Simpsons, Família da Pesada, Big Mouth e Central Park trocam dubladores brancos de personagens negros
Várias produtoras e canais de séries animadas americanas anunciaram que não utilizarão mais atores brancos para dublar personagens negros ou de outras etnias. A decisão foi resultado de uma súbita conscientização causada pelo questionamento do racismo estrutural, que virou pauta urgente, após o assassinato de George Floyd por policiais brancos e o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) tomar as ruas dos EUA. As atrizes Kristen Bell e Jenny Slate foram quem chamaram atenção para o problema, denunciando a si mesmas, na quarta passada (24/6), como mulheres brancas que estavam dando vozes para personagens mestiças (meninas negras, filhas de mães brancas). “Este é um momento para reconhecer nossos atos de cumplicidade”, postou Kristen Bell nas redes sociais. Aqui está um dos meus. Interpretar a personagem Molly em ‘Central Park’ mostra uma falta de consciência do meu privilégio generalizado. A escalação de um personagem mestiça com uma atriz branca prejudica a especificidade da raça mista e da experiência dos negros americanos”, apontou. “Estava errado e nós, da equipe do ‘Central Park’, estamos comprometidos em fazer a coisa certa”, continuou Bell. “Fico feliz em renunciar a esse papel e passá-lo a alguém que possa dar uma interpretação muito mais precisa e me comprometerei a aprender, crescer e fazer minha parte por maior igualdade e inclusão”. Em uma declaração conjunta, a equipe do programa da plataforma Apple TV+ tentou justificar a escolha da atriz, que esteve no elenco da série “desde quase o primeiro dia de desenvolvimento do programa – antes mesmo de haver uma personagem para ela interpretar – e desde então ela apresentou uma performance engraçada, sincera e bonita”. “Mas, após reflexão, Kristen, junto com toda a equipe criativa, reconhece que a escalação da personagem Molly é uma oportunidade de obter uma representação correta – escalar uma atriz negra ou de raça mista e dar a Molly uma voz que ressoe com todas as nuances e experiências da personagem como a desenhamos”, continuam. Kristen Bell, porém, continuará a ser parte da série, dublando uma nova personagem que será introduzida na 2ª temporada, enquanto a interpretação de Molly passará para outra atriz. Já Jenny Slate perdeu o emprego, após decidir parar de interpretar Missy em “Big Mouth”, da Netflix. “No começo do programa, eu raciocinei comigo mesma que era admissível que eu interpretasse Missy porque a mãe dela é judia e branca — assim como eu”, afirmou a atriz em sua conta no Instagram. “Mas Missy também é negra, e personagens negros em programas animados devem ser interpretados por pessoas negras”, acrescentou. As decisões das duas atrizes criaram um efeito cascata. Na sexta (26/6), o ator Mike Henry, também branco, anunciou que deixaria de dublar o personagem negro Cleveland Brown na popular série animada “Uma Família da Pesada” (Family Guy), da rede Fox. “Foi uma honra interpretar Cleveland por 20 anos. Eu amo esse personagem, mas pessoas de cor (não brancas) devem interpretar os personagens de cor. É por isso que estou deixando o papel”, escreveu ele no Twitter. Além do personagem aparecer em “Uma Família da Pesada”, ele também estrelou sua própria série, “The Cleveland Show”, por quatro anos, exibida entre 2009 e 2013. A iniciativa de Henry, por sua vez, repercutiu em outra série da Fox, que se viu forçada a repensar sua atitude pouco responsável em relação à escalação de seus papéis. “Os Simpsons”, que já tinha um problema histórico com Apu, finalmente deu o braço a torcer, anunciando também na sexta que não escalaria mais atores brancos para interpretar personagens de minorias étnicas. “A partir de agora ‘Os Simpsons’ não terão mais atores brancos representando personagens que não são brancos”, informou uma nota sucinta da Fox. O anúncio, na verdade, é bem tardio. Em janeiro, o ator branco Hank Azaria já tinha dito que não dublaria mais o comerciante indiano Apu, após a representação racista do personagem ter ganhado até documentário – “O Problema com Apu”, dirigido por Hari Kondabolu em 2017, que criticou a forma como as produções americanas tratam as pessoas do sul da Ásia. Azaria tinha ficado incomodado com a forma escolhida pelos produtores de “Os Simpsons” para lidar com o questionamento racial. O tema virou piada, num episódio exibido em 2018 que criticou a forma como situações “inofensivas no passado” tinham virado “politicamente incorretas”. O fato é que, neste caso, “Os Simpsons” não previram o futuro e quase foram atropelados pela História. A mudança tardia de atitude agora deve afetar também o personagem do Dr. Hibbert, médico negro interpretado pelo ator branco Harry Shearer. Assim como Azaria (voz de Moe e do Comic Book Guy), Shearer dubla vários personagens e deve permanecer na série como o Sr. Burns, Ned Flanders e o diretor Skinner.
