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  • Série

    Recém-lançada, “Senna” surpreende e é indicada ao Critics Choice Awards nos EUA

    5 de dezembro de 2024 /

    Produção da Netflix que retrata a vida do piloto Ayrton Senna concorre como Melhor Série em Língua Estrangeira

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  • Série

    “Slow Horses” é renovada para 6ª temporada

    16 de outubro de 2024 /

    Série estrelada por Gary Oldman ainda não exibiu o quinto ano de produção

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  • Série

    Saiba quais foram as 10 melhores séries lançadas em setembro

    30 de setembro de 2024 /

    Relação destaca séries da Marvel e DC, true crime, série documental, grandes astros e produções europeias e do Japão

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  • Série

    “Xógum” faz história no Emmy 2024

    16 de setembro de 2024 /

    Primeira série não falada em inglês a vencer como Melhor Drama, a produção ajudou a Disney a bater a Netflix

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  • Série

    Emmy 2024 deve consagrar a Disney nesta noite

    15 de setembro de 2024 /

    Estúdio têm as séries com maior número de indicações aos prêmios da Academia de Televisão, "Xógum" e "O Urso"

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  • Filme,  Série

    Estreias | Séries com Julianne Moore e Nicole Kidman são destaques do streaming na semana

    5 de setembro de 2024 /

    "Mary & George" na Globoplay e "O Casal Perfeito" na Netflix encabeçam o Top 10 semanal, que ainda inclui filmes recém-saídos do cinema

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  • Série

    Conheça as séries indicadas ao Emmy 2024

    17 de julho de 2024 /

    Títulos da Disney dominam a lista da Academia de Televisão dos Estados Unidos, com diminuição das nomeações de HBO e Netflix

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  • Série

    Apple TV+ revela prévias das novas temporadas de “Ruptura” e “Silo”

    10 de junho de 2024 /

    Vídeo de próximos lançamentos destaca cenas dos principais títulos aguardados da plataforma

