Mindy Kalling quer transformar Quatro Casamentos e um Funeral em série
A cultuada comédia romântica britânica “Quatro Casamentos e um Funeral” (1994), que transformou o ator Hugh Grant em ídolo do gênero, pode virar uma série da plataforma Hulu. Ninguém menos que a atriz e produtora Mindy Kaling está desenvolvendo o projeto. Como no filme, a série acompanharia um grupo de amigos à medida que suas vidas se cruzam através de cinco eventos. Segundo o site Deadline, a proposta é que a série siga o formato de antologia, mostrando personagens diferentes em cada temporada. Mas também é possível que um personagem principal permaneça inalterado nas possíveis temporadas futuras, para dar um sentido de continuidade à trama. Kaling vai escrever e produzir o piloto ao lado do roteirista Matt Warburton, showrunner de sua sitcom “The Mindy Project”. Além deles, a produção contará com o roteirista do filme original, o mestre das comédias românticas Richard Curtis. Mas a série só vai sair do papel se a Hulu aprovar o seu piloto, o que só ficará claro no começo de 2018. Vale lembrar que a atriz já tem uma boa relação com a Hulu, que exibiu com exclusividade três temporadas de “The Mindy Project”, após a série ser cancelada em sua 3ª temporada na rede Fox. Por sinal, o último episódio será disponibilizado em 14 de novembro na plataforma de streaming.
Mindhunter é a melhor série da Netflix em 2017
“Mindhunter” chama atenção inicialmente por ter produção executiva do cineasta David Fincher (“Seven”, “Clube da Luta”, “Zodíaco”, “Garota Exemplar”), que ainda dirige quatro dos dez episódios de sua 1ª temporada. E conquista o espectador mais exigente logo em seus primeiros minutos, embora consiga ficar ainda mais envolvente à medida que se aproxima de seu final. Que não é bem um final (ainda bem), mas vale dizer que a season finale é de dar taquicardia. A série é baseado no livro “Mindhunter – O Primeiro Caçador de Serial Killers Americano”, de John E. Douglas e Mark Olshaker, disponível no Brasil, e a 1ª temporada dá conta de metade da obra. Desenvolvida por Joe Penhall, roteirista do drama pós-apocalíptico “A Estrada” (2009), a trama não tem cenas de violência, perseguição ou outros clichês de thriller americano, apensar da premissa. Traz basicamente investigação e psicologia. E um texto tão bem trabalhado que dá gosto. Os personagens são tão ou mais envolventes que a história, que aborda o início do estudo dos casos de assassinos em série pelo FBI. Baseada na vida real de John E. Douglas, “Mindhunter” relata encontros e entrevistas com assassinos famosos, como Ed Kemper (Cameron Britton, da série “Stitchers”), o sujeito que matou a própria mãe e fez sexo com sua cabeça decepada, e Jerry Brudos (Happy Anderson, de “Quarry”), o assassino do fetiche de sapatos. E a interpretação dos atores que dão vida a esses dois criminosos é admirável. A atmosfera de medo e tensão nas conversas com esses dois, em especial, é de deixar o espectador prendendo a respiração. Mas há outros casos resolvidos pelo protagonista e seu parceiro que também empolgam e instigam. O grupo de investigações é formado aos poucos e sem pressa dentro da narrativa. Antes da união de Holden Ford (Jonathan Groff, de “Glee”) e Bill Tench (Holt McCallany, de “Clube da Luta”), acompanhamos o certinho Ford conhecendo a ousada Debbie (Hannah Gross, de “Quando Eu Era Sombrio”), a mulher que o iniciará no sexo oral e outras delícias da vida. Além de tudo, ela ainda ouve as preocupações que ele faz questão de compartilhar sobre sua profissão. Mais à frente, Bill se une a Holden para dar aula sobre assassinos seriais em diversas cidades dos Estados Unidos. A presença da terceira integrante, Wendy Carr (Anna Torv, de “Fringe”), chega para enriquecer ainda mais o grupo. O fato de a série também apresentar a vida privada de seus personagens principais os aproxima bastante do público. Faz com que o espectador se importe com esses personagens, que sinta e tema verdadeiramente por seus destinos. Um dos melhores exemplos acontece no episódio de número oito, que trata de um diretor de escola infantil que tem o costume de dar cócegas nos alunos. O que parecia um episódio mais fraco diante dos demais acaba sendo um dos mais marcantes, pelo mal estar que provoca, diante das decisões que Holden resolve tomar, seguindo seus instintos, ainda que com muitas dúvidas. É tão marcante que é o único capítulo que termina sem música nos créditos finais. Além de bem escrita, dirigida e interpretada, “Mindhunter” ainda destaca uma direção de arte linda, que recria os anos 1970 e a elegância das roupas, dos carros, dos prédios e casas, e uma fotografia que transmite detalhes importantes, seja para passar uma sensação de bem estar em cenas diurnas com um belo dia de sol, seja para acentuar cenas tensas em interiores sombrios. Na verdade, há tantas qualidades em “Mindhunter” que fica difícil pensar que possa ter qualquer problema. De longe, a melhor produção da Netflix em 2017.