The Boys ganha teaser, pôster, live e data de estreia da 2ª temporada
A Amazon divulgou um pôster e um teaser legendado, com uso de metalinguagem, para anunciar a data de estreia da 2ª temporada de “The Boys”, adaptação de quadrinhos em que os super-heróis são, na verdade, supervilões. Os novos episódios vão estrear em 4 de setembro no serviço Prime Video. Além disso, o elenco se juntou numa live nesta sexta (26/6), que trouxe mais novidades, além de cenas inéditas da produção. Veja tudo isso abaixo. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), a série acompanha um grupo de vigilantes que investigam as atividades clandestinas dos super-heróis. A razão da desconfiança é que, a grosso modo, pessoas comuns se transformam em babacas quando ganham super-poderes e passam a acreditar que são intocáveis. E embora pareçam um grupo típico de “supervilões”, com motivações similares às de Lex Luthor para odiar Superman – culpando os heróis por suas tragédias – , desta vez eles têm razão: os super-heróis da série são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças à empresa de marketing que os financia. O elenco inclui Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – do título, enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”) e Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) interpretam os super-heróis babacas. Além deles, Erin Moriarty (série “Jessica Jones”) vive a única super-heroína decente da história e Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) tem participação especial como o pai do personagem de Jack Quaid. Os responsáveis pela produção são os mesmos que deram vida à “Preacher”, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração.
Trailer de série traz Zac Efron em busca de soluções de sustentabilidade pelo mundo
A Netflix divulgou o trailer da série documental “Curta Essa com Zac Efron”, que não é nem parecido com a tradução de “Down to Earth with Zac Efron”. De todo modo, traz o ator de “High School Musical” e “Baywatch” viajando ao redor do mundo para mostrar maneiras saudáveis e sustentáveis de levar a vida – uma vida mais “pé no chão” (quem diria, é o que significa “down to earth”!). “Estamos viajando pelo mundo para encontrar novas perspectivas para antigos problemas”, diz o ator na prévia. Acompanhado por um especialista em sustentabilidade, ele se aventura por lugares distantes e até em florestas, revelando suas descobertas. A mais notável é um saco gigante que acumula as flatulências de uma comunidade inteira. A estreia está prevista para o dia 10 de julho.
Série documental da filha de Michael Jackson revela cenas inéditas do cantor
O Facebook divulgou o trailer do documentário sobre Paris Jackson, a filha do cantor Michael Jackson. Na verdade, o documentário é sobre Paris e “mais um”, porque não esconde a intenção de promover seu atual trabalho musical como parte de uma dupla hippie-romântica, apresentando-se pelos EUA com uma van e um violão. Mas o fato é que ninguém vai ver “Unfiltered: Paris Jackson & Gabriel Glenn” por causa do namorado hippie da filha de Michael Jackson. E a prévia já deixa claro que Paris é o foco de atenção, mostrando-a desde criança, por meio de registros inéditos com seu famoso pai. O vídeo destaca uma conversa entre os dois. Michael pergunta o que a menina quer fazer quando crescer e ela diz: “Eu quero fazer o que você faz”. Michael pergunta o que ele faz e a garota responde: “Você dança e canta”. O cantor morreu em 2011 devido a uma parada cardíaca motivada por overdose de medicamentos, quando Paris tinha apenas 11 anos de idade. A série documental vai mostrar como ela lidou com a perda do pai, a luta para lidar com a pressão e a exposição que acompanha seu sobrenome, enquanto tenta divulgar sua banda Soundflowers. A estreia está marcada para terça-feira (30/6) na rede social.
