Cidade Proibida: Veja os vídeos e as fotos da série da Globo baseada em quadrinhos noir
A Globo estreia nesta terça (26/9) sua nova série de época, “Cidade Proibida”. E para conhecer melhor seu tom noir, repleto de mulheres fatais e homens de chapéu, a rede disponibilizou fotos dos personagens centrais e sete vídeos, que incluem trailers, perfis de personagens e comentários de bastidores. Livremente inspirada na graphic novel “O Corno que Sabia Demais e Outras Aventuras de Zózimo Barbosa”, de Wander Antunes e Gustavo Machado, a série segue a linha das tramas de detetives da literatura e do cinema noir dos anos 1940 e 1950, desde a recriação do período até a trilha de jazz, adaptadas ao clima ensolarado do Rio. A trama gira em torno do detetive Zózimo, um ex-policial vivido por Vladimir Brichta (“Bingo – O Rei das Manhãs”), que investiga basicamente casos de infidelidade conjugal, o que o coloca nos braços de belas mulheres infelizes, mas também o transforma em inimigo de inúmeros maridos. Seus únicos amigos são o delegado Paranhos (Ailton Graça, de “Até que a Sorte nos Separe”), o gigolô Bonitão (José Loreto, de “Mais Forte Que o Mundo”) e a prostituta Marli (Regiane Alves, de “Isolados”). Originalmente concebida como um quadro do “Fantástico”, o roteiro de Mauro Wilson (“Os Caras de Pau em O Misterioso Roubo do Anel”) ficou dez anos em arquivo (os quadrinhos foram publicados pela Pixel em 2007), até ser lembrado pelo diretor de núcleo Guel Arraes, ser retrabalhado, ganhar uma personagem feminina (Marli) e receber sinal verde. Mas apesar da abordagem pouco comum para os padrões da Globo, com cenografia, figurino e tom específicos, a produção seguirá a fórmula convencional das séries da emissora, optando pelo caso da semana em vez da narrativa continuada – o formato é o mesmo adotado pelo canal nos anos 1970 para distinguir atrações semanais dos programas diários de ficção (minisséries e novelas). A direção geral está a cargo de Maurício Farias (“Vai que Dá Certo”), que também é responsável por outra recém-lançada série de época, “Filhos da Pátria”, de tom cômico mais escrachado. “Cidade Proibida” estreia às 22h30 desta terça-feira. Além disso, “O Corno que Sabia Demais e Outras Aventuras de Zózimo Barbosa” ganhará nova edição no início de outubro pela Devir. O relançamento inclui mais duas histórias em quadrinhos inéditas do detetive, acompanhadas ainda de oito contos escritos pelo autor Wander Antunes.
Veja 12 vídeos de Filhos da Pátria, série de comédia sobre o Brasil Imperial
A Globo disponibilizou 12 vídeos da nova série de comédia “Filhos da Pátria”, passada no Brasil Imperial. O material apresenta cada um dos personagens centrais, trailers e os bastidores da trama, que trata das repercussões da Independência do Brasil na vida da família de um funcionário público, além de demonstrar que o país sempre foi um país de corruptos. A série é estrelada por Alexandre Nero (novela “A Regra do Jogo”) e Fernanda Torres (série “Tapas & Beijos”) como os patriarcas da família Bulhosa e pais dos personagens de Johnny Massaro (“A Frente Fria que a Chuva Traz”) e Lara Tremouroux (novela “Babilônia”). O elenco ainda inclui Matheus Nachtergaele (“Trinta”), Jéssica Ellen (minissérie “Justiça”), Flávio Bauraqui (“Nise: O Coração da Loucura”) Serjão Loroza (“Giovanni Improtta”), Adriano Garib (série “Magnifica 70”) e Marcos Caruso (“O Escaravelho do Diabo”). Criada por Bruno Mazzeo (“Muita Calma Nessa Hora”) e com direção de Mauricio Farias (“Vai que Dá Certo”), a série já está disponível no Globo Play e estreia nesta terça (19/9) na TV aberta.
