Garry Marshall (1934 – 2016)
Morreu Gary Marshall, diretor de “Uma Linda Mulher” (1990) e “O Diário da Princesa” (2001), após complicações decorrentes de uma pneumonia nesta terça-feira (19/7). Ele tinha 81 anos e, além de dirigir os filmes que tornaram Julia Roberts e Anne Hathaway famosas, ficou conhecido por ter criado séries clássicas como “The Odd Couple”, “Happy Days”, “Laverne & Shirley” e “Mork & Mindy”, pelas quais recebeu cinco indicações ao Emmy e entrou para o Hall da Fama da Academia da Televisão em 1997. Marshall nasceu no Bronx, em Nova York, e se formou em jornalismo na Universidade de Northwestern. Chegou a trabalhar no jornal New York Daily News, mas decidiu se dedicar à carreira de roteirista na década de 1960. Ele obteve sucesso imediato em Hollywood como roteirista de sitcoms de comediantes famosos, como “The Lucy Show”, “The Dick Van Dyke Show” e “The Joey Bishop Show”, conseguindo lançar sua primeira série própria em 1966, “Hey, Landlord”, sobre uma dupla que dividia um apartamento em Nova York. Por volta desta época, ainda tentou atuar no cinema, interpretando um dos oponentes anônimos de James Bond no clássico “007 Contra Goldfinger” (1964) e figurantes hippies em “Maryjane” (1968) e “Busca Alucinada” (1968). Mas acabou priorizando o que sabia fazer melhor ao emplacar seu primeiro roteiro cinematográfico, “Lua de Mel com Papai” (1968), a primeira comédia romântica de uma carreira especializada no gênero. Mesmo assim, o reconhecimento começou mesmo pela TV, a partir de 1970, quando decidiu adaptar a peça de Neil Simon “Um Estranho Casal”, que tinha sido levada aos cinemas dois anos antes. A versão televisiva de “The Odd Couple” se tornou um dos maiores sucessos da década, durando cinco temporadas – e foi recentemente revivida num remake do ano passado, renovado para sua 3ª temporada. Seguiram-se outros fenômenos de audiência. Nenhum maior que “Happy Days”, a série estrelada pelo futuro diretor Ron Howard (“O Código Da Vinci”) e o futuro produtor Henry Winkler (série “MacGyver”). Acompanhando uma turma de adolescentes dos anos 1950, a produção foi responsável por lançar a era das séries de nostalgia em 1974, além de popularizar o icônico personagem Fonzie (Winkler) e inúmeras gírias. Até a expressão “pular o tubarão”, que nos EUA virou sinônimo de série que inicia sua decadência, veio de uma cena de sua produção, quando Fonzie, literalmente, saltou sobre um tubarão. “Happy Days” durou 11 temporadas até 1984, batendo recordes de audiência enquanto retratava, ao longo de uma década, a evolução dos gostos da juventude americana, de Elvis aos Beatles. Fez tanto sucesso que rendeu dois spin-offs igualmente memoráveis. “Laverne & Shirley”, por sinal, praticamente repetiu o sucesso da série original, acompanhando, ao longo de oito temporadas (entre 1976 e 1983), duas amigas solteiras em meio às mudanças sociais dos anos 1950 e 1960. Laverne era vivida por sua irmã, Penny Marshall, que também virou uma cineasta bem-sucedida (de clássicos como “Quero Ser Grande” e “Tempo de Despertar”). O terceiro spin-off foi a sitcom sci-fi “Mork & Mindy” (1978 – 1982), que lançou o comediante Robin Williams no papel de um alienígena com a missão de estudar a humanidade, após seu personagem aparecer num dos episódios mais populares de “Happy Days”. Para estabelecer a conexão entre as duas séries, Mork voltou novamente num crossover, além de ter quase namorado Laverne. A série original teve sobrevida maior que seus derivados, mas, após o cancelamento consecutivo das três atrações, Marshall não se interessou mais pela televisão, voltando suas energias para o cinema. Ele estreou como cineasta na comédia sexual “Médicos Loucos e Apaixonados” (1982), mas logo mudou de tom para se estabelecer como diretor de filmes românticos, que agradavam em cheio ao público feminino da época do VHS, entre eles “Flamingo