James Drury (1934 – 2020)
O ator James Drury, que por nove temporadas protagonizou a famosa série de western “O Homem de Virgínia” (The Virginian), morreu nesta segunda (6/4) aos 85 anos. A assistente do ator, Karen Lindsey, confirmou a notícia no Facebook e citou que a more ocorreu por causas naturais. Uma das séries mais populares da era de ouro do western televisivo, “O Homem de Virgínia” acompanhava os empregados do rancho Shiloh Ranch, gerenciado pelo personagem de Drury. Ele era conhecido como o homem de Virgínia, em alusão ao estado americano em que nasceu, e nunca teve seu verdadeiro nome revelado na atração, exibida entre 1962 e 1971 na TV americana. O protagonista e o seu braço direito, Trampas (Doug McClure), foram os únicos que ficaram na série por toda a duração, visto que o proprietário do rancho mudou várias vezes com o passar dos anos. Entre as diferentes temporadas, o elenco também destacou Lee J. Cobb, Clu Gulager e John McIntire. Antes de conseguir o papel que marcaria sua carreira, Drury atuou num dos maiores clássicos da ficção científica “Planeta Proibido” (1956), além de ter estrelado westerns cinematográficos, como os igualmente célebres “A Última Carroça” (1956), dirigido por Delmer Daves, e “Pistoleiro do Entardecer” (1962), do mestre Sam Peckinpah. Ele também contracenou com Elvis Presley no western “Ama-Me com Ternura” (1956) e estrelou a versão da Disney de “Pollyanna” (1960). Ao contrário do colega Doug McClure, que protagonizou vários filmes de sucesso, a carreira de Drury não prosperou após “O Homem de Virgínia”, resumindo-se a participações especiais em séries, como “Têmpera de Aço”, “Chuck Norris: Homem da Lei” e “As Aventuras de Brisco County Jr.”, e pequenas aparições em filmes derivados de séries do Velho Oeste, como “Maverick” (1994, com Mel Gibson) e a própria adaptação de “O Homem de Vírginia” (2000), estrelada por Bill Pullman no canal pago TNT. Seu último papel foi no telefilme “Billy and the Bandit”, atualmente em pós-produção.
Star Trek: Discovery ganha novo teaser repleto de simbolismo
A plataforma americana CBS All Access divulgou um teaser da 3ª temporada de “Star Trek: Discovery”, que traz a oficial Michael Burnham (Sonequa Martin-Green) segurando uma bandeira da Federação dos Planetas Unidos. A imagem tem força simbólica, porque o salto temporal do final da 2ª temporada, que levou a Discovery para 930 anos no futuro, revelou que nessa época a Federação não existe mais. E, pelo material divulgado, caberá à tripulação da espaçonave resgatar os ideais de paz, fraternidade e prosperidade da antiga organização. A viagem no tempo também muda a perspectiva da série, até então situada como prólogo da primeira “Star Trek” de 1966, fazendo sua cronologia avançar para além até de “Star Trek: Pìcard”, que nesta semana encerrou sua 1ª temporada. Isto abre uma infinidade de possibilidades para os roteiristas, que se livram das amarras canônicas ao colocar os personagens num período histórico nunca abordado na franquia. A 3ª temporada deve estrear em 2020, em data ainda não definida. Durante uma live recente nas redes sociais, o ator Wilson Cruz confirmou que todos os episódios foram gravados antes da paralisação geral das produções pela pandemia de coronavírus. E seu colega de elenco Anthony Rapp acrescentou, nos comentários, que os novos episódios já estão em pós-produção, mas, como os profissionais de efeitos especiais estão trabalhando em suas casas, o processo pode ficar mais lento e, portanto, impedir uma estreia próxima. “Star Trek: Discovery” é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
Pós-produção em ritmo de coronavírus deve atrasar 3ª temporada de Star Trek: Discovery
Os atores Anthony Rapp e Wilson Cruz fizeram algumas revelações sobre a produção da 3ª temporada de “Star Trek: Discovery”. Durante uma live nas redes sociais, Cruz confirmou que todos os episódios foram gravados antes da paralisação geral das produções pela pandemia de coronavírus. E seu colega de elenco acrescentou, nos comentários, que os novos episódios já estão em pós-produção, mas, como os profissionais de efeitos especiais estão trabalhando em suas casas, o processo pode ficar mais lento e, portanto, atrasar a data de estreia. Veja na captura de tela abaixo. A plataforma de streaming CBS All Access ainda não anunciou a data oficial de lançamento, mas, antes da crise sanitária, a atriz Sonequa Martin-Green sugeriu que o plano era disponibilizar o primeiro capítulo no começo de 2020. Os novos episódios vão mostrar que o salto temporal do final da 2ª temporada levou a Discovery mais longe no futuro que qualquer outra nave do universo trekker, num período em que a Federação dos Planetas Unidos não existe mais. A viagem no tempo muda a perspectiva da série, até então situada como prólogo da primeira “Star Trek” de 1966, e abre uma infinidade de possibilidades para os roteiristas, que se livram das amarras canônicas ao colocar os personagens num período que nunca foi abordado na franquia. A CBS All Access já divulgou um trailer, que também pode ser visto abaixo. No Brasil, a série é distribuída pela Netflix.