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  • Série

    Retrospectiva | As 50 melhores séries internacionais de 2023

    31 de dezembro de 2023 /

    Com muita quantidade e qualidade, as séries lançadas em 2023 não cabem numa lista pequena de melhores do ano sem que se cometa grandes injustiças. A variedade também foi ampla, gerando futuros clássicos de todos os gêneros – e não apenas dos tradicionais dramas e comédia. A relação segue – mais ou menos – uma ordem de preferência e contempla apenas lançamentos disponíveis no Brasil. Confira a seguir a maratona de retrospectiva.   SUCCESSION 4 | HBO MAX   A temporada final atingiu 100% de aprovação da crítica, recebendo elogios rasgados, conforme define a sucessão prevista no título. Criada por Jesse Armstrong (“Fresh Meat”) e com produção do cineasta Adam McKay (“Não Olhe para Cima”), a produção acompanha as disputas de uma família pelo controle de um poderoso conglomerado de mídia – supostamente inspirada pelos herdeiros da Fox. O elenco destaca Brian Cox (“Churchill”) no papel do chefe da família Roy, um magnata que resolve reconsiderar os planos de aposentadoria diante da ganância dos filhos, que são vividos por Jeremy Strong (“Detroit em Rebelião”), Sarah Snook (“O Predestinado”), Kieran Culkin (“Scott Pilgrim Contra o Mundo”) e Alan Ruck (do clássico “Curtindo a Vida Adoidado”). De forma inesperada, o final antecipou a morte do patriarca, combinando luto com a luta pelo poder corporativo, com direito a muitas decepções. “Succession” foi um fenômeno desde sua estreia, quando impressionou o público, a crítica e ganhou o Emmy de Melhor Roteiro (vencido por Armstrong). Ao todo, a série conquistou 13 Emmys (e um total de 102 prêmios diversos), incluindo dois troféus de Melhor Série de Drama por suas 2ª e 3ª temporadas. Por conta disso, foi considerado um sucessor legítimo dos programas de prestígio da HBO, após a conclusão dos multipremiados “Game of Thrones” e “Veep”. Com seu fim, também acaba uma era no canal pago americano.   RESERVATION DOGS 3 | STAR+   A série acompanha a história de adolescentes indígenas na região rural de Oklahoma, com planos para escapar da reserva após a morte de um querido amigo e conhecer a Califórnia. Na temporada final, o grupo retorna para casa depois de finalmente chegar à Califórnia, mas precisa lidar com as consequências de deixar a reserva. Aclamada pela crítica, “Reservation Dogs” foi notável por ser a primeira série a apresentar uma equipe totalmente indígena de escritores, diretores e elenco. A série foi criação do cineasta neozelandês Taika Waititi, diretor de “Thor: Amor e Trovão”, que é descendente da tribo maori, e de Sterlin Harjo, diretor-roteirista do premiado filme indie “Mekko” (2015), que tem sangue seminole e creek, e mora na região abordada pela trama. Harjo também dirige episódios e é coprodutor da atração com Waititi. Foram eles que decidiram que a 3ª temporada seria a última, por considerarem “o final perfeito para a série”.   O URSO 2 | STAR+   A volta da atração premiada bateu recorde de audiência nos EUA, estabelecendo a maior estreia de uma série da FX na plataforma Hulu. Sucesso entre o público, a 2ª temporada ainda registrou uma aprovação de 99% no Rotten Tomatoes, site agregador de críticas. A comédia dramática, indicada a 13 Emmys e vencedora do troféu de Melhor Série Nova de 2022 no Spirit Awards (o Oscar independente), acompanha um premiado chef jovem de cozinha (Jeremy Allen White, de “Shameless”), que troca a cena gastronômica de Nova York pela lanchonete decadente da família em Chicago, após herdar o negócio com a morte repentina e chocante de seu irmão. A mudança é radical e completa. Superqualificado para o lugar, ele precisa superar o luto e vencer as resistências dos funcionários para fazer mudanças, já que quase todas suas tentativas para melhorar o local geram protestos e transformam a cozinha num inferno, com panelas gigantes fervendo sem parar, canos explodindo e luzes queimando nos piores momentos. A 2ª temporada começa em meio a reformas físicas e de cardápio, além da busca por novos funcionários, enquanto os planos não saem como planejado e os atritos da equipe seguem rendendo faíscas. Criada por Christopher Storer (produtor-diretor de “Ramy”), a produção também inclui em seu elenco Ebon Moss-Bachrach (“O Justiceiro”), Ayo Edebiri (“Dickinson”), Lionel Boyce (“Hap and Leonard”), Liza Colón-Zayas (“Em Terapia”), Edwin Lee Gibson (“Fargo”), Corey Hendrix (“The Chi”) e Abby Elliott (“Doze É Demais”).   TRETA | NETFLIX   A comédia de humor ácido gira em torno de uma discussão no trânsito, que toma proporções gigantescas e leva os protagonistas a reavaliarem suas vidas inteiras. Em sua volta às séries, após sua inesquecível saída de “The Walking Dead” em 2016, Steven Yeun vive um empreiteiro que inicia um bate-boca com a empreendedora Amy Lau (Ali Wong, de “Meu Eterno Talvez”) num estacionamento. Mas o que parece um problema corriqueiro cresce de proporção conforme eles aproveitam o incidente para descarregar todas as suas frustrações, sem pensar nas consequências dos seus atos. Criada por Lee Sung-Jin (roteirista de “Duas Garotas em Apuros”), a série caiu nas graças dos críticos por seu absurdo crescente de maldades e performances diabólicas dos protagonistas, atingindo 98% de aprovação no agregador de críticas Rotten Tomatoes. A produção é do estúdio indie A24 e conta com a direção de Jake Schreier (“Vingança Sabor Cereja”) e Hikari (“37 Segundos”).   