Dennis O’Neil (1939 – 2020)
O escritor e editor Dennis “Denny” O’Neil, um dos melhores roteiristas dos quadrinhos da DC Comics em todos os tempos, morreu na quinta (11/6) em sua casa de causas naturais, aos 81 anos. Ele nasceu no mês e no ano em que Batman estreou nos quadrinhos e foi responsável pelas mudanças mais importantes da trajetória do personagem. Mas, curiosamente, sua carreira começou na editora rival, contratado pelo próprio Stan Lee para escrever para a Marvel nos anos 1960. Seu começo foi com histórias do Doutor Estranho e dos X-Men. Mas, para completar sua renda, ainda desenvolvia tramas para a editora Charlton, sob pseudônimo. Só que esse “segredo” foi por terra quando o editor da Charlton, Dick Giordano, foi contratado para comandar a DC em 1968 e decidiu levar consigo seus roteiristas favoritos. Dennis, que na época assinava Denny O’Neil, foi responsável por uma revolução nos quadrinhos da DC. Em suas histórias, tornou-se pioneiro na abordagem de temas sociais em quadrinhos de super-heróis, especialmente na publicação que juntou Lanterna Verde e Arqueiro Verde numa jornada pelos rincões dos EUA. Em vez de supervilões, os personagens se depararam com racismo, miséria e vício em drogas. A história em que o antigo parceiro mirim do Arqueiro, Ricardito (Speedy), revelou-se viciado é considerada até hoje uma das mais impactantes e relevantes do gênero. Estes quadrinhos foram os primeiros a chamar atenção da grande imprensa para o fato de que super-heróis podiam ser mais que diversão infantil. “Eu saí da obscuridade total para ver meu nome em destaque no The New York Times e ser convidado para fazer talk shows”, lembrou O’Neil numa entrevista de 1986. O’Neil também tirou os super-poderes da Mulher-Maravilha, explorando sua identidade de Diana Prince em histórias de espionagem, mudou pela primeira vez a formação da Liga da Justiça, mas nenhuma dos personagens da editora foi tão afetado por seus textos quanto Batman. Na época, ninguém queria escrever Batman. O personagem estava desacreditado na editora, após ser ridicularizado na série de TV, exibida entre 1966 e 1968. Ele recebeu a missão de salvar o herói. E sua ideia foi mergulhar fundo nas trevas. Batman sofreu um reboot completo, sem que O’Neil anunciasse que era isso que estava fazendo. Para começar, tirou Robin de cena – faculdade, briga, rompimento, Titãs, etc – deixando Batman sozinho pela primeira vez em 30 anos. Um por um, ele também foi reintroduzindo os vilões clássicos. O’Neil foi quem explorou a loucura do Coringa, transformando o palhaço do crime num psicopata assassino. Fez o mesmo com o Duas Caras, etc. E ainda criou um dos maiores inimigos do herói, Ra’s Al Ghul, assim como o maior amor – Tália, a filha do vilão. O escritor também criou a personagem coadjuvante Leslie Thompkins. E suas histórias desenhadas por Neal Adams, Jim Aparo e Dick Giordano figuram entre as mais influentes já feitas sobre Batman. Ele também ajudou a ressuscitar O Sombra, personagem da era do rádio e dos pulps, que sob sua direção se transformou em personagem da DC, e ainda assinou a famosa graphic novel da luta entre Superman e Muhammad Ali. Seu sucesso o levou de volta à Marvel, onde assumiu o carro-chefe da editora, o Homem-Aranha, além de Homem de Ferro e Demolidor durante os anos 1980. Neste período, criou a Madame Teia e os vilões Homem Hídrico, Monge de Ferro (Obadiah Stane) e Lady Letal (Yuriko Oyama). Ainda editou a fase de Frank Miller à frente do Demolidor. E, ao supervisionar o lançamento dos quadrinhos dos Transformers, concebeu e nomeou ninguém menos que Optimus Prime. A DC o trouxe de volta em 1986 com uma promoção, tornando-o editor de Batman, papel que ele cumpriu durante toda a era das graphic novels sombrias do personagem, até os anos 2000. Ele lançou a revista “Batman: Lendas do Cavaleiro das Trevas” dedicada a coleções de minisséries adultas de Batman, também se dedicou ao herói Questão, criou Richard Dragon, o personagem Azrael e ainda adaptou os roteiros dos filmes “Batman Begins” (2005) e “O Cavaleiro das Trevas” (2008) em quadrinhos. Sua carreira não se resumiu aos quadrinhos. Ele escreveu livros sobre a arte sequencial e também roteiros de séries, tanto para a versão animada de Batman quanto para a primeira série live-action do Superboy. Mas também trabalhou fora do gênero, roteirizando episódios de “Fuga das Estrelas” (Logan’s Run), a série derivada do filme “Fuga do Século 23” (1976), e da animação “Comandos em Ação” (G.I. Joe). Para completar, foi professor da Escola de Artes Visuais de Manhattan. Jim Lee, atual editor-chefe da DC, chamou Denny O’Neal de “um dos arquitetos visionários da DC Comics”, citando como ele “ajudou a reviver o Batman nos anos 1970” e como continua a ser o seu “escritor favorito do Lanterna Verde até hoje”. Lee resumiu a impacto de suas obras ao lembrar que, “por meio de sua edição e redação, Denny foi um dos primeiros escritores cujo trabalho e foco em questões sociais impulsionaram os quadrinhos” para fora de seu universo infantil.
