The Sinner é renovada para 4ª temporada
O canal pago americano USA Network renovou a série “The Sinner” para sua 4ª temporada. Bill Pullman vai reprisar seu papel como o detetive Harry Ambrose em um novo caso. Com ele, também voltam o criador e showrunner Derek Simonds e os produtores executivos, incluindo a atriz Jessica Biel (que estrelou a 1ª temporada). A renovação quebra a tendência negativa da emissora, que cancelou três séries consecutivas, “Dare Me”, “Treadstone” e “The Purge”, nas últimas semanas. “‘The Sinner’ tocou o público com seu estilo de investigação de mistério”, disse Chris McCumber, presidente da USA Network e do canal pago Syfy. “Na 4ª temporada, estamos empolgados em aprofundar ainda mais a psique do amado personagem do detetive Ambrose, de Bill Pullman, enquanto apresentamos ao público um mistério completamente novo e atraente.” A série é disponibilizado no Brasil pela Netflix.
The Politician: 2ª temporada da série da Netflix ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado da 2ª temporada de “The Politician”, que sugere uma trama bem mais interessante e divertida que os episódios inaugurais. Outra diferença em relação à 1ª temporada é que a divulgação está acontecendo em cima da hora. A primeira série produzida por Ryan Murphy (“American Horror Story”) para a plataforma de streaming retorna com novos capítulos já na sexta-feira, 19 de junho. A atração acompanha Payton Hobart, personagem vivido por Ben Platt (“A Escolha Perfeita”), em sua evolução para se tornar um político americano. Cada temporada pretende mostrá-lo durante uma eleição diferente. O primeiro ano mostrou que ele era capaz de tudo para virar presidente do grêmio de sua escola, primeiro degrau de um plano para se tornar Presidente dos Estados Unidos, enquanto a 2ª temporada vai encontrá-lo no meio de uma eleição para o Senado liderada por Dede Standish, personagem vivida por Judith Light (a ex-chefe de “Ugly Betty”). O elenco também inclui Gwyneth Paltrow (“Vingadores: Ultimato”), Jessica Lange (“American Horror Story”), Zoey Deutch (“O Plano Imperfeito”), Bob Balaban (“Moonrise Kingdom”), David Corenswet (“Moe & Jerryweather”), Laura Dreyfuss (“Glee”), Betty Midler (“Abracadabra”) e Lucy Boynton (“Bohemian Rhapsody”), entre outros intérpretes. Além do tom de comédia escrachada, a série também usa números musicais originais para contar sua história.
Quibi teria menos de 2 milhões de assinantes na véspera de começar a cobrar pelo serviço
A plataforma Quibi não deu mesmo certo. Uma reportagem do Wall Street Journal apurou que a startup de vídeos curtos para celulares, fundada por Jeffrey Katzenberg (que criou a DreamWorks Animation), não vai atingir nem remotamente sua meta de assinantes para seu primeiro ano de operação. O texto pouco lisonjeiro, publicado no domingo em Nova York, detalhou brigas internas entre Katzenberg e o CEO Meg Whitman e informou que o Quibi conseguiu menos de 2 milhões de assinantes desde seu lançamento em 6 de abril. A empresa projetava 7,4 milhões de assinantes até o final do ano. Para piorar, o download do aplicativo da Quibi diminuiu consideravelmente após a semana inaugural. O baixo interesse é ainda mais preocupante porque os usuários ainda nem estão pagando pelo uso do serviço. A plataforma foi lançada com uma oferta promocional, que garantia acesso gratuito de 90 dias. Isso significa que apenas a partir de julho, quando os usuários precisarem gastar dinheiro para acessar seu conteúdo (US$ 4,99 mensais com anúncios ou US$ 7,99 sem anúncios), é que os números reais de assinaturas vão aparecer. E qualquer projeção aponta que serão muito menores que os atuais números decepcionantes. De 6 de abril a 28 de maio, o aplicativo Quibi foi baixado cerca de 4 milhões de vezes, apurou a empresa de análise Apptopia. Desses, apenas 30% do total são usuários ativos diariamente. O conteúdo mais popular do Quibi, segundo a análise da Apptopia, é “Reno 