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    O Bom Gigante Amigo: Novo filme de Steven Spielberg ganha trailer legendado

    6 de abril de 2016 /

    A Disney divulgou o primeiro trailer legendado de “O Bom Gigante Amigo”, novo longa de Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”), que marca o retorno do diretor aos filmes juvenis de fantasia. A prévia retoma a introdução feita no primeiro teaser, em que uma menina, ao ficar acordada até tarde, descobre a existência de um gigante. A partir daí, o vídeo revela o maravilhamento e também o perigo que a acompanha, conforme ela descobre a terra mágica e a missão de seu novo bom amigo. O longa é estrelado pela pequena inglesa Ruby Barnhill, que faz sua estreia no cinema aos 10 anos de idade, e traz Mark Rylance (“Ponte de Espiões”) como a voz, o rosto e os movimentos (por captura de performance) do gigante bonzinho. A história, por sua vez, é uma adaptação do livro infantil escrito por Roald Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”) em 1982. Infelizmente, seu roteiro rendeu um registro agridoce, ao marcar um reencontro e uma despedida para Spielberg. Para filmar o livro, o diretor tirou da aposentadoria a roteirista Melissa Mathison (“Kundun”), com quem ele havia trabalhado no clássico “E.T. – O Extraterrestre” (1982) e no segmento dirigido por ele na antologia “No Limite da Realidade” (1983). Especialista em filmes estrelados por crianças, Melissa já lutava com um câncer durante o trabalho e veio a falecer após entregar o roteiro finalizado, em novembro passado. “O Bom Gigante Amigo” estreia em 28 de julho no Brasil, praticamente um mês após o lançamento nos EUA.

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    Roteirista de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal escreverá novo filme do arqueólogo aventureiro

    18 de março de 2016 /

    Após a confirmação de que “Indiana Jones 5” teria de volta Harrison Ford e o diretor Steven Spielberg, o site The Hollywood Reporter confirmou que o David Koepp vai escrever o filme. Koepp foi quem roteirizou o último filme da franquia, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008), baseado numa história de George Lucas. Será a quinta vez que ele trabalhará com Spielberg, para quem também escreveu os sucessos “Jurassic Park – O Parque dos Dinossauros” (1993), “O Mundo Perdido: Jurassic Park” (1997) e “Guerra dos Mundos” (2005). Por enquanto, os detalhes sobre a trama do novo Indiana Jones estão mantidos em segredo, mas é provável que o roteiro esteja bastante adiantado, pois boatos sobre o envolvimento de Koepp vem desde dezembro, quando Harrison Ford revelou que o filme já estava sendo escrito. O casal Kathleen Kennedy e Frank Marshall também retorna como responsáveis pela produção. Assim, da equipe criativa dos filmes anteriores, apenas o nome de George Lucas, que concebeu as quatro histórias prévias, não tem sido citado em relação ao projeto. Ele vendeu os direitos do personagem junto com a franquia “Star Wars” para a Disney, ao negociar a LucasFilm por US$ 4 bilhões em 2012. A Disney dispensou sua história para o filme que acabou virando “Star Wars: O Despertar da Força” e pode ter seguido essa tendência com relação a suas ideias a respeito do quinto “Indiana Jones”. “Indiana Jones 5” também já ganhou previsão de estreia. Ele deve chegar aos cinemas em 19 de julho de 2019, nos EUA.

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    Jogador Nº 1: Simon Pegg entra na nova sci-fi de Steven Spielberg

    18 de março de 2016 /

    O ator Simon Pegg (“Missão Impossível: Nação Fantasma”) entrou no elenco do novo filme de Steven Spielberg, “Jogador Nº 1”, informou o site da revista Variety. O ator se junta a Tye Sheridan (o novo Cíclope de “X-Men: Apocalipse”), Olivia Cooke (série “Bates Motel”) e Ben Mendelsohn (série “Bloodline”) no retorno do cineasta à ficção científica. Ele vai interpretar Orgen Morrow, um dos criadores do Oasis, programa de realidade virtual em que se passa a maior parte da trama. Adaptação do livro homônimo de Ernie Cline, o filme se passa no ano 2044, quando a decadência do planeta se torna tão insuportável que a humanidade passa os dias vivendo no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas Wade quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis, que escondeu uma série de pistas na realidade virtual, que levarão quem resolvê-las a herdar sua enorme fortuna e um poder incalculável. Milhões já tentaram conseguir o prêmio, sem sucesso. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida: o entretenimento pop do século 20. “Jogador Nº 1” tem estreia marcada para 30 de março de 2018.

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    É oficial: Harrison Ford voltará a ser Indiana Jones sob direção de Steven Spielberg

