O Homem-Absorvente vai voltar a Agents of SHIELD
A lista de casting do próximo episódio de “Agents of SHIELD” revelou o retorno de um dos vilões favoritos do universo Marvel. Carl Creel, o Homem-Absorvente, vai aparecer no capítulo “All the Comforts of Home”, novamente interpretado por Brian Patrick Wade. Será a quarta aparição do personagem na série. Ele surgiu como um assassino superpoderoso, cuja tentativa de assassinar o Major Talbot foi frustrada pela SHIELD. Desde então, ele se redimiu e passou a trabalhar para o governo. O detalhe é que agora os agentes da SHIELD são considerados vilões foragidos, após uma cópia robótica de Daisy Johnson (Chloe Bennet) dar um tiro na cabeça de Talbot na temporada passada. Isto significa um provável novo confronto entre os personagens. A segunda metade da 5ª temporada também trará a estreia de uma nova personagem vivida por Dove Cameron (a Mal de “Descendentes”), e a comemoração de uma marca importante, com a chegada da série a seu 100º episódio. No retorno da série, os protagonistas chegam na Terra, após viajarem pelo tempo e o espaço, e descobrem que estão com a cabeça a prêmio, o que dificultará sua missão de impedir os acontecimentos que presenciaram no futuro. Criada pela família Whedon (Joss Whedon, seu irmão Jed e sua cunhada Maurissa Tancharoen), a série virou a mais bem-avaliada no Rotten Tomatoes dentre todas as produções televisivas e de streaming da Marvel, graças à surpreendente qualidade dos episódios da primeira metade da atual temporada. A segunda metade vai começar a ser exibida em 2 março nos Estados Unidos. “Agents of Shield” faz parte da programação do canal pago Sony no Brasil.
Clãs da família de Superman e do General Zod ilustram pôsteres da série Krypton
O canal pago SyFy divulgou seis pôsteres de “Krypton”, série de ficção científica passada no planeta natal de Superman. Além da imagem que destaca a capa de Superman, os cartazes trazem integrantes dos principais clãs kryptonianos, com destaque para Seg-El, o avô do Superman, apresentado ainda em sua juventude na pele do ator Cameron Cuffe (“Florence: Quem É Esta Mulher”?), e Lyta Zod, personagem de Georgina Campbell (série “Broadchurch”) e membro do clã do General Zod. O elenco ainda destaca Ian McElhinney (série “Game of Thrones”) como Val-El, líder do clã El, além de Wallis Day (“Jekyll & Hyde”), Elliot Cowan (série “Da Vinci’s Demons”), Paula Malcomson (“Ray Donovan”), Ann Ogbomo (“Mulher-Maravilha”), Aaron Pierre (“Prime Suspect 1973”), Shaun Sipos (série “The Vampire Diaries”) como o herói Adam Strange e Blake Ritson (também de “Da Vinci’s Demons”) como o vilão Brainiac. A série foi criada por David S. Goyer (roteirista de “O Homem de Aço”) e Ian Goldberg (criador da série “Dead of Summer”), e a estreia vai acontecer em 21 de março nos Estados Unidos.
