“The Mosquito Coast” é cancelada e fica sem final
A Apple TV+ cancelou a série “The Mosquito Coast” após o final da sua 2ª temporada, disponibilizada em streaming no dia 6 de janeiro. Com isso, a trama ficou sem final, já que os episódios exibidos foram um prólogo do livro original em que trama se baseia, e os planos previam contar a história do livro numa 3ª temporada que não será produzida. O último episódio acabou num cliffhanger. De todo modo, existem alternativas para quem quiser saber como tudo termina. Além do livro homônimo de Paul Theroux, publicado em 1981, há sua adaptação cinematográfica de 1986, que foi estrelada por Harrison Ford e Ellen Mirren. Mas vale apontar que a série é bem diferente do longa dirigido por Peter Weir, com muitas liberdades em relação ao material original. No filme e no livro, a motivação para o protagonista conduzir sua família para as florestas da América Latina era a desilusão com os Estados Unidos e o desejo de criar uma utopia. Já na série, ele está literalmente em fuga dos EUA, situação que alimenta tensão, suspense e problemas na dinâmica familiar. E esta não é a única mudança. O filho mais velho virou uma garota no streaming. O elenco destacava Justin Theroux (“The Leftovers”) no papel principal, ator que curiosamente é sobrinho do escritor, além de Melissa George (“30 Dias de Noite”) como sua esposa e os jovens Gabriel Bateman (“Brinquedo Assassino”) e Logan Polish (“Sonhando Alto”) como seus filhos. A adaptação foi feita pelo produtor-roteirista Neil Cross (criador da série “Luther”) em parceria com Tom Bissell (“Artista do Desastre”). Eles coproduziram a atração com o cineasta Rupert Wyatt (“Planeta dos Macacos: A Origem”), que assinou a direção dos dois primeiros episódios. O que, por sinal, resultou numa série com visual extremamente cinematográfico. Veja abaixo os trailers da 1ª e 2ª temporadas.
Autor de “Pantanal” e “O Rei do Gado” vai ganhar documentário
O escritor Benedito Ruy Barbosa, responsável por algumas das novelas mais bem-sucedidas da Globo – e de rivais como Manchete e Band – vai ganhar um documentário de sua trajetória na Globoplay. O autor de 91 anos assinou clássicos como “Cabocla” (1979), “Os Imigrantes” (1981), “Sinhá Moça” (1986), “Pantanal” (1990), “Renascer” (1993), “O Rei do Gado” (1996), “Terra Nostra” (1999) e “Velho Chico” (2016), além de filmes e séries. O projeto conta com a direção de Davi Lacerda e Rogério Gomes, o Papinha, que comandou os primeiros capítulos do remake de “Pantanal”. Além do documentário, a obra de Benedito Ruy Barbosa será revista em um novo remake da Globo. A emissora atualmente desenvolve uma nova versão de “Renascer” (1993), que bateu recorde de audiência, superando os 60 pontos de sintonia média em sua exibição original há 30 anos. Será o quarto remake do escritor no canal, após “Cabocla” (em 2004), “Sinhá Moça” (2006) e “Pantanal” (2022) Atualmente, a Globo ainda exibe com sucesso a terceira reprise da novela “O Rei do Gado”, durante os finais das tardes.
Estrela de “A Lagoa Azul”, Brooke Shields revela ter sido estuprada em Hollywood
A atriz Brooke Shields, que até hoje é lembrada pelo filme “A Lagoa Azul” (1980), relatou que foi estuprada por um produtor de Hollywood nos anos 1980. Ela deu detalhes do ocorrido no documentário “Pretty Baby: Brooke Shields”, que foi exibido em première mundial no Festival de Sundance, nos Estados Unidos, na sexta-feira (20/1). Brooke não revelou a identidade do abusador, mas contou que o crime aconteceu em 1987, quando estava tentando voltar para Hollywood, após enfrentar dificuldades para encontrar papéis devido ao fracasso de “Sahara” (1984). Ela tinha 22 anos na época. Brooke teria sido convidada pelo homem para falar sobre projetos e foram juntos para o hotel em que ele estava hospedado. No quarto, Brooke diz que o homem desapareceu por um período, reaparecendo pelado, e avançou em sua direção. “Eu estava com medo de ser estrangulada ou algo do tipo”, disse. “Não lutei tanto. Não lutei. Eu congelei totalmente, pensei que um ‘não’ deveria ter sido suficiente”, relatou. “E eu apenas pensei: ‘fique viva e vá embora’. E eu apenas desliguei. Deus sabe como eu sabia como me desassociar do meu corpo. Eu tinha treinado isso”, explicou a atriz. No documentário, Brooke ainda reforça que não processou o ocorrido como violência sexual durante muito tempo. “Foram necessários anos de terapia para eu conseguir conversar sobre o que aconteceu”, ela disse à revista The Hollywood Reporter sobre o trauma sofrido. Dirigido por Lana Wilson (“Taylor Swift: Miss Americana”), o filme será lançado exclusivamente em streaming – na Hulu nos EUA e provavelmente na Star+ no Brasil – em data ainda não anunciada. Veja o pôster da produção abaixo.