911!”, revival de uma série de comédia do canal pago Comedy Central, exibida entre 2003 e 2009 na TV americana. Katzenberg culpou o surto de covid-19 pelos resultados decepcionantes da Quibi. “Atribuo tudo que deu errado ao coronavírus. Tudo”, disse Katzenberg em entrevista ao jornal The New York Times, publicada há um mês. Mais recentemente, a empresa acrescentou que o número mais lento de downloads do aplicativo também é resultado de “sua decisão de reduzir seu marketing à luz de protestos nos Estados Unidos após a morte de George Floyd”, segundo relato do Wall Street Journal. Um dos principais problemas da Quibi foi o lançamento exclusivo para celular numa época em que as famílias estavam juntas em casa, em isolamento social. O aplicativo não fornecia alternativa para assistir seu conteúdo nas TVs. A empresa correu para adicionar suporte ao AirPlay da Apple (que foi feito na semana de 25 de maio) e ao Chromecast do Google (em 9 de junho). Mas esse esforço podem ter vindo muito tarde. O baixo número de downloads reduziu o interesse de anunciantes em incluir comerciais no produto, o que levou a chefe de marketing da Quibi a deixar a empresa apenas duas semanas após o lançamento. Para completar, a Quibi ainda está sendo processada pela startup de vídeo interativo Eko, que alega que o recurso Turnstyle do aplicativo – a capacidade de ver vídeos na horizontal ou vertical – viola uma patente sua importante e que a empresa de Katzenberg roubou segredos comerciais. Katzenberg originalmente fundou a empresa como “NewTV”. Ao anunciar o financiamento inicial de US$ 1 bilhão do empreendimento em agosto de 2018, ele divulgou o enorme potencial da empresa como um serviço de vídeo por assinatura apenas para celular, dizendo à Variety: “Não consideramos que competimos com o Hulu, HBO, Netflix ou as redes. É um caso de uso completamente diferente.” Entretanto, buscou conteúdos similares ao das outras plataformas, como séries e reality shows, apresentando-os apenas em capítulos menores, de menos de 10 minutos, e restringiu a exibição do material aos celulares. A Quibi acabou levantando US$ 1,75 bilhão junto a investidores como Disney, WarnerMedia, Sony, NBCUniversal e ViacomCBS. Mas consumiu o caixa rapidamente, com várias encomendas de conteúdo, num surto de produção digno da Netlix. Para criar interesse no produto, fechou contratos com uma longa lista de talentos de Hollywood, como Jennifer Lopez, Chance the Rapper, Chrissy Teigen, Liam Hemsworth, Sophie Turner, Lena Waithe, Reese Witherspoon e diretores como Steven Spielberg, Guillermo del Toro, Antoine Fuqua, Sam Raimi, Catherine Hardwicke e Peter Farrelly. Por conta disso, a plataforma pode precisar de US$ 200 milhões adicionais até o segundo semestre de 2021, de acordo com o relatório do Journal.
Sushant Singh Rajput (1986 – 2020)
O jovem galã indiano Sushant Singh Rajput foi encontrado morto em sua casa no subúrbio de Mumbai. O caso está sendo investigado como suicídio por enforcamento. Ele tinha 34 anos. Rajput era considerado um dos mais atores promissores de Bollywood, a indústria cinematográfica indiana. Ele estreou no cinema em 2013 com o filme “Kai Po Che!”, e em 2017 foi premiado como Melhor Ator no Festival de Cinema Indiano de Melbourne, na Austrália, pelo filme “M.S. Dhoni: The Untold Story”, no qual interpretou a estrela indiana de críquete Mahendra Singh Dhoni. Seu último trabalho foi no filme “Drive”, lançado mundialmente ela Netflix no ano passado, mas tinha mais quatro projetos encaminhados. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, repercutiu a morte do ator nas redes sociais. “Sushant Singh Rajput … um jovem e brilhante ator que se foi cedo demais. Ele se destacou na TV e nos filmes. Sua ascensão no mundo do entretenimento inspirou muitos e deixa para trás várias performances memoráveis. Chocado com a sua morte. Meus pensamentos estão com a família e fãs”, escreveu o primeiro-ministro.