Game Cyberpunk 2077 vai virar série animada da Netflix
“Cyberpunk 2077”, vindouro game da CD Projekt RED (“The Witcher”), ainda nem foi lançado, mas já está ganhando uma adaptação para a Netflix. A Studio Trigger, produtora japonesa de “Kill La Kill”, foi encarregada de transformar o game numa série anime. Intitulada “Cyberpunk: Edgerunners”, a atração será lançada apenas em 2022, mas já começou a ser divulgada com um vídeo da CD Projekt RED. Veja abaixo. O projeto será uma derivado ambientado em Night City, mesmo cenário do jogo, mas com uma trama diferente, acompanhando personagens inéditos. Com 10 episódios, a série será centrada num “menino de rua que tenta sobreviver em uma cidade do futuro obcecada por tecnologia e modificações corporais. Tendo tudo a perder, ele escolhe permanecer vivo, tornando-se um edgerunner – um fora da lei mercenário, também conhecido como cyberpunk.” Hiroyuki Imaishi (“Kill la Kill”) será o diretor de “Edgerunners”, numa equipe que ainda conta com Masahiko Otsuka (“Guerren Lagann”) como diretor assistente e a dupla Yoh Yoshinari e Yuto Kaneko (“Little Witch Academia”) no comando do design dos personagens. O roteiro está a cargo de Yoshiki Usa (“Promare”) e a trilha sonora será de Akira Yamaoka, compositor conhecido pela franquia gamer “Silent Hill”. Confira o vídeo de apresentação do projeto abaixo.
Série Council of Dads é cancelada na 1ª temporada
A NBC anunciou o cancelamento de “Council of Dads”, drama que tentava pegar carona na fórmula de “This Is Us”. A atração foi a sexta série novata cancelada pela rede nos últimos dias. Das sete séries que a NBC estreou na temporada passada, apenas uma foi renovada: “Zoey Extraordinary Playlist”. Trata-se de um desastre criativo impressionante. O canal já tinha tentado emular “This Is Us” com o lançamento de “The Village” em 2019. “Council of Deads” teve o mesmo destino dessa série: cancelada após 10 episódios. O final da série atual vai ao ar em 2 de julho nos EUA. Criada por Tony Phelan e Joan Rater (roteiristas de “Grey’s Anatomy”), a série era inspirada pelo livro homônimo de Bruce Feiler e tinha uma trama extremamente lacrimejante. Os episódios refletiam o último desejo de um doente terminal (Tom Everett Scott, de “The Wonders – O Sonho Não Acabou”), que convocava um grupo de amigos para assumirem a responsabilidade pela criação de seus filhos. O elenco incluía Sarah Wayne Callies (“The Walking Dead”), Clive Standen (“Vikings”), Michael O’Neill (“Jack Ryan”), J. August Richards (“Agents of SHIELD”), Hilarie Burton (“Máquina Mortífera”) e Sharon Leal (“Instinct”).
Estado Zero: Série criada por Cate Blanchett ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da série australiana “Estado Zero” (Stateless), criada, produzida e estrelada pela atriz Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”). A trama acompanha quatro histórias de pessoas que acabam envolvidas ao terem suas vidas afetadas pelo serviço de imigração australiano. Os personagens centrais são uma aeromoça em fuga de uma seita, um refugiado afegão buscando uma nova vida com sua família, um jovem pai de três filhos que lutam para sobreviver e um burocrata preso entre ambições profissionais e um escândalo nacional. Cada um deles enfrentam questões de proteção e controle de fronteiras de uma maneira diferente, e todos acabam se cruzando em um centro de detenção de imigrantes no meio do deserto. Além de Blanchett, o elenco conta com Yvonne Strahovski (“The Handmaid’s Tale”), Dominic West (“The Affair”), Jai Courtney (“Esquadrão Suicida”), Asher Keddie (“Em Prantos”), Fayssal Bazzi (“6 Dias”) e Marta Dusseldorp (“A Place to Call Home”). Blanchett criou a série em parceria com os roteiristas Tony Ayres (criador da atração sci-fi “Glitch”, também disponível na Netflix) e Elise McCredie (criadora de “Jack Irish”), e a direção dos episódios é dividida por Emma Freeman (“Glitch”) e a cineasta Jocelyn Moorhouse (“A Vingança Está na Moda”). Originalmente exibida em março pela emissora australiana ABC, sob elogios rasgados da imprensa do país – 100% de aprovação no Rotten Tomatoes – , a série foi adquirida pela Netflix para exibição mundial e estreia em streaming no dia 8 de julho.
#BlackAF: Primeira criação de Kenya Barris na Netflix é renovada para 2ª temporada
A Netflix renovou “#BlackAF”, primeira série de Kenya Barris (criador de “Black-ish” e seus derivados) na plataforma, lançada em abril passado. A série acompanha uma versão fictícia de Barris, que ao lado da esposa Joya (personagem vivida por Rashida Jones, de “Parks & Recreation”) tenta ensinar lições relevantes para os filhos, enquanto é constantemente questionado sobre sua negritude, já que tem uma vida de branco rico e famoso. Além de Barris e Jones, a série conta com participações especiais de celebridades negras dos EUA, como os cineastas Tim Story e Ava DuVernay, o produtor Will Packer e os atores Tyler Perry, Issa Rae, Lena Waithe e Mike Epps, interpretando a si mesmos. Já os seis “filhos” do roteirista são interpretados por Genneya Walton, Iman Benson, Scarlet Spencer, Justin Claiborne, Ravi Cabot-Conyers e Richard Gardenhire Jr. Pouco promovida, a série não deu o que falar. E a crítica achou medíocre, com apenas 46% de aprovação no Rotten Tomatoes. Ainda não há previsão para o lançamento da 2ª temporada. Veja abaixo o trailer do primeiro ano da produção.
