Emma Roberts e Milla Jovovich vão estrelar sci-fi do diretor de Colossal
As atrizes Emma Roberts (série “Scream Queens”) e Milla Jovovich (da franquia “Resident Evil”) vão estrelar “Paradise Hill”, nova sci-fi concebida por Nacho Vigalondo, o diretor espanhol de “Colossal”. Desta vez, ele contribui apenas com o roteiro, que será dirigido pela estreante Alice Waddington, vinda da publicidade e do mercado de videoclipes espanhóis. A trama se passa no futuro próximo e segue Uma (Roberts), que um dia acorda em Paradise Hills, uma clínica de alta classe, localizada numa ilha isolada, para onde as famílias endinheiradas enviam suas filhas para serem “reformadas”. O elenco ainda inclui Eiza González (“Em Ritmo de Fuga”), Jeremy Irvine (“Cavalo de Guerra”) e Awkwafina (do vindouro “Oito Mulheres e um Segredo”), e ainda não há previsão de estreia.
Veja 22 fotos de Han Solo: Uma História Star Wars
A Disney divulgou 22 fotos de “Han Solo: Uma História Star Wars”, que podem ser conferidas abaixo. Além de registrar cenas inéditas, a seleção de imagens inclui versões limpas de fotos divulgadas previamente com o logotipo da revista Entertainment Weekly. As imagens destacam as versões jovens dos conhecidos Han Solo (Alden Ehrenreich, de “Ave César!”), Chewbacca (Joonas Suotamo) e Lando Calrissian (Donald Glover, de série “Atlanta”), bom como os novos personagens Qi’Ra (Emilia Clarke, de “Game of Thrones”), Tobias Beckett (Woody Harrelson, de “Planeta dos Macacos: A Guerra”), Val (Thandie Newton, da série “Westworld”) e efeitos visuais de naves e robôs. O longa tem roteiro do veterano Lawrence Kasdan (“O Império Contra-Ataca”) e de seu filho Jon Kasdan (“A Primeira Vez”), e bastidores tumultuados de direção: Ron Howard assina a versão final, após a demissão da dupla Christopher Miller e Phil Lord (“Anjos da Lei”) pela Lucasfilm, no meio das filmagens. A estreia de “Han Solo” está marcada para 24 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Elle Fanning é alienígena punk em novo trailer de Como Falar com Garotas em Festas
A A24 divulgou o pôster e o trailer americano de “How to Talk to Girls at Parties”, adaptação do conto premiado “Como Falar com Garotas em Festas” de Neil Gaiman (autor de “American Gods”), em que Elle Fanning (“Demônio de Neon”) vive uma alienígena. A história acompanha um grupo de jovens punks de Londres, em 1977, que vão parar numa festa estranha, e logo descobrem que as garotas do lugar são mais do que aparentam ser. A turista espacial vivida por Fanning resolve seguir com um dos adolescentes, escapando de seu grupo de excursão para explorar o lugar mais perigoso da galáxia, o subúrbio londrino de Croydon. A direção é de John Cameron Mithell (“Reencontrando a Felicidade”), que também assina o roteiro em parceria com Philippa Goslett (“Poucas Cinzas: Salvador Dalí”). O elenco inclui Alex Sharp (“O Mínimo para Viver”), Nicole Kidman (“O Estranho que Nós Amamos”), Ruth Wilson (série “The Affair”), Matt Lucas (série “Doctor Who”), Tom Brooke (série “Preacher”) e Abraham Lewis (série “Guerilla”). Exibido no Festival do Rio, o filme ainda não tem previsão de estreia comercial no Brasil, mas chega aos cinemas dos Estados Unidos e Reino Unido em maio.