Lyle Wagoner (1935 – 2020)
O ator Lyle Wagoner, que viveu Steve Trevor na série clássica da “Mulher-Maravilha”, morreu nesta terça (17/3) aos 84 anos, na Califórnia, após uma longa doença não detalhada pela família. Nascido em 13 de abril de 1935, Kyle Wesley Wagoner foi lutador colegial, serviu como operador de rádio no exército dos EUA e trabalhou como vendedor ambulante antes de conhecer a fama. Depois de tanto ouvir dos clientes que “tinha aparência de ator”, mudou-se do Kansas para a Califórnia, visando participar de programas de “novos talentos” na MGM e na Fox, onde Tom Selleck e James Brolin também estavam iniciando suas carreiras. Ele chegou a fazer testes para o papel de Batman, na série de 1966, mesmo ano em que estreou nas telas num episódio de “Gunsmoke”. Também apareceu em “Perdidos no Espaço” e foi um alienígena no filme “Jornada ao Centro do Tempo” (1967), antes de ser contratado para o programa de comédia “The Carol Burnett Show”, do qual participou de sete temporadas, entre 1967 a 1974. O produtor Joe Hamilton, marido de Burnett, procurava por um “tipo Rock Hudson” quando contratou Wagoner, que além de viver vários personagens nas esquetes da série humorística, também foi o narrador oficial do programa. Ele fez tanto sucesso que passou a apresentar outra atração em paralelo, “It’s Your Bet”, um programa de perguntas e respostas, de 1969 a 1973. Wagoner ganhou fama de galã e até posou para a capa da revista Playgirl em 1973. Essa popularidade lhe rendeu o papel do major da aeronáutica Steve Trevor na série “Mulher-Maravilha” em 1975. A produção se tornou um fenômeno de audiência, e finalmente permitiu ao ator interpretar um personagem dos quadrinhos da DC Comics, após a frustração de não virar Batman. Curiosamente, “Mulher-Maravilha”, que era passada nos anos 1940, sofreu um reboot completo em sua 2ª temporada, trazendo as aventuras da heroína vivida por Lynda Carter para o presente. Todo o elenco de apoio foi alterado, mas Wagoner continuou na atração como filho do personagem original, também chamado de Steve Trevor. A série acabou na 3ª temporada em 1979, mas seus três anos de produção foram suficientes para garantir, de forma colateral, o resto da vida do ator, que, durante a produção, lembrou de seus dias de vendedor de produtos de porta em porta e tomou uma iniciativa milionária. “Quando eu estava em ‘Mulher-Maravilha, os produtores me ofereceram um ótimo motor home que eles alugaram de um proprietário particular, para eu usar no set”, ele contou em uma entrevista de 2013. “Eu percebi uma possibilidade de negócio que ninguém tinha pensado. Propus pra eles: ‘Bem, se eu encontrar e preferir outro trailer, vocês o alugariam pra mim?’ Então, comprei o meu próprio veículo e eles pagarem aluguel pra mim por três anos, enquanto estive no programa”. Vendo que o negócio era lucrativo, ele lançou sua própria empresa de aluguéis de trailers, a Star Waggons, em 1979. E logo passou a receber encomendas de diversos produtores, para ceder a atores, maquiadores etc. em sets de filmes e TV. “Encontrei um fabricante e construí um protótipo de um trailer de maquiagem”, lembrou. “Eu coloquei para alugar e, rapaz, eles