“Anos Incríveis” é renovada para 2ª temporada
A rede ABC renovou o reboot da famosa e influentíssima “Anos Incríveis” (The Wonder Years) para sua 2ª temporada. Elogiadíssima pela crítica, com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, a nova versão do sucesso dos anos 1980 repete a premissa original, acompanhando uma família de classe média dos 1960 que tem sua típica vida suburbana recortada pelo olhar de uma criança. Originalmente, o protagonista era o pequeno Kevin Arnold, vivido por Fred Savage. Mas o reboot acrescenta crítica racial na abordagem, ao filtrar seu contexto histórico pelo ponto de vista de uma criança negra. O menino Elisha Williams é quem interpreta o novo protagonista, Dean, de 12 anos, que vive em Montgomery, Alabama, em 1968. E além dos intérpretes de sua família, encabeçada por Dulé Hill (“Psych” e “Suits”) e Saycon Sengbloh (“No Escuro/In the Dark”), a produção inclui o astro Don Cheadle (o Máquina de Combate da Marvel) como narrador dos episódios, dando voz à versão adulta de Dean, que conta detalhes de uma infância passada numa época extremamente racista. Um detalhe curioso é que Fred Savage, o eterno Kevin, dirigiu oito episódios e foi produtor executivo do reboot. Ele dirige séries desde 1999 e já contabiliza a realização de capítulos de mais de 70 atrações diferentes no currículo. Mas ele também foi responsável por tumultuar os bastidores da atração, tendo sido demitido na sexta passada (6/7) após denúncias de comportamento inadequado. O roteirista responsável pela adaptação é o comediante Saladin K. Patterson, que assinou episódios de “The Big Bang Theory” e “Psych”, e a produção está a cargo de Lee Daniels (criador de “Empire”). A série pode ser vista no Brasil pela plataforma Disney+. Confira abaixo o trailer da atração.
10 estreias de séries pra começar a acompanhar
A lista de estreias de séries da semana vai do drama de época à sci-fi futurista, de história real à fantasia romântica, de comédia premiada à tramas criminais. Em outras palavras, opções para todos os gostos. Confira abaixo os 10 melhores lançamentos para começar a acompanhar, com seus respectivos trailers. | A SERPENTE DE ESSEX | APPLE TV+ A intrigante minissérie estrelada por Tom Hiddleston (o Loki da Marvel) e Claire Danes (“Homeland”) é baseada no romance “A Serpente do Essex”, de Sarah Perry, vencedor do prêmio de Livro do Ano de 2016 no Reino Unido. A trama gira em torno de Cora, a personagem de Danes, que, ao se tornar viúva e encerrar um casamento abusivo na Londres vitoriana, muda-se com o filho para o pequeno vilarejo de Aldwinter em Essex. Ao chegar lá, fica intrigada com uma superstição local sobre uma criatura mítica, conhecida como a serpente de Essex, que assombraria a região. Naturalista amadora sem interesse por superstições ou questões religiosas, ela se empolga com a ideia de que a tal criatura sobrenatural possa, na realidade, ser uma espécie animal ainda não descoberta. Hiddleston interpreta Will Ransome, o líder religioso local, que tenta equilibrar sua fé com racionalidade e uma inescapável atração pela naturalista ateia quando toda a comunidade se volta contra ela, culpando sua descrença por tudo de ruim que começa a acontecer – inclusive o comportamento bizarro das crianças “afetadas” pela serpente. | HACKS | HBO MAX Rara série com 100% de aprovação da crítica no Rotten Tomatoes, “Hacks” venceu três prêmios Emmy em sua temporada inaugural – Melhor Roteiro, Direção e Atriz. Criação de Paul W. Downs, Lucia Aniello e Jen Statsky, todos roteiristas de “Broad City”, e atração traz Jean Smart (“Watchmen”) como uma lendária comediante de Las Vegas. Enfrentando a decadência e a falta de humor, ela se vê compelida a contratar uma jovem estrela da internet para lhe escrever novas piadas, mas as duas se odeiam à primeira vista, até perceberem que o desprezo de uma pela outra é o ingrediente ideal para uma boa parceria. A “estagiária” do humor é interpretada pela novata Hannah Einbinder. Além de co-escrever e co-produzir a série, Aniello também dirige e Downs integra o elenco da atração – que ainda inclui Carl Clemons-Hopkins (“Chicago Med”), Kaitlin Olson (“It’s Always Sunny in Philadelphia”), Christopher McDonald (“Professor Iglesias”), Mark Indelicato (“Ugly Betty”), Poppy Liu (“Sunnyside”), Johnny Sibilly (“Pose”), Meg Stalter (“The Megan Stalter Show”) e Rose Abdoo (“Duas Tias Loucas de Férias”). | MADE FOR LOVE | HBO MAX