Continuação da sci-fi Skyline ganha novo trailer com muitos efeitos visuais
A sci-fi indie “Beyond Skyline”, que retoma a trama do filme de invasão alienígena “Skyline” (2010), ganhou um novo trailer. A prévia destaca o personagem de Frank Grillo (“Capitão América: Guerra Civil”), que começa num metrô de cidade grande americana e vai parar numa selva asiática atrás do filho abduzido por alienígenas. Os efeitos visuais chamam bastante atenção, por assumirem uma escala mais ambiciosa que o filme original, realizado com baixo orçamento. Além do protagonista, o elenco internacional inclui o indonésio Iko Uwais (“Operação Invasão”), o javanês Yayan Ruhian (também de “Operação Invasão”), a singapurense Pamelyn Chee (série “2025”), o neozelandês Callan Mulvey (série “Power”), a sérvia Bojana Novakovic (“A Maldição da Floresta”) e os americanos Jonny Weston (“A Série Divergente: Convergente”) e Antonio Fargas (série “Todo Mundo Odeia o Chris”). O roteirista e técnico de efeitos Liam O’Donnell, que escreveu o primeiro filme, volta a assinar a trama e fará sua estreia como diretor à frente da produção. Mas os diretores do longa original, os irmãos Greg e Colin Strause, também retornam, agora como produtores. “Beyond Skyline” vai estrear em 1 de novembro na Indonésia, 15 de dezembro nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Veja a versão legendada do trailer espetacular de Star Wars: Os Últimos Jedi
A Disney divulgou o pôster nacional e o trailer legendado de “Star Wars: Os Últimos Jedi”. Aliás, que trailer! Após os elogios rasgados já postados sobre o vídeo original, vale a pena detalhar melhor as novidades reveladas pela prévia. A aparição do Supremo Líder Snoke (Andy Serkis), chefão da Primeira Ordem, é o elemento mais evidente. Mas a inesperada virada da narrativa é que dá o que falar. A reviravolta começa com o temor de Luke Skywalker (Mark Hamill) diante do poder de Rey (Daisy Ridley), que lhe lembra Kylo Ren (Adam Driver), seu antigo pupilo que renegou a Força e, em cenas de flashback, parece ter promovido um massacre – na antiga Academia Jedi? E Ren ressurge marcado pela tragédia, após ter matado o próprio pai (Harrison Ford), prestes a fazer o mesmo com sua mãe, a General Leia (Carrie Fisher), numa cena muito tocante, antes de estender a mão para Rey, aparentemente oferecendo-se para virar seu mestre, após Luke a rejeitar. A cena final ganha ainda mais significância quando se repara no pôster. É o nono divulgado. E todos eles enfatizam as cores vermelha e preta, como a bandeira da Primeira Ordem. Com um detalhe a mais no novo cartaz: os rastros dos caças, na parte inferior, formam literalmente a imagem da bandeira das forças leais ao Império. Com este trailer e a informação visual do pôster, não faltam questionamentos dos angustiados. Será a ida de Rey para o lado negro? E qual o resultado do confronto entre mãe e filho? Uma explosão espacial selará o destino de Leia, após a morte de sua intérprete? Sem esquecer que há muitos outros personagens ao largo desse núcleo familiar, como Finn (John Boyega), que trava um duelo com Phasma (Gwendoline Christie), e Poe (Oscar Isaac), que parece assumir uma postura de líder da Rebelião. Escrito e dirigido por Rian Johnson (“Looper”), “Star Wars: Os Últimos Jedi” estreia em 14 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Novo trailer de Star Wars: Os Últimos Jedi é de aplaudir de pé
