Série da Wandinha ganha data de estreia
A Netflix divulgou um novo pôster e a data da série da Wandinha Addams, que vai chegar ao streaming em 23 de novembro. A série vai retratar a personagem pela primeira vez como uma jovem adulta, mas como a mesma personalidade soturna. A atriz Jenna Ortega (“Pânico 5”) vive Wandinha (Wednesday, em inglês) no fim da adolescência, que, após passar por oito escolas diferentes em cinco anos, finalmente é enviada pela família para uma escola emo, a Nevermore Academy (ou Academia Nunca Mais). A trama vai mostrá-la se relacionando com os novos colegas, alguns tão complicados quanto ela, enquanto aprende a dominar suas habilidades psíquicas emergentes, frustra uma monstruosa onda de assassinatos que aterroriza a cidade e resolve um mistério sobrenatural que envolveu seus pais 25 anos atrás. Os responsáveis pelos roteiros são Alfred Gough e Miles Millar, dupla que criou “Smallville” e a mais recente sci-fi de artes marciais “Into the Badlands”. Já o visual gótico estilizado estará sob comando de um especialista. Conhecido por vários terrores cômicos e juvenis ao longo da carreira, incluindo “Os Fantasmas se Divertem” (1988) e “Edward Mãos de Tesoura” (1990), Tim Burton vai dirigir os episódios e também produzir a atração. O elenco ainda inclui Catherine Zeta Jones (“A Máscara do Zorro”) e Luis Guzmán (“Viagem 2: A Ilha Misteriosa”) como seus pais Morticia e Gomez Addams, e Isaac Ordonez (“Uma Dobra no Tempo”) como seu irmão Feioso (Pugsley), além dos corpos docente e discente da Nevermore: Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), Thora Birch (Gamma em “The Walking Dead”), Riki Lindhome (“Entre Facas e Segredos”), Jamie McShane (“Mank”), Hunter Doohan (“Your Honor”), Georgie Farmer (“Treadstone”), Moosa Mostafa (“The Last Bus”), Emma Myers (“Girl in the Basement”), Naomi J. Ogawa (“Skylin3s”), Joy Sunday (“Cara Gente Branca”), Percy Hynes White (“The Gifted”) e participação especial de Christina Ricci, a Wandinha dos dois filmes live-action de “A Família Addams” dos anos 1990. Wandinha chega dia 23 de novembro. 🖤 pic.twitter.com/v39SFhw9dM — netflixbrasil (@NetflixBrasil) September 23, 2022
Netflix revela primeira foto do spin-off de “Bridgerton” sobre a Rainha Charlotte
A Netflix divulgou a primeira imagem do spin-off de “Bridgerton”, que traz India Amarteifio (“As Crônicas de Evermoor”) como a versão jovem da Rainha Charlotte. Intitulado em inglês “Queen Charlotte: A Bridgerton Story”, a atração abordará a juventude da rainha vivida por Golda Rosheuvel em “Bridgerton”. A expectativa é que a trama aborde a polêmica racial em torno da personagem, que foi evidenciada pela decisão da produtora Shonda Rhimes de escalar uma atriz negra como sua intérprete. De acordo com antigos registros genealógicos, Sophie Charlotte de Mecklenburg-Strelitz (1744-1818), que virou rainha da Inglaterra ao se casar com o rei George 3º (1738-1820), era descendente de uma africana. Apesar disto, este fato só foi apontado pela primeira vez em 1996, no programa “Frontline” da rede pública PBS (a TV Cultura americana), quando o historiador Mario de Valdes y Cocom afirmou ter encontrado fortes indícios de que ela descendia de um ramo negro da Casa Real Portuguesa. Além de abordar a história da rainha, a série limitada também seguirá outras personagens de “Bridgerton”: a jovem Violet Bridgerton (Ruth Gemmell) e Lady Danbury (Adjoa Andoh). Shonda Rhimes é a produtora executiva da atração, ao lado da showrunner Betsy Beers e do diretor Tom Verica. A série ainda não tem data para chegar à Netflix.
HBO Max anuncia data de estreia de “The White Lotus 2”
Vencedora do Emmy de Melhor Minissérie/Antologia, “White Lotus” teve a data de sua 2ª temporada revelada pelas redes sociais da HBO Max. Os novos episódios, com diferentes personagens e locação, estreiam em 30 de outubro. Em sua 2ª temporada, “The White Lotus” irá apresentar um novo grupo de hóspedes numa unidade diferente da rede fictícia de hotéis The White Lotus. Em vez de mostrar ricaços hospedados em um resort de luxo no Havaí, a trama vai acompanhar turistas americanos de férias na Itália. Originalmente concebida como minissérie, a atração foi muito elogiada pela crítica e se tornou um grande sucesso na HBO Max. Diante da repercussão, a plataforma optou por transformá-la numa série anual, funcionando como uma antologia com novos personagens a cada temporada. O elenco vai trazer de volta Jennifer Coolidge, que também venceu o Emmy pelo papel de Tanya McQuoid. Ela agora estará em férias na Sicília, onde vai encontrar novos personagens vividos por Aubrey Plaza (“Legion”), Michael Imperioli (“Família Soprano”), F. Murray Abraham (“Homeland”), Tom Hollander (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), Theo James (“A Mulher do Viajante no Tempo”), Haley Lu Richardson (“A Cinco Passos de Você”), Will Sharpe (“Giri/Haji”), Adam DiMarco (“A Ordem”), Meghann Fahy (“The Bold Type”) e Leo Woodall (“Cherry – Inocência Perdida”), entre outros. A produção continua a cargo do criador Mike White (“Escola do Rock”), que somou às vitórias da atração mais dois Emmys de Melhor Roteiro e Direção. Reservations are required. Check in to the second installment of #TheWhiteLotus October 30 on HBO Max. pic.twitter.com/5fvWPLkHCY — HBO Max (@hbomax) September 23, 2022