Destacamento Blood é a principal estreia digital do fim de semana
O lançamento de “Destacamento Blood” é a principal estreia digital do fim de semana. No momento em que o mundo inteiro para para acompanhar o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), após o assassinato de George Floyd por policiais brancos, o filme novo de Spike Lee aborda outra faceta da história de opressão afro-americana, lembrando o envio de negros para lutar na Guerra do Vietnã. Confira abaixo esta e outras boas novidades digitais, todas inéditas nos cinemas brasileiros, que merecem uma conferida em VOD neste fim de semana. A lista não inclui clássicos, filmes já lançados em tela grande e títulos não recomendados. Destacamento Blood (Da 5 Bloods) | EUA | 2020 Com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme de Spike Lee acompanha um grupo de veteranos da Guerra do Vietnã que retorna ao país asiático em busca de um tesouro enterrado durante o confronto, 50 anos antes. A viagem resgata memórias dos personagens e apresenta detalhes da guerra sob o ponto de vista de combatentes afro-americanos. Netflix As Ondas | Waves | EUA | 2019 Bastante premiado, o drama indie que rendeu o Gotham Award de Revelação para a atriz Taylor Russell (a Judy de “Perdidos no Espaço”) acompanha uma família suburbana liderada um pai controlador (Sterling K. Brown, de “This Is Us”). Apesar de conturbadas, suas relações são marcadas por amor, perdão e pela união necessária depois de sofrerem uma perda. 83% no Rotten Tomatoes. Google Play, Oi Play, Sky Play, Vivo Play, Um Cão Latindo para a Lua (A Dog Barking at the Moon) | China | 2020 A saga de uma família chinesa, contada em diferentes períodos de tempo, começando com a descoberta da esposa da homossexualidade do marido. Quando sua filha vem visitar a família com o marido americano, outros segredos vêm à tona. As decisões tomadas ilustram como a aparência de respeitabilidade ainda afeta a China moderna. Primeiro longa de Lisa Zi Xiang, foi premiado com o Teddy de Melhor Filme LGBTQIA+ do Festival de Berlim passado e tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Now Daqui Até a China (De Acá a la China) | Argentina | 2019 Depois da família ir à falência por conta da concorrência chinesa, um comerciante argentino tem o plano de se vingar montando um supermercado no país asiático para viciar a população com produtos de seu país. Chamado de La Mano de Dios, em homenagem a Maradona, o mercadinho acaba não resultando no planejado e o protagonista começa a sentir empatia pela dura vida dos chineses. Filmado quase em tom documental, o filme é estrelado pelo próprio diretor, Federico Marcello. Apple TV+, Now, Oi Play e Vivo Play Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips (JLD: Apokolips War) | EUA | 2020 Quem queria ver a Liga da Justiça enfrentar Darkseid no cinema deve se interessar pela animação que mostra exatamente isso. Com o diferencial de que os heróis são liderados por John Constantine (dublado por Matt Ryan, que vive o personagem na série live-action “Legends of Tomorrow”). Para completar, o veterano Tony Todd (o Candyman do terror homônimo) dá voz ao vilão Darkseid. Mas atenção: nos EUA, o lançamento recebeu classificação “R” (para maiores de 17 anos) pela violência. Apple TV+, Google Play, Looke e Microsoft Store Superman Entre a Foice e o Martelo (Superman: Red Son) | EUA | 2020 A animação adapta os quadrinhos homônimos de Mark Millar (o criador de “Kick-Ass” e “Kingsman”), que exploram o que aconteceria se a nave que trouxe Kal-El de Krypton tivesse caído na União Soviética, em vez de em Smallville, no interior do Kansas (EUA). A trama acompanha o herói por cinco décadas, mostrando seus esforços para submeter a Europa ao stalinismo até sua transformação em líder do Partido Comunista. Vale lembrar que a história também inspirou um arco importante da 4ª temporada da série “Supergirl”, mas a adaptação da obra original se afasta dessa versão por também incluir Mulher-Maravilha, um Batman russo, a tropa dos Lanternas Verdes e muitas reviravoltas inesperadas. Apple TV+, Google Play e Microsoft Store
Mel Winkler (1941 – 2020)