Amazon estaria planejando uma série baseada em O Senhor dos Anéis
A Amazon estaria negociando com a Warner Bros. Television a produção de uma adaptação da trilogia literária “O Senhor dos Anéis”, de J.R.R. Tolkien, como uma série de TV. O site da revista Variety apurou que as negociações estão em estágio inicial, mas suas fontes afirmam que o CEO da Amazon, Jeff Bezos, está diretamente envolvido nas discussões. Em setembro, a Variety publicou que Bezos queria produzir um “Game of Thrones” da Amazon. A adaptação dos livros da Terra Média, habitada por hobbits, elfos, anões, magos, guerreiros e orcs, cabe perfeitamente nesta descrição. O problema é que a história é muito conhecida. Traduzida para mais de 40 línguas, “O Senhor dos Anéis” vendeu mais de 160 milhões de exemplares, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século 20. Além disso, sua trama foi levada ao cinema nos anos 2000 por Peter Jackson, numa trilogia cinematográfica adorada pelos fãs dos livros e com um orçamento que séries de TV não costumam investir. Até “O Hobbit”, prólogo das aventuras místicas, também ganhou uma trilogia de Jackson – e ainda mais recente, a partir de 2012. Contar a mesma história, mas como série, valeria um investimento pesado? Ou a Amazon estaria planejando surpreender com o lançamento de uma atração passada na Terra Média, com diversos personagens conhecidos, numa aventura inédita? Por enquanto, o projeto só pode ser especulado. Procurados pela Variety, representantes da Amazon e da Warner não quiseram comentar a notícia.
Globo vai lançar sua “Netflix” com série inédita
A Globo pretende lançar uma concorrente nacional da Netflix. Após ensaios com o aplicativo Globo Play, a rede de TV prepara uma nova plataforma de vídeos que reunirá o seu conteúdo com os dos canais Globosat e, também, estúdios de cinema. Segundo a coluna Zapping, da Folha de S. Paulo, a plataforma seria lançada com a exibição exclusiva da nova série “Assédio”, sobre Roger Abdelmassih, médico acusado de estupro por mais de uma centena de pacientes. Apesar da expectativa gerada pela produção, a série não deverá ser exibida na televisão em 2018. O plano da emissora é disponibilizar “Assédio” exclusivamente na internet como chamariz do novo serviço, que tem a intenção de bater de frente com a Netflix. Antonio Calloni (“Polícia Federal – A Lei É para Todos”) será Abdelmassih na produção, que foi escrita por Maria Camargo (“Nise: O Coração da Loucura”) e será dirigida por Amora Mautner (novela “A Regra do Jogo”). O elenco também contará com Adriana Esteves, Hermila Guedes, João Miguel e Vera Fischer (no papel de Hebe Camargo).
2ª temporada de Stranger Things teve público de Game of Thrones nos Estados Unidos
A estreia da 2ª temporada de “Stranger Things” teria sido vista por 15,8 milhões de pessoas nos primeiros três dias de lançamento nos Estados Unidos, garante a empresa de auditoria Nielsen. Os dados foram publicados pelo site da revista The Hollywood Reporter. Uma das empresas mais famosas do mundo no ramo de medição de audiência de TV tradicional, a Nielsen afirma ter encontrado uma forma de calcular os dados de streaming há pouco tempo. Entretanto, seu método se restringe apenas a quem assiste streaming pela TV. Isto porque ele se dá por meio de reconhecimento de áudio televisivo. Um aparelho instalado nas TVs de 44 mil casas dos Estados Unidos, que servem de amostragem da Nielsen, é capaz de identificar o que os pessoas estão assistindo pelo simples registro sonoro. Mas a Netflix também pode ser acessada por computadores, tablets e smartphones. Apesar da restrição, os números são impressionantes, dignos de “Game of Thrones” e “The Walking Dead”, as séries mais assistidas da TV paga americana. O levantamento ainda aponta que 361 mil assinantes americanos viram aos nove episódios da 2ª temporada em até 24 horas após seu lançamento – a temporada completa foi disponibilizada na sexta-feira passada, dia 27 de outubro. Nenhum número foi confirmado pela Netflix, que mantém sua audiência em segredo. A plataforma se recusa a divulga-la, dizendo que não são relevantes, já que o serviço não depende da venda de espaço publicitário, como acontece na televisão tradicional. Entretanto, a própria Netflix usou o argumento da audiência para justificar recentes cancelamentos de séries, que seriam muito caras para a quantidade de público que atraem. Várias empresas tentam analisar os dados da companhia, mas a Netflix costuma afirmar que as informações são imprecisas. O mesmo já aconteceu com a própria Nielsen, ao anunciar seu método de medição. Falando à Variety, um representante da plataforma apontou que o levantamento leva em conta dados distorcidos. “Os dados que a Nielsen quer divulgar não são precisos, não chegam nem perto e não refletem a forma como a Netflix vê seus programas.” Em outras palavras, a audiência é muito maior, porque a maioria do público assiste a Netflix por aplicativos em dispositivos móveis.