Jogador Nº 1 estreia em 1º lugar na América do Norte
“Jogador Nº 1” estreou em 1º lugar nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá no fim de semana, confirmando expectativas da indústria, mas com um desempenho menor que o esperado, tendo em vista o forte investimento de marketing da Warner. O resultado evoca o grande paradoxo da carreira de Spielberg. Apesar de ser celebrado como um dos responsáveis por instituir os veraneios de blockbusters nos Estados Unidos, o diretor não costuma lançar filmes na estratosfera, como os longas de super-heróis atuais. Para se ter ideia, apenas um título de sua fimografia abriu acima dos US$ 100 milhões na América do Norte: “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal”, em 2008. Por isso, os US$ 41,2M de “Jogador Nº 1” representam a 5ª maior abertura doméstica de toda a carreira do cineasta, entre “Jurassic Park” (US$ 47M) e “Minority Report” (US$ 35,6M). Outro aspecto da filmografia de Spielberg é que a arrancada relativamente fraca de suas obras costuma ser compensada por maior tempo de permanência no ranking, o que faz com que acabem rendendo mais a longo prazo. Sabendo dessa característica, a Warner antecipou o lançamento de “Jogador Nº 1” na quinta-feira (29/3), apostando numa estreia ampliada de quatro dias. O resultado foi um total de US$ 53,21M. O sucesso foi maior no exterior, elevando a soma mundial a US$ 181,2M. Mas, com um orçamento estimado em US$ 175 milhões, “Jogador Nº 1” terá que manter a escrita de longevidade dos filmes do diretor para se pagar. A programação norte-americana registrou ainda mais dois lançamentos. “Acrimony” abriu em 2º lugar, causando muita surpresa. Afinal, é mais um dos muitos filmes feitos em série pelo diretor Tyler Perry, que nem sequer chegam em vídeo ao Brasil. Com reles 28% de aprovação, “Acrimony” é somente o primeiro dos três filmes que ele pretende despejar nos cinemas americanos em 2018. E, logicamente, não tem previsão de desembarque no país. A última estreia foi o terceiro “Deus Não Está Morto”. O lançamento religioso tentou aproveitar a data do feriadão de Páscoa para servir de opção cristã nos cinemas. Mas não entrou nem no Top 10, numa rejeição do público ao conteúdo manipulativo da franquia – podrão, com 15% de aprovação no Rotten Tomatoes. Lançado em 1,6 mil salas, “Deus Não Está Morto – Uma Luz na Escuridão” abriu em 12º lugar, atrás do fenômeno “Ilha dos Cachorros”, que faturou bem mais em 165 salas apenas. Vale observar ainda a queda de “Círculo de Fogo: A Revolta”. Líder do levantamento passado, repetiu o tombo de “Tomb Raider” e caiu para o 5º lugar em sua segunda semana em cartaz. Confira abaixo os rendimentos dos 10 filmes mais vistos no final de semana nos Estados Unidos e no Canadá. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Jogador Nº 1 Fim de semana: US$ 41,2M Total EUA e Canadá: US$ 53,2M Total Mundo: US$ 181,2M 2. Acrimony Fim de semana: US$ 17,1M Total EUA e Canadá: US$ 17,19M Total Mundo: US$ 17,1M 3. Pantera Negra Fim de semana: US$ 11,2M Total EUA e Canadá: US$ 650,6M Total Mundo: US$ 1,2B 4. Eu Só Posso Imaginar Fim de semana: US$ 10,7M Total EUA e Canadá: US$ 55,5M Total Mundo: US$ 55,5M 5. Círculo de Fogo: A Revolta Fim de semana: US$ 9,2M Total EUA e Canadá: US$ 45,6M Total Mundo: US$ 231,9M 6. Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim Fim de semana: US$ 7M Total EUA e Canadá: US$ 22,8M Total Mundo: US$ 30,8M 7. Com Amor, Simon Fim de semana: US$ 4,8M Total EUA e Canadá: US$ 32,1M Total Mundo: US$ 33,7M 8. Tomb Raider Fim de semana: US$ 4,7M Total EUA e Canadá: US$ 50,5M Total Mundo: US$ 245,1M 9. Uma Dobra no Tempo Fim de semana: US$ 4,6M Total EUA e Canadá: US$ 83,2M Total Mundo: US$ 104,3M 10. Paulo – Apóstolo de Cristo Fim de semana: US$ 3,5M Total EUA e Canadá: US$ 11,5M Total Mundo: US$ 11,5M
Fãs descobrem vídeo secreto de Westworld com publicidade sangrenta da empresa Delos
O trailer de “Westworld”, divulgado na última quinta-feira (29/3), continha uma surpresa: um código secreto, que alguns fãs decifraram, obtendo acesso a um novo vídeo. Trata-se de uma propaganda defeituosa (um suposto arquivo corrompido) sobre a Delos, empresa responsável pela construção do parque temático da série. Os “defeitos” especiais revelam detalhes sangrentos, que não são exatamente boa publicidade. Veja abaixo. Inspirada no longa “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), escrito e dirigido por Michael Crichton (o autor de “Parque dos Dinossauros”), a série foi criada pelo casal Jonathan Nolan (roteirista de “Interestelar” e criador da série “Person of Interest”) e Lisa Joy (roteirista da série “Pushing Dasies”), e tem produção do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”). A estreia da 2ª temporada está marcada para 22 de abril.