SBT, RedeTV! e Record voltam à TV paga em São Paulo e Brasília
Os canais SBT, RedeTV! e Record voltaram para os pacotes da TV paga de Brasília e São Paulo, primeiras regiões que tiveram o sinal analógico cortado no país. A Simba, empresa formada pelas três redes, fechou nesta semana um acordo com as principais operadores de TV paga, e já na sexta (8/9) o sinal foi restabelecido, encerrando uma novela que durou cinco meses e viu as audiências dos três canais desabarem. Net e Claro seguiram os moldes do acordo fechado por Sky e Vivo em agosto, concordando em pagar um valor por assinante para as três redes de TV, que até março respondiam por quase 20% de toda a audiência da TV por assinatura brasileira. O acordo encerra a disputa, que se iniciou em março, quando Silvio Santos, dono do SBT, sugeriu notificar as operadoras para fazer um acordo comercial, afirmando que não poderiam mais carregar seus sinais digitais no Distrito Federal e na Grande São Paulo. Antes disso, vale lembrar, os sinais do SBT, RedeTV! e Record eram carregadas gratuitamente pela TV por assinatura, além das outras emissoras abertas. Com a lei 11.485/11, que atualizou a legislação do setor, as emissoras passaram a ter o direito de cobrar por seus sinais digitais. Ao partir para o rompimento, Record, SBT e RedeTV! contavam que os assinantes fossem pressionar as operadoras para que aceitassem fazer um acordo. Isso não ocorreu. A partir daí, seus telejornais começaram a fazer reportagens com viés crítico sobre o serviço da TV paga brasileira, abordando reclamações de usuários e a queda no número de assinantes. O âncora Boris Casoy, no RedeTV News, chegou a dizer: “Se você, amigo telespectador, amiga telespectadora, tem muitos pecados, basta assinar a Sky. Você vai pagar por todos eles”. Em maio, Silvio Santos gravou um vídeo debochado, que ensinava a seus telespectadores a “se livrar do cabo”, adquirindo uma antena digital. No meio disso tudo, a audiência dos canais da Simba desabou, perdendo entre 20% e 30% de seu público e demonstrando que talvez fossem mais dependentes da TV paga do que imaginavam. Com isso, o preço da negociação caiu. Os detalhes do negócio não foram divulgados, mas não são os valores pedidos pela Simba, quando esta se mostrava irredutível e exigiu a retirada do ar dos canais.
Emanuelle Araújo vai estrelar nova série brasileira da Netflix
A Netflix anunciou nesta segunda-feira (4/9) o início das gravações de sua nova série brasileira: “Samantha!”, uma comédia de sete capítulos idealizada e produzida no país. Criado por Felipe Braga, o projeto foi revelado em fevereiro, mas só agora confirma Emanuelle Araújo (“Bingo – O Rei das Manhãs”) no papel-título. Na trama, Samantha é uma decadente ex-celebridade mirim dos anos 1980, que hoje se apega desesperadamente aos últimos vestígios da fama com planos absurdos para conseguir voltar aos holofotes, enquanto seu marido Dodói (Douglas Silva, o Acerola de “Cidade dos Homens”), um ex-jogador de futebol, volta para casa após uma longa estadia na prisão. Os dois serão pais de Cindy (Sabrina Nonato) e Brandon (Cauã Gonçalves), e, no decorrer da trama, a família irá receber alguns “convidados especiais”, segundo o comunicado da Netflix. A sinopse lembra ligeiramente a vida de uma ex-celebridade mirim real dos anos 1980, que se casou com um rapper que passou sete anos preso no Carandiru. Curiosamente, o nome desta pessoa também começa com S de Simony. Com previsão de estreia para 2018, “Samantha!” tem produção das Losbragas, produtora paulista que junta Felipe Braga e a atriz Alice Braga (série “Queen of the South”). Os dois não são parentes, apesar de compartilharem o mesmo sobrenome, e trabalharam juntos na produção das séries “Latitudes”, exibida no canal de TV paga TNT, e “Neymar Jr: A Vida Fora dos Campos”, ambas em 2014. Além desta atração, a Netflix ainda está investindo numa série sobre a Operação Lava Jato, atualmente em produção pelo cineasta José Padilha, com quem a plataforma já tem relação profissional bem-sucedida por meio da série “Narcos”. O serviço de streaming também produziu seu primeiro filme brasileiro em 2017, “O Matador”, dirigido por Marcelo Galvão (“A Despedida”), que teve première no recente Festival do Gramado.