Mudbound: Aposta da Netflix no Oscar 2018 ganha novo trailer épico
A Netflix divulgou o segundo trailer de “Mudbound”, um dos filmes mais elogiados do Festival de Sundance deste ano e aposta da plataforma para o Oscar 2018. A produção é um drama épico à moda antiga, que a prévia ajuda a delinear. “Mudbound” conta a história de duas famílias que convivem no sul rural dos Estados Unidos nos anos 1940. Uma delas é branca, racista e recém-chegada, tendo comprado a fazenda com sonhos grandiosos. A outra é negra, humilde e trabalha naquelas terras há muitas gerações. Quando os filhos jovens das duas famílias retornam traumatizados da 2ª Guerra Mundial, acabam criando laços de amizade, forjados pela experiência compartilhada, o que incomoda ambos os lados. O soldado negro tem mais dificuldade em aceitar a situação de ter lutado pela liberdade dos europeus e voltar a um país segregado. O branco não pode ouvir um estouro de escapamento de carro sem achar que está levando tiros. Para piorar, ainda sente atração pela mulher do irmão mais velho. A trama de fôlego literário é uma adaptação do best-seller homônimo de Hillary Jordan, lançado em 2008 nos Estados Unidos, e seu elenco grandioso já conquistou antecipadamente o primeiro troféu do Gotham Awards, evento do cinema indie americano, que abre a temporada de premiações de Hollywood. Ele inclui Garrett Hedlund (“Peter Pan”), Carey Mulligan (“As Sufragistas”), Jason Mitchell (“Straight Outta Compton”), Jason Clarke (“Planeta dos Macacos: O Conflito”), Jonathan Banks (série “Better Call Saul”), Rob Morgan (série “Stranger Things”), Kelvin Harrison Jr. (“Ao Cair da Noite”) e a cantora Mary J. Blige (“Rock of Ages”). Terceiro longa-metragem da cineasta Dee Rees, após o drama lésbico indie “Pariah” (2011) e a telebiografia “Bessie” (2015), da HBO, a produção foi adquirida pronta pela Netflix, por US$ 12,5 milhões em Sundance. Foi a maior aquisição realizada no festival neste ano. Além de Sundance, “Mudbound” também foi exibido no Festival de Toronto, de Londres e de Nova York, antes de chegar na Netflix. Atenta às regras da Academia, a plataforma pretende, inclusive, fazer um lançamento simultâneo nos cinemas americanos em circuito limitado. A estreia está marcada para o dia 17 de novembro.
Veja uma prévia de Beyond Stranger Things, o programa que discute a série Stranger Things
A Netflix divulgou uma prévia do programa dedicado aos bastidores da série “Stranger Things”. O vídeo mostra a abertura e revela que Jim Rash (“Girlboss”) será o apresentador de “Beyond Stranger Things”, atração que funcionará como os “extras” da nova leva de episódios, com entrevistas, cenas de gravações e comentários sobre a trama dos episódios – um “aftershow” ao estilo de “Talking Dead”, sobre a série “The Walking Dead”. No entanto, a plataforma aconselha a seus espectadores a não assistir “Beyond Stranger Things” antes de verem todos os novos capítulos da série, pois o programa contém spoilers. A programa e a 2ª temporada de “Stranger Things” estreiam nesta sexta-feira, dia 27 de outubro.
