Stan Lee cria novo super-herói para o cinema chinês
O criador dos principais heróis da Marvel, Stan Lee, vai lançar um novo super-herói para o cinema chinês. Trata-se de Monkey Master (Mestre Macaco, em tradução literal). Será a segunda investida asiática do criador do Homem-Aranha. Ele já tinha se juntado ao roteirista Sharad Devarajan para criar o “Chakra: O Invencível”, protagonista de uma animação indiana. Segundo o site da revista americana Variety, “Monkey Master” também é uma parceria da dupla. Com produção da Shinework Pictures da China e da Graphic India, Lee e Devarajan planejam lançar um blockbuster do personagem, filmado em língua inglesa. “Eu sempre fui fascinado pelas culturas chinesa e indiana, tão filosóficas e ricas em tradições e moral. Monkey Master será único na maneira de entrelaçar os mitos da China e da India para criar um herói que irá entreter fãs de todo o mundo com seus golpes de arte marcial e superpoderes”, disse Lee, em comunicado do projeto. O personagem vai explorar o mito dos macacos guerreiros, que faz parte do imaginário popular tanto da China quanto da Índia, que tem um deus símio, o Hanuman. De acordo com Devarajan, “Monkey Master” se passará entre os tempos antigos e atuais, apesar de descrever o personagem como extremamente contemporâneo. As filmagens estão previstas para começar no final de 2017, e os produtores cogitam um diretor ocidental para o projeto.
Stan Lee vai virar herói de filme de ação
O autor de quadrinhos Stan Lee, que criou os principais heróis da Marvel, já se acostumou a aparecer no cinema, fazendo figurações em dezenas de filmes baseados em suas criações. Mas apesar de ser tão famoso quanto seus super-heróis, ele nunca tinha sido considerado como um personagem de filme de ação. Até agora. A 20th Century Fox, que produz os filmes dos “X-Men”, vai lançar um filme em que Stan Lee será o herói. Mas não como ator. Ele será o personagem da trama, passada nos anos 1970 e totalmente fictícia. Segundo o site The Hollywood Reporter, o tom buscado pelos produtores é de um aventura divertida, ao estilo de “Kingsman: Agente Secreto” e os filmes de James Bond estrelados por Roger Moore. Não há maiores detalhes sobre o projeto, que é uma iniciativa dos produtores Marty Bowen e Wyck Godfrey, de filmes como “A Saga Crepúsculo” e “Maze Runner”, e do ainda inédito “Power Rangers”. A dupla ainda procura um roteirista para desenvolver a história.
Stan Lee e James Gunn são convocados para defender escolha de Zendaya como Mary Jane
Uma década após Keanu Reeves ser criticado por não ser loiro e britânico, ao estrelar “Constantine” (2005), as características físicas dos personagens de quadrinhos são cada vez menos levadas em conta pelos diretores de casting de Hollywood. Depois do Tocha Humana negro – e vários outros personagens originalmente brancos – é a vez de Mary Jane Watson, a icônica ruiva da vida do Homem-Aranha, ser interpretada por uma atriz negra, Zendaya (série “No Ritmo”). Hollywood é mesmo consistente em reprisar seus erros, veja-se a quantidade de remakes fracassados que lança todo o ano. A discussão sobre a alteração racial dos personagens de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” – além de Mary Jane, os colegas de escola de Peter Parker, como Flash Thompson, Ned Leeds e Liz Allen, serão todos negros – já domina as redes sociais. Mas a polêmica podia ser evitada, pois reprisa a discussão do Tocha Humana negro e até da