Não há dúvidas que “Star Wars” tem os melhores trailers do cinema americano. Quem não lembra o impacto dos primeiros segundos de divulgação de “O Despertar da Força”? Pois a Lucasfilm conseguiu superar-se com a nova prévia de “Os Últimos Jedi”. E também divulgou um novo pôster. Dramática, climática e cheia de cenas impactantes, a prévia confirma que a franquia é muito mais que efeitos visuais deslumbrantes, mergulhando no coração dos personagens, seus temores, dúvidas, decepções e relacionamentos. Com uma edição pontuada por narrações extraídas da trama, mesmo sem revelar grandes reviravoltas, o vídeo aponta direções surpreendentes e inesperadas. Tanto que, ao final, no segundo entre o escurecimento da tela e a primeira nota do tema clássico de John Williams, o primeiro impulso é fechar a boca (caída após o encontro entre Rey e Kylo Ren) e aplaudir de pé. A cena final também ganha mais importância quando se repara no pôster. É o nono divulgado. E todos eles enfatizam as cores vermelha e preta, como a bandeira da Primeira Ordem. Com um detalhe a mais no novo cartaz: os rastros dos caças, na parte inferior, formam literalmente a imagem da bandeira das forças leais ao Império. Escrito e dirigido por Rian Johnson (“Looper”), “Star Wars: Os Últimos Jedi” estreia em 14 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Vídeo revela títulos dos episódios da 2ª temporada de Stranger Things
A Netflix divulgou no Twitter um novo vídeo de “Stranger Things”, que revel os títulos dos primeiros episódios da 2ª temporada da série. Confira abaixo. A trama do segundo ano se passa em 1984, enquanto os cidadãos de Hawkins, Indiana, ainda estão se recuperando dos horrores do Demogorgon e dos segredos do Laboratório de Hawkins. Will Byers foi resgatado do Mundo Invertido, mas uma entidade maior e mais sinistra ainda ameaça os que sobreviveram. Os novos episódios de “Stranger Things” estreiam em 27 de outubro, no fim de semana que antecede o Halloween. The story continues. New chapters on October 27. #StrangerThings pic.twitter.com/NPF1NPNQSt — Stranger Things (@Stranger_Things) October 9, 2017
Beyond: Abertura e trailer da 2ª temporada exploram tensão e invasão de outro mundo
O canal pago americano Freeform divulgou o trailer e a cena de abertura da 2ª temporada da sci-fi juvenil “Beyond”. As prévias são bastante tensas, mostrando a evolução da trama, com a chegada de invasores de outro mundo. Na trama, um menino (Burkely Duffield, da série “House of Anubis”) fica em coma por 12 anos. Ao acordar, ele descobre que tem visões e superpoderes, mas não faz ideia sobre como controlá-los nem porque outras pessoas parecem saber mais que ele, em meio a uma perigosa conspiração. No elenco estão Dilan Gwyn (série “Da Vinci’s Demons”), Romy Rosemont (série “Glee”), Michael McGrady (série “American Crime Story: The People vs. O.J. Simpson”), Jonathan Whitesell (série “The 100”), Jeff Pierre (série “Shameless”) e Peter Kelamis (série “Stargate Universe”). Criada por Adam Nussdorf (série “Tron: Uprising”), “Beyond” retorna com um episódio duplo em 18 de janeiro nos EUA.
Blade Runner 2049 decepciona nas bilheterias, apesar da estreia em 1º lugar na América do Norte
“Blade Runner 2049” estreou em 1º lugar nas bilheterias da América do Norte neste fim de semana, mas com uma arrecadação frustrante. Elogiadíssimo pela imprensa, com 89% de aprovação (caiu 7% desde as primeiras sessões), o filme dirigido por Denis Villeneuve (“A Chegada”) não conseguiu capitalizar as críticas positivas numa grande venda de ingressos, arrecadando apenas US$ 31,5M (milhões). A frustração se deve às primeiras previsões de faturamento. A Warner, que distribui o filme nos Estados Unidos, tinha projetado uma estreia em torno de US$ 50M. Este foi exatamente o valor obtido, mas no mercado internacional. Entretanto, a projeção internacional era de US$ 100M. Somando todos os países, a sequência da sci-fi clássica de 1982 ficou em US$ 81,5M. O longa teria que fazer US$ 400M