O ator Mel Winkler, que apareceu em diversos filmes entre os anos 1970 e 1990 e se destacou como dublador, morreu nesta quinta-feira (11/6), pacificamente em seu sono de causas desconhecidas aos 78 anos. Nascido em St. Louis, Winkler chamou atenção de Hollywood após estrear na Broadway, na montagem de “A Grande Esperança Branca”, em 1968. No ano seguinte, ele virou o Dr. Simon Harris na novela diurna “The Doctors”, da NBC, fazendo sua transição para o cinema em 1972, no clássico “A Máfia Nunca Perdoa”. Ao longo da carreira, ele ainda apareceu nos filmes “A Chance” (1983), com Tom Cruise, “Policial por Acaso” (1986), com Judge Reinhold, “Dominick e Eugene” (1988), com Tom Hulce, Ray Liotta e Jamie Lee Curtis, “Dr. Hollywood: Uma Receita de Amor” (1991), com Michael J. Fox, “O Diabo Veste Azul (1995), com Denzel Washington, “City Hall: Conspiração no Alto Escalão” (1996), com Al Pacino, e “Por uma Vida Menos Ordinária” (1997), com Cameron Diaz e Ewan McGregor. Também apareceu em episódios de várias séries, incluindo o piloto de “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman”, em 1993, como o inspetor William Henderson, de Metropolis. O papel acabou sendo repetido em “Superman: A Série Animada”, lançando sua carreira como dublador em 1996. Em seguida, ele foi contratado para dar voz a Lucious Fox, famoso personagem dos quadrinhos de Batman, na animação “As Novas Aventuras do Batman”, e Johnny Snowman em “Oswalt”, do Cartoon Network. Seus últimos filmes foram “Coach Carter: Treino para a Vida” (2005), com Samuel L. Jackson, e o drama indie “The Disciple” (2008).
Patrulha do Destino: 2ª temporada ganha primeiro trailer
A plataforma HBO Max divulgou o primeiro trailer da 2ª temporada de “Patrulha do Destino” (Doom Patrol), que destaca uma nova personagem: Dorothy (Abigail Shapiro), filha do Chefe (Timothy Dalton). A prévia revela que a missão dos heróis será salvá-la. Lançada pela DC Universe, a série será disponibilizada simultaneamente pela HBO Max em seu segundo ano de produção. “Patrulha do Destino” será a única atração compartilhada pelos dois serviços. De fato, a maior parte do material do streaming da editora de quadrinhos continua exclusivo de seu serviço – detalhe que diversos sites geeks chamaram atenção ao pesquisar pelos títulos na HBO Max, lançada em 27 de maio nos EUA. Segunda produção live-action da DC Universe, “Patrulha do Destino” dá vida aos personagens mais estranhos da DC Comics, criados ainda nos anos 1960. Todos tiveram origens traumáticas, que os deixaram mutilados ou tão diferentes que causam medo e repulsa, em vez das reações positivas mais associadas aos super-heróis. Os personagens foram introduzidos em live-action num episódio de outra série da plataforma, “Titãs”, mas seu elenco mudou bastante desde a primeira aparição – embora isso não fique claro, já que a maioria aparece sob disfarces. Apenas April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) foi mantida como Mulher-Elástica, enquanto o Homem-Robô e o Homem-Negativo, encarnados por figurantes em suas estreias, estão sendo dublados e interpretados em cenas de flashbacks por Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia” e “Viagem ao Centro da Terra”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”), respectivamente. Uma mudança, porém, é indisfarçável. Vivido por Bruno Bichir (série “Narcos”) em “Titãs”, Niles Caulder, o Chefe, ganhou a imponência de Timothy Dalton (ex-007 e protagonista de “Penny Dreadful”) na série própria. Além disso, a Patrulha foi reforçada por Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) no papel de Crazy Jane e Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o herói Ciborgue. Elogiadíssima, a 1ª temporada superou as expectativas da crítica americana, atingindo 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Trata-se da mais bem-avaliada dentre todas as adaptações atuais de quadrinhos na televisão. A série chegou ao Brasil apenas em março deste ano, com exibição pelo canal pago HBO. A estreia da próxima leva de episódios foi marcada para 25 de junho nos dois streamings americanos, que ainda não têm previsão para chegar ao Brasil.
