente Médio e África também registrou declínio, perdendo 770 mil contas. Por outro lado, a América Latina registrou uma adição modesta de mil novos assinantes, enquanto a região da Ásia-Pacífico trouxe 1,08 milhão de assinantes novos durante o trimestre. Vale lembrar que a Netflix fez uma promoção especial de preços na Índia, estabelecendo no país sua assinatura mais barata do mundo. Os números apontam uma estagnação. E serviram de alerta para a empresa, que costumava ser conhecida por grandes investimentos em conteúdo sem muito critério. Atualmente em modo de revisão de seu modelo de negócios, o streamer fez várias rodadas de demissões, com a mais recente resultando no corte de 300 funcionários. Também reavaliou sua estratégia para se concentrar em menos projetos, privilegiando produções mais vistosas, e acelerou a adoção de novos modelos de assinatura. Haverá taxa para compartilhamento de senha e uma opção de assinatura mais barata, incentivada pela implementação de publicidade – numa parceria com a Microsoft. Em sua carta aos acionistas, a Netflix disse que planeja lançar sua versão com anúncios “no início de 2023”. A oferta provavelmente será lançada primeiro em mercados onde “os gastos com publicidade são significativos”. “Embora leve algum tempo para aumentar nossa base de assinantes para a versão de anúncios, a longo prazo achamos que a publicidade pode permitir uma adesão substancial (por meio de preços mais baixos) e maior lucro (pela receita de anúncios)”, diz o documento da empresa. Com o lançamento da versão “mais barata”, a assinatura do modelo atual, sem anúncios, tende a virar “premium”. Mas os detalhes só ficarão claros no ano que vem.

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    Elon Musk desiste de comprar o Twitter

    8 de julho de 2022 /

    O bilionário Elon Musk anunciou nesta sexta-feira (8/7) que desistiu de comprar o Twitter. Ele retirou sua oferta de US$ 44 bilhões, dizendo que a empresa não forneceu informações suficientes sobre o número de spam e contas falsas na plataforma. Em comunicado, o dono da companhia de carros Tesla e de foguetes SpaceX afirmou que o Twitter estava “violando materialmente várias disposições” do acordo de venda e “parece ter feito declarações falsas e enganosas”. No documento, Musk afirma que uma análise preliminar de seus assessores determinou que o número de spam e contas falsas no Twitter é muito maior do que os 5% divulgados pela empresa. Desde que chegou a um acordo financeiro para a aquisição do Twitter em abril, Musk vem questionando as contas falsas da empresa, considerando desistir do acordo para comprar a rede social. Como parte do acordo, ele é obrigado a pagar uma multa de US$ 1 bilhão pela desistência. Além de seu prejuízo pessoal, a aventura de Musk fez as ações do Twitter caíam 6%. Mas a história está longe de acabar. O Twitter informou que entrará com uma ação contra Musk caso a compra da rede social pelo empresário não seja realizada. Bret Taylor, presidente do conselho administrativo do Twitter, se pronunciou na noite desta sexta-feira exigindo que Musk cumpra sua palavra no acordo. “O Conselho do Twitter está comprometido em fechar a transação no preço e nos termos acordados com o sr. Musk, e planeja entrar com uma ação legal para fazer cumprir o acordo. Estamos confiantes que prevaleceremos no tribunal de Delaware”, afirmou.

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    Estreia do final de “Stranger Things 4” derruba Netflix