em todo o mundo para equilibrar seu orçamento oficial de produção – de US$ 150M. Mas teve um desempenho similar a outro derivado recente de um clássico de Ridley Scott, “Alien: Covenant”, que abriu com US$ 36M no seu primeiro fim de semana em maio. Agora, “Blade Runner 2049” depende do mercado asiático para se pagar. As estreias na Coreia do Sul e no Japão acontecem nas próximas semanas, mas ainda não há previsão para o lançamento na China. Um dos fatores apontados como responsável pela baixa bilheteria é a longa duração de 163 minutos, que limita o número de exibições por dia. Além disso, o estúdio teria superestimado o interesse do público jovem na franquia, já que o filme original tem 35 anos. Não por acaso, 63% dos espectadores da estreia norte-americana foram maiores de 35 anos. Mesmo assim, “Blade Runner 2049” pode experimentar um reativamento em streaming ou Blu-ray, pois há um consenso de que deverá ser um dos destaques das categorias técnicas do Oscar 2018, assim como aconteceu com “Mad Max: Estrada da Fúria” há dois anos. É o que acredita o chefe de distribuição da Warner, Jeff Goldstein, que previu muitos prêmios, mas assumiu seu desapontamento em depoimento ao site The Hollywood Reporter. “Nós ficamos desapontados por não ter um resultado mais forte na América do Norte. É difícil, porque Denis fez um lindo filme”, disse Goldstein. “Nós definitivamente tivemos um público menor do que esperávamos”. Se foi ruim para “Blade Runner 2049”, as outras estreias tiveram um fim de semana ainda pior. Em 2º lugar, o romance interracial de “A Montanha Entre Nós” rendeu somente US$ 10,1M, além de ter sido considerada medíocre, com 40% de aprovação no Rotten Tomatoes. Entretanto, o filme estrelado por Idris Elba e Kate Winslet custou pouco – US$ 35M. Já “My Little Pony: O Filme” implodiu com US$ 8,8M, abrindo em 4º lugar, abaixo do bicho-papão “It: A Coisa”, que ultrapassou um novo marco, ao superar os US$ 300M de arrecadação nos Estados Unidos e no Canadá. A animação infantil não empolgou a crítica, com 58% de aprovação, e não teve seu custo revelado. O ranking semanal ainda teve mais uma novidade, desta vez positiva. O drama de época “Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha” teve seu circuito ampliado e entrou no Top 10, em 8º lugar. O que torna seus US$ 4,1M dignos de nota é o fato de virem de 732 salas, enquanto os demais filmes do ranking estão em cartaz entre 2,5 mil e 4 mil telas. Em faturamento por tela, o filme em que Judi Dench volta a viver a rainha Vitória, 20 anos após “Sua Majestade, Mrs. Brown” (1997), só perde para “Blade Runner 2049”. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Blade Runner 2049 Fim de semana: US$ 31,5M Total EUA: US$ 31,5M Total Mundo: US$ 81,7M 2. A Montanha Entre Nós Fim de semana: US$ 10,1M Total EUA: US$ 10,1M Total Mundo: US$ 13,7M 3. It: A Coisa Fim de semana: US$ 9,6M Total EUA: US$ 304,9M Total Mundo: US$ 603,7M 4. My Little Pony: O Filme Fim de semana: US$ 8,8M Total EUA: US$ 8,8M Total Mundo: US$ 12,6M 5. Kingsman: O Circulo Dourado Fim de semana: US$ 8,1M Total EUA: US$ 79,9M Total Mundo: US$ 253,5M 6. Feito-na-América Fim de semana: US$ 8M Total EUA: US$ 30,4M Total Mundo: US$ 98,5M 7. Lego Ninjago: O Filme Fim de semana: US$ 6,7M Total EUA: US$ 43,8M Total Mundo: US$ 77,4M 8. Victoria e Abdul – O Confidente da Rainha Fim de semana: US$ 4,1M Total EUA: US$ 5,9M Total Mundo: US$ 30,9M 9. Além da Morte Fim de semana: US$ 3,8M Total EUA: US$ 12,3M Total Mundo: US$ 18,3M 10. A Guerra dos Sexos Fim de semana: US$ 2,4M Total EUA: US$ 7,6M Total Mundo: US$ 7,6M
Série de antologia sci-fi que adapta contos do escritor de Blade Runner ganha trailer da Amazon
