Série Hebe vai ganhar 2ª temporada
A minissérie “Hebe”, que rendeu uma indicação ao Emmy Internacional para a atriz Andrea Beltrão, vai ganhar continuação. Segundo o colunista Ricardo Feltrin, a Globo planeja produzir uma 2ª temporada, devido ao bom desempenho de audiência da atração. Com cerca de 17 pontos na Grande SP, “Hebe”, que exibe seu último episódio na noite desta quinta (1/10), lidera a programação da TV aberta em seu horário (22h55). Originalmente concebido como um filme de Maurício Farias, “Hebe: A Estrela do Brasil” (2019) foi estendido com cenas exclusivas para virar uma minissérie de 10 capítulos, que abrangeu a vida inteira da apresentadora, do nascimento à morte. O longa, porém, concentrava-se apenas num período específico e a nova temporada deve seguir essa abordagem. Afinal, história para contar sobre a apresentadora é o que não falta. O filme, por sinal, poderá ser visto a partir do próximo dia 6 no Telecine Premium, liberado após o fim da série. Os novos episódios serão produzidos para lançamento exclusivo na Globoplay. Mas vale lembrar que este também era o projeto inicial da minissérie, que a Globo acabou optando por levar posteriormente à TV aberta. Além da 2ª temporada, o Grupo Globo ainda estuda lançar um documentário sobre Hebe, que morreu em 2012, aos 83 anos, após longa luta contra um câncer abdominal.
Andrea Beltrão e programa do Gugu são indicados ao prêmio Emmy Internacional
Os organizadores do Emmy Internacional divulgaram nesta quinta (24/9) os indicados nas 11 categorias de sua premiação em 2020. E há brasileiros em 7 das categorias em disputa. Andréa Beltrão puxa a lista na vaga de Melhor Atriz por sua interpretação de Hebe Camargo. Originalmente um filme, “Hebe – A Estrela do Brasil” foi transformado em minissérie pela Globo. Ela vai competir pelo prêmio com a veterana atriz britânica Glenda Jackson, a alemã Emma Bading e a malaia Yeo Yann Yann. Na seleção masculina, Raphael Logam voltou a aparecer como Melhor Ator por seu papel em “Impuros”, da Disney (Fox), esperando ter maior sorte que no ano passado, quando também foi indicado pela série. Outro filme que a Globo transformou em minissérie, “Elis – Viver é Melhor que Sonhar”, originalmente uma cinebiografia da cantora Elis Regina, foi selecionado como Melhor Minissérie (ou Filme feito para a TV). Já na categoria de Melhor Comédia apareceu “Ninguém Tá Olhando”, uma produção do cineasta Daniel Rezende (“Turma da Mônica – Laços”) sobre anjos ruivos, que foi rapidamente cancelada pela Netflix. As demais produções brasileiras da lista são “Órfãos da Terra”, da Globo, como Melhor Telenovela, “Cante Comigo”, competição da Record apresentada por Gugu Liberato até sua morte, como Melhor Programa de Entretenimento Sem Roteiro, e “Refavela 40”, da HBO, sobre o impacto cultural do disco “Refavela”, de Gilberto Gil, como Melhor Programa Artístico. A premiação, que reúne produções de diversos países, terá seus vencedores anunciados em 23 de novembro, numa cerimônia em Nova York, nos Estados Unidos. Veja abaixo a lista completa dos indicados. Melhor Drama Charité 2 – Alemanha Criminal UK – Reino Unido Delhi Crime – Índia O Jardim de Bronze – Argentina Melhor Comédia Back to Life – Reino Unido Fifty – Israel Four More Shots Please – India Ninguém Tá Olhando – Brasil Melhor Minissérie ou Filme para TV L’Effondrement (The Collapse) – França Elis – Viver é Melhor que Sonhar – Brasil The Festival of the Little Gods – Japão Responsible Child – Reino Unido Melhor Ator Billy Barratt (Responsible Child) – Reino Unido Guido Caprino (1994) – Itália Raphael Logam (Impuros) – Brasil Arjun Mathur (Made in Heaven) – Índia Melhor Atriz Emma Bading (Play) – Alemanha Andrea Beltrão (Hebe) – Brasil Glenda Jackson (Elizabeth is Missing) – Reino Unido Yeo Yann Yann (Invisible Stories) – Singapura Melhor Novela Chen Xi Yuan (Love And Destiny) – China Na Corda Bamba – Portugal Órfãos da Terra – Brasil Pequeña Victoria – Argentina Melhor Programa de Arte Jake and Charice – Japão Refavela 40 – Brasil