Baseada no romance homônimo da criadora Alissa Nutting (“False Positive”), a comédia sci-fi com 94% de aprovação no Rotten Tomatoes gira em torno de um casal, Byron e Hazel, que inaugura uma tecnologia capaz de compartilhar pensamentos e manifestá-los com imagens realistas. Tudo parece ir bem, até que Hazel resolve pedir o divórcio. E isso cria um problema crucial: o que fazer com o chip caríssimo e invasivo implantado em seu cérebro? Após escapar do controle do marido megalômano, a 2ª temporada acompanha Hazel provisoriamente de volta ao “lar”, para que Byron use sua tecnologia revolucionária no pai dela, que sofre com câncer terminal. Os personagens são vividos por Cristin Milioti (“Black Mirror”) e Billy Magnussen (“A Noite do Jogo”), além de Ray Romano (“O Irlandês”) como o pai viúvo de Hazel, que mora com uma “garota sintética”. | SUPER PUMPED: THE BATTLE FOR UBER | PARAMOUNT+ A série conta a história da ascensão meteórica do Uber e de seu fundador, Travis Kalanick, um gênio valentão que foi expulso da própria companhia em meio a alegações de assédio sexual e criação de ambiente tóxico. Joseph Gordon-Levitt (“Os 7 de Chicago”) vive o polêmico Kalanick e o elenco ainda destaca Uma Thurman (“Kill Bill”) como a jornalista Ariana Huffington, fundadora do site The Huffington Post, e Kyle Chandler (“Godzilla vs. Kong”) como Bill Gurley, mentor e parceiro de Travis na diretoria do Uber. “Super Pumped” é uma criação de Brian Koppelman e David Levien (criadores de “Billions”) em parceria com Beth Schacter (consultora em “Billions”), e eles pretendem trazer uma história diferente sobre empreendedores e seus negócios visionários a cada nova temporada. | O PODER E A LEI | NETFLIX A nova série jurídica da Netflix é baseada nos livros de Michael Connelly sobre o advogado Michael “Mickey” Haller, cujo escritório é o banco traseiro de seu carro da marca Lincoln, onde atende clientes de todos os tipos. Com a morte de um colega, ele acaba assumindo um caso midiático: a defesa de um executivo de Hollywood acusado, à lá OJ Simpson, de matar a própria esposa e o amante dela. Um detalhe interessante sobre o título original da atração (“The Lincoln Lawyer”) é que ele é o mesmo do primeiro livro da franquia de Connelly (lançado aqui como “Advogado de Porta de Cadeia”) e já levado às telas num filme de 2011 batizado de “O Poder e a Lei” no Brasil. Só que a série começa com a adaptação do segundo volume, “O Veredicto de Chumbo”. E aí entra outra curiosidade: a trama literária de “O Veredicto de Chumbo” também inclui o detetive da polícia de Los Angeles Hieronymus “Harry” Bosch, que precisou ser “substituído” por um personagem genérico na produção por ter sua própria série na Amazon (veja a seguir). Esta nem é a única mudança da adaptação, que também trocou sexo e raça de alguns personagens, inclusive do próprio Mick Haller. Interpretado por Matthew McConaughey no cinema, na versão da Netflix ele é vivido pelo mexicano Manuel Garcia-Rulfo (“Esquadrão 6”). O elenco ainda destaca Neve Campbell (“Pânico”) como sua primeira ex-esposa, uma promotora obstinada, Krista Warner (“Priorities”) como a filha pré-adolescente do casal e Christopher Gorham (“Internal Affairs”) como o suspeito da temporada. A produção é assinada por David E. Kelley, o prolífico produtor-roteirista que criou “Big Little Lies”, “The Undoing”, “Big Sky”, “Nove Desconhecidos” e a recém-lançada “Anatomia de um Escândalo”, entre muitas outras séries. | BOSCH: LEGACY | AMAZON PRIME VIDEO A Amazon encerrou a série policial “Bosch” no ano passado, após sete temporadas bem-avaliadas pela crítica – média de 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas a trajetória do personagem-título ainda está longe de se encerrar. Harry Bosch continua bastante ativo nesta atração que, apesar de apresentada como spin-off, é uma sequência direta, praticamente uma 8ª temporada da série original. O único diferencial é que o personagem criado nos livros de Michael Connelly – com mais de 50 milhões de exemplares vendidos – não é mais um detetive policial, devido aos desdobramentos da trama anterior. Agora como detetive particular, ele se vê numa situação completamente diferente, sem as amarras da lei e trabalhando com uma antiga inimiga, Honey Chandler. Já renovada para a 2ª temporada, a produção foi desenvolvida por Tom Bernardo (um dos roteiristas de “Bosch”) e volta a trazer Titus Welliver (de “Lost”) como protagonista, além