Estreias: 10 séries novas pra ver em streaming
A lista de novidades no streaming destaca a série “Star Wars” mais adulta já produzida. Mas a relação também chama atenção para o volume de produções nacionais. Há quatro estreias brasileiras entre as melhores séries, e cada uma de um gênero diferente: policial, drama LGBTQIAP+, terror e romance musical. Confira abaixo os 10 lançamentos que chamam mais atenção na semana. | STAR WARS: ANDOR | DISNEY+ A mais madura e melhor das séries “Star Wars” registra um clima intenso de suspense de espionagem, mais até do que de aventura espacial, e o mérito é do roteiro envolvente de Tony Gilroy, que escreveu “Rogue One”, filme que introduziu o personagem Cassian Andor, e também assinou a franquia de Jason Bourne. A trama é um prólogo que resgata três personagens de “Rogue One” (2016), que também foi o melhor filme de “Star Wars” desde a trilogia original. Além do personagem-título, vivido por Diego Luna, há a líder da resistência Mon Mothma, interpretada por Genevive O’Reilly, e o rebelde Saw Gerrera, vivido por Forest Whitaker. Juntos, eles representam a semente da rebelião contra o Império, após o colapso da República no filme “Star Wars: A Vingança dos Sith” (2005). O início da formação da Aliança Rebelde tem direção de Toby Haynes, que assinou o episódio “USS Callister”, de “Black Mirror”, vencedor do Emmy em 2018. E o elenco também inclui Adria Arjona (“Esquadrão 6”), Stellan Skarsgard (vencedor do Globo de Ouro por “Chernobyl”), Kyle Soller (da série “Poldark”), Denise Gough (“Colette”) e Alex Lawther (“The End of the F***ing World”). | ROTA 66 – A POLÍCIA QUE MATA | GLOBOPLAY A trama de “true crime” é baseada no livro homônimo do jornalista Caco Barcellos, que em 1992, muito antes do movimento “Vidas Negras Importam”, causou furor por apontar ações de extermínio da tropa de elite da PM paulista, a Rota, na periferia de São Paulo, que vitimaram basicamente pessoas negras e pobres. Acompanhando a cobertura do jornalista ao longo de anos, a história mostra a evolução da indignação diante da impunidade e como ele arrisca a própria vida para denunciar o aparente genocídio. Na série, Barcellos é vivido por Humberto Carrão (“Marighella”) e o elenco também destaca Lara Tremouroux (“Medusa”) no papel de uma jornalista, Adriano Garib (“Bom Dia, Verônica”) como um repórter experiente e mentor da dupla principal, além de Aílton Graça (“Carcereiros”), Ariclenes Barroso (“Segunda Chamada”) e Naruna Costa (“Colônia”). Coprodução da Boutique Filmes, a série tem roteiro de Teodoro Poppovic, criador de “Ninguém Tá Olhando” na Netflix, e direção de Philippe Barcinski (“Entre Vales”) e Diego Martins (“Hard”). | MANHÃS DE SETEMBRO 2 | AMAZON PRIME VIDEO Originalmente concebida como minissérie, a atração acompanha Cassandra (interpretada pela cantora Liniker), uma mulher trans que tem sua independência colocada em cheque quando descobre ter um filho, Gersinho (Gustavo Coelho), com uma ex-namorada (Karine Teles). Relutando para não aceitar a condição de pai/mãe, ela inicialmente refuta o filho, mas logo vê sua vida virar de ponta-cabeça ao ver que o menino não tem opções. Depois de agradar público e crítica, a 2ª temporada, vai explorar o reencontro entre Cassandra e seu próprio pai distante, vivido por Seu Jorge (“Marighella”). Outras novidades do elenco dos novos capítulos são as participações de Samantha Schmütz (“Tô Ryca!”) e dos cantores Ney Matogrosso e Mart’nália, que se juntam ao elenco formado ainda pela ex-BBB Linn da Quebrada (“Segunda Chamada”), Thomas Aquino (“Bacurau”), Clodd Dias (“Entrega Para Jezebel”), Gero Camilo (“Carandiru”), o cantor Paulo Miklos (“Califórnia”) e a menina Isabela Ordoñez (“Treze Dias Longe do Sol”). | VALE DOS ESQUECIDOS | HBO MAX A série de terror nacional tem vários ingredientes conhecidos dos fãs do gênero. Um grupo de jovens se perde durante uma caminhada de fim de semana na floresta e busca abrigo em uma vila escondida sob uma névoa constante – e que não está nos mapas. Várias pistas indicam que há algo muito errado naquele lugar. Mas, mesmo depois de “Corra!”, eles seguem tomando o chazinho que lhes é oferecido pelos moradores locais. A ficha só começa a cair quando se veem sem saída e sem comunicação com o resto do mundo. O clima de floresta sombria, enevoada e inspirada por folclore europeu também remete à “Desalma”. Criada por Fábio Mendonça (“O Doutrinador”) e Antônio Tibau (“Maldivas”), a série destaca em seu elenco Caroline Abras (“O Mecanismo”), Daniel Rocha (“Irmãos Freitas”), James Turpin (“Bacurau”), Felipe Velozo (também de “Irmãos Freitas”), Jiddu Pinheiro (“O Animal Cordial”), Julia Ianina (“Reality Z”), Marcos de Andrade (“Aruanas”), Roney Villela (“Novo Mundo”), Juliana Lourenção (“Carcereiros”), Thais Lago (“3%”) e Carolina Mânica (“Rua Augusta”). Detalhe: a estreia está marcada para o domingo (25/9). | SÓ SE FOR POR AMOR | NETFLIX Assim como “Rensga Hits!”, essa série musical se passa no universo sertanejo e é estrelada pela multitalentosa Lucy Alves (“Tempo de Amar”), Felipe Bragança (“Dom”) e a cantora Agnes Nunes, em sua estreia como atriz. Na trama, que se desenrola em Goiás, Deusa (Lucy Alves) e Tadeu (Filipe Bragança) são um casal apaixonado que decide criar uma banda, a Só Se For por Amor. Mas assim que começam a fazer sucesso, Deusa recebe uma proposta de carreira solo. Ao