Mulher-Invisível latina, do “Quarteto Fantástico” de 2005. Há quem defenda que os fãs estão errados. Que meio século de quadrinhos não devam ser levados em consideração. E que é bacana decepcionar quem lê os gibis, porque… sabe-se por qual lógica de mercado, acreditam que o consumidor nunca tem razão. Vai ver que é por isso que todos os filmes em que Hollywood apostou contra os fãs se provaram fracassos de bilheteria. É certo que o subtítulo “De Volta ao Lar” (Homecoming) já soa como propaganda enganosa, pois não há sensação alguma de retorno a ambiente conhecido com um elenco tão diferente dos personagens clássicos. Diante da rejeição, a Marvel já começou a seguir a dica da Sony, sua parceira na produção, que enfrentou o mesmo problema de relações públicas com sua versão feminina de “Os Caça-Fantasmas” – taí outra prova da reincidência de Hollywood. Para começar, já explora a tática de que é racismo não aprovar o elenco negro do filme – como era machismo achar que “Caça-Fantasmas” não tinha graça… O segundo capítulo do manual dos spin doctors é escalar porta-vozes influentes para defender a escolha considerada equivocada. Os primeiros funcionários da Marvel convocados para a missão foram Stan Lee, criador do Homem-Aranha, e James Gunn, diretor de “Guardiões da Galáxia”. Stan Lee deu sua declaração dizendo não é contra Zendaya viver Mary Jane. “Se ela for uma boa atriz, como eu tenho escutado que é, ela vai se sair muito bem”, disse, de forma suscita. Mas James Gunn preferiu ir além, defendendo o marketing estilo patrulha ideológica ao dizer-se incomodado com os “racistas”: “Para mim, se uma característica básica da personagem – o que faz delas icônicos – é a cor de sua pele, a cor de seu cabelo, francamente, essa característica é superficial e não presta. Pra mim, o que faz MJ ser MJ é a sua descontração de uma fêmea alfa, e se a atriz captar isso, logo, ela funcionará. E, pra constar, eu acho que Zendaya combina com o que eu considero as características físicas básicas de MJ – uma modelo alta e magra – muito mais que atrizes [que a interpretaram] no passado. Qualquer que seja o caso, se nós continuarmos fazendo filmes baseados nos heróis e personagens secundários quase todos brancos dos quadrinhos do último século, nós teremos que nos acostumar com eles sendo mais reflexivos da diversidade do nosso mundo atual. Talvez possamos ser abertos à ideia de que, embora alguém inicialmente não combine com como pessoalmente imaginamos um personagem, nós podemos ser – e frequentemente somos – surpreendidos positivamente”, afirmou Gunn. É importante completar dizendo duas coisas sobre isso. O mesmo James Gunn criou vários personagens coadjuvantes especialmente para o filme “Guardiões da Galáxia”. Todos eles foram interpretados por atores brancos. Teoria 10 x 0 Prática = Falácia 1000. Finalmente, a característica “superficial” da personagem foi o que a definiu nos quadrinhos. A escolha da cor do cabelo foi importante para o impacto que sua primeira aparição causou em Peter Parker. Na época, o desenhista John Romita assumiu ter se inspirado na atriz Ann-Margret, que virava a cabeça dos homens dos anos 1960, inclusive de Elvis Presley, citando sua personagem no filme “Adeus, Amor” (1963) como base para a criação de Mary Jane. Ann-Margret, por sinal, era insinuante, sexy e cheia de curvas. Ela nunca foi “uma modelo alta e magra”, as “características físicas básicas de MJ”, segundo James Gunn.