Batwoman: Showrunner diz que não vai matar personagem de Ruby Rose
Batwoman, ou pelo menos a personagem interpretada por Ruby Rose, não vai morrer em decorrência da saída da atriz da série. A showrunner Caroline Dries foi ao Twitter tranquilizar os fãs, após uma comentário feito por ela, durante participação no ATX TV Festival, originar um boato sobre Kate Kane, a Batwoman original, morrer no começo da 2ª temporada, para ser substituída por outra personagem. “Como lésbica que trabalha como roteirista há 15 anos, estou muito ciente da regra ‘enterre seus gays’ [costume de matar personagens gays nas séries] e não tenho interesse em participar dela”, escreveu Dries, numa nota publicada no Twitter. “Meus comentários sobre a reformulação da ‘Batwoman’ lançaram uma tempestade de rumores e desinformação e eu queria esclarecer uma coisa. Como vocês, eu amo Kate Kane – ela é a razão pela qual eu queria fazer a série. Nós nunca vamos apagá-la. De fato, seu desaparecimento será um dos mistérios da 2ª temporada”, acrescentou. “Não quero revelar nenhuma das nossas surpresas, mas para todos os nossos fãs dedicados, saibam que a justiça LGBTQIA+ está no âmago de quem é a Batwoman e não temos a intenção de abandoná-la”, concluiu. Veja a íntegra abaixo. Durante sua participação no ATX TV Festival no fim de semana, Dries confirmou que a série ganharia uma nova personagem, Ryan Wilder, que assumiria o capuz e a capa da heroína. “Estou inventando uma personagem totalmente nova que, no passado, foi inspirada pela Batwoman, então ela assume o manto e talvez não seja a pessoa certa no momento para fazê-lo, então é isso que a torna divertida”, contou a produtora. A descrição acrescenta que Ryan é ex-traficante de drogas, mas está reformada e sóbria, vivendo em um van com uma planta. Ela também é uma lutadora altamente qualificada, mas extremamente indisciplinada. Como sua antecessora, Ryan é lésbica, e o aviso pede que atrizes LGBTQIA+ se inscrevam para o papel. Quando Ruby Rose anunciou sua saída da série, a WBTV (Warner Bros. TV), que produz a atração, e a rede The CW, que a exibe, disseram em comunicado conjunto que escalariam um membro da comunidade LGBTQ no papel principal. Como dezenas de outras séries, “Batwoman” foi forçada a terminar sua temporada mais cedo devido à pandemia de coronavírus. Apenas 20 dos 22 episódios planejados foram gravados, mas não está claro como uma transição para uma nova protagonista vai acontecer no ponto em que a trama foi interrompida. A note from me on behalf of The Bat Team… pic.twitter.com/V6iXjaCrA5 — Caroline Dries (@carolinedries) June 10, 2020
Continuação de Homem-Aranha no Aranhaverso já começou a ser produzida
A produção de “Homem-Aranha no Aranhaverso 2” já começou. O animador principal do longa, Nick Kondo, anunciou o início dos trabalhos em sua conta no twitter na segunda-feira (8/6), com um vídeo que aponta o lançamento para 2022. O diretor português Joaquim dos Santos, conhecido pelos desenhos “Avatar: A Lenda de Aang” e “Voltron: O Defensor Lendário”, é o encarregado da sequência de “Aranhaverso”, que foi escrita por David Callaham (roteirista de “Os Mercenários” e “Mulher-Maravilha 1984”). Além da continuação, a Sony também planeja uma animação focada nas mulheres do universo do Homem-Aranha. E o site da revista The Hollywood Reporter afirma que Lauren Montgomery, diretora de “Batman: Ano Um” e “Liga da Justiça: A Legião do Mal”, está cotada para comandar a aventura feminina, escrita por Bek Smith (da série “Zoo”). As novas animações continuarão a ser produzidas por Phil Lord e Chris Miller, responsáveis também pela franquia “Uma Aventura Lego” na Warner. Os dois assinaram a produção de “Homem-Aranha no Aranhaverso”, que Lord roteirizou. First day on the job! pic.twitter.com/qfqcCAi9wF — Nick Kondo 近藤 (@NickTyson) June 8, 2020