seguirem rumos diferentes, a relação deles sofre abalos, enquanto o grupo procura uma nova vocalista. É quando surge a misteriosa Eva (Agnes Nunes). | CONVERSAS ENTRE AMIGOS | STAR+ A nova minissérie da equipe de “Normal People” é também outra adaptação de um livro de Sally Rooney com roteiros de Alice Birch (“Lady Macbeth”) e direção do cineasta Lenny Abrahamson (“O Quarto de Jack”). A trama examina um quadrilátero romântico interpretado na tela pela estreante Alison Oliver, Sasha Lane (“Utopia”), Jemima Kirke (“Girls”) e Joe Alwyn (“A Longa Caminhada de Billy Lynn”). A protagonista Frances (Alison Oliver) é uma poeta jovem, que, depois de três anos, ainda é a melhor amiga de sua ex-namorada Bobbi (Sasha Lane). As duas são inseparáveis até que, em uma de suas apresentações de poesia em Dublin, adicionam uma terceira mulher na amizade, Melissa (Jemima Kirke), uma escritora mais velha que se apaixona por elas. A convivência com Melissa também inclui seu marido, Nick (Joe Alwyn), um belo ator que inesperadamente balança Frances, apesar dela nunca ter ficado com um homem antes. Após os contatos iniciais, Melissa e Bobbi passam a flertar abertamente, enquanto Nick e Frances começam um caso sério, que testa o vínculo entre todos os personagens. A atração também apresenta uma nova música de Phoebe Bridgers, intitulada “Sidelines”, que é a primeira música original da artista desde seu álbum de 2020, “Punisher”. | MAYANS MC 4 | STAR+ O spin-off de “Sons of Anarchy” vira crossover na 4ª temporada, com um confronto entre as duas gangues motoqueiros, resgatando alguns personagens da atração anterior. Além disso, os novos episódios ainda aproximam a trajetória do protagonista atual, EZ Reyes (J.D. Pardo), da evolução de Jax Teller (Charlie Hunnam) em “Sons of Anarchy”. A temporada também é a segunda gravada sem a participação do produtor-roteirista Kurt Sutter, criador tanto de “Sons of Anarchy” quanto do derivado, que foi demitido pelo canal por conta de “múltiplas denúncias” de comportamento agressivo no set. O produtor reconheceu suas ações em carta aberta ao elenco e produção, descrevendo-se como “um babaca esquentado”. Com sua saída, a série passou a ser comandada pelo cocriador Elgin James, que tem uma trajetória de vida semelhante a dos personagens – ele fundou uma gangue em Boston e cumpriu pena na prisão. Sua estreia como cineasta aconteceu com o sensível e elogiado drama indie “Little Birds” (2011), exibido no Festival de Sundance, e ele também escreveu o roteiro de “Lowriders” (2017), drama sobre a cultura latina de carros envenenados. | DAHMER: UM CANIBAL AMERICANO | NETFLIX A minissérie sobre os crimes do serial killer canibal Jeffrey Dahmer é uma espécie de reprise temática de “The Assassination of Gianni Versace – American Horror Story”. Ambas são produzidas por Ryan Murphy (também de “American Horror Story”), têm a mesma estrutura narrativa e a mesma moral da história. Na atração exibida em 2018, um serial killer foi capaz de matar o dono da grife Versace por causa da homofobia da polícia, que não se dedicou a capturar o assassino que “só” matava gays. Na nova produção, o racismo é o componente primordial para a impunidade do Dahmer durar décadas. Baseada na história real do psicopata, a série mostra como Dahmer, um dos mais famosos serial killers dos EUA, conseguiu assassinar e esquartejar 17 homens e garotos entre 1978 e 1991 sem ser pego, muitas vezes, inclusive, contando com a ajuda da política e do sistema de Justiça dos EUA por conta de seu privilégio branco. Bem apessoado, sempre recebia pedidos de desculpas quando policiais eram chamados por sua vizinha negra, que suspeitava dos crimes. O elenco destaca Evan Peters (“American Horror Story”) como Dahmer e Niecy Nash (“Claws”) como a vizinha, além de Penelope Ann Miller (“American Crime”), Shaun J. Brown (“Future Man”), Colin Ford (“Daybreak”) e o veterano Richard Jenkins (“A Forma da Água”). | DINHEIRO FÁCIL: A SÉRIE 2 | NETFLIX Baseada na trilogia criminal sueca “Dinheiro Fácil” (Snabba Cash), que projetou internacionalmente o ator Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”) e o diretor Daniel Espinosa (“Protegendo o Inimigo”), a série acompanha uma nova personagem da franquia, Leya, uma jovem mãe solteira que tenta entrar na cena das startups e acaba se envolvendo no mundo do crime. A personagem é vivida por Evin Ahmad (da série dinamarquesa “The Rain”), que na 2ª temporada vê o trabalho de sua vida em cheque e precisa novamente apelar para a menos pior das escolhas, fazendo o empreendedorismo e o crime colidirem, e complicando ainda mais sua vida, reviravolta atrás de reviravolta. | BROOKLYN NINE-NINE 8 | NETFLIX A última temporada de “Brooklyn Nine-Nine” (também conhecida como “Lei & Desordem”) assume o tom de despedida e reflete os protestos contra o racismo e a violência policial que tomaram conta dos Estados Unidos durante o movimento “Vidas Negras Importam”. Mas sem nunca perder o bom humor. Criada por Daniel J. Goor (roteirista de “Parks and Recreation”) e Michael Schur (criador de “Parks and Recreation”), a série sobre o cotidiano de uma delegacia de polícia do Brooklyn, em Nova York, marcou época com seu elenco formado por Andy Samberg, Andre Braugher, Melissa Fumero, Terry Crews, Joe Lo Truglio, Stephanie Beatriz, Joel McKinnon Miller e Dirk Blocker.