Kid” (1984), com Matt Dillon, “Nada em Comum” (1986), com Tom Hanks, e “Um Salto Para a Felicidade” (1987), com o casal Kurt Russell e Goldie Hawn. Até se consagrar com “Uma Linda Mulher” (1990), uma versão contemporânea da fábula de “Cinderela” encenada por uma prostituta e seu cliente milionário. O sucesso foi tanto que transformou sua estrela, Julia Roberts, na principal atriz americana dos anos 1990, com direito a indicação ao Oscar pelo papel. Assumindo a preferência pelo gênero, Marshall só dirigiu comédias românticas pelo resto de sua filmografia. Nenhuma outra, porém, repetiu o mesmo sucesso de “Uma Linda Mulher”. Na verdade, poucas se destacaram, como “Frankie & Johnny” (1991), que despertou interesse por representar o reencontro de Al Pacino e Michelle Pfeifer após “Scarface” (1983). Por conta disso, Marshall logo orquestrou um reencontro com Julia Roberts, além de Richard Gere, o galã de seu clássico. Em “Noiva em Fuga” (1999), Julia representou o oposta da Cinderela, uma mulher que não queria subir no altar com o príncipe encantado. Mas, como típica comédia romântica, não haveria final feliz sem o “viveram felizes para sempre”, contra qualquer possibilidade feminista. “Noiva em Fuga” lhe devolveu prestígio. E “O Diário da Princesa” (2001) lhe conquistou uma nova geração de fãs. Levando para as telas o romance juvenil de Meg Cabot, Marshall consagrou-se em nova história de Cinderela, comprovando-se um mestre das fantasias arquetípicas femininas. De quebra, lançou Anne Hathaway em seu primeiro papel cinematográfico, como uma adolescente comum dos EUA que descobria ser herdeira de um trono europeu. A história teve sequência, “O Diário da Princesa 2: Casamento Real” (2004), em que a adolescente do título tem que fazer o que se espera de toda Cinderela: casar-se com o príncipe encantado. O sucesso das duas fábulas contrastou com o fracasso das comédias que se seguiram, “Um Presente para Helen” (2004), em que Marshall dirigiu Kate Hudson (filha de Kurt Russell e Goldie Hawn), e “Ela é a Poderosa” (2007), com Jane Fonda e Lindsay Lohan. O que o levou ao velho truque de convidar Julia Roberts a estrelar seu próximo filme. Melhor ainda, Anne Hathaway também. E, já que dois é bom, uma multidão de outros famosos não poderia ser demais. Marshall e a roteirista Katherine Fugate resolveram criar uma mini-antologia de “love stories” em torno da data mais romântica de todas, o Dia dos Namorados, reunindo um verdadeiro “quem é quem” das comédias românticas americanas, incluindo Bradley Cooper, Jennifer Garner, Ashton Kutcher, Patrick Dempsey, Jamie Foxx, Shirley MacLaine, Hector Helizondo, Jessica Alba e até a cantora Taylor Swift. O filme foi batizado no Brasil como “Idas e Vindas do Amor” (2010) e inaugurou uma trilogia de comédias de feriados comemorativos, seguido pelos similares “Noite de Ano Novo” (2011) e “O Maior Amor do Mundo” (2016), este passado no Dia das Mães. Mas nem a volta de Julia Roberts impediu o esgotamento do filão, com o último lançamento implodindo nas bilheterias. O cineasta ainda estava planejando um terceiro filme dos “Diários da Princesa” para 2017 com o elenco original, que Anne Hathaway dizia estar ansiosa por estrelar. Sua morte comoveu a comunidade artística de Hollywood. O ator Henry Winkler, que trabalhou com Marshall em “Happy Days”, usou seu perfil no Twitter para prestar sua homenagem ao diretor. “Obrigado por minha vida profissional. Obrigado por sua lealdade, amizade e generosidade”, escreveu. “Ele foi um patrão de classe e um mentor cuja criatividade e liderança significaram tudo para mim”, acrescentou Ron Howard. “Garry foi uma dessas raras pessoas verdadeiramente importantes que se pode encontrar numa vida, se você for abençoado”, disse Richard Gere. “Ele lançou e nutriu mais carreiras do que a quantidade de sapatos que possuía. Como fará falta”, exaltou Tom Hanks.
