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  • Etc

    Taís Araújo protesta contra estampa de escravos na moda: “Escravidão não pode virar pop”

    15 de outubro de 2016 /

    A atriz Taís Araújo embarcou numa polêmica no mundo da moda na sexta-feira (14/10), usando seu Instagram para protestar contra uma peça da nova coleção da grife Maria Filó, estampada com desenhos de mulheres negras, retratadas como escravas. Taís, que já foi vítima de ataques racistas na internet, lamentou a opção estética da companhia. “Uma marca de roupas resolveu usar uma estampa de negros escravizados inspirada na obra de Debret e sua visão sobre a sociedade brasileira nos idos de 1800. Há quem defenda que Debret na verdade fazia uma denúncia, mas é também provável que Debret nunca tenha tido esse objetivo, flertando com o estranhamento dos horrores causados pela escravidão nesse nosso mundo novo. Acho que, em 2016, os quadros de Debret devem ser mantidos em museus, retratados em livros, e não estampados como se fora uma homenagem”, escreveu a atriz. Ela ainda acrescentou que a escravidão não pode ser usada como cultura pop, mas denunciada como uma vergonha para a história da humanidade. “A escravidão não pode virar “pop”, não pode ser vendida como uma peça de moda. A moda nos representa, nos posiciona, nos empodera, comunica quem somos. Não se pode fazer dela uma vitrine de uma história da qual devemos nos envergonhar. Já contaram nossa história de maneira distorcida. Esse (nosso) povo, na verdade, construiu esse país e merece respeito na nossa época!” O lançamento da coleção da Maria Filó reverberou por toda a internet brasileira, causando revolta e indignação. O caso ganhou repercussão depois que a consumidora Tâmara Isaac desabafou sobre a situação em seu perfil no Facebook, impressionada com o racismo da peça. Taís também disse que teve a atenção chamada pelo post de Tâmara, que teve mais de 1,5 mil compartilhamentos. A empresa esclareceu que buscou se inspirar em uma obra de Debret na estampa. “A marca pede desculpas e informa que já está tomando providências para que a estampa seja retirada das lojas”, afirmou em nota à impresa. Veja abaixo o post completo de Taís: Uma marca de roupas resolveu usar uma estampa de negros escravizados inspirada na obra de Debret e sua visão sobre a sociedade brasileira nos idos de 1800. Há quem defenda que Debret na verdade fazia uma denúncia, mas é também provável que Debret nunca tenha tido esse objetivo, flertando com o estranhamento dos horrores causados pela escravidão nesse nosso mundo novo. Acho que, em 2016, os quadros de Debret devem ser mantidos em museus, retratados em livros, e não estampados como se fora uma homenagem. A escravidão não pode virar “pop”, não pode ser vendida como uma peça de moda. A moda nos representa, nos posiciona, nos empodera, comunica quem somos. Não se pode fazer dela uma vitrine de uma história da qual devemos nos envergonhar. Já contaram nossa história de maneira distorcida. Esse (nosso) povo, na verdade, construiu esse país e merece respeito na nossa época! Precisamos reconhecer o nosso valor. São atitudes como essa da Tâmara Isaac, que trouxe luz ao assunto das estampas, que me deixam a cada dia mais certa de que estamos no caminho. De nos encorajar com amor, nos abraçar e defender nossas ideias, nossos direitos e nossa história. Uma foto publicada por Tais Araújo (@taisdeverdade) em Out 14, 2016 às 12:11 PDT

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  • O Roubo da Taça
    Filme

    O Roubo da Taça é respiro de bom humor em meio à fase triste das comédias brasileiras