Estreias: 10 filmes novos pra ver em streaming
A lista de filmes novos nas plataformas de assinatura e locação digital tem ação, rock clássico, drama, romance e produções premiadas. Confira abaixo os 10 lançamentos que chamam mais atenção entre as estreias da semana. | LOU | NETFLIX O thriller de ação à moda antiga lembra as produções estreladas pela geração de fortões famosos dos anos 1980. Só que em 2022 o herói veterano, destemido e fodástico é uma mulher: Allison Janney (vencedora do Oscar por “Eu, Tonya”). O resultado é o mesmo, entretém como antigamente. Com direção de Anna Foerster (“Anjos da Noite: Guerras de Sangue”), o longa também destaca Jurnee Smollett (“Lovecraft Country”) como uma mãe desesperada, que pede ajuda à sua vizinha reclusa e misteriosa (Janney) após sua filha ser raptada no lugar isolado onde moram. As duas iniciam uma jornada perigosa e violenta de resgate, enquanto tentam manter seus segredos, incluindo a impressionante habilidade da vizinha para realizar a missão e a verdadeira razão do rapto. | O ALFAIATE | VOD* Vencedor do Oscar por “Ponte dos Espiões” (2015), Mark Rylance interpreta o alfaiate inglês do título, que trabalhava criando ternos exclusivos na famosa Savile Row de Londres, até que uma tragédia pessoal o faz parar em Chicago, operando uma pequena alfaiataria no pior lado da cidade. Lá ele faz roupas elegantes para as únicas pessoas da região que podem pagá-las: gângsteres. Criticado pela filha por não se importar com quem são seus clientes, ele tem um duro despertar quando sua alfaiataria é invadida por criminosos perigosos, um deles baleado e em busca de quem o “costure”, em meio a uma disputa sangrenta de poder. Primeiro longa dirigido por Graham Moore, roteirista vencedor do Oscar por “O Jogo da Imitação”, o thriller também traz em seu elenco Zoey Deutch (“Influencer de Mentira”), Johnny Flynn (“Stardust”) e Dylan O’Brien (“Amor e Monstros”). E atingiu 85% de aprovação no Rotten Tomatoes. | O CHEF | VOD* Elogiadíssima e eletrizante, a produção britânica traz Stephen Graham (“Venom: Tempo de Carnificina”) como um chef que lida com as pressões da crítica e de funcionários, falta de ingredientes e visitas inesperadas numa noite caótica, tentando manter o controle de seu restaurante. Toda filmada em plano sequência pelo diretor Philip Barantini (“Villain”), ao estilo do filme de guerra “1917”, a obra foi indicada a quatro BAFTAs (o Oscar britânico) e tem impressionantes 99% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. | ATHENA | NETFLIX Premiado no Festival de Veneza, o filme ultraviolento apresenta uma batalha campal entre os moradores de um subúrbio francês, o Athena do título, e tropas de choque da polícia, após a morte acidental de uma criança gerar uma revolta popular. Visualmente impressionante, o filme é uma extensão dos clipes do diretor Roman Gavras, que já tinha abordado a tensão das periferias no clipe “Stress”, da dupla eletrônica Justice, e mostrado seu forte apuro estético em “Gosh”, de Jamie XX. Para seu longa-metragem, o filho do famoso cineasta político Costa-Gavras (“Z”, “Estado de Sítio”, “Os Desaparecidos”) se juntou ao malinês Ladj Ly, autor do roteiro de “Athena”, que venceu uma prateleira de prêmios com seu longa de estreia, “Os Miseráveis” (2019) – também sobre conflito entre polícia e garotos do subúrbio. Opção porrada. | O HOMEM DO JAZZ | NETFLIX O melodrama de época com roteiro, direção e produção de Tyler Perry (“Um Funeral em Família”) narra o romance proibido de Bayou e Leanne (vividos pelos novatos Joshua Boone e Solea Pfeiffer), dois jovens apaixonados que são separados pela mãe dela em nome de um casamento arranjado com um branco rico. Mas ele nunca consegue esquecê-la e a trama abrange 40 anos de segredos e mentiras, um enorme drama familiar e o incrível blues do sudeste dos Estados Unidos. O filme é um novelão de época, que se valoriza com músicas arranjadas e produzidas pelo vencedor do Grammy e indicado ao Oscar Terence Blanchard (“Infiltrado na Klan”) e coreografia da lendária Debbie Allen (“Fama”). | AOS NOSSOS FILHOS | VOD* O filme dirigido pela portuguesa Maria Medeiros (atriz de “Pulp Fiction”) adapta a peça de Laura Castro sobre uma ex-prisioneira política (Marieta Severo) que decide se divorciar (de José de Abreu) e não aceita o desejo da filha lésbica (a própria Laura Castro) de ter um filho com a esposa. A notícia da gravidez gera um embate intenso, em que mãe e filha discordam completamente em suas opiniões sobre família. Paralelamente, há um contraponto com crianças doentes à espera de adoção. O roteiro foi premiado no Festival de Cinema LGBTQIAP+ de Milão. | O TIO CANIBAL | VOD* O trash sanguinolento de rock horror acompanha uma banda punk prestes a embarcar em sua primeira turnê. Como eles não têm carro, aceitam a proposta de um caipira roqueiro e boa praça, que não só oferece sua van para a viagem como acaba se juntando a eles como roadie. O único problema é que o bom velhinho também é um canibal. Se não tomar seu remédio antes da meia-noite, ele vira um pesadelo ambulante. O terrir indie tem roteiro e direção de Matthew John Lawrence – que venceu vários prêmios com seus curtas de terror no circuito dos festivais de cine fantástico – e agradou em cheio a crítica especializada no gênero – tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas apenas com resenhas de blogs de terror. | FLAG DAY | VOD* O novo filme dirigido e estrelado por Sean Penn (“O Gênio e o Louco”) é uma produção em família, em que ele dirige e contracena com seus filhos adultos, Dylan e Hopper Penn, frutos de seu matrimônio com Robin Wright (de “House of Cards”). Aos 28 anos, Dylan (que foi figurante em “Elvis & Nixon”) tem o maior destaque de sua carreira como protagonista da trama, uma filha com dificuldades para superar o legado carinhoso, mas sombrio do pai, um vigarista procurado pela polícia – e interpretado pelo próprio Sean Penn. O elenco também incluiu, entre outros, Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Ultimato”) e Katheryn Winnick (a Lagertha de “Vikings”). Mas o drama não empolgou, atingindo apenas 40% de aprovação da crítica. Não deixa de ser um progresso comparado ao trabalho anterior