Sob Pressão bate recorde de audiência e vira série mais vista da Globo desde A Grande Família
A série “Sob Pressão” bateu um recorde histórico de audiência na Grande São Paulo. O episódio exibido na terça (29/8) marcou 28,8 pontos, melhor audiência de uma série da Globo desde 2012, quando “A Grande Família” ainda vivia seu auge de popularidade. Com seis capítulos já exibidos, a atração médica vem emplacando uma média de 27,7 pontos. O detalhe é que esta audiência é superior a da novela “A Lei do Amor”, que em pleno horário nobre da Globo registrou média de 27,2. Não por acaso, a 2ª temporada da série já está confirmada. “Sob Pressão” é uma adaptação do filme homônimo, que por sinal tinha cara de piloto de série. Comandadas pelos diretores Andrucha Waddington, que também dirigiu o filme, e Mini Kerti, a 1ª temporada tem somente nove episódios. No filme, a equipe do Dr. Evandro (Julio Andrade) lidava com um dilema ético para realizar três cirurgias complicadas num mesmo dia. Na produção para a TV, são dramas como o da menina que é abusada e tenta suicídio, o da mulher espancada em casa, e o da grávida que não sabe que o marido está com Aids. Coprodução da Globo com a Conspiração Filmes, a série não tem todos os atores do filme, caso de Andréa Beltrão e Ícaro Silva. Mas traz de volta Marjorie Estiano, cuja personagem, a cirurgiã vascular Carolina, tem um romance com o médico vivido por Andrade. A trama é livremente inspirada no livro “Sob Pressão — A Rotina de Guerra de um Médico Brasileiro”, do médico Márcio Maranhão, que também atua como consultor da série. A versão para a TV tem redação final assinada pelo cineasta Jorge Furtado (“Real Beleza”), que escreve os episódios com Lucas Paraizo, Antonio Prata e Márcio Alemão.
Diretor de O Roubo da Taça desenvolve a segunda série brasileira da Netflix
A Netflix já definiu a produção de sua segunda série brasileira, após o sucesso internacional de “3%”. Segundo o Estadão, desta vez não será uma sci-fi futurista, mas um drama de época, passado na São Paulo dos anos 1960. Ainda sem título, o projeto está sendo desenvolvido pela dupla de roteiristas Caíto Ortiz e Lusa Silvestre, responsável pelo longa “O Roubo da Taça” (2016), e pretende fazer um retrato da cultura e da sociedade da época, algo semelhante à premiada série americana “Mad Men”. Além de escrever, Ortiz também dirigiu “O Roubo da Taça” e deve fazer o mesmo na produção seriada. O roteiro deve ser finalizado ainda neste ano e as gravações começam em 2018. A data de estreia ainda não foi definida.
Quadrinhos de Laerte vão virar série animada
O/a cartunista Laerte Coutinho, que não mudou de nome após se assumir transgênero, terá suas tirinhas de quadrinhos transformadas em série animada. Intitulada “Condomínio”, a atração terá diversos personagens conhecidos de Laerte, como Muriel, o Zelador, o Síndico, Don Luigi, Deus e a psicóloga Beth, todos morando no mesmo prédio classe média paulistano. A série terá 10 episódios de 11 minutos cada e deverá abordar temas políticos, como a obra do/a artista. Com produção da Migdal Filmes e Chatrone, a atração será exibida no Canal Brasil, mas ainda não tem previsão de estreia.