    15 de março de 2016 /

    A Walt Disney Company informou nesta terça-feira (15/3) que o diretor Steven Spielberg e o ator Harrison Ford irão retomar sua parceria clássica num quinto filme da franquia “Indiana Jones”, ainda sem título, que irá estrear nos cinemas em julho de 2019, 11 anos após o último longa da saga. “Indiana Jones é um dos maiores heróis da história do cinema, e mal podemos esperar para trazê-lo de volta às telas em 2019”, disse Alan Horn, chefe dos estúdios Walt Disney, no comunicado. “É raro termos uma combinação tão perfeita de diretor, produtores, ator e papel, e não podíamos estar mais animados em embarcar nessa aventura com Harrison e Steven”. O casal Kathleen Kennedy e Frank Marshall também retorna como responsáveis pela produção. Assim, da equipe original, apenas George Lucas, que escreveu os quatro filmes anteriores, ficará de fora. Ele passou os direitos do personagem junto com a franquia “Star Wars” para a Disney, ao vender a LucasFilm por US$ 4 bilhões em 2012. Desde então, o primeiro filme lançado sob a nova administração, “Star Wars: O Despertar da Força”, fez mais de US$ 2 bilhões em todo o mundo, revelando como o negócio foi ótimo para a Disney. O que faltou no anúncio, por sinal, foi o nome do roteirista. Rumores, entretanto, apontam a participação de David Koepp, responsável pela trama de “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008). De todo modo, a oficialização do quinto “Indiana Jones” põe fim a uma série de boatos e especulações, alimentados inclusive pelos próprios envolvidos no projeto. Spielberg chegou a se manifestar publicamente, dizendo-se interessado em dirigir o filme antes que a Disney considerasse outros candidatos, e isso soou quase como um ultimato – afinal, que diretor seria melhor que Spielberg? Além disso, o diretor ainda declarou que só havia um Indiana Jones e era Harrison Ford, eliminando no nascedouro ideias sobre um reboot da franquia. O sucesso de “Star Wars: O Despertar da Força”, que continuou a história clássica com participação dos intérpretes originais, deu mais peso a seus argumentos. Além de adquirir a LucasFilm, a Disney também precisou negociar com a Paramount, que lançou nos cinemas os quatro filmes originais. Pelo acordo acertado, as produções anteriores continuam sob controle da Paramount e o próximo filme ainda renderá uma compensação financeira ao estúdio.

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    Takeshi Kitano entra na adaptação de Ghost in the Shell, estrelada por Scarlett Johansson

    6 de março de 2016 /

    O lendário cineasta japonês Takeshi “Beat” Kitano (“Zatoichi”) entrou no elenco da adaptação americana de “Ghost in the Shell”, um dos mais famosos mangás/animes já criados, que será estrelada por Scarlett Johansson (“Os Vingadores”). Kitano, que não trabalhava em Hollywood desde a sci-fi “Johnny Mnemonic: O Cyborg do Futuro” (1995), vai interpretar Daisuke Aramaki, o chefe da Sessão 9, divisão policial da heroína ciborgue Mokoto Kusanagi, vivida por Johansson. Por sinal, o nome da personagem de Johansson pode ser alterado, uma vez que a atriz não tem traços japoneses. O elenco também inclui Michael Pitt (série “Boardwalk Empire”), como o terrorista virtual conhecido como The Laughing Man (o homem que ri), e o dinamarquês Pilou Asbæk (série “Os Borgias”), como o policial Batou, parceiro de Kusanagi. Considerado uma das maiores realizações dos quadrinhos japoneses, “Ghost in the Shell” (alma na concha, em tradução literal) foi criado em 1989 pelo mestre Masamune Shirow (criador também de “Appleseed”) e teve grande impacto na cultura pop, especialmente no ramo da sci-fi conhecido como cyberpunk. A história de Shirow também influenciou a animação mundial ao ser transformada em longa animado em 1995 – lançado no Brasil como “Fantasma do Futuro” – , surpreendendo a crítica com uma trama adulta de ficção científica, num período em que abundavam, no mercado americano, produções de desenhos infantis medíocres. A trama tem ritmo de thriller futurista. Passa-se em 2029 e acompanha a major Mokoto Kusanagi, cyborg comandante de uma unidade de combate ao terrorismo cibernético, que luta contra uma conspiração de hackers, cujo objetivo é levar anarquia às ruas de uma megacidade japonesa. Seu sucesso deu origem a uma franquia animada, composta por três longas, quatro OVAs (filmes lançados diretamente em vídeo) e duas séries de televisão. A direção da adaptação americana está a cargo de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e a produção terá supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), dono do estúdio DreamWorks, que é fã assumido do material original. Infelizmente, o filme deve manter o péssimo título do VHS nacional, “O Fantasma do Futuro”, em seu lançamento no Brasil, que está marcado para 13 de abril de 2017, duas semanas após a estreia nos EUA (em 31/3/17).

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    Oscar 2016: Cerimônia exibirá a maior saia justa da história da Academia de Hollywood