THE LAST OF US | HBO MAX   Uma das séries mais caras já feitas pela HBO, a adaptação do game premiado da Naughty Dog estreou com 97% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes e superou a meta “impossível” de ser melhor que o próprio jogo. Ajudou muito o fato de Neil Druckmann, criador do game original, participar dos bastidores da adaptação. A série de estilo “zumbi” se passa num futuro pós-apocalíptico, depois que um fungo mortal destruiu quase toda a civilização, afetando o cérebro dos infectados, que aos poucos se tornam monstros. A trama segue o contrabandista Joel (o astro de “The Mandalorian”, Pedro Pascal), contratado para levar Ellie (Bella Ramsey, de “Game of Thrones), uma adolescente de 14 anos que se mostra resistente à infecção, de uma zona de quarentena para uma organização que trabalha para encontrar a cura da pandemia. Mas o que começa como um pequeno trabalho logo se torna uma jornada brutal e de partir o coração, conforme os dois atravessam os Estados Unidos e passam a depender cada vez mais um do outro para sobreviver. Para a adaptação, o produtor-roteirista Craig Mazin (“Chernobyl”) se juntou ao criador do game e alinhou um trio de cineastas consagrados em festivais internacionais, que assinam a direção dos episódios: o russo Kantemir Balagov (premiado no Festival de Cannes de 2019 por “Uma Mulher Alta”), a bósnia Jasmila Žbanić (de “Quo Vadis, Aida?”, drama vencedor do Spirit Award de Melhor Filme Internacional) e o iraniano Ali Abbasi (Melhor Direção da mostra Un Certain Regard do Festival de Cannes em 2018 pelo perturbador “Border”, também conhecido como “Gräns”).   SILO | APPLE TV+   A sci-fi estrelada pela sueca Rebecca Ferguson (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) é baseada na trilogia distópica “Wool”, do escritor Hugh Howey, que se passa em um futuro arruinado e tóxico, e acompanha uma comunidade abrigada em um gigantesco silo subterrâneo com centenas de metros de profundidade. Lá, homens e mulheres vivem em uma sociedade cheia de regulamentos que eles acreditam ter o objetivo de protegê-los do inóspito mundo exterior. Ferguson interpreta Juliette, uma engenheira independente e trabalhadora do Silo que começa a questionar a situação e a ideia de que a superfície se encontra devastada, e acaba ganhando poder para investigar os que tentam manter o segredo do lugar. A adaptação do livro (lançado no Brasil com o título de “Silo”) estava em desenvolvimento desde 2012. Um ano após seu lançamento, a 20th Century Fox adquiriu os direitos da obra para realizar um filme, que deveria ser dirigido ou produzido por Ridley Scott (“Perdido em Marte”). Entretanto, o projeto nunca saiu do papel e o canal pago americano AMC entrou em cena para desenvolver uma série baseada na obra, antes de mudar de ideia e virar apenas produtor da adaptação, numa negociação com a Apple. A atração foi desenvolvida pelo roteirista-produtor Graham Yost (criador de “Justified”) e conta com direção do cineasta norueguês Morten Tyldum (“Passageiros”), responsável pelo visual cinematográfico dos episódios. O elenco grandioso também conta com David Oyelowo (“Mundo em Caos”), Iain Glen (“Game of Thrones”), Tim Robbins (“O Preço da Verdade”), Ferdinand Kingsley (“Sandman”), Shane McRae (“Alasca: Em Busca da Notícia”), Rick Gomez (“Justify”), Henry Garrett (“The Son”), Rashida Jones (“Angie Tribeca”) e o rapper Common (“Eu Nunca…”).   JUSTIFIED: CIDADE PRIMITIVA | STAR+   O revival da série “Justified”, vencedora de dois Emmys e finalizada há oito anos, coloca o protagonista Rayland Givens num cenário novo. Em vez dos confins do Kentucky, o delegado cowboy interpretado por Timothy Olyphant ressurge em meio às ruas lotadas de Detroit. Além disso, é acompanhado por uma filha crescida, que se torna assediada pelo assassino que ele busca prender. A minissérie é uma adaptação do romance “City Primeval: High Noon in Detroit”, do escritor Elmore Leonard (1925–2013). Outra história de Leonard, “Fire in the Hole”, serviu como fonte para “Justified”, que durou seis temporadas, entre 2010 e 2015. Mas vale notar que a presença de Raylan Givens é uma grande licença criativa em relação à trama original de Leonard, que foi publicado em 1980 – cerca de 13 anos antes da criação literária do protagonista de “Justified”. O livro “City Primeval” gira em torno de Raymond Cruz, um detetive de homicídios de Detroit, que tenta prender o assassino de um juiz, apelidado de Oklahoma Wildman. Mas a produção televisiva trocou o protagonista, resgatando o delegado federal do Kentucky. No contexto da franquia televisiva, a atração reflete o desfecho da série original. Tendo deixado o interior de Kentucky oito anos atrás, Raylan agora vive em Miami, um anacronismo ambulante que equilibra sua vida como delegado federal e pai de uma menina de 14 anos. Seu cabelo está mais grisalho e seu chapéu está mais sujo, mas isso não parece tê-lo deixado menos rápido no gatilho. Até que um encontro casual em uma estrada desolada da Flórida acaba levando-o para Detroit, onde cruza o caminho de Clement Mansell, também conhecido como Oklahoma Wildman, um criminoso violento e sociopata que já escorregou pelos dedos da polícia de Detroit antes. O papel do vilão é desempenhado por Boyd Holbrook (“Logan”). A adaptação está a cargo de Michael Dinner e Dave Andron, que trabalharam em “Justified”, com produção de Graham Yost, criador da série original. Dinner também dirige os episódios.   STAR TREK: STRANGE NEW WORLDS 2 | PARAMOUNT+   A série que serve de prólogo para a franquia “Star Trek” retorna com novas aventuras espaciais e muitas curiosidades, como o primeiro encontro entre as versões jovens do Capitão Kirk e Uhura, o relacionamento romântico entre Spock e a enfermeira Chapel, e o crossover mais inusitado da franquia, com a série animada “Star Trek: Lower Decks” – via versões live-action dos personagens da animação, interpretados por seus dubladores originais. A atração acompanha as viagens espacias do Capitão Pike (Anson Mount), ao lado de Spock (Ethan Peck) e da Número 1 (Rebecca Romijn) a bordo da nave Enterprise. E se originou como um spin-off, após o trio ter grande destaque na 2ª temporada de “Star Trek: Discovery”. Só que os personagens são muito mais antigos que qualquer série da franquia. Eles protagonizavam o piloto original de 1964, que foi reprovado e quase impediu o surgimento do fenômeno “Star Trek” – ou “Jornada nas Estrelas” no Brasil. Apenas Spock foi mantido quando a série foi reformulada, com Pike substituído pelo Capitão Kirk num novo piloto, finalmente aprovado em 1966. Apesar do descarte, os espectadores puderam ver uma prévia da tripulação original num episódio de flashback de duas partes que marcou época em 1966, com cenas recicladas do piloto rejeitado. Até que, em 2019, os produtores de “Star Trek: Discovery” resolveram resgatar aqueles personagens, levando os trekkers à loucura. Em pouco tempo, uma campanha tomou as redes sociais pedindo uma nova série focado nas aventuras perdidas da...