adoraram. Começamos a construir nossos próprios trailers em 1988”. A Star Waggons atingiu o número de 800 trailers alugados na década atual, registrando uma receita anual de US$ 17 milhões há dois anos. Só a produção do reality show “Dancing With the Stars”, da rede ABC, aluga 30 trailers da empresa do ator. Com a fortuna que fez com o negócio, Wagoner gradualmente abandonou a atuação. Ele ainda apareceu em algumas séries famosas, como “As Panteras”, “O Barco do Amor”, “Ilha da Fantasia” e “Assassinato por Escrito”, mas os papéis serviam mais para sua diversão pessoal que qualquer outra coisa. Um dos melhores exemplos dessas participações especiais aconteceu na série “That ’70s Show”, num episódio de 1999 em que ele interpretou a si mesmo, com maquiagem para parecer mais jovem, voltando a seus tempos de galã televisivo. Lyle Wagoner se casou apenas uma vez, com Sharon Kennedy em setembro de 1960, e eles tiveram dois filhos, Beau e Jason.
Perdidos no Espaço é renovada e cancelada pela Netflix
A Netflix anunciou a renovação de “Perdidos no Espaço” (Lost in the Space) para sua 3ª temporada. E também seu cancelamento. A próxima será a última temporada. A notícia foi dada com muita cara de pau nas redes sociais. “Eu amo dar boas notícias de galáxias distantes”, disse um post da plataforma sobre o final da série. Uma das melhores atrações da Netflix, “Perdidos no Espaço” deu um salto gigante de qualidade em sua 2ª temporada, lançada em 24 de dezembro, graças a efeitos visuais de dar inveja a blockbusters cinematográficos, elenco inspirado e muita ação, em ritmo intenso de aventura. Infelizmente, a Netflix não tem demonstrado interesse em prolongar muito as histórias de suas produções, em contraste com as atrações que importa da TV, que, ao serem exibidas em streaming, lideram sua audiência – como “Friends”, de 10 temporadas, ou “The Office”, de 9. A série renovada e cancelada é uma releitura moderna da produção homônima, lançada em 1965 pelo lendário produtor Irwin Allen (o mesmo de “Viagem ao Fundo do Mar”, “Túnel do Tempo” e “Terra de Gigantes”). Mas mesmo esta também era uma versão moderna de outro clássico, “A Família Robinson”, história de uma família que naufragava numa ilha deserta, escrita pelo pastor suíço Johann David Wyss em 1812. Na trama televisiva, a ilha é substituída por outro planeta. Por coincidência, a série original também durou três temporadas. A diferença é que, como o cancelamento foi anunciado com antecedência, a nova versão deve dar um final para a viagem da família Robinson, algo que a produção dos anos 1960 nunca ofereceu aos fãs. O novo “Perdidos no Espaço” se passa 30 anos no futuro (no final dos anos 2040) e traz Toby Stephens (série “Black Sails”) como John Robinson, Molly Parker (série “House of Cards”) como Maureen Robinson, o menino Maxwell Jenkins (série “Sense8”) como Will, a adolescente Taylor Russell (série “Falling Skies”) como Judy, Mina Sundwall (“O Plano de Maggie”) como Penny, o argentino Ignacio Serricchio (série “Bones”) como o piloto Don West e Parker Posey (“O Homem Irracional”) como a Dra. Smith. As maiores mudanças em relação ao casting original ficaram por conta da troca de sexo do