    28 de fevereiro de 2016 /

    A premiação do Oscar 2016, que acontece na noite deste domingo (28/2), já é considerada a maior saia justa da história da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Criticada pela ausência, pelo segundo ano consecutivo, de artistas negros entre seus indicados, a situação constrangedora tem sido reforçada por vitórias de atores negros em outras premiações importantes da temporada. E amplificada por novas gafes da produção do evento, como a exclusão da cerimônia da cantora transexual Anohni, indicada ao Oscar de Melhor Canção (por “Manta Ray”, de “A Corrida contra a Extinção”). Discursos contundentes são esperados. Mas grandes mudanças já estão em curso, que tendem a fazer deste o último Oscar à moda antiga. O último Oscar escolhido por uma maioria esmagadora de homens brancos idosos. Não deixa de ser interessante que a premiação chegue a seu crepúsculo dividida, em seu favoritismo, entre seus três candidatos mais brancos e masculinos, “O Regresso”, “A Grande Aposta” e “Spotlight – Segredos Revelados”, que expõem a macheza de seus protagonistas, capazes de vencer a natureza, a economia e as instituições, rangendo os dentes e se dizendo mais puros e dignos que seus rivais. Esta divisão foi expressa nas votações dos sindicatos de Hollywood, em que diretores preferiram “O Regresso”, produtores “A Grande Aposta” e atores “Spotlight”. Dos favoritos, o mais fraco agrada ao maior grupo de votantes. “Spotlight” não é apenas um filme conservador, no sentido de não ousar esteticamente como os demais, mas se mostra reducionista até naquilo que tem motivado elogios à sua realização. Para o filme do diretor Tom McCarthy, jornalismo investigativo se resume à pesquisa de arquivos, especialmente reportagens antigas. Como a história se passa no começo dos anos 2000, boa parte de sua “ação” acontece em salas cheias de pastas e papéis. Mas se fosse trazida para os dias atuais, a trama mostraria um jornalismo paralisado diante do Google. “A Grande Aposta” é o mais arrojado. Usando técnicas de documentário e derrubando a quarta parede, o diretor Adam McKay surpreende por tornar interessante, da forma mais cínica possível, um tema que afeta a todos, mas que a maioria prefere ignorar: o funcionamento da bolsa de valores. Não que suas explicações convençam. Ao contrário, apenas entretêm. Mas a acidez com que corroem o capitalismo é bastante subversiva para o padrão dos liberais de Hollywood. Por sua vez, “O Regresso” já foi sublimado, pelo grande público, como o Oscar de Leonardo DiCaprio. Fãs que seguem o ator desde “Titanic” (1997) decidiram que o filme representará sua canonização no firmamento cinematográfico, tantas são as romarias anunciadas para celebrar o fim de seu martírio e sua esperada consagração como vencedor do Oscar. Entretanto, como cinema, o filme dirigido por Alejandro González Iñárritu é, na verdade, do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki, que pode fazer História ao se tornar o primeiro cinematógrafo a vencer o Oscar por três anos consecutivos. Vista por outro ângulo, a escolha poderia ser bem mais simplificada. Afinal, quem merece vencer o Oscar 2016, o novo filme do diretor da bomba “Trocando os Pés” (2014), do pastelão “Tudo Por um Furo” (2013) ou do oscarizado “Birdman” (2014)? Azarão nesta disputa, “Mad Max: Estrada da Fúria”, de George Miller, mantém a torcida de uma parcela da crítica, que destaca suas cenas insanas e um diretor que merece mais reconhecimento. Além disso, o filme deixa um legado de frases impactantes e uma protagonista feminina poderosa, algo ainda raro na centenária Hollywood. O apuro de sua produção deve render muitos prêmios técnicos. Porém, todo esse talento é colocado a serviço de uma longa perseguição, que visa o espetáculo visual sem pretender chegar a lugar algum – tanto que é, de forma mais instigante que a jornada de DiCaprio, circular. Embora seja possível enxergar alegorias profundas em sua realização, até os fanboys mais radicalizados apostariam contra “Mad Max” numa disputa de roteiro – categoria a qual nem foi indicado. Há questões importantes de gênero embutidas também nas indicações periféricas de “Carol” e “A Garota Dinamarquesa”, que trazem o universo LGTB ao Oscar. Entretanto, quando barrou a participação de Anohni da cerimônia, a própria Academia tratou de colocar o tema em seu devido lugar, como figurante da festa, que não deve chamar mais atenção que já conquistou. Os dois sequer foram convidados a disputar o Oscar de Melhor Filme. Mesmo assim, “A Garota Dinamarquesa”, que resulta num filme mais convencional que seu tema, acabou criando uma polêmica inesperada. Mais uma. Isto porque a Academia permite aos produtores decidirem em que categoria os candidatos irão concorrer. E “A Garota Dinamarquesa” inscreveu sua protagonista, a atriz sueca Alicia Vikander, como coadjuvante. Graças a esta artimanha, ela se tornou favorita ao prêmio. Mas gerou protestos de quem ficou fora da disputa. Vikander pode ser responsável por impedir a reunião dos astros de “Titanic” na premiação, pois Kate Winslet vinha vencendo troféus como Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em “Steve Jobs”. Indiretamente, ao evitar a disputa de Melhor Atriz, ela também deixa aberto o caminho para Brie Larson levar seu Oscar por “O Quarto de Jack”. Embora a seleção de filmes indicados apresente uma tendência inquietante, os flashes quase ofuscam outro tipo de conservadorismo. Afinal, o tapete vermelho é mais que um ritual cafona, em que estrelas desfilam vestidos de grife. É o instante em que a Academia, com a ajuda da mídia, tenta evocar o antigo glamour de Hollywood. Um conceito que também emana da visão de homens brancos idosos, que guardam saudades de uma época em que astros e estrelas, em suas roupas de gala, pareciam descer de carruagens num baile de contos de fadas. A consagração dessa nostalgia, por uma mídia mais interessada em vestidos e sapatinhos de cristal, é o que inspira as torcidas fabulosas por DiCaprio. A generalização do “será que DiCaprio vence?” é digna do público de novelas, que torce pela reviravolta redentora, mesmo que o desfecho tenha sido vazado com antecedência. Melhor seria, ainda, se houvesse a consagração