de Madison Lintz (“The Walking Dead”) como sua filha e Mimi Rogers (“Austin Powers”) como a ex-antagonista transformada em aliada. | IRMANDADE | NETFLIX Lançada em outubro de 2019, “Irmandade” retorna com novos episódios sobre o submundo de uma facção criminosa. A narrativa é contada pelo ponto de vista de dois irmãos que vivem em realidades muito diferentes e ao mesmo tempo bem próximas. A advogada Cristina (Naruna Costa, de “Rotas do Ódio”) é pressionada a se reaproximar do irmão Edson (Seu Jorge, de “Marighella”), líder encarcerado da Irmandade, para virar informante da polícia. Mas conforme se infiltra na facção, começa a questionar seus próprios valores sobre a lei e a justiça, e entra em contato com um lado sombrio de si mesma que não imaginava ter. Na 2ª temporada, ela vai ter mais claro de qual lado está, invertendo seu papel inicial. A série tem produção da 02, foi criada pelo cineasta Pedro Morelli (“Zoom”), conta com Felipe Sant’Angelo (“Pedro e Bianca”) como roteirista-chefe e seu elenco também destaca Lee Taylor (“O Mecanismo”) e Hermila Guedes (“Segunda Chamada”). | A MULHER DO VIAJANTE NO TEMPO | HBO MAX Adaptação do romance homônimo de Audrey Niffenegger, a sci-fi romântica traz Rose Leslie (a Ygritte de “Game of Thrones”) e Theo James (o Four de “Divergente”) como um casal com problemas de tempo em seu casamento. A série acompanha a história de Clare (Leslie), que durante a maior parte de sua vida guardou um segredo. Desde os seis anos de idade, ela vê um homem estranho, às vezes velho, outras jovem, surgir do nada para lhe contar histórias do futuro. Só depois de se tornar adulta é que ela descobriu que seu amigo não era imaginário. Ele era seu próprio futuro, já que anos despois Clare se tornou a esposa do viajante no tempo. Se a história parece conhecida é porque “A Mulher do Viajante no Tempo” já virou filme em 2009, com Eric Bana e Rachel McAdams nos papéis principais – a maior dificuldade para lembrar disso é que o longa foi batizado de “Te Amarei para Sempre” no Brasil. Desenvolvida pelo produtor-roteirista britânico Steven Moffat, ex-showrunner de “Doctor Who” e criador de “Sherlock”, a série tem apenas seis episódios em sua 1ª temporada. | THE KIDS IN THE HALL | AMAZON PRIME VIDEO O cultuado programa canadense de esquetes dos anos 1990, considerado o mais punk do humor televisivo, retorna numa nova temporada de oito episódios e muitas piadas inéditas, tão afiado como na época em que os humoristas eram kids de verdade – lá se vão 27 anos. Junto do quinteto original de comediantes (Dave Foley, Bruce McCulloch, Kevin McDonald, Mark McKinney e Scott Thompson), a atração reúne vários convidados famosos, incluindo os atores Jay Baruchel (“Os Brutamontes”), Catherine O’Hara (“Schitt’s Creek”), Mark Hamill (“Star Wars”), Kenan Thompson (“Kenan”), Pete Davidson (“A Arte de Ser Adulto”) e Will Forte (“O Último Cara da Terra”). A produção do revival é de Lorne Michaels, o mentor do humorístico americano “Saturday Night Live”. | BIRDGIRL | HBO MAX A série animada do Adult Swim é uma reciclagem adulta de personagens dos anos 1960 da produtora Hanna-Barbera. Com tom surreal, a trama acompanha as modernas aventuras empresariais da Birdgirl (ou Garota Pássaro), personagem supercoadjuvante, introduzida num episódio de 1967 do desenho do “Homem-Pássaro” (Birdman). O visual é o mesmo da época, concebido pelo mestre Alex Toth, que também criou Space Ghost e, claro, o Homem-Pássaro. Quase esquecida, a heroína Birdgirl foi resgatada numa das primeiras paródias do Adult Swim, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman, Attorney at Law), lançada em 2000, que mostrava o Homem-Pássaro como advogado. “Birdgirl” é um spin-off daquela série, que acompanha Judy Ken Sebben, a Birdgirl, após assumir o controle da empresa de seu falecido pai. Só que o trabalho de CEO se transforma numa luta contra o mal. Isto porque a empresa que ela assume tem uma agenda maligna, obtendo seu lucro de desmatamento de florestas e de altas tarifas de hospitais infantis. Diante do problema, Birdgirl resolve juntar um novo grupo de super-heróis para enfrentar sua mais importante missão: acabar com tudo o que a torna rica. Já renovada para a 2ª temporada, a série foi desenvolvida por Erik Ritcher e Michael Ouweleen, criadores de “Harvey, o Advogado”, e destaca um trabalho brilhante de Paget Brewster (a Emily Prentiss de “Criminal Minds”) como a voz da heroína.