    1 de julho de 2022 /

    A plataforma de streaming da Netflix saiu do ar nas primeiras horas desta sexta-feira (01/07), após a estreia do tão aguardado volume 2 de “Stranger Things 4”. Os usuários, que correram para conferir e fugir dos temidos spoilers, descreveram por meio das redes sociais que o serviço apresentava instabilidade e erros de reprodução. Dentre as queixas, problemas técnicos com o áudio da série foram apontados. De acordo com o site de monitoramento Downdetector, os relatos se intensificaram por volta das 3 horas da manhã nos Estados Unidos – logo após o lançamento dos dois episódios finais. Além disso, o portal registrou cerca de 13 mil reclamações, antes da Netflix solucionar o problema. No Brasil, a estreia esperada para as 4 horas chegou, por conta dos fusos horários nacionais, entre as 3h e 6 horas da manhã. Mas poucos relatos de dificuldade no acesso foram pontuados no Twitter por fãs ansiosos. “Stranger Things” é considerada a maior franquia do catálogo da plataforma desde 2016, sendo eleita como a série número 1º de língua inglesa nas quatro primeiras semanas após o lançamento, conforme os dados do streaming. Com os problemas de estabilidade já contornados, o volume 2 da 4ª temporada pode ser conferido sem empecilhos, basta se programar: o primeiro episódio contem 1h25min, enquanto o segundo tem 2h30. No entanto, vale recordar que os co-criadores Irmãos Duffer alertam que as aventuras não possuem um final feliz. A 5ª temporada está confirmada e promete reviravoltas.

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    Claro TV+ estreia no mercado brasileiro de TV por streaming

    27 de maio de 2022 /

    A plataforma de streaming da Claro mudou de nome e evoluiu. A NOW agora é Claro TV+ e passa a oferecer acesso a sua plataforma para o público em geral, funcionando como um serviço independente e não mais uma extensão online da TV paga contratada pelos clientes da operadora. A assinatura do aplicativo, já atualizado com o novo nome na App Store (iOS) e Google Play (Android), dá acesso a mais de 100 canais ao vivo e ainda aos lançamentos de filmes exclusivos da plataforma (basicamente, as novidades do VOD), e chega ao preço de R$ 59,90 mensais. A opção só não implode de vez o mercado de TV por assinatura porque sua disponibilidade para smart TVs continua limitada a modelos da LG com sistema web OS. A maioria das smart TVs brasileiras são da Samsung com sistema Tizen. De todo modo, segundo a operadora, a novidade chegará em breve aos modelos da fabricante sul-coreana. Quem não tem smart TV (ou não quer esperar pelo app da Samsung) também pode ser atendido via a inclusão de um equipamento extra, o Claro TV+ Box, que entretanto encarece a assinatura – vai para R$ 89,90 mensais. Só tem um detalhe. A imagem é em HD. Quem possuiu smart TV geralmente tem uma tela 4k. E a opção para assistir as imagens em 4k é bem, mas bem mais cara: 129,90 ao mês, mais que o dobro do preço do pacote convencional. Em sua versão básica, a novidade reforça a guerra pela TV por streaming (também conhecida como IPTV) e tende a abalar o domínio desse mercado pelo serviço DirecTV Go, que funciona da mesma forma, mas custa R$ 20 a mais e oferece em torno de 70 canais. A cobertura da Claro TV+ (assim como a DirecTV Go) ainda inclui os 19 canais do Grupo Globo – como SporTV, Viva, GloboNews, Multishow, Universal, Megapix e GNT – , que também alimentam as assinaturas da Globoplay. A opção Globoplay+Canais custa R$ 42,90 mensais. Se acrescentar o Telecine, o pacote sai por 74,90 ao mês. Para completar, a Claro TV+ possui uma vantagem ausente na concorrência: o recurso Replay TV, que permite ver programas dos canais exibidos há até sete dias, ideal para quem não consegue acompanhar as atrações em tempo real. A Claro também oferece a assinatura de combos, com a inclusão de banda larga e wifi num único pacote.

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    Disney+ cresce e chega a 137,7 milhões de assinantes