Astro da série Chips vira policial de verdade
O ator Erick Estrada, que ficou conhecido como o policial rodoviário Frank “Ponch” Poncherello na clássica série Chips (1977-1983), virou policial de verdade nos EUA. A informação foi divulgada pelo próprio ator em seu Twitter. “Agora faço parte do Departamento de Polícia da cidade de St. Anthony. É um dia especial para mim”, escreveu ele, divulgando uma foto de sua formatura, que o mostra prestando seu juramento como policial, aos 67 anos, e outra em frente de uma moto com seu novo uniforme. Estrada foi designado para trabalhar numa força-tarefa de Crimes Virtuais contra Crianças, que tem o objetivo de instruir jovens contra os perigos da internet. Antes, o ex-ator serviu como assistente de xerife em Virginia.
Netflix encomenda remake da série clássica Perdidos no Espaço
O serviço de streaming Netflix encomendou a 1ª temporada do remake da série clássica “Perdidos no Espaço”. O anúncio foi feito por comunicado oficial e revela que a atração terá 10 episódios com produção da Legendary TV, braço televisivo do estúdio Legendary (responsável por “Godzilla” e “Warcraft”). Segundo o comunicado, o remake será “uma história de sobrevivência para marcar época”. “A série original capturou habilmente tanto o drama quanto a comédia, o que a tornou muito atraente para um público amplo”, disse Cindy Holland, vice-presidente do Netflix para produções originais. “A atual equipe criativa da série fará uma versão para o Netflix que deverá apelar igualmente aos fãs que lembram do original com carinho e também para uma nova geração de entusiastas que surgirão em todo o mundo.” O novo “Perdidos no Espaço” será desenvolvido pela dupla de roteiristas Matt Sazama e Burk Sharpless, que se especializou em fantasias genéricas de péssima recepção entre a crítica, como “Drácula: A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016). Além deles, a atração terá produção de Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador de “Once Upon a Time in Wonderland”. A série clássica foi criada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen, o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”. A trama se passava no futuro (que na época era 1997), no começo do programa de colonização espacial dos Estados Unidos, com o envio da família Robinson em uma viagem de 5 anos e meio para fundar a primeira base espacial humana num planeta de outro sistema solar, na constelação da estrela Alpha Centauri. Porém, o espião Dr. Zachary Smith (o papel da vida de Jonathan Harris) sabota a missão, levando a nave Júpiter 2 a sair da rota e ficar perdida no espaço. “Perdidos no Espaço” era transmitida pela rede americana CBS e durou três temporadas, terminando depois de 83 episódios, devido a um misto de baixa audiência e corte de custos, sem nunca trazer resolução para sua trama. Mesmo assim, acabou ganhando inúmeras reprises na programação televisiva de todo o mundo, virando um fenômeno cult, que inspirou quadrinhos, brinquedos e até um filme em 1998. O remake, porém, vai demorar a ser exibido. A previsão do Netflix é apenas para 2018.