simultânea de Kate Winslet, materializando o final feliz que faltou a “Titanic”, como num conto de fadas da “vida real”. E tudo isso sem que os filmes atuais tenham qualquer relevância para a torcida. Isto é o Oscar para o público e a imprensa médias. O mesmo simbolismo alimenta a torcida por Sylvester Stallone, que concorre como Melhor Coadjuvante por “Creed – Nascido para Lutar”, 39 anos após disputar como Ator e Roteirista pelo mesmo personagem, Rocky. O público, de fato, gosta de um final feliz no cinema. A antítese dessa narrativa à moda antiga pode virar a vitória mais importante do Oscar 2016, encaminhada pelo resultado do Sindicato dos Atores, que já reconheceu, como sendo a melhor, a estrela menos badalada da festa: Brie Larson. Ela não é exatamente uma revelação, pois começou a fazer séries com 10 anos de idade e vem se destacando em filmes indies desde 2010. Aliás, já deveria ter sido indicada por “Temporário 12” (2013), filmaço que teve como pecado ser uma produção sem dinheiro para campanha de premiação. A importância de seu potencial Oscar, por sinal, reside em “O Quarto de Jack” ser a única produção realmente indie na disputa deste domingo, tendo fechado sua distribuição com a pequena A24 apenas após sua exibição no Festival de Toronto – que, inclusive, venceu. Os demais supostos indies da competição, como “Spotlight” e “Carol”, além de destacar estrelas já consagradas, foram realizados com toda a estrutura de estúdio e distribuição garantidas. Brie Larson não era visada por paparazzi antes de “O Quarto de Jack”. O filme não é repleto de famosos, não tem diretor incensado e seus produtores não frequentam a lista dos VIP de Hollywood. Além disso, trata de questões femininas, de abuso e maternidade, representadas sem maquiagem ou glamour algum. Menos comentado entre todos os indicados, trata-se do filme que mais bem representa as mudanças que se espera do Oscar, pós-velhos brancos. Já no outro extremo, o Oscar dos velhos brancos é mais bem representado por “Ponte dos Espiões”, que fez Steven Spielberg bater um recorde, atingindo nove indicações, como o diretor que mais vezes disputou o Oscar de Melhor Filme em todos os tempos. Infelizmente, também é o mais fraco dos trabalhos com que o cineasta concorreu, discutindo justiça e espionagem num cenário de Guerra Fria – a analogia serve, mas seria mais corajoso se, de fato, tratasse do mundo em que vive Edward Snowden. A propósito, a presença de “Ponte dos Espiões” é um dos motivos de questionamento da lista do Oscar de Melhor Filme do ano. Produção apenas mediana, deixou de fora “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, “Creed – Nascido para Lutar” e “Carol”, para citar apenas os mais evidentes – dois filmes estrelados e dirigidos por negros e um terceiro sobre um casal lésbico. Mas a lista poderia incluir ainda “Tangerine”, a maior provocação de todas, protagonizado por uma transgênero negra. Afinal, “Tangerine” também vem conquistando prêmios importantes. Além disso, as regras da Academia permitem até dez indicações nesta categoria, e os escolhidos foram apenas sete, passando a mensagem de que os demais não eram bons – ou dignos – o suficiente para o Oscar. Vale destacar que nenhum filme premiado no Festival de Sundance foi selecionado – nem mesmo o brasileiro “Que Horas Ela Volta?”. Por fim, o foco da polêmica mais recente, o Oscar de Melhor Canção, pode se tornar ainda mais constrangedor. Único negro indicado a qualquer coisa no Oscar 2016, the Weeknd tem tudo para repetir o que aconteceu no ano passado, quando John Legend, o negro de 2015, levou a estatueta de Melhor Canção pelo tema do filme “Selma”. Infelizmente, the Weeknd também representa o pior filme do ano, “Cinquenta Tons de Cinza”, e, junto com Lady Gaga e Sam Smith, entra no mix como sugestão de que a Academia está atenta ao pop moderno. Tão atenta que deixou de fora a melhor música de cinema da temporada, “See You Again”, da trilha de “Velozes e Furiosos 7”, que emocionou tanto quanto o incensado tema de “Titanic”, cantado por Celine Dion. O consolo do rapper Wiz Khalifa é que a Academia jamais considerou rap digno da categoria de Melhor Canção, embora tenha tolerado Common na companhia de John Legend no ano passado – a música, porém, era um gospel. Talvez isto também explique porque nenhum diretor negro tenha, até hoje, “merecido” indicação ao Oscar. Mas nem tudo é apocalipse. Houve uma evolução positiva, por conta da internacionalização da categoria de Melhor Animação. Em vez das produções bobinhas da DreamWorks, acompanham “Divertida Mente” um filme indie (“Anomalisa”) e produções do Reino Unido (“Shaun, o Carneiro”), Japão (“Quando Estou com Marnie”) e até do Brasil! “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, emplacou a primeira indicação de um filme 100% brasileiro no Oscar desde que “Cidade de Deus” surpreendeu em 2004. Apesar disso, a vitória de “Divertida Mente” é considerada até mais garantida que o Oscar de Leonardo DiCaprio. Justos ou injustos, os vencedores do Oscar 2016 serão conhecidos na noite deste domingo (28/2), em cerimônia que será realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, com apresentação do comediante Chris Rock (“Gente Grande”) e transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista completa dos indicados: INDICADOS AO OSCAR 2016 FILME “A Grande Aposta” “Ponte dos Espiões” “Brooklyn” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “O Quarto de Jack” “Spotlight – Segredos Revelados” DIREÇÃO Adam McKay, “A Grande Aposta” George Miller, “Mad Max: Estrada da Fúria” Alejandro G. Iñarritu, “O Regresso” Lenny Abrahamson, “O Quarto de Jack” Tom McCarthy, “Spotlight: Segredos Revelados” ATOR Bryan Cranston, “Trumbo – Lista Negra” Leonardo DiCaprio, “O Regresso” Eddie Redmayne, “A Garota Dinamarquesa” Michael Fassbender, “Steve Jobs” Matt Damon, “Perdido em Marte” ATOR COADJUVANTE Christian Bale, “A Grande Aposta” Tom Hardy, “O Regresso” Mark Ruffalo, “Spotlight – Segredos Revelados” Mark Rylance, “Ponte dos Espiões” Sylvester Stallone, “Creed: Nascido Para Lutar” ATRIZ Cate Blanchett, “Carol” Brie Larson, “O Quarto de Jack” Jennifer Lawrence, “Joy: O Nome do Sucesso” Charlotte Rampling, “45 Anos” Saoirse...

