Karn Evil 9: Música da banda Emerson, Lake & Palmer vai virar superprodução sci-fi
A Radar Pictures, produtora dos filmes de “Jumanji” junto da Sony, adquiriu os direitos para transformar a música “Karn Evil 9”, lançada pela banda de rock progressivo Emerson, Lake & Palmer em 1973, numa superprodução de ficção científica. O escritor Daniel H. Wilson, autor do best-seller “Robopocalypse”, foi contratado para desenvolver o roteiro, inspirado no título e na letra da música, gravada por Keith Emerson, Greg Lake e Carl Palmer, e finalizada em parceria com o letrista Peter Sinfield, antigo colaborador da banda King Crimson. A canção fala em uma sociedade dependente de tecnologia, que é controlada por uma tecnocracia difusa e ditatorial. Uma das festas tradicionais dessa sociedade é a celebração anual batizada de “Karn Evil”, um ritual macabro de passagem, que é a chance única dos jovens experimentarem uma liberdade desenfreada, antes de serem subjugados pela classe dominante. Quando algumas pessoas decidem não interromper sua experiência com o Karn Evil, dão início a uma revolução para derrubar o status quo e a inteligência artificial que controla tudo. Ted Field, que produziu mais de 60 filmes, incluindo as franquias “Jumanji” e “Riddick”, atuará como produtor executivo do projeto em nome da Radar. “O mundo visionário que a ELP criou com a gravação ‘Karn Evil 9’ está muito próximo da realidade atual”, disse Field em comunicado sobre o projeto. “Nossa equipe da Radar está ansiosa para trazer essa visão de onde as coisas podem chegar à tela grande e além.” “Estou incrivelmente empolgado em fazer parceria com Ted e Radar para explorar ‘Karn Evil 9’ – um mundo único e emocionante”, completou o escritor Daniel H. Wilson no mesmo comunicado. “Eu não podia pedir melhores colaboradores e mal posso esperar para ajudar a adicionar a franquia ‘Karn Evil 9’ à família Radar.” Ele disse realmente “franquia”, sugerindo que a produção tem como objetivo gerar continuações. Como o projeto está apenas começando, ainda não há diretor, elenco, cronograma de filmagem ou previsão de estreia. Para entrar no clima, conheça a canção, que obrigatoriamente fará parte da trilha sonora. A versão original, lançada no álbum “Brain Salad Surgery”, tem quase meia hora de duração. Tão longa que não coube num lado inteiro do disco de vinil e acabou dividida em quatro faixas/”impressões”, com uma delas transformada em single de pouco mais de quatro minutos. Ouça abaixo a música integral e uma apresentação ao vivo do trecho mais conhecido da canção, batizado de “1st Impression – Part 2”, que abre o lado B do álbum de 1973 – observação: a versão de estúdio é muito menor e não tem solo de bateria interminável.
Maggie Gyllenhaal será mãe de Elvis Presley na cinebiografia do cantor
A atriz Maggie Gyllenhaal vai viver Gladys Presley, mãe de Elvis Presley, na cinebiografia do cantor que será dirigida por Baz Luhrmann (“O Grande Gatsby”). Interesse romântico de Batman em “Cavaleiro das Trevas”, Maggie também é irmã do ator Jake Gyllenhaal (“Homem-Aranha: Longe de Casa”) e estrela da série “The Deuce”, da HBO. Durante a carreira, Elvis falou diversas vezes sobre sua devoção à mãe, que caracterizava como “sua garota nº 1”. Quando o filho começou a passar mais tempo longe de casa para fazer turnês, gravar discos e filmes, Gladys enfrentou períodos de depressão. O elenco do filme destaca ainda Austin Butler (o Tex de “Era uma Vez em Hollywood”) como Elvis, Olivia DeJonge (a Ellie da série “The Society”) no papel de Priscilla e Tom Hanks como o empresário do cantor, Coronel Tom Parker. Além de dirigir, Luhrmann assina o roteiro do longa com Craig Pearce, seu parceiro em “O Grande Gatsby” e “Moulin Rouge”. Outra parceria dos dois filmes, Catherine Martin, servirá como designer de produção e figurinista. Ainda sem título, o filme tem previsão de estreia para outubro de 2021.