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    As 10 melhores séries lançadas em novembro

    9 de dezembro de 2023 /

    O mês de novembro trouxe muitas séries novas e ainda retomou algumas tramas favoritas do público e crítica. O Top 10 dos melhores lançamentos do período inclui sci-fi, mistério, animação, monstros gigantes, super-heróis, drama LGBTQIA+, espionagem, comédia e duas produções criminais brasileiras. A lista é uma forma de lembrar aos leitores os destaques em meio à avalanche de conteúdo das plataformas – já que alguns títulos podem passar batidos diante da quantidade de opções. Confira a seguir os novos hits e as descobertas que merecem atenção na fila do streaming.   UM ASSASSINATO NO FIM DO MUNDO | STAR+   A nova série de mistério de Brit Marling e Zal Batmanglij (a dupla criativa de “The OA”) mescla serial killer, mudança climática e avanços tecnológicos. O elenco é encabeçado por Emma Corrin (“The Crown”), que interpreta Darby Hart, uma detetive amadora e escritora, que se desdobra na narrativa em duas linhas temporais. Em flashbacks, Darby une forças a outro detetive amador, vivido por Harris Dickinson (“Um Lugar Bem Longe Daqui”), para investigar um serial killer. Anos depois, os dois parceiros se reencontram no “fim do mundo”, um retiro organizado por um bilionário da tecnologia (Clive Owen, de “Lisey’s Story”) num local distante em meio ao gelo. Contudo, quando um dos convidados é encontrado morto, ela precisa utilizar todas as suas habilidades para provar que se trata de um assassinato e impedir que o assassino tire mais vidas. Alterando-se entre o presente (ou futuro, pela evolução da Inteligência Artificial na trama) no retiro e flashbacks da investigação inicial, a trama busca explorar as relações e a evolução dos personagens, enquanto a cinematografia contrasta as duas linhas do tempo, realçando o calor dos flashbacks e o ambiente frio e isolado do presente. Apesar dos desafios na balancear a narrativa e em dar profundidade aos temas, a série mantém um bom nível de engajamento nas duas linhas temporais, em grande parte devido à presença magnética de Corrin na tela. O restante do elenco é formado pela própria Brit Marling (“The OA”), Joan Chen (“Ovelhas sem Pastor”), Raúl Esparza (“Candy”), Jermaine Fowler (“Um Príncipe em Nova York 2”), Ryan J. Haddad (“The Politician”), Pegah Ferydoni (“Almania”), Javed Khan (“Lapwing”), Louis Cancelmi (Billions”), Edoardo Ballerini (“7 Splinters in Time”), Britian Seibert (“The Knick”), Christopher Gurr (“A Idade Dourada”), Kellan Tetlow (“This Is Us”), Daniel Olson (“Nossa Bandeira É a Morte”), Neal Huff (“Radium Girls”) e a brasileira Alice Braga (“O Esquadrão Suicida”).   MONARCH: LEGADO DE MONSTROS | APPLE TV+   A superprodução do estúdio Legendary leva a franquia dos monstros gigantes para a televisão, apresentando um desafio único ao adaptar as espetaculares batalhas de titãs para uma tela menor. Ambientada um ano após o “Dia G” – o confronto entre Godzilla, King Kong e os kaijus, que destruiu grande parte de São Francisco no filme “Godzilla vs. Kong” (2021) – a história segue Cate (Anna Sawai), uma professora da área da baía de São Francisco, que vai a Tóquio em busca de respostas sobre seu falecido pai, Hiroshi (Takehiro Hira). Lá, ela descobre que Hiroshi tinha uma segunda família, conhece um meio-irmão e investiga a conexão da família com a Monarch, uma organização secreta comparada à CIA, mas focada em monstros. Apesar de se relacionar também à trama de “Kong: Ilha da Caveira” (2017), a produção não exige conhecimento prévio sobre os filmes do Monstroverso, embora isso possa enriquecer a experiência. A série funciona como uma história de origem da Monarch, alternando-se entre o presente e eventos que se seguiram à 2ª Guerra Mundial. A dinâmica entre as diferentes eras é facilitada pelo uso de um mesmo personagem, com Wyatt Russell (“Falcão e o Soldado Invernal”) retratando um soldado americano na época da guerra e seu pai da vida real, Kurt Russell (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”), aparecendo como sua versão mais velha. Visualmente, a produção é impressionante, com cenas de ação que evocam o Monstroverso, enquanto a trama se expande para locais tão distantes quanto o Alasca e a Argélia. Mas há um inevitável diferencial de escala – obviamente, Godzilla não aparece na maioria dos capítulos – , o que os escritores sabem usar a seu favor, ao manter um foco maior nos personagens humanos da história, que sempre ficam em segundo plano nos filmes. Criada por Chris Black (“Outcast”) e Matt Fraction (“Gavião Arqueiro”), a atração também é estrelada por Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”), Joe Tippett (“Mare of Easttown”), Elisa Lasowski (“Versailles”) e o cantor japonês Ren Watabe (“461 Lunch Boxes”), além de trazer participação especial de John Goodman revivendo seu papel de “Kong: A Ilha da Caveira” (2017).   FOR ALL MANKIND 4 | APPLE TV+   Desenvolvida por Ronald D. Moore, criador do reboot de “Battlestar Galactica” e da série “Outlander”, a aclamada ficção científica explora uma linha temporal alternativa da História, onde os astronautas soviéticos foram os primeiros a pousar na Lua. A trama imagina o impacto deste feito na guerra fria entre Estados Unidos e União Soviética, mostrando uma realidade em que a continuidade de corrida espacial acelerou inovações tecnológicas e a conquista do espaço. Os novos capítulos avançam oito anos após o final da 3ª temporada, mostrando a ampliação da presença terrestre em Marte e a transformação de antigos inimigos em aliados. No novo ciclo, o enfoque do programa espacial é a mineração de asteroides ricos em minerais preciosos, que têm o potencial de transformar o futuro da humanidade. Contudo, tensões crescentes entre os residentes da base internacional em Marte ameaçam desmantelar todos os avanços alcançados. A 4ª temporada traz de volta integrantes já conhecidos, como Joel Kinnaman, Wrenn Schmidt, Krys Marshall, Edi Gathegi, Cynthy Wu e Coral Peña. Mas a produção também ganhou novos atores, incluindo Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”), Tyner Rushing (“Em Nome do Céu”), Daniel Stern (“Esqueceram de Mim”) e Svetlana Efremova (“The Americans”).   SLOW HORSES 3 | APPLE TV+   “Slow Horses” desafia as convenções dos thrillers de espionagem ao trocar cenários glamourosos e heróis impecáveis por personagens desorganizados e falíveis, e por dar menos ênfase às sequências de ação, apesar de bem executadas, em relação aos momentos mais sutis e desenvolvimento dos personagens. Raridade no gênero, sem ser uma paródia, sua trama se concentra em espiões incompetentes, oferecendo uma mistura de humor ácido, intriga e ação. Sob a liderança do desleixado e alcoólatra Jackson Lamb, interpretado por Gary Oldman (vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação”), a equipe de Slough House, uma espécie de depósito de arquivos inúteis do MI5, encara desafios que refletem seu próprio status marginalizado dentro da inteligência britânica. A 3ª temporada mantém a qualidade narrativa das anteriores, ao explorar personagens como Catherine Standish (Saskia Reeves, de “Luther”), a responsável pela organização do escritório de Slough House, e River Cartwright (Jack Lowden, de “Dunkirk”), um agente promissor relegado ao depósito após cometer um ato de traição. A dinâmica entre eles é destacada quando Standish é sequestrada, desencadeando uma série de eventos que obrigam Lamb e seus agentes a desvendar o mistério por trás do sequestro. O desempenho reservado de Reeves como uma veterana da inteligência com conhecimento tático é um ponto alto dos episódios.   THE CURSE | PARAMOUNT+   A primeira série desenvolvida pelos irmãos Safdie, diretores de “Bom Comportamento” (2017) e “Joias Brutas” (2019), traz Emma Stone (vencedora do Oscar por “La La Land”) e Nathan Fielder (“Nathan For You”) como um casal que apresenta um programa de reformas e decoração centrado em sua pequena comunidade interiorana. Durante uma gravação, o produtor vivido por Benny Safdie sugere que Asher dê dinheiro para uma criança necessitada. Como ele só tem US$ 100 na carteira, oferece o dinheiro diante das câmeras, mas depois pede de volta, querendo trocar por notas menores. Como resultado, a criança lança uma maldição sobre o sovina. Em tom de comédia ácida, a produção passa a mostrar como essa suposta maldição perturba o relacionamento do casal, que, enquanto grava seu problemático programa, também tenta conceber um filho. Além de estrelar, Emma Stone é produtora da atração, por meio de sua empresa Fruit Tree – em parceria com a Elara Pictures, de Josh e Benny Safdie, e o igualmente premiado estúdio A24 (vencedor do Oscar 2023 com “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”).   COMPANHEIROS DE VIAGEM | PARAMOUNT+   A minissérie adapta o romance homônimo de Thomas Mallon, ambientado em Washington, D.C., durante os anos 1950 – a era McCarthy, auge do conservadorismo americano – , mas também avança no tempo para os anos 1980, período de intensa homofobia. Distribuída em oito episódios, a história acompanha a longa e apaixonada relação entre dois homens, Tim (interpretado por Jonathan Bailey), um jovem idealista e católico, e Hawk (Matt Bomer), um charmoso operador político. Os dois personagens, vindos de mundos distintos, se envolvem em um romance intenso e condenado à tragédia. A adaptação foi criada pelo escritor Ron Nyswaner, conhecido por seu trabalho em filmes e séries de temas LGBTQIA+, com destaque para o premiado longa “Philadelphia” de 1993, que foi um marco na representação do HIV/AIDS no cinema. Sua história combina política, romance queer e suspense de espionagem, utilizando dois períodos sombrios da história dos Estados Unidos como pano de fundo. Apesar de se desenrolar em torno de eventos reais, como a caça às bruxas de McCarthy (anticomunismo como fobia social) e a crise da AIDS nos anos 1980, a atração não se limita a ser apenas uma reconstituição histórica ou uma peça moral sobre a crueldade do governo em relação à comunidade LGBTQIA+. Em seu âmago, está um romance verdadeiro e cativante, reforçado pelas atuações de Bailey e Bomer, com direito a cenas de sexo bastante gráficas. De fato, a dinâmica de poder na relação sexual entre Hawk e Tim é explorada sem suavizar as arestas para o público heterossexual, o que faz da série uma das representações menos comedidas do amor gay, destacando-se por abordar o assunto de forma ousada.   RIO CONNECTION | GLOBOPLAY   Ambientada nos anos 1970, a série nacional explora a intricada rede de tráfico de heroína estabelecida no Brasil, formando uma rota estratégica para os Estados Unidos. A obra é dirigida por Mauro Lima (“Meu Nome Não É Johnny”), destacando-se por sua alta qualidade de produção e um elenco que combina talentos estrangeiros e brasileiros. A trama se aprofunda na vida de três criminosos europeus – Tommaso Buscetta (Valerio Morigi), Fernand Legros (Raphael Kahn) e Lucien Sarti (Aksel Ustun), com a presença marcante da atriz Marina Ruy Barbosa no papel de Ana Barbosa, uma cantora de boate que navega entre o glamour e os perigos associados ao submundo do crime. Inspirada em eventos reais, a trama desenrola-se em torno do plano do famoso mafioso Tommaso Buscetta e seus comparsas para usar o Rio como conexão do tráfico internacional. A trama mergulha nos detalhes da operação criminosa, destacando a compra da droga a preços baixos e a revenda por valores elevados. A série também explora a complexidade dos personagens, evitando retratá-los como criminosos unidimensionais e oferecendo uma visão mais humana e empática de suas vidas, apesar de suas ações sombrias. Coprodução internacional com a Sony, apesar de brasileira a série é falada em inglês. Conta com oito episódios e também inclui no elenco Nicolas Prattes, Gustavo Pace e Alexandre David, interpretando policiais brasileiros, além de Maria Casadevall, Carla Salle, Felipe Rocha e Rômulo Arantes Neto.   DNA DO CRIME | NETFLIX   Série brasileira mais cara da Netflix, o thriller criminal se destaca por integrar ação intensa com uma investigação detalhada. A trama é baseada em uma história real que ocorreu na América do Sul entre 2013 e 2020, e começa com um assalto bem planejado em Ciudad del Este, no Paraguai. Mais de 50 assaltantes fortemente armados usam explosivos para entrar e fugir com US$ 44 milhões da sede de uma empresa de private equity. À medida que as investigações se desdobram, com o envolvimento de agentes federais brasileiros, sediados em Foz do Iguaçu, a história se aprofunda em uma complexa...