“Gotham Knights” e spin-offs de “Supernatural” e “Walker” vão virar séries
A rede The CW cancelou nada menos que sete séries na quinta (13/5), além de outras duas que já tinha definido no final de abril. O total é maior que a quantidade de séries que restaram no canal – oito produções. Trata-se de um grande choque para o público da CW, acostumado a ver renovações por atacado – apenas quatro séries foram canceladas nos últimos quatro anos pela emissora, que alimenta catálogos de streaming da Netflix, HBO Max e Globoplay no Brasil. O mais frustrante é que, apesar deste buraco enorme aberto em sua programação, os executivos da CW só tinham três pilotos para aprovar, encomendados no início do ano. Não por acaso, todas eles vão virar séries. As novas produções são dois spin-offs de títulos bem-sucedidos do canal e uma nova série de super-heróis da DC Comics. E, curiosamente, todas tem ligação com “Supernatural” (2005-2020), seja por meio dos produtores, seja pelo elenco. “The Winchesters” tem a conexão mais evidente, já que é um prólogo de “Supernatural” centrado nas primeiras aventuras do casal John e Mary Winchester, os pais de Sam e Dean, como caçadores de criaturas das trevas. O roteiro foi escrito por Robbie Thompson, co-produtor executivo de “Supernatural”, e os personagens serão interpretados por Meg Donnelly (“American Housewife”) e Drake Rodger (“Not Alone”). Segundo a descrição do piloto, Mary será apresentada como uma jovem de 19 anos que tem lutado contra as forças das trevas desde a infância, enquanto John é um veterano da Guerra do Vietnã. O projeto vem da Chaos Machine Productions, a produtora do ator Jensen Ackles, que interpretava Dean Winchester na série original. Ackles também deve participar da produção como narrador da história. Assim, os episódios terão a perspectiva de Dean, conforme ele revela o que seus pais passaram ao enfrentar ameaças sobrenaturais. “Walker: Independence” também é um prólogo, uma versão western da série policial “Walker”. A trama segue Abby Walker, interpretada por Katherine McNamara (a Mia Queen de “Arrow”), que parte em busca por vingança depois de seu marido ser assassinado diante de seus olhos, numa viagem para o Oeste selvagem. Ao longo do caminho, ela cruza com um pistoleiro em busca de propósito, e juntos chegam à cidade de Independence, no Texas, onde decidem mudar a forma como as coisas são feitas. O roteiro é de Seamus Fahey (“Máquina Mortífera”) e da showrunner de “Walker”, Anna Fricke, e o spin-off ainda conta com Jared Padalecki, astro da série original, como produtor executivo. Por fim, “Gotham Knights” é a produção mais ambiciosa, baseada em personagens dos quadrinhos de “Batman”. Apesar do título, a série tem uma premissa original, sem relação com o game da DC de mesmo nome, e se passa em Gotham City após a morte de Batman. Segundo a sinopse divulgada, a trama mostrará “o filho adotivo rebelde de Bruce Wayne forjando uma aliança improvável com os filhos dos inimigos de Batman, após todos serem incriminados no assassinato”. Além de lutarem para limpar seus nomes e encontrar o verdadeiro assassino, o grupo de fugitivos ainda se verá ocupando o vácuo criado pela ausência de Batman, “quando Gotham fica mais perigosa que nunca”, tornando-se “sua próxima geração de salvadores”. O elenco destaca Olivia Rose Keegan (a Lily de “High School Musical: The Musical: The Series”) como Duela Dent, que surgiu nos quadrinhos afirmando ser filha do Coringa e sobrinha do Duas Caras – e também apareceu como esquizofrênica, dizendo-se filha da Mulher-Gato, do Espantalho e do Charada, e até uma ex-membro dos Titãs do futuro que enlouqueceu após múltiplas viagens no tempo. O próprio Duas Caras participa da trama, vivido por Misha Collins, que ficou conhecido ao interpretar o anjo Castiel em “Supernatural”. A trama também contará com Anna Lore (“All American”) como Stephanie Brown, que já assumiu a identidade de três heroínas diferentes nos quadrinhos da DC Comics: Spoiler, Robin e Batgirl, e Navia Robinson (a Nia de “A Casa da Raven”) como Carrie Kelley, numa alteração racial da primeira Robin feminina (apresentada no clássico futurista “O Cavaleiro das Trevas”, de Frank Miller). Outros integrantes incluem Fallon Smythe (“Grown-ish”) e Tyler DiChiara (“Relish”), que viverão a heroína Pássaro Azul e seu irmão, e Oscar Morgan (“Warren”), contratado para interpretar um personagem inédito nos quadrinhos: Turner Hayes, o filho adotivo de Bruce Wayne acusado de matar o herói. Nenhuma das três séries tem previsão de estreia.