de Penn atrás das câmaras, “A Última Fronteira” (2016), que agradou míseros 8%. | SIDNEY | APPLE TV+ O documentário exalta o legado e a história do primeiro ator negro a vencer o Oscar, que sempre fugiu dos clichês racistas de Hollywood e nunca interpretou um personagem subserviente. Produzido pela apresentadora Oprah Winfrey, o filme intercala imagens históricas com depoimentos de vários astros negros, como Denzel Washington, Halle Berry, Spike Lee e Morgan Freeman, emocionados ao falar do ídolo, além do próprio Poitier, em conversa registrada pouco antes de sua morte em janeiro deste ano. Com uma carreira repleta de papéis marcantes, a trajetória do imigrante pobre das Bahamas que virou estrela de Hollywood se confunde com a luta pelos direitos civis nos EUA. A luta racial esteve presente em sua filmografia desde o primeiro papel, em “O Ódio é Cego” (1950), como um médico negro que precisa tratar de dois irmãos racistas. E seus filmes mais lembrados dão lições sobre o tema, todos lançados em 1967: “Adivinhe Quem vem para Jantar”, em que viveu o noivo da filha de brancos supostamente liberais, “Ao Mestre, com Carinho”, no papel de um professor que conquista o respeito de adolescentes brancos rebeldes de Londres, e “No Calor da Noite”, no qual deu vida ao detetive policial Virgil Tibbs, investigando um assassinato numa região racista do sul dos EUA. Este filme entrou para a História por mostrá-lo retribuindo um tapa num racista. Foi a primeira vez que um negro estapeou um branco racista no cinema. Além disso, no auge de sua popularidade, ele ainda decidiu virar diretor, dirigindo oito filmes entre 1972 e 1990. Um dos mais simbólicos, “Dezembro Ardente” (1973), foi motivado pelo desejo simples de viver um romance com uma mulher negra nas telas, algo que nunca tinha feito em sua longa e prestigiosa carreira, porque, até então, Hollywood não estava interessada em mostrar romances entre casais negros. | TRAVELIN’ BAND: CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL AT THE ROYAL ALBERT HALL | NETFLIX A lendária performance de 1970 do Creedence Clearwater Revival no Royal Albert Hall de Londres materializa-se pela primeira vez num documentário primoroso, que mostra a banda liderada por John Fogerty na melhor fase da carreira. Dirigido por Bob Smeaton (da minissérie “The Beatles Anthology”), o filme combina as performances ao vivo de clássicos como “Fortunate Son”, “Proud Mary” e “Bad Moon Rising” com entrevistas de bastidores e uma breve história da banda, com uma grande variedade de imagens inéditas. O lançamento em streaming marca a única filmagem da formação original do CCR a ser disponibilizada na íntegra para os fãs. Os shows da Inglaterra aconteceram nos dias 14 e 15 de abril de 1970 – poucos dias depois que os Beatles anunciaram sua separação – e fizeram parte da primeira turnê europeia do quarteto, que incluiu paradas na Holanda, Alemanha, França e Dinamarca. O grupo estava simplesmente no auge, vindo de Woodstock e com cinco singles no Top 10 dos EUA no ano anterior. Mas o detalhe mais significativo é que o show do Albert Hall ficou conhecido pelos admiradores da banda por ter originado um dos maiores equívocos da história do rock. Em 1980, a gravadora do CCR disponibilizou um disco ao vivo chamado “The Royal Albert Hall Concert”, que virou um fenômeno de vendas mundial. Só que, na verdade, seu conteúdo era um show gravado em Oakland, na Califórnia. Anos após o vexame, o álbum foi relançado com novo título: “The Concert”. E o verdadeiro show do Royal Albert Hall, que tinha sido realmente gravado em alta fidelidade, permaneceu inédito em disco por mais de cinco décadas. Agora, junto com o documentário, o concerto inglês finalmente vai virar disco, com áudio restaurado e remasterizado, numa edição dupla de vinil, acompanhada pelo Blu-ray do filme, CD de hits e diversos outros materiais para colecionadores.
Diretor de “O Regresso” cortou 22 minutos de novo filme após fiasco no Festival de Veneza
O diretor Alejandro González Iñárritu, vencedor do Oscar por “Birdman” e “O Regresso”, revelou ter cortado 22 minutos de duração de seu novo filme, “Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades”, após sua première mundial pouco comemorada no Festival de Veneza. “A primeira vez que vi meu filme foi com 2 mil pessoas em Veneza”, disse Iñárritu ao site IndieWire. “Aquela foi uma boa oportunidade de ver e aprender sobre coisas que poderiam se beneficiar por estar um pouco mais amarradas, adicionar uma cena que não ficou pronta a tempo e mudar a ordem de uma ou duas coisas. Aos poucos, fui apertando e estou muito empolgado com isso.” A longa duração do filme, que originalmente chegou a 3 horas, foi muito criticada pela imprensa, que considerou a obra autoindulgente e, com 55% de aprovação no Rotten Tomatoes, também medíocre. “O filme está cheio de coisas boas, mas tem três horas de duração e principalmente é cheio de si mesmo”, escreveu a revista Variety após a sessão em Veneza. Iñárritu garante que não leu nenhuma crítica de seu filme. “Quero reafirmar que não li uma única resenha para manter meu estado mental saudável”, disse ele ao IndieWire. “Não há ninguém melhor do que eu que conheça todos os pontos que se conectam e como eles podem se conectar melhor.” “Bardo” teve seu primeiro trailer divulgado na quinta (23/9), com cenas surreais ao som de “I Am the Walrus”, hit psicodélico dos Beatles. Descrita como uma “comédia nostálgica”, a produção é a primeira falada em espanhol de Iñárritu desde “Amores Brutos” (2000). Escrita pelo próprio cineasta em parceria com Nicolás Giacobone (roteirista de “Birdman”), acompanha um jornalista mexicano vivido por Daniel Giménez Cacho (de “Quem Matou Sara?”), que, durante uma crise existencial, retorna à sua cidade natal, onde precisa se reconectar com sua família, suas memórias e sua própria identidade. Nesse processo, trava uma luta intensa contra as próprias memórias e arrependimentos, ao mesmo tempo que tenta fazer as pazes com as transformações sociais do México. Nesta sexta (23/9), o filme será exibido no Festival de San Sebastián. Já o lançamento em streaming está marcado para 16 de dezembro na Netflix. Veja o trailer abaixo.