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    Novo Cíclope da franquia X-Men vai estrelar próxima sci-fi de Steven Spielberg

    25 de fevereiro de 2016 /

    O jovem ator Tye Sheridan, que iniciou sua carreira em “A Árvore da Vida” (2011), impressionou em “Amor Bandido” (2012) e viverá o super-herói Ciclope em “X-Men: Apocalipse”, vai estrelar “Jogador Nº 1” (Ready Player One), o próximo filme de Steven Spielberg. Segundo o site The Wrap, ele interpretará o protagonista, chamado Wade. Adaptação do livro homônimo de Ernie Cline, o filme marcará a volta de Spielberg para a ficção científica. A trama se passa no ano 2044, quando a decadência do planeta se torna tão insuportável que a humanidade passa os dias vivendo no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas Wade quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis, que escondeu uma série de pistas na realidade virtual, que levarão quem resolvê-las a herdar sua enorme fortuna e um poder incalculável. Milhões já tentaram conseguir o prêmio, sem sucesso. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida: o entretenimento pop do século 20. O ator de 20 anos vai se juntar à Olivia Cooke (série “Bates Motel”) e Ben Mendelsohn (série “Bloodline”) na produção, que foi roteirizada por Zak Penn (“X-Men 2″, “O Incrível Hulk”). Ainda não há previsão para a filmagem, mas, originalmente marcada para dezembro de 2017, a estreia foi adiada para 30 de março de 2018 para evitar a concorrência de “Star Wars: Episódio VIII”.

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    Douglas Slocombe (1913 – 2016)

    23 de fevereiro de 2016 /

    Morreu o diretor de fotografia Douglas Slocombe, que filmou dezenas de clássicos, deixando sua marca em obras reverenciadas como “A Dança dos Vampiros”, de Roman Polanski, “O Grande Gasby”, estrelado por Robert Redford, e a trilogia original de “Indiana Jones”. Ele faleceu na segunda-feira (22/2) aos 103 anos de idade, em um hospital de Londres, onde era tratado desde janeiro em decorrência de uma queda. Nascido em Londres, em 10 de fevereiro de 1913, Douglas Slocombe começou a demonstrar seu talento para captar imagens como fotojornalista. Ele fotografou para as famosas revistas Life e Paris-Match nos anos 1930, até que, no início da 2ª Guerra Mundial, trocou a máquina fotográfica pela câmera de cinema, interessado em documentar com urgência momentos históricos, como a invasão da Polônia pelas tropas nazistas em 1939. Essas suas primeiras filmagens integraram o célebre documentário “Lights out in Europe” (1940), realizado por Herbert Kline. Ao fim do conflito europeu, ingressou na indústria do cinema britânico. Contratado pelo Ealing Studios, começou sua carreira profissional como operador de câmera do cineasta Charles Crichton em “For Those in Peril” (1944), drama de guerra que mesclou técnicas de filmagem de documentário para criar cenas realistas. Mas foram seus trabalhos na antologia de terror “Na Solidão da Noite” (1945), no segmento dirigido por Alberto Cavalcanti, e em “Grito de Indignação” (1947), a primeira comédia do estúdio, novamente com Crichton, que o tornaram requisitado. As comédias se provaram tão populares para o Ealing que Slocombe praticamente se especializou em filmes do gênero estrelados por Alec Guinness, como “As Oito Vítimas” (1949), “O Mistério da Torre” (1951), “O Homem do Terno Branco” (1951) e “Todos ao Mar!” (1957). Mas entre esses sucessos de bilheteria, ele também aperfeiçoou a construção de atmosferas sinistras em preto e branco, trabalhando com mestres do gênero noir como Basil Dearden em “Do Amor ao Ódio” (1950) e Gordon Parry em “A Tentação e a Mulher” (1958) Sua transição para o cinema colorido veio carregada de vermelho, com o cultuado terror “Circo dos Horrores” (1960), de Sidney Hayers, seguido por um legítimo terror da Hammer, “Grito de Pavor” (1961). Mesmo assim, Slocombe demorou a largar a predileção pelo preto e branco, do qual ainda se valeu para rodar importantes filmes dramáticos como “A Marca do Cárcere” (1961), em que Stuart Whitman viveu um pedófilo, “Freud – Além da Alma” (1962), cinebiografia do pai da psicanálise estrelada por Montgomery Clift, o drama feminista “A Mulher que Pecou” (1962), em que Leslie Caron viveu uma solteira grávida, e principalmente “O Criado” (1963), obra pioneira do homoerotismo, dirigida por Joseph Losey, que lhe rendeu o BAFTA (o Oscar britânico) de Melhor Cinegrafia em Preto e Branco. A repercussão desses filmes o colocou em outro patamar, tornando-o disputado por diretores de blockbusters. Slocombe viu-se obrigado a abandonar o preto e branco definitivamente, ao embarcar nas aventuras “Os Rifles de Batasi” (1964), “Vendaval em Jamaica” (1965), “Crepúsculo das Águias” (1966) e “A Espiã que Veio do Céu” (1967). Aos poucos, porém, começou a selecionar melhor as ofertas de trabalho, o que lhe permitiu encontrar o equilíbrio entre o sucesso comercial e o culto cinéfilo, a partir da comédia de terror “A Dança dos Vampiros” (1967), de Roman Polanski, em que usou locações cobertas de neve para ressaltar, mesmo em cores vibrantes, os contrastes do cinema expressionista. E continua sua série de cults com o suspense “O Homem que Veio de Longe” (1968), de Joseph Losey, o drama de época “O Leão no Inverno” (1968), de Anthony Harvey, o thriller “Um Golpe à Italiana” (1969), de Peter Collinson, a cinebiografia de Tchaikovsky “Delírio de Amor” (1970), de Ken Russell, e o drama de guerra “Seu Último Combate” (1971), de Peter Yates. A sequência impressionante de filmes de alto nível o levou a ser procurado por um mestre da velha Hollywood, George Cukor. Apesar de ser filmada em Londres com Maggie Smith e outros atores britânicos, a comédia “Viagens com a Minha Tia” (1972), de Cukor, acabou se tornando o passaporte de Slocombe para o sonho americano, ao lhe render sua primeira indicação ao Oscar de Melhor Diretor de Fotografia. A partir daí, ele passou a alternar Londres e Hollywood, acumulando trabalhos nos dois lados do Atlântico, como as produções americanas “Jesus Cristo Superstar” (1973) e “O Grande Gatsby” (1974), que lhe rendeu seu segundo BAFTA, seguidas por “As Criadas” (1975) e “A Vida Pitoresca de Tom Jones” (1976) no Reino Unido. A cinebiografia “Júlia” (1977), em que Jane Fonda viveu a escritora Lillian Hellman, rendeu-lhe sua segunda indicação ao Oscar, além do terceira BAFTA, mas um trabalho menor, realizado no mesmo ano, provou-se mais importante para o futuro de sua carreira. Slocombe conheceu Steven Spielberg na função de quebra-galho, para filmar uma pequena sequência, rodada na Índia, de “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1977), pois o diretor de fotografia titular da produção não poderia fazer a viagem. O resultado impressionou o jovem diretor, que convidou o cinematógrafo veterano, então com 70 anos de idade, para trabalhar em “Os Caçadores da Arca Perdida” (1981). Slocombe conquistou sua terceira e última indicação ao Oscar pelo primeiro filme de Indiana Jones. Mas o reconhecimento foi além da Academia. Ao captar e atualizar a sensação de perigo constante e as inúmeras reviravoltas dos velhos seriados de aventura, Slocombe materializou sequências antológicas, que entraram para a história do cinema, ampliando ainda mais seu legado e influência com os filmes seguintes da franquia, “Indiana Jones e o Templo da Perdição” (1984) e “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989). Ele ainda filmou “007 – Nunca Mais Outra Vez” (1983), a volta de Sean Connery ao papel de James Bond, e o drama de época “Lady Jane” (1986), com Helena Bonham Carter, antes de se aposentar após o terceiro Indiana Jones, com 75 anos de idade. “Harrison Ford foi Indiana Jones na frente das cameras, mas Dougie foi o meu herói atrás das câmeras”, declarou Spielberg, ao se despedir do velho parceiro.