Jogador Nº 1 é o maior “ovo de Páscoa” do mundo
Easter Egg, em tradução literal, é o famoso “ovo de Páscoa”. Usado no vocabulário nerd, o termo passou a significar aquela referência meio oculta, uma piscadinha para o fã dentro de filmes, livros e histórias em quadrinhos. Algo que é preciso procurar com cuidado para encontrar, tal qual as buscas por ovos de páscoa escondidos que as crianças fazem. Mas numa época em que o ovo de chocolate já não é suficiente em si mesmo, precisando oferecer os brindes mais diversos e sofisticados para consumo, “Jogador Nº1” vem para suprir a gula de um público ávido por referências sem que ele precise se esforçar para se se sentir recompensado. Assim como no livro de mesmo nome escrito por Ernest Cline, o filme inverte as coisas e coloca em primeiro plano aquilo que era divertido encontrar exatamente por estar escondido. Neste sentido, as referências são muito mais uma matrioska do que um ovo: são informações dentro de informações, dentro de informações. E tudo muito fácil e muito rápido para dar a sensação boa de saciamento imediato. “Jogador Nº 1” é, para o bem ou para o mal, o reflexo do que se tornou a cultura pop contemporânea. E por isso mesmo pode ser divertido pra caramba – e completamente alienado. Cheia de nostalgia por filmes, videogames e quadrinhos, a fábula distópica que imagina um mundo em que as pessoas vivem em um universo virtual chamado Oasis acompanha Wade Watts (Tye Sheridan) em sua busca pelos easter eggs deixados neste mundo de fantasia por seu inventor, James Halliday (Mark Rylance). É uma caça ao tesouro de escala épica em que quem encontrar o “ovo” herdará a maior fortuna que existe. Nesta mistura de “A Fantástica Fábrica de Chocolates” com “O Código da Vinci”, “Jogador Nº 1” abraça sem medo a explosão visual pop, debulhando informações no ritmo de uma leitura dinâmica. Se em “The Post” Steven Spielberg reverenciava seus colegas dos anos 1970, aqui ele mira não apenas em si mesmo, mas também em diretores contemporâneos que por sua vez foram influenciados por ele mesmo, de Peter Jackson a (pasme) Michael Bay. Há uma energia impressionante nas cenas de ação, dosada por uma abordagem ingênua das situações, resultando em uma aventura que não se pretende ser nada mais do que aparenta. A discussão social sobre a sociedade distópica fora do Oasis, que já não era muito aprofundada no livro, é praticamente anulada no filme, que assume para si a carapuça de fuga alienante da realidade assim como o universo virtual que retrata. As mudanças em relação ao livro são bem-vindas, priorizando aquilo que ficaria melhor na linguagem audiovisual. E a trilha sonora de Alan Silvestri funciona muito bem em parceria com clássicos pop que fazem abrir um sorriso aos primeiros acordes. Já o mundo do Oasis no filme é a melhor experiência digital de imersão no cinema desde “Avatar”. As contrapartes virtuais dos personagens convencem totalmente, com uma dinâmica do grupo dos protagonistas que, apesar de apressada, é cativante. O filme segue a estrutura simples de sucessos de Hollywood da década de 1980 para oferecer uma mise-en-scene de timeline de redes sociais, repleta de dados variados jogados uns sobres os outros. E se exagera na narração e nos diálogos pra lá de expositivos, o filme compensa na forma fluída com que nos leva para acompanhar as fases da jornada de seu protagonista. É uma aventura ágil e divertida que apresenta uma realidade em que tudo é um jogo e todo mundo acha que merece ser premiado. Wade não é um “escolhido”, é apenas um jovem com milhares de horas conectado. Seus amigos e sua rebelião não se organizam por aprofundamento ideológico, mas simplesmente por uma afinidade nos laços da bolha virtual. O universo que habitam é da hiperatividade e do consumo desenfreado de informações rasas. Tudo narrado com bastante redundância. “Jogador Nº 1″ é o “Matrix” da geração Youtube.