    11 de maio de 2022 /

    Consagrando-se como uma das maiores plataformas de streaming, a Disney+ revelou ter chegado a 137,7 milhões de assinantes em todo o mundo nesta quarta (11/5). No primeiro balanço de 2022, a plataforma registrou 7,9 milhões de novos usuários, em franco contraste com o saldo de sua principal concorrente, a Netflix, que perdeu 200 mil assinantes no trimestre e disse esperar uma queda ainda maior, de mais 2 milhões, no próximo período fiscal. O resultado da Disney+ mudou o humor do mercado ao superar expectativas. Analistas financeiros mais otimistas apostavam num número bem menor, na casa dos 5 milhões de novos assinantes. Comparado ao ano passado, o crescimento na base de usuários da Disney+ foi de 33%, elevando a receita da plataforma com assinaturas a US$ 19,25 bilhões. Apesar do crescimento, no período entre janeiro e março o streaming da Disney só teve um grande lançamento, a série “O Livro de Boba Fett”, enquanto a Netflix empurrou dezenas de novidades todas as semanas. A diferença é que o derivado de “Star Wars” é uma propriedade intelectual já bastante estabelecida e teve seus episódios liberados semanalmente, e não todos de uma vez como as séries da concorrente. Se outras plataformas registrarem crescimento, a tendência é separar a crise da Netflix do modelo de negócios direto ao consumidor, baseado em streaming. Se todos estiverem crescendo, menos a Netflix, o problema se torna claramente administrativo e não de esgotamento de mercado.

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    “Upload” é renovada para 3ª temporada

    11 de maio de 2022 /

    A Amazon anunciou mais um ano de “Upload”, a primeira criada por Greg Daniels desde o fim de “Parks and Recreation” em 2015. Em comunicado sobre a oficialização da 3ª temporada, o criador e produtor executivo disse estar “emocionado por continuar a história de Nathan e Nora e os outros moradores de Lakeview e da América do futuro enquanto eles tentam se divertir e fazer a coisa certa nos mundos real e virtual”. A série é uma espécie de “The Good Place” digital e capitalista, que se passa numa época em que os seres humanos podem continuar existindo após a morte, por meio do upload de suas consciências num céu virtual. Mas o negócio é caro e apenas os muito ricos conseguem uma pós-vida deluxe. Na trama, o remediado protagonista Nathan (vivido por Robbie Amell, o Nuclear da série “The Flash”) só vai pro céu porque sua namorada (Allegra Edwards, de “Briarpatch”) rica e fútil quer continuar a vê-lo via realidade virtual. Ao ter a consciência enviada para o paraíso, Nathan também passa a conviver com Nora (Andy Allo, de “A Escolha Perfeita 3”), funcionária responsável pelo atendimento aos clientes desse negócio, e os dois acabam se conectando de formas que não poderiam esperar. A 2ª temporada segue os dois enquanto Nathan se acostuma com chegada da namorada a seu mundo digital, ao mesmo tempo em que Nora, ainda viva, luta para conciliar sua vida real e um potencial triângulo amoroso virtual com o rapaz. Veja abaixo o trailer da temporada mais recente, disponível na Amazon Prime Video.

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    Apple anuncia fim do iPod

    11 de maio de 2022 /

    A Apple anunciou na terça-feira (10/5) que não vai mais produzir o iPod, reprodutor de música que marcou a virada comercial da empresa. Até então conhecida como fabricante de computadores, o iPod abriu caminho para o iPhone, o iPad e outros produtos portáteis com a marca da maçã. O primeiro iPod foi lançado em 23 de outubro de 2001 com o slogan de “mil canções no seu bolso”, uma embalagem cinza e uma roda com botões de controle. O produto ganhou cor com o lançamento de sua versão compacta, o iPod Nano em 2005. Sua última evolução foi a adoção da tecnologia de controle por toque, com o lançamento da versão chamada de iPod Touch em 2007, poucos meses após o lançamento revolucionário do iPhone. A empresa continuou atualizando o produto até a 7ª geração do modelo, lançada em 2019. Mas, ao contrário de seus outros equipamentos, desistiu de aperfeiçoá-lo depois disso – quando o iPod virou praticamente um iPhone que não fazia ligações. A aposentadoria do produto também se deve ao sucesso das plataformas de streaming. Serviços de música por assinatura podem ser acessados em qualquer aparelho, como o iPhone, e tornaram obsoleta a utilização de reprodutores específicos para arquivos de mp3, cada vez menos usados para se ouvir lançamentos musicais. A própria Apple tem seu serviço digital, que foi citado no comunicado sobre o fim do iPod. “A música sempre integrou o nosso núcleo na Apple, e levar isso para centenas de milhões de usuários com o iPod impactou mais do que apenas a indústria da música – também redefiniu como a música é descoberta, ouvida e compartilhada”, disse Greg Joswiak, vice-presidente de marketing mundial da Apple, em comunicado. “Hoje, o espírito do iPod continua vivo. Integramos uma experiência musical incrível em todos os nossos produtos […] E o Apple Music [o serviço de streaming de música da empresa] oferece qualidade de som líder do setor com suporte para áudio espacial – não há melhor maneira de curtir, descobrir e experimentar música”, completou o executivo. Na nota, a empresa afirma que irá vender o modelo de 2019 enquanto os estoques durarem. No Brasil, o preço oficial é de R$ 1.610 para a versão com 32 Gb de memória.