Vertige de la Chute (Ressaca) – França Why do We Dance? – Reino Unido Melhor Documentário El Testigo – Colômbia For Sama – Reino Unido Granni-E-minem – Coreia do Sul Terug naar Rwanda – Bélgica Melhor Programa de Entretenimento Não Roteirizado Canta Comigo – Brasil Folkeopplysningen – Noruega MasterChef Tailândia – Tailândia Old People’s Home for 4 Year Olds – Austrália Melhor Série Curta Content – Australia #martyisdead – República Tcheca Mil Manos por Argentina – Argentina People Like Us – Singapura Programa de Língua Estrangeira exibido nos Estados Unidos 20th Annual Latin GRAMMY®? Awards A Rainha do Tráfico No te Puedes Esconder Preso No.1
Criador de Segunda Chamada desenvolve série sobre conflitos raciais no Brasil
A Conspiração Filmes vai produzir uma série ficcional sobre conflitos raciais e de classe no Brasil. Segundo a coluna de Lauro Jardim no jornal O Globo, o projeto está sendo desenvolvido pelo dramaturgo e roteirista Jô Bilac, um dos criadores da série “Segunda Chamada”, da Globo. A produção terá seis episódios e contará a história de um grupo de jovens negros e ricos que enfrentam diversos dilemas entre as suas ancestralidades e as áreas VIPs que frequentam. Na trama, uma correspondente internacional negra vai viajar para o Brasil para escrever uma reportagem sobre esses jovens. Em diálogos francos e afetivos, a repórter vai conversar com o grupo sobre classe, raça, identidade e a busca por pertencimento.
Globo transforma minissérie Nada Será Como Antes em telefilme
A Globo exibe neste sábado (19/9) no Supercine uma versão resumida da série “Nada Será Como Antes”, transformada em telefilme como parte das comemorações do aniversário de 70 anos da televisão brasileira. Escrita por Guel Arraes, Jorge Furtado e João Falcão, a série conta de forma ficcional os bastidores desse momento histórico, quando as primeiras transmissões começaram. O título “Nada Será Como Antes” alude justamente à transformação que a TV causaria no país. A minissérie tinha originalmente 12 capítulos com direção de José Luiz Villamarim (minissérie “Justiça”). A trama gira em torno do casal Saulo (Murilo Benício) e Verônica (Debora Falabella), um empreendedor que aposta que aquele veículo é o futuro do entretenimento e uma locutora de rádio, que faz a transição para estrela da tela. A personagem de Débora Falabella é Verônica Maia, locutora de uma rádio do interior, cuja voz encanta um vendedor de aparelhos radiofônicos, Saulo Ribeiro, interpretado por Murilo Benício , que se mostra um visionário das telecomunicações. Querendo tirá-la do anonimado, ele a leva ao Rio e a transforma em estrela dos comerciais da Rádio Copacabana. Mas ainda não é o bastante: Saulo acredita que chegou a hora da televisão ocupar o lugar do rádio e, para isso, procura Pompeu Azevedo Gomes (Osmar Prado) para financiar a abertura da primeira emissora de televisão brasileira, a TV Guanabara. Para cativar o público e seu patrocinador, que se mostra incrédulo, Saulo tem a ideia de transformar o clássico literário “Anna Karenina”, de Leon Tolstoi numa novela, a primeira da TV brasileira. E a sacada se prova revolucionária, alçando Verônica Maia, intérprete do papel-título, ao estrelado nacional. A história é fictícia – existiu uma TV Guanabara, mas fundada em 1977, já no início da rede Bandeirantes, e a primeira telenovela brasileira foi “Sua Vida me Pertence”, exibida na TV Tupi a partir de dezembro de 1951 – duas vezes por semana. Mas a ideia não era ser documental, apenas evocar o espírito dos pioneiros da TV nacional. O elenco também inclui Daniel de Oliveira, Fabrício Boliveira, Cássia Kis Magro, Jesuíta Barbosa e Bruna Marquezine, que, no papel de cantora e dançarina de cabaré, viveu um romance lésbico com Leticia Colin e deu muito o que falar. Na época da série, Marquezine acabou roubando todas as atenções, mostrando seu amadurecimento ao interpretar uma personagem bastante sensual e ousada. Veja abaixo uma apresentação da minissérie original com cenas e depoimentos da equipe criativa.