Pantera Negra quebra diversos recordes em estreia arrasadora na América do Norte
Conforme comemorado de véspera, “Pantera Negra” estreou em 1º lugar e de forma arrasadora nas bilheterias da América do Norte. O novo filme de super-herói da Marvel atingiu US$ 202M (valor revisado com números oficiais) em seus primeiros três dias de exibição nos Estados Unidos e no Canadá. Trata-se da maior abertura doméstica de um filme de super-herói individual, deixando para trás o antigo campeão, “Capitão América: Guerra Civil” (US$ 179,1M). De fato, a arrecadação chegou até a superar “Vingadores: Era de Ultron” (US$ 191,2M). Entre todos os filmes de super-heróis já lançados, “Pantera Negra” ficou atrás apenas do recordista “Vingadores” (US$ 207,4M). Em todos os tempos, apenas quatro outros filmes tiveram estreia mais retumbante: o citado “Vingadores”, “Jurassic World” (US$ 208,8M), “Star Wars: Os Últimos Jedi” (US$ 220M) e “Star Wars: O Despertar da Força” (US$ 247,9M). É digno de impressionar mesmo. Mas “Pantera Negra” não conquistou “só” a quinta maior estreia de todos os tempos e a maior abertura de um filme de herói individual. A produção também liderou diversos rankings com o estabelecimento de novos recordes. Foi a maior estreia de um filme dirigido por um cineasta negro (Ryan Cogler), a maior estreia de um filme protagonizado por um ator negro (Chadwick Boseman) e a maior estreia já registrada durante o mês de fevereiro e em todo o inverno na América do Norte. O recordista anterior dos dois últimos quesitos era “Deadpool” (US$ 152M). Sem esquecer que na noite de quinta (15/2) já tinha quebrado o recorde de maior pré-estreia de todos os tempos. Tem mais. “Pantera Negra” arrecadou US$ 169 milhões no mercado internacional, chegando a um total de US$ 371 milhões em todo o mundo. E isto considerando que o filme ainda não chegou à China, onde é esperado apenas em 9 de março. O sucesso não é apenas financeiro. O longa agradou em cheio ao público e à crítica, com espectadores atribuindo nota A+, o máximo de aprovação possível, na pesquisa do CinemaScore, feita na saída dos cinemas norte-americanos, além de conquistar 97% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes, a mais alta já obtida por um filme de super-herói – e superior a muitos dos filmes que disputam o Oscar 2018. O resto do ranking das maiores bilheterias do fim de semana passou longe dos números apresentados pelo filme da Marvel. O infantil “Pedro Coelho”, mistura de animação e live action, ficou em 2º lugar com US$ 17,2M, enquanto “Cinquenta Tons de Liberdade” caiu da primeira posição na semana passada para o 3º lugar, com US$ 16,9M. Em 4º lugar, “Jumanji: Bem-Vindo à Selva” ainda comemorou um marco no mercado mundial, ao superar os US$ 900 milhões de arrecadação. Para completar, ainda houve duas estreias, que se posicionaram na parte inferior do Top 10. “O Homem das Cavernas”, nova animação de massinhas do inglês Nick Park (criador de “Wallace & Gromit”), debutou em 7º lugar com US$ 3,1M, e o “épico” bíblico de baixo orçamento “Sansão” abriu em 10º com US$ 1,9M. Ambos têm lançamentos previstos para o Brasil, mas não para já – respectivamente, em abril e agosto. Confira abaixo os números do desempenho dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Pantera Negra Fim de semana: US$ 202M Total EUA: US$ 202M Total Mundo: US$ 371M 2. Pedro Coelho Fim de semana: US$ 17,2M Total EUA: US$ 48,2M Total Mundo: US$ 48,2M 3. Cinquenta Tons de Liberdade Fim de semana: US$ 16,9M Total EUA: US$ 76,1M Total Mundo: US$ 266,9M 4. Jumanji: Bem-Vindo à Selva Fim de semana: US$ 7,9M Total EUA: US$ 377,6M Total Mundo: US$ 904,6M 5. 15h17 – Trem para Paris Fim de semana: US$ 7,6M Total EUA: US$ 25,4M Total Mundo: US$ 36,1M 6. O Rei do Show Fim de semana: US$ 5,1M Total EUA: US$ 154,4M Total Mundo: US$ 325,2M 7. O Homem das Cavernas Fim de semana: US$ 3,1M Total EUA: US$ 3,1M Total Mundo: US$ 3,1M 8. Maze Runner: A Cura Mortal Fim de semana: US$ 2,5M Total EUA: US$ 54M Total Mundo: US$ 240,7M 9. A Maldição da Casa Winchester Fim de semana: US$ 2,2M Total EUA: US$ 21,8M Total Mundo: US$ 21,8M 10. Sansão Fim de semana: US$ 1,9M Total EUA: US$ 1,9M Total Mundo: US$ 1,9M
Relevante e atual, Pantera Negra não é só um filme de super-heróis