Série Beyond é cancelada após 2ª temporada
O canal pago Freeform cancelou a série sci-fi “Beyond” após o final de sua 2ª temporada. O anúncio foi feito uma semana após a exibição do último episódio. A decisão foi consequência da queda vertiginosa de audiência. A série estrelada pelo jovem Burkely Duffield (da série “House of Anubis”) perdeu nada menos que metade do público entre o primeiro e o segundo ano de sua produção, o que justificou seu fim. Criada por Adam Nussdorf (roteirista da série “Tron: Uprising”), com coprodução de Tim Kring (criador de “Heroes”) e David Eick (cocriador de “Battlestar Galactica”), “Beyond” acompanhava um menino que após ficar em coma por 12 anos, acorda com visões e superpoderes, mas não faz ideia sobre como controlá-los nem porque outras pessoas parecem saber mais sobre isso que ele próprio, em meio a uma perigosa conspiração. O elenco também incluía Dilan Gwyn (série “Da Vinci’s Demons”), Romy Rosemont (série “Glee”), Michael McGrady (série “American Crime Story: The People vs. O.J. Simpson”), Jonathan Whitesell (série “The 100”), Jeff Pierre (série “Shameless”) e Peter Kelamis (série “Stargate Universe”).
Sci-Fi espanhola Órbita 9 ganha trailer legendado
A Netflix divulgou o trailer legendado da sci-fi espanhola “Órbita 9”. A prévia resume a trama, que parte de uma manipulação de perspectiva. Uma garota criada a vida inteira isolada no espaço é impactada pelo primeiro contato com um homem, que vem à sua estação espacial fazer manutenção. O detalhe é que ela não está realmente no espaço, mas trancada numa instalação subterrânea, sem saber que é parte de uma experiência científica sobre isolamento. O filme marca a estreia na direção de Hatem Khraiche (roteirista de “Retornados”) e é estrelado por Clara Lago (“Fim dos Tempos”) e Álex González (“X-Men: Primeira Classe”). O lançamento original aconteceu há um ano na Espanha, e a estreia na Netflix está marcada para 6 de abril.
Diretor de Invocação do Mal vai adaptar o clássico Tommyknockers de Stephen King
Um dos poucos livros clássicos de Stephen King que permanecem inéditos no cinema vai virar uma produção de James Wan, o diretor e produtor da franquia “Invocação do Mal”. Trata-se de “The Tommyknockers”, escrito por King em 1987. Assim como “It – A Coisa”, o livro foi adaptado apenas como minissérie nos anos 1990. E Wan se juntou justamente ao produtor do filme “It”, Roy Lee, e ao produtor da versão televisiva de 1993, Larry Sanitsky, para adquirir os direitos da produção. Wan não deve dirigir o filme, mas, segundo a revista The Hollywood Reporter, está encabeçando discussões com interessados, entre estúdios de Hollywood e plataformas de streaming. “É um conto alegórico de vício (Stephen estava lutando com o seu na época), a ameaça da energia nuclear, o perigo da histeria em massa e o absurdo da evolução tecnológica. Temas tão relevantes hoje quanto o dia em que o romance foi escrito. É também uma história sobre o poder eterno do amor e a graça da redenção”, escreveu Sanitsky, que detém os direitos de exibição, em uma apresentação enviado a interessados na produção e obtido pela THR. Lançado no Brasil como “Os Estranhos – Tommyknockers”, o livro foi uma das primeiras incursões de King na ficção científica, e inclui vários clichês do gênero, como a população possuída de uma cidadezinha, ao estilo de “Vampiro de Almas” (1956). Mesmo assim, vendeu mais que todos os clássicos do escritor, incluindo “It”, “O Iluminado” e “Carrie”. A história se numa cidade no Maine – obviamente – que sofre a influência do vazamento de um gás perigoso vindo de uma nave espacial desenterrada. O gás começa a transformar as pessoas, dando-lhes habilidades aprimoradas, mas também tornando-as violentas e sujeitas a objetivos alienígenas. Apenas um homem se mostra imune, graças a uma placa de aço na cabeça, e tenta impedir os demais moradores. A minissérie da rede ABC, estrelada por Jimmy Smits, Marg Helgenberger e a ex-porn star Traci Lords, foi um enorme sucesso de audiência. Vinte anos depois, em 2013, a NBC anunciou que faria outra adaptação, mas esses planos nunca saíram do papel.