Criador de “Breaking Bad” fará nova série com estrela de “Better Call Saul”
O produtor-roteirista Vince Gilligan, criador de “Breaking Bad” e “Better Call Saul”, já está desenvolvendo uma nova série na Apple TV+. E ela marcará um reencontro entre ele e uma das estrelas da recém-finalizada “Better Call Saul”. Gilligan anunciou que Rhea Seehorn (Kim Wexler em “Better Call Saul”) desempenhará um dos papéis principais na nova atração, ainda sem título, com produção da Sony Pictures TV. A ida para a Apple TV+ também marcará um nova parceria entre Gilligan e os chefões do streaming, Zack Van Amburg e Jamie Erlicht, que eram presidentes da Sony Pictures TV quando deram sinal verde para a produção de “Breaking Bad” em 2008. Eles agora presidem com sucesso a Apple TV+. Os detalhes da trama e a natureza do personagem de Seehorn estão sendo mantidos em sigilo, mas Gilligan indicou em um comunicado que a nova série não será uma história de anti-herói como as duas séries anteriores. “Depois de 15 anos, percebi que era hora de parar de escrever anti-heróis, e quem é mais heroico do que a brilhante Rhea Seehorn?” disse Gilligan. “Já passou da hora de ela ter seu próprio programa, e me sinto sortudo por poder trabalhar nele com ela. E que bela simetria ainda me reunir com Zack Van Amburg, Jamie Erlicht e Chris Parnell! Jamie e Zack foram as duas primeiras pessoas a dizer sim a ‘Breaking Bad’ todos esses anos atrás. Eles construíram uma ótima equipe na Apple, e meus maravilhosos parceiros de longa data na Sony Pictures Television e eu estamos empolgados em fazer negócios com eles.” Em fase inicial, a produção ainda não tem previsão de estreia.
Reservation Dogs: Série do diretor de “Thor” é renovada para 3ª temporada
O canal pago americano FX anunciou a renovação de “Reservation Dogs” para sua 3ª temporada. A série de comédia, passada em território nativo-americano, gira em torno de quatro adolescentes de descendência indígena, que cometem pequenos delitos em sua cidadezinha em Oklahoma, sonhando em juntar dinheiro para ir para a Califórnia. A série é criação do cineasta neozelandês Taika Waititi, diretor de “Thor: Amor e Trovão”, que é descendente da tribo maori, e de Sterlin Harjo, diretor-roteirista do premiado filme indie “Mekko” (2015), que tem sangue seminole e creek, e mora na região abordada pela trama. Harjo também dirige episódios e é coprodutor da atração com Waititi. Aclamada pela crítica, “Reservation Dogs” é notável por ser a primeira série a apresentar uma equipe totalmente nativa de escritores, diretores e elenco, e é um dos programas mais assistidos do FX disponibilizados na plataforma de streaming Hulu. “’Reservation Dogs’ continua sua trajetória notável com críticos, fãs e prêmios, todos reconhecendo o brilho singular da série criada por Sterlin Harjo e Taika Waititi”, disse Nick Grad, presidente de programação original da FX. “O FX tem orgulho de se juntar aos nossos parceiros da Hulu para encomendar uma 3ª temporada com o incrível elenco e todos os artistas que entregam um dos programas mais originais, envolventes e engraçados da televisão.” Sterlin Harjo também se manifestou sobre a renovação: “Eu não poderia estar mais orgulhoso desta série que criei com meu amigo Taika Waititi. Ela nasceu de uma conversa na cozinha de Taika e agora entrou na vida das pessoas em todo o mundo.” O elenco destaca os jovens D’Pharaoh Woon-A-Tai (“Beans”), Devery Jacobs (“A Ordem”), Paulina Alexis (“Ghostbusters: Mais Além”) e o estreante Lane Factor nos papéis principais, além dos adultos Tamara Podemski (“Tin Star”), Zahn McClarnon (“Westworld”), Macon Blair (“Ruína Azul”), Kirk Fox (“Briarpatch”), Matty Cardarople (“Stranger Things”) e os rappers gêmeos Lil Mike & Funny Bone. “Reservation Dogs” é disponibilizada no Brasil pela plataforma Star+. Confira abaixo o trailer nacional da 2ª temporada da atração, que se encerra na próxima quarta (28/9) nos EUA e ainda não tem previsão de estreia no Brasil.
3ª temporada de “Emily em Paris” ganha primeiras fotos
A Netflix divulgou as primeiras fotos da 3ª temporada de “Emily em Paris”, que destacam os dois interesses românticos da personagem-título, vivida por Lily Collins. Uma das fotos traz Emily bem pertinho de Alfie (Lucien Laviscount), um banqueiro que surgiu na 2ª temporada e a tirou do chão. Mas outra registra uma conversa séria com Gabriel (Lucas Bravo), o “vizinho gato” quem desperta seu interesse desde o começo da série. Outras imagens ainda mostram Emily reunida com suas “besties” Mindy (Ashley Park) e Camille (Camille Razat) e tendo uma conversa animada ao telefone. “Emily em Paris” traz a filha do cantor Phil Collins no papel de uma jovem executiva de marketing que consegue o emprego de seus sonhos em Paris. Após a empresa americana em que trabalha comprar uma agência francesa, ela parte para a França com a tarefa de levar uma “visão americana” para os negócios, mas pensando mesmo em viver incríveis aventuras românticas. Entretanto, nem tudo acontece como o planejado, pois o choque cultural se prova muito maior que o esperado. Ainda não há previsão de estreia para a 3ª temporada. 𝓑𝓸𝓷𝓳𝓸𝓾𝓻! Fiquem com as primeiras imagens da 3ª temporada de Emily em Paris. Estreia em breve. 💕🥐 pic.twitter.com/ocQHAZX2gY — netflixbrasil (@NetflixBrasil) September 22, 2022 certeza que nessa cena a Emily tá julgando os jovens que falam CALÇA DE SHOPPING pic.twitter.com/fVCDf1gokd — netflixbrasil (@NetflixBrasil) September 22, 2022