Thor: Ragnarok confirma dois novos vilões na produção
Um vídeo de “Thor: Ragnarok”, exibido durante a San Diego Comic-Con, revelou a participação de dois vilões até então não mencionados pela produção: o demônio de fogo Surtur e o lobo gigante Fenris. Ambos tem participação importante no mito do Ragnarok, o apocalipse nórdico, e foram adaptados da mitologia nórdica para os quadrinhos de “Thor” ainda nos anos 1960, por Stan Lee e Jack Kirby. No vídeo apresentado no painel da Comic-Con, quem se depara com Sutur é o Hulk, que cai em cima do demônio de fogo depois de saltar de uma grande altura. O filme também terá Cate Blanchett (“Carol”) como Hela, a Deusa da Morte, Karl Urban (“Star Trek”) como Skurge, que os fãs de quadrinhos conhecem melhor pelo nome de guerra Executor, Jeff Goldblum (“Independence Day”) como o Grã-Mestre, um imortal viciado em jogos, e Tessa Thompson (“Creed”) como a heroína Valquíria. Além deles, a produção contará com os retornos de Chris Hemsworth como Thor, Tom Hiddleston como Loki, Idris Elba como Heimdall e Anthony Hopkins como Odin, sem esquecer a participação especial de Mark Ruffalo no papel de Hulk. A direção está a cargo do comediante Taika Waititi, que tem no currículo a comédia sobre vampiros “What We Do in the Shadows”, inédita no Brasil, além das séries “Flight of the Conchords” e “The Inbetweeners”. “Thor: Ragnarok” tem estreia prevista para 27 de julho de 2017.
Marvel recupera direitos cinematográficos de Namor, o Príncipe Submarino
A Marvel recuperou os direitos cinematográficos de Namor, o Príncipe Submarino, um de seus personagens mais antigos, que agora poderá integrar seu universo compartilhado de filmes. A revelação foi feita por Joe Quesada, chefe de redação da editora de quadrinhos, em entrevista para o podcast do cineasta Kevin Smith (“Os Balconistas”). “Eu não posso falar pelos outros estúdios, mas sim nós recuperamos. Não está mais com a Sony, nem com a Fox”, disse Quesada, que ainda disse que “não pode confirmar nem negar” se o herói apareceria nas telas em breve. As menções para Sony e Fox foram curiosas, pois são os estúdios que detém os direitos sobre personagens importantes, como Homem-Aranha (agora compartilhado com a Marvel) e X-Men. Mas quem planejava adaptar Namor era a Universal, que desistiu do projeto após o fracasso de “Hulk” (2003). Até hoje, a Marvel tem restrições para usar o Hulk por causa da Universal. Como muito tempo se passou, os direitos do personagem podem ter revertido para a editora, como aconteceu recentemente com o Demolidor, personagem de filmes da Fox que acabou virando atração de TV da Marvel. Criado entre 1939 por Bill Everett (pai também do Demolidor), Namor é dois anos mais velho que o Capitão América. De fato, ele apareceu na primeira edição da revista “Marvel Comics”, que deu o nome para a editora (na época ainda conhecida como Timely). Ele chegou a integrar, nos anos 1940, um grupo de super-heróis, o Esquadrão Vitorioso (ou Os Invasores, na versão revisionista) com o Capitão América, Bucky, Ciclone, Miss América e o Tocha Humana. Por sinal, sua primeira briga com o Tocha Humana foi duplamente histórica, como o primeiro crossover dos quadrinhos e a primeira luta de super-heróis em todos os tempos. O personagem acabou reintegrado à era de prata da Marvel por Stan Lee e Jack Kirby nos anos 1960, a partir de aparições nas revistas do Quarteto Fantástico – ele chegou a se apaixonar pela Mulher Invisível. Fruto do relacionamento de um humano com a princesa de Atlântida, Namor tem, entre outros superpoderes, superforça, capacidade de respirar no mar, habilidades aquáticas e ainda pode voar.
Lucky Man: Série criada por Stan Lee é renovada para a 2ª temporada
O canal pago inglês Sky1 anunciou a renovação da série “Lucky Man”, criada pelo autor de quadrinhos Stan Lee (o pai do universo Marvel). Foram encomendados mais dez episódios para a 2ª temporada. “Lucky Man” foi criada com base numa ideia original de Lee e roteirizada por Neil Biswas (minissérie “The Take”). A trama acompanha um policial londrino (James Nesbitt, da série “The Missing”), que recebe um amuleto que lhe concebe o poder de controlar a sua sorte. O elenco ainda conta com Eve Best (série “Nurse Jackie”), Sienna Guillory (série “Fortitude”), Amara Karan (“Um Fantástico Medo de Tudo”), Darren Boyd (série “Fortitude”) e Jing Lusi (série “Holby City”). O último episódio da temporada inaugural vai ao ar nesta sexta (25/3) no Reino Unido e ainda não há previsão para a estreia dos novos capítulos.