Clima épico e surpresas do trailer da 2ª temporada de Westworld são de cair o queixo
A HBO divulgou o trailer completo da 2ª temporada de “Westworld”. E é de cair o queixo. Épico, explosivo, tenso e surpreendente, altera momentos plácidos com surtos maníacos, como uma música do Nirvana. A comparação vem imediatamente à mente por conta da trilha escolhida, uma versão orquestral de “Heart Shaped Box”. A edição das cenas, entre idas e vindas, torna difícil precisar exatamente o que acontece – o que é uma qualidade dos melhores trailers. Mas algumas cenas são tão inesperadas que chamam mais atenção, como a caminhada de Maeve (Thandie Newton) entre samurais e a descoberta de Dolores (Evan Rachel Wood) de um mundo repleto de prédios modernos. Não faltam cowboys, índios, exército contemporâneo, tiroteios, massacres e cenas de guerra de dar vergonha à temporada de “guerra total” de “The Walking Dead”. Inspirada no longa “Westworld – Onde Ninguém Tem Alma” (1973), escrito e dirigido por Michael Crichton (o autor de “Parque dos Dinossauros”), a série foi criada pelo casal Jonathan Nolan (roteirista de “Interestelar” e criador da série “Person of Interest”) e Lisa Joy (roteirista da série “Pushing Dasies”), e tem produção do cineasta J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”). A estreia da 2ª temporada está marcada para 22 de abril.
Cinemas recebem nova sci-fi de Steven Spielberg e a biografia de Edir Macedo
A programação da semana destaca a nova sci-fi de Steven Spielberg, uma fantasia grandiosa da Disney e a hagiografia de Edir Macedo, todos candidatos a blockbuster – o filme do fundador da Igreja Universal já arrasa quarteirões, com 4 milhões de ingressos vendidos antecipadamente e ocupação de 1.108 salas. Lembrando que o circuito cinematográfico brasileiro é de pouco mais de 3 mil telas e que há outros filmes muito bem sucedidos em cartaz, cabe a pergunta: tem espaço para tudo isso ao mesmo tempo? A Record está buscando uma alternativa com exibições itinerantes de “Nada a Perder” para somar à blitz da pré-venda, supostamente responsável por já ter esgotado os ingressos desse fim de semana. A popularidade do filme é impressionante, e tende a ser incensada, porque é o único aspecto visível da produção para a imprensa. Só os amigos e funcionários da Record foram convidados a assistir ao longa antes da estreia, por isso o lançamento chega aos cinemas sem críticas. Foi escondido da imprensa, talvez como estratégia para não colocar tudo a perder. Mas há relatos de que teria sido finalizado apenas na semana passada, o que realmente dificultaria sessões antecipadas. Rumores também dizem que o filme tem o maior orçamento da história do cinema brasileiro, superando os R$ 25 milhões, e recorde de figurantes, mobilizando 30 mil pessoas numa única cena. Mas os gastos teriam sido contrabalanceados com contratos internacionais – já estaria negociado em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A trama se estende por três décadas e inclui a fundação da Igreja Universal do Reino de Deus e a compra da rede Record. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco inclui Petronio Gontijo (da novela “Os Dez Mandamentos”) como Edir Macedo, além de Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”). Superproduções de Hollywood Se o filme de Edir Macedo é um mistério, a nova sci-fi de Steven Spielberg já foi aprovada pela crítica norte-americana. “Jogador nº1” teve premières aplaudidas e elogios rasgados da imprensa geek, por sua capacidade de transformar nostalgia em fonte de referências, com recorde de easter eggs espalhados na tela. Mas também houve ponderações – as animações de seu mundo virtual são antiquadas, a ação do mundo real menos interessante, etc. – , que evitaram a unanimidade e a multiplicação exagerada de exclamações de obra-prima. Mesmo assim, atingiu 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. O longa que marca a volta de Spielberg à ficção científica é uma adaptação do livro homônimo de Ernie Cline. A história se passa em 2044, quando a humanidade se conecta no Oasis, uma utopia virtual, onde as pessoas podem viver