Diretor de Invocação do Mal vai filmar primeiro episódio do novo MacGyver
O cineasta James Wan já definiu seu próximo projeto após o sucesso de “Invocação do Mal 2” nos cinemas. Antes de iniciar seu trabalho no filme de super-herói “Aquaman”, ele vai dirigir o primeiro episódio da série “MacGyver”, reboot da famosa atração televisiva dos anos 1990, conhecida no Brasil como “Profissão Perigo”. A série teve sua produção aprovada pela rede americana CBS com a condição de que o piloto fosse totalmente refeito. Segundo fontes ouvidas pelo site The Hollywood Reporter, várias ideias e até integrantes do elenco foram rejeitados e ganharão nova reconfiguração. O roteiro do estreante Paul Downs Colaizzo, que desenvolveu o projeto, será substituído por uma nova abordagem sob a supervisão de Peter Lenkov (produtor-roteirista de “Havaii Five-0”). O que se tornou uma oportunidade para a produção retomar o plano original de ter Wan como diretor do primeiro capítulo. Wan está envolvido com o projeto desde sua concepção, atuando como produtor, e deveria ter dirigido o piloto original. Como as filmagens de “Invocação do Mal 2” se estenderam, ele passou a direção para David Von Ancken (série “Salem”). Cenas do episódio descartado, por sinal, foram divulgadas como trailer, após a aprovação oficial da série. A prévia divulgada destaca muitas explosões, tiros e o sorriso permanente de Lucas Till (“X-Men: Apocalipse”), que vive uma versão mais jovem de MacGyver. Mas embora se passe na juventude do personagem encarnado por Richard Dean Anderson entre 1985 e 1992, o que foi mostrado não era uma história de “origem”. Mac já surgia cheio de habilidades e fazendo piadinha sobre o uso improvisado de chiclete e cotonete, trabalhando ao lado de George Eads (série “CSI”) numa agência secreta do governo americano. Mesmo com essa turbulência, a série ainda está mantida na programação da CBS para sua temporada de outono, com estreia entre setembro e novembro nos EUA.
Burt Kwouk (1930 – 2016)
Morreu o ator britânico Burt Kwouk, que ficou conhecido pelo papel de Cato Fong, o fiel criado oriental do Inspetor Clouseau na franquia de comédia “A Pantera Cor de Rosa”. Ele faleceu nesta terça-feira (24/5) aos 85 anos de idade, comunicou seu agente. Nascido no norte da Inglaterra, mas criado em Xangai, na China, Kwouk iniciou sua carreira na televisão britânica nos anos 1950 e, ao longo das seis décadas seguintes, fez participações em diversas atrações famosas, como “Danger Man”, “O Santo”, “Man of the World”, “Seres do Amanhã” e “Doctor Who” chegando a estrelar, nos últimos anos, 78 episódios da longeva soup opera “Last of the Summer Wine”, entre 2002 e 2010. Ele também atuou em vários filmes, alguns considerados clássicos, como “A Morada da Sexta Felicidade” (1958), estrelado por Ingrid Bergman, “As Sandálias do Pescador” (1968), com Anthony Quinn, e “Império do Sol (1987), de Steven Spielberg, além de produções B cultuadas – “A Seita do Dragão Vermelho” (1961), “As 13 Noivas de Fu Manchu” (1966), etc – e três longas do espião James Bond, incluindo o famoso “007 Contra Goldfinger” (1964) – quatro, se também contar a sátira “Cassino Royale” (1967). Mas será sempre mais lembrado por ter estrelado seis filmes da franquia “A Pantera Cor-de-Rosa”, desde “Um Tiro no Escuro” (1964) até os filmados após a morte de Peter Sellers, como o criado que realizava ataques de surpresa nos momentos mais inesperados, seguindo a orientação de testar a prontidão do Inspetor Clouseau a qualquer momento. Sua performance rendeu alguns dos momentos mais memoráveis da franquia e entronizou Cato entre os personagens mais conhecidos do cinema.