A Amazon divulgou o poster e seu primeiro trailer de “Philip K. Dick’s Electric Dreams”, nova antologia futurista, que adapta contos de ficção científica do escritor americano Philip K. Dick. A prévia revela o elenco grandioso e os efeitos visuais cinematográficos da produção, com direito a naves espaciais e outros mundos. O título foi extraído de um dos contos mais famosos de Dick, que deu origem ao filme “Blade Runner”. Outras obras do escritor adaptadas para o cinema incluem “O Vingador do Futuro”, “Minority Report” e “O Homem Duplo”, sem esquecer da série “The Man in the High Castle”, um dos maiores sucessos da própria Amazon. Ao estilo de “Black Mirror”, cada episódio trará uma história completa e com atores diferentes. Entre os intérpretes, destacam-se Timothy Spall (franquia “Harry Potter”), Bryan Cranston (série “Breaking Bad”), Anna Paquin (série “True Blood”), Tuppence Middleton (série “Sense8”), Richard Madden (série “Game of Thrones”), Janelle Monae (“Estrelas Além do Tempo”), Lara Pulver (série “Sherlock”), Vera Farmiga (série “Bates Motel”), Steve Buscemi (série “Boardwalk Empire”), Terrence Howard (série “Empire”), Sidse Babett Knudsen (série “Westworld”), Mireille Enos (“Guerra Mundial Z”), Holliday Grainger (“Cinderela”), Benedict Wong (“Doutor Estranho”) e Geraldine Chaplin (“O Lobisomem”). A série também tem grandes nomes em seus bastidores, como os diretores Alan Taylor (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”), Tom Harper (“A Mulher de Preto 2: O Anjo da Morte”), Dee Rees (“Bessie”), Francesca Gregorini (“A Grande Ilusão”), Julian Jarrold (“Brideshead Revisited – Desejo e Poder”) e os roteiristas David Farr (“Hanna”), Ronald D. Moore (criador da série “Battlestar Galactica”), Travis Beacham (“Círculo de Fogo”), Tony Grisoni (“Medo e Delírio”) e Matthew Graham (criador da série “Life on Mars”). A 1ª temporada tem 10 episódios. Mas há um paradoxo nasua divulgação. Como se trata de coprodução, a Amazon lançou o primeiro trailer após o Channel 4 britânico já ter exibido três episódios no Reino Unido, além de ter licenciada sua transmissão na Austrália. Mesmo assim, a estreia nos Estados Unidos foi agendada para 2018, ainda sem data definida.
Keanu Reeves volta à sci-fi no trailer de Replicas
Foi divulgado o primeiro trailer da sci-fi indie “Replicas”, que marca a volta de Keanu Reeves ao gênero, uma década após o remake de “O Dia em que a Terra Parou”. O ator domina as cenas e as ações da prévia, como um cientista que usa sua pesquisa de clonagem genética para trazer sua família de volta à vida, após um grave acidente de carro. Claro que há consequências quando se brinca de Dr. Frankenstein, mas o protagonista não parece disposto a ouvir nada nem ninguém, como demonstra o vídeo. O filme tem direção de Jeffrey Nachmanoff (“O Traidor”) e também inclui no elenco Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”), Thomas Middleditch (série “Silicon Valley”) e Emily Alyn Lind (“Quando as Luzes se Apagam”). Exibido no Festival de Toronto, o filme ainda não possui previsão de estreia.
Vídeo de Stranger Things relaciona eventos e filmes de 1984 com a trama da 2ª temporada
A Neflix divulgou um novo vídeo de “Stranger Things”, que relaciona eventos reais e filmes de 1984 com a trama da 2ª temporada da série. A trama do segundo ano se passa em 1984, enquanto os cidadãos de Hawkins, Indiana, ainda estão se recuperando dos horrores do Demogorgon e dos segredos do Laboratório de Hawkins. Will Byers foi resgatado do Mundo Invertido, mas uma entidade maior e mais sinistra ainda ameaça os que sobreviveram. Os novos episódios de “Stranger Things” estreiam em 27 de outubro, no fim de semana que antecede o Halloween.