    17 de setembro de 2016 /

    É curioso notar como poucas coisas evoluíram, três décadas após o roubo da taça Jules Rimet, conforme mostrado pelo diretor Caito Ortiz e o roteirista Lusa Silvestre em “O Roubo da Taça”. Assim como em 1983, o Brasil vive novamente um período de crise, com a inflação nas alturas, o aumento desenfreado do desemprego e um sentimento coletivo de desesperança. Por tudo isso, é compreensível a comoção que se impôs quando a CBF anunciou o roubo da taça Jules Rimet, um símbolo de orgulho para uma nação aos frangalhos, que ao menos tinha se provado vitoriosa por três vezes no gramado, número de edições da Copa do Mundo de Futebol que o país tinha vencido, para ficar definitivamente com a Taça. O fato de termos servido de palco para receber a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 só estreitam os paralelos. Em “O Roubo da Taça”, a recriação do crime é relativamente fiel. São os personagens os elementos mais ficcionais da produção, especialmente Dolores (Taís Araújo), não somente a companheira de Peralta (Paulo Tiefenthaler), o idealizador do roubo, como também a narradora informal da história e a única figura que não tem equivalente na realidade. Agente de seguros, Peralta vive na pindaíba por sustentar o vício em jogos de azar. Quando deve um valor exorbitante, as abordagens de Bispo (Hamilton Vaz Pereira), o seu agiota, ganham um tom de ameaça. Vem assim o esquema com o seu amigo Borracha (Danilo Grangheia), em furtar a réplica da taça Jules Rimet na sede da CBF para revendê-la. No entanto, a dupla de paspalhos descobre, a partir dos noticiários, que a taça em exibição era a original. O crime, claro, se transformou em um escândalo e as investigações da Polícia Federal, temida como nunca num Brasil recém-saído do período de ditadura, buscava intervir com métodos nada éticos. Por isso, a insegurança de Peralta e Borracha, que se veem em apuros para repassar a taça. Além da história, é importante salientar o quanto “O Roubo da Taça” é fiel em sua recriação de época. Premiado no Festival de Gramado, Fábio Goldfarb assina uma direção de arte que deslumbra principalmente pela atenção aos pequenos detalhes, como os rótulos de produtos e os utensílios comuns no cotidiano da classe média dos anos 1980. Também laureado em Gramado, o diretor de fotografia Ralph Strelow encontra as cores certas para preservar uma atmosfera retrô sem que ela soe falsificada. Raridade em nossas comédias, “O Roubo da Taça” consegue fazer com que a narrativa iguale o mesmo refinamento de sua estética. Com senso de ritmo, Caito Ortiz também é dono de um bom timing cômico, jamais permitindo que o humor se exceda ao ponto de fazer chacota de uma história verídica com alguns traços sombrios. Outra distinção é como os personagens parecem se portar diante de uma linha tênue, que separa o heroísmo da vilania. E isto é um bem-vindo alívio, em meio a uma safra que parece obcecada em fabricar lições de moral. O filme inteiro é um respiro de qualidade e bom-humor que redime a triste fase das comédias brasileiras. (Leia também a entrevista com o diretor e o roteirista)