vilão Dr. Smith, imortalizado por Jonathan Harris, e a inclusão de um latino (Serricchio) e uma mulher negra (Russell) na tripulação. Por sinal, Don e Judy formavam um casal na série clássica. Além disso, o robô, que imortalizou a frase “Perigo, Will Robinson”, agora é alienígena. O remake foi desenvolvido por Matt Sazama e Burk Sharpless, autores dos filmes “Dracula – A História Nunca Contada” (2014), “O Último Caçador de Bruxas” (2015) e “Deuses do Egito” (2016), em parceria com Zack Estrin, roteirista-produtor de “Prison Break” e criador de “Once Upon a Time in Wonderland”. A data de estreia dos últimos episódios ainda não foi marcada. Eu amo dar boas notícias de galáxias distantes: Perdidos no Espaço foi renovada pra sua terceira e última temporada. pic.twitter.com/WOpn76n3HP — Netflix Brasil (@NetflixBrasil) March 9, 2020
Ja’net DuBois (1945 – 2020)
A atriz Ja’net DuBois, conhecida pela série clássica “Good Times”, morreu durante a madrugada desta terça-feira (18/2). Ela foi encontrada morta na cama de sua residência, em Glendale, Califórnia, aos 74 anos. Sua família disse à imprensa que ela morreu dormindo e não se queixava de nenhuma dor. DuBois iniciou a carreira em musicais da Broadway e estreou no cinema na comédia “Um Homem Chamado Adam” (1966), uma produção estrelada pelos músicos Sammy Davis Jr. e Louis Armstrong. Ela se especializou em comédias com astros negros, como “Five on the Black Hand Side” (1973), com Godfrey Cambridge, e “Os Espertalhões” (1977), com Sidney Poitier, mas também apareceu em “Quando Nem um Amante Resolve” (1970), em meio a um elenco branco encabeçado por Richard Benjamin e Frank Langella. Em 1974, ela foi escalada como Willona Woods, a vizinha da família Evans na adorada sitcom “Good Times”. Primeira comédia televisiva focada numa família negra, a série marcou época e durou seis temporadas, entre 1974 e 1979. O sucesso de “Good Times” levou ao lançamento de “The Jeffersons” no ano seguinte. Ambos eram criações do lendário produtor Norman Lear, sobre o cotidiano de famílias da classe média afro-americana. E ainda tinham outro ponto em comum: Ja’net DuBois. Além de atriz, DuBois também era uma talentosa compositora e foi responsável por criar e cantar o icônico tema de “The Jeffersons”, “Movin ‘on Up”. Ele teve carreira como cantora e ainda viveu a mãe de Janet Jackson no célebre clipe da música “Control”, de 1986. No cinema, participou ainda das comédias “Vou Te Pegar Otário” (1988), de Keenen Ivory Wayans, e “Um Espírito Grudou em Mim” (1990), com Bob Hoskins e Denzel Washington, e foi a mãe de Bosley (Bernie Mac) em “As Panteras: Detonando” (2002). Outros destaques que conseguiu na TV foram uma participação recorrente na série “Dupla do Barulho” (The Wayans Bros), entre 1996 e 1997, e um desempenho de dublagem premiado na série animada “The PJs” (1999–2001), pelo qual conquistou dois Emmys. Seus últimos trabalhos foram três temporadas da série animada “Ginger” (2000-2004), na Nickelodeon, e participações em episódios de “Crossing Jordan” e “Arquivo Morto” (Cold Case) em 2007. Depois disso, ela teve um hiato de nove anos até seu papel final, na comédia indie “She’s Got a Plan” (2016).