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    Netflix acelera planos para incluir anúncios na plataforma

    10 de maio de 2022 /

    A Netflix pode lançar um plano de assinaturas mais baratas, com a inclusão de propagandas, antes do esperado. De acordo com o site Deadline, a nova opção pode ser oferecida antes do fim do ano. “Sim, é um plano rápido e ambicioso, e vai exigir que sacrifiquemos algumas coisas”, teria dito o CEO Reed Hastings em uma recente chamada com os acionistas da Netflix. Originalmente, Hastings tinha previsto um prazo de até dois anos para implementar a nova opção do serviço. A ideia é incluir pequenas intervenções comerciais – anúncios – no meio da experiência de streaming para quem optar por pagar menos pelo acesso à plataforma. O modelo já é utilizado com sucesso por competidores como Hulu e HBO Max nos EUA, e ajuda a bancar plataformas gratuitas como Tubi (do canal Fox), Pluto (da Paramount) e Freevee (ex-IMDb TV, da Amazon). Além dessa mudança, a Netflix também vai endurecer seu controle sobre o compartilhamento de senhas, atividade que teria impacto maior que a pirataria em sua contabilidade. As decisões foram tomadas após a plataforma revelar ter perdido de 200 mil assinantes no primeiro trimestre de 2022, numa das poucas ocasiões em que não registrou crescimento de sua base de consumidores. Para piorar, o relatório financeiro trimestral também previu uma perda de mais 2 milhões de usuários no próximo trimestre. A repercussão negativa dos números fizeram a Netflix perder valor de mercado e geraram até um processo movido por seus próprios acionistas contra os diretores da empresa.

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    Paul McCartney volta a cantar com John Lennon após meio século

    1 de maio de 2022 /

    Paul McCartney e John Lennon voltaram a cantar juntos após 53 anos. A façanha que juntou os dois ex-Beatles, apesar de um deles estar morto há 41 anos, aconteceu na quinta (28/5) graças a uma ajuda do diretor Peter Jackson (“O Senhor dos Anéis”), que produziu a série documental “Get Back”. Ao trabalhar na produção sobre os momentos finais dos Beatles, Jackson presenteou a McCartney uma faixa vocal de Lennon em “I’ve Got A Feeling”, com som cristalino. E o cantor tratou de utilizá-la em sua nova turnê. Com a voz de Lennon nos alto-falantes e sua imagem projetada num telão, McCarney providenciou acompanhamento musical e seus próprios vocais ao vivo, materializando um dueto com seu parceiro famoso. Durante a apresentação, McCartney creditou Jackson pela oportunidade de poder voltar a cantar com Lennon após mais de meio século. A performance foi gravada por fãs americanos durante show em Spokane, cidade do estado de Washington. Veja abaixo.

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    Netflix começa onda de demissões

    28 de abril de 2022 /

    A Netflix demitiu ao menos dez funcionários do site Tudum, nesta quinta-feira (28/4), de acordo com reportagem do site The Hollywood Reporter. O corte foi apontado pela publicação como o começo de uma onda de demissões na empresa após os resultados negativos do último trimestre, que registraram perda de 200 mil assinantes e consequente queda milionária de seu valor de mercado. A plataforma lançou o Tudum em dezembro passado como um site editorial para cobrir conteúdo de suas séries e filmes. Para formar a equipe, a empresa recrutou alguns dos principais jornalistas e redatores de entretenimento. Spencer Neumann, diretor-financeiro da Netflix, disse em conferência recente a acionistas que a companhia iria começar a “puxar o freio” em alguns gastos, preferencialmente aqueles mais dispensáveis. “Puxar o freio” é eufemismo para cortes de despesas e demissões. A decisão visa antecipar um potencial desastre no próximo trimestre. Segundo previsão da própria Netflix, ela deve perder em torno de 2 milhões de assinantes entre abril e junho. A