Bom Dia, Verônica: Tainá Müller caça serial killer em trailer de série da Netflix
A Netflix divulgou o trailer, pôsteres de personagens e as fotos de “Bom Dia, Verônica”, nova série brasileira da plataforma, mas a primeira do gênero criminal. A prévia tem bom clima e apuro técnico, trazendo elementos de abuso doméstico ao conhecido tema de caça a serial killer, que ajudam a contornar problemas típicos da dramaturgia nacional, muito influenciada por teatro e novelas – com a prevalência de dicção artificial e overacting. A Verônica do título é vivida por Tainá Müller (“Tropa de Elite”). Ela trabalha como escrivã em uma delegacia de Homicídios de São Paulo, vivendo uma rotina burocrática e pouco dinâmica. Casada e mãe de dois filhos, Verônica acaba por presenciar um suicídio que desperta nela dolorosas feridas do passado. Na mesma semana, recebe a ligação anônima de uma mulher desesperada clamando por sua vida. Determinada, a protagonista decide usar toda sua habilidade investigativa para mergulhar nos casos das duas vítimas: uma jovem enganada por um golpista na internet, e Janete, a esposa subjugada de um policial de alta patente. Ao se aprofundar nessas investigações, Verônica irá enfrentar um mundo perverso que coloca em risco sua família e sua própria existência. A produção também destaca Camila Morgado (“O Animal Cordial”) no papel de Janete e Eduardo Moscovis (“O Doutrinador”) como o marido dela, Brandão, um serial killer inteligente e perigoso que leva uma vida aparentemente normal. Ainda estão no elenco Elisa Volpatto (“Assédio”), Antonio Grassi (“Se Eu Fechar Os Olhos Agora”), Silvio Guindane (“3%”) e Adriano Garib (“Magnífica 70”). Produção da Zola Filmes, a série é baseada no livro de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes, lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também participam da produção e estão entre os fotografados da galeria abaixo. O próprio Raphael Montes (que também é autor do roteiro de “Praça Paris”) criou a adaptação, que conta com Ilana Casoy entre os roteiristas e tem direção do cineasta José Henrique Fonseca (“Heleno”). Vale lembrar que os dois também escreveram os roteiros da vindoura sessão dupla cinematográfica “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, sobre o crime de Suzane von Richthofen, atualmente a espera da reabertura dos cinemas. O lançamento vai acontecer em 1º de outubro em todo o mundo.
Jorge Furtado desenvolve série sobre o mundo das disputas de games para a Globoplay
O cineasta Jorge Furtado, criador da série “Amor e Sorte”, atual sucesso da rede Globo, já está trabalhando na supervisão de um novo projeto do gênero, agora para o Globoplay. A colunista Patricia Kogut, do jornal O Globo, revelou que Furtado vai produzir uma nova série dramática, desta vez ambientada no universo dos eSports (disputa profissional de games), que está sendo escrita por Tiago Rezende (“Necrópolis”). Não há maiores informações, além do fato de ser uma parceria com a produtora Casa de Cinema de Porto Alegre.