Ilha da Fantasia: Filme baseado na série clássica é o terror pior avaliado de 2020
O filme que adapta a série clássica “Ilha da Fantasia” tornou-se o terror pior avaliado do ano, com míseros 9% de aprovação no Rotten Tomatoes. Entre os críticos top, a situação chega a ser ainda mais aterradora: 0% de opiniões positivas. Ou seja, o novo horror teve pior avaliação que “O Grito” (20%) e “Os Órfãos” (12%), que já tinham chamado atenção de forma negativa, e o acúmulo de tantas lançamentos de baixo nível em tão pouco tempo sinaliza que os filmes do gênero atravessam uma fase de péssima qualidade em Hollywood. Faturando 12,4 milhões, “Ilha da Fantasia” estreou em 3º lugar no fim de semana na América do Norte. Já o lançamento no Brasil está marcada apenas para 16 de abril. Para quem não lembra, a “Ilha da Fantasia” dos anos 1970 mostrava hóspedes recém-chegados à ilha-resort do título para viver fantasias providenciadas por um misterioso anfitrião, o Sr. Roarke (Ricardo Montalban, na série clássica), com a assistência do anão Tattoo (Hervé Villechaize). Mas para terem os prazeres que almejam, eles precisam passar por testes de caráter e desafios psicológicos. A versão pavorosa de cinema mantém o Sr. Roarke, agora vivido por Michael Peña (“Homem Formiga e a Vespa”), que, segundo a sinopse, “faz os sonhos secretos dos seus convidados sortudos se tornarem realidades em seu luxuoso, porém remoto, resort tropical”. Só que essas fantasias se transformam em pesadelos e podem custar as vidas dos “convidados sortudos”. O elenco não inclui um novo Tattoo, mas traz Parisa Fitz-Henley (a Fiji de “Midnight, Texas”) na função. O resto do elenco destaca Lucy Hale (a Aria Montgomery de “Pretty Little Liars”), Maggie Q (a “Nikita”), Portia Doubleday (a Angela de “Mr. Robot”), Michael Rooker (o Yondu, de “Guardiões da Galáxia”), Ryan Hansen (Dick Casablancas de “Veronica Mars”) e Jimmy O. Yang (“Podres de Ricos”). A direção está a cargo de Jeff Wadlow, cujo filme anterior, “Verdade ou Desafio” (2018), também foi um terror barato estrelado por Lucy Hale, devidamente destruído pela crítica – 16% no Rotten Tomatoes. Veja abaixo o trailer legendado da nova bomba da Blumhouse/Sony Pictures.
CSI original deve ganhar continuação como minissérie
A rede americana CBS está em conversas iniciais para produzir um revival da série policial “CSI”, que pode estrear em meio à comemoração dos 20 anos de sua estreia, em outubro de 2020. O retorno de “CSI” deve acontecer como uma minissérie e envolver os atores da 1ª temporada da franquia. Lançado no ano 2000, a “CSI” original foi responsável pela proliferação de séries centradas em investigação forense na TV americana. Seu sucesso imenso durou 15 anos, até a conclusão da produção em 2015, após 335 episódios e o cancelamento das derivadas “CSI: Miami” e “CSI: NY”. Uma última série, “CSI: Cyber”, tentou manter a marca no ar, mas também foi cancelada após duas temporadas, em 2016. As negociações envolvem atualmente os responsáveis pela franquia, o criador Anthony Zuiker e o produtor Jerry Bruckheimer, mas, segundo o site Dealine, integrantes do elenco original, como William Petersen e Jorja Fox, já teriam sido contatados. Por enquanto, nenhuma oferta foi formalizada à espera da oficialização da série. A encomenda dos episódios ainda depende de um acordo financeiro que agrade todas as partes.