The Handmaid’s Tale: 4ª temporada ganha primeiro teaser
A plataforma americana Hulu divulgou o primeiro teaser da 4ª temporada de “The Handmaid’s Tale”. Apesar de longo (1m30), o vídeo recicla muitas cenas das temporadas passadas. O tom, porém, é novo, acirrando e antecipando o confronto entre as forças da resistência, agora comandadas por June (Elizabeth Moss), e o sistema opressor de Gilead, governo machista-homofóbico-religioso que materializa uma visão de mundo da extrema direita atual. “Estamos apenas começando”, avisa June. O vídeo também confirma que a 4ª temporada será lançada apenas em 2021. A produção dos novos episódios tinha sido iniciada em março, mas em seguida foi paralisada, devido ao avanço da pandemia de coronavírus. Além disso, depois de três temporadas com 13 episódios, a nova fase foi reduzida para 10 capítulos.
Brooklyn Nine-Nine jogou roteiros da nova temporada no lixo após morte de George Floyd
A 8ª temporada da comédia policial “Brooklyn Nine-Nine” (também conhecida no Brasil como “Lei & Desordem”) já vinha sendo escrita pelos roteiristas da série, quando as manchetes sobre racismo e violência da polícia dos EUA se tornaram incontornáveis. De acordo com o ator Terry Crews, os debates sobre racismo nos Estados Unidos, com a morte de George Floyd e o movimento Black Live Matters (Vidas Negras Importam), levaram os roteiristas a jogar todo o trabalho desenvolvido no lixo, decididos a reiniciar a temporada do zero para refletir o ambiente atual. “Nós tivemos muitas conversas sóbrias e profundas e espero que a gente faça algo que realmente chacoalhe as estruturas neste ano. Temos a oportunidade e planejamos usá-la da melhor maneira possível. Nós tínhamos quatro episódios prontos para gravar, e eles simplesmente jogaram tudo no lixo. Nós começamos de novo. Agora não sabemos em que direção irá”, relatou o ator, em entrevista ao programa Access Daily. Crews contou que todo o elenco se encontrou numa videoconferência para abordar a questão e fez seu relato sobre o preconceito que enfrentou antes de se tornar um ator conhecido. “Vocês me conhecem de vários filmes, mas, antes disso, eu sempre era tido como uma ameaça. Eu ia para o shopping e outros lugares e armas eram apontadas para a minha cabeça pela polícia de Los Angeles. Isso antes de eu ser famoso, que é algo que todo homem negro já passou, e é difícil para as outras pessoas entenderem”, contou. “O que está acontecendo é um movimento #MeToo da América negra. Sempre soubemos o que estava acontecendo, mas agora os brancos estão começando a entender. O vídeo de Floyd abriu a cabeça do mundo, porque agora você testemunhou aquilo e passou pelo trauma que a América negra tem passado”, acrescentou. O ator ainda lamentou que seus filhos, jovens, ainda possam sofrer nas mãos da polícia. “Quando se é negro, eles não te tratam como um jovem de 14 anos. Eles se assustam, é aquela coisa de ver um carro de polícia e o coração acelerar”, contou Crews. “Brooklyn Nine-Nine” foi renovada para a 8ª temporada no fim de 2019, mas, devido à suspensão das produções devido à covid-19, a data de estreia ainda não foi anunciada. Veja abaixo o vídeo da entrevista com Terry Crews.