Elenco de “Heartstopper” festeja reencontro para 2ª temporada. Veja o vídeo
A Netflix divulgou um vídeo para os fãs de “Heartstopper”, registrando o reencontro do elenco para o começo das gravações da 2ª temporada. As imagens mostram Joe Locke, Kit Connor e demais integrantes da produção fazendo festa ao se juntarem novamente para ler os roteiros dos novos episódios. Publicado nas redes sociais da plataforma, o post também anunciou novidades no elenco. Serão quatro integrantes novos na produção, incluindo o intérprete de David, irmão mais velho do Nick (Connor), que será interpretado por Jack Barton (“Carta ao Rei”). Primeira série adolescente de temática gay produzida em inglês pela Netflix, a trama gira em torno de dois estudantes britânicos do Ensino Médio: Charlie (vivido pelo estreante Joe Locke), um jovem abertamente gay e muito intenso, e Nick (Kit Connor, de “Rocketman”), um jogador de rúgbi atlético e de coração mole, que um dia são forçados a sentar juntos na classe e rapidamente se tornam amigos. Mas não demora para Charlie se ver profundamente apaixonado por Nick, embora não ache que tenha uma chance. Só que Nick está mais interessado no amigo do que qualquer um dos dois imagina – e a proximidade se transforma no primeiro amor de suas vidas. Diferente das muitas histórias trágicas de amor gay, a produção é uma comédia romântica light, onde tudo dá certo e praticamente inexistem traumas, transmitindo conforto, ternura e reforço de positividade para a tão atacada comunidade LGBTQIAP+. A história foi originalmente lançado em 2015 como quadrinhos na web, antes de ser posteriormente publicado pela divisão infantil da editora Hachette numa coleção de graphic novels. Mas, curiosamente, os personagens já existiam antes dos quadrinhos, introduzidos no primeiro romance de Alice Oseman, “Solitaire”, publicado em 2014 quando ela tinha 17 anos. A trama de “Heartstopper”, na verdade, serve de prólogo para “Solitaire”. A série é escrita pela própria Oseman e tem direção de Euros Lyn, que já assinou episódios de séries como “Doctor Who”, “Torchwood”, “Demolidor” e “His Dark Materials”. Os novos episódios, no entanto, ainda não têm previsão de estreia, mas devem chegar à Netflix até o final de 2023. Oi 🥹🍂 A segunda temporada de Heartstopper já está em produção. E teremos 4 novos personagens, um deles é o David, irmão mais velho do Nick.💕 pic.twitter.com/RIxkFvsWYv — netflixbrasil (@NetflixBrasil) September 22, 2022
Wagner Moura entra na série baseada no filme “Sr. e Sra. Smith”
O ator Wagner Moura (“Iluminadas”) entrou no elenco da série baseada no filme “Sr. e Sra. Smith”. O nome do brasileiro foi vazado nesta quinta (22/9) pela revista Variety, junto com o da americana Parker Posey (“Perdidos no Espaço”). Seus papéis não foram confirmados, mas seriam participações recorrentes, juntando-se aos protagonistas da série, Donald Glover (“Atlanta”) e Maya Erskine (“PEN15”), que viverão o casal do título – interpretado famosamente no cinema por Brad Pitt e Angelina Jolie. O elenco também conta com Michaela Coel (“I May Destroy You”), John Turturro e Paul Dano (ambos de “Batman”). Assim como no filme, a série vai mostrar John e Jane Smith, um casal aparentemente comum que esconde um segredo. Os dois são assassinos de aluguel contratados por empresas rivais e a verdade só vem à tona quando eles, sem saber, recebem a missão de matar o outro. Além de atuar, Glover está escrevendo o roteiro com Francesca Sloane, que trabalha com o ator em “Atlanta” e é apresentada como cocriadora do projeto. O estúdio encarregado é o New Regency, responsável pelo filme de 2005, em parceria com o Amazon Studios. A série, que será disponibilizada pela Amazon Prime Video, ainda não tem previsão de estreia.
Bardo: Novo filme do diretor de “O Regresso” ganha trailer surreal ao som dos Beatles
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades”, que apresenta cenas surreais ao som de “I Am the Walrus”, hit psicodélico dos Beatles. Em clima de delírio, a prévia do novo filme do diretor Alejandro González Iñárritu, vencedor do Oscar por “Birdman” e “O Regresso”, vai da Cidade do México à fronteira dos EUA, retratando cenas históricas, urbanas e a imigração em massa para os EUA, enquanto o protagonista pira com peixes, pregos e água. O protagonista é um jornalista mexicano vivido por Daniel Giménez Cacho (de “Quem Matou Sara?”), que, durante uma crise existencial, retorna à sua cidade natal, onde precisa se reconectar com sua família, suas memórias e sua própria identidade, travando uma luta intensa contra as próprias memórias e arrependimentos, ao mesmo tempo que tenta fazer as pazes com as transformações sociais do México. Descrita como uma “comédia nostálgica”, a produção é a primeira falada em espanhol de Iñárritu desde “Amores Brutos” (2000). Escrita pelo próprio Iñárritu em parceria com Nicolás Giacobone (roteirista de “Birdman”), também destaca em seu elenco outra atriz de “Quem Matou Sara?”, Griselda Siciliani. Apesar das imagens impactantes da prévia e um prêmio paralelo no Festival de Veneza, o filme não impressionou a crítica. Atingiu 55% de aprovação no Rotten Tomatoes após passar por dois festivais internacionais. Nesta sexta (23/9), estreia no terceiro: San Sebastián. Já o lançamento em streaming está marcado para 16 de dezembro.