“All American: Homecoming” é renovada para 2ª temporada
A rede americana The CW renovou “All American: Homecoming”, spin-off de “All American” lançado em fevereiro passado – e que encerra sua temporada inaugural em 23 de maio. A atração acompanha a jovem Simone Hicks, interpretada por GeffriMaya, enquanto ela frequenta uma faculdade historicamente negra. Em “All American”, a personagem era uma veterana da escola de ensino médio Beverly High, além de ser namorada de um dos personagens centrais, e na atração derivada vive os altos e baixos do início da idade adulta. A nova série é a primeira criação da showrunner de “All American”, Nkechi Okoro, e conta com produção de Greg Berlanti (criador do Arrowverso). Conheça a série, ainda inédita no Brasil, no trailer abaixo.
“Young Rock” e “Grand Crew” são renovadas
A rede NBC anunciou a renovação das séries de comédia “Young Rock” e “Grand Crew”. A série baseada na infância e juventude de Dwayne “The Rock” Johnson foi renovada para sua 3ª temporada, enquanto “Grand Crew” vai para seu segundo ano de produção. “Young Rock” conta a história do jovem Johnson em três fases diferentes, acompanhando sua infância em uma família envolvida com o circuito de luta-livre profissional, a puberdade passada entre diversas escolas e o fim da adolescência como jogador de futebol americano na Universidade de Miami – décadas antes de ele virar um astro de Hollywood. Cada uma dessas fases é interpretada por um ator diferente: Adrian Groulx (The Rock aos 10 anos), Bradley Constant (aos 15) e Uli Latukefu (aos 20). Com poucos trabalhos na carreira, Adrian Groulx foi visto no telefilme “The Christmas Cure” (2017) e Bradley Constant participou do drama indie “Following Phil” (2018). Já Uli Latukefu é conhecido por diversas séries, de “Marco Polo” a “Doctor Doctor”. O elenco principal ainda conta com Joseph Lee Anderson (“Harriet”) como o pai Rocky Johnson, Stacey Leilua (“Um Cupido Caiu do Céu”) como a mãe Ata Johnson e Ana Tuisla (“Liliu”) como a avó Lia Maivia. “Grand Crew”, por sua vez, é uma criação de Phil Augusta Jackson (produtor-roteirista de “Insecure”) e segue um grupo de jovens profissionais que estão tentando navegar pelos altos e baixos da carreira e do amor em Los Angeles, mas sem abrir mão de se reunir, nas horas de folga, em seu bar favorito. O elenco destaca Nicole Byer (“Loosely Exactly Nicole”), Justin Cunningham (“Olhos que Condenam”), Aaron Jennings (“Pure Genius”), Echo Kellum (“Arrow”), Grasie Mercedes (“Motel”) e Carl Tart (“Chasers”). As duas séries são inéditas no Brasil. Veja os vídeos de apresentação das duas atrações.
“Kenan” e “Mr. Mayor” são canceladas após duas temporadas
A rede americana NBC cancelou as séries de comédia “Kenan” e “Mr. Mayor”, estreladas respectivamente por Kenan Thompson (“Saturday Night Live”) e Ted Danson (“The Good Place”), após duas temporadas. Em “Kenan”, Thompson vivia um pai viúvo, que fazia malabarismos para manter seu trabalho como apresentador de um programa matinal de Atlanta e criar suas duas filhas (as irmãs Dani e Dannah Lane). A série era uma criação de David Caspe (criador também de “Black Mondays”) e Jackie Clarke (roteirista de “Superstore”), e contava com produção de Lorne Michaels (o mentor de “Saturday Night Live”). Desenvolvida por Tina Fey e Robert Carlock (criadores de “30 Rock”), “Mr. Mayor” trazia Ted Danson como um homem de negócios rico que deseja se tornar prefeito de Los Angeles, mas pelos motivos errados. Quando finalmente consegue o cargo, ele precisa ganhar o respeito da sua vice-prefeita (Holly Hunter), entender quais são seus objetivos e ainda se aproximar da sua filha adolescente rebelde (Kyla Kenedy). Nenhuma das duas séries foi lançada no Brasil. Conheça suas premissas nos trailers abaixo.