Boca a Boca: Série de epidemia do diretor de Alguma Coisa Assim ganha trailer
A Netflix divulgou o trailer da nova série brasileira “Boca a Boca”. Criação do cineasta Esmir Filho (“Alguma Coisa Assim”, “Os Famosos e Os Duendes da Morte”), a série gira em torno de uma epidemia que afeta adolescentes de uma cidadezinha no interior do Brasil. Após uma festa com muita pegação, uma garota acorda infectada por um vírus transmitido pelo beijo. Logo, vários jovens que foram à festa começam a manifestar os sintomas horríveis da infecção, colocando a comunidade em pânico. A repressão que se segue também alimenta o medo entre os jovens de que seus segredos sejam descobertos. “Boca a Boca” é o segundo projeto da Netflix em parceria com a produtora Gullane (a primeira foi “Ninguém Tá Olhando”, de Daniel Rezende), desta vez em conjunto com a Fetiche Features, de Esmir Filho. A equipe de produção também destaca a cineasta Juliana Rojas (de “As Boas Maneiras”), que divide a direção dos episódios com Esmir – assim como alguns roteiros. O elenco é formado por Denise Fraga (“Hoje”), Michel Joelsas (“Malhação”), Thomás Aquino (“Bacurau”), Luana Nastas (“Vazante”), Kevin Vechiatto (“Turma da Mônica: Laços”), Grace Passô (“Temporada”), Bianca Byington (“Santos Dumont”), Caio Horowicz (“Califórnia”), a modelo Iza Moreira e a novata Esther Tinman. A estreia está marcada para 17 de julho.
Coisa Mais Linda: Nova versão de Garota de Ipanema na série é cantada por filha de Tom Jobim
A série “Coisa Mais Linda” estreou na Netflix na sexta passada (19/6) com uma novidade em seus primeiros minutos. A música que toca na abertura, a famosa “Garota de Ipanema”, ganhou nova interpretação. Na 1ª temporada, a canção composta por Tom Jobim e letrada por Vinícios de Moraes em 1962 era entoada em inglês pela cantora britânica Amy Winehouse (1983-2011). Agora, a música surge em outra gravação, feita em português por Maria Luiza Jobim, a caçula do maestro. A menina que Jobim venerou em “Samba de Maria Luiza” tem agora 33 anos, já fez parte do duo Opala e lançou seu primeiro disco solo, “Casa Branca”, no ano passado. Veja abaixo uma apresentação com o repertório do disco, gravada em fevereiro no programa “Cultura Livre”, da TV Cultura, com direito a outras canções de Tom Jobim.
Lucifer é oficialmente renovada para 6ª temporada
A Netflix oficializou a renovação de “Lucifer” para sua 6ª temporada. O anúncio foi feito pelas redes sociais, um ano após a plataforma ter forçado os produtores a dizerem que a 5ª temporada seria a última. “Lucifer” virou uma série da Netflix em 2018, depois que a Fox, responsável pela exibição original, cancelou o programa ao final da 3ª temporada. Mas, assim que fez a primeira renovação, em junho de 2019, a plataforma também avisou que a série acabaria nos próximos episódios. A showrunner Ildy Modrovich chegou a avisar aos fãs revoltados que, daquela vez, o cancelamento era irreversível e que “uma luta não mudaria as coisas”, já que não existia a menor possibilidade de “Lucifer” ganhar uma 6ª temporada. Com isso, o último capítulo da vindoura 5ª temporada foi batizado de “Uma Chance de Final Feliz”, e sua sinopse diz: “O último episódio de Lucifer, a última briga com o pai”. Desde o anúncio do fim da série, os episódios supostamente finais foram desmembrados em duas partes. O detalhe é que essa divisão quase dobrou o número de capítulos encomendados, valendo praticamente por duas temporadas. A reta final de Lucifer teria inicialmente apenas 10 episódios, mas a Netflix decidiu estender o total para 16, visando permitir aos produtores encerrar a trama de forma apropriada – e quase já assumindo o arrependimento. Neste meio tempo, a WBTV (Warner Bros Television) ainda negociou com a Netflix a permissão para o ator Tom Ellis aparecer como Lúcifer no crossover do Arrowverso, “Crise nas Infinitas Terras”, exibido na rede americana The CW. A participação foi um sucesso imenso, com grande repercussão na mídia, o que pode ter sido decisiva para convencer a plataforma a reconsiderar o cancelamento. Desde fevereiro, a plataforma vinha tentando fechar todos os contratos para anunciar a renovação – com os produtores, a WBTV, elenco e principalmente com o ator Tom Ellis, o intérprete de Lúcifer, que negociou um aumento. Agora, os produtores terão que criar uma nova história sobre o que Lúcifer faria após o fim de toda a sua história. Mas há bastante tempo para isso. A primeira parte da 5ª temporada só recebeu data de estreia na segunda passada (22/6), marcada apenas para 21 de agosto. Confira o anúncio da renovação abaixo, que afirma que a 6ª temporada será a final. “Tipo, a final final”. Até parece. the devil made us do it. 😈 #lucifer will return for a sixth and final season. like, FINAL final. pic.twitter.com/o27z6ToMaV — Lucifer (@LuciferNetflix) June 23, 2020