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    Elon Musk vai comprar o Twitter

    25 de abril de 2022 /

    O bilionário sul-africano Elon Musk, dono da companhia de carros Tesla e de foguetes SpaceX, anunciou nesta segunda-feira (25/4) ter entrado num acordo para a compra do Twitter, após semanas de negociações. O valor estimado a aquisição foi de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 214 bilhões na cotação atual). Ele decidiu comprar o Twitter após adquirir 9,2% de ações na empresa em 4 de abril, transformando-se no maior acionista individual da plataforma. Mas em seguida disse que não queria integrar o comitê executivo da empresa. Dias depois, fez a proposta para comprar 100% do Twitter, pagando US$ 7 bilhões a mais que o valor de mercado da companhia – avaliada em US$ 37 bilhões. Num primeiro momento, o conselho de administração do Twitter (grupo de diretores com poder de decisão na plataforma) se posicionou contra a oferta de Musk. Mas, durante a noite de domingo (24/4), uma reunião de acionistas decidiu que deveriam abrir negociações com o bilionário, após ele detalhar sua proposta com garantias financeiras e informar que aquela seria sua “última e melhor” proposta. Como o negócio ainda está sujeito a aprovações regulatórias, o comunicado cita que o processo de compra só deve ser finalizado no segundo semestre. A partir da aprovação, o novo proprietário pretende fazer mudanças radicais na empresa. Para começar, a companhia deixará de ter ações negociadas na bolsa e se tornará de capital fechado. Além disso, Musk quer alterar a política de controle das publicações, permitindo que violadores contumazes, como o ex-presidente Donald Trump, banido do Twitter, e bolsonaristas acusados de crimes pelo STF possam voltar a escrever na rede social. “Liberdade de expressão é a base do funcionamento da democracia, e o Twitter é a praça de discussão digital, onde são debatidos os assuntos vitais para o futuro da humanidade”, disse Musk em comunicado. O empresário já criticou várias vezes as políticas de moderação de conteúdo de redes sociais, criadas para tentar coibir desinformação e barrar discursos de ódio. Mas Mark Zuckerberg, o “dono” do Facebook, Instagram e Whatsapp, já teve que explicar no Congresso dos EUA porque tinha uma política de moderação mais branda que a do Twitter, sendo responsabilizado pela proliferação de notícias falsas e grupos de ódio em suas redes. Por outro lado, Musk também pretende combater bots (robôs ou usuários de comportamento automatizado), responsáveis por semear spam e fake news. Para isso, quer autenticar todos os seres humanos que participam do site. Outro de seus planos para “melhorar o Twitter” é tornar públicos os algoritmos da rede, para que as pessoas confiem mais na plataforma. “Estou ansioso para trabalhar com a companhia e comunidade de usuários para desbloquear seu potencial”, afirmou o bilionário.

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    CNN+ é fechada menos de um mês após lançamento