Marcelo Adnet transforma ofensas de Mário Frias em piada
Marcelo Adnet aproveitou o material humorístico fornecido pelo secretário de Cultura Mário Frias em novo esquete do programa “Sinta-se em Casa”, do Globoplay. Primeiro programa após os ataques de Frias e da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República), motivados por uma paródia feita por Adnet na sexta (4/9), o “Sinta-se em Casa” desta segunda (7/9) não deixou passar batido a reação desmedida do secretário, parafraseando as ofensas que ele postou nas redes sociais. “Isso mesmo, presidente. Vivemos a época do ‘mimimi’, mas curiosamente vou usar recursos e energia para responder a uma piada que não gostei: frouxo, sem futuro, criatura imunda”, diz Adnet no vídeo, ironizando a reação de Frias. No esquete, Adnet ainda apareceu em um playground para ilustrar a frase em que secretário faz bravata de recreio estudantil: “No lugar onde eu cresci, não duraria um minuto”. O humorista também incorporou Bolsonaro para falar que quer acabar com o politicamente correto, contudo o que realmente importa é “atacar quem faz piada conosco”. Confira abaixo. Dia de virar as costas pro Pantanal e dramatização do xilique-resposta do Brother Retumbante. Pedro reclamando seus direitos autorais. #SintaSeEmCasa completo, grátis e sem recursos públicos aqui: https://t.co/SL4t86LKCb pic.twitter.com/b4MN6dd1tS — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 7, 2020
Marcelo Adnet responde à Secom: “Não aguentam sátira”
O humorista Marcelo Adnet respondeu no Twitter os ataques pessoais do secretário especial da Cultura, Mario Frias, e institucionais do perfil da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República), motivados por uma paródia feita em seu programa “Sinta-se em Casa”, na Globoplay. O comediante satirizou a participação de Frias num vídeo de tom nacional-triunfalista sobre “Heróis Brasileiros”, e o secretário da Cultura reagiu com ofensas, chamando Adnet de “criatura imunda”, “crápula”, “frouxo”, “sem futuro”, “palhaço”, “idiota”, “egoísta”, “fraco” e “bobão”, além evocar sua vida privada para exemplificar sua “falta de caráter”. Por sua vez, a Secom acusou Adnet de “parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”, além de “desprezar o ser humano”. “Se elegeram sob a bandeira do fim do mimimi e do politicamente correto mas não aguentam UMA SÁTIRA que vêm chorar em perfil oficial”, escreveu Adnet. “A crítica não é ao povo, não força a barra. É AO GOVERNO FEDERAL, que em vez de trabalhar prefere perseguir seus próprios cidadãos”, acrescentou. Aos fatos:1-se elegeram sob a bandeira do fim do mimimi e do politicamente correto mas não aguentam UMA SÁTIRA que vem chorar em perfil oficial!2-A crítica não é ao povo, não força a barra. É AO GOVERNO FEDERAL que em vez de trabalhar prefere perseguir seus próprios cidadãos. — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 5, 2020
Humoristas apoiam Marcelo Adnet após ataques: “governo mimimi”
Após sofrer ataques pessoais do secretário especial da Cultura, Mario Frias, e institucionais do perfil da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República), Marcelo Adnet ganhou solidariedade de vários humoristas brasileiras. Os ataques foram motivados por uma paródia feita por Adnet na sexta (4/5), em seu programa “Sinta-se em Casa”, na Globoplay. O comediante satirizou a participação de Frias num vídeo de tom nacional-triunfalista sobre “Heróis Brasileiros”, e o secretário da Cultura reagiu com ofensas, chamando Adnet de “criatura imunda”, “crápula”, “frouxo”, “sem futuro”, “palhaço”, “idiota”, “egoísta”, “fraco” e “bobão”, além evocar sua vida privada para exemplificar sua “falta de caráter”. Por sua vez, a Secom acusou Adnet de “parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”, listando “pessoas reais” que não estavam nem foram citadas no vídeo, em que Frias aparece sozinho no Museu do Senado. “Não imaginamos que honrar um morador de rua que salvou uma desconhecida ou uma professora que morreu queimada para salvar dezenas de crianças causaria reações maldosas, carregadas de desprezo por brasileiros simples, mas imensamente bondosos”, diz o texto, que ainda acusa Adnet de “desprezar o ser humano”. A reação, claro, virou piada entre a classe dos humoristas brasileiros. Maurício Meirelles criou a definição que acabou viralizando na internet, ao chamar o governo Bolsonaro de “governo mais mimimi da história deste país”. Danilo Gentili usou ironia para questionar quanto a Secom tinha recebido para fazer publicidade para Adnet. E tanto Fabio Rabin quanto Gregório Duvivier (num retuíte do repórter Rafael Neves) lembraram da recente participação de Adnet no “Roda Viva”, onde Marcelo Tas sugeriu que só governos comunistas, como China e Cuba, perseguiam humoristas e reprimiam o humor. Gentili ainda ponderou, em tom de reclamação, que Adnet não o defendeu na época de sua condenação por fazer piada misógina com a deputada petista Maria do Rosário. Mas o perfil Tesoureiros do Jair lembrou da defesa feita por Bolsonaro à liberdade do humor por ocasião dessa condenação, e o próprio Adnet retuitou em seu perfil. Veja estas e outras reações abaixo. É o governo mais MIMIMI da história do Brasil. PQP https://t.co/t2sLv4OpMA — Mauricio Meirelles (@MauMeirelles) September 5, 2020 Quanto o Adnet pagou pra vocês fazerem essa excelente publicidade pra ele? https://t.co/jh77prkkhd — Danilo Gentili (@DaniloGentili) September 5, 2020 Parabéns @MarceloAdnet ! Isso aqui é pra enquadrar.Era em Cuba que não podia fazer humor ? https://t.co/PPK9ExSYLY — Fabio Rabin (@fabiorabin) September 5, 2020 Corre aqui @MarceloTas, o governo de Cuba está perseguindo um humorista https://t.co/H4rOh2Stad — Rafael Neves (@contaneves) September 5, 2020 Meu presidente. https://t.co/gxnZeXDzOP — paulinho serra🇧🇷🏳️🇯🇲🏴☠️🇦🇱 (@PaulinhoSerra) September 5, 2020 Quem lê a resposta do Mário Frias pro Adnet – a que termina com um “Onde eu cresci ele não durava um minuto” – além de perceber que o Secretário de Cultura não sabe português, pensa que ele é uma mulher negra que enfrentou as adversidades de uma Esparta da vida real brasileira. — Antonio Tabet (@antoniotabet) September 5, 2020 Embora o Adnet tenha mantido o mais completo silêncio qdo fui condenado a prisão pela M. Rosário ou qdo rolou outras investidas do governo anterior contra meu trabalho, ele pode contar com meu total apoio contra essa investida grotesca e babaca do atual governo. Presidente fraco https://t.co/jh77prkkhd pic.twitter.com/TJiGYiZTjC — Danilo Gentili (@DaniloGentili) September 5, 2020 Em abril de 2019, Danilo Gentili foi condenado por esfregar uma notificação que recebeu da deputada Maria do Rosário em suas partes íntimas e a chamar de puta. Em setembro de 2020, o @MarceloAdnet fez uma paródia. pic.twitter.com/apO62pQdeP — Tesoureiros do Jair (@tesoureiros) September 5, 2020
Secretário da Cultura ataca Marcelo Adnet com ofensas após ganhar paródia