MacGyver: Remake da série clássica Profissão Perigo ganha primeiro trailer
A rede americana CBS divulgou o primeiro trailer de “MacGyver”, remake da série clássica, chamada “Profissão Perigo” no Brasil, que foi aprovada para a próxima temporada. A prévia destaca explosões, tiros e o sorriso de Lucas Till (“X-Men: Apocalipse”), que vive uma versão mais jovem de MacGyver. Mas embora se passe na juventude do personagem encarnado por Richard Dean Anderson entre 1985 e 1992, não se trata de uma série de “origem”. Mac já surge cheio de habilidades e fazendo piadinha sobre o uso improvisado de chiclete e cotonete. E é graças a essas habilidades criativas que ele é aliciado para participar de uma unidade secreta do governo, na qual vai trabalhar ao lado de George Eads (série “CSI”). As cenas divulgadas, porém, podem não ser aproveitadas na série. Apesar de aprovada, a produção de “MacGyver” sofreu intervenção, por não ter agrado completamente à emissora. Parte do elenco do piloto será dispensado, em busca de um novo direcionamento, que será produzido por Peter Lenkov (de “Havaii Five-0”), substituto dos desenvolvedores do projeto original. Mesmo com essa turbulência, a série vai estrear na próxima temporada de outono, entre setembro e novembro, nos EUA.
Twin Peaks: Cantores do Pearl Jam e Nine Inch Nails participarão da volta da série
O canal pago americano Showtime revelou o elenco completo do revival de “Twin Peaks”. E a série, que já teve David Bowie entre seus intérpretes, continua muito rock’n’roll, com participações confirmadas de Eddie Vedder, cantor do Pearl Jam, e Trent Reznor, líder do Nine Inch Nails. Os dois roqueiros vão se juntar a diversos atores do elenco original, como Kyle MacLachlan, Sheryl Lee, Mädchen Amick, Sherilyn Fenn, Lara Flynn Boyle, Piper Laurie, Ray Wise, Dana Ashbrook, Kimmy Robertson, Peggy Lipton, a cantora Julee Cruise e Catherine Coulson. Esta última, que interpretou a enigmática “Mulher do Tronco”, deixou gravada sua participação antes de falecer em setembro de 2015. Até David Duchovny vai retomar seu papel como a agente transgênero do FBI Denise Bryson. A personagem, vista em três episódios da 2ª temporada de 1991, marcou a estreia televisiva de Duchovny, o agente Moulder de “Arquivo X”. Outros atores, que aparecerão pela primeira vez na série, ainda incluem Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), Michael Cera (“É o Fim”), Monica Bellucci (“007 Contra Spectre”), Amanda Seyfried (“Ted 2”), Ashley Judd (“Divergente”), Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”), Laura Dern (“Livre”), James Belushi (série “O Jim é Assim/According to Jim”) e Balthazar Getty (“O Juiz”). Lançada em 1990, “Twin Peaks” promoveu uma revolução nas séries americanas, incluindo elementos sobrenaturais, mistério e serial killer numa trama altamente serializada de investigação criminal, que durou duas temporadas. A nova trama será situada nos dias atuais e refletirá as mais de duas décadas que se passaram desde então. O retorno se dará em duas novas temporadas, com direção do cineasta David Lynch. Criador da série original, ele também escreveu os novos episódios com seu parceiro de 25 anos atrás, o roteirista Mark Frost. A estreia, porém, ainda vai demorar. A “3ª temporada” só começará a ser exibida em 2017 no Showtime.