“Pantera Negra” é um triunfo em quase todos os aspectos. Não é apenas o filme mais maduro do universo cinematográfico da Marvel, iniciado há 10 anos com “Homem de Ferro”; é um dos mais relevantes, ao elencar questões raciais, sociais e políticas que foram eventualmente pinceladas em “Guerra Civil”. Que fique claro: “Pantera Negra” não é o primeiro filme da Marvel protagonizado por um herói negro como alardeiam inadvertidamente alguns veículos sem muita credibilidade, ignorando três longas de “Blade”. Mas é o primeiro filme de herói africano, e é fato que poucas vezes a riqueza da cultura negra foi retratada com tanta pujança em uma produção com este calibre – ainda mais em um universo repleto de protagonistas que variam entre um deus nórdico, um playboy milionário, um adolescente deslocado, um ladrão de bom coração, um soldado idealista e… todos brancos. Ainda que lide com o universo fictício do país de Wakanda, o filme de Ryan Coogler – diretor dos excelentes “Fruitvale Station” (2013) e “Creed” (2015) – torna-se palpável ao lidar com questões absolutamente contemporâneas – como o isolamento político de uma nação versus a tragédia da imigração sem controle. O filme tem uma energia pulsante que é visível em cada fotograma, uma força narrativa que desafia com inteligência as convenções do gênero. Mas a trama é simples em sua essência. O soberano T’Challa (Chadwick Boseman) precisa lidar com suas novas funções como Rei de Wakanda, ao mesmo tempo em que sofre as ameaças de um jovem mercenário de passado misterioso – Erik Killmoger, papel de Michael B. Jordan, parceiro constante do diretor e cuja vilania encontra respaldo e autenticidade no roteiro. Com sabedoria, o diretor dedica tempo suficiente para desenvolver seus personagens de forma absolutamente satisfatória, desde a agente secreta interpretada por Lupita Nyong’o até a fortaleza moral que é a general Okoye, responsável pela segurança do reino. Isso sem contar a jovem Shuri (Letitia Wright) uma versão adolescente do personagem Q, da saga 007, e provavelmente uma das figuras mais carismáticas já apresentadas no universo cinematográfico da Marvel. Os veteranos Forest Whitaker e Angela Bassett, por sua vez, transmitem com talento toda a sabedoria e o peso decorrente de suas ações e responsabilidades. Dentre as figuras conhecidas, Andy Serkis parece um pouco fora da casinha, enquanto Martin Freeman faz a ponte correta entre este e os outros filmes do estúdio. Como ponto negativo, é um tanto desapontador perceber que o personagem de Daniel Kaluya (de “Corra!) é o único cujas motivações giram unicamente em função de avançar a história. Visualmente, o filme se alinha à nova tendência dos filmes do estúdio, investido mais em cores, texturas e elementos gráficos impactantes – como visto em “Thor Ragnarok” e “Guardiões da Galáxia 2”, no ano passado. Junte a isso uma trilha sonora arrebatadora – um mix de canções de Kendrick Lammar e ritmos tribais com muita percussão – e o resultado é um espetáculo de imagens que ainda evoca com propriedade elementos que parecem saídos de uma versão live action de “O Rei Leão”. Enquanto faz um trabalho merecedor de aplausos em relação aos personagens, é preciso admitir que, nas cenas de ação, Coogler não vai muito além do genérico. As perseguições e lutas funcionam sem problemas, mas não trazem nada que já não tenha sido visto, por exemplo, em “Guerra Civil” ou “Soldado Invernal” – filmes do Capitão América, que embutem um viés tão dramático quanto a nova produção. O desempate acontece nos efeitos visuais, com as criações de computação gráfica mostrando-se bem artificiais, o que eventualmente prejudica alguns momentos que deveriam ser impactantes – como todo o terceiro ato e em especial o embate final entre T’Challa e Killmonger. Tudo isso, porém, pouco conta diante dos inúmeros pontos positivos que o filme vai marcando ao longo de sua exibição. Ao trazer de forma orgânica, sem soar panfletário ou forçado, temas atuais para um universo quase sempre descompromissado, “Pantera Negra” revela-se um filme não apenas antenado com o seu tempo, mas consciente de que mesmo obras criadas para o entretenimento podem discutir questões que falam diretamente a uma boa parte da humanidade. Quando, em determinado momento, o soberano de Wakanda diz que “os sábios constroem pontes, enquanto os tolos constroem muros”, compreendemos que não estamos vendo apenas um simples filme de super-heróis.