o que sonham, interagir com outros jogadores e até se apaixonar. Mas o protagonista Wade Watts (Tye Sheridan, de “X-Men: Apocalipse”) quer mais que sonhar. Ele pretende resolver o enigma do criador do Oasis (Mark Rylance, de “Ponte dos Espiões”), que escondeu uma série de pistas na realidade virtual para premiar quem resolvê-las com a herança de sua enorme fortuna – e até o próprio Oasis. Milhões tentam conseguir o prêmio, sem sucesso, mas Wade está na frente da competição. Isto porque as chaves do enigma são baseadas numa cultura esquecida que ele domina: o entretenimento pop dos anos 1980 e 1990. Assim como o personagem procura pistas para o ovo dourado, escondido pelo Willy Wonka futurista, o público também tem centenas de easter eggs na produção para identificar, desde o protagonista da animação “O Gigante de Ferro” (1999) até o DeLorean de “De Volta para o Futuro” (1985). Já “Uma Dobra no Tempo” não se desdobrou como a Disney planejava. O êxito de “Pantera Negra” pode ter canibalizado o interesse no longa. Afinal, a fantasia infantil do estúdio buscava um nicho similar de mercado, com elenco multicultural, protagonista e diretora negras, numa adaptação de obra juvenil adorada por gerações. O fato é que a filmagem do clássico literário de Madeleine L’Engle por Ava DuVernay (“Selma”) implodiu nas bilheterias dos Estados Unidos, atingindo “apenas” US$ 76,3M (milhões) em três semanas. O valor não correspondeu às expectativas do mercado, representando uma volta à “normalidade” para a Disney, que não registrava fracassos clamorosos desde “Alice Através do Espelho” e “O Bom Gigante Amigo”, de 2016. “Uma Dobra no Tempo” teve abertura melhor que esses filmes, mas seu desempenho está à altura da frustração causada por “Tomorrowland” em 2015, que não conseguiu recuperar seu investimento. Embora a Disney não tenha revelado o orçamento da produção, o longa é repleto de efeitos visuais e estrelado por atores de renome – Oprah Winfrey (“Selma”), Reese Witherspoon (“Belas e Perseguidas”) e Mindy Kaling (série “The Mindy Project”) vivem coloridas mulheres místicas – , o que costuma vir com uma etiqueta de preço elevado. Para completar, as críticas não empolgaram. Com 41% de aprovação, foi considerado um “grande desapontamento” (The Wall Street Journal), repleto de efeitos que “não conseguem envolver” (Chicago Sun-Times) e com a profundidade de um “vídeo cheio de cores para distrair as crianças” (The Guardian). Curto-circuito feminino O excesso de superproduções não chega a esgotar completamente o circuito, que ainda traz cinco lançamentos limitados, três deles de ficção e dirigidos por mulheres. O grande filme da pequena lista é “Zama”, coprodução brasileira que foi escolhida para representar a Argentina na busca de uma indicação ao Oscar 2018. Drama épico de Lucrecia Martel ambientado na época da colonização, o longa conta a história de Diego de Zama, um oficial da coroa espanhola do século 18, que se encontra estagnado há anos em um posto de Assunção, no Paraguai, e decide se juntar a um grupo de soldados para capturar um perigoso bandido. Mas, nesses momentos de violência, ele descobre que tudo o que realmente deseja não é uma promoção, mas sobreviver. Lucrecia Martel é conhecida por filmes premiados como “O Pântano” (2001), “A Menina Santa” (2004) e “A Mulher sem Cabeça” (2008), entretanto não filmava há nove anos. “Zama” venceu o prêmio da crítica no Festival de Havana, apareceu em 4º lugar na lista dos melhores filmes de 2017 da revista Sight & Sound (publicação oficial do British Film Institute) e ainda disputa 11 categorias na premiação da Academia Argentina e 8 indicações ao Prêmio Platino. Até o Rotten Tomatoes aprovou, com 86% de avaliação positiva. “Deixe a Luz do Sol Entrar” também traz uma cineasta renomada atrás das câmeras, a francesa Claire Denis, frequentadora assídua dos grandes festivais europeus. A surpresa é que, desta vez, a diretora de dramas pesados como “Chocolate” (1988), “Noites Sem Dormir” (1994), “35 Doses de Rum” (2008), “Minha Terra, África” (2009) e “Bastardos” (2013) opta pela leveza. O filme consiste, basicamente, de uma