Veronika: Letícia Spiller será delegada em nova série criminal
A atriz Letícia Spiller vai voltar a atuar no Grupo Globo, cinco anos depois de seu último trabalho em “O Sétimo Guardião” (2018). Ela viverá uma policial na série “Veronika”, que tem previsão de estreia ainda para este ano na Globoplay. A trama gira em torno de uma advogada negra e moradora de uma favela que se envolve com o tráfico nos morros do Rio. A protagonista será vivida por Roberta Rodrigues (“Tô de Graça”), enquanto Letícia surgirá como sua antagonista, uma delegada envolvida na luta contra o crime organizado no Rio de Janeiro. O elenco também tem definidos Marcelo Serrado (“Cara e Coragem”), Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”) e Malvino Salvador (“Qualquer Gato Vira-Lata”). Além disso, Marcello Melo Jr vai aparecer como Mikhael, seu personagem em outra série da plataforma Globoplay, “Arcanjo Renegado”. É que as duas séries compartilham o mesmo criador, José Júnior (do AfroReggae), que está construindo, série a série, um universo compartilhado no streaming. “Veronika” conta com direção-geral de Silvio Guindane (“O Dono do Lar”) e Vera Egito (“Amores Urbanos”) e vai começar a ser gravada em fevereiro.
“SEAL Team” é renovada pra 7ª temporada
A Paramount+ anunciou a renovação de “SEAL Team” para a 7ª temporada. Será a terceira temporada exclusiva da plataforma, que teve quatro temporadas exibidas na TV aberta, pelo canal americano CBS, antes de passar para o streaming em 2021 – junto com “Evil”. “Estamos ansiosos para trazer aos fãs de ‘SEAL Team’ ainda mais histórias comoventes e missões emocionantes com a próxima 7ª temporada”, disse a diretora de programação da Paramount Streaming, Tanya Giles, em um comunicado. “A série continua a evoluir e aumentar seu público. É um ótimo exemplo dos tipos de programação que vemos ressoar com nossos assinantes.” A Paramount+ também planeja produzir um filme derivado da série, projetado para “expandir o universo narrativo” da atração estrelada por David Boreanaz (“Bones”). Criada por Benjamin Cavell (roteirista de “Justified”), “SEAL Team” tira proveito da popularidade dos Navy Seals, que se tornaram proeminentes nos EUA após a missão que resultou no assassinato de Osama Bin Laden, para contar histórias de uma unidade desta elite militar, um grupo altamente treinado, que é enviado em ações cirúrgicas no combate ao terrorismo internacional. Mas também revela como é o cotidiano desses soldados quando retornam a seus lares. O elenco destaca David Boreanaz, Max Thierot (série “Bates Motel”), Neil Brown Jr. (“Straight Outta Compton”), AJ Buckley (série “Justified”), Toni Trucks (série “Franklin & Bash”), Jessica Paré (série “Mad Men”) e o estreante Justin Melnick. No Brasil, a série foi disponibilizada pela Globoplay apenas até a 4ª temporada.
Flopou? Audiência baixa do “BBB 23” pode ser enganosa
O “BBB 23” amarga a pior audiência de todos as edições do reality da Globo. Depois de uma das estreias menos vistas dos “BBBs”, o público televisivo mingou ainda mais e a primeira prova do líder resultou na pior sintonia das quintas de um “BBB”. A média registrada pela Kantar Ibope foi de 17,9 pontos na Grande São Paulo. Isto manteve o reality bem à frente da concorrência em seu horário, mas longe de ser o famoso carro-chefe da programação da Globo. Dentre as atrações da emissora, a edição de quinta ficou abaixo do desempenho até da novela das seis, “Mar do Sertão” (19,0). A lista de programas que tiveram mais audiência incluem ainda “Travessia” (23 pontos), “Jornal Nacional” (21,9), “SP2” (19,5) e “Vai na Fé” (19,3) E o desempenho fica ainda mais negativo quando comparado à performance do programa de 2021, quando a emissora tinha a impressionante média de 30 pontos nas noites de Prova do Líder. Há quem acredite que o desempenho na TV possa estar sendo prejudicado pela repercussão negativa de “Travessia”, que não tem empolgado o público e sofre com críticas negativas. Essa avaliação tem levado páginas de fofoca a apontar que a edição flopou. Será mesmo? O engajamento nas redes sociais está bombando. O Twitter tem mantido de três a quatro tópicos simultâneos do programa entre os assuntos mais comentados durante a maior parte do dia – e não apenas durante a exibição na Globo. A mídia especializada em TV também tem se debruçado sobre os participantes com uma enxurrada de pautas. Em resumo, fala-se mais do “BBB 23” do que se falou do “BBB 22”, com direito a polêmicas antes mesmo do fim da primeira semana da produção. Isto se deve, claro, ao fato de a edição 23 estar entregando muito mais entretenimento que a geração lolliflop. Mas também pode significar que o público está acompanhando o programa pela Globoplay. O grupo Globo não abre os números do streaming para cravar um crescimento na audiência digital. Entretanto, as interações e comentários sobre situações vistas na transmissão da plataforma tende a indicar uma migração da transmissão aberta para a assinatura. Esse detalhe coloca em cheque as análises sobre o programa feitas a partir da audiência televisiva. Enquanto não surgirem indicativos dos assinantes da Globoplay, é impossível cravar que a fórmula do “BBB” esgotou. Até porque nenhum programa de TV capaz de gerar R$ 1 bilhão em receita de patrocínio pode ser considerado fracasso.