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    Estreias | 15 novidades para ver em streaming no fim de semana

    1 de dezembro de 2023 /

    A seleção de novidades do streaming reúne 9 séries e 6 filmes. A lista é encabeçada pela série biográfica sobre Betinho, lançamento oportuno sobre uma figura histórica que as novas gerações podem desconhecer. Já a melhor maratona fica por conta da 2ª temporada de “Sweet Home”, uma das continuações mais esperadas do ano entre fãs de terror e produções extremas sul-coreanas. A sessão de filmes traz “Oppenheimer”, principal título nas locadoras digitais, enquanto as plataformas celebram o Natal antecipado com duas comédias temáticas. Confira abaixo as sugestões de programação para sintonizar na sua nova Smart TV da Black Friday.   SÉRIES   BETINHO: NO FIO DA NAVALHA | GLOBOPLAY   A minissérie retrata a luta do sociólogo e ativista Herbert de Souza, o Betinho, contra a fome e a miséria no Brasil. Numa militância permanente de uma existência inteira, Betinho superou uma doença crônica, a hemofilia, enfrentou tuberculose e foi contaminado com o HIV, mas sua obsessão pela vida o impulsionou a fundar o Ibase, responsável por estatísticas importantes na luta social, e o Ação da Cidadania, ONG dedicada ao combate a fome, que mudaram o Brasil. Sua trajetória exemplar foi inspiração para muitas iniciativas sociais, como o AfroReggae, fundado por José Júnior, criador da série, e chamou tanta atenção que acabou cantado por Elis Regina – ele é o “irmão do Henfil” na letra de “O Bêbedo e a Equilibrista”, que na época da canção estava exilado e impedido de voltar ao Brasil pela ditadura militar. Suas lutas se materializam na tela com interpretação de Júlio Andrade (“Sob Pressão”), acompanhado por Humberto Carrão (“Rota 66: A Polícia que Mata”) e Ravel Andrade (“Reality Z”), que é irmão de Julio na vida real, nos papéis dos irmãos de Betinho, o cartunista Henfil e o violonista Chico Mário. A mãe dos três é vivida por Marieta Severo (“A Grande Família”), na maturidade, e Silvia Buarque (“Reza a Lenda”), na juventude. O elenco também destaca Andréia Horta (“Elis”) no papel de Nádia Rebouças, publicitária que trabalhou com Betinho na ONG Ação da Cidadania e cunhou o slogan “quem tem fome tem pressa”. Desenvolvido pela AfroReggae Audiovisual e dirigida por André Felipe Binder (“Filhas de Eva”), a série cobre a história do Brasil dos anos 1960 aos 2000, utilizando cenas documentais para ilustrar momentos impactantes, como a repressão do golpe de 1964, a campanha pelas Diretas Já e a mobilização pelo impeachment de Collor. O detalhe é que a recriação de época é tão bem feita que pode causar confusão entre imagens factuais e encenação, como a cena em que acontece a decantada “volta do irmão do Henfil” – é Júlio Andrade e não o verdadeiro Betinho quem dá a entrevista de seu retorno do exílio. Com experiências em retratar figuras históricas, o ator, que já viveu Gonzaguinha e Paulo Coelho no cinema, incorpora Betinho de forma impressionante. A produção é mais um acerto da Globoplay no ano em que a plataforma se firmou como a principal fonte de séries de qualidade do Brasil.   SWEET HOME 2 | NETFLIX   A esperada 2ª temporada da série sul-coreana de terror apocalíptico acompanha a evolução do protagonista Hyun-soo, cuja imunidade à doença que transforma pessoas em monstros assassinos pode servir de base para uma cura. Lançados em 2020, os primeiros episódios eram ambientados em um condomínio isolado, em que vizinhos lutavam para sobreviver durante um surto que transformava as pessoas em criaturas deformadas, bizarras e violentas. Quando o prédio é comprometido, um grupo de sobreviventes consegue escapar, inclusive o contaminado Hyun-soo. Os novos episódios mudam o cenário para o caos do mundo exterior e abrigos militares. Com isso, também introduz novos personagens – e monstros. Expostos ao mundo exterior, os protagonistas se veem num cenário distópico pós-apocalíptico, onde os militares assumiram o controle, realizando triagens para determinar quem está contaminado, seguidas por execuções com lança-chamas num bunker protegido. A opção a essa “proteção” é enfrentar ataques coletivos de monstros na superfície. O elenco destaca Song Kang (“Meu Demônio Favorito”) como Hyun-soo, além de Lee Jin-wook (“Doona”), Lee Si-young (“Grid”), Go Min-si (“A Bruxa: Parte 1. A Subversão”) e Park Gyu-young (“Celebrity”). Já as novidades incluem Jung Jin-young, ex-integrante do grupo de k-pop B1A4, Yoo Oh-seong (“7 Assassins”), Oh Jung-se (“Tudo Bem Não Ser Normal””) e Kim Moo-yeol (“Junenile Justice”). Baseada no webtoon de mesmo nome, a série tem direção de Lee Eung-bok (de “Descendants of the Sun” e “Goblin”) e se encontra renovada até a 3ª temporada.   CIRURGIAS E ARTIMANHAS | STAR+   Produção australiana da Disney, a aventura de época traz Thomas Brodie-Sangster (da franquia “Maze Runner”) como Artful Dodger, o personagem criado pelo escritor Charles Dickens no clássico literário “Oliver Twist” (1838). Ele é um famoso batedor de carteiras e o líder da gangue de menores infratores das ruas de Londres. Mas na série, que se passa anos depois dos acontecimentos literários, ele se encontra na Austrália, onde assumiu seu nome real, Jack Dawkins, e se tornou um médico cirurgião respeitável. Apesar disso, ainda mantém alguns hábitos inadequados, como a jogatina, que lhe deixam endividado com pessoas perigosas. A situação se complica ainda mais com a chegada de Fagin, seu ex-mentor do crime, deportado para a Austrália. A presença do antigo vilão ameaça revelar o passado criminoso de Jack e desafia a nova vida que ele construiu. Mas também serve como catalisador para o desenvolvimento da trama, especialmente quando tenta persuadir o protagonista a retornar ao mundo do crime para solucionar seus problemas financeiros. Vale apontar que a interpretação de David Thewlis (da franquia “Harry Potter”) humaniza o personagem em relação à sua contraparte literária cruel. Para completar, ainda há possível interesse romântico em Lady Belle Fox (Maia Mitchell), a filha do governador, que sonha em se tornar médica. Apesar de ser uma profissão inadequada na época para uma mulher de sua posição social, Belle demonstra-se determinada e acaba envolvendo Jack em seus planos. Os criadores David Maher e David Taylor têm uma longa história de colaboração em séries australianas, como “The Code” (2014), “Bite Clube” (2018), “Bloom” (2019) e “Amazing Grace” (2021). Na produção, eles se juntaram ao analista de roteiros James McNamara, ex-executivo da Icon, para criar uma série que oferece uma visão moderna e renovada de personagens clássicos, explorando temas como moralidade e redenção, além da espetacularização das primeiras cirurgias, enquanto mantém uma atmosfera divertida e envolvente.   