Netflix prepara série documental sobre João de Deus
A Netflix prepara uma série documental sobre o médium João de Deus, ao estilo de “Wild Wild Country”, a produção que contou a polêmica história do guru indiano Bhagwan Shree Rajneesh, conhecido como Osho. E não faltarão controvérsias para narrar a trajetória do guru brasileiro, atualmente condenado por abuso sexual de seguidoras. Por quatro décadas, o médium goiano João de Deus realizou cirurgias e fez atendimentos espirituais no município de Abadiânia, em Goiás. Era tido como santo, mesmo diante de uma acusação de abuso de menor de 1980. A opinião pública só mudou em 2018, após centenas de mulheres virem à público revelar o constrangimento e abuso que sofreram nas mãos do médium. Ele foi julgado e condenado a 20 anos de prisão, que atualmente cumpre em regime domiciliar, devido à pandemia de covid-19, enquanto aguarda outros julgamentos. A produção do documentário está a cargo da empresa Grifa Filmes e vai retratar a vida do médium desde a adolescência, quando ele diz ter visto uma santa, que o conduziu para o caminho do curandeirismo. Nestas quatro décadas, João atendeu cerca de 10 milhões de pessoas, incluindo ex-presidentes da República, ministros do Supremo e autoridades de diversas esferas do poder político. Segundo a revista Veja, a produção vai pagar R$ 70 mil a João de Deus por seus arquivos pessoais. São fotos, documentos e gravações mostrando as curas. Ele também deve ser entrevistado para a atração. Na primeira conversa com a produtora, João negou que tenha assediado mulheres. A Grifa Filmes já produziu dois documentários premiados, “The Cleaners” (2018), que conta os bastidores de profissionais que controlam e apagam conteúdos de redes sociais, e “Piripkura” (2017), que narra a luta pela sobrevivência dos três últimos índios da tribo que leva o mesmo nome. Um dos proprietários da Grifa Filmes, Maurício Dias, afirmou que não pode falar sobre a série sobre João de Deus porque tem um contrato de sigilo com a Netflix. O título da série ainda não foi escolhido.
Destacamento Blood ajuda a ampliar debate sobre racismo
Nos dias atuais, certas mensagens e certos filmes que desejam passar mensagens, especialmente políticas, precisam ser bastante claros. Didáticos, até. A fim de expressar sem sombra de dúvidas aquilo que se deseja dizer. Em tempos de ascensão de uma extrema direita com claros vínculos com o fascismo, uma extrema direita que tem jogado com mensagens cifradas para confundir, isso se torna ainda mais necessário. “Destacamento Blood” é dirigido por um dos cineastas mais ativistas dos últimos 30 anos e se torna ainda mais pertinente pelo timing de seu lançamento, após a morte de George Floyd e das manifestações antirracistas que isso desencadeou não apenas nos Estados Unidos, mas em muitos países do mundo. O novo filme de Spike Lee, que seria o presidente do júri do Festival de Cannes 2020, cancelado por conta da pandemia, deveria ter recebido première no festival. Mesmo sendo uma produção da Netflix, em outras circunstâncias poderia ter sessões especiais nos cinemas, como ocorreu com “Roma”, “O Irlandês”, “Os Miseráveis” e “Atlantique”, por exemplo. De todo modo, ter a visibilidade propiciada pela Netflix acabou sendo positivo neste momento, permitindo que uma quantidade enorme de pessoas possa apreciá-lo mundialmente. Claramente um produto do momento, mas interligado a várias outras décadas, em especial aos tempos da Guerra do Vietnã, “Destacamento Blood” é um autêntico manifesto antirracista. Lee sempre fez questão de