    21 de abril de 2022 /

    A CNN anunciou nesta quinta-feira (21/4) o encerramento do CNN+, serviço de streaming da emissora nos Estados Unidos, que foi lançado há menos de um mês, em 29 de março. O desligamento oficial está marcado para o próximo dia 30. Em comunicado oficial, Chris Licht, novo CEO da CNN, informou que a decisão foi tomada pela nova cúpula de executivos da Warner Bros. Discovery, que vai revisar a estratégia de streaming do conglomerado. Há planos, inclusive, de juntar HBO Max e Discovery+ numa única plataforma. “À medida que nós nos tornamos a Warner Bros. Discovery, a CNN será mais forte como parte da estratégia de streaming da companhia, que vê as notícias como uma parte importante de uma oferta mais ampla e atraente, juntamente com conteúdo de esportes, entretenimento e produções de não ficção”, disse Licht no comunicado. “Tomamos a decisão de encerrar as operações da CNN+ e focar nosso investimento nas principais operações de coleta de notícias da CNN e na construção da CNN Digital. Esta não é uma decisão sobre qualidade; agradecemos todo o trabalho, ambição e criatividade investidos na construção da CNN+, uma organização com talento incrível e programação atraente. Agora, nossos clientes e a CNN serão mais bem atendidos com uma escolha de streaming mais simples”, encerrou o executivo. Com a decisão, Alex MacCallum, ex-diretor de programação, assume o comando da renomeada CNN Digital, e Andrew Morse, executivo que supervisionou a criação e lançamento da CNN+, deixa a companhia. Os funcionários do streaming também serão afastados. A WarnerMedia gastou cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,3 bilhão) no lançamento do CNN+ e planejava gastar outras centenas de milhões a mais nos próximos anos. Os usuários que assinaram a plataforma neste breve período receberão reembolsos proporcionais por suas taxas. O lançamento da CNN+ foi a última mostra da desorganização da WarnerMedia, empresa criada em 2018 pela compra da Time Warner pela AT&T, e que foi extinta na negociação com o grupo Discovery para a criação da atual empresa Warner Bros. Discovery. Embora tenha feito o lançamento de uma nova plataforma de streaming no apagar das luzes, a WarnerMedia fechou várias iniciativas bem-sucedidas do conglomerado, após a AT&T assumir o controle, incluindo as plataformas DC Universe (adaptações de quadrinhos), Machinima (séries baseadas em games) e DramaFever (de doramas), entre outras, além de ter vendido a Crunchyroll (de animes) para a rival Funimation (da Sony). A dilapidação causou desvalorização e favoreceu a aquisição da Discovery, que comprou ações e assumiu o controle de uma empresa muito maior que ela mesma, a outrora poderosa Warner Bros, enquanto a AT&T veio a público admitir que nunca deveria ter enveredado pelo negócio do entretenimento.

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    Netflix perde US$ 54 bilhões em 24 horas

    20 de abril de 2022 /

    Um dia após revelar ter perdido 200 mil assinantes no trimestre passado e esperar perder mais 2 milhões no atual, a Netflix sofreu uma desvalorização brutal na bolsa de Nova York, registrando uma queda de 35% nas negociações desta quarta (20/4). Ao fim do dia, a empresa viu evaporar nada menos que US$ 54 bilhões em seu valor de mercado. O tombo financeiro marca o fim da longa lua de mel da empresa com os investidores. William Ackman, bilionário que comprou mais de 3 milhões de ações da Netflix em janeiro, revelou ter vendido toda sua participação com prejuízo. Em uma carta aos investidores, ele assumiu uma perda de cerca de US$ 400 milhões. Em janeiro, Ackman dizia que a Netflix ostentava uma “avaliação atraente”. Nesta quarta-feira, escreveu: “Perdemos a confiança em nossa capacidade de prever as perspectivas futuras da empresa”. Confrontada com a estagnação, após um histórico de crescimento – e endividamento – constante, a Netflix adiantou ao mercado duas alternativas para reverter o quadro: cobrar pelo compartilhamento de senhas e oferecer uma alternativa de assinatura mais barata, compensada pela exibição de comerciais publicitários. As propostas não foram acompanhadas por muitos detalhes, o que deixou o mercado nervoso diante dos problemas que podem causar no modelo financeiro atual da empresa – especialmente por a Netflix sempre ter se orgulhado de oferecer um serviço sem anúncios. A crise também deve se estender a outras plataformas, ao estabelecer que o total de assinantes da Netflix, atualmente 220 milhões, é o teto para o crescimento mundial do streaming. Não por acaso, as ações da Paramount Global caíram mais de 11%, a Warner Bros Discovery desvalorizou em cerca de 6% e a Disney em cerca de 4%. Além do compartilhamento de senhas, a Netflix culpa a lenta adoção de Smart TVs e da tecnologia 5G, a crise financeira e a inflação que acompanharam pandemia como razões de seu encolhimento no mercado.

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