SLOW HORSES 3 | APPLE TV+   “Slow Horses” desafia as convenções dos thrillers de espionagem ao trocar cenários glamourosos e heróis impecáveis por personagens desorganizados e falíveis, e por dar menos ênfase às sequências de ação, apesar de bem executadas, em relação aos momentos mais sutis e desenvolvimento dos personagens. Raridade no gênero, sem ser uma paródia, sua trama se concentra em espiões incompetentes, oferecendo uma mistura de humor ácido, intriga e ação. Sob a liderança do desleixado e alcoólatra Jackson Lamb, interpretado por Gary Oldman (vencedor do Oscar por “O Destino de uma Nação”), a equipe de Slough House, uma espécie de depósito de arquivos inúteis do MI5, encara desafios que refletem seu próprio status marginalizado dentro da inteligência britânica. A 3ª temporada mantém a qualidade narrativa das anteriores, ao explorar personagens como Catherine Standish (Saskia Reeves, de “Luther”), a responsável pela organização do escritório de Slough House, e River Cartwright (Jack Lowden, de “Dunkirk”), um agente promissor relegado ao depósito após cometer um ato de traição. A dinâmica entre eles é destacada quando Standish é sequestrada, desencadeando uma série de eventos que obrigam Lamb e seus agentes a desvendar o mistério por trás do sequestro. O desempenho reservado de Reeves como uma veterana da inteligência com conhecimento tático é um ponto alto dos episódios.   EXPLOSIVOS | NETFLIX   A nova série dos criadores de “Cobra Kai”, o trio Jon Hurwitz, Hayden Schlossberg e Josh Heald, é uma comédia de ação de alta octanagem sobre uma equipe de forças especiais de elite que frustra uma ameaça mortal a Las Vegas. Para comemorar, eles resolvem beber e cheirar todas, farreando até de manhã. Só que, nas primeiras horas do dia, a equipe descobre que a bomba nuclear que desativaram era falsa, e agora precisam correr contra o tempo e a ressaca para encontrar a verdadeira ameaça. Mas isso não é tudo. Os especialistas também têm que enfrentar problemas pessoais não resolvidos entre eles. À medida que a pressão aumenta, mais incapazes eles se mostram para impedir que Las Vagas seja completamente destruída. Para interpretar a dinâmica hilária entre os personagens, que lembra “Brooklyn Nine-Nine”, a produção reuniu alguns rostos bem conhecidos de outras séries, como Shelley Hennig (“Teen Wolf”), Nick Zano (“Legends of Tomorrow”), Terrence Terrell (“B Positive”), Paola Lázaro (“The Walking Dead”) e o veterano C. Thomas Howell (“SEAL Team”).   MEU DEMÕNIO FAVORITO | NETFLIX   A comédia sul-coreana tem uma premissa fantasiosa e inusitada, como costuma acontecer em muitos K-Dramas. A trama central gira em torno de Do Do-hee, uma herdeira de um império empresarial, desprezada por sua família por ser adotada. Enquanto seus familiares criam obstáculos para o grupo empresarial, Do-hee se esforça incansavelmente pelo sucesso da companhia. O enredo se aprofunda com a introdução de Jung Gu-won, um demônio conhecido por fazer acordos com humanos em troca de suas almas. Seu primeiro encontro ocorre em um restaurante, resultado de um equívoco. Após marcar um encontro às cegas, Do-hee confunde Gu-won com seu par. Entretanto, um acontecimento inesperado intensifica sua conexão. A tatuagem que confere a Gu-won seus poderes demoníacos é misteriosamente transferida para Do-hee, criando uma nova dinâmica entre eles. Essa mudança coloca Gu-won em uma posição vulnerável, pois ele perde temporariamente suas habilidades demoníacas e se torna dependente de Do-hee, que agora detém o controle. Isso inverte seus papéis: Gu-won, acostumado a ser o poderoso negociador de almas, agora precisa negociar e interagir com Do-hee sob circunstâncias muito diferentes, enquanto Do-hee ganha uma vantagem inesperada sobre ele. A química entre os atores Kim Yoo-jung (“Garota do Século 20”) e Song Kang (o protagonista de “Sweet Home”) traz um encanto especial às cenas, que criam um equilíbrio entre humor, tensão e – claro – romance. A Netflix vai disponibilizar episódios semanais da atração, com lançamento simultâneo à TV sul-coreana.   | BOOKIE | HBO MAX   A sitcom acompanha o cotidiano de Danny, um cobrador de apostas experiente que luta para sobreviver à iminente legalização das apostas esportivas, além de clientes instáveis, sua família disfuncional, colegas de trabalho tensos e um estilo de vida que o leva a todos os cantos de Los Angeles. O papel principal é vivido pelo comediante Sebastian Maniscalco (“Meu Pai é um Perigo”) e o elenco também conta com Omar J. Dorsey (“Halloween Ends”), Andrea Anders (“Ted Lasso”), Vanessa Ferlito (“NCIS: New Orleans”) e Jorge Garcia (“Lost”). Entretanto, o que mais chama atenção na produção é que ela volta a juntar o ator Charlie Sheen e o produtor Chuck Lorre, mais de uma década após a briga feia entre os dois, que resultou na demissão do astro da série “Two and a Half Men”.  Desta vez, Sheen não é o protagonista, mas tem um papel recorrente. Para quem não lembra, o ator causou diversos escândalos em 2011, motivado por vício em drogas. Numa ocasião, xingou publicamente Lorre e a própria série, fazendo com que seu personagem terminasse a participação no programa morto, esmagado por um piano. Desde então, Sheen disse que se arrependeu por suas ações e que esperava fazer as pazes com o produtor. Além dele, “Bookie” também inclui uma participação de Angus T. Jones, que vivia o jovem sobrinho de Sheen em “Two and a Half Men”. Angus aparece irreconhecível em cena – gordo, careca e barbudo.     BEM-VINDOS À AUSTRÁLIA | STAR+   O diretor Baz Luhrmann decidiu revisitar seu épico de 2008, “Austrália”, um filme que fracassou nas bilheterias e recebeu críticas negativas, e expandiu seus já longos 165 minutos de duração numa minissérie de seis episódios, com cenas deletadas, nova trilha e intervalos episódicos. Esta abordagem ressalta tanto as qualidades quanto os problemas da obra original. Por um...