Astro mirim de Stranger Things estrela novo clipe do Green Day
O ator adolescente Gaten Matarazzo, mais conhecido como Dustin em “Stranger Things”, é a estrela de “Meet Me On The Roof”, novo novo clipe do Green Day. Passado numa escola, o vídeo traz Gaten tentando impressionar uma garota de forma radical. Ele simplesmente resolve saltar de scooter por cima de uma rampa armada no teto do colégio, ao som da bandinha local, que por acaso se chama Green Day. Vestido numa versão preta do traje heroico e cheio de estrelas do famoso acrobata motoqueiro Evel Knievel, ele impressiona seu público, apenas para passar vexame quando sua lambretinha pifa na beira da rampa. É a deixa para Billie Joe Armstrong aparecer com outro traje clássico, topete e costeletas espessas, como Evel ou Elvis nos anos 1970, para salvar a reputação do lambreteiro, emprestando sua Harley para a manobra arriscada, que, claro, o garoto completa com perfeição. Quem dirige o vídeo é a dupla Brendan Walter & Greg Yagolnitzer, que já tinha trabalhado com Green Day em “Back in the USA” (2017). “Meet Me On The Roof” é o terceiro single do álbum “Father of All Motherfuckers”, que retoma a carreira da banda após grande hiato – desde o lançamento de “Revolution Radio” em 2016.
Eduardo e Mônica ganha pôster e nova data de estreia
A Gávea Filmes divulgou o pôster e uma nova data de estreia de “Eduardo e Mônica”, romance estrelado por Alice Braga (“A Rainha do Sul”) e inspirado na famosa música da banda Legião Urbana. A música, escrita por Renato Russo, conta a história de amor entre dois jovens, um vestibulando de jornalismo e uma estudante de medicina, que eram tão diferentes um do outro que se completaram. Alice Braga vive a Mônica e Gabriel Leone (novela “Os Dias Eram Assim”) é o Eduardo do filme, casal com diferença cultural gritante, que também pertence a gerações diferentes. “O filme é uma delicada história de amor que fala, entre outras coisas, sobre como é possível amar e respeitar quem pensa muito diferente de você”, define o diretor René Sampaio, que é “especialista” em Legião Urbana. Sampaio já levou com sucesso outra música da banda para o cinema, “Faroeste Caboclo” (2013). Por sinal, o elenco coadjuvante do novo filme inclui um integrante da adaptação anterior, Fabricio Boliveira – além de Victor Lamoglia (“Socorro! Virei uma Garota”), Otávio Augusto (“Hebe”), Bruna Spinola (“Impuros”) e Ivan Mendes (“Me Chama de Bruna”). “Eduardo e Mônica”, que tinha previsão de estreia para abril, será lançado nos cinemas em 11 de junho.