Josh Hutcherson é Future Man no primeiro trailer da série produzida por Seth Rogen
A plataforma de streaming Hulu divulgou o pôster e o primeiro trailer da série de comédia sci-fi “Future Man”, estrelada por Josh Hutcherson (“Jogos Vorazes”), que detalha bastante a premissa e assume suas referências de sci-fi dos anos 1980. A trama gira em torno de Josh Futturman (Hutcherson), que é apenas um faxineiro durante o dia, mas de noite se transforma num gamer de nível mundial. Ele tem um péssimo emprego no centro de pesquisas de disfunções sexuais Devlin e a única coisa em que se destaca é o Cybergeddon, game ambientado em um futuro distópico em que seu personagem, Future Man, é o campeão do mundo. Mas quando ele ultrapassa o último nível, os personagens vão ao mundo real avisá-lo que o jogo era na verdade um vídeo de treinamento, e que ele fora selecionado para viajar no tempo e ajudá-los a salvar o mundo. Neste ponto, a história evoca “O Último Guerreiro das Estrelas” (1984), coincidência que, num instante de clareza, o próprio personagem comenta. Vale observar que, em vez de ir ao futuro, ele é levado ao passado para impedir que o responsável pelo fim do mundo possa dar início à catástrofe. E é simplesmente seu chefe, vivido no presente por Keith David (“A Viagem”). Assim, a história também evoca “O Exterminador do Futuro” (1984) e “De Volta ao Futuro” (1985), com Futturman encontrando versões jovens de seu chefe e até de seus próprios pais… nos anos 1980. A atração foi concebida pela dupla Kyle Hunter e Ariel Schaffir, roteiristas da comédia “Sexo, Drogas e Jingle Bells”, e a produção é de outra dupla, Seth Rogen e Evan Goldberg, diretores-roteiristas de “A Entrevista”, criadores da série “Preacher” e, claro, também produtores de “Sexo, Drogas e Jingle Bells”. Além de produzir, Rogen e Goldberg ainda dirigem o primeiro episódio. A série terá todos os seus episódios laçados de uma vez em 14 de novembro. A prática é comum na Netflix, mas representa uma novidade na Hulu, que costuma seguir o padrão televisivo de disponibilizar um episódio diferente por semana.
Blade Runner 2049 tem tantas ideias promissoras que poderia ser uma minissérie
Na tela em 1982, “Blade Runner” causou certo estranhamento. Era enigmático, escuro e fora do padrão. Se a estética não parece tão estranha agora, foi porque a publicidade, o cinema, os clipes, todo mundo assimilou o visual e tentou capturar a atmosfera. Em casos assim é muito comum a indústria destruir o que antes parecia fresco e autêntico. Não aconteceu com esse clássico. Revendo o filme, o senso de mistério persiste, a trama ilumina algumas questões, mas deixa várias implicações a margem para o espectador deduzir. O prazer de rever “Blade Runner” continua justamente pelas entrelinhas. Parece que há sempre algo novo a ser descoberto. O novo “Blade Runner 2049” tem bem pouco disso. Existe uma trama de mistério, mas ela é confortavelmente solucionada pra ninguém sair da sala com uma preocupação nova. É um espetáculo bem produzido e bonito, com duas reviravoltas surpreendentes, mas com um acumulo de detalhes pensados para tornar o todo mais complexo, que precisava ser melhor depurado. São 2 horas e quarenta de filme contra os 119 minutos do Blade Runner original. Deve-se desanimar com isso? Não. O filme tem força. A maior delas é o carinho, o amor com que o diretor Dennis Villeneuve se debruça sobre o baú de relíquias do clássico de Ridley Scott sem se intimidar em tatear esse mundo. O roteiro co-escrito por Michael Green (de “Logan”) e Hampton Fancher (que escreveu o original) alinha ideias para uns quatro filmes. Todas muito boas, mas desperdiçadas. A começar pelo paralelo entre os protagonistas. Aparentemente no primeiro filme, Harrison Ford era o humano que rastreava e matava os sintéticos humanoides reconstruídos com DNA humano, os chamados replicantes. O olhar para esses seres vinha de fora. Em “Blade Runner 2049”, a perspectiva desde o princípio vem de dentro. Ryan Gosling (“La La Land”) é KD6-3.7, um replicante que caça replicantes. E ele é a escolha perfeita para o Departamento de Polícia de Los Angeles. Uma máquina que sabe exatamente o que fazer e pouco se lixa