The Endgame: Série de Morena Baccarin é cancelada na 1ª temporada
A rede americana NBC cancelou a série “The Endgame”, estrelada por Morena Baccarin (“Gotham”), após a 1ª temporada. O 10º e último episódio produzido foi ao ar há dez dias, no dia 2 de maio nos EUA. Na trama, a atriz carioca vivia Elena Federova, uma traficante de armas recentemente capturada, que orquestra uma série de assaltos a bancos de seu cativeiro. Mas os planos ambiciosos da vilã são interceptados por uma gente do FBI que tenta fazer tudo para impedi-la de atingir seu verdadeiro objetivo. A atriz Ryan Michelle Bathe (“O Clube das Divorciadas”) vivia a antagonista. A série foi criada pelos roteiristas Nicholas Wootton (“Scorpion”) e Jake Coburn (“Arrow”) e tinha produção de Julie Plec (criadora do universo “The Vampire Diaries”) por meio de sua empresa My So-Called Company. O elenco também incluía Kamal Angelo Bolden (“Amizade de Férias”), Costa Ronin (“The Americans”), Noah Bean (“12 Monkeys”), Jordan Johnson-Hinds (“Nurses”) e Mark D. Espinoza (“Major Crimes”). O drama foi a primeira produção de Plec para a Universal TV, onde também desenvolve “Vampire Academy”, série baseada na coleção literária “Academia de Vampiros”. Ela trocou seu antigo acordo com a Warner Bros. Television por um novo contrato com a Universal em janeiro de 2020. Nesta quinta (12/5), além da série da NBC, a produtora também perdeu “Legacies” e “Roswell, New Mexico”, canceladas na rede The CW. Veja abaixo o trailer oficial de “The Endgame”, que ficou inédita no Brasil.
“Legacies” é cancelada após 4 temporadas
A rede americana The CW cancelou “Legacies”, spin-off das séries “The Originals” e “The Vampire Diaries”, em meio a sua 4ª temporada. O último episódio vai ao ar em 16 de junho. Com o cancelamento, chega ao fim o universo televisivo baseado nos livros de L.J. Smith, introduzido pela produtora Julie Plec em 2009 com a estreia de “The Vampire Diaries”. A nova atração girava em torno de filhas de personagens daquela atração. A trama se passava na Escola Salvatore para adolescentes sobrenaturais, fundada para ensinar seus alunos a lidar com poderes e maldições, e evitar que se tornassem monstros. A escola foi estabelecida na antiga residência Salvatore, lar dos irmãos vampiros de “The Vampire Diaries”, era administrada pelo ex-caçador de vampiros Alaric Saltzman (Matthew Davis) e financiada com a herança do falecido vampiro original Klaus Mikaelson (Joseph Morgan), com o objetivo de assegurar um futuro para sua filha Hope Mikaelson (Danielle Rose Russell, introduzida em “The Originals”), a jovem mais poderosa do mundo. Além de Hope, herdeira de bruxas, vampiros e lobisomens, a série também destacava as filhas gêmeas de Alaric, as bruxas Josie (Kaylee Bryant, de “Santa Clarita Diet”) e Lizzie Saltzman (Jenny Boyd, de “A Jornada dos Vikings”), e diversos jovens sobrenaturais interpretados por Aria Shahghasemi (“No Alternative”), Quincy Fouse (“The Goldbergs”), Chris Lee (“The Chi”), Ben Levin (“Caindo na Real”), Omono Okojie (“Trees of Peace”), Leo Howard (“Porque as Mulheres Matam”), Courtney Bandeko (“Dead of Night”) e Peyton Alex Smith (“Detroit em Rebelião”), entre outros. No ano passado, a série sofreu uma baixa importante, com a saída de Kaylee Bryant do elenco. Com os cancelamentos desta quinta (12/5) – incluindo “Roswell, New Mexico” e “The Endgame” – , Julie Plec ficou sem nenhuma produção no ar na TV americana. Mas ela já está desenvolvendo outra série de vampiros, “Vampire Academy”, para a plataforma de streaming Peacock. Exibida com o nome original no canal pago Warner, “Legacies” também chega como “Legados” na plataforma HBO Max, com episódios disponibilizados simultaneamente à transmissão nos EUA. Veja abaixo os trailers legendados da premissa da atração.