A Vida Secreta dos Casais: Série de Bruna Lombardi ganha primeiras fotos
A HBO divulgou as primeiras fotos da série brasileira “A Vida Secreta dos Casais”, que é escrita, estrelada e dirigida pelo casal Bruna Lombardi e Carlos Alberto Riccelli e seu filho Kim Riccelli. Trama de suspense, com toques de humor e sensualidade, “A Vida Secreta dos Casais” gira em torno da sexóloga e terapeuta Sofia, interpretada por Bruna Lombardi. Ela tem uma carreira bem-sucedida e é dona de um instituto de terapias alternativas em São Paulo, mas devido a sua relação com um paciente, passa a ser investigada e terá que se proteger de uma série de ataques, tentando manter seus segredos enquanto luta para desvendar um grande mistério. A família de Bruna Lombardi já trabalhou junta em três filmes, sempre tendo São Paulo como quarto “integrante”. O longa mais recente de mãe, pai e filho, “Amor em Sampa”, foi exibido nos cinemas no ano passado. O elenco de “A Vida Secreta dos Casais” conta também com Virginia Cavendish (“Através da Sombra”), Fernando Alves Pinto (“A Floresta Que Se Move”), Ondina Clais (“Meu Amigo Hindu”), Hugo Bonemer (novela “Malhação”), Camila dos Anjos (novela “Amor e Revolução”), André Loddi (novela “I Love Paraisópolis”) e Bia Seidl (novela “Lado a Lado”). A série terá 10 episódios de uma hora de duração, com produção de Luis F. Peraza, Roberto Rios e Maria Angela de Jesus, da HBO Latin America Originais, e realização da produtora Coração da Selva. A estreia está marcada para 1 de outubro.
Filme dos Detetives do Prédio Azul atinge a marca de 1 milhão de espectadores
A comédia infantil “Detetives do Prédio Azul – O Filme” (também conhecido como “DPA – O Filme”) atingiu nesta sexta-feira (4/8) a marca de 1 milhão de espectadores, anunciaram as produtoras Paris Filmes e Downtown Filmes. A adaptação para o cinema da série do canal Gloob é o filme brasileiro de maior público lançado em 2017. “Minha Mãe É uma Pça 2” teve muito mais público (9,3 milhões de ingressos vendidos desde o lançamento), mas estreou em dezembro de 2016. Por coincidência, os dois filmes tem o mesmo diretor, André Pellenz. “Atingimos nosso objetivo, que era brigar como gente grande com os lançamentos estrangeiros”, ele avaliou. “E esse ano foram quatro Titãs ao mesmo tempo: ‘Homem-Aranha: De Volta ao Lar’, ‘Meu Malvado Favorito 3’, ‘Transformers: O Último Cavaleiro’ e ‘Carros 3’. Mas seguimos na luta!”
Filme dos Detetives do Prédio Azul vira maior sucesso do cinema brasileiro em 2017
A comédia infantil “Detetives do Prédio Azul – O Filme” virou o filme (sem aspas) brasileiro de maior sucesso em 2017. Com apenas duas semanas em cartaz, a produção atingiu a marca de 750 mil ingressos vendidos e conquistou a maior bilheteria entre os lançamentos nacionais do ano, segundo o site Filme B. Até então, o filme que liderava o ranking era outra comédia para menores, “Meus 15 anos”, com 720 mil espectadores. A produção infanto-juvenil é baseada na série homônima do canal pago Gloob, e sua bilheteria volta a levantar uma questão cada vez mais corriqueira: afinal, trata-se de um sucesso de cinema ou de um sucesso da TV projetado em salas de cinema? De todo modo, reforça que o público brasileiro gosta de filmes que lembram a programação televisiva. Isto explica a quantidade de lançamentos da Globo Filmes e o fenômeno do compacto da novela “Os Dez Mandamentos”. “Detetives do Prédio Azul – O Filme” teve uma pré-estreia em 350 salas em 13 de julho, que anteciparam a estreia oficial em 500 salas no dia 20 de julho, enfrentando a concorrência da animação “Carros 3”, da Pixar-Disney. Os números, claro, são bem distantes do campeão de bilheterias “Minha Mãe É uma Peça 2 – O Filme”, que fez 9 milhões de espectadores. Entretanto, a comédia de Paulo Gustavo estreou em dezembro do ano passado. Um detalhe curioso: “Detetives do Prédio Azul – O Filme” e “Minha Mãe É uma Peça 2” tem em comum o mesmo diretor, André Pellenz.