Séries: “That ’90s Show” e as principais estreias da semana
A programação de séries da semana aposta na nostalgia televisiva, via lançamento da continuação de um clássico da era das sitcoms (com plateia gargalhante) e a estreia de duas produções passadas no Velho Oeste. A lista de lançamentos também traz dramas e thrillers criminais, um documentário que é praticamente comédia esportiva e animes para fãs da produção mais adulta do gênero. Confira abaixo as 10 principais novidades para acompanhar em streaming. | THAT ’90s SHOW | NETFLIX A continuação da série clássica “That ’70s Show” se vale de nostalgia e risadinhas de estúdio para tentar recriar o sucesso original. Mas o tempo literalmente passou. A nova atração é ambientada em 1995 e introduz a filha de Eric (Topher Grace) e Donna (Laura Prepon), da atração original. Na trama, Lea Forman vai visitar seus avós no verão e passa a se relacionar com uma nova geração de adolescentes da cidade interiorana de Point Place, no Winsconsin, sob o cuidado atento de Kitty e o olhar severo de Red. Os atores Kurtwood Smith e Debra Jo Rupp voltam aos papéis de pais de Eric, que agora têm que lidar com a neta e uma nova geração de visitas em seu porão – além da jovem protagonista interpretada por Callie Haverda (“Shut Eye”), os agregados vividos por Ashley Aufderheide (“Emergence”), Mace Coronel (“Colin em Preto e Branco”), Maxwell Acee Donovan (“Gabby Duran: Babá de Aliens”), Reyn Doi (“Side Hustle: Uma Tarefa Complicada”) e a estreante Sam Morelos. A produção foi desenvolvida pelos cocriadores da atração original, o casal Bonnie e Terry Turner, com o reforço criativo de sua filha Lindsay Turner e de Gregg Mettler (produtor-roteirista de “That ’70s Show”). Além disso, também conta com participações especiais dos antigos protagonistas: Topher Grace (Eric Forman), Laura Prepon (Donna Pinciotti), Mila Kunis (Jackie Burkhart), Ashton Kutcher (Michael Kelso) e Wilmer Valderrama (Fez). O único que ficou de fora foi Danny Masterson (Hyde), que não foi contatado por atualmente responder processo por estupro na justiça americana. | A INGLESA | HBO MAX A minissérie western estrelada por Emily Blunt (“Um Lugar Silencioso”) foi exibida pela Prime Video nos EUA, mas chega aqui pela HBO Max após conquistar uma aprovação sólida da crítica – 83% no Rotten Tomatoes. Passada na década de 1890, a trama acompanha uma aristocrata inglesa (Blunt), que se une a um scout indígena (Chaske Spencer, de “Banshee”) quando os dois são ameaçados de morte por cowboys arruaceiros. Livrando-se do perigo, fazem um pacto para realizar uma travessia perigosa até a nova cidade de Hoxem, no estado americano de Wyoming, enfrentando obstáculos que testam essências, tanto física e quanto psicologicamente. Escrita e dirigida por Hugo Blick (“The Honourable Woman”), a série ainda reúne em seu elenco Stephen Rea (“Não Fale Com Estranhos”), Valerie Pachner (“Uma Vida Oculta”), Rafe Spall (“Trying”), Toby Jones (“First Cow – A Primeira Vaca da América”) e Ciarán Hinds (“Belfast”). | BILLY THE KID | PARAMOUNT+ Um dos fora-da-lei mais jovens e famosos do Velho Oeste tem sua história contada desde suas humildes raízes irlandesas e seus primeiros dias como cowboy na fronteira americana, até seu papel fundamental na Guerra do Condado de Lincoln e a morte num duelo com o xerife Pat Garrett. A série foi criada por Michael Hirst, criador de “Vikings”, é estrelada pelo britânico Tom Blyth (“Benediction”) e tem seus primeiros episódios dirigidos pelo cineasta Otto Bathurst (“Robin Hood: A Origem”), que confere um visual cinematográfico à atração. | TRUTH BE TOLD 3 | APPLE TV+ Octavia Spencer (“Estrelas Além do Tempo”) é uma podcaster de “true crimes” que acaba se envolvendo demais em suas histórias. Na 3ª temporada, ela investiga num caso de desaparecimento de adolescentes, que escancara o racismo estrutural da polícia. Enquanto as autoridades dão atenção ao sumiço de uma adolescente loira, a podcaster descobre que várias jovens negras também estão desaparecidas, mas suas investigações não ganham a mesma atenção. Junto com uma diretora de escola, ela começa a encontrar pistas de uma possível quadrilha de tráfico de mulheres. A atriz Gabrielle Union (“LA’s Finest”) vive a diretora, juntando-se ao elenco que também inclui Ron Cephas Jones (“This Is Us”), David Lyons (“Revolution”) e Mekhi Phifer (“Frequency”). Os novos episódios estão a cargo da produtora-roteirista Maisha Closson (“How to Get Away with Murder”), enquanto a criadora da série, Nichelle D. Tramble, passa para a produção executiva ao lado da atriz Reese Witherspoon (“Little Big Lies”). | BMF 2 | LIONSGATE+ A nova série criminal do produtor rapper Curtis “50 Cent” Jackson, responsável pelo fenômeno de “Power”, que continua a render derivados após seu final, é inspirada na história real de dois irmãos que se tornaram os poderosos chefões de Detroit nos anos 1980. A liderança carismática de Demetrius “Big Meech” Felnory, o faro para negócios de Terry “Southwest T” Flenory e a parceria fraternal e visionária da dupla transformou o tráfico de drogas num negócio lucrativo e influente. Graças a suas conexões com o mundo do rap, os irmãos também lançaram um selo musical. A produção é estrelada por Demetrius “Lil Meech” Flenory (“Euphoria”) interpretando “Big Meech”, que é seu próprio pai, e o rapper Da’Vinchi (“All American”) como “Southwest T”. Além deles, o elenco destaca Snoop Dogg como o conselheiro espiritual da dupla, Pastor Swift, e até uma participação de Eminem, rejuvenescido digitalmente para viver White Boy Rick, traficante adolescente que virou informante da polícia – e ganhou seu próprio filme em 2018. O showrunner é Randy Huggins (produtor-roteirista de “Power”) e a produção ainda inclui os atores Russell Hornsby (“Grimm”), La La Anthony (“Power”), Ajiona Alexus (“Empire”), Steve Harris (“O Desafio”/The Practice), Wood Harris (“Homem-Formiga”), Myles Truitt (“Raio Negro”/Black Lightning), Serayah (“Empire”), Markice Moore (“Snowfall”) e Eric Kofi-Abrefa (“The One”). | FAUDA 4 | NETFLIX “Fauda”, que significa “caos” em árabe, foi lançado em 2016 e desde então se tornou uma das séries israelenses mais conhecidas do mundo. Com o lançamento do quarto ano, também virou a série de ação mais duradoura do país. A temporada, por sinal, é bastante ambiciosa, com desdobramentos globais. Os 10 episódios tem ambientação em mais países que as três temporadas anteriores, apresentando novas ameaças e novos integrantes em seu elenco, incluindo Inbar Lavi, a Eva de “Lúcifer”. Na trama, o protagonista Doron (interpretado pelo co-criador da série, Lior Raz) enfrenta conflitos simultâneos em duas frentes – com ativistas do Hezbollah do Líbano e militantes palestinos na Cisjordânia. Além de Raz, a 4ª temporada ainda contará com o retorno de Itzik Cohen (como Capitão Ayub), Rona-Lee Shimon (Nurit), Idan Amedi (Sagi), Doron Ben David (Steve), Yaacov Zada Daniel (Eli) e Meirav Shirom (Dana). | JUNJI ITO: HISTÓRIAS MACABRAS DO JAPÃO | NETFLIX A série é uma antologia animada que adapta as obras do mestre dos mangás de terror Junji Ito. São vários contos horripilantes baseados nos mangás do autor, inclusive a famosa história de “Tomie”. Mais conhecida criação de Ito, “Tomie” também foi a primeira publicação do autor em 1987. A trama já virou até clássico do J-Horror. Lançada no cinema em 1998, a adaptação virou uma franquia, que já tem nove filmes, além de um remake de 2011 com direção do próprio artista. A trama surreal e sangrenta gira em torno de magia negra e um preço terrível que um noivo paga por sua infidelidade. São ao todo 20 histórias dividas entre 12 episódios. Mas “Uzumaki”, outro sucesso de Ito que virou filme, ficou de fora porque vai ganhar sua própria série – no Adult Swim. | A ILHA DAS SOMBRAS | STAR+ O anime cultuado é mais conhecido por seu título em inglês, “Summer Time Rendering”. Com 25 episódios, a produção do estúdio OLM adapta o mangá homônimo de Yasuki Tanaka, lançado em 2017, e acompanha o jovem Shinpei Ajiro, que após a morte dos pais, cresceu com as irmãs Ushio e Mio antes de ir para Tóquio para morar sozinho. Dois anos depois, ele retorna à sua cidade natal, a ilha de Hitogashima, para comparecer ao funeral de Ushio, que teria morrido afogada. Mas ele fica desconfiado diante de marcas de estrangulamento no pescoço dela. Assombrada pelo “fantasma” de uma irmã e auxiliado pela outra, Shinpei tenta encontrar as respostas para o que realmente aconteceu com Ushio e possivelmente salvar os demais residentes da ilha de um estranho enigma sombrio. A adaptação possui direção de Ayumu Watanabe (“Komi Can’t Communicate”) e fez tanto sucesso na TV japonesa que vai ganhar uma nova versão, agora live action e para o cinema. | A LENDA DE VOX MACHINA 2 | AMAZON PRIME VIDEO Voltada para o público adulto (os dubladores soltam palavrões), a série segue um bando de desajustados que gostam de beber e brigar, e acabam tendo a missão de salvar o reino de Exandria de forças mágicas sombrias. Vox Machina é o nome do bando, que foi originalmente criado por jogadores de RPG em 2015 para uma websérie de cosplay de “Dungeons & Dragons” chamada “Critical Role”. Os dubladores, por sinal, são os mesmos jogadores que conceberam os personagens, os fundadores e membros da “Critical Role”: Laura Bailey, Taliesin Jaffe, Ashley Johnson, Liam O’Brien, Matthew Mercer, Marisha Ray, Sam Riegel e Travis Willingham. | BEM-VINDOS AO WREXHAM | STAR+ A produção documental lembra um “Ted Lasso” da vida real, com direito a um elenco encabeçado por Ryan Reynolds (o Deadpool) e Rob McElhenney (criador de “It’s Always Sunny in Philadelphia”). Os episódios acompanham a aventura das duas estrelas de Hollywood no País de Gales, ao assumir o controle do time de futebol galês Wrexham AFC, que disputa a quinta divisão da liga britânica. A produção registra a receptividade da cidadezinha de Wrexham à proposta, com a esperança de que a dupla consiga levar o time a glórias nunca antes vistas, a partir do compromisso de um investimento imediato de US$ 2,5 milhões para torná-lo competitivo. O Wrexham é o terceiro clube de futebol mais antigo do mundo e possui um estádio, o Racecourse Ground, que foi inaugurado em 1807. A equipe atualmente participa da Conferência Nacional, equivalente à quinta divisão do futebol britânico, que não passa na TV, mas teve jogos filmados para a série. Graças à produção, o time começou a se tornar mais conhecido e até a ganhar jogos importantes. Mas ainda está longe de virar “uma força global” como seus novos donos almejam.