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  • Filme

    Entrevista: Diretor e roteirista contam como aconteceu O Roubo da Taça

    10 de setembro de 2016 /

    Recém-chegada do Festival de Gramado, onde “O Roubo da Taça” venceu quatro troféus Kikito (Melhor Ator para Paulo Tiefenthaler, Roteiro, Direção de Arte e Fotografia), a equipe do filme falou com a imprensa nesta semana em São Paulo. E, em clima de bate-papo descontraído, com Mr. Catra (que faz uma participação especial no longa) arrancando risadas dos jornalistas, os co-roteiristas Caíto Ortiz, que também é diretor do filme, e Lusa Silvestre explicaram como surgiu a ideia de filmar o roubo do orgulho de uma nação. Baseado no caso real do roubo da taça Jules Rimet, conquistada pela seleção de futebol tricampeã do mundo em 1970, que aconteceu em 1983 no Rio de Janeiro, a divertida comédia entrou em cartaz neste fim de semana nos cinemas do país. Confira abaixo um resumo com os principais depoimentos da entrevista coletiva. Sobre a concepção do roteiro Lusa Silvestre: um dia, o Caíto foi à minha casa para ver “Estômago” antes mesmo de o filme estar pronto. A partir desse encontro, começamos a falar sobre o roubo da taça Jules Rimet e o Caíto veio com uma matéria online. Existiam duas fontes de pesquisa sobre o caso: o da época, que era muito sobre o caso policial, e o de 20 anos depois, sendo matérias um pouco mais sóbrias, avaliando tudo o que aconteceu. O filme se baseia em ambas, contendo o que foi descoberto no calor daquele momento e o nosso ponto de vista de hoje. Caíto Ortiz: todas as pessoas envolvidas no crime estão mortas, houve meio que uma maldição pairando sobre o caso. Foi um processo interessante, pois ficamos durante todos esses anos escrevendo. A gente tentava por uma saída. Não dava certo e voltávamos para o início. Durante tudo isso, percebemos que era essencial a presença de uma figura feminina importante, um pilar. Lusa Silvestre: quando começamos a fazer o roteiro, estávamos muito apegados à realidade. A sequência de fatos é muito maluca. Para você ter uma ideia, todos os envolvidos foram presos, a polícia pegou o dinheiro deles e os soltaram! Somente anos depois eles realmente foram capturados e mantidos na prisão por outros policiais. Consideramos que tudo isso era demais para o roteiro. Foi assim que pensamos na Dolores, que foi a personagem que nos ajudou a levar a história para frente. Sobre o convite para interpretar Dolores Taís Araújo: entrei no projeto há três anos. Começamos a fazer as leituras. Achei o roteiro sensacional e eu faço tão pouco cinema… Ficávamos no processo de marcar para iniciar as filmagens, mas o roteiro ainda estava mudando, recebendo novos tratamentos para aprimorar. Quando recebi um novo roteiro, disse: “Hum, a personagem piorou!”. Foi também uma época que queria muito ter um filho, mas aguardava para fazer o filme. Mas aí vieram novos tratamentos e eu engravidei. Nisso, o roteiro mudou por mais uma última vez. Liguei para o Caíto Ortiz e disse que estava grávida, mas que queria muito fazer esse filme. Disse para ele esperar pelo amor de Deus. Eles me esperaram e começamos a gravar quando a minha filha estava entre três e quatro meses. Toda a caracterização da minha personagem foi inspirada na Adele Fátima. Sobre fazer comédia e o estado do gênero Caíto Ortiz: penso que essa coisa de gênero é uma discussão menor. “Ah, comédia é isso. Drama é aquilo.” Isso é uma bobagem. O que acho uma pena, e que também é algo que vejo os brasileiros fazendo nos últimos anos, é deixar de pensar um pouco mais a cinematografia ao fazer uma comédia. Dá para ser muito mais inteligente, melhor. Não é por ser uma comédia que deve ser mal feita. É um gênero muito difícil de fazer. É preciso ter timing. Lusa Silvestre: a comédia é um gênero muito nobre. Aristóteles escreveu livros sobre o teatro grego de sua época. Em um, ele tratou sobre a tragédia e, em outro, sobre a comédia. Se você ver o símbolo do teatro, é a carinha feliz e a carinha triste. A comédia é tão nobre quanto o sci-fi, o drama, o horror. Quando uma pessoa critica um filme por ser uma comédia, penso que ela precisa rever os seus conceitos, pois elas estão criticando Aristóteles.

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  • Filme

    O Roubo da Taça: Trailer de comédia premiada revela destino tragicômico da Taça Jules Rimet

    29 de julho de 2016 /

    A comédia de época “O Roubo da Taça”, de Caito Ortiz (“Estação Liberdade”), ganhou seu primeiro trailer. Diferente da onda besteirol que infantiliza o humor nacional, a prévia explora, com humor negro e cinismo, o roubo verídico da Taça Jules Rimet, conquistada pela seleção brasileira de futebol no tricampeonato da Copa de 1970. O roteiro do próprio Ortiz e Lusa Silvestre (“Mundo Cão”) não inventa o crime absurdo, mas cria personagens fictícios e uma narrativa tragicômica para mostrar como o assalto foi realizado de forma extremamente fácil por criminosos amadores. Puxando um pouco para a caricatura, a trama acompanha um corretor de seguros endividado que, para pagar dívidas, consegue roubar sem muitas dificuldades a estatueta de ouro dos cofres da CBF. O problema é que, depois, nenhum atravessador quer ficar com a Taça. Um dos detalhes que chama atenção na produção é que ela não é estrelada por galãs ou humoristas da TV, trazendo como rosto mais conhecido a atriz Taís Araújo (série “Mister Brau”). Por conta disso, é ela quem assume o primeiro plano do pôster oficial, mesmo sendo coadjuvante na trama. O elenco inclui Paulo Tiefenthaler (“Trinta”), Danilo Grangheia (“O Que Se Move”), Leandro Firmino (“Cidade de Deus”), Mr. Catra (“Quase Dois Irmãos”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e Stepan Nercessian (“Os Penetras”). Premiado nos EUA, como Melhor Filme da seção Visions do Festival SXSW, “O Roubo da Taça” terá sua première nacional no Festival de Gramado, que acontece entre 26 de agosto a 3 de setembro na Serra Gaúcha. A estreia comercial nos cinemas está marcada para 8 de setembro.