Johnny Depp toca em evento de homenagem aos 50 anos do Aerosmith
Johnny Depp se juntou ao Aerosmith para celebrar os 50 anos de carreira do grupo musical, durante uma performance em um jantar de gala na sexta-feira (24/1) em Los Angeles. O ator tocou guitarra durante o avento, como costuma fazer na banda Hollywood Vampires, cuja formação inclui o guitarrista do Aerosmith Joe Perry, além do cantor Alice Cooper, também presente no evento, junto de uma dúzia de artistas, como a banda Foo Fighters, Sammy Hagar, Keisha, John Legend e até os Jonas Brothers, que cantaram os maiores sucessos da banda. Organizado pela Academia das Gravadoras, responsável pelo prêmio Grammy, o evento teve renda revertida para o MusiCares, que oferece serviços de saúde para membros da indústria musical, e foi apresentado pelo comediante britânico Russell Brand, responsável por várias piadas sobre o passado tumultuado da banda e a idade avançada de seus integrantes. “É um milagre que ele ainda esteja vivo!”, disse Brand sobre o cantor Steven Tyler, de 71 anos, chamando-o de o “septagenário mais sexy da história”. O Aerosmith, formado em 1970 em Boston, chegou a ser considerada a resposta americana aos Rolling Stones, por sua fusão de hard rock e blues. Mas a banda implodiu após o final de sua primeira década, quando Tyler e Perry ganharam o apelido de “os gêmeos tóxicos” devido ao uso pesado de drogas. O cantor foi expulso (ou se demitiu, dependendo de quem conta) em 1979 por conta das inúmeras brigas e múltiplas passagens por clínicas de reabilitação. Perry foi reintegrado em 1984, mas o disco lançado em seguida não rendeu hits. A banda praticamente sumiu. Até que o grupo de rap Run-DMC surgiu em sua trajetória. A ideia original era usar a base de um dos antigos sucessos do Aerosmith, “Rock This Way”, numa nova gravação de 1986. Só que as negociações de direitos viraram parceria. Os artistas entraram em acordo e Steve Tyler e Joe Perry se juntaram aos rappers na versão hip-hop da música. O resultado foi histórico: a primeira parceria de rap e rock, que se estendeu ao clipe, um dos vídeos mais importantes da MTV. Foi um verdadeiro fenômeno, que popularizou o rap e trouxe o Aerosmith de volta à ativa. E a banda não decepcionou, lançando vários hits e se transformando numa das bandas de rock mais populares do mundo até os anos 2000. Conflitos internos apareceram novamente em 2009 após Tyler cair do palco e seus companheiros de banda ameaçarem contratar um novo cantor para substituí-lo. “Caso eu caia novamente, coisa que não irei fazer, vocês podem me ajudar a levantar de novo, e eu amo vocês demais por isso”, disse Tyler ao público na sexta-feira, elogiando o trabalho da MusiCares. As disputas apareceram novamente nesta semana quando o baterista Joey Kramer perdeu uma disputa jurídica para tocar no jantar após ficar fora um período por lesão no ano passado. Mas embora não tenha tocado, Kramer esteve junto de seus companheiros no palco para receber a homenagem pelo cinquentenário da banda.
Pearl Jam lança seu primeiro clipe desde 2013
O Pearl Jam está de volta. A principal banda remanescente da era grunge lançou o clipe de “Dance of the Clairvoyants”, primeira faixa de seu novo álbum, “Gigaton”. Os roqueiros americanos não lançavam um disco inédito desde “Lightning Bolt”, de 2013, nem faziam um clipe desde “Sirens”, segundo single daquele álbum. Por isso, a primeira sensação diante do novo trabalho é de choque. Em primeiro lugar, pela textura eletrônica da produção, calcada em sintetizadores e batidas eletrônicas, em vez de guitarras distorcidas. Chega a evocar a transformação sofrida pelo U2 nos anos 1990, mas, de forma inesperada, a influência musical soa mais como os Talking Heads! Também chama atenção a ausência completa dos músicos no vídeo. Tradicionalistas, os integrantes do Pearl Jam geralmente são estrelas de seus próprios clipes. Mas, desta vez, as imagens lembram documentários sobre a natureza realizados para o National Geographic ou para o circuito IMAX, com cenas aceleradas e imponentes de biologia e geologia terrestres, entre incêndios, erupções e desabrochar de flores, brevemente entrecortadas por detalhes musicais – como, por exemplo, a inserção de um auto-falante do “tamanho” da Terra, durante uma montagem com formações arredondadas, de rochas ao planeta. Há um tênue viés de crítica ambiental na letra, “poética” e subjetiva, que uma interpretação bastante esforçada pode entender como justificativa para as imagens. “Esperar a perfeição deixa muito a ignorar. Quando o passado é o presente e o futuro não existe mais, todo amanhã é o mesmo de antes”, canta Eddie Vedder no refrão. “Gigaton” é 11º disco de estúdio da banda, e será lançado em 27 de março.