Série Um É Pouco, Dois É Bom e Três É Demais pode virar filme
O estúdio New Line Cinema planeja fazer uma versão de cinema da série de comédia “Um É Pouco, Dois É Bom e Três É Demais” (Three’s Company), grande sucesso televisivo que durou oito temporadas, entre 1977 e 1984. Segundo o site da revista Variety, a adaptação será roteirizada por Abby Kohn e Marc Silverstein, que já assinaram juntos várias comédias românticas, como “Nunca Fui Beijada” (1999), “Ele Não Está Tão a Fim de Você” (2009) e “Como Ser Solteira” (2016). A série original girava em torno da vida de três colegas de apartamento: duas mulheres solteiras e um homem que fingia ser gay para morar com elas. A atração já era uma versão, baseada na atração britânica “Man About the House” (1973-1976), e marcou época pelo humor físico e diálogos insinuantes. O elenco incluía John Ritter, que venceu um Emmy pelo papel de Jack Tripper, Joyce DeWitt, que vivia Janet Wood, e Suzanne Somers, que se tornou símbolo sexual como bobinha Chrissy Snow durante as cinco primeiras temporadas da atração. Por sinal, a história de como Suzanne Somers foi demitida, no auge de sua popularidade, ao pedir para receber o mesmo salário que John Ritter, daria um ótimo filme. Mas seria um drama de denúncia, algo que passa longe dos roteiros sonhadores de Kohn e Silverstein. Caso saia do papel, a adaptação vai seguir a onda de nostalgia que tem inspirado diversas versões de séries clássicas no cinema, como “Anjos da Lei” (2014) e o vindouro “Baywatch”.
Baywatch: Pamela Anderson vai participar do filme baseado na série SOS Malibu
A atriz Pamela Anderson vai participar da adaptação cinematográfica de “Baywatch”. O anúncio foi feito pelo ator Dwayne Johnson (“Terremoto – A Falha de San Andreas”) em seu Instagram. “É um prazer dar as boas vindas para a sempre linda Pamela Anderson no nosso elenco de ‘Baywatch’. Nos não poderíamos fazer este filme sem ela”, ele escreveu, posando para um foto ao lado da atriz de 49 anos, que foi capa da Playboy no ano passado. Famosa por interpretar a salva-vidas C.J. Parker na série dos anos 1990, conhecida no Brasil como “SOS Malibu”, Pamela vai se juntar a David Hasselhoff, que também interpretou um dos protagonistas da atração original e já tinha confirmado sua participação no longa-metragem. Os produtores ainda esperam atrair Carmen Electra para completar o time de homenageados da série. Curiosamente, porém, a personagem de Carmen Electra não está na trama do filme. Nenhum dos convidados repetirá seus papéis da TV, que ganharão novas versões. Johnson, por exemplo, ficou com o papel de Mitch Buchannon, o líder do grupo de salva-vidas vivido por Hasselhoff na série, enquanto C.J. Parker ganhará novas curvas na pele da top model Kelly Rohrbach (que está no novo filme de Woody Allen, “Café Society”). Além dela, também vestem o maiô vermelho da adaptação as atrizes Alexandra Daddario (“Terremoto – A Falha de San Andreas”) e Ilfenesh Hadera (série “Billions”), que retomarão as personagens Summer Quinn (vivida por Nicole Eggert na série) e Stephanie Holden (Alexandra Paul) Na trama de cinema, os salva-vidas vão se unir a um atleta olímpico (interpretado por Zac Efron, de “Vizinhos”) para salvar a baía em que vivem. A vilão criada especialmente para a trama será interpretada pela estrela indiana Priyanka Chopra (série “Quantico”). Escrita por Robert Ben Garant (“Uma Noite no Museu”) e Justin Malen (série “Trophy Wife”), e com direção de Seth Gordon (“Quero Matar Meu Chefe”), “Baywatch” tem previsão de estreia apenas para maio de 2017.