Nem todo político tem o bom-humor de Delfim Netto, que colecionou e emoldurou cartuns que o satirizavam na época em que foi ministro em plena ditadura militar. O secretário especial da Cultura, Mario Frias, e o perfil da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República), resolveram se manifestar – no caso da Secom, oficialmente – contra uma paródia do humorista Marcelo Adnet, que faz os melhores esquetes de humor do período da pandemia em seu programa “Sinta-se em Casa” na Globoplay. Na sexta (5/9), Adnet parodiou a campanha sobre “Heróis Brasileiros”, lançada uma dia antes pelo governo, com narração e atuação de Mario Frias, evocando o estilo nacional-triunfalista já popularizado na pasta da Cultura num vídeo anterior de Roberto Alvim. Na mesma noite, Frias atacou o esquete, lançando várias ofensas pessoais contra o humorista. Ele chamou Adnet de “criatura imunda”, “crápula”, “frouxo”, “sem futuro”, “palhaço”, “idiota”, “egoísta”, “fraco” e “bobão”, além de atacar sua vida privada, comentando sua infidelidade no casamento com a ex Dani Calabresa. “Um Judas que não respeitou nem a própria esposa, traindo a pobre coitada em público por pura vaidade e falta de caráter”. Adnet respondeu com nova piada, dizendo que Frias “recomendou” o esquete. “Até o Secretário Frias recomendou no Instagram dele! Vale conferir o post! A Secom deve replicar em suas redes!”, postou o humorista. Foi a deixa para o Twitter oficial da Secom atacar a sátira, acusando Adnet de “parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”. A secretaria de Comunicação passou, então, a listar “pessoas reais” que não estão no vídeo, em que Frias aparece sozinho no Museu do Senado – diante de quadro do Rei da Bélgica!. “Não imaginamos que honrar um morador de rua que salvou uma desconhecida ou uma professora que morreu queimada para salvar dezenas de crianças causaria reações maldosas, carregadas de desprezo por brasileiros simples, mas imensamente bondosos”, diz o texto. Seguindo esse raciocínio, a Secon afirma que Adnet despreza “as pessoas reais, de carne e osso, que são exemplos para todos”, e que, no entanto, não aparecem em lugar algum do vídeo parodiado, nem mesmo em citações. De fato, a Secom fez vários posts consecutivos, explicando o vídeo com o que não há no vídeo. Leia abaixo. Melhor ainda, compare os vídeos originais e veja todas as reações. 🇧🇷 O Brasil tem História. Uma História com verdadeiros líderes, respeitados intelectuais e grandes heróis nacionais. Alguns, conhecidos; muitos, ignorados. Uma História tão bela e grandiosa quanto desprezada e vilipendiada por anos de destruição da identidade nacional. pic.twitter.com/N8TDqpASXu — SecomVc (@secomvc) September 3, 2020 Arquivo Confidencial com o presidente no #SintaSeEmCasa Pgm completo https://t.co/t26nDkk4gq pic.twitter.com/t3jPIJhhE5 — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 5, 2020 Ver essa foto no Instagram Garoto frouxo e sem futuro. Agindo como se fosse um ser do bem, quando na verdade não passa de uma criatura imunda, cujo o adjetivo que devidamente o qualifica não é outro senão o de crápula. Um Judas que não respeitou nem a própria esposa traindo a pobre coitada em público por pura vaidade e falta de caráter. Um palhaço decadente que se vende por qualquer tostão, trocando uma amizade verdadeira, um amor ou sua história por um saquinho de dinheiro e uma bajulada no seu ego infantil e incapaz de encarar a vida e suas responsabilidades morais. Pior do que isso: conta vantagem por se considerar melhor que as outras pessoas. Mas isso tudo é só para esconder a solidão em que ele se