Edd Byrnes (1933 – 2020)
O ator Edd Byrnes, mais conhecido pela série clássica “77 Sunset Strip”, morreu nesta quinta (9/1) de causas naturais aos 87 anos. Byrnes chegou em Hollywood em 1955, logo após a morte de James Dean, e conseguiu várias papéis pequenos de “rebelde”, entre eles no clássico de reformatório juvenil “Reform School Girl” (1957). Logo conseguiu se destacar como um assassino que penteava compulsivamente seus cabelos em “Uma Vida em Perigo” (1958). Seu destino era trágico naquele filme, que acabou servindo de ponto de partida para a série “77 Sunset Strip” (1958-1964), mas os produtores gostaram do ator e decidiram mantê-lo – e seu pente – na atração que estavam desenvolvendo, só que em outro papel: Gerald Lloyd Kookson III, o Kookie. O novo personagem era um atendente de estacionamento do clube localizado ao lado da agência dos detetives Stuart Bailey (Efrem Zimbalist Jr.) e Jeff Spencer (Roger Smith), na Sunset Strip de Los Angeles. E quando não estava manobrando conversíveis, costumava aparecer estalando os dedos e penteando o topete rockabilly, numa tentativa de imitar Elvis Presley. De personalidade folgada, mas legal, Kookie foi o protótipo de Fonzie, que surgiria duas décadas depois em “Happy Days”. E virou um fenômeno de popularidade, com muitas fãs adolescentes – ele bateu o recorde de número de cartas recebidas nos estúdios da Warner – e inspirou até uma música, “Kookie, Kookie, Lend Me Your Comb”, que virou disco de ouro em 1959, em gravação de Connie Stevens. Uma vez, Byrnes contou ter aparecido em 26 capas de revistas diferentes… na mesma semana. Mas, infelizmente, não pôde aproveitar essa popularidade. Seu contrato o proibia de assumir papéis de protagonista no cinema. Assim, decidiu abandonar a série. Mas a carreira não decolou como ele imaginava – seu melhor papel foi como coadjuvante de Clint Walker no western “A Lei do Mais Valente” (1959) – , mergulhando no alcoolismo. Assim, acabou negociando um retorno à série, num papel mais destacado, agora como sócio da agência de detetives – e trajando paletó e gravata. Ao final da série, ele filmou um thriller de espionagem com Roger Corman (“A Invasão Secreta”, 1964) e protagonizou “Farra Musical” (Beach Ball, 1965), seu papel mais importante no cinema, dentro do ciclo dos chamados “beach movies”. Neste filme, Byrnes vivia um roqueiro que tenta juntar dinheiro para comprar sua guitarra e acaba entrando em contato com muitos artistas de verdade, via participações especiais das Supremes, The Righteous Brothers, The Four Seasons, The Hondells e até “o sensacional novo grupo” Walker Brothers. Só a trilha sonora já garante a fama de cult da produção. Depois disso, mudou-se para a Europa, onde estrelou vários spaghetti westerns. Sua trajetória, inclusive, inspirou parte da história de “Era uma Vez em Hollywood”. Ele voltou aos EUA nos anos 1970, mas jamais repetiu seu sucesso, reduzindo seu trabalho a diversas aparições em séries – de “As Panteras” a “Ilha da Fantasia”. Mesmo assim, ainda teve um último papel famoso no cinema, embora pequeno, como Vince Fontaine no musical “Grease: No Tempo da Brilhantina” (1978). O personagem era o apresentador (inspirado em Dick Clark) de um concurso televisivo de danças na escola Rydel High. Relembre abaixo. Byrnes continuou aparecendo em séries até os anos 1990 e seu último trabalho foi uma volta ao rock’n’roll, no bem-avaliado telefilme “Shake, Rattle and Roll: An American Love Story” (1999), sobre uma banda fictícia na era de ouro do rock.