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    Lupita Nyong’o pode viver alienígena em sci-fi dos criadores de Jurassic World

    9 de fevereiro de 2016 /

    Vencedora do Oscar por “12 Anos de Escravidão”, a atriz Lupita Nyong’o está em negociações para estrelar uma ficção científica que, segundo o site The Hollywood Reporter, deve se tornar o próximo filme de Ava DuVernay (“Selma”). Intitulada “Intelligent Life”, a sci-fi foi escrita por ninguém menos que a dupla Colin Trevorrow e Derek Connolly, respectivamente diretor e roteirista de “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (2016), e a produção está a cargo da Amblin Entertainment, empresa de Steven Spielberg. A trama gira em torno de um funcionário de um órgão da ONU, criado para representar a humanidade no caso de um contato com extraterrestres, e vai mostrar o que acontece quando ele se apaixona por uma misteriosa mulher (Lupita), que se revela de outro mundo. O tom seria o mesmo do primeiro filme de Trevorrow e Connolly, a sci-fi indie “Sem Segurança Nenhuma” (2012). Por curiosidade, em seu filme mais recente, Lupita Nyong’o também interpretou uma alienígena, a pirata Maz Kanata em “Star Wars: O Despertar da Força” (2015). A previsão é que a filmagem de “Intelligent Life” comece no verão americano (entre junho e agosto).

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    O Bom Amigo Gigante: Volta de Spielberg à fantasia ganha primeiro pôster

    24 de janeiro de 2016 /

    A Disney divulgou o primeiro pôster de “O Bom Gigante Amigo”, novo longa de Steven Spielberg (“Ponte dos Espiões”), que marca o retorno do diretor aos filmes juvenis de fantasia. A imagem destaca a pequena inglesa Ruby Barnhill em sua estreia no cinema, aos 10 anos de idade, empinada sobre o pé de uma criatura gigante. O cartaz também faz alusão ao autor do livro e a relação do longa com o maior clássico juvenil do diretor, “E.T. – O Extraterrestre” (1982). Baseado no livro infantil de Roald Dahl (autor de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”), o filme marcou o reencontro e a despedida de Spielberg de sua parceira em “E.T.”, a roteirista Melissa Mathison, que lutava contra o câncer e faleceu em novembro. A trama acompanha a órfã Sophie, que, durante uma noite de insônia, olha pela janela e vê um gigante na rua. Quando ele também a vê, resolve levá-la até a terra dos gigantes, onde a menina descobre que o trabalho do “BGA” (Bom Gigante Amigo) é apenas recolher, catalogar e entregar sonhos agradáveis para as crianças. O problema é nem todos os gigantes são amigáveis e um grupo deles se interessa pela curiosa Sophie, planejando devorá-la. Apesar de estrear no cinema, Barnhill já possui experiência como atriz, tendo atuado em teatro e na série infantil “4 O’Clock Club”, da rede britânica BBC. O gigante amigo, por sua vez, é interpretado por Mark Rylance (“Ponte dos Espiões”), por meio de captura de movimentos.