Série clássica Além da Imaginação vai ganhar nova versão interativa
A série “Além da Imaginação” (“The Twilight Zone”, no original em inglês) vai ganhar um novo remake. A diferença da nova versão é que ela será interativa, num esforço conjunto entre a rede americana CBS e a empresa Interlude. Segundo comunicado divulgado pelas companhias, o programa permitirá ao espectador “mudar e adaptar a história baseado no que ele sente”. O comunicado não explica como isso se dará na prática, mas a Interlude é conhecida por criar vídeos que permitem interação, como o comercial da Coca-Cola com o Hulk e o Homem-Formiga, que estreou no Super Bowl deste ano. Além disso, o responsável pela adaptação tem experiência com o universo dos videogames. Ken Levine, criador do game “BioShock”, irá escrever e dirigir o episódio piloto da série. Em entrevista à revista Wired, ele afirmou que o processo criativo da produção ainda está no início. “Nós fizemos um esboço do que queremos fazer e agora estamos dando início ao processo de escrita, pensando em como dosar o elemento interativo para fazer a narrativa se tornar mais pessoal para o espectador, e deixá-lo mais engajado”. Um das séries mais famosas da ficção científica, “Além da Imaginação” foi criada por Rod Serling e exibida entre 1959 a 1964 na própria CBS, tendo um total de 156 episódios. A CBS também desenvolveu dois revivals da série – o primeiro durou entre 1985 a 1989 (65 episódios) e o segundo entre 2002 a 2003 (44 episódios). A série já foi adaptada para o cinema, na antologia “No Limiar da Realidade (Twilight Zone: The Movie, 1983). O filme apresentava quatro histórias curtas, cada uma dirigida por um mestre do cinema fantástico: Steven Spielberg (“Guerra dos Mundos”), Joe Dante (“Gremlins”), John Landis (“Um Lobisomem Americano em Londres”) e George Miller (“Mad Max”). Há alguns anos, a Warner chegou a considerar um novo filme, que seria estrelado por Tom Cruise (“No Limite do Amanhã”), produzido por Leonardo DiCaprio (“O Regresso”) e dirigido por Matt Reeves (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), mas, após a encomenda de três roteiros diferentes, o projeto jamais saiu do papel.
M. Night Shyamalan vai produzir remake de Contos da Cripta e mais duas séries de terror para o TNT
O TNT deu sinal verde para a produção de três séries de terror, que inaugurarão um bloco com curadoria do cineasta M. Night Shyamalan (“A Visita”) no canal. O maior destaque do projeto é o remake da série “Contos da Cripta”, sucesso dos anos 1990 no HBO, que recebeu encomenda de uma temporada de 10 episódios. Em seu comunicado, o canal rechaçou rumores de que a nova versão não contaria com o famoso Guardião da Cripta, a caveira falante que anuncia as histórias de cada episódio e que foi criada para a clássica revista em quadrinhos dos anos 1950 “Tales from the Crypt”, da EC Comics – que originou a série. A criatura voltará “reinventada”, segundo o comunicado. Anteriormente, Shyamalan já tinha demonstrado confiança na aprovação do projeto. “Fazer parte de uma franquia tão amada quanto ‘Contos da Cripta’, algo que eu cresci assistindo, e também ter a chance de expandir os limites do gênero na televisão, é uma oportunidade inspiradora que eu mal vejo a hora de começar”, ele disse em janeiro. “Tales from the Crypt” (o título original) já escandalizou os EUA, quando seus quadrinhos foram considerados impróprios para crianças, dando origem à campanha que culminou na criação do Selo de Ética, uma censura imposta à publicação dos gibis americanos. No auge do sucesso da série do HBO, exibida entre 1989 e 1996, a franquia também inspirou dois filmes. Além de “Tales from the Crypt”, o bloco de terror da TNT também incluirá “Time of Death” e “Creatures”. Produzida por Shyamalan, “Time of Death” acontecerá em tempo real, com cada episódio representando uma hora passada numa mesma noite de terror, durante a volta de um psicopata à sua cidade natal. A atração será uma homenagem às produções de terror dos anos 1980, no subgênero conhecido como “slasher”. Já “Creatures” é descrita como o conto perturbador de duas ex-melhores amigas que, aos 12 anos de idade, tentaram cortar o coração de um colega de classe como sacrifício para um bicho-papão da internet que elas inventaram, chamado Mr. Gorgi. Quinze anos depois, as duas jovens são libertados de um instituto psiquiátrico em sua pequena cidade no Alasca, e logo começam a sentir a presença aterrorizante de Gorgi novamente. A série é uma criação de Dominic Mitchell (criador da série de zumbis britânica “In the Flesh”) e terá episódios dirigidos por Tom Shankland (série “House of Cards”). A estreia das séries de terror deve acontecer no próximo outono americano.