para o que cada morte significa. Essa pelo menos é a impressão que “K” passa a chefe do departamento, a tenente Joshi (Robin Wright, da série “House of Cards”). No íntimo, porém, o replicante revela-se um sujeito cheio de duvidas. Um caixão enterrado sob uma árvore seca aumenta ainda mais as incertezas de K. Dentro, encontra-se a ossada de uma mulher desconhecida. O legista diz que a vítima morreu de complicações de parto. Quando examinam os pormenores, descobrem uma costela marcada com número de série: a mulher era uma replicante. Deveria ser impossível um ser sintético engravidar, mas aconteceu. Esta descoberta é o incidente propulsor do filme. Para a tenente Joshi, a reprodução de replicantes representa uma ameaça para os principados da criação e para o equilíbrio social. Mas para o empresário Niander Wallace (Jared Leto, de “Esquadrão Suicida”), o diabólico sucessor da Tyrell Corporation, a fábrica de replicantes, representa uma oportunidade. Se os replicantes são capazes de se reproduzir por conta própria, eles podem ser peões de uma nova ordem. Desta forma, K encontra-se no centro de um conflito político. Ele é designado para encontrar e matar a criança que cresceu, tornou-se adulta e que ninguém sabe o paradeiro. Nessa missão, K esbarra em dois grupos inimigos, um que pretende interferir, e outro que tem a intenção de ajudá-lo. A quantidade de história aqui é suficiente para construir uma minissérie, mas em sua ambição, Villeneuve mira o além. Ele insere as ruminações sombrias do caçador de replicantes sobre a natureza da espécie humana, da espécie sintética e sobre o futuro da vida na Terra. Curioso que o aspecto mais promissor do filme envolva uma meditação periférica. Sim, tem mais uma! Trata-se de uma reflexão sobre as fronteiras do palpável e o virtual numa sociedade altamente tecnológica. Primeiro vemos como K lida com essa virtualidade em casa. Ele tem uma namorada chamada Joi (a cubana Ana de Armas), que simplesmente é um holograma. É comovente como são apaixonados e como sustentam a relação mesmo sem um beijo real. Na esperança de consolar o parceiro, a mulher holográfica contrata uma prostituta para fazer sexo com K. E numa jogada de mestre, sincroniza sua imagem sobre o corpo da outra para que a ilusão do sexo palpável seja plena. O trecho, sem sombra de dúvida, é o maior momento do filme. Uma inquietante sequência de amor em que o protagonista se vê enlaçado por um corpo real e outro virtual de duas cabeças, quatro mãos e quatro pernas que iludem e ao mesmo tempo fornecem o sentido do quanto o amor é um sentimento rico, vasto e complexo. Há outra cena preciosa, dentro de um casino antigo, onde os hologramas de artistas mortos podem ser vistos com o simples acionamento de um botão. Assim Elvis reaparece cantando em seu macacão branco. Marilyn comparece sedutora com a saia branca esvoaçante, seguido por Liberace ao piano e Sinatra entoando uma canção romântica. Uma sublime melancolia se instala nessa ocasião. Elvis, Marilyn, Sinatra são emblemas de um outro tempo, um passado simples, quando todos entendiam o que significava ser humano. Não há tal compreensão no mundo de 2049. No filme é impossível dizer a um ser sintético o que o torna mais humano, assim como parece igualmente complicado reforçar nos humanos seus traços civilizados. Isso implica em todo tipo de questões existenciais. Talvez os replicantes sejam como seres humanos e tenham uma alma. Ou talvez os humanos sejam como replicantes, tudo seja mecanicista, e toda a noção da alma não passe apenas de fantasia. “Blade Runner 2049” roça nessas ideias densas e promissoras. Pena que o roteiro esteja tão inflado delas. Em vez do desenvolvimento, temos apenas a amostragem. Nesse sentido, Villeneuve foi mais feliz em seu filme anterior, “A Chegada”. Esse novo bem que tenta alcançar o brilho neon-noir esfumaçado do Los Angeles de Ridley Scott, mas não é fácil redefinir o mapa de nossos sonhos coletivos. Isso é ruim? Certamente, não. Seria um descaso não mergulhar na experiência proposta. A satisfação é imediata, mas há o que pensar, uma quantidade razoável para sentir e até para ver. E não é todo dia que temos uma oportunidade dessas.