Filhos da Pátria: Série de comédia sobre o Brasil Imperial ganha primeiras fotos
Os atores Alexandre Nero (novela “A Regra do Jogo”) e Fernanda Torres (série “Tapas & Beijos”) vão estrelar uma nova série de comédia da Globo, “Filhos da Pátria”. As primeiras fotos do casal, caracterizado como seus personagens, foram divulgadas pela emissora carioca. Criada por Bruno Mazzeo (“Muita Calma Nessa Hora”), a atração é ambientada no século 19 e traz Nero como o português Geraldo Bulhosa, que trabalha no Paço Imperial intermediando as relações entre Brasil e Portugal. Segundo a sinopse, Geraldo é “um homem de bem, solícito, prestativo por natureza”, mas após a proclamação da independência do Brasil ele se sentirá ameaçado de perder o emprego e precisará lidar com “novos esquemas” que tomam conta do ambiente de trabalho. Por sua vez, Fernanda Torres viverá Maria Teresa, uma “alpinista social” do século 19. Classista e materialista, ela é obcecada pelos bons modos da alta sociedade e sonha com o dia em que o marido aproveitará seu prestígio para crescer profissionalmente. Geraldo e Maria Teresa são pais de um casal, Geraldinho (Johnny Massaro) e Catarina (Lara Tremouroux), e formam uma família de classe média durante o Brasil Imperial. “Filhos da Pátria” também tem no elenco Matheus Nachtergaele, Marcos Caruso, Jéssica Ellen, Serjão Loroza, Flávio Bauraqui, Leticia Isnard, Karine Teles, Saulo Laranjeira, Adriano Garib e Felipe Rocha. A direção é de Mauricio Farias (“Vai que Dá Certo”) e a estreia acontece no Globo Play em agosto e na TV em setembro.
Fernanda Vasconcellos, Maria Flor e Bruno Fagundes entram na 2ª temporada de 3%
A Netflix anunciou novidades no elenco da 2ª temporada da série sci-fi brasileira “3%”. A trama ganhará as participações de Fernanda Vasconcellos (“Pequeno Dicionário Amoroso 2”), Maria Flor (“Pequeno Segredo”), Bruno Fagundes (visto em “Sense8”), além de Thais Lago (série “Quero Ter 1 Milhão de Amigos”), Laila Garin (novela “Rock Story”), Cynthia Senek (novela “Malhação”), Samuel de Assis (“Chico Xavier”) e Silvio Guindane (“É Fada”). A nova fase vai mostrar a vida de quem entrou nos 3% e como ficaram os que precisaram voltar para o Continente, enquanto um novo processo se aproxima. Maior sucesso internacional da Netflix, a série criada, escrita e produzida por Pedro Aguilera (“Os Homens São de Marte… E é pra Lá que Eu Vou!”) começou a gravar sua 2ª temporada nesta segunda-feira (17/7).