Rumores supostamente revelam novos vilões de filmes da Marvel
Um site sem tradição na cobertura de cinema está por trás dos rumores sobre dois vilões dos próximos filmes da Marvel. Segundo o site Geek, os vilões de “Guardiões da Galáxia – Vol. 2” e “Thor: Ragnarok” serão, respectivamente, Ego, o Planeta Vivo, e Hela, a Deusa da Morte. Apesar de não confirmados, mesmo como especulação os personagens são plausíveis. Ego é exatamente o que seu nome sugere: um planeta que está vivo e tem, inclusive, um rosto. Graças à sua consciência, ele acredita que deve dominar as galáxias, o que o levou a encontrar oposição de vários heróis da Marvel. Ele fez sua estreia na revista do Thor, criado por Stan Lee e Jack Kirby em 1966. E embora nunca tenha aparecido nos quadrinhos dos Guardiões da Galáxia, é bizarro o suficiente para interagir com o humor dos personagens no cinema. Já Hela é inspirada na mitologia nórdica e têm se provado uma inimiga formidável para Thor desde sua introdução em 1968, também criada por Stan Lee e Jack Kirby. Sua utilização no novo filme faz sentido do ponto de vista narrativo, já que o “Ragnarok” do subtítulo é a versão nórdica do apocalipse, na qual, entre outras coisas, os espíritos dos mortos retornam. Além disso, em “Vingadores: Era de Ultron”, Thor tem, aparentemente, uma visão do inferno (o mitológico Hel), cuja governante é Hela. A personagem também interage com as valquírias, que carregam os heróis mortos para Valhala, o céu mitológico, e outro rumor que circunda o filme é a participação de Brunilda, a líder das valquírias, que virou super-heroína nos quadrinhos. Com a contratação de Cate Blanchett para “Thor: Ragnarok”, cresce ainda mais a possibilidade da presença de Hela, que seria interpretada pela atriz. A Marvel ainda não confirmou quais serão os vilões dos dois filmes. “Guardiões da Galáxia – Vol. 2” e “Thor: Ragnarok” estreiam em 2017, respectivamente em 27 de abril e 26 de outubro no Brasil.
Lucky Man: Veja o trailer da nova série criada por Stan Lee
O canal pago britânico Sky One divulgou o trailer de “Lucky Man”, nova série de TV criada por Stan Lee (o pai de Homem de Ferro, Hulk, Thor, Homem-Aranha, X-Men, Demolidor e a maioria dos heróis da Marvel). A prévia apresenta o clima tenso da produção, que acompanha Harry Clayton (James Nesbitt, da série “The Missing”), um policial londrino viciado em apostas. Harry deve muito dinheiro para um chefão do submundo do crime, mas acredita que sua sorte possa ter mudado ao ganhar um misterioso amuleto, na forma de um bracelete, que vira todas as probabilidades a seu favor. O elenco também inclui Sienna Guillory (“Resident Evil 5: Retribuição”), Stephen Hagan (série “The Cut”), Joseph Gatt (série “Banshee”) e Lisa Dillon (“As Sufragistas”). Escrita por Stan Lee em parceria com Neil Biswas (minissérie “The Take”), “Lucky Man” não é a primeira série de TV criada pelo quadrinhista, que já experimentou se aventurar na produção televisiva em outras ocasiões, mas sem sucesso, como comprovam as séries “Solarman” (1986), “Stripperella” (2003) e “Time Jumper” (2009). Com 10 episódios, “Lucky Man” estreia em 22 de janeiro no Reino Unido.