Pantera Negra bate primeiro recorde de bilheteria em sua pré-estreia na América do Norte
Ao contrário do Brasil, em que as estreias cinematográficas acontecem às quintas-feiras, nos Estados Unidos e no Canadá os lançamentos chegam no dia seguinte. Mas a ansiedade do público para ver “Pantera Negra” fez com que as sessões especiais de pré-estreia do filme da Marvel já lotassem na noite desta quinta (15/2) na América do Norte. O resultado foi o primeiro recorde da produção. Com US$ 25,2M (milhões) arrecadados, trata-se da maior bilheteria de pré-estreia de um filme no mês de fevereiro no mercado doméstico, dobrando o número do recorde anterior, atingido por “Deadpool” (US$ 12,7M). O valor também representa ao segunda maior pré-estreia de um filme da Marvel, atrás apenas de “Vingadores 2: Era de Ultron” (US$ 27,6M) . O novo filme de heróis da Marvel deve dominar as bilheterias de todo o mundo no fim de semana. A expectativa é que o longa arrecade US$ 170M nos Estados Unidos e Canadá, de acordo com a revista Variety. Ou US$ 200M, segundo os sites Deadline e The Hollywood Reporter.
Ator de Narcos vai viver chefe da Patrulha do Destino na série dos Novos Titãs
Dando sequência a sua cruzada para eliminar personagens ruivos das adaptações de quadrinhos, a nova série de super-heróis do produtor Greg Berlanti contratou o mexicano Bruno Bichir (série “Narcos”) para viver o Dr. Niles Calder em “Titans”, a aguardada produção live action dos Novos Titãs. A escalação confirma a participação da Patrulha do Destino na série. O grupo é considerado os X-Men da DC Comics, mas o mais correto, pela ordem de lançamento, seria chamar os X-Men de Patrulha do Destino da Marvel. Os heróis criados pelos roteiristas Arnold Drake, Bob Haney e o artista Bruno Premiani estrearam nos quadrinhos três meses antes de Stan Lee e Jack Kirby introduzirem os X-Men em 1963. Ambos os grupos eram caracterizados por reunir personagens marginalizados da sociedade sob a liderança de gênios em cadeiras de rodas. Líder da Patrulha, o Dr. Niles Calder era conhecido justamente como Chefe. Segundo seu criador, Arnold Drake, a inspiração do personagem foi Mycroft Holmes, o irmão de Sherlock Holmes. O chefão da DC Entertainment, Geoff Johns foi quem revelou anteriormente a inclusão do grupo em “Titans”, ao adiantar o título do quinto episódio da série: “Doom Patrol”, nome original da Patrulha do Destino em inglês. Ele ainda comentou a imagem, dizendo: “Os Titãs estão ganhando companhia”. Como os fãs dos quadrinhos sabem, Garfield Logan, mais conhecido como o herói Mutano, fazia parte da Patrulha do Destino antes de entrar no time dos Titãs durante os anos 1980. Ele foi, inclusive, adotado por Rita Farr e seu marido Steve Dayton – também conhecidos como Mulher-Elástica e Mento. O episódio escrito por Johns deve ter relação com este fato, já que Mutano é um dos personagens de “Titans”. Por sinal, a Patrulha também já apareceu na série animada dos “Jovens Titãs”, no Cartoon Network. “Titans” está sendo desenvolvida por Akiva Goldsman, após escrever o pior de todos os “Transformers” e transformar “A Torre Negra” num fiasco, em parceria com o produtor Greg Berlanti, responsável pelas séries de super-heróis da DC Comics na rede CW, e Geoff Johns, diretor da DC Entertainment e cocriador de “The Flash”. Segundo a sinopse da produção, a história gira em torno de Robin (Brenton Thwaites, de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”), que sai da sombra de Batman para se tornar o líder de um grupo destemido de novos heróis, incluindo Estelar (Anna Diop, da série “24: Legacy”), Ravena (Teagan Croft, da novela “Home and Away”), Mutano (Ryan Potter, da série “Supah Ninjas”, do Nickelodeon), Rapina (Alan Ritchson, da série “Blood Drive”) e Columba (Minka Kelly, da série “Friday Night Lights”). A produção está sendo concebida para inaugurar a “Netflix” da DC Comics, um serviço de streaming só com produções dos quadrinhos da editora da Liga da Justiça. E ainda não tem previsão de estreia.