Supergirl: Chyler Leigh diz que momento em que Alex assumiu-se lésbica ecoou sua vida real
Casada com o ator Nathan West, após os dois se conhecerem na série “Sétimo Céu”, e mãe de três crianças, a atriz Chyler Leigh tem aproveitado seu papel na série “Supergirl” para revelar detalhes de sua sexualidade que não parecem tão evidentes. Assim como Alex Danvers se assumiu lésbica na série, a atriz vem trazendo à tona que não é tão hetero quanto seu casamento sugere, e que ao longo dessa jornada de autodescoberta tem contado com o apoio do próprio marido. Depois de se assumir queer no ano passado, ela revelou na segunda-feira (8/6) que a saída do armário de sua personagem em “Supergirl” foi muito parecida com sua própria experiência pessoal. A confissão foi feita num texto do site Create Change, que Chyler lançou com o marido e outros parceiros para encorajar positividade e mudanças, com o objetivo de criar um mundo melhor. É importante notar que, embora o post de Leigh fale sobre sua jornada pessoal, a atriz não rotulou sua sexualidade, mas descreveu como pessoas próximas sentiram-se ressentidas pelo que viram na série e, pelo que dá para entender, também em sua vida. “Quando me disseram que minha personagem sairia do armário na 2ª temporada, uma enxurrada de pensamentos e emoções passou por mim por causa da responsabilidade que senti em representar autenticamente a jornada de Alex”, escreveu Leigh. “O que eu não percebi na época era como a cena em que ela finalmente confessou sua verdade saltaria das páginas do roteiro e se tornaria genuinamente uma variação da minha situação. Na vida real. Meu coração parecia que ia sair do meu peito em cada take que gravamos, sempre apresentando uma oportunidade para tirar essas palavras honestas da minha boca. Embora elas não correspondam exatamente ao meu diálogo pessoal, o coração por trás delas certamente foi o mesmo. O diretor, a imprensa, a mídia, o elenco e os fãs ainda me dizem que foi a saída do armário mais realista que eles já assistiram, e para roubar as palavras de Alex, é porque havia alguma verdade no que ela disse sobre mim. A cena está na 2ª temporada, episódio 6, se vocês quiserem ver por si mesmos”, acrescentou. Leigh também comentou como aquele episódio levou sua família a perder amigos, mas que ela e o marido aprenderam “a se orgulhar de quem somos, não importa o custo”. “Aqui está o lado ruim”, continuou. “Desde que o episódio foi ao ar, amigos queridos (e até seguidores ávidos de ‘Supergirl’) me disseram que eles não assistiriam mais à série por causa da jornada de Alex ter se afastado do que suas crenças consideravam aceitável. Logo depois, eles começaram a se distanciar e, eventualmente, minha família e eu fomos excluídos, marcando a perda de muitas pessoas que amávamos. No entanto, após essa ferida inicial, não guardei rancor pela resposta negativa, porque, como eu disse, todos nós temos dificuldades de uma maneira ou de outra com aceitação (seja qual for o assunto), seja em relação a nós mesmos ou com os outros”, considerou. “Tem sido um caminho longo e solitário para meu marido e para mim, mas posso dizer de todo o coração que, depois de todos esses anos, ele e eu ainda estamos descobrindo as profundezas de nós mesmos e um do outro, mas ao longo de nossa jornada aprendemos a ter orgulho de quem somos, não importa o custo”. Veja abaixo a cena citada pela atriz e outra em que Alex revela sua sexualidade para a irmã Kara (Melissa Benoist), a Supergirl.