aproveitar o seu espaço no cinema para enaltecer a cultura e a luta negras, e aqui insere não apenas Muhammad Ali e Malcolm X, que aparecem em imagens de arquivo; ele embute a questão racial em cada fotograma, com referências aos atletas Tommy Smith e John Carlos, à ativista Angela Davis, ao ano de 1619, quando foram trazidos os primeiros africanos escravizados ao solo americano, e a outros fatos marcantes. Discute-se até como um herói branco feito Rambo foi escolhido para representar o fracasso da Guerra do Vietnã, quando o cinema poderia ter destacado muitos jovens negros mortos em combate como exemplo da fatalidade do conflito. E falando em herói, chega a ser simbólico ver o ator Chadwick Boseman, o intérprete do Pantera Negra, como a figura mítica da história, pelo menos entre os seus amigos e parceiros do chamado “Da 5 Bloods”, o destacamento do título original. Ele é um exemplo de alguém que tinha a sabedoria de entender a situação dos negros diante de um mundo desigual e a melhor maneira de travar a luta. Como um deles diz: Norman era “nosso Malcolm (X) e o nosso Martin (Luther King)”. A trama segue os quatro amigos sobreviventes da Guerra do Vietnã, que voltam ao país do conflito para cumprir uma nova missão. Ou duas. Uma delas tem a ver com uma mala cheia de barras de ouro encontrada nos anos 1970, quando estavam em ação – e que foi enterrada em algum lugar do campo de batalha. A outra tem a ver com o corpo do companheiro perdido na guerra (Boseman). Cada um desses quatro homens lida com o presente de maneira muito particular. Um deles se destaca, vivido por Delroy Lindo, por ser o único que, para vergonha dos demais, votou em Donald Trump e até usa um boné com o lema “Make America Great Again”. Na missão de procurar o ouro, como é de se esperar, ocorre um conflito de interesses e a ambição passa a envenenar o espírito coletivo. As referências ao clássico “O Tesouro de Sierra Madre” (1948), de John Huston, são claras e passam, inclusive, na admissão de que este é um dos filmes favoritos de Lee. A parte técnica também é muito interessante, como a utilização de três formatos diferentes de tela – o início em scope, as cenas no passado em formato 4:3, e em seguida a proporção 1,85:1, quando se inicia a missão. Há também uma brincadeira acertada com as cores na fotografia e a escolha de uma trilha sonora relevante, com faixas cantadas por Marvin Gaye, que famosamente questionou a época com seu clássico “What’s Going On”. Particularmente curiosa é a decisão estilística de incluir os atores idosos nos flashbacks – em vez de elencar outros intérpretes, mais jovens, para contracenar com Boseman – , como se Lee buscasse demonstrar que, mesmo já sessentões, eles ainda teriam fôlego e coragem para enfrentar uma missão mortal. De fato, a missão que eles empreendem é muito mais perigosa do que imaginam. Ainda há minas, mas felizmente também há pessoas especializadas em localizar e desativar essas minas, como a bem-vinda personagem de Mélanie Thierry – atriz que brilhou recentemente no drama de guerra “Memórias da Dor”, de Emmanuel Finkiel. Aqui ela é uma jovem francesa chamada Hedy, em homenagem à estrela hollywoodiana Hedy Lammar, outra das inúmeras referências cinematográficas do filme. Nesta lista, ainda chama atenção o uso da “Cavalgada das Valquírias”, ópera que se tornou indissociável de “Apocalypse Now”, de Francis Ford Coppola. No filme de Lee, a inclusão da música de Richard Wagner ganha um ar de deboche. Para completar, um drama pessoal de um dos personagens acentua a questão do racismo, dessa