Novo rap da trilha de Pantera Negra ganha clipe
Mais uma música do disco da trilha de “Pantera Negra” ganhou clipe. “King’s Dead” se beneficia da forma como Jay Rock, Kendrick Lamar e Future transformam a melodia com raps de características distintas, numa progressão de rimas contrastantes, apesar de alinhadas sobre a mesma batida persistente. O cantor James Blake também participa da composição, mas não aparece no vídeo dirigido pela dupla Dave Free (the little homies) e Jack Begert – que já trabalhou em vídeos anteriores de Kendrick Lamar, o responsável pela curadoria da trilha sonora. O ponto alto traz Lamar cantando num cruzamento, enquanto veículos passam tirando fininho de seu corpo (um efeito visual sem risco real). Mas também há pontos altos literais, com rappers no topo de palmeiras e no terraço de arranha-céus, além de cenas tão distintas quanto rap no mercado de ações e uma negociação resolvida à bala no mercado de drogas. “King’s Dead” é o segundo clipe extraído do disco da trilha, após “All the Stars”, de Kendrick Lamar e SZA. As músicas do disco produzido por Lamar não fazem, necessariamente, parte do filme. Foram inspiradas pela produção, cuja trilha oficial foi, na verdade, composta pelo sueco Ludwig Göransson, parceiro do diretor Ryan Coogler em todos os seus três longa-metragens – além de produtor de Childish Gambino, o projeto de rap do ator Donald Glover (série “Atlanta”).
Trailer dublado de Os Incríveis 2 mostra que maior desafio da continuação é a paternidade
A Disney divulgou o trailer completo dublado de “Os Incríveis 2”. A prévia mostra o novo desafio do Sr. Incrível: ser pai. Ele deve cuidar das crianças para que sua esposa, Mulher-Elástica, possa voltar a combater o crime. Mas os problemas se revelam mais complicados que a matemática do ensino fundamental quando o bebê Zezé (Jack-Jack no original) começa a manifestar superpoderes e comportamento de supervilão ao ser contrariado. A família continua a ser dublada, em inglês, pelos atores Craig T. Nelson (série “Parenthood”), Holly Hunter (“Batman vs. Superman”) e Sarah Vowell (“Filhos do Divórcio”), mas o menino Flecha/Dash tem nova voz, o novato Huck Milner. Além deles, Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”) também retorna como Frozone e o diretor Brad Bird continua a fazer a voz de Edna Moda. Nada disso será ouvido nos cinemas brasileiros, mas pode ser conferido abaixo, na versão original do trailer. Novamente escrito e dirigido por Bird, a continuação do clássico de 2004 da Pixar tem estreia marcada para o dia 28 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.
Estreias: Pantera Negra e filmes do Oscar 2018 ocupam os cinemas
O novo filme de super-heróis da Marvel é o maior lançamento da semana, que também traz aos cinemas nada menos que quatro longas indicados ao Oscar 2018, além de uma estreia nacional em circuito invisível. Clique nos títulos de cada filme para ver seus trailers. “Pantera Negra” estreia neste fim de semana também nos Estados Unidos, onde a expectativa é de quebra de recordes. O filme tem incríveis 97% de aprovação entre a crítica americana, uma avaliação mais positiva que a da maioria dos indicados ao Oscar – “Eu, Tonya”, “Três Anúncios para um Crime” e “Mudbound”, por exemplo, têm 90%, 93% e 96%, respectivamente. Mesmo assim, há grande curiosidade em torno de seu desempenho internacional, já que o primeiro filme de super-herói negro de Hollywood reflete uma política de inclusão e diversidade pautada para e pelo público americano. Longe de seguir padrões pré-estabelecidos, o longa não traz a típica trama de “super-herói negro”, como as séries “Luke Cage” e “Black Lightning” (Raio Negro). Em vez de proteger bairros pobres infestados por crime, T’Challa (Chadwick Boseman) reina numa nação desenvolvida da África, onde há abundância, prosperidade e tecnologia de superprodução sci-fi. O conflito vem do desejo de preservar o segredo de Wakanda do mundo exterior versus duas outras opções bem diferentes: do vilão branco (Andy Serkis, retomando seu personagem de “Capitão América: Guerra Civil”) obstinado em explorar as riquezas naturais do país, como os velhos colonialistas europeus, e do líder dissidente (Michel B. Jordan, de “Creed”), que considera criminoso deixar