Filmes: “O Menu” e as novidades de streaming pro fim de semana
O menu de filmes digitais da semana está sortido, começando pelo próprio terrir “O Menu”, que chega com exclusividade no streaming da Star+ após passar pelos cinemas. Tem ainda o escolhido para representar o Brasil na busca frustrada por indicação ao Oscar de Melhor Filme Internacional de 2023 e o finalista nacional na disputa de Melhor Documentário da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA. E, claro, não faltam opções de ação, comédia e drama. Confira abaixo o cardápio da semana, com 10 recomendações da casa para diferentes paladares. | O MENU | STAR+ A comédia de terror culinário segue convidados ricos (entre eles Anya Taylor-Joy, de “Os Novos Mutantes”, e Nicholas Hoult, de “X-Men: Fênix Negra”) que embarcam para uma ilha privada para participar de um banquete luxuoso preparado pelo prestigioso Chef Slowik (Ralph Fiennes, o Voldemort de “Harry Potter”). Mas ao chegarem no local, eles se deparam com um clima sinistro e descobrem que os pratos principais são eles mesmos. Com direção de Mark Mylod (“Game of Thrones”), o filme atingiu 89% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes. | MARTE UM | VOD* O filme escolhido para representar o Brasil no Oscar não conseguiu indicação. Mas encantou a crítica dos EUA, atingindo 100% de aprovação no Rotten Tomatoes ao ser exibido no Festival de Sundance. Também foi consagrado no Festival de Gramado deste ano, onde venceu os prêmios do Público, Especial do Júri, Melhor Roteiro e Melhor Trilha Sonora. Dirigido por Gabriel Martins (“Temporada”), acompanha uma família de periferia que tenta viver seus sonhos. Enquanto a mãe comemora mais trabalhos de faxina, o filho mais novo revela seu desejo de deixar de jogar futebol para virar astrofísico e ir à Marte. Rejane Faria (“Segunda Chamada”) e Carlos Francisco (“Bacurau”) vivem os pais. | IRMÃOS DE HONRA | VOD* O filme de aviação passado durante a Guerra da Coreia chega no vácuo do blockbuster “Top Gun: Maverick”, que é evocado não apenas pelas cenas de caças em voos rasantes, mas também pela presença do ator Glen Powell, um dos “irmãos de honra” do título, ao lado de Jonathan Majors (“Loki”). Com direção de J.D. Dillard (“O Mistério da Ilha”), a trama retrata o racismo sofrido pelo primeiro afro-americano a voar em combate pela Marinha dos Estados Unidos e sua parceria com um colega que o acompanha até o limite, enquanto os dois se tornam os melhores pilotos e os maiores amigos sob fogo. | JUNG_E | NETFLIX A nova ficção científica sul-coreana dirigida por Yeon Sang-ho, que ficou mundialmente conhecido pelo sucesso de “Invasão Zumbi” (2016), é a segunda produção do cineasta para a Netflix, após a criação da série “Profecia do Inferno”. A trama se passa no século 22, após as mudanças climáticas tornarem o planeta inabitável e forçarem os seres humanos a viverem em abrigos espaciais. Porém, a situação piora quando se inicia uma guerra, envolvendo robôs de combate. A protagonista é Jung-yi (Kim Hyun-joo, de “Profecia do Inferno”), a melhor soldado humana, que acaba levando a pior num combate mortal. Com o corpo preservado, ela é submetida a pesquisas científicas e militares para explorar o que a tornava superior. Depois de muitos anos, sua filha assume o comando da experiência, como a cientista que consegue transformar Jung-yi em Jung_E, uma combinação de clone da falecida e robô com Inteligência Artificial – uma combinação de “RoboCop” com “Soldado Universal”. Jung_E tem muitas cópias, mas uma delas manifesta sofrimento, o que faz sua filha adulta (interpretada por Kang Soo-youn, de “Hanbando”) lhe transmitir uma ordem para se libertar, dando início a um novo conflito entre homens e máquinas. | REFÉM DA VERDADE | NETFLIX Um jornalista desesperado pela notícia capaz de fazer seu site bombar resolve ajudar a fuga de um assassino famoso em troca de uma entrevista exclusiva. Reconhecendo a possibilidade de limpar seu nome, o criminoso, que é um atleta popular, fecha um acordo para o jornalista cobrir e ajudar sua busca pela verdade. E isto geral uma espiral de acontecimentos inesperados, que arrastam o jornalista numa jornada muito além da ética. O thriller taiwanês destaca Chang Hsiao-chuan (“O Jogo da Vítima”) e Edward Chen (“Seu Nome Gravado em Mim”) nos papéis principais. | KOMPROMAT – O DOSSIÊ RUSSO | VOD* Baseado numa história real, o suspense de