Naomi: Nova série de super-heróis é cancelada
A rede The CW cancelou “Naomi”, série baseada nos quadrinhos homônimos da DC Comics, após uma temporada. Produzida e com piloto dirigido pela cineasta Ava Duvernay (“Selma”, “Olhos que Condenam”), a atração foi desenvolvida pela roteirista-produtora Jill Blankenship (da série “Arrow”) e destacava a jovem atriz Kaci Walfall (“Army Wives”), de 16 anos, no papel título. Na trama, Naomi é uma jovem apaixonada pelos quadrinhos de Superman, que leva um choque ao descobrir que também tem superpoderes. Não só isso: ela é de outro planeta como seu herói favorito, e há outros alienígenas em sua cidadezinha. O resto do elenco incluía Alexander Wraith (“Orange Is the New Black”), Cranston Johnson (“Filthy Rich”), Mary-Charles Jones (“Kevin pode Esperar”), Will Meyers (“The Walking Dead: World Beyond”), Barry Watson (“Hart of Dixie”), Mouzam Makkar (“The Exorcist”) e os estreante Daniel Puig e Camila Moreno, entre outros. O fim de “Naomi” foi o terceiro corte recente da rede The CW em suas produções de super-heróis da DC, menos de duas semanas após os cancelamentos de “Batwoman” e “Legends of Tomorrow”. Lançada em janeiro, a série terminou na terça-feira (10/5) com a transmissão de seu 13º e último episódio. “Naomi” era disponibilizada no Brasil pela plataforma HBO Max, com lançamento semanal de novos capítulos, próximo à exibição nos EUA. Veja o trailer nacional abaixo.
“4400” é cancelada após uma temporada
A rede The CW cancelou “4400”, reboot da cultuada série de ficção científica “The 4400”, após apenas uma temporada. A série original foi ao ar entre 2004 e 2007 em dois canais diferentes nos Estados Unidos, durando quatro temporadas bastante criativas e com um final que, embora abrisse condições para uma nova temporada, serviu como boa conclusão para a história. Já a nova versão terminou num cliffhanger, deixando seu público sem resolução. O numeral do título se refere ao número de pessoas que surge misteriosamente de uma hora para outra, ao mesmo tempo e no mesmo local, após passarem anos – em alguns casos, até décadas – desaparecidas, acreditando que o tempo não passou. Os episódios explicavam aos poucos quem é cada um, revelando pessoas de quem o mundo não sentiria falta – quase todos negros, num diferencial com a série original, que destacava apenas dois atores pretos, Megalyn Echikunwoke (“Vixen”) e o hoje famoso Mahershala Ali (“Green Book”), duas vezes vencedor do Oscar. Todos foram sequestrados de suas linhas temporais para cumprir uma missão importante no começo dos anos 2020. O motivo de trazê-los a esta época e lhes dar superpoderes é abordado apenas superficialmente no final da temporada, sugerindo que as respostas viriam nos capítulos que nunca serão produzidos. O reboot era assinado pela dupla Taylor Elmore e Craig Sweeny, que trabalhou junta como produtores e roteiristas de “Limitless”. Além disso, Sweeny também foi roteirista e supervisor da série original – por sua vez criada por René Echevarria e Scott Peters. “4400” ainda é inédita no Brasil. Veja abaixo dois trailers da temporada, com várias cenas de diferentes episódios.
Dinastia: Série menos vista da TV americana é cancelada após 5 temporadas
A rede The CW cancelou “Dinastia” (Dynasty), remake da série novelesca homônima, que foi um dos maiores sucessos de audiência da TV americana nos anos 1980. A nova versão, ao contrário, detinha o recorde de pior audiência atual. E não era de hoje. Na 1ª temporada já registrava a audiência mais baixa de uma tração televisiva contando até cinco anos para trás. Exibida entre 1981 e 1989, a atração original acompanhava a rivalidade entre duas das famílias mais ricas da América, os Carringtons e os Colbys, e foi uma grande concorrente de “Dallas”, outra série no mesmo formato. O remake, porém, concentrava-se nos Carringtons e nos Flores, acrescentando latinidade na revisão. Por conta disso, “Dynasty” foi o terceiro reboot com guinada latina cancelado nesta quinta (12/5) pela emissora americana, junto de “Charmed” e “Roswell, New Mexico”. A produção foi desenvolvido por Josh Schwartz e Stephanie Savage, que tinham experiência em retratar a vida de milionários mimados como criadores de “Gossip Girl”. Neste projeto, eles se juntaram a Sallie Patrick, que escrevia outra série novelesca de ricos malvados, “Revenge”. Mas a produção nunca encontrou seu público, situação que foi complicada ainda mais pela troca constante de intérpretes. A dança foi iniciada logo no final da 1ª temporada, com a saída da peruana Nathalie Kelley (a vilã Sybil da última temporada de “The Vampire Diaries”) do papel de Cristal Flores (a versão latina de Krystle, vivida pela loira Linda Evans nos anos 1980), sendo substituída por Daniella Alonso (“The Resident”) graças a uma explicação mirabolante de novela. O remake durou 5 temporadas e mais de 100 episódios graça a um acordo de distribuição com a Netflix, que disponibiliza a série no Brasil. Apenas as quatro primeiras temporadas estão disponíveis em streaming, mas a série ainda tem seis episódios inéditos – seus últimos – para queimar nos EUA, em datas ainda não divulgadas.