Grant Gustin se manifesta após demissão de ator da série The Flash
Grant Gustin, estrela da série “The Flash”, manifestou-se nas redes sociais sobre a demissão de Hartley Sawyer, intérprete do Homem-Elástico na série. O intérprete de Barry Allen, o Flash, repostou o texto do showrunner Eric Wallace, que se disse de coração partido pelos tuítes racistas e machistas escritos por Sawyer, e acrescentou seus próprios comentários. Falando para seus seguidores no Instagram, Gustin revelou que “ficou chocado, triste e com raiva” quando viu os tuítes ofensivos. “Palavras importam”, acrescentou. O ator foi demitido da produção nesta segunda (8/6), após os tuítes contendo referências misóginas e racistas virem à tona. Eram postagens antigas, feitas antes de Sawyer ingressar na série, com tentativas de humor com referências à agressões sexuais e repletos de linguagem racista e homofóbica. A conta do Twitter de Sawyer chegou a ser excluída, mas capturas de tela dos textos chocantes começaram a se multiplicar após a primeira denúncia. Sua demissão ocorreu em meio a protestos internacionais contra o racismo, após a morte de George Floyd, em 25 de maio, por policiais brancos nos EUA. Após sua demissão, Sawyer publicou um pedido de desculpas no Instagram. “Minhas palavras, independente de serem feitas com uma intenção de humor, eram dolorosas e inaceitáveis. Tenho vergonha de ter sido capaz dessas tentativas realmente horríveis de obter atenção naquele momento. Lamento profundamente. Não era um comportamento aceitável. Essas foram as palavras que joguei na época sem pensar nem reconhecer o dano que poderiam causar, e que agora causaram hoje”, escreveu. O ator se juntou a “The Flash” em 2017 como Ralph Dibny, o Homem-Elástico, e se tornou um integrante fixo do elenco em 2018. Ver essa foto no Instagram A statement from our leader and showrunner, Eric Wallace. — @ewrote — I don’t have much to add because Eric’s thoughts are stated so eloquently and powerfully. I will say I was shocked, saddened and angry when I saw the tweets. Words matter. Uma publicação compartilhada por Grant Gustin (@grantgust) em 8 de Jun, 2020 às 11:56 PDT
Ator é demitido da série The Flash após tuítes racistas e misóginos
O ator Hartley Sawyer, que interpreta o Homem-Elástico em “The Flash”, foi demitido da produção nesta segunda (8/6), após tuítes contendo referências misóginas e racistas virem à tona. Os tuítes antigos, postados antes de ele ingressar na série, fazem referências à agressões sexuais e contêm linguagem racista e homofóbica. A conta do Twitter de Sawyer foi excluída, mas capturas de tela dos posts antigos circularam online nas últimas duas semanas. Sua demissão ocorre em meio a protestos internacionais contra o racismo, após a morte de George Floyd, em 25 de maio, por policiais brancos nos EUA. “Hartley Sawyer não voltará para a 7ª temporada de ‘The Flash'”, diz um comunicado assinado pela rede The CW, as produtoras Warner Bros. TV e Berlanti Productions e o produtor executivo Eric Wallace. “Em relação às postagens de Sawyer nas mídias sociais, não toleramos comentários depreciativos que visem qualquer raça, etnia, origem nacional, gênero ou orientação sexual. Tais comentários são antitéticos diante dos nossos valores e políticas, que se esforçam e evoluem para promover um ambiente seguro, inclusivo e produtivo para nossos funcionários”. O showrunner Wallace tuitou uma declaração pessoal, com maiores detalhes. “Hoje de manhã, muitos de vocês descobriram que Hartley Sawyer não voltará para a 7ª temporada de ‘The Flash’. Com relação aos tuítes das mídias sociais, eles partiram meu coração e me deixaram louco. E eles são indicativos do maior problema de nosso país”. O texto completo, que é longo, termina com a hashtag #BlackLivesMatter. Veja a íntegra abaixo. Sawyer também se manifestou, publicando um pedido de desculpas no Instagram. “Minhas palavras, independente de serem feitas com uma intenção de humor, eram dolorosas e inaceitáveis. Tenho vergonha de ter sido capaz dessas tentativas realmente horríveis de obter atenção naquele momento. Lamento profundamente. Não era um comportamento aceitável. Essas foram as palavras que joguei na época sem pensar nem reconhecer o dano que poderiam causar, e que agora causaram hoje”, escreveu. O ator se juntou a “The Flash” em 2017 como Ralph Dibny, o Homem-Elástico, e se tornou um integrante fixo do elenco em 2018. My statement regarding Hartley Sawyer and THE FLASH. pic.twitter.com/hni0MxOWZU — Eric Wallace (@ewrote) June 8, 2020 Ver essa foto no Instagram My words, irrelevant of being meant with an intent of humor, were hurtful, and unacceptable. I am ashamed I was capable of these really horrible attempts