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    Séries “This is Going to Hurt” e “The Responder” lideram indicações ao BAFTA TV

    22 de março de 2023 /

    As séries “This is Going to Hurt” e “The Responder”, da BBC, lideraram as indicações da BAFTA TV, premiação da Academia Britânica de Artes Cinematográficas e Televisivas. As duas atrações receberam seis indicações cada, mas “The Responder”, estrelada por Martin Freeman (“Pantera Negra”), saiu na frente ao conseguir uma nomeação ao prêmio principal de Melhor Série – Drama, além de garantir uma indicação para seu conhecido ator principal. Outros destaques ficaram por conta de “Mal de Família” e “Slow Horses”, da Apple TV+, “The Crown”, da Netflix, e “A Inglesa” (The English), que foi exibida no Brasil pela HBO Max, que receberam recebem cinco indicações cada. “Nossos prêmios são um barômetro para o que está acontecendo na indústria. Se você olhar para muitas das outras categorias, há uma propagação real da diversidade étnica. Se você considerar a diversidade em todas as suas formas, haverá uma boa representação em muitas categorias”, disse Sara Putt, executiva do BAFTA. A fala dela é uma referência à premiação cinematográfica da BAFTA, que foi bastante criticada por falta de representatividade. A entrega dos prêmios vai acontecer em 14 de maio. Confira abaixo a lista com os principais indicados.   BAFTA TV Awards Melhor Série – Drama “Mal de Família” “The Responder” “Sherwood” “Somewhere Boy” Melhor Série – Comédia “Am I Being Unreasonable?” “Big Boys” “Derry Girls” “Ghosts” Melhor Minissérie “A Spy Among Friends” “Mood” “The Thief, His Wife And The Canoe” “This Is Going To Hurt” Melhor Ator – Drama Ben Whishaw – “This Is Going To Hurt” Chaske Spencer – “The English” Cillian Murphy – “Peaky Blinders” Gary Oldman – “Slow Horses” Martin Freeman – “The Responder” Taron Egerton – “Black Bird” Melhor Atriz – Drama Billie Piper – “I Hate Suzie Too” Imelda Staunton – “The Crown” Kate Winslet – “I Am Ruth” Sarah Lancashire – “Julia” Vicky Mcclure – “Without Sin” Melhor Ator – Comédia Daniel Radcliffe – “Weird: The Al Yankovic Story” Jon Pointing – “Big Boys” Lenny Rush – “Am I Being Unreasonable?” Matt Berry – “What We Do In The Shadows” Stephen Merchant – “The Outlaws” Melhor Atriz – Comédia Daisy May Cooper – “Am I Being Unreasonable?” Diane Morgan – “Cunk On Earth” Lucy Beaumont – “Meet The Richardsons” Natasia Demetriou – “Ellie & Natasia” Siobhán Mcsweeney – “Derry Girls” Taj Atwal – “Hullraisers” Melhor Ator Coadjuvante Adeel Akhtar – “Sherwood” Jack Lowden – “Slow Horses” Josh Finan – “The Responder” Salim Daw – “The Crown” Will Sharpe – “The White Lotus” Melhor Atriz Coadjuvante Adelayo Adedayo – “The Responder” Anne-Marie Duff – “Mal de Família” Jasmine Jobson – “Top Boy” Lesley Manville – “Sherwood” Saffron Hocking – “Top Boy” Melhor Série Internacional (não britânica) “O Urso” “Dahmer: Um Canibal Americano” “ustiça por Malik Oussekine” “Pachinko” “The White Lotus”   BAFTA TV Craft Awards Melhor Direção Dearbhla Walsh – “Mal de Família” Hugo Blick – “The English” Lucy Forbes – “This Is Going To Hurt” William Stefan Smith – “Top Boy” Melhor Roteiro – Drama “This Is Going To Hurt” “Heartstopper” “Somewhere Boy” “The Responder” Melhor Roteiro – Comédia “Big Boys” “Derry Girls” “The Dry” “Motherland” Talento Emergente Jack Rooke (Roteirista) – “Big Boys” Lynette Linton (Diretora) – “My Name Is Leon” Nicôle Lecky (Roteirista) – “Mood” Pete Jackson (Roteirista) – “Somewhere Boy” Melhor Fotografia “Pistol” “The Tourist” “Jungle” “I Am Ruth” Melhor Edição “The Crown” “Andor” “Slow Horses” “This Is Going To Hurt” Melhor Cenografia “The Essex Serpent” “Don’t Hug Me I’m Scared” “The English” “Pistol” Melhor Figurino “The Crown” “Don’t Hug Me I’m Scared” “The Essex Serpent” “The English” Melhor Maquiagem e Cabelo “A Casa do Dragão” “Dangerous Liaisons” “Gangs Of London” “Wednesday” Melhores Efeitos Visuais “A Casa do Dragão” “Sandman” “Andor” “His Dark Materials” Melhor Trilha Sonora “Slow Horses” “The English” “The Responder” “Mood” Melhor Som “A Casa do Dragão” “Rogue Heroes” “Slow Horses” “The Crown” Melhor Casting “Top Boy” “Am I Being Unreasonable?” “Bad Sisters” “This Is Going To Hurt”