Robert Conrad (1935 – 2020)
O ator Robert Conrad, que ficou conhecido como o cowboy espião James West na década de 1960, morreu neste sábado (8/2) aos 84 anos. “Ele viveu uma vida maravilhosamente longa e, embora a família fique triste com sua morte, viverá para sempre em seus corações”, disse o porta-voz da família, sem informar mais detalhes sobre o falecimento. Nascido em Chicago, Illinois, em 1º de março de 1935, Conrad se mudou para Los Angeles em 1958 e encontrou sucesso quase instantâneo ao ser contratado para estrelar a série “Hawaiian Eye”, em 1959, como Tom Lopaka, sócio de uma agência de detetives no Havaí. A produção durou quatro temporadas, até 1963, e se tornou tão popular que o personagem do ator ainda apareceu em quatro crossovers na série “77 Sunset Strip”. Mas foi a atração seguinte que marcou sua carreira. Exibida entre 1965 e 1969, “James West” (The Wild Wild West) acompanhava as aventuras do personagem-título e seu parceiro Artemus Gordon (Ross Martin), um mestre dos disfarces, como os primeiros agentes do Serviço Secreto dos EUA, enfrentando supervilões que ameaçavam o governo Ulysses S. Grant (de 1869 até 1877). A série combinava duas tendências disparatadas, mas que faziam sucesso na mesma época: as tramas de espionagem de James Bond e as séries de western, como “Paladino do Oeste” e “Bat Masterson”. Embora também durado quatro temporadas, seus 104 episódios se multiplicaram em reprises infinitas, devido ao fato de “James West” ter sido uma das primeiras séries coloridas da TV – a partir da 2ª temporada. A produção à cores também consagrou os olhos azuis do ator, cuja intensidade se tornou uma marca registrada tão conhecida quanto seus músculos, apertados numa roupa extremamente justa para delírio do público feminino – e LGBTQIA+, claro. As calças de James West eram tão justas que costumavam rasgar nas gravações, o que fez o ator desenvolver predileção por cuecas azuis – da mesma cor das roupas do personagem. Repleta de lutas, cavalgadas, trens em disparada e ação intensa, “James West” também permitiu a Conrad explorar sua capacidade física. Décadas antes de Tom Cruise se provar destemido, ele ficou conhecido nos bastidores de Hollywood por dispensar dublês e fazer as cenas mais perigosas da produção – riscos que eram muito maiores então, devido à precariedade dos equipamentos de prevenção de acidentes do período. Durante a gravação de um episódio, o ator quase morreu ao cair de uma altura de 4 metros direto no chão de cimento. Ele sofreu o que descreveu como “uma fratura linear de quinze centímetros com alta concussão temporal”. O acidente fez os executivos da rede CBS obrigarem o astro da série a usar dublês. Mas assim que Conrad se sentiu curado, voltou a “quebrar algumas coisas”, como sempre fazia. Por conta disso, tornou-se um dos poucos atores reconhecidos no Hall da Fama dos Dublês. De fato, sua carreira foi praticamente consequência de sua capacidade de se arriscar. Logo em seu começo, quando surgiu fazendo figurações em séries, ele conseguiu um papel de índio em “Maverick”, cuja participação no episódio se resumia a levar um tiro e cair do cavalo. Ele caiu para trás, tão bem e de forma tão corajosa, que o diretor e os produtores perceberam que aquele novato era dinheiro no banco – contratavam um ator e ganhavam um dublê grátis. Os olhos azuis, o físico encorpado, a vaga semelhança com James Dean, o fato de sua mãe trabalhar como relações públicas da Warner e namorar um executivo do estúdio também ajudaram, é verdade. Mas isso também alimentou o impulso de se provar merecedor dos papéis, arriscando-se com força maior. Essa ousadia, porém, acabou tornando “James West” mais realista que sua premissa fantasiosa propunha. E após os assassinatos de Robert Kennedy e Martin Luther King Jr. em 1968, a violência na TV passou a ser condenada por políticos em busca de um bode expiatório, levando a opinião pública a questionar seus próprios gostos em relação às séries de ação. A polêmica acabou levando ao cancelamento da atração em 1969, quando ainda era uma das mais vistas da TV americana. As reprises mantiveram “James West” popular por pelo menos mais uma década, inspirando os produtores a retomarem o personagem numa série de telefilmes, entre o final dos anos 1970 e o começo de 1980. Até que Will Smith encarnou o personagem no cinema, ridicularizando e enterrando a franquia. Conrad chamou o longa de 1999 de “horrível” e “patético” e foi à cerimônia do Framboesa de Ouro para aceitar o troféu de Pior Filme do ano como representante não oficial da produção. Embora ele tenha protagonizado diversas outras séries, nenhuma outro papel lhe rendeu o mesmo destaque. A exceção entre os cancelamentos em 1ª temporada que se seguiram foi “Black Sheep Squadron”, trama de guerra que durou dois anos, entre 1976 e 1978, e pelo qual Conrad foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator de Série Dramática, como o Major Greg “Pappy” Boyington, um piloto que realmente existiu. Ele ainda brilhou em “Centennial” (1979), minissérie sobre 200 anos da história do Colorado, que dizia ter sido seu trabalho favorito. Conrad também teve uma pequena carreira cinematográfica, chegando a interpretar o gângster “Pretty Boy” Floyd em “Eu Sou Dillinger” (1965) e o próprio Dillinger em “A Mulher de Vermelhp” (1979), além de atuar na sátira “O Homem com a Lente Mortal” (1982), ao lado do “007” Sean Connery, e na comédia “Um Herói de Brinquedo” (1996), com Arnold Schwarzenegger. Apareceu ainda em inúmeras séries clássicas como ator convidado. O primeiro papel importante foi ninguém menos que o pistoleiro Billy the Kid num episódio de 1959 de “Colt 45”, e o último aconteceu numa participação especial de 2000 na série “Nash Bridges”. Artista versátil, ele até gravou discos, sob o nome de Bob Conrad, e aproveitou sua fama de “durão” em campanhas publicitárias, virando garoto-propaganda das pilhas Eveready. Casado duas vezes, deixa oito filhos e 18 netos.