vez no Vietnã. O veterano vivido por Clarke Peters reencontra um amor do passado, uma mulher vietnamita, descobre que tem uma filha com ela e fica sabendo, com dor, o quanto a garota foi maltratada pela sociedade por causa de sua cor. Ou seja, a violência do racismo se amplia no cinema de Spike Lee, não apenas nos Estados Unidos, aparecendo também em um país do outro lado do mundo. Nada mais justo que ampliar esse debate para o mundo. Pois é isso que está acontecendo, por meio do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam). Disponível na Netflix
Brasileiros já assistem mais streaming que canais pagos na TV
Uma pesquisa da Kantar Ibope apontou que a população brasileira já assiste mais transmissões da Netflix, YouTube, Globoplay, Amazon Prime Video e outros serviços de streaming que canais de TV por assinatura em suas televisões. E maio, a audiência entre 7h e 0h de conteúdo em streaming foi de 6,9 pontos, representando 14,6% de todas as TVs ligadas no Brasil, enquanto os canais pagos somaram 6,7 pontos e 14,1%. No Brasil, cada ponto de medição representa 250 mil domicílios. No entanto, é bem provável que a audiência online seja ainda maior, pois a medição do Kantar Ibope considera apenas conteúdo exibido em TVs, deixando de lado o consumo de conteúdo por meio de smartphones, tablets e computadores. Não é surpresa que os serviços de streaming tenham boa performance. Não só o custo mensal da TV por assinatura é muito mais elevado, como obriga o público a seguir seus horários de exibição. Já as plataformas de streaming têm custo muito mais baixo, quando não gratuito – como no caso do YouTube – , e seu conteúdo pode ser assistido a qualquer hora. Mas ainda que os streamings estejam cada vez mais relevantes, as plataformas digitais ainda estão longe de superar a acessibilidade dos canais gratuitos da TV aberta. Entre 7h e 0h, mais de 60% dos televisores do Brasil sintonizam as grandes redes de TV, sendo que pelo menos metade desse público acompanha a Globo.
País da Violência torna falso moralismo em banho de sangue
Escrito e dirigido por Sam Levinson (criador da série “Euphoria”), “País da Violência” (Assassination Nation, 2018) é uma mistura de thriller, comédia, ação e terror. Sensação no circuito de festivais, a obra dialoga com a sociedade contemporânea, desenterrando os problemas que tal sociedade preferiria manter escondidos. A trama acompanha Lily (Odessa Young), Sarah (Suki Waterhouse), Bex (Hari Nef) e Em (Abra), quatro adolescentes de classe média cuja rotina se resume, em princípio, a festas, colégio, internet e namoros. Tudo muda quando um hacker invade os telefones de toda a comunidade, expondo as informações e os segredos dos moradores. Traçando um paralelo com a realidade contemporânea, o filme mostra que, ao ter a sua intimidade exposta na internet, a pessoa é imediatamente categorizada e colocada dentro de uma caixa contendo apenas um único adjetivo (a vida sexual de alguém é transformada em perversão, e o fato de alguém ter fotos da sua filha torna-o imediatamente um pedófilo). Tal reação imediata traz consequências graves aos personagens. Trabalhadores perdem seus empregos. Famílias são destruídas. Alguns cometem suicídio. E existe também aquelas pessoas que, ao se sentirem traídas, revolvem se vingar. As consequências escalam até o surgimento de uma milícia, criada com o intuito de “fazer justiça com as próprias mãos”. E encontrar um bode expiatório qualquer: as meninas que não saem do celular. Brincando com a ambiguidade desta situação, Levinson é hábil ao