outras nações africanas passarem fome, enquanto Wakanda poderia liderar todo o continente e mudar o mundo. Em meio a estes dilemas, o cineasta Ryan Coogler (“Creed”) ainda inclui sequências de ação dignas de “007”, coadjuvantes que roubam as cenas (e merecem seus próprios filmes) e conflitos internos tão bem desenvolvidos que muitos já chamam o resultado de “melhor filme da Marvel” – uma definição que parece surgir a cada novo lançamento do estúdio presidido por Kevin Feige. Mais bem-avaliado que “Pantera Negra” neste fim de semana só “Lady Bird – A Hora de Voar”. O filme chegou a bater o recorde de avaliações positivas do site Rotten Tomatoes, com 100% de aprovação com 194 resenhas elogiosas. Mas isto chamou tanta atenção que um blogueiro decidiu postar uma crítica negativa para virar assunto, baixando a nota para 99%. Estreia solo na direção da atriz Greta Gerwig (“Mulheres do Século 20”), o filme é baseado em suas lembranças de juventude, pontuadas por um humor desconsertante, que acompanha Saoirse Ronan (“Brooklyn”) em sua vida de estudante rebelde no Norte da Califórnia, tratada como ovelha negra da família pela própria mãe (Laurie Metcalf, a mãe de Sheldon na série “The Big Bang Theory”), embora se veja como uma joaninha (ladybird) querendo voar para a liberdade. Vencedor do Globo de Ouro de Melhor Comédia, “Lady Bird” foi indicado a cinco Oscars: Melhor Filme, Atriz (Ronan), Atriz Coadjuvante (Metcalf), Direção e Roteiro (ambos de Gerwig). Mas também foi acusado de plágio pela roteirista Josefina Lopez. Ela afirma que a história, supostamente inspirada pela juventude da diretora Greta Gerwig, é uma cópia de “Mulheres de Verdade Têm Curvas”, filme que ela escreveu em 2002. “Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi” conta outra história com elenco, direção e roteiristas negros. Terceiro longa-metragem da cineasta Dee Rees, após o drama lésbico indie “Pariah” (2011) e a telebiografia “Bessie” (2015), da HBO, a produção foi adquirida pronta pela Netflix por US$ 12,5 milhões em Sundance – a maior aquisição realizada no festival do ano passado. Foi lançada diretamente em streaming nos Estados Unidos, mas desembarca no Brasil – com três meses de atraso – pelo cinema, com direito ao indefectível subtítulo que parece existir para impedir lançamentos de filmes de nomes curtos no Brasil. Desta vez, a grosseria chama ainda mais atenção por conter um erro de português – a falta de acentuação em Mississípi. A trama gira em torno de duas famílias que convivem no sul rural dos Estados Unidos nos anos 1940. Uma delas é branca, racista e recém-chegada, tendo comprado sua fazenda com sonhos de grandeza. A outra é negra, humilde e trabalha naquelas terras há muitas gerações. Quando os filhos jovens das duas famílias retornam traumatizados da 2ª Guerra Mundial, acabam criando laços de amizade, forjados pela experiência compartilhada, o que incomoda ambos os lados. O soldado negro tem mais dificuldade em aceitar a situação de ter lutado pela liberdade dos europeus e voltar a um país segregado. O branco não pode ouvir um estouro de escapamento de carro sem achar que está levando tiros. Para piorar, ainda sente atração pela mulher negligenciada do irmão mais velho. Trata-se de uma adaptação do best-seller homônimo de Hillary Jordan, lançado em 2008 nos Estados Unidos, e sua filmagem ganhou um troféu do Gotham Awards, que abre a temporada de premiações de Hollywood. A consagração foi para o elenco, que inclui a cantora Mary J. Blige, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. O filme também disputa o Oscar de Melhor Canção (novamente com Blige), Roteiro Adaptado (Dee Rees) e fez história com sua cinematógrafa, Rachel Morrison, a primeira mulher a disputar o prêmio da Academia na categoria de Direção de Fotografia. Vencedor do Festival de Toronto, do Globo de Ouro 2018 de Melhor Filme Dramático, e indicado a sete Oscars, “Três Anúncios para um Crime” é o terceiro longa virulento do inglês Martin McDonagh, cuja filmografia exalta o humor negro e a violência gratuita. O filme acompanha uma mãe inconformada com a incompetência da polícia após o estupro e assassinato da filha, que manda erguer cartazes cobrando providências e expondo o xerife de sua cidadezinha. O elenco