Stranger Things terá programa dedicado a seus bastidores
A Netflix vai lançar um programa dedicado aos bastidores da série “Stranger Things”. Intitulado “Beyond Stranger Things”, a atração funcionará como os “extras” da nova leva de episódios, com entrevistas, cenas de gravações e comentários sobre a trama dos episódios – um “aftershow” ao estilo de “Talking Dead”, sobre a série “The Walking Dead”. No entanto, a plataforma aconselha a seus espectadores a não assistir “Beyond Stranger Things” antes de verem todos os novos capítulos da série, pois o programa contém spoilers. A trama do segundo ano se passa em 1984, enquanto os cidadãos de Hawkins, Indiana, ainda estão se recuperando dos horrores do Demogorgon e dos segredos do Laboratório secreto da cidade. Will Byers (Noah Schnapp) foi resgatado do Mundo Invertido, mas uma entidade maior e mais sinistra ainda ameaça os que sobreviveram. A 2ª temporada estreia nesta sexta-feira, dia 27 de outubro, no fim de semana que antecede o Halloween.
Série da Marvel baseada nos quadrinhos de Fugitivos ganha novo trailer
A plataforma de streaming Hulu divulgou um novo trailer de sua primeira série de super-heróis: “Runaways”, adaptação dos quadrinhos da Marvel criados por Brian K. Vaughan (que também criou a série “Under the Dome”). A prévia introduz a premissa da série, que é a mesma dos quadrinhos. Mas parece mais uma produção do canal teen Freeform que um lançamento de streaming. A história, publicada no Brasil como “Fugitivos”, gira em torno de seis adolescentes que descobrem por acaso que seus pais são, na verdade, membros de uma sociedade secreta de supervilões, conhecida como Orgulho. Perturbados com a descoberta, eles fogem de casa e decidem usar seus poderes para impedir os planos malignos de suas famílias. Os heróis juvenis da trama são vividos por Gregg Sulkin (série “Faking It”), Rhenzy Feliz (série “Casual”), Virginia Gardner (“Projeto Almanaque”), Ariela Barer (série “One Day at a Time”), Lyrica Okano (série “The Affair”) e Allegra Acosta (série “100 Things to Do Before High School”). Já o elenco “adulto” traz Ryan Sands (série “The Wire”), Angel Parker (“The People v. OJ Simpson: American Crime Story”), Brittany Ishibashi (“As Tartarugas Ninja: Fora das Sombras”), James Yaegashi (série “Demolidor”), Kevin Weisman (série “Alias”), Brigid Brannagh (série “Army Wives”), Annie Wersching (série “The Vampire Diaries”), Kip Pardue (série “Ray Donovan”), James Marsters (série “Buffy – A Caça-Vampiros”), Ever Carradine (série “Eureka”) e Julian McMahon (série “Nip/Tuck”). Originalmente, a Marvel chegou a considerar transformar a história num filme. Em 2010, a produção chegou a ter um roteiro desenvolvido por Vaughan em parceria com Peter Sollet (“Nick e Norah – Uma Noite de Amor e Música”), que também seria responsável pela direção. Mas o projeto nunca saiu do papel. A nova adaptação, agora como série, é assinada por Josh Schwartz e Stephanie Savage, dupla responsável pelos sucessos adolescentes “Gossip Girl” e “The O.C.”. A estreia está marcada para 21 de novembro nos Estados Unidos. A série será exibida no Brasil pelo canal pago Sony.
Personagens de Stranger Things são vigiados em novos vídeos da série
A Netflix divulgou novas fotos e vídeos da 2ª temporada de “Stranger Things”, que revelam monitores, vigiando cada detalhe da cidade de Hawkins por meio de câmeras espalhadas por residências, ruas e prédios públicos – como o hospital e a delegacia do xerife Hopper (David Harbour). Uma das câmeras chega a captar a volta de Eleven (Millie Bobby Brown). A trama do segundo ano se passa em 1984, enquanto os cidadãos de Hawkins, Indiana, ainda estão se recuperando dos horrores do Demogorgon e dos segredos do Laboratório secreto da cidade. Will Byers (Noah Schnapp) foi resgatado do Mundo Invertido, mas uma entidade maior e mais sinistra ainda ameaça os que sobreviveram. A 2ª temporada estreia em 27 de outubro, no fim de semana que antecede o Halloween.
Eleven aparece para Mike em cena inédita da 2ª temporada de Strangers Things
A Neflix divulgou uma cena inédita da 2ª temporada de “Stranger Things”, em que Eleven (Millie Bobby Brown) aparece para Mike (Finn Wolfhard), enquanto o menino é interrogado por autoridades sobre o paradeiro da garota. Quem acompanhou o primeiro ano da produção, sabe que Eleven desapareceu no Mundo Invertido. Mas outra cena antecipada já mostrou como ela retorna. A 2ª temporada estreia nesta sexta (27/10) na plataforma de streaming.