manipular a nossa percepção acerca daquilo que está sendo mostrado. Em um primeiro olhar, sua a abordagem em relação às protagonistas pode soar estereotipada: imprimindo um estilo de videoclipe à narrativa, o realizador abusa de montagem em paralelo, sequências altamente estilizadas e um ritmo frenético. Mas sua intenção é justamente criticar a nossa própria percepção e a nossa pré-disposição em olhar apenas a superfície das imagens, e das pessoas. Tal intenção é explicitada em certo momento do filme, quando Lily tenta convencer o diretor da escola acerca da profundidade e do conteúdo por trás de uma imagem pornográfica. Ou seja, ao abordar temas polêmicos como a sexualidade, o diretor opta – acertadamente – por não tomar partido. Em vez disso, ele explicita a necessidade de nos aprofundarmos na discussão acerca destes temas, e não em julgar alguém apenas de acordo com o que está exposto no primeiro plano. “País da Violência” também funciona como entretenimento. O filme apresenta um estilo visual bastante marcante, seja no uso de luzes fortes ou numa montagem com estética de videoclipe. Além disso, há uma excelente cena de invasão rodada toda em plano-sequência e o clímax é extremamente eficiente, funcionando como uma espécie de “Uma Noite do Crime” feminista. Vale destacar, porém, que a estética exagerada não ofusca o teor político da obra de Levinson. Seu filme é uma resposta à atual política americana e ao governo Trump. As ações das milícias e o descaso da polícia são claras referências às manifestações racistas ocorridas nos Estados Unidos na época da produção – e que, infelizmente, continuam acontecendo até hoje. Disponível em Google Play, YouTube Filmes, Looke, Telecine e Vivo Play
WarnerMedia acaba com HBO Go e renomeia HBO Now para diferenciar da HBO Max
Foi só depois de lançar a HBO Max que a WarnerMedia percebeu que tinha criado confusão com três serviços de streaming diferentes com o nome da HBO – HBO Go, HBO Now e HBO Max. Não foi por falta de aviso, foi por falta de criatividade mesmo. Agora, a empresa resolveu abordar essa confusão. Nesta sexta (12/6), anunciou que está aposentando a HBO Go e renomeando a HBO Now simplesmente como HBO. A HBO que acabou, a HBO Go, era um serviço que permitia aos assinantes do canal pago original assistir gratuitamente a programação da TV em outras mídias, como o computador e o celular, via plataforma digital. Já a HBO Now era… a mesma coisa, só que com uma assinatura paga e voltada para quem não é assinante do canal. Foi este serviço que se tornou apenas HBO. “Agora que o HBO Max foi lançado e está distribuído de forma ampla, nós podemos implementar algumas mudanças significativas em nossa oferta de aplicativos nos Estados Unidos”, disse a WarnerMedia em comunicado. Na verdade, a empresa decidiu simplificar o que tinha complicado desnecessariamente, oferecendo um único aplicativo para quem quiser acessar o conteúdo da HBO, seja assinante da TV ou não. Quem possuía acesso ao HBO Go por ter plano de operadora de TV, passará a entrar nos conteúdos pelo aplicativo renomeado HBO. O mesmo acontecerá para quem já assinava o HBO Now à parte. Em outras palavras, a WarnerMedia unificou o local de acesso aos dois serviços em apenas um. A empresa avisou que pretende remover o aplicativo HBO Go das plataformas de aplicativos em 31 de julho. Recém-lançada nos EUA, em 27 de maio, a HBO Max não foi afetada pelas mudanças, a não ser em piadas. Algumas pessoas sugeriram nas redes sociais que a WarnerMedia rebatizasse seus serviços de HBO Max, HBO Mid e HBO Mini.