to get attention at that time. I regret them deeply. This was not acceptable behavior. These were words I threw out at the time with no thought or recognition of the harm my words could do, and now have done today. I am incredibly sorry, ashamed and disappointed in myself for my ignorance back then. I want to be very clear: this is not reflective of what I think or who I am now. Years ago, thanks to friends and experiences who helped me to open my eyes, I began my journey into becoming a more responsible adult – in terms of what I say, what I do, and beyond. I've largely kept that journey private, and this is another way that I have let so many down. I still have more work to do. But how I define myself now does not take away the impact of my words, or my responsibility for them. I am very sorry. Uma publicação compartilhada por Hartley Sawyer (@hartleysawyer) em 30 de Mai, 2020 às 11:59 PDT
Showrunner confirma troca da personagem principal na série Batwoman
A showrunner de “Batwoman”, Caroline Dries, confirmou que a série será protagonizada por uma nova personagem. Depois que Ruby Rose, intérprete da heroína, anunciou que não voltaria para a 2ª temporada, os produtores tiveram várias discussões e chegaram à conclusão que o melhor seria criar uma nova personagem para o papel de Batwoman, em vez de apenas trocar a atriz e manter Kate Kane, que é a identidade original da heroína nos quadrinhos. A mudança veio à tona por meio de um aviso de testes para a nova personagem, cuja cópia foi postada no Reddit e confirmada por diversos sites americanos. Agora, a produtora confirmou a troca e os testes de elenco. Durante um painel na edição virtual do ATX Television Festival, Dries contou que chegou a considerar uma “simples” troca de atrizes, mas Greg Berlanti, dono da produtora responsável pela série, sugeriu criar uma nova personagem em respeito ao trabalho de Rose. “Para ser honesta, considerei a ‘opção novela’ em um primeiro momento, de forma egoísta, porque já tínhamos dois episódios escritos”, afirmou a showrunner. “Mas, depois de refletir mais, Greg me ajudou a tomar essa decisão – e ele é mais esperto do que eu nesses assuntos. Ele disse: ‘acho que tínhamos só que transformar a Batwoman em uma personagem nova’. Também para respeitar tudo o que a Ruby [Rose] colocou na personagem da Kate Kane”. Para substituir Kate Kane, a produção criou Ryan Wilder, descrita como “simpática, bagunçada, um pouco pateta e indomada. Ela também não é nada como Kate Kane, a mulher que usava o traje de batalha antes dela”. Dries indicou que Ryan não é codinome de alguma heroína dos quadrinhos, mas uma nova criação, alguém sem histórico na DC Comics, o que é altamente inusual. “Estou inventando uma personagem totalmente nova que, no passado, foi inspirada pela Batwoman, então ela assume o manto e talvez não seja a pessoa certa no momento para fazê-lo, então é isso que a torna divertida”, contou a produtora. A descrição acrescenta que Ryan é ex-traficante de drogas, mas está reformada e sóbria, vivendo em um van com uma planta. Ela também é uma lutadora altamente qualificada, mas extremamente indisciplinada. Como sua antecessora, Ryan é lésbica, e o aviso pede que atrizes LGBTQIA+ se inscrevam para o papel. Quando Ruby Rose anunciou sua saída da série, a WBTV (Warner Bros. TV), que produz a atração, e a rede The CW, que a exibe, disseram em comunicado conjunto que escalariam um membro da comunidade LGBTQ no papel principal. Como dezenas de outras séries, “Batwoman” foi forçada a terminar sua temporada mais cedo devido à pandemia de coronavírus. Apenas 20 dos 22 episódios planejados foram gravados, mas não está claro como uma transição para uma nova protagonista vai acontecer no ponto em que a trama foi interrompida.
Multinacional chinesa processa Marvel pelo nome da série WandaVision
A multinacional chinesa Wanda Group resolveu processar a Marvel e a Disney pelo uso do nome “WandaVision”, escolhido para batizar uma série baseada nos personagens dos Vingadores na plataforma Disney+ (Disney Plus). A empresa, que possui a maior cadeia de cinemas do mundo — criada a partir da aquisição da gigante americana AMC Theaters, por US$ 2,6 bilhões em 2012 – , afirma ter marca registrada do nome Wanda e a utiliza em diferentes campos do entretenimento, incluindo bonecos, jogos de tabuleiro, enfeites de festa, etc. Wanda é o nome da Feiticeira Escarlate, personagem vivida por Elizabeth Olsen nos filmes da Marvel, que vai estrelar a nova atração junto com o Visão (Paul Bettany). Por enquanto, a Marvel não mudou o título e nem alterou a data de estreia da série, mesmo em meio à pandemia de coronavírus. “WandaVision” tem previsão de estreia para o fim de 2020.