Elenco de Friends entra em acordo para gravação de episódio especial de reencontro
Após meses de negociações, as estrelas de “Friends”, Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, David Schwimmer, Matt LeBlanc e Matthew Perry, chegaram a um acordo com a produtora WBTV (Warner Bros. Television) para a gravação de um especial de uma hora da série para a plataforma HBO Max. O programa será um reencontro, que complementará as festividades de 25 anos da série, mas não está claro se eles aparecerão como os personagens originais ou como eles mesmos, recordando suas relações. O fato é que, segundo o site Deadline, os atores vão ganhar uma verdadeira fortuna pelo programa. Segundo apurou o site Deadline, cada uma das seis estrelas será paga na faixa de U$ 3 milhões a US$ 4 milhões para gravar o especial. As negociações se estendem há quase um ano e foram congeladas no final de 2019, diante de um impasse financeiro entre o que a WBTV ofereceu e o que os atores pretendiam receber. Neste meio tempo, a notícia do projeto vazou e passou a alimentar o frenesi dos fãs, que começaram a surtar a cada postagem dos atores nas redes sociais, com compartilhamentos de fotos ao lado de alguns – ou todos – os Friends. Uma selfie de Aniston com suas co-estrelas chegou a estabelecer um novo recorde mundial do Guinness como o post mais rápido a atingir 1 milhão de seguidores no Instagram, ressaltando o quanto o programa continua popular. Para completar, um tuíte enigmático de Matthew Perry no início desta semana lotou de comentários e compartilhamentos, ao indicar que o especial poderia ser anunciado a qualquer momento. “Grandes notícias vindo…”, ele postou na terça (4/2). Os co-criadores da série, Marta Kauffman e David Crane, também devem participar do reencontro, que está sendo projetado para ajudar a lançar a HBO Max. A plataforma desembolsou US$ 425 milhões pelos direitos da sitcom imensamente popular, que costumava ser um dos maiores sucessos da Netflix, até a WarnerMedia revelar os planos de seu próprio serviço de streaming.
O Fugitivo: Nova versão da série clássica ganha trailer com Boyd Holbrook e Kiefer Sutherland
A plataforma de streaming Quibi divulgou o primeiro trailer da nova versão de “O Fugitivo” (The Fugitive), série clássica dos anos 1960 que também rendeu um filme premiado em 1993. O novo fugitivo do título é interpretado por Boyd Holbrook (“O Predador”), ex-presidiário acusado de um crime que não cometeu, que passa a ser perseguido pelo detetive vivido por Kiefer Sutherland (“24 Horas”) – situação vivida por Harrison Ford e Tommy Lee Jones no cinema. Como mostra a prévia, a trama básica será atualizada com a paranoia terrorista dos dias atuais. E também com uma boa dose de fake news. A sinopse divulgada diz que, quando uma bomba explode no metrô de Los Angeles, tuítes sugerem que o personagem de Holbrook foi o responsável pelo atentado. Acusado injustamente – e muito publicamente -, ele deve provar sua inocência descobrindo o verdadeiro criminoso, antes que o lendário policial que lidera a investigação possa prendê-lo. O reboot foi criado por Nick Santora (criador de “Scorpion”) e a direção estará a cargo do cineasta Stephen Hopkins (“Raça”). A série estará disponível junto com o lançamento da Quibi, em abril. O detalhe é que todas as produção desse serviço tem episódios de curta duração, com 10 minutos ou menos, na contramão das longas maratonas da Netflix. A aposta é no baixo nível de atenção e foco de quem navega por celular, tanto que o conteúdo será disponibilizado via aplicativo, exclusivamente para aparelhos móveis. Saiba mais sobre a Quibi aqui.