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  • Música

    Novela Cheias de Charme será reprisada na véspera de virar filme

    5 de julho de 2016 /

    A Globo descobriu a força da sinergia e programou uma reprise da novela “Cheias de Charme”, sucesso da faixa das 19h em 2012, para após as Olimpíadas do Rio, em setembro, dentro do “Vale a Pena Ver de Novo”. No embalo, o elenco original foi às redes sociais celebrar a notícia. E não é para menos. Afinal, o núcleo central está retomando as mesmas personagens da novela num filme atualmente em desenvolvimento, numa coprodução da Globo Filmes. O marketing, claro, já começa a mostrar serviço com o encaixe da reprise. O filme foi anunciado há exatamente um ano e voltará a reunir Leandra Leal (“O Lobo Atrás da Porta”), Taís Araújo (série “O Dentista Mascarado”), Isabelle Drummond (novela “Geração Brasil”), Claudia Abreu (“Rio, Eu Te Amo”), Ricardo Tozzi (novela “Amor à Vida”) e Humberto Carrão (novela “Sangue Bom”). “A quadrilha estará completa nas filmagens!”, postou Leandra há exatamente em julho de 2015 em seu Instagram. As filmagens têm direção de José Henrique Fonseca, que já comandou bons dramas, como “O Homem do Ano” (2003) e “Heleno” (2011), além de episódios da série criminal “Mandrake”. Para completar, ele é casado com uma das estrelas da novela, a atriz Claudia Abreu. Criada por Izabel de Oliveira e Filipe Miguez, a trama da novela acompanhava as três domésticas vivida por Taís, Leandra e Drummond, que, cansadas da vida dura, resolvem formar um grupo musical. Claudia Abreu interpretava uma cantora brega decadente que foi patroa de duas delas. E Ricardo Tozzi vivia um ídolo brega que Leandra idolatrava. A repercussão foi tanta que “as personagens” até gravaram discos, fizeram shows, escreveram livros e viraram brinquedos. Em breve, terão também um filme para recomeçar o ciclo. A data de estreia do longa-metragem só deve ser divulgada após o retorno da novela à televisão.

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  • Filme

    Filme brasileiro O Roubo da Taça é premiado no Festival SXSW

    22 de março de 2016 /

    Um dos principais festivais de cinema independente dos EUA, o South by Southwest, mais conhecido pela sigla SXSW, premiou o suspense brasileiro “O Roubo da Taça”, de Caito Ortiz (“Estação Liberdade”) como Melhor Filme da seção Visions, dedicada a cineastas considerados audaciosos pelo risco envolvido nos projetos. A seção não tem júri e a premiação é definida pelo público, que geralmente costuma premiar filmes falados em inglês. Exibido como “Dolores and Jules” no festival, o filme dramatiza o roubo histórico da Taça Jules Rimet, entregue à seleção de futebol brasileira, tricampeão do mundo na Copa de 1970, mostrando como um corretor de seguros endividado conseguiu, com a ajuda de amigos, roubar a estatueta de ouro dos cofres da CBF. Estrelado por Taís Araújo (série “Mister Brau”) e Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”), e roteirizado por Lusa Silvestre (“Mundo Cão”), “O Roubo da Taça” tem estreia prevista nos cinemas brasileiros para o mês de agosto. Na mostra competitiva principal, o grande vencedor foi “The Arbalest”, escrito e dirigido por Adam Pinney (roteirista de “A Is for Alex”), em que o inventor do brinquedo mais popular do mundo lida com sua obsessão pela mulher que o odeia. Confira abaixo a lista completa dos premiados. Vencedores do Festival SXSW 2016 Prêmios do Júri Melhor Filme The Arbalest, de Adam Pinney Melhor Ator Andre Royo, de Hunter Gatherer Melhor Atriz Lily Rabe, de Miss Stevens Melhor Documentário Tower, de Keith Maitland Prêmios do Público Melhor Filme Transpecos, de Greg Kwedar Melhor Documentário Tower, de Keith Maitland Seção Headliners Demolition, e Jean-Marc Vallée Seção Narrative Spotlight From Nowhere, de Matthew Newton Seção Documentary Spotlight Mr. Gaga, de Tomer Heymann Seção Visions O Roubo da Taça (Jules and Dolores), de Caito Ortiz Seção Midnighters I Am a Hero, de Shinsuke Sato Seção Episodic (Séries) Vice Principals, de Jody Hill, David Gordon Green, Danny McBride Seção 24 Beats Per Second Honky Tonk Heaven: Legend of the Broken, de Brenda Greene Mitchell, Sam Wainwright Douglas Seção SXGlobal Ghostland, de Simon Stadler Seção Festival Favorites Gleason, de Clay Tweel

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    Polícia prende responsáveis por ataques racistas na internet contra Taís Araújo