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    Vilmos Zsigmond (1930 – 2016)

    3 de janeiro de 2016 /

    Morreu o diretor de fotografia Vilmos Zsigmond, vencedor do Oscar por “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” (1978) e eleito um dos 10 cinematógrafos mais influentes de Hollywood, em pesquisa recente do sindicato da categoria. Ele faleceu no domingo (3/1) aos 85 anos, de causa não revelada. Vilmos nasceu em Szeged, na Hungria, em 16 de junho de 1930, filho de um jogador de futebol, e estudou cinema em Budapeste durante o período de turbulência política do país. Ao lado do colega de aula László Kovács, ele registou os eventos da revolução húngara de 1956, primeira rebelião realizada contra a União Soviética, que foi duramente reprimida. Como resultado, os dois precisaram fugir para a Áustria, de onde embarcaram para os EUA, dispostos a fazer história em Hollywood. Esta aventura, por sinal, foi narrada num documentário, “No Subtitles Necessary: Laszlo & Vilmos”, produzido pelo canal educativo americano PBS em 2009. Ele se naturalizou americano em 1962 e adotou o pseudônimo de William Zsigmond, passando a trabalhar como assistente de câmera e iluminação em diversas produções “psicotrônicas” (além do trash). Seus primeiros créditos incluem o filme de rock “Wild Guitar” (1962) e o terror “The Incredibly Strange Creatures Who Stopped Living and Became Mixed-Up Zombies!!?” (1964), ambos dirigidos por Ray Dennis Steckler, um dos piores cineastas que já existiram. O filme dos zumbis, por sinal, tornou-se cultuadíssimo pela precariedade, consagrando-se como um clássico do cinema trash. “William” foi promovido a cinematógrafo no terror “Tara Diabólica” (1963) e continuou acumulando filmes de classe Z em sua filmografia, como “Passagem para o Futuro” (1964), “Psycho a Go-Go” (1965), “Mondo Mod” (1967), “Sádicos de Satã” (1969) e “O Horror do Monstro Sangrento” (1970), nos quais trabalhou com alguns dos diretores mais lamentáveis do cinema americano. A experiência em filmes de baixo orçamento o levou ao cinema independente, que começava a experimentar surto de criatividade no final dos anos 1960. Para trabalhar nos dramas “The Picasso Summer” (1969), “Céu Vermelho ao Amanhecer” (1971) e no western “Pistoleiro Sem Destino” (1971), dirigido e estrelado por Peter Fonda, ele voltou ao nome de batismo, e começou a ser reconhecido pela qualidade de sua fotografia. Os bons resultados o aproximaram de Robert Altman, que o contratou para fotografar a comédia western “Onde os Homens São Homens”. Vilmos se consagrou ao decidir filmar do filme com iluminação natural, explorando o ar livre e os lampiões da época. As críticas positivas animaram Altman a continuar a parceria no drama “Imagens” (1972) e no noir “Um Perigoso Adeus” (1973), que evidenciaram um cinematógrafo bem diferente daquele “William” que fazia horrores baratos, mostrando um mestre da fotografia, com grande apuro estético. Mas a reviravolta definitiva se deu com uma produção não tão distante de seu filão tradicional. Vilmos registrou seu primeiro clássico entre corredeiras e montanhas, filmando ao ar livre as imagens de tensão de “Amargo Pesadelo” (1972). O filme de John Boorman marcou época pelas cenas chocantes e clima de terror rural, a ponto de inaugurar um subgênero de horror, povoado por caipiras maníacos – a semente que germinaria “O Massacre da Serra Elétrica”, dois anos depois. Os diretores da “Nova Hollywood” se encantaram com o filme, recrutando Vilmos para voos mais ousados, entre eles o jovem Steven Spielberg, para quem o húngaro filmou “Louca Escapada” (1974) e “Contatos Imediados do Terceiro Grau” (1977), Jerry Schatzberg, com quem rodou “O Espantalho” (1973) e “Doce Vingança” (1976), Brian De Palma, seu parceiro em “Trágica Obsessão” (1976), no cultuado “Um Tiro na Noite” (1981), “A Fogueira das Vaidades” (1990) e em “Dália Negra” (2006), Michael Cimino, com quem realizou o clássico “O Franco Atirador” (1978) e “O Portal do Paraíso” (1980), e Mark Rydell, com “Licença Para Amar Até a Meia-Noite” (1973), “A Rosa” (1979), “O Rio do Desespero” (1984) e “Intersection” (1994). A vitória no Oscar por “Contatos Imediatos do Terceiro Grau” legitimou sua trajetória, após tantos filmes B de efeitos trágicos, com uma fotografia realista de alienígenas e naves espaciais, que não só deram credibilidade ao filme, mas também ao próprio Spielberg, que a partir daí se firmou como um dos principais cineastas do gênero sci-fi. Vilmos voltou a ser indicado ao Oscar pelas imagens impactantes de “O Franco Atirador”, que também fez muitos chamarem Michael Cimino de gênio, antes dele se tornar esquecido por filmes sem o mesmo cinematógrafo. A Academia também o indicou por “O Rio do Desespero”, mas só voltou a referenciar seu trabalho 20 anos depois, pela recriação noir de “Dália Negra”, no qual retomou a antiga parceria com Brian De Palma. Com “Fronteira da Violência (1982), de Tony Richardson, e “As Bruxas de Eastwick” (1987), de George Miller, ele firmou uma duradoura amizade com o ator Jack Nicholson, que o levou a fotografar “A Chave do Enigma” (1990), continuação de “Chinatown” (1974) que o próprio astro dirigiu. Os dois ainda voltaram a trabalhar juntos em “Acerto Final” (1995), sob direção de Sean Penn. Mas o principal parceiro do final de sua filmografia foi outro integrante da “New Hollywood” com quem demorou a se encontrar: Woody Allen. Para o cineasta nova-iorquino, o húngaro filmou “Melinda e Melinda” (2004), “O Sonho de Cassandra” (2007) e “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” (2010). Ao longo da carreira, Vilmos só dirigiu um filme, “The Long Shadow” (1992), drama estrelado por Liv Ullmann e Michael York, mas apareceu diante das câmeras em dois longas que fotografou: como figurante no western “Maverick” (1994) e na cinebiografia “Louis” (2010) – neste, inclusive, em papel autorreferente, como “cineasta húngaro”. E embora tenha produzido pouco para a televisão, venceu um Emmy de Melhor Fotografia pelo telefilme “Stalin” (1992) e ainda foi indicado a outro pela minissérie “As Brumas de Avalon” (2001). Seus últimos trabalhos, por sinal, foram como diretor de fotografia da série “Projeto Mindy”, gravando 24 episódios, entre 2012 e 2014.