Nielsen afirma ter descoberto um método para medir a audiência da Netflix
A Nielsen, a mais tradicional e respeitada empresa de coleta de dados dos Estados Unidos, anunciou que irá passar a medir a audiência da Netflix. A empresa afirmou ter descoberto um método para analisar o público do streaming. Os dados de audiência da Netflix são mantidos em segredo, mas geram grande discussão na indústria do entretenimento. A plataforma se recusa a divulga-los, dizendo que não são relevantes, já que o serviço não depende da venda de espaço publicitário, como acontece na televisão tradicional. Entretanto, a própria Netflix usou o argumento da audiência para justificar recentes cancelamentos de séries, que seriam muito caras para a quantidade de público que atraem. Várias empresas tentam analisar os dados da companhia, mas a Netflix costuma denunciar as informações como imprecisas. Por conta disso, a Nielsen garante ter conduzido testes de avaliações com sucesso nos últimos meses. “A parte importante disso é que nos fornece transparência em um ambiente que era praticamente um ponto-cego para emissoras e estúdios”, disse a executiva da companhia, Megan Clarken, para a revista Variety. Entretanto, o método utilizado só avaliará a exibição de programas da Netflix em monitores de TV. Isto porque ele se dá por meio de reconhecimento de áudio televisivo. Um aparelho instalado nas TVs de 44 mil casas dos Estados Unidos, que servem de amostragem da Nielsen, é capaz de identificar o que os pessoas estão assistindo pelo simples registro sonoro. Mas a Netflix também pode ser acessada por computadores, tablets e smartphones. Falando à Variety, um representante da Netflix apontou que isso resultará em dados distorcidos. “Os dados que a Nielsen quer divulgar não são precisos, não chegam nem perto e não refletem a forma como a Netflix vê seus programas.” Ainda assim, a notícia foi bem recebida no mercado: oito corporações, como Disney, Lionsgate e Warner Bros., já assinaram o serviço da Nielsen para receber os estudos, podendo divulgar publicamente os dados coletados.
Steven Spielberg vai produzir nova versão de Amazing Stories para a Apple
A Apple vai mesmo entrar forte na disputa do público do streaming. A empresa fechou contrato com Steven Spielberg para a produção de um reboot da série clássica “Amazing Stories”, concebida pelo cineasta nos anos 1980 – e lançada no Brasil como “Histórias Maravilhosas”. O anúncio revela que Bryan Fuller (criador das séries “Hannibal”, “Star Trek: Discovery” e “American Gods”) será o showrunner da nova versão, mas não adianta qual será o formato dos episódios. Originalmente, a série era uma antologia de ficção científica ao estilo de “Além da Imaginação” (Twilight Zone), com uma história diferente por episódio. O próprio Spielberg dirigiu o piloto, e a impressionante lista de cineastas que trabalharam no projeto também inclui Martin Scorsese (“O Lobo de Wall Street”), Clint Eastwood (“Sniper Americano”), Robert Zemeckis (“De Volta para o Futuro”), Irvin Kershner (“O Império Contra-Ataca”), Tobe Hooper (“Poltergeist”), Joe Dante (“Gremlins”), Tom Holland (“A Hora do Espanto”), Brad Bird (“Os Impossíveis”), Bob Clark (“Porky’s”), Donald Petrie (“Miss Simpatia”), Ken Kwapis (“Quatro Amigas e um Jeans Viajante”) e Peter Hyams (“Outland”), entre outros. Apesar desse time, “Amazing Stories” não teve grande audiência e foi cancelada pela rede NBC na 2ª temporada. A série durou 45 episódios, exibidos entre 1985 e 1987. Por curiosidade, a sci-fi “O Milagre Veio do Espaço” (1987) foi escrita como um episódio da série, mas Spielberg gostou demais da história e decidiu que ela deveria virar um filme, dirigido por Matthew Robbins, que também comandou capítulos da série. O título “Amazing Stories”, na verdade, é bem mais antigo que a série dos anos 1980. Spielberg o escolheu para homenagear uma antiga publicação pulp de ficção científica lançada em 1926, que trazia histórias de Julio Verne, H.G. Wells e um novo herói espacial chamado Buck Rogers. Ainda não há previsão para a estreia do reboot.