Legends of Tomorrow: Maisie Richardson-Sellers se despede da série
O final da 5ª temporada de “Legends of Tomorrow”, exibido na terça (2/6) nos EUA, marcou a despedida da atriz inglesa Maisie Richardson-Sellers da série. Presente desde a 2ª temporada, primeiro como a heroína Vixen, da Sociedade da Justiça dos anos 1940, e depois como a deusa punk transmorfa Charlie, a atriz se despediu da produção para participar de novos projetos – o primeiro deles é a continuação de “A Barraca do Beijo”, na Netflix. O destino da personagem da atriz foi revelado no último capítulo, que será exibido neste domingo (7/6) no Brasil, durante uma maratona da reta final da série no canal pago Warner – portanto, tudo a seguir é spoiler. Após a derrota da ameaça da temporada, Charlie decide ficar na Londres dos anos 1970 e retomar sua carreira como cantora da banda punk The Smell – onde seus colegas viajantes do tempo a encontraram no começo da temporada anterior. A atriz confirmou que a cena representava sua saída da série em um post nas redes sociais. “Obrigado por seu amor e apoio sem fim. Amaya e Charlie me deram muita alegria nos últimos 4 anos, e vocês são os fãs mais gentis, generosos e inclusivos que um programa poderia esperar. Nunca mudem. Mal posso esperar para compartilhar os projetos que estou criando no momento. Amo todos vocês”, ela escreveu. Veja o post original abaixo. Thank you for your endless love and support. Amaya and Charlie have brought me so much joy these past 4 years, and you are THE MOST kind, generous, inclusive fan base a show could hope for. Never change. I can’t wait to share the projects I’m currently creating. Love you all ❤️ — Maisie R-Sellers (@maisie_rs) June 3, 2020
Diretor revela que a Fox impediu Mulher-Invisível negra em Quarteto Fantástico
A malfadada versão de 2015 de “Quarteto Fantástico” tornou-se o maior fracasso e a pior das adaptações dos quadrinhos da Marvel, com apenas 9% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas o poço parece não ter fundo. O diretor Josh Trank continua a pilha de entulho em torno da produção, ao revelar, em nova entrevista, que a Fox impediu seus planos originais em relação à Mulher-Invisível. Trank queria que os irmãos Storm fossem negros. Mas após escalar Michael B. Jordan para o papel de Johnny Storm/Tocha Humana, ele não foi autorizado a contratar uma atriz negra para o papel de Susan “Sue” Storm. Segundo Trank, ele enfrentou uma “pressão pesada” para escalar uma atriz branca, apesar do pai da personagem, Franklin Storm, ser interpretado por Reg E. Cathey (falecido em 2018). O diretor acabou contratando Kate Mara e transformando Sue em filha adotiva. “Olhando para trás, eu deveria ter deixado [a produção] quando percebi [que não poderia escalar dois protagonistas negros] e sinto vergonha disso, de não ter ido embora por princípio”, afirmou Trank ao site Geeks of Color. “Esses não são os valores nos quais acredito. Não eram nem os valores da época nem os meus. Me sinto mal por não ter levado isso até as últimas consequências. Sinto que falhei neste sentido”. O filme, porém, foi bastante criticado por escalar Jordan como um Tocha Humana negro. E o estúdio já tinha sofrido ataques de fãs dos quadrinhos por sua encarnação anterior do grupo de heróis, em que a latina Jessica Alba viveu a Mulher-Invisível. Mas a escalação de elenco não foi a única etapa de “Quarteto Fantástico” que sofreu intervenção do estúdio. Em outra entrevista recente, desta vez ao site Polygon, Trank afirmou que as refilmagens realizadas por um testa-de-ferro (supostamente Simon Kinberg) representaram para ele “ser castrado” pelo estúdio. Elas foram feitas após as sessões de teste, que teriam reagido mal à abordagem mais sombria de Trank. Por conta disso, a Fox decidiu refilmar diversas partes do longa, praticamente meio filme, resultando num desastre muito maior que o de “Liga da Justiça”, da DC Comics. Lançado em 2015, “Quarteto Fantástico” custou, com todas as refilmagens, estimados US$ 160 milhões, mas arrecadou apenas US$ 167 milhões em todo o mundo.