    16 de março de 2016 /

    A polícia prendeu na manhã desta quarta-feira (16/3) suspeitos de participar dos ataques de teor racista nas redes sociais contra as atrizes Taís Araújo, Sharon Menezes e Cris Vianna, e a jornalista Maria Júlia Coutinho, do Jornal Nacional. Os policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, responsáveis pela Operação Cyberstalking, cumpriram, desde a madrugada, mandados de prisão em diversos estados (Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina). De acordo com o delegado da DRCI, Alessandro Thiers, um dos líderes do grupo suspeito de cometer os ataques é um adolescente, localizado em São Paulo. Outro suspeito de cometer o crime é paranaense, mas já está preso desde 2015 pelo crime de pedofilia. Além deles, o técnico de informática Tiago Zanfolin Santos da Silva, de 26 anos, foi detido na cidade de Brumado (a 555 quilômetros de Salvador). Eles vão responder por racismo, injúria racial, ameaça, pedofilia e organização criminosa. “Os detidos tinham um papel de administradores. Eram os mentores intelectuais de centenas de grupos que envolvem milhares de integrantes. Não dá para entender a motivação deles. São pessoas que se identificam com essa causa e, na cabeça delas, estão fazendo a coisa certa”, ele disse para a imprensa. Thiers ainda elogiou a atitude de Taís Araújo e pediu que vítimas deste tipo de crime compareçam às delegacias para registrar queixa. “Identificamos no caso de injúria racial crime de ação penal privada, portanto, é necessário que a vítima compareça à delegacia para fazer a representação e assim autorizar o início das investigações. Enaltecemos a atitude de Taís Araújo, que compareceu à delegacia e registrou queixa assim que sofreu os ataques. Se Maria Julia Coutinho tivesse feito uma representação, talvez o crime contra Taís não tivesse ocorrido”, concluiu. Por meio de sua assessoria de imprensa, Taís Araújo parabenizou a ação policial. “Fico feliz que a justiça tenha sido feita. Espero que crimes dete tipo contra qualquer mulher negra não fiquem impunes”, ela declarou.

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  • Filme

    Pesquisa revela que cinema brasileiro tem pouca diversidade racial

    6 de março de 2016 /

    A falta de diversidade no cinema não é um problema exclusivo de Hollywood. A questão racial, colocada em evidência no último Oscar, foi escancarada numa nova pesquisa sobre o cinema brasileiro. E o resultado desse levantamento mostra que o panorama é muito mais grave no Brasil. Realizada pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Geema), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a pesquisa mostra que as maiores bilheterias da última década foram escritas, dirigidas e estreladas por homens brancos. Nenhuma mulher negra escreveu ou dirigiu qualquer longa no período. E os negros são minoria absoluta em todas as funções criativas do cinema brasileiro. Separados por gênero e raça, os dados revelam que os homens brancos dominaram 45% dos papéis mais relevantes dos filmes lançados entre 2002 e 2014 no país. Depois vêm mulheres brancas (35%), homens negros (15%) e, por último, as mulheres negras (apenas 5%). Em 2002, 2008 e 2013, simplesmente nenhum filme analisado pelos pesquisadores foi protagonizado por uma mulher negra. A discrepância é ainda mais gritante quando se avalia os diretores e roteiristas do cinema nacional: 84% dos cineastas são homens brancos, 14% mulheres brancas, 2% homens negros e nenhuma mulher negra dirigiu uma produção sequer de destaque nos 13 anos analisados pelo estudo – 2002 a 2014. Também não assinou roteiro algum. Já os homens brancos foram responsáveis por 69% dos textos. “O que saltou aos olhos é que não é só uma problema racial, mas mais ainda de gênero”, disse Márcia Rangel Cândido, coautora do estudo, em entrevista ao jornal O Globo. “Vimos nos debates que a pesquisa suscitou que o problema é sério e pouco discutido, praticamente um tabu”, completou. Para piorar, a participação de negros no cinema brasileiro pode ter sido superdimensionada pela própria pesquisa, que considerou pardos e mestiços entre os negros. Este critério permitiu, por exemplo, o diretor Fábio Barreto (“Lula, o filho do Brasil”), de pele visivelmente clara, ser considerado negro. Além disso, a lista ainda confunde nacionalidades, listando o uruguaio Enrique Fernández (“O Banheiro do Papa”). Assim, os cinco diretores negros listados, na verdade, resumem-se a três: Jeferson De (“Bróder”), Estevão Ciavatta (“Made in China”) e Joel Zito Araújo (“Filhas do Vento”). Entrevistado por O Globo, Joel Zito Araújo ainda alertou que, se é difícil conseguir financiamento como diretor negro, mais difícil ainda é ser um diretor negro interessado em filmar artistas negros. Por isso, ele não conseguiu rodar mais nenhuma ficção desde que “Filhas do Vento” (2004) venceu sete prêmios no Festival de Gramado, inclusive de Melhor Direção, Ator, Atriz e Coadjuvantes, todos negros. Mas Zito concorda que o panorama tem mudado para melhor nos últimos anos, por causa de ações afirmativas e de discursos de celebridades proeminentes, como Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”) e Taís Araújo (“Filhas do Vento”), que além de estrelarem novelas e séries têm ocupado protagonismo também no cinema. É o caso ainda de Cintia Rosa, protagonista de “O Fim e os Meios” (2014). Para a atriz, que interpretou uma jornalista negra, o fato da cor da pele ter sido irrelevante para a trama mostrou um caminho diferente, que precisa ser mais trilhado pelo cinema brasileiro. “Fui uma das poucas atrizes negras que protagonizaram um filme, além de não ter feito um papel estereotipado, como empregada ou bandida. A pele sequer era mencionada no roteiro. Portanto, considero esse trabalho um marco na minha carreira profissional”, ela disse ao jornal carioca. “E que fique de alerta para que os diretores escalem mais mulheres negras”, conclamou.