Roteiro da continuação de No Limite do Amanhã já está pronto
O diretor Doug Liman revelou que Christopher McQuarrie já terminou o roteiro da sequência de “No Limite do Amanhã”, mas ainda não há previsão para o começo das filmagens, porque está sendo difícil conciliar sua agenda com a dos astros Tom Cruise e Emily Blunt. “Tom e Emily estão realmente empolgados para fazer o filme. Já temos um roteiro, só estamos tentando encontrar tempo para fazer a agenda, entre os meus compromissos, os de Emily e Tom”, ele explicou, em entrevista ao site Collider. “Esse é um daqueles casos que a sequência vêm do melhor lugar possível, que não é algo como o estúdio dizendo ‘hey, achamos que podemos fazer mais dinheiro. Vamos fazer outro’. Essa sequência foi originada com os fãs do primeiro longa, que continuaram vindo até Tom, Emily e eu e nos dizendo o quanto amaram o filme e se estávamos pensando na sequência. E tantas pessoas falaram isso para nós que finalmente pensamos: ‘Como seria uma sequência?’. E terminamos com Chris McQuarrie criando uma história incrível”. “Realmente é algo que vem do coração”, ele acrescentou. “Eu nunca tinha trabalhado com Tom nessas grandes franquias, então tudo o que sempre o vi fazer, ou trabalhar com ele, vem do coração da forma mais pura. Quero dizer, ele sempre pensa em seus fãs, sempre pensa no público. Ele não é um desses astros que pensa que é santificado. Ele genuinamente entende que é uma estrela porque as pessoas gostam dos seus filmes. E ele quer entregar isso para essas pessoas”. O filme original acompanhava o inexperiente Tenente Bill Cage (Cruise), enviado sem preparo para lutar contra uma invasão de alienígenas na Terra, e por isso acabava morto em minutos. Mas o contato direto com a espécie extraterrestre cria um fenômeno, lançando-o de volta no tempo no momento de sua morte, de modo que ele passa a reviver os mesmos eventos outra vez. O efeito se repete cada vez que ele morre, o que o leva a lutar a mesma batalha várias vezes. Até descobrir que a personagem de Emily Blunt também enfrentou o mesmo paradoxo e se oferece para treiná-lo e transformá-lo num militar experiente em “apenas um dia”. Doug Liman e Tom Cruise voltaram a se juntar em “Feito na América”, atualmente em cartaz nos cinemas. No momento, o diretor filma a ficção científica “Chaos Walking”. Já Tom Cruise está se recuperando de um acidente no set do sexto “Missão Impossível”, dirigido por McQuarry, e Emily Blunt finalizou as filmagens da continuação de “O Retorno de Mary Poppins”.
Último trailer de Blade Runner 2049 traz diversas cenas inéditas
A Warner divulgou um trailer final “Blade Runner 2049”, repleto de cenas inéditas. Há até uma aparição de Edward James Olmos, que retoma seu papel do primeiro filme, Gaff. Mas o que mais chama atenção é a grandiosidade das cenas, que revelam um futuro muito mais sombrio que o longa original, submerso na poluição do ar, no lixo e na miséria. Escrita por Hampton Fancher (também do primeiro “Blade Runner”) e Michael Green (“Logan”), a continuação gira em torno da investigação de um novo caçador de androides (blade runner), o oficial K (Ryan Gosling, de “La La Land”), que descobre um segredo há muito tempo enterrado com o potencial de mergulhar o que resta da sociedade no caos. A descoberta o leva a uma busca por Rick Deckard (Harrison Ford), o ex-blade runner que está desaparecido há 30 anos. O elenco ainda inclui Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), Robin Wright (série “House of Cards”), Ana de Armas (“Bata Antes de Entrar”), Sylvia Hoeks (“O Melhor Lance”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Mackenzie Davis (série “Halt and Catch Fire”), Lennie James (série “The Walking Dead”), Hiam Abbass (“Êxodo: Deuses e Reis”), Barkhad Abdi (“Capitão Phillips”), Carla Juri (“Zonas Úmidas”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), Wood Harris (“Creed”) e Tómas Lemarquis (“X-Men: Apocalypse”). O filme tem direção de Villeneuve (“A Chegada”) e produção de Ridley Scott, que dirigiu o “Blade Runner” original de 1982, e as primeiras críticas falam em “obra-prima”. A estreia acontece na quinta (5/10) no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.