O Grande Ivan: Filme da Disney com Angelina Jolie será lançado direto em streaming
A aventura de fantasia “The One and Only Ivan” é a mais recente baixa da programação dos cinemas. A Disney anunciou nesta sexta-feira (12/6), que o longa, previsto originalmente para 13 de agosto no Brasil, estreará uma semana depois, em 21 de agosto, exclusivamente na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus). O filme é uma adaptação do livro infantil “O Grande Ivan”, de Katherine Applegate, e conta com grande elenco. Lançado em 2012, o livro acompanha um gorila chamado Ivan, que vive em uma jaula em um shopping center, juntamente com um velha elefante doente chamado Stella e um cão vadio chamado Bob. Ivan não recorda a vida antes do shopping, mas quando Ruby, uma bebê elefanta, passa a lhes fazer companhia, ele se sensibiliza e começa a redescobrir sua vida anterior à prisão, preparando um plano para salvar a pequena Ruby de seu proprietário abusivo. Premiado com a Medalha Newberry (conferida por associações de livrarias americanas ao melhor livro infantil do ano), a obra é toda narrada pelo gorila e já vendeu mais de 1 milhão de exemplares. Mas a história é baseada num fato real. Ivan foi um gorila que realmente existiu e ficou conhecido, nos anos 1970, por assistir TV e realizar pinturas com os dedos, vivendo 27 anos numa vitrine de shopping center. A adaptação da Disney é um híbrido de animação e live-action, como “Mogli, o Menino Lobo” (2016), e tem produção de ninguém menos que Angelina Jolie (a “Malévola”), que também dubla Stella, uma das elefantas. Outras vozes famosas do elenco incluem Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”) como personagem-título, Bryan Cranston (“Breaking Bad”), Helen Mirren (“A Rainha”), Danny DeVito (“Dumbo”) e Brooklynn Prince (“Projeto Flórida”), que dá voz à pequena Ruby. A adaptação do livro foi escrita pelo roteirista Mike White (“Escola de Rock”) e a direção é assinada por Thea Sharrock (“Como Eu Era Antes de Você”). “O mundo mudou em um piscar de olhos. Pessoas de todo o mundo compartilharam experiências importantes e transformadoras de maneiras que não vemos há um século”, afirmou a diretora Thea Sharrock em comunicado sobre a mudança de mídia. “Em resposta a isso, estou muito feliz por poder compartilhar a história deliciosa e original de Katherine Applegate, ‘The One and Only Ivan’ com o mundo em agosto no Disney+ (Disney Plus), trazendo um pouco de alegria com este filme único de verdadeira amizade, inspirado em uma história verdadeira.” O anúncio reforça a tendência de lançamentos de peso em streaming, que ganhou impulso depois da Universal demonstrar o retorno financeiro de “Trolls 2” em VOD. Com o agravamento da pandemia de coronavírus, vários títulos de grande orçamento, incluindo “Artemis Fowl”, da própria Disney, deixaram de ser exibidos nos cinemas para apostar em estreias digitais.
Feel The Beat: Comédia infantil com Sofia Carson ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster, as fotos e o trailer legendado da comédia infantil “Feel The Beat”, estrelada por Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”). A atriz vive uma dançarina que tem seu fracasso em um teste para Broadway transformado em vídeo viral. Desolada, ela volta para a cidade onde nasceu para passar um tempo com o pai e lá é convidada a treinar um grupo de crianças para uma competição. Ao descobrir que a final teria jurados da Broadway, ele decide transformar as meninas inexperientes em bailarinas vencedoras… em duas semanas! A prévia também revela uma dispensável trama romântica paralela, mas é bastante divertida e terna, como os bons filmes infantis costumam ser. O roteiro foi escrito por Michael Armbruster e Shawn Ku (do drama “Tarde Demais”), a direção é assinada por Elissa Down (“Sei Que Vou Te Amar”) e o elenco ainda inclui Enrico Colantoni (“Veronica Mars”), Marissa Jaret Winokur (“Retired at 35”), Wolfgang Novogratz (“Você Nem Imagina”) e várias crianças. A estreia está marcada para a próxima sexta (19/6).