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    Disney confirma planos para quinto Indiana Jones

    31 de dezembro de 2015 /

    O CEO da Disney Bob Iger confirmou que um novo capítulo da saga de “Indiana Jones” faz parte dos planos imediatos do estúdio. O que não chega a surpreender, diante do sucesso de “Star Wars: O Despertar da Força”. Em entrevista à rede de notícias Bloomberg, Iger deixou escapar que o quinto filme da outra franquia da LucasFilm estava em pleno desenvolvimento. “‘Indiana Jones’, aliás, está vindo”, ele mencionou casualmente, enquanto falava sobre as aquisições da empresa, como a Pixar, a Marvel e a própria LucasFilm. Iger não deu mais informações sobre o futuro do arqueólogo aventureiro, mas é a primeira vez que a Disney – por meio de seu maior executivo – confirmou oficialmente seus planos para a franquia, desde que o estúdio comprou a companhia de George Lucas. No começo de dezembro, o ator Harrison Ford, intérprete de Indiana Jones, revelou que o roteiro do quinto filme da saga estava sendo escrito. “Estamos na etapa de desenvolver ideias, mas há uma pessoa contratada que, se não está atualmente trabalhando o roteiro, deveria estar”, disse o ator com seu tradicional humor. A tal pessoa seria David Koepp, o roteirista do quarto filme da saga, “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” (2008), que arrecadou cerca de US$ 800 milhões em bilheteria. Ford quer retomar o personagem. Do mesmo modo, Steven Spielberg, diretor de todos os filmes da franquia, deseja dirigir o próximo também. Mas a Disney pode optar por uma renovação completa, afastando Spielberg como fez com Lucas em “Star Wars”, e optando por um novo ator no papel principal. Quando “Guardiões da Galáxia” estourou nas bilheterias, em 2014, chegou a circular a notícia de que Chris Pratt estaria cotado para viver uma versão mais jovem do aventureiro. Spielberg, porém, discorda frontalmente dessa abordagem. “Não acredito que ninguém possa substituí-lo. Não acho que isso vá ocorrer. Claro, não é a minha intenção que seja como ocorreu com James Bond ou Homem-Aranha. Só há um Indiana Jones e ele é Harrison Ford”, disse o diretor em entrevista recente. A única coisa que parece resolvida, até aqui, é o afastamento de George Lucas, que tinha sido o autor das quatro histórias anteriores. Após sua história para a nova trilogia “Star Wars” ter sido recusada pela Disney, a sugestão de que David Koepp estaria trabalhando num roteiro significa que Lucas também foi desconsiderado neste projeto.

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    Steven Spielberg cria novo conglomerado de cinema e TV

    19 de dezembro de 2015 /

    O cineasta, produtor e empresário Steven Spielberg lançou um novo conglomerado de cinema e TV, a Amblin Partners, que vai reunir cinco produtoras diferentes sob o mesmo teto: os estúdios DreamWorks, Amblin Entertainment, Participant Media, Reliance Group e Entertainment One. O empreendimento, criado com um capital inicial de US$ 500 milhões, incluirá divisões de cinema, televisão e conteúdo digital. E todos os novos projetos serão desenvolvidos em parceria com a Universal Pictures, responsável por distribuir os filmes no cinema, e a Universal Television, produtora das principais séries exibidas na rede americana NBC e em canais pagos como o SyFy, USA Network e, no mercado internacional, Universal HD, entre outros. Com isso, Spielberg não renovará o contrato de distribuição da DreamWorks com a Disney, que se encerra em agosto. “O Bom Gigante Amigo”, com direção do próprio Spielberg, e o drama “The Light Between Oceans”, estrelado por Michael Fassbender, Alicia Vikander e Rachel Weisz, serão os últimos títulos de sua empresa distribuídos pela Disney em 2016. Segundo informações do site Deadline, a Universal firmou um contrato de cinco anos com a nova produtora e começará a parceria com a distribuição de “A Garota no Trem”, produção da DreamWorks baseada no best-seller de Paula Hawkins. O thriller será lançado em 7 de outubro nos EUA. Para Spielberg, o negócio também representa uma “volta para casa”. Foi na Universal que ele começou, 45 anos atrás, consagrando-se com seus primeiros sucessos, “Tubarão” (1975) e “E.T. – O Extraterrestre” (1982). A conexão com o estúdio é tão grande que o diretor manteve, neste tempo inteiro, escritórios ativos dentro do complexo da Universal. Graças a isso, não fundiu a marca Amblin com a DreamWorks, mantendo sua primeira produtora fiel à Universal. A mais recente produção da Amblin, distribuída pela Universal, foi simplesmente “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros”, maior bilheteria de 2015, com US$ 1,6 bilhão arrecadados em todo o mundo. Mas enquanto a Amblin vai de vento em popa, a DreamWorks atravessa uma crise financeira. Fundada em 1994, a empresa já se associou à Paramount e à Disney, mas, nos últimos anos, vem amargando uma série de fracassos de bilheteria, o que fez com que sua posição no mercado fosse repensada. Cada empresa participante na Amblin Partners ingressou com US$ 100 milhões no negócio, sendo que, por comandar duas delas (DreamWorks e Amblin), a maior parte da conta foi bancada pelo próprio Spielberg, por meio de empréstimos bancários. O negócio também muda o status dos estúdios Participant Media, Reliance Group e Entertainment One, que deixam de ser indies do ponto de vista financeiro.

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