Estreia de “Rota 66” retrata um Brasil “muito triste, muito violento”
A série “Rota 66 – A Polícia que Mata”, que estreou nessa quinta (22/9) na plataforma de streaming Globoplay, é baseada no livro homônimo do jornalista Caco Barcellos, que em 1992, muito antes do movimento “Vidas Negras Importam”, causou furor por apontar ações de extermínio da tropa de elite da PM paulista, a Rota, na periferia de São Paulo, que vitimaram basicamente pessoas negras e pobres. “A expectativa para o lançamento é muito grande”, contou Barcellos, durante a coletiva de imprensa da série. “Trabalhei sete anos na investigação dessa história. Durante o processo de apuração, imaginava isso virando um roteiro para o cinema.” “Andava pelas comunidades e, quando cruzava com a história de alguém que havia sido vítima das ações da Rota, tentava captar os diálogos das pessoas, fazendo com que elas relembrassem todos os detalhes dos episódios que levaram à morte de um filho, de um irmão, por exemplo, pensando justamente em construir esses diálogos, imaginando um futuro roteiro. Nunca deixei esse assunto de lado”, completou ele. Na série, Barcellos é vivido por Humberto Carrão (“Marighella”), que na trama arrisca a própria vida para denunciar o aparente genocídio. “Foi uma grande responsabilidade para mim, como ator, e para todo o elenco, roteiristas e diretores dar conta de adaptar um livro como o ‘Rota 66’ para o audiovisual”, contou o ator. “A série, ao mesmo tempo, é uma aventura muito bonita, não só pelo Caco ser um grande jornalista, mas também por retratar o ‘jornalismo de acompanhamento’, que ele tanto faz em suas reportagens. Diria que é quase uma forma de homenagear a forma dele de pensar e fazer o jornalismo”. Carrão também falou sobre o processo de preparação para interpretar o jornalista na série. “Tentei aprender as coisas do corpo, a forma de ouvir. Vi mil reportagens, de diferentes épocas, já que a série abrange dez anos. Isso cria um caldo de referências, e ainda tem a afetiva. Mas não senti um peso de que teria que ser o Caco”, explicou ele. A série não vai mostrar apenas a vida profissional do repórter, mas também o seu lado pessoal. “Estive muito tenso antes de ver as primeiras cenas, mas acho que fiquei melhor na ficção do que na vida real”, brincou Barcellos, que também contou que não participou do desenvolvimento do roteiro da série, mas colaborou da maneira que pôde. “Minha postura foi colaborar ao máximo”, explicou ele. “Sugeri a eles: ‘Vão atrás das pessoas que não gostam do meu trabalho, não gostam de mim, para construir um personagem mais complexo, talvez’. E eles se dedicaram muito a me investigar. Quando você é investigado, é claro que fica numa certa tensão. O que será que falam de mim por aí?” A trama da série mergulha no período mais violento de atuação da Rota, entre 1970 e 1990. E o que o jornalista descobriu durante as suas investigações foi que não eram só os bandidos que eram mortos pela polícia. “Embora eu considere grave matar criminoso, evidentemente é mais grave ainda matar pessoas inocentes que nem sequer tiveram um ato ilícito ou um confronto com a polícia. Isso me assustou muito”, disse Barcellos. Falando sobre o processo de escrita do livro, o jornalista explicou que “a maior dificuldade do processo era conviver com as pessoas vítimas dessa violência, enquanto a maior motivação era fazer essa denúncia. Só não desisti por conta disso – sofro muito com a injustiça, mas esse sofrimento não me paralisa, pelo contrário, me movimenta, é um combustível, minha energia para continuar.” “Eu não saberia contar quantas vezes eu acordei com pesadelos horrorosos, com gritos horrorosos. Evidentemente, fiz um processo terapêutico para entender que eram essas vidas eliminadas que (me) acompanham”, completou ele. Barcellos diz que se emocionou ao ver seu esforço traduzido para a tela. “Ver tudo o que eu apurei realizado visualmente é especial e emocionante. Fiquei sensibilizado com a interpretação dos atores”, contou ele. O elenco também destaca Lara Tremouroux (“Medusa”) no papel de uma jornalista que trabalha com Carrão, Adriano Garib (“Bom Dia, Verônica”) como um repórter experiente e mentor da dupla principal, além de Aílton Graça (“Carcereiros”), Ariclenes Barroso (“Segunda Chamada”) e Naruna Costa (“Colônia”). Naruna disse que, para se preparar para o seu papel, ela acompanhou as Mães de Maio de São Paulo, uma organização das famílias das quase 500 vítimas dos chamados Crimes de Maio de 2006, praticados pela polícia. “Foi impactante ouvir o quanto uma morte numa família gera outras mortes simbólicas, de afeto, mas, ao mesmo tempo, geram também outras vidas”, contou ela. “Afinal, muitas mulheres se descobriram líderes dentro de suas comunidades.” A atriz contou que trouxe muito da sua própria experiência para sua personagem. “Sou nascida e criada na periferia da Zona Sul de São Paulo, então vivenciei muito desse cenário que a série traz na minha infância e juventude. É muito doído para quem tem uma relação direta com essas histórias atravessar essa dor e poder contá-las”, disse ela. “Minha personagem, Anabela, é a tradução dessa força. Ela teve a vida devastada por essa violência policial.” “Nosso país foi fundado a partir da morte de muitas pessoas, especialmente pretas, e ainda carrega essa realidade. Então a série fala muito do hoje também”, continua ela. “É uma história que presta um serviço forte sobre [a denúncia d]o genocídio negro no Brasil. É importante que esse tema atinja todos os tipos de público, com variadas visões. Ela percorre anos de um Brasil infelizmente muito próximo do que estamos vivendo hoje. Mais do que representar uma personagem, penso na representatividade que tenho nesse projeto”, concluiu. Falando sobre essa história violenta contemporânea, Caco Barcellos conta que, na época da escrita do livro, a “mentalidade miliciana” estava embrenhada na Rota. “O miliciano é essencialmente um preguiçoso. O violento não gosta de trabalhar, inclusive os fardados. Porque é complicado trabalhar, investigar. É mais simples, entre aspas, usar a perversidade da tortura.” Humberto Carrão, que acompanhou o jornalista numa reportagem no Morro do Salgueiro como parte de sua pesquisa, contou que experimentou o impacto da violência nessa incursão. “É muito complexo, muito triste, muito violento. Enquanto o Caco estava entrevistando uma mãe, eu ouvi comentários de que tinha acabado de acontecer uma Troia, um método inconstitucional no qual o policial se esconde na mata ou em uma casa e espera um jovem considerado suspeito passar para executá-lo”, contou. Apesar disso, Caco Barcellos é esperançoso em relação ao futuro. “Tenho esperança nas novas gerações, as bandeiras identitárias significam gestos de esperança. Os jovens são mais conscientes e não estão admitindo, como aceitavam no passado, essa brutalidade contra eles. Tenho uma grande esperança que as coisas melhorem, a mesma que tinha quando fiz aquela investigação no passado”, disse ele. “Eu divido com o Caco a esperança de que as coisas possam se transformar, mas também a frustração e a tristeza de que trabalhos tão contundentes tenham sido feitos durante esses anos e, mesmo assim, os números de violência continuam grandes ou até maiores do que eram 30 anos atrás”, denunciou o ator. “A realidade continua e está até pior, pois vivemos um momento de estímulo e intenção de volta a esse passado” “‘Rota 66’ é uma série dura, sobre as pessoas que sobrevivem a esse cenário de violência, e que traz uma ferramenta política muito importante”, completou Carrão. Coprodução da Boutique Filmes, “Rota 66 – A Polícia que Mata” tem roteiro de Teodoro Poppovic, criador de “Ninguém Tá Olhando” na Netflix, e direção de Philippe Barcinski (“Entre Vales”) e Diego Martins (“Hard”). A série teve seus primeiros quatro episódios disponibilizados na madrugada desta quinta (22/9) e novos capítulos serão adicionados semanalmente no serviço de streaming Globoplay. Assista abaixo ao trailer.