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    Retrospectiva: As 50 melhores séries de 2022

    1 de janeiro de 2023 /

    Impossível fazer uma lista com as 10 melhores séries de 2022 sem cometer injustiças. Afinal, a qualidade da produção de 2022 não deveu nada ao cinema, e muitas vezes superou os títulos cinematográficos. Teve série mais cara até que “Avatar: O Caminho da Água” e com texto melhor que roteiros de vencedores do Oscar. A variedade também foi ampla, graças à multiplicação das plataformas digitais, que tornou acompanhar a quantidade de lançamentos um desafio de nível olímpico. A escolha por 50 títulos, além de permitir maior alcance, também oferece uma nova chance para os leitores considerarem o que faltou assistir no ano passado. Um listão de retrospectiva. Foram consideradas apenas séries lançadas no Brasil em 2022, numa organização por ordem alfabética, de “A Casa do Dragão” a “What We Do in the Shadows”, sem distinção hierárquica ou de gêneros. E para quem quiser aproveitar para checar o que faltou acompanhar, ainda há indicações de onde assistir cada título em streaming. Veja as maratonas abaixo.   | A CASA DO DRAGÃO | HBO MAX   O primeiro spin-off do fenômeno “Game of Thrones” (2011-2019) acompanha a família Targaryen, o clã de Daenerys, 200 anos antes dos eventos da série original, concentrando-se na crise de sucessão do Rei Viserys (Paddy Considine, de “Peaky Blinders”), com muitos complôs, batalhas, dragões e um clima absolutamente épico. A disputa se instala porque Viserys escolheu sua filha, a princesa Rhaenyra Targaryen (Emma D’Arcy, de “Truth Seekers”), como herdeira do Trono de Ferro. Apesar de preparada para reinar desde a infância, sua ascensão não é aceita por aqueles que preferem um homem no poder, que poderia ser o irmão do rei, príncipe Daemon Targaryen, vivido por Matt Smith (“Doctor Who”), ou um filho recém-nascido. A lista de personagens importantes na conspiração ainda destaca Rhys Ifans (“O Espetacular Homem-Aranha”) como o Mão do Rei (a segunda posição oficial mais poderosa nos Sete Reinos), Olivia Cooke (“Bates Motel”) como sua filha Alicent Hightower e Steve Toussaint (“It’s a Sin”) como Lord Corlys Velaryon, a Serpente do Mar. A série foi co-criada pelo roteirista Ryan J. Condal (criador da série sci-fi “Colony”) e em sua 1ª temporada conta com a direção de Miguel Sapochnik, que venceu um Emmy como diretor do famoso episódio da “Batalha dos Bastardos” de “Game of Thrones”.   | A VIDA SEXUAL DAS UNIVERSITÁRIAS 2 | HBO MAX   Criada por Mindy Kaling (“Projeto Mindy” e “Eu Nunca…”) em parceria com o roteirista Justin Noble (“Brooklyn Nine-Nine”), a série gira em torno de quatro colegas de quarto, que se conhecem ao iniciar a faculdade e passam a conviver em meio à tensão sexual e situações constrangedoras do dia-a-dia universitário. Nos novos episódios, as garotas estão cada vez mais amigas e animadas em meio a festas, vizinhos descamisados e até strippers masculinos. O elenco central destaca as atrizes Pauline Chalamet (a irmã de Timothée Chalamet), Amrit Kaur, Renée Rapp e Alyah Chanelle Scott. Sem experiências prévias, elas se tornaram rapidamente conhecidas com a atração, que atingiu 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, na média de suas duas temporadas.   | ABBOTT ELEMENTARY | STAR+   Eleita Melhor Série do ano pela Associação dos Críticos de TV dos EUA (TCA, na sigla em inglês), a produção que traz Tyler James Williams (o Cris de “Todo Mundo Odeia o Chris”) de volta às sitcoms é uma comédia de local de trabalho que usa o truque narrativo do falso documentário de “The Office”. A diferença entre as duas séries é que, em vez de um escritório, o local de trabalho de “Abbott Elementary” é uma escola pública de Ensino Fundamental. A série foi criada e é estrelada por Quinta Brunson (“A Black Lady Sketch Show”), que vive a principal professora da trama. Já Williams vive o novo professor, recém-chegado, que ajuda a introduzir a narrativa, ao começar a trabalhar e descobrir como o improviso marca o cotidiano da escola. Graças ao recurso documental, os episódios também possibilitam comentários sociais sobre as dificuldades enfrentadas pelos professores idealistas diante da política que dedica poucas verbas para o ensino de crianças pobres. Elogiadíssima pela crítica, a produção tem 98% de aprovação no Rotten Tomatoes e já se encontra renovada.   | ALICE IN BORDERLAND 2 | NETFLIX   Ao estilo de “Round 6”, mas com elementos de sci-fi, a série adapta um mangá popular do Japão, que acompanha um grupo de jovens enviado a um universo paralelo, exatamente igual a Tóquio, só que deserto. A princípio, eles acreditam ser as únicas pessoas desse mundo, mas logo descobrem outros habitantes e as regras do lugar: para permanecerem vivos, terão que participar de uma sucessão de jogos de sobrevivência. A 2ª temporada encontra os principais sobreviventes, Kento Yamazaki (da versão japonesa de “Good Doctor”) e Tao Tsuchiya (dos filmes de “Samurai X”), enfrentando novas etapas e competidores no jogo mortal, enquanto tentam saber mais sobre aquele lugar e se existe alguma saída. Os novos episódios completam a história, encerrada com um final que lembra o de “Lost”, só que muito melhor concebido e amarrado. Fãs, porém, já iniciaram campanha por uma 3ª temporada – que não existe nos quadrinhos. A direção é de Shinsuke Sato, especialista em adaptações live-action de mangás de ação. Ele dirigiu os filmes de “A Sociedade da Espada” (2001), os dois “GantZ” (2011 e 2012), o excelente terror de zumbis “I Am Hero” (2015), a continuação “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” (2016) e o filme de “Bleach” (2018).   | ALL OF US ARE DEAD | NETFLIX   A série sul-coreana de zumbis é baseada num webtoon (quadrinhos) e combina horror sangrento com humor bizarro em sua trama, sobre um surto de mortos-vivos que começa no interior de uma escola e logo se espalha pelo país. A direção é de Lee Jae-kyoo (“Estranhos Íntimos”), mas o maior atrativo está na participação de Lee Yoo-mi, que viveu Ji-yeong (a jogadora #241) em “Round 6”. Esta é a segunda série sul-coreana de zumbis da Netflix, que já exibe com sucesso a atração de época “Kingdom”, passada na era medieval. Assim como aquela, “All of Us Are Dead” se destaca nesse subgênero por ser bastante criativa.   | BETTER CALL SAUL 6 | NETFLIX   Estruturado como um interminável flashback, o spin-off de “Breaking Bad” contou desde 2015 como o advogado idealista Jimmy McGill se transformou no inescrupuloso vigarista que batiza a atração: Saul Goodman. E a produção fez o público aguardar cinco temporadas para chegar no ponto mais esperado, quando a trama se cruza com os eventos de “Breaking Bad”, trazendo de volta Walter White (Bryan Cranston) e Jesse Pinkman (Aaron Paul) para conduzir a trama aos eventos fatídicos que levaram o personagem vivido por Bob Odenkirk a perder carreira e fortuna ao final da série original. Vale lembrar que o primeiro episódio de “Better Call Saul” iniciava bem depois dos eventos de “Breaking Bad”, e a última temporada cumpre a expectativa de retomar esta linha temporada para mostrar em quais condições Jimmy/Saul se tornou um dos poucos sobreviventes da já clássica trama criminal.   | BLACK BIRD | APPLE TV+   Baseada em uma história real, a minissérie criminal traz Taron Edgerton (“Rocket Man”) como o filho de um policial veterano, que é condenado a 10 anos de prisão por tráfico de drogas. Só que ao começar a cumprir sua pena, o rapaz recebe uma proposta inusitada: liberdade em troca de algumas dias numa prisão povoada por criminosos insanos, onde deve conseguir fazer um serial killer (Paul Walter Hauser, de “O Caso Richard Jewell”) confessar suas mortes antes de ser solto. Com cenas de muita tensão, dirigidas pelo belga Michaël R. Roskam (“A Entrega”), a atração foi desenvolvida pelo escritor Dennis Lehane, autor dos romances que viraram os filmes “Sobre Meninos e Lobos” (2003), “Medo da Verdade” (2007) e “Ilha do Medo” (2010), e o último trabalho do ator Ray Liotta (“Os Bons Companheiros”), falecido em maio passado. Ele interpreta o pai do protagonista.   | BONECA RUSSA 2 | NETFLIX   Uma das melhores séries da Netflix ficou ainda melhor na 2ª temporada, recompensando o espectador com um destemor absurdo ao correr grandes riscos com sua trama mirabolante. Na história original de looping temporal, a personagem de Natasha Lyonne (“Orange Is the New Black”) morria várias vezes durante sua noite de aniversário na cidade de Nova York, apenas para voltar ao começo da festa e se preparar para morrer novamente, continuamente, vitimada por detalhes fortuitos e pessoas desatentas. Mas esta foi só a primeira fase de suas desventuras, que agora trocam o looping temporal por viagem no tempo. Após conseguir sobreviver à morte insistente, ela se vê embarcando num trem para o passado, que a leva aos anos 1980. Não só isso, ela passa a habitar o corpo de sua mãe, então grávida dela mesma. E tem a brilhante ideia de mudar o passado para corrigir seu presente. Só que essa ideia nunca deu certo em nenhum filme de viagem no tempo já produzido. Além de estrelar, Lyonne criou a atração em parceria com a atriz Amy Poehler (“Parks and Recreation”) e a cineasta Leslye Headland (“Quatro Amigas e um Casamento”).   | CHAINSAW MAN | CRUNCHYROLL   O anime mais falado de 2022 ganhou notoriedade pelas cenas sangrentas. Baseada no mangá de Tatsuki Fujimoto, a história acompanha Denji, garoto que herda uma dívida gigantesca após a morte do pai e precisa enfrentar demônios diariamente, com ajuda apenas de sua pet (um cão-demônio com nariz de motosserra), para conseguir alguns trocados para sobreviver. A situação sofre uma reviravolta quando uma traição da yakuza faz a pet-demônio Pochita se mesclar com Denji para impedir que ele morra, transformando-o no Homem-Motosserra do título. O novo poder é acessado por uma corda em seu peito, que quando acionada transforma seu rosto e mãos em motosserras afiadas, capazes de cortar e trucidar tudo o que encontram pela frente. Essa capacidade impressiona os caçadores de demônio do governo, que lhe oferecem emprego, mas não lealdade como sucessivas traições acabam revelando. Ultraviolenta, a série tem cenas chocantes, como um ato de canibalismo de Denji para acabar com a imortalidade de uma ex-aliada/demônia, além de mortes inesperadas entre os personagens favoritos. A adaptação é produzida pelo estúdio de animação MAPPA e tem direção de Ryū Nakayama (“Jujutsu Kaisen”).   | CINCO DIAS NO HOSPITAL MEMORIAL | APPLE TV+   Tensa e dramática, a minissérie traz Vera Farmiga (“Gavião Arqueiro”) como uma médica do principal hospital de Nova Orleans em agosto de 2005, quando a cidade sofreu a fúria do Furacão Katrina. A trama é baseada numa reportagem premiada com o troféu Pulitzer (o Oscar do jornalismo), que detalha o clima de terror no hospital Memorial Medical Center, sem energia por dias durante a fúria dos elementos. Diante disso, a equipe médica liderada pela respeitada cirurgiã Anna Pou (Farmiga) se vê forçada a tomar decisões de vida e morte que os impactaram por anos. A adaptação tem roteiro, produção e direção de John Ridley (vencedor do Oscar pelo roteiro de “12 Anos de Escravidão”) e Carlton Cuse (que já tinha trabalhado com Vera Farmiga na série “Bates Motel”).   | COBRA KAI 5 | NETFLIX   A 5ª temporada mostra Terry Silver (Thomas Ian Griffith) expandindo o império Cobra Kai para tornar seu estilo impiedoso de artes marciais ainda mais dominante. A trama também traz de volta o vilão Mike Barnes (Sean Kanan), visto em “Karatê Kid III”. Mas mesmo diante do inimigo em comum, os ex-rivais Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka) não conseguem fazer seus alunos se entenderem para superar os desafios que se apresentam. Alimentada pela nostalgia da década de 1980, “Cobra Kai” foi criada por Josh Heald, Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg (os dois últimos de “American Pie: o Reencontro”) e segue os personagens clássicos de “Karatê Kid” mais de 30 anos após os eventos da franquia original. Além dos citados, a lista de personagens clássicos inclui ainda Lucille (Randee Heller) e Chozen (Yuji Okumoto), do primeiro e do segundo filme....

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