Jérôme Salle (“A Odisséia de Jacques”) acompanha um diplomata francês que se vê incriminado num complô do FSB, o serviço secreto russo. Acusado de pedofilia com provas plantadas, ele recebe a informação de que passará décadas na prisão e decide arriscar uma fuga espetacular, perseguido pelas autoridades russas. O filme ficou por duas semanas consecutivas em 1ª lugar nas bilheterias da França e tem 88% de aprovação no Rotten Tomatoes. | AJUSTANDO O AMOR | AMAZON PRIME VIDEO A comédia estrelada por Kaley Cuoco (a Penny de “The Big Bang Theory”) e Pete Davidson (“A Arte de Ser Adulto”) transforma uma fórmula romântica numa relação tóxica, com ajuda da sci-fi. Na trama, os dois interpretam Sheila e Gary, um casal que se apaixona à primeira vista e passa uma noite perfeita juntos. Mas nem tudo é o que parece. Na verdade, Sheila tem uma máquina do tempo e a usa para reviver aquela noite várias vezes, com o intuito de transformar Gary no homem perfeito. A direção é de Alex Lehmann (“Paddleton”). | NOVE DIAS | HBO MAX Uma das boas surpresas de 2020 (89% no Rotten Tomatoes), que venceu o prêmio de Melhor Roteiro no Festival de Sundance, é trabalho de um cineasta brasileiro. Estreia do paulista Edson Oda, “Nove Dias” conta com produção do americano Spike Jonze (“Ela”) e um elenco hollywoodiano, encabeçado por Winston Duke (“Pantera Negra”), Zazie Beetz (“Coringa”), Bill Skarsgård (“It: A Coisa”), Benedict Wong (“Doutor Estranho”) e Tony Hale (“Veep”). Eles interpretam uma trama metafísica, em que o personagem de Duke entrevista almas candidatas a nascer na Terra. | DIÁRIO DE VIAGEM | VOD* Manoela Aliperti (de “As Five”) vive uma adolescente dos anos 1990, que volta de uma viagem de intercâmbio na Irlanda com transtorno alimentar e precisa encarar os desafios da idade e do corpo. Roteiro e direção são de Paula Un Mi Kim (“Família Perfeita”). | THE TERRITORY | DISNEY+ O documentário finalista ao Oscar é coproduzido pela National Geographic, o diretor Darren Aronofsky (“Noé”) e cineastas indígenas brasileiros. A produção acompanha a luta do povo Uru-Eu-Wau-Wau contra agricultores e mineradores que invadiram sua área protegida na floresta tropical. A obra foi duplamente premiada no Festival de Sundance deste ano, com o Prêmio do Público e um Prêmio Especial do Júri na competição internacional do evento. E o diretor Alex Pritz foi consagrado com o prêmio Cinema Eye de Melhor Estreia do ano em documentário. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Claro TV+, Google Play, Loja Prime, Microsoft Store, Vivo Play e YouTube, entre outras, que funcionam como locadoras digitais sem a necessidade de assinatura mensal.
Bicho-Papão de Stephen King vai assombrar cinemas em julho
O terror “The Boogeyman”, adaptação de um conto de Stephen King, impressionou nas exibições-teste com o público e fez os executivos da 20th Century Studios mudarem seu destino. Originalmente planejado para o streaming, o filme dirigido por Rob Savage (“Cuidado Com Quem Chama”) agora será lançado nos cinemas – em 2 de junho nos EUA. Com isso, o estúdio busca reproduzir a iniciativa que deu certo com “Sorria” (2022), terror originalmente produzido para a Paramount+, que também teve boas sessões de teste e acabou sendo lançado nos cinemas, onde rendeu mais de US$ 200 milhões nas bilheterias. Baseado no conto “O Bicho-Papão”, publicado na antologia “Sombras da Noite” (Night Shift), o filme conta a história de uma jovem de 16 anos e sua irmã mais nova, que ainda estão se recuperando da morte de sua mãe. Elas passam a ser ameaçadas pelo bicho-papão depois que seu pai, um psicólogo, tem um encontro com um paciente desesperado em sua casa. O roteiro da adaptação foi escrito por Scott Beck e Bryan Woods (roteiristas de “Um Lugar Silencioso”), em parceria com Mark Heyman (“Cisne Negro”), e o elenco é formado por Chris Messina (“Eu Me Importo”), Sophie Thatcher (“Yellowjackets”), Vivien Lyra Blair (“Obi-Wan Kenobi”), David Dastmalchian (“O Esquadrão Suicida”), Marin Ireland (“Sneaky Pete”) e Madison Hu (“Bizaardvark”). Vale lembrar que a história já rendeu um curta de 28 minutos em 1982, que também foi lançado num vídeo de 1994 como parte de uma antologia de adaptações dos contos de “Sombras da Noite”. Só que nesta versão não existem adolescentes na trama, apenas um homem calvo de meia-idade, que busca auxílio com um psiquiatra ao se sentir assombrado em sua própria casa.