Kidding: Série de Jim Carrey estreia no Brasil pela Globoplay
A Globoplay está estreando nesta sexta (12/8) a série “Kidding”. Estrelada por Jim Carrey, a atração tem duas temporadas produzidas, que chegam simultaneamente ao Brasil pela plataforma de streaming. Produção original do canal pago americano Showtime, “Kidding” traz Jim Carrey de volta à TV, mais de duas décadas após estrelar o humorístico “In Living Color” entre 1990 e 1994. Criada por Dave Holstein, roteirista-produtor de “Weeds” e “I’m Dying Up Here”, a série traz Carrey como um comediante chamado Jeff, mais conhecido como Mr. Pickles, um ícone infantil da TV americana, que representa uma marca bilionária de licenciamentos. Mas seu futuro é posto em cheque quando um acidente o faz passar por uma crise. O visual surreal, que combina fantoches e humor negro, é resultado do reencontro de Carrey com o diretor francês Michel Gondry, responsável por um dos filmes mais cultuados do ator, “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original em 2005. Gondry assina a produção e a direção da maioria dos episódios, o que confere à série uma aparência de fábula, bem ao estilo de seus filmes, em que os limites da fantasia e da realidade parecem se confundir. Além de Carrey, o ótimo elenco da série também inclui Judy Greer (“Homem-Formiga”), Frank Langella (indicado ao Oscar por “Frost/Nixon”) e Catherine Keener (“Corra!), respectivamente como a mulher do protagonista, o produtor de Mr. Pickles e a criadora dos fantoches do programa. Vale destacar também que a 2ª temporada contou com participação especial da cantora Ariana Grande, que é fã confessa de Carrey. O último episódio foi exibido em março nos EUA e a série ainda não foi renovada para a 3ª temporada.
Episódio animado de One Day at a Time ganha primeira prévia
O canal pago americano Pop TV divulgou uma cena do episódio animado de “One Day at a Time”, produzido remotamente durante a pandemia do coronavírus. No trecho, Penelope (Justina Machado) imagina como poderia convencer a família a seguir suas posições políticas e preferência por boy bands. Confira abaixo. O especial, intitulado “The Politics Episode”, mostra um enfrentamento de Penelope contra a visão conservadora de seus tios e primos, com participações especiais de Melissa Fumero (“Brooklyn Nine-Nine”), da cantora Gloria Estefan (“Música do Coração”) e do dramaturgo Lin-Manuel Miranda (“O Retorno de Mary Poppins”). Com a proximidade das eleições, eles não conseguem evitar brigas por política. “One Day at a Time” foi salva do cancelamento pela Pop TV, após ser dispensada pela Netflix ao final de sua 3ª temporada. Por conta disso, a 4ª temporada, que estreou em 24 de março nos EUA, não tem expectativa de transmissão no Brasil. Elogiadíssima pela crítica, a série é um reboot latino da atração homônima, um marco da TV americana, exibido ao longo de nove temporadas entre 1975 e 1984, com produção de Norman Lear, um dos principais roteiristas-produtores de sitcoms de famílias americanas dos anos 1970 – também criou “Os Jefferson”, “Maude”, “Tudo em Família” e “Good Times”. A nova versão latinizou os personagens, girando em torno de três gerações de uma família de origem cubana que vive sob um mesmo teto. A mãe e veterana militar Penélope (Justina Machado) alista a “ajuda” de sua mãe cubana Lydia (a lendária Rita Moreno, de “Amor, Sublime Amor”) e do rico proprietário do imóvel Schneider (Todd Grinnell), enquanto cria dois adolescentes: sua filha radical Elena (Isabella Gomez) e o filho introvertido Alex (Marcel Ruiz). Com isso, além de fazer graça com situações do cotidiano familiar, a trama também passou a discutir raça e imigração. Mais que isso, como a filha assumiu uma namorada, também pautou homofobia, sem esquecer de alcoolismo, drogas, ansiedade e estresse pós-traumático, em seu – por incrível que pareça – bom humor.