Timothée Chalamet negocia estrelar cinebiografia de Bob Dylan
O ator Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) está negociando com a Fox Searchlight o papel do cantor Bob Dylan no filme “Going Electric”, que será dirigido por James Mangold, cineasta responsável por “Logan” e “Ford Vs Ferrari”. O filme tem a benção do cantor de 78 anos, que participa como produtor, e vai adaptar o livro “Dylan Goes Electric”, de Elijah Wald, que traça a conturbada transformação de Dylan em roqueiro, após um começo de carreira dedicado à música folk. Esta transição foi registrada no famoso documentário “Don’t Look Back”, de 1967. O roteiro da adaptação está a cargo de Jay Cocks, parceiro de Martin Scorsese em “A Época da Inocência” (1993), “Gangues de Nova York” (2002) e “Silêncio” (2016). “Going Electric” será a primeira cinebiografia convencional de Dylan, que já teve sua história de vida adaptada de forma alegórica em “Não Estou Lá” (2007), de Todd Haynes, em que Cate Blanchet, Ben Whishaw, Christian Bale, Richard Gere e Heath Ledger se revesaram como personas do cantor. Dylan também foi personagem importante de “Uma Garota Irresistível” (2006), interpretado por Hayden Christensen – e identificado no filme como “O Músico”. A produção segue a nova tendência de cinebiografias roqueiras, na esteira do sucesso e das premiações conquistadas por “Bohemian Rhapsody”, sobre a banda Queen, e “Rocketman”, sobre Elton John. Timothée Chalamet será visto a seguir em “Adoráveis Mulheres”, que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta (9/11), além de já ter terminado as filmagens do remake de “Duna”, no qual tem o papel principal. A estreia da sci-fi vai acontecer em dezembro.
Ozzy Osbourne adota estética black block em novo clipe
Se Ozzy Osbourne estava à beira da morte, conforme boatos recentes alegaram, ele fez um pacto demoníaco para voltar ao rock com um novo clipe. No vídeo de “Straight to Hell”, o segundo single de seu próximo álbum solo, “Ordinary Man”, Ozzy tem seu dia de Metallica, aparecendo em meio à protestos anarquistas, que celebram a estética black block em conflitos contra tropas de choque. Entre bombas incendiárias de coquetel molotov e golpes de botinas e cassetetes, Ozzy aponta dedos, faz caretas e afirma que vai “te fazer gritar e te fazer defecar”. “Você vai se matar e eu vou assistir você sangrar”, acrescenta, confortável numa limousine, enquanto a violência corre solta e o guitarrista Slash exagera nos solos. Os cartazes de protestos engraçadinhos, como “Agora você irritou a vovó!” e “Parem a decoração de Natal prematura!”, lembram que se trata de uma paródia, mas é tudo tão over que acaba com a explosão de uma bomba atômica. Para quem não entendeu a referência ao Metallica, o clipe remete à cenas do filme “Metallica Through the Never” (2013), feito com um orçamento claramente maior – e solos melhores.