Baywatch: Fotos reúnem o elenco da versão de cinema de SOS Malibu
O ator Dwayne Johnson (“Terremoto – A Falha de San Andreas”) divulgou as primeiras fotos que reúnem o elenco central de “Baywatch”, versão para o cinema da série de salva-vidas dos anos 1990 “SOS Malibu”, além de posar ao lado de David Hasselhoff, o astro da atração televisiva, e duas das beldades vestidas nos novos maiôs vermelhos da produção. Além de “The Rock”, o elenco de salva-vidas inclui Zac Efron (“Vizinhos”), Alexandra Daddario (também de “Terremoto – A Falha de San Andreas”), Jon Bass (série “Big Time in Hollywood, FL”), Ilfenesh Hadera (série “Billions”) e a modelo Kelly Rohrbach (série “Rizzoli & Isles”). O elenco ainda inclui Priyanka Chopra (série “Quantico”) como vilã. Escrita por Robert Ben Garant (“Uma Noite no Museu”) e Justin Malen (série “Trophy Wife”), e com direção de Seth Gordon (“Quero Matar Meu Chefe”), “Baywatch” tem previsão de estreia apenas para maio de 2017.
Continuação de Três É Demais, Fuller House é renovada para sua 2ª temporada
O Netflix anunciou a renovação de sua nova série “Fuller House” para a 2ª temporada. A atração, que estreou em 26 de fevereiro no serviço de streaming, é uma continuação a clássica “Três É Demais” (Full House, no original). O anúncio da renovação foi compartilhado por meio de um vídeo postado no canal oficial de “Fuller House” no Twitter, contando que a casa vai ficar ainda mais cheia na 2ª temporada. Confira logo abaixo. A série original acompanhava um pai (Bob Saget) que tinha que criar as três filhas (vividas por Candace Cameron Bure, Jodie Sweetin e as gêmeas Olsen em um papel compartilhado) com a ajuda de dois solteirões (John Stamos e Dave Coulier). Na continuação, uma das filhas, D.J., passa por uma situação similar. Viúva recente, mãe de dois filhos – de 12 e 7 anos de idade – e grávida do terceiro, ela contará com o apoio de sua família para dar conta do recado. A personagem volta a ser vivida pela mesma atriz, Candace Cameron Bure, que tinha 10 anos de idade quando a série começou em 1987 e comemorou 18 ao final da atração, em 1995. O trio principal, desta vez, inclui ainda sua irmã roqueira Stephanie Tanner (Jodie Sweetin) e sua melhor amiga Kimmy (Andrea Barber), que agora também tem uma filha adolescente. As três são as novas adultas da atração, que passam a morar juntas no velho cenário do sitcom, com seus respectivos filhos. Além delas, “Fuller House” também trouxe de volta Bob Saget como o pai de D.J., que continua amigo dos personagens de Dave Coulier e John Stamos. E até Lori Loughlin reapareceu como a Tia Becky, esposa de Jesse (John Stamos) e mãe de dois gêmeos, que ela deu à luz no final da série original. Apenas as gêmeas Olsen optaram por não participar do projeto, afirmando que desistiram de atuar e hoje direcionam suas carreiras para o universo da moda – onde são muito bem-sucedidas, por sinal. Your list will get even fuller. Season 2. Coming soon to @Netflix. #FullerHouse ?❤️?https://t.co/aEdTwbLDLM — Fuller House (@fullerhouse) March 2, 2016