encontra. Quem em sã consciência consegue conviver no mundo real com um idiota egoísta e fraco como esse? Onde eu cresci ele não durava um minuto. Bobão! Uma publicação compartilhada por Mario Frias🇧🇷 (@mariofriasoficial) em 4 de Set, 2020 às 6:47 PDT Até o Secretário Frias recomendou no instagram dele! Vale conferir o post! A Secom deve replicar em suas redes! — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 5, 2020 Erramos. Acreditamos que seria possível unir todo o país em torno de bons valores e de bons exemplos. Afinal, ninguém é contra a bondade, o amor ao próximo, o sacrifício por inocentes, certo? Errado! Infelizmente, há quem prefira parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros. pic.twitter.com/kqA2yjx0Rb — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020 Coincidentemente, a data é próxima ao nosso 7 de Setembro. Decidimos então fazer uma série única, sobre heróis brasileiros — primeiramente, heróis anônimos; depois grandes heróis nacionais. Em comum, além da bravura de seus atos, o fato de serem amplamente desprezados. — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020 Não imaginamos que honrar um morador de rua que salvou uma desconhecida ou uma professora que morreu queimada para salvar dezenas de crianças causaria reações maldosas, carregadas de desprezo por brasileiros simples, mas imensamente bondosos. — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020 De que adianta afetar bons sentimentos, falar em defesa do povo e coisas do tipo, mas na prática desprezar as pessoas reais, de carne e osso, que são exemplos para todos? De que adianta gritar que ama a humanidade, mas desprezar o ser humano? — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020
Netflix anuncia série sobre Ayrton Senna
A Netflix anunciou nesta quinta (3/9) que vai realizar uma minissérie sobre o piloto brasileiro de Fórmula 1 Ayrton Senna. Junto de um comunicado sobre o projeto, a plataforma também disponibilizou um vídeo para oficializar a produção. Com oito episódios, a atração será uma obra ficcional e não um documentário, com produção da Gullane e participação ativa da família do esportista. Locações internacionais se somarão a sets de filmagem intimistas, a exemplo da casa em que Senna cresceu, na Grande São Paulo, e à qual os familiares concederam acesso inédito para as gravações. “É muito especial poder anunciar que contaremos a história que poucos conhecem dele. A família Senna está empenhada em fazer deste projeto algo totalmente único e inédito. E ninguém melhor do que a Netflix, que tem um alcance global, para ser nossa parceira neste projeto”, disse Viviane Senna, irmã de Ayrton, em comunicado. A série deverá acompanhar todos os passos da carreira, além de detalhes da vida de Senna. O ponto de partida será o começo da carreira automobilística, quando ele se muda para a Inglaterra para competir na F1600. Toda a trajetória de superação, desencontros, alegrias e tristezas pretendem mostrar o homem por trás do mito, até o trágico acidente em Ímola, na Itália, durante o Grande Prêmio de San Marino, que matou o piloto em 1994. O vídeo disponibilizado ressalta este recorte, com fotos de Senna desde a infância até a sua carreira vitoriosa, acompanhadas por frases dos valores que ele considerava importante em sua vida. Apesar do anúncio, não foram revelados detalhes sobre a equipe responsável pelas gravações, nem elenco, que pode ainda não ter sido escalado. A expectativa é que a minissérie esteja pronta apenas para 2022.