“No Escuro” é cancelada com 4ª temporada inédita
A rede The CW cancelou “No Escuro” (In the Dark) após quatro temporadas. Assim como aconteceu com “Roswell, New Mexico”, a série completou as gravações de sua 4ª e agora última temporada, que será lançada em 6 de junho nos EUA. “No Escuro” acompanhava uma jovem cega irreverente, que se envolvia numa trama de investigação criminal, ao se tornar a única testemunha de assassinato de seu amigo e traficante favorito. Quando a polícia rejeita seu testemunho “ocular”, ela resolve investigar por conta própria, com o auxílio de seu cachorro Pretzel, enquanto toca sua agitada vida amorosa e o trabalho que ela odeia na Breaking Blind – uma escola de cães-guia de propriedade de seus pais superprotetores. A trama foi criada por Corinne Kingsbury (roteirista série “The Newsroom”), o elenco destacava Perry Mattfeld (“Shameless”) no papel de protagonista e a produção contava com dois cineastas, Michael Showalter (“Doentes de Amor”) e Ben Stiller (“A Vida Secreta de Walter Mitty”). No Brasil, a séria faz parte do catálogo da Globoplay, que até o momento disponibilizou todas as três temporadas disponíveis. Veja abaixo o comercial brasileiro da estreia da atração.
“Roswell, New Mexico” é cancelada na véspera da 4ª temporada
A rede americana The CW se adiantou e cancelou “Roswell, New Mexico” na véspera da estreia de sua 4ª temporada, marcada para ir ao ar em 6 de junho nos EUA. A série concluiu as gravações de seus últimos episódios, que tiveram exibição confirmada durante o verão americano (nosso inverno). Com isso, o reboot vai durar uma temporada a mais que a “Roswell” original, lançada em 1999 e tirada do ar em 2002 sem concluir sua trama. Para quem não lembra, a série clássica foi desenvolvida por Jason Katims (criador de “Parenthood”) e era baseada na coleção literária adolescente “Roswell High”, de Melinda Metz, sobre três alienígenas que viviam disfarçados entre humanos numa high school de Roswell, cidade conhecida por supostamente ter sido o local da queda de um disco voador nos anos 1950. A nova versão é da roteirista Carina MacKenzie (escritora de “The Originals”), que atualiza o romance alienígena juvenil com uma subtrama de imigrantes ilegais (também chamados de aliens em inglês). Para isso, a atração reimaginou a trama sci-fi original com uma protagonista latina – coincidentemente, como o reboot de “Charmed”, também cancelado pela emissora nesta quinta (12/5). Os personagens também são mais velhos no reboot, como atesta a escalação de Jeanine Mason (intérprete da Dra. Sam Bello em “Grey’s Anatomy”) no papel da jovem que se apaixona por um alienígena, por sua vez vivido por Nathan Parsons (o Jackson de “The Originals”). Além deles, o elenco incluía Lily Cowles (“BrainDead”) e Michael Vlamis (visto em “New Girl”),como os outros dois alienígenas, e Michael Trevino (o Tyler de “The Vampire Diaries”), Heather Hemmens (série “Hellcats”) e Tyler Blackburn (o Caleb de “Pretty Little Liars”) como seus colegas. Julie Plec, criadora de “The Vampire Diaries”, “The Originals” e “Legacies” era coprodutora da atração, ao lado de MacKenzie. No Brasil, “Roswell, New Mexico” faz parte do catálogo da HBO Max, que já lançou as três temporadas disponíveis. Veja abaixo o trailer de apresentação da série.