Ilha da Fantasia: Novo trailer transforma série clássica em filme de terror barato
A Sony divulgou novos pôster, fotos e trailer de “Ilha da Fantasia”, adaptação da série clássica dos anos 1970, que vai chegar aos cinemas como um filme de terror barato da produtora Blumhouse (de “Corra!” e “Atividade Paranormal”). Como esperado diante dessa premissa, a prévia é completamente diferente da série. Para quem não lembra, “Ilha da Fantasia” mostrava hóspedes recém-chegados à ilha-resort do título para viver fantasias providenciadas por um misterioso anfitrião, o Sr. Roarke (Ricardo Montalban, na série clássica), com a assistência do anão Tattoo (Hervé Villechaize). Mas para terem os prazeres que almejam, eles precisam passar por testes de caráter e desafios psicológicos. O filme mantém o Sr. Roarke, agora vivido por Michael Peña (“Homem Formiga e a Vespa”), que, segundo a sinopse, “faz os sonhos secretos dos seus convidados sortudos se tornarem realidades em seu luxuoso, porém remoto, resort tropical”. Só que essas fantasias se transformam em pesadelos e podem custar as vidas dos “convidados sortudos”. O elenco não inclui um novo Tattoo, mas traz Parisa Fitz-Henley (a Fiji de “Midnight, Texas”) na função. O resto do elenco destaca Lucy Hale (a Aria Montgomery de “Pretty Little Liars”), Maggie Q (a “Nikita”), Portia Doubleday (a Angela de “Mr. Robot”), Michael Rooker (o Yondu, de “Guardiões da Galáxia”), Ryan Hansen (Dick Casablancas de “Veronica Mars”) e Jimmy O. Yang (“Podres de Ricos”). A direção está a cargo de Jeff Wadlow, cujo filme anterior, “Verdade ou Desafio” (2018), também foi um terror barato estrelado por Lucy Hale. A estreia no Brasil está marcada para 16 de abril, dois meses depois do lançamento nos Estados Unidos.
Diretor de Deadpool 2 vai filmar versão de cinema da série clássica Kung Fu
A Universal contratou o diretor David Leitch, responsável pelos sucessos “Velozes e Furiosos: Hobbs & Show” e “Deadpool 2”, para comandar uma versão cinematográfica da série clássica “Kung Fu”. A série original, criada por Ed Spielman, trazia David Carradine (o Bill de “Kill Bill”) como o “gafanhoto” Kwai Chang Kane, filho órfão de um americano e de uma chinesa que, após ser criado num mosteiro Shaolin, acabava vagando pelo Velho Oeste americano do século 19. Durou ao todo três temporadas, entre 1972 e 1975, mas Carradine realizou um revival nos anos 1990, passado nos dias atuais e intitulado “Kung Fu: The Legend Continues”, que rendeu mais quatro temporadas. Não há qualquer informação sobre como será a nova versão, mas o anúncio pode significar que o projeto de série que retomaria a franquia, desenvolvido pelo produtor Greg Berlanti (criador do Arrowverso), foi recusado na rede The CW. Berlanti estava desenvolvendo um piloto passado nos dias atuais e protagonizado por uma mulher, em parceria com Christina M. Kim (produtora-roteirista de “Blindspot” e “Hawaii Five-0”).












