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  • Filme

    Lula lança Tela Brasil, streaming gratuito de cinema nacional

    30 de maio de 2026 /

    "Netflix brasileira" desenvolvida pelo Ministério da Cultura estreia com mais de 560 produções e acesso pelo Gov.br

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  • Etc,  Filme

    Suzana Amaral (1932 – 2020)

    25 de junho de 2020 /

    A cineasta Suzana Amaral, diretora do clássico “A Hora da Estrela” (1985), premiado em Berlim, morreu na tarde desta quinta-feira (25/6) em São Paulo. Segundo a família, a causa da morte não foi relacionada à covid-19. “Minha mãe deixa legado em várias áreas, sobretudo no cinema. Suzana veio e trouxe para o cinema brasileiro uma nova linguagem, uma poética que era só dela — com muita influência do cinema alemão. Ela também deixa um legado na sua ética como professora, além de ter sido uma mãe maravilhosa”, disse a filha Flávia ao jornal Folha de S. Paulo. Neste momento delicado para o cinema brasileiro, continua Flávia, “que ela seja uma bandeira para que se salve o cinema nacional, bem como todas as áreas da cultura, que estão tão vilipendiadas nos nossos dias”. Há registros na imprensa do nascimento de Suzana em 1928 e 1932, mas ela dizia em entrevistas que não gostava de falar qual era sua idade. “Ela era muito danada [com relação à idade], até o último momento”, afirmou Flávia. Fica, então, assinalada sua data preferida de nascimento, 1932. Suzana Amaral nasceu em São Paulo e só decidiu virar cineasta depois de ser mãe de nove filhos. Ela entrou na Escola de Comunicação Social e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) em 1968 e fez sua estreia como diretora no último ano do curso, em 1971, com os curtas “Sua Majestade Piolim” sobre o famoso palhaço Piolim, e “Semana de 22”, um panorama da Semana de Arte Moderna. Foram mais de 35 anos de carreira, mas apenas três longas de ficção. Todos adaptações de obras literárias. O primeiro foi “A Hora da Estrela”, baseado no texto original com mesmo nome de Clarice Lispector. A obra marcou época com a performance da então desconhecida Marcelia Cartaxo, que venceu o Urso de Prata de Melhor Atriz. Suzana também recebeu dois prêmios paralelos de direção (o OCIC e o C.I.C.A.E. Award) e seguiu colecionando reconhecimentos, no Festival de Havana e de Brasília – onde conquistou tudo: Melhor Filme, Direção, Atriz, Ator (José Dumont), Fotografia, Edição… O longa seguinte só foi lançado 16 anos depois. Baseado na obra homônima de Autran Dourado, “Uma Vida em Segredo” chegou às telas em 2001 lançando outra atriz, Sabrina Greve. Que também foi premiada por sua performance, vencendo o troféu de Melhor Atriz nos festivais de Brasília e Cine Ceará. Suzana ainda levou o troféu de Melhor Filme no festival cearense E, finalmente em 2009, saiu “Hotel Atlântico”, com roteiro adaptado de um romance de João Gilberto Noll, estrelado pelo já conhecido Júlio Andrade. Venceu o prêmio de Melhor Filme do Festival de Lima, no Peru. Ela também dirigiu dezenas de documentários e programas para a TV Cultura, sem esquecer uma minissérie portuguesa, “Procura-se”, em 1993. Em uma entrevista concedida à Fundação Casper Líbero em 2016, a diretora foi questionada porque só tinha feito três longas em toda a carreira. Ela respondeu: “Porque faltou dinheiro. Faltou apoio e grana”. Vítima de um AVC há cerca de um ano, Suzana estava com a saúde fragilizada desde então.

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  • Filme

    Rodrigo Lombardi e Maria Casadevall vão estrelar adaptação de O Caso Morel

    4 de abril de 2018 /

    A cineasta Suzana Amaral vai adaptar “O Caso Morel”, primeiro romance de Ruben Fonseca. As filmagens do longa, que tem roteiro assinado pela escritora Patrícia Melo (“O Homem do Ano”) e pela própria Suzana, estão marcadas para agosto e trarão os atores Rodrigo Lombardi (novela “A Força do Querer”) e Maria Casadevall (novela “Os Dias Eram Assim”) nos papéis principais. “O Caso Morel” será apenas o quarto longa da diretora de 89 anos, que não filmava desde “Hotel Atlântico”, lançado em 2009. Sua obra mais conhecida é o excelente “A Hora da Estrela”, vencedor do prêmio da crítica no Festival de Berlim de 1986. Desta vez, ela trabalhará com codireção de Jean Paulo Lasmar, curta-metragista que virou editor de efeitos visuais em Hollywood – trabalhou em “Silêncio” (2016), de Martin Scorsese. O romance romance policial de Rubem Fonseca foi publicado em 1973 e acompanha um artista plástico, que se torna o principal suspeito no assassinato de uma de suas três mulheres. As filmagens serão uma coprodução entre produtoras do Brasil (Bossa Nova Filmes) e Argentina (El Campo Cine, do cineasta Diego Lerman). Ainda não há previsão para a estreia.

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