
Ilustração/Gemini
Lula lança Tela Brasil, streaming gratuito de cinema nacional
"Netflix brasileira" desenvolvida pelo Ministério da Cultura estreia com mais de 560 produções e acesso pelo Gov.br
“Netflix brasileira”
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Cultura, Margareth Menezes, lançaram oficialmente neste sábado (30/5) a plataforma Tela Brasil. O novo serviço público de streaming, totalmente gratuito e voltado exclusivamente para o audiovisual nacional, foi apresentado durante o evento Rio2C, no Rio de Janeiro. A iniciativa foi apelidada de “Netflix brasileira” e tem como principal objetivo aproximar a população das produções cinematográficas realizadas no país.
Como funciona?
Desenvolvido pelo Ministério da Cultura (MinC) em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), o serviço conta com tecnologia 100% nacional. O público pode acessar o catálogo diretamente pelo site oficial (telabrasil.cultura.gov.br), sendo necessário apenas realizar o login utilizando os dados da conta unificada do cadastro Gov.br.
Nesta etapa inicial de implantação, a plataforma funciona apenas em versão web e por meio de um aplicativo para o sistema operacional Windows, com previsão de lançamento das versões para celulares Android e iOS para as próximas semanas.
Catálogo de estreia traz clássicos
O acervo de largada do Tela Brasil conta com mais de 560 títulos disponíveis, englobando curtas, médias e longas-metragens, além de seriados e documentários de diversas fases históricas e regiões do país. O projeto também firmou um acordo de parceira com a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), o que vai garantir a inclusão de toda a programação e acervo da TV Brasil no catálogo, adicionando mais de 150 obras e programas consagrados, como o “Sem Censura”.
A lista de filmes disponíveis nesta largada reúne obras fundamentais da história do cinema do país, com destaque para os clássicos do Cinema Novo dirigidos por Glauber Rocha, como “Barravento” (1962), “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969) e “A Idade da Terra” (1980).
O público também encontra produções históricas como “O Cangaceiro” (1953), de Lima Barreto, “O Homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga, e “São Paulo Sociedade Anônima” (1965), de Luiz Sergio Person. A seleção traz ainda títulos como “A Hora da Estrela” (1985), de Suzana Amaral, os indicados ao Oscar “O Quatrilho” (1995), de Fábio Barreto, e “O Que É Isso, Companheiro?” (1997), de Bruno Barreto, além dos aclamados “Carandiru” (2003), de Hector Babenco, “Cinema, Aspirinas e Urubus” (2005), de Marcelo Gomes, e a animação “O Menino e o Mundo” (2013), de Alê Abreu, também indicada ao Oscar.