Pietro Mário Bogianchini (1939 – 2020)
O ator e dublador Pietro Mário Bogianchini, que foi o primeiro apresentador de programa infantil da TV Globo, morreu na manhã de segunda (31/8), aos 81 anos, no Rio de Janeiro. Pietro estava internado desde maio, após sofrer sucessivos acidentes vasculares cerebrais, e tinha passado por uma breve melhora antes de sofrer uma parada cardíaca. O artista também pegou covid-19, mas teria se curado – embora a doença afete o coração. Italiano naturalizado brasileiro, Bogianchini ficou famoso ao interpretar o Capitão Furacão, protagonista de um programa infantil de sucesso apresentado pela TV Globo entre os anos de 1965 e 1970. O programa do “Capitão Furacão” estreou junto com a Globo, no dia 26 de abril de 1965. Na atração, o ator vivia cercado de crianças e, enquanto girava o leme de seu navio, lia as cartas enviadas pelos telespectadores, promovia gincanas, contava histórias do mar, dava conselhos aos marinheiros iniciantes e apresentava desenhos animados. Após o fim do programa, continuou trabalhando no universo infantil como dublador, tendo feito a voz do Capitão Caverna, na série da Hanna-Barbera, além de vários personagens emblemáticos da Disney, como Rafiki, de “O Rei Leão”, o Governador, em “Pocahontas”, Maurice em “A Bela e a Fera”, o Coruja em “Bambi” e o Sultão de “Aladdin”. Bogianchini também atuou em filmes clássicos, como “Os Machões” (1972), “A Noite do Meu Bem” (1968) e “Engraçadinha Depois dos Trinta” (1966), e em várias novelas da Globo, desde “O Espigão” em 1974. Entre as mais recentes estão “Novo Mundo” (2017), “Pega Pega” (2017) e “Deus Salve o Rei” (2018), na qual interpretou Patriarca da Fé. Nos últimos anos, tinha sido redescoberto pelo cinema brasileiro, aparecendo em “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (2001), “Copacabana” (2001), “Meteoro” (2006), “Chico Xavier” (2010), “O Duelo” (2015) e “M8: Quando a Morte Socorre a Vida” (2019), ainda inédito em circuito comercial. Além disso, fez papel importante na série “O Mecanismo”, da Netflix, como o Dr. Mário Garcez Britto, personagem inspirado no ex-Ministro da Justiça Marcio Thomaz Bastos.
Amor e Sorte: Série sobre casais de quarentena ganha trailer da Globo
A Globo divulgou o primeiro trailer de “Amor e Sorte”, minissérie de comédia que reflete os problemas de convivência gerados pela quarentena de prevenção contra o coronavírus. A prévia reúne cenas das quatro histórias que compõem os capítulos da atração. “Amor e Sorte” reúne casais e famílias da vida real. Cada uma das duplas formadas por Taís Araújo e Lázaro Ramos, Luisa Arraes e Caio Blat, Fabiula Nascimento e Emilio Dantas, e Fernanda Torres e Fernanda Montenegro estrelam um capítulo diferente, que conta uma história completa, passada em suas próprias casas. Além de estrelar, eles também tiveram que operar todo o equipamento de gravação, e, segundo Lázaro Ramos, o estresse foi tanto que quase acabou com seu casamento. Os atores, porém, não interpretam eles mesmos, mas personagens criado por um time de roteiristas de primeira. O episódio protagonizado por Taís e Lázaro, por exemplo, foi escrito por Alexandre Machado. É o primeiro texto do roteirista desde a morte da mulher e parceira Fernanda Young (1970-2019). Jorge Furtado, que é criador de “Mister Brau”, “Sob Pressão” e “Todas as Mulheres do Mundo”, escreveu o capítulo de Luisa Arraes e Caio Blat. Fabiula Nascimento e Emilio Dantas estrelam um episódio escrito por Jô Abdu e Adriana Falcão. E a trama com Fernanda Montenegro e Fernanda Torres foi escrita por Antônio Prata, Chico Matoso, Furtado e a própria Fernanda Torres. Este último é o único capítulo que contará com uma equipe profissional in loco. É que Fernanda é casada com o cineasta Andrucha Waddington. Além disso, dois filhos deles, Pedro e Joaquim, também trabalham no meio. Não é por acaso que esse capítulo tem maior destaque na prévia. É que a gravação, com mais gente envolvida no “set”, resultou mais profissional. A série tem previsão de estreia para setembro.