Vídeo de “Invencível” explica demora e dá previsão pra estreia da 2ª temporada
A Amazon Prime Video divulgou um vídeo animado de “Invencível” (Invencible) para acalmar os fãs que não se conformam com a demora de estreia da 2ª temporada. A prévia traz o protagonista (dublado pelo ator Steven Yeun), sendo cobrado por Allen, o Alien (com voz de Seth Rogen), sobre o que ele estava fazendo ultimamente e porque não voltava logo à ação. Ao final, consegue arrancar uma perspectiva para os próximos capítulos: final de 2023. A animação adulta adapta os quadrinhos homônimos de Robert Kirkman (o autor de “The Walking Dead”), que abordam o universo dos super-heróis com um olhar sombrio. A trama gira em torno de Mark Grayson, um jovem aparentemente comum, exceto pelo fato de ser filho do super-herói mais poderoso do planeta, Omni-Man. Durante toda a vida, ele acreditou que seu pai era um alienígena benevolente, vindo do espaço para proteger a Terra, e que havia herdado seus poderes para continuar esse legado. Até o dia em que é convidado a se juntar ao pai em sua verdadeira missão: dominar o mundo. O detalhe é que esta evolução narrativa é acompanhada por uma mudança radical de tom, refletida pela troca do humor leve dos primeiros episódios por uma abordagem ultraviolenta pesadíssima – que nos quadrinhos originais é ainda pior. O elenco de dubladores reúne diversos intérpretes “clássicos” de “The Walking Dead”, a começar pelo próprio Steven Yeun (o Glenn). Além dele, o elenco de vozes originais ainda inclui Lauren Cohan (a Maggie), Lennie James (Morgan), Khary Payton (Ezekiel), Ross Marquand (Aaron), Sonequa Martin-Green (Sasha), Michael Cudlitz (Abraham) e Chad Coleman (Tyreese). A produção também conta com dublagens de JK Simmons (vencedor do Oscar por “Whiplash”) como Omni-Man e Sandra Oh (vencedora do Globo de Ouro por “Grey’s Anatomy” e “Killing Eve”) como a mãe do protagonista, sem esquecer de Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Walton Goggins (“Tomb Raider”), Mark Hamill (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), Gillian Jacobs (“Community”) e Seth Rogen (“Vizinhos”), que também é um dos produtores da atração. Um elenco impressionante que mais que justifica a opção por assistir aos episódios no idioma original.
Timothée Chalamet estrela divertido comercial da Apple TV+
A plataforma de streaming Apple TV+ divulgou um divertido comercial estrelado por Timothée Chalamet (“Duna”). No vídeo, ele aparece conferindo o catálogo da Apple TV+ e invejando os atores que estrelaram os filmes e séries da plataforma. A proposta do comercial é divulgar o catálogo premiado do serviço, que conta com filmes como o vencedor do Oscar “No Ritmo do Coração” (que no Brasil foi lançado pela Amazon Prime Video) e série como “Ted Lasso” e “Ruptura”. “‘Ruptura’ é estranho. Eu consigo fazer algo estranho”, diz Chalamet em determinado momento. O vídeo também menciona algumas atrações inéditas da Apple TV+, como o vindouro filme “Killers of the Flower Moon”, dirigido por Martin Scorsese e estrelado por Leonardo DiCaprio e Robert De Niro, e a série “Chief of War”, com Jason Momoa. O próprio Momoa, que atuou com Chalamet em “Duna” (2021), também aparece no comercial, fazendo uma chamada de vídeo com o jovem ator. “Você tem uma nova série na Apple?”, questiona Chalamet. “Quem não tem?”, responde Momoa. “Sim, quem não tem”, diz Chalamet, referindo-se a si mesmo. Ao final o ator se vira para a câmera e fala: “Ei Apple, me liga?” Além de divulgar a plataforma, o comercial pode significar que Chalamet está prestes a estrelar uma produção do streaming. Anteriormente, a Apple TV+ divulgou um comercial similar, chamado “Everyone but Jon Hamm”, em que o ator Jon Hamm aparecia questionando o motivo de ele não ter feito nenhuma produção para o serviço. Em seguida, ele foi contratado para a série “The Morning Show”. Timothée Chalamet será visto a seguir na sci-fi “Duna: Parte Dois”, com estreia marcada para novembro, e na comédia “Wonka”, sobre a juventude de Willy Wonka (de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), que chega aos cinemas em dezembro.