destaca Frances McDormand (que venceu o Oscar há 20 anos por “Fargo”) no papel da mãe obstinada e Sam Rockwell (“Homem de Ferro 2”) como um assistente de xerife racista. Ambos disputam o Oscar, respectivamente de Melhor Atriz e Melhor Ator Coadjuvante, após venceram as duas categorias no SAG Awards, a premiação do Sindicato dos Atores. Desde então, o personagem de Rockwell virou centro de uma polêmica, em que o contexto do filme passou a ser denunciado por apresentar um racista como o herói da história. “Eu, Tonya” disputa três Oscars, que incluem a primeira indicação de Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) como Melhor Atriz pelo papel-título. Mas seu favoritismo está na categoria de Atriz Coadjuvante, após Allison Janney (série “Mom”) vencer tudo o que disputou na temporada, como o Globo de Ouro, o SAG e o Critics Choice. Ela rouba todas as cenas como uma das mães mais malvadas já vistas no cinema. E o que mais impressiona é que a personagem não é ficção. O longa é cinebiografia da patinadora Tonya Harding, que apesar de ter disputado os Jogos Olímpicos e conquistado a Medalha de Prata no Campeonato Mundial de Patinação de 1991, ficou conhecida como vilã da vida real, ao se envolver num ataque, planejado por seu marido, contra a rival Nancy Kerrigan, durante o treinamento para o Campeonato dos Estados Unidos de 1994. Visando tirar sua principal oponente do caminho para ficar com uma vaga olímpica, Harding conseguiu o oposto: foi banida do esporte por toda a vida. O filme de Craig Gillespie (“Horas Decisivas”) tenta mostrar o que a levou a esse extremo. Por fim, o drama brasileiro “Antes do Fim” chega em apenas quatro salas, com distribuição de seu próprio cineasta, Cristiano Burlan (“Mataram Meu Irmão”). Filmada em preto e branco, a obra parece filme antigo, da época em que discursos se sobrepunham à encenação e a teatralidade era “técnica cinematográfica”, o que, curiosamente, muitos taxavam de “cinema de arte” e não teatro filmado. O elenco assume referências, com as participações de Helena Ignez e Jean-Claude Bernardet, ela atriz e musa, ele crítico e ensaísta de um Brasil que hoje só existe em mostras de cinema. Para completar, a própria trama é acadêmica: discute o direito ao suicídio e é inspirada por um texto de Bernardet, que defende a morte como um ato de resistência contra o capitalismo farmacêutico. Sério. Foi exibido no Festival de Brasília, onde não foi levado a sério – isto é, saiu sem prêmios.
Vídeos de Legends of Tomorrow mostram os heróis na era das discotecas
A atriz Caity Lotz, intérprete de Sara Lance em “Legends of Tomorrow”, divulgou um divertido vídeo em seu Instagram, que mostra os heróis viajantes do tempo com o visual da era das discotecas. Não só isso. Eles também dançam – e muito bem – uma coreografia da época, ao som do clássico “Staying Alive”, dos Bee-Gees, música-tema do filme “Embalos de Sábado à Noite” (1977). Intitulado “Here I Go Again”, o próximo episódio da série vai mostrar os heróis presos num looping temporal e também ganhou um trailer oficial da rede CW. O próximo episódio de “Legends of Tomorrow” será exibido na segunda (19/2) nos Estados Unidos. A série faz parte da programação do canal pago Warner no Brasil. When your feeling the disco vibes and decide to shoot a music video on set #Legendsoftomorrow Uma publicação compartilhada por CAITY LOTZ (@caitylotz) em 14 de Fev, 2018 às 7:48 PST
Uniformes de Os Incríveis são lavados e passados em novos pôsteres da sequência da animação
A Disney-Pixar divulgou dois pôsteres de “Os Incríveis 2”, que mostram os uniformes de super-heróis da família Parr (a incrível família que virou Pêra no Brasil) indo para a máquina de lavar-roupas. A família continua a ser dublada, em inglês, pelos atores Craig T. Nelson (série “Parenthood”), Holly Hunter (“Batman vs. Superman”) e Sarah Vowell (“Filhos do Divórcio”), mas o menino Flecha/Dash tem nova voz, o novato Huck Milner. Além deles, Samuel L. Jackson (“Os Oito Odiados”) também retorna como Frozone e o diretor Brad Bird continua a fazer a voz de Edna Moda. Novamente escrito e dirigido por Bird, a continuação do clássico de 2004 da Pixar tem estreia marcada para o dia 28 de junho no Brasil, duas semanas após o lançamento nos Estados Unidos.