Carros 3 marca época de férias escolares e estreias infantis nos cinemas
A programação de cinema entrou em ritmo de férias escolares. A animação “Carros 3” é o maior lançamento da semana, que ainda conta com pré-estreia ampla do nacional “DPA – O Filme”“, versão de cinema da série “Detetives do Prédio Azul”. O primeiro só não é o lançamento mais infantil da Disney-Pixar, porque “Carros 2” saiu antes. Mas mesmo sem a complexidade de “Divertida Mente”, embute uma mensagem de valorização da autoestima e empoderamento feminino, graças a uma nova personagem coadjuvante, que compensa possíveis engarrafamentos no pedágio das bilheterias. “DPA – O Filme” só estreia oficialmente na semana que vem, mas já ocupa mais telas que os demais filmes da semana. Historinha para o público da série do canal Gloob e das reprises de “Os Feiticeiros de Waverly Place” no canal Disney, o filme mostra bruxos bonzinhos, crianças com lupas, varinhas que soltam raios e outras mágicas. Na trama, após uma festa de bruxos adultos (mas censura livre), o prédio azul aparece com múltiplas rachaduras e os detetives mirins do Gloob decidem desvendar o mistério. A direção é de André Pellenz (“Minha Mãe É uma Peça – O Filme”) e o elenco é repleto de atores da Globo. O maior destaque do circuito limitado é outra estreia nacional, “Fala Comigo”, de Felipe Sholl. Vencedor do último Festival do Rio – além de Melhor Filme, também rendeu o prêmio de Melhor Atriz para Karine Teles – , conta a história de Diogo (Tom Karabachian), um adolescente de 17 anos que desenvolve o fetiche de se masturbar enquanto telefona para as pacientes da mãe terapeuta (Denise Fraga). Uma dessas pacientes é Angela, de 43 anos, com quem Diogo passa a se relacionar. Foi o papel que deu a Karine Teles o troféu Redentor. Apesar de ser um trabalho de diretor estreante, Sholl não é exatamente um novato. Ele já exibiu curta no Festival de Berlim e tem uma filmografia interessante como roteirista. Seu roteiro de “Hoje” (2011) venceu o troféu Candango no Festival de Brasília. Também escreveu o filme que, para a Pipoca Moderna, foi o melhor lançamento brasileiro de 2015, “Casa Grande”, além de “Histórias que Só Existem Quando Lembradas” (2011) e “Trinta” (2014). Os cinemas de perfil cineclubista ainda recebem quatro lançamentos europeus, um drama argentino e dois documentários. Três longas são franceses e tiveram première no Festival Varilux. “Julho Agosto” é o mais convencional, uma comédia sobre família, em que duas irmãs adolescentes passam as férias com os pais divorciados, em meses alternados, e descobrem que a vida continua. “Tour de France” também foca o lugar-comum, com mais um papel de velho racista, reacionário e impertinente que Gerard Depardieu faz o público achar adorável. E “A Vida de uma Mulher” leva às tela uma nova adaptação do primeiro romance de Guy de Maupassant. O diretor Stéphane Brizé busca rever o papel submisso da protagonista, presa num casamento sem amor no século 18, ecoando o fato de que contextos mudam conforme as épocas. Venceu o prêmio da crítica no Festival de Veneza. O português “Cartas da Guerra” é o lançamento limitado que chama mais atenção. Não só pela fotografia em preto e branco belíssima, mas porque chega legendado, mostrando como o cinema luso soa estranho no Brasil, que fala o mesmo idioma. A questão ganha ainda mais proporção por o filme de Ivo Ferreira se passar em Angola, país que buscava sua própria identidade durante um período que os brasileiros deveriam conhecer melhor: os últimos anos da colonização portuguesa na África. A produção ganhou diversos prêmios em Portugal. “O Futuro Perfeito” lida de outra forma com a questão do idioma e do conflito cultural, ao acompanhar a vida de uma jovem imigrante chinesa, recém-chegada na Argentina. A dificuldade com a língua estrangeira é traduzida por diálogos de espanhol primário, que aproximam a história de uma fábula infantil. Por fim, os dois documentários são “A Luta de Steve”, sobre um astro do futebol americano que começa a sofrer os efeitos da paralisia e resolve filmar um diário para seu filho, perdendo os movimentos na medida em que o menino aprende a andar, e “Gatos”, sobre gatos de rua de Istambul, que viram “personagens” com nomes e aventuras próprias – quase como uma ficção da Disney. Clique nos títulos em destaque dos filmes para assistir aos trailers de todas as estreias da semana.