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  • Etc,  Série

    Taís Araújo e Lázaro Ramos posam nus para a capa da Rolling Stone Brasil

    9 de janeiro de 2016 /

    O casal de atores Taís Araújo e Lázaro Ramos posaram completamente nus para a capa da revista Rolling Stone Brasil, que chega às bancas na segunda, dia 11 de janeiro. A edição nomeia os atores como “o casal número um da TV” após o sucesso da série “Mr. Brau”, da Globo. Com a 2ª temporada assegurada, “Mr. Brau” traz Lázaro no papel-título, um cantor e compositor de sucesso estelar. Taís vive Michelle, sua empresária, coreógrafa e mulher. Após alcançarem a fama, os dois vão morar num condomínio de luxo e causam estranhamento na vizinhança. Casados há 11 anos, Lázaro e Taís compartilharam sua intimidade com a câmera de Mauricio Nahas, num registro mais sério que sensual. A revista também publicou um vídeo com os bastidores da sessão fotográfica, que contém alguns trechos de entrevista.

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  • Etc

    Depois de Taís Araújo, Cris Vianna sofre ataque racista na internet

    1 de dezembro de 2015 /

    A atriz Cris Vianna (novela “A Regra do Jogo”) é a mais nova vítima de racismo no Brasil. O ataque foi, inclusive, similar ao sofrido recentemente pela atriz Taís Araújo (novela “Cheias de Charme”): uma série de comentários pesados e preconceituosos disparados contra uma foto que ela postou nas redes sociais, na qual aparece linda com seus cabelos naturais. Ela não deixou barato e se posicionou, dizendo que não deixaria o racismo vencer. “Infelizmente, ainda passamos por isso em pleno 2015”, escreveu. “Recentemente, a vítima foi a competente jornalista Maria Júlia Coutinho. E agora, apenas um mês após minha linda colega Taís Araújo também ter sido vergonhosa e covardemente atacada, aqui estamos novamente precisando enfrentar racistas escondidos sob o pretenso anonimato da internet”. Cris afirmou ter registrado os comentários e encaminhado o caso para a Justiça. “Não posso me calar. Se meu trabalho me permite alguma expressividade, usarei minha voz por muitos que sofrem esse tipo de ataque racista diariamente e voltam para casa calados, cansados de não serem ouvidos, para chorar sozinhos. Como todos vocês, tenho orgulho da minha pele, do meu cabelo, da minha origem e de tudo o que sou. Do que somos. E não estamos sozinhos. Temos do nosso lado a lei – racismo é crime inafiançável – e milhares de brasileiros que também acreditam num país mais justo e civilizado, gente que entende que respeitar as diferenças é mais que um dever e que está disposta a denunciar e lutar contra todo tipo de preconceito”. No Instagram, um amigo da atriz contou que ela teria recebido um “soco no estômago” ao ler as mensagens racistas. Segundo apurou o site Ego, a investigação dos casos anteriores indica que o grupo por trás do ataque à Taís Araújo e Maria Julia Coutinho é formado pelas mesmas pessoas.

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