Roteiristas de Tomb Raider e Chaos Walking vão escrever o filme da Sabre de Prata e Gata Negra
Duas das roteiristas mais requisitadas para projetos geeks, Lindsey Beer e Geneva Robertson-Dworet, vão escrever o filme “Silver & Black”, produção da Sony sobre as personagens da Marvel Sabre de Prata e Gata Negra. Beer escreveu os vindouros “Chaos Walking”, thriller pós-apocalíptico estrelado por Daisy Ridley e Tom Holland, e está envolvida com “King Kong vs Godzilla” e a franquia “Ology” da Paramount. Robertson-Dworet assina o novo “Tomb Raider” e o esperado longa da “Capitã Marvel”. As duas vão trabalhar sobre um primeiro roteiro escrito por Lisa Joy (criadora da série “Westworld”) e Christopher Yost (roteirista de “Thor: Ragnarok”) e com a diretora Gina Prince-Bythewood (“Nos Bastidores da Fama”), que recentemente fez sua estreia no universo Marvel ao dirigir o piloto de “Cloak and Dagger”, a série dos heróis Manto e Adaga para o canal pago Freeform. Criada em 1985, Sabre de Prata é uma mercenária que caça criminosos de guerra e ocasionalmente se alia ao Aranha. Ela nunca apareceu no cinema, assim como a ladra Gata Negra, uma ladra que é considerada a “Mulher-Gato da Marvel”, lançada em 1979 – embora Felícia Hardy, sua identidade secreta igualmente gata, tenha dado as caras em “O Espetacular Homem-Aranha 2”, vivida pela atriz Felicity Jones. “Silver & Black” tem estreia prevista para 8 de fevereiro de 2019 nos Estados Unidos.
Rumores de que Zack Snyder foi demitido de Liga da Justiça ganham força
Quando o afastamento de Zack Snyder de “Liga da Justiça” veio à tona, em maio do ano passado, a decisão foi atribuída a uma tragédia pessoal. O diretor teria decidido se afastar da produção após o suicídio de sua filha, aos 20 anos de idade. A morte de Autumn foi mantida em sigilo por dois meses e o diretor e sua esposa chegaram a suspender a produção no filme por duas semanas, para lidar com a tragédia. A mulher do cineasta, Deborah Snyder, é produtora do longa-metragem. Entretanto, nos últimos dias, diversas publicações ouvirem fontes contarem uma história diferente. A Warner teria aproveitado a tragédia para colocar Joss Whedon no filme e pressionar Snyder a se afastar. Josh L. Dickey, ex-editor do site Mashable, revelou ter sido informado dos problemas de bastidores na época, mas não publicou a história por questões que não compartilhou. E Matt Goldberg, do Collider, compartilhou comentários de que a edição de “Liga da Justiça” que Snyder apresentou para os executivos da Warner foi considerada “inassistível” de tão ruim. Por conta disso, Snyder teria sido demitido e Joss Whedon contratado para tentar salvar a produção. O tempo de filmagens adicionais foi maior que o costume, mas a necessidade financeira de aproveitar o material já filmado gerou um conflito de tons entre o trabalho dos dois diretores, que ajudou na percepção de que “Liga da Justiça” representava um fracasso. Os rumores já existiam no ano passado sem que Snyder tivesse se manifestado a respeito deles. Agora que ressurgem com mais força, aguarda-se uma versão do diretor para essa história.