hora e meia de rejeições, nas quais Juliette Binoche (“Acima das Nuvens”), fotografada como uma jovem, busca e afasta pretendentes. A obra tem sua graça e muito charme, como atesta a aprovação de 89% da crítica norte-americana. Foi premiada na Quinzena dos Realizadores do Festival de Cannes do ano passado e ainda rendeu mais uma indicação ao César de Melhor Atriz para Binoche. Por outro lado, “Madame” não recebeu os mesmos elogios. Trata-se de uma comédia de erros convencional que chama atenção por ser falada em inglês e pelo elenco estrangeiro, com a australina Toni Collette (“xXx: Reativado”) no papel de uma madame que, por superstição, decide que precisa de mais uma mulher para compôr o número de convidados de um jantar fino. Assim, manda uma empregada trocar o uniforme por um vestido de seu closet para fazer figuração. A escolhida é a espanhola Rossy Palma (“Julieta”), velha conhecida dos filmes de Pedro Almodóvar, que acaba encantando um milionário. O mais curioso nessa história de Cinderela é que a madrasta malvada e a fada madrinha são a mesma personagem. Mas o trabalho da diretora francesa Amanda Sthers (“Eu Vou te Fazer Falta”) não passou dos 24% no Rotten Tomatoes. Como sempre, a programação se completa com documentários. “Árvores Vermelhas” é uma produção britânica que revisita o Holocausto, por meio das memórias do pai da diretora Marina Willer e viagem às locações atuais dos antigos cenários de horror na República Tcheca. E “Górgona” retrata a atriz brasileira Maria Alice Vergueiro, com uma extensa carreira nos palcos, que enfrenta dívidas e o mal de Parkinson, sem ter atingido o reconhecimento da indústria cultural.
Rodrigo Santoro posta teaser de Westworld em seu Instagram
O ator Rodrigo Santoro divulgou um teaser de “Westworld” em seu Instagram, antecipando o lançamento do trailer completo da a 2ª temporada, que a HBO irá disponibilizar nesta quinta (29/3). O brasileiro foi destaque entre a primeira leva de fotos dos novos episódios. Na trama, ele vive o pistoleiro Hector. Além dos demais personagens, que incluem Dolores (Evan Rachel Wood), Teddy (James Marsden), Bernard (Jeffrey Wright), Maeve (Thandie Newton), o Homem de Preto (Ed Harris), Ashley (Luke Hemsworth), Charlotte (Tessa Thompson) e a recepcionista Angela (Talulah Riley), a nova temporada deve trazer três novidades interpretadas pelo libanês Fares Fares (“Rogue One: Uma História Star Wars”), o sueco Gustaf Skarsgård (série “Vikings”) e a americana Betty Gabriel (“Corra!”). A 2ª temporada de “Westworld” estreia em 22 de abril. Ready to bring yourself back online? The #Westworld Season 2 trailer drops worldwide tomorrow, March 29 at 11AM ET/8AM PT. Trailer da segunda temporada de #Westworld entra no ar amanhã ao meio dia.? #hbo #ww #hbobr #hectorescaton Uma publicação compartilhada por Rodrigo Santoro (@rodrigosantoro) em 28 de Mar, 2018 às 5:13 PDT
Criador de The Handmaid’s Tale diz que 2ª temporada ainda segue o livro de Margaret Atwood
O roteirista e produtor Bruce Miller, criador da série “The Handmaid’s Tale”, resolveu desfazer uma confusão gerada pela extensão da história numa 2ª temporada. Considerando que a 1ª temporada contou praticamente toda a trama do livro homônimo de Margaret Atwood, lançado no Brasil como “O Conto da Aia”, a continuação do drama de Offred é inédita, mas não foi criada do zero. Miller contou que o posfácio do livro serve como base para os novos capítulos. “As pessoas falam sobre como estamos indo além do livro, mas não na verdade não estamos”, disse o produtor, em entrevista ao site The Hollywood Reporter. “O livro salta 200 anos e apresenta uma discussão acadêmica em seu final, sobre o que aconteceu naquela época. Talvez isso seja tratado como um esboço, mas já está lá no livro de Margaret. Não estamos indo além do romance, estamos apenas abordando um pouco mais devagar um território pelo qual ela passou rapidamente.” A 2ª temporada de “The Handmaid’s Tale” estreia em 25 de abril na plataforma Hulu, que não está disponível no Brasil. Mas será exibida futuramente pelo canal pago Paramount, que está passando a 1ª temporada no país.