That ’90s Show: Saiba como estão os personagens de “That ’70s Show” nos anos 1990
A série “That ’90s Show” chegou nessa quinta (19/1) na Netflix com a proposta de prestar uma homenagem à série original, “That ’70s Show”, ao mesmo tempo que apresenta novos personagens e novas situações. A princípio, Terry Turner, que criou a série original com sua esposa, Bonnie, e com Mark Brazill, não tinha interesse em retornar àquele universo depois de uma continuação malsucedida – chamada “That ’80s Show”, que durou só 13 episódios. “Sentimos que, a menos que tivéssemos um motivo para fazer isso, não deveríamos fazê-lo”, disse Turner ao jornal USA Today. Mas “à medida que a covid avançava, tínhamos essa sensação de saudade, de querer voltar para casa novamente”. O retorno para casa também significou a volta de alguns personagens queridos do público, como o casal Red (Kurtwood Smith) e Kitty Forman (Debra Jo Rupp), que ainda mora na mesma casa em Winsconsin e recebe a visita da neta Leia Forman (Callie Haverda), filha de Eric Forman (Topher Grace) e Donna Pinciotti (Laura Prepon). Em “That ’90s Show”, ela vai passar o verão na casa dos avós. Porém, ainda que os novos personagens sejam cativantes, o público está mais interessado em saber o que aconteceu com os personagens clássicos após o final de “The ’70s Show”. E “That ’90s Show” fornece essa resposta. Uma das primeiras revelações da série, feita no primeiro episódio, é que Donna e Eric estão morando em Chicago. Ela virou uma escritora e Eric trabalha como professor adjunto, ministrando um curso sobre a Religião de “Star Wars”. Kelso (Ashton Kutcher) e Jackie (Mila Kunis) também aparecem, visitando a residência Forman antes de partirem para seu “segundo novo casamento”. Eles são pais de Jay (Mace Coronel), que Kelson diz ter “a aparência do pai e o cérebro da mãe”. Em entrevista anterior, Kunis disse que não acreditava que Jackie e Kelso ficariam juntos, mas a produtora executiva de “That ’90s Show”, Lindsey Turner (filha de Bonnie e Terry), contrapôs que os personagens são como “Elizabeth Taylor e Richard Burton. Eles não conseguem ficar longe um do outro”. Outro personagem querido que também dá as caras é Fez (Wilmer Valderrama). Na nova série, ele é dono de uma rede de salões de beleza chamada “Chez Fez”. O slogan da empresa é “onde todo dia é um bom dia para o cabelo”, o que permite que Fez ressuscite sua frase clássica: “I said good day”. Ainda que Jackie e Fez tenham terminado “That ’70s Show” juntos, a continuação revela porque eles estão separados. Em certo momento, Fez explica que Jackie ainda amava Kelso. Quando estavam juntos de férias, ele a flagrou ao telefone uma noite falando com Kelso. “Ela me deixou lá”, disse Fez. “E eu passei os próximos cinco dias sendo expulso de banheiras de hidromassagem por falar demais.” Fez agora está namorando a vizinha dos Formans, Sherri (Andrea Anders), o que pode significar uma participação maior do personagem numa próxima temporada. O produtor Terry Turner, inclusive, entregou que Valderrama disse pra eles: “Apenas me ligue. Ligue para mim e estarei aí”. A ausência mais significativa foi do personagem Steven Hyde, uma vez que seu intérprete, Danny Masterson, está enfrentando três acusações de estupro. Hyde não aparece nem é mencionado na nova série, mas “nós meio que nos questionamos a respeito de como seria o futuro de Hyde”, disse Lindsey Turner. “No final das contas, parecia lógico para o personagem que ele fosse basicamente como D-Day (Bruce McGill) [no final] de ‘Clube dos Cafajestes'”, explicou ela. “Ele simplesmente subiu em um carro, em uma motocicleta e partiu, e Deus sabe onde ele está. Ele está por aí em algum lugar, o que pareceu algo muito natural para Hyde.”
“Cobra Kai” vai acabar na 6ª temporada
A Netflix renovou a série “Cobra Kai” para sua 6ª e última temporada. O anúncio foi revelado por meio de um teaser, que mostra um resumo da trajetória dos personagens de Johnny Lawrence (William Zabka) e Daniel LaRusso (Ralph Macchio), ex-rivais que acabaram se juntando. Alimentada pela nostalgia da década de 1980, “Cobra Kai” foi criada por Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (os dois últimos de “American Pie: o Reencontro”) e segue os personagens clássicos de “Karatê Kid”, mais de 30 anos após os eventos da franquia original. “Reapresentar ao mundo o universo de ‘Karate Kid’ foi nossa humilde honra. Fazer ‘Cobra Kai’ nos permitiu entrar no mesmo dojo sagrado que já foi habitado pelos grandes Robert Mark Kamen, John Avildsen, Jerry Weintraub e todos os incríveis membros da equipe original. Também nos permitiu brincar de sensei, expandindo as histórias originais e dar origem a uma nova geração de azarões. Nunca menosprezamos esta oportunidade”, disseram Heald, Hurwitz e Schlossberg, em comunicado. “Nosso objetivo desde o primeiro dia com ‘Cobra Kai’ sempre foi terminar do nosso jeito, deixando o Vale no tempo e no espaço que sempre imaginamos. Portanto, é com imenso orgulho e gratidão que podemos anunciar essa conquista”, continuaram eles. “A vindoura 6ª temporada marcará a conclusão de ‘Cobra Kai’. Embora este possa ser um dia agridoce para o fandom, o Miyagiverse nunca foi tão forte. Este fandom é o melhor do planeta e esperamos contar mais histórias de ‘Karate Kid’ para vocês no futuro. Porque, como todos sabemos, Cobra Kai nunca morre.” A mais recente temporada da atração foi um grande sucesso na Netflix, ficando várias semanas em 1º lugar entre as séries mais assistidas e arrecadando 98% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes. A 6ª e última temporada ainda não tem previsão de estreia.