Neil Innes (1944 – 2019)
O ator e músico inglês Neil Innes, que fez vários trabalhos com a trupe de comédia Monty Python, morreu no domingo (29/12) aos 75 anos, enquanto viajava com a família na França. Segundo seu agente a morte foi inesperada, porque ele não estava doente. A carreira de Innes começou no início dos anos 1960 com a formação da Bonzo Dog Doo-Dah Band, uma combinação de rock e comédia de vanguarda, que em 1968 lançou o single “I’m the Urban Spaceman”, co-produzido por Paul McCartney. Uma das músicas da banda, “Death Cab for Cutie”, de 1967, mais tarde inspirou o nome de uma banda de rock indie americana. A estreia na TV se deu pelas mãos dos Beatles, numa participação no telefilme clássico “Magical Mystery Tour” (1967), que também incluiu uma música de sua banda. A partir daí, a Bonzo Dog Doo-Dah Band passou a fazer participações musicais no programa humorístico “Do Not Adjust Your Set”, que foi o embrião do Monty Python. As duas temporadas da comédia, exibidas entre 1967 e 1969, contava com os futuros pythons Eric Idle, Terry Jones e Michael Palin. A banda se dispersou na época do lançamento do humorístico “Monty Python’s Flying Circus” em 1969, levando Innes a explorar novas parcerias. Ele se tornou um “associado” dos pythons ao contribuir com músicas originais para esquetes e para dois álbuns de comédia da trupe, além de participar de shows, acompanhando os comediantes em várias turnês. Quando o Monty Python decidiu fazer filmes, Innes estreou como compositor cinematográfico. Ele criou várias músicas e teve pequenos papéis em “Monty Python em Busca do Cálice Sagrado” (1975) e “A Vida de Brian” (1979) – este último, por sinal, foi produzido pelo ex-beatle George Harrison. Ao final do programa televisivo dos pythons, Innes continuou trabalhando com os integrantes do grupo em diferentes projetos. Ele participou do programa de esquetes “Rutland Weekend Television”, concebido por Eric Iddle em 1975, que exibia a “programação” de um canal de TV de baixo orçamento. A produção não teve o mesmo sucesso do “Flying Circus”, mas originou o personagem mais conhecido de Innes, o músico fictício Ron Nasty, um pastiche de John Lennon que liderava a banda televisiva The Rutles. The Rutles chegou a tocar ao vivo no programa humorístico americano “Saturday Night Live” e ganhou um telefilme especial em 1978, escrito, dirigido e coestrelado por Eric Iddle, que se tornou cultuadíssimo. Intitulado “The Rutles: All You Need Is Cash”, o longa narrava o apogeu e a queda do grupo musical, com depoimentos de artistas famosos (George Harrison e Mick Jagger, por exemplo), satirizando de forma explícita a carreira dos Beatles – e o mais interessante: com aval dos próprios Beatles. Para completar, a banda ainda lançou um disco de verdade. Curiosamente, outra banda “pastiche” dos Beatles, Oasis, foi processada por plágio de uma das músicas de Innes. Os irmãos Gallagher foram obrigados a dar créditos de compositor para ele na canção “Whatever”, de 1994. Essa história real acabou incorporada ao folclore da banda fictícia, inspirou uma música inédita (“Shangri-La”) e promoveu um breve revival dos Rutles, que lançaram um disco de “faixas raras” em 1996 – “The Rutles Archaeology”, paródia de “The Beatles Archaeology”. Innes também participou do filme “Jabberwocky: Um Herói por Acaso” (1977), fantasia estrelada por Michael Palin, Terry Jones e dirigida por Terry Gilliam (responsável pelas animações dos pythons e pela direção do “Cálice Sagrado”), e de outros projetos individuais dos humoristas, como “O Padre Apaixonado” (1982), igualmente estrelado por Palin, e “As Aventuras de Erik, o Viking” (1989), de Terry Jones. Além disso, continuou a acompanhar as turnês dos pythons, como foi registrado no célebre documentário “Monty Python – Ao Vivo no Hollywood Bowl” (1982). Paralelamente, ele ainda teve o seu próprio programa de TV, “The Innes Book of Records”, que durou três temporadas, de 1979 a 1981, antes de migrar para a programação infantil da BBC – compondo músicas e atuando em produções como a fantasia “Puddle Lane” (1985-1988) e similares por vários anos. Um de seus últimos trabalhos foi o documentário “The Rutles 2: Can’t Buy Me Lunch” (2004), uma retrospectiva da carreira dos Rutles. Relembre (ou conheça) abaixo cinco músicas dos Rutles, em clipes extraídos do telefilme clássico de 1978.
Smells Like Teen Spirit: Clipe clássico do Nirvana atinge 1 bilhão de visualizações no YouTube
Os fãs deram um presente de Natal para a banda do falecido cantor Kurt Cobain. No dia 25 de dezembro, o clipe do Nirvana “Smells Like Teen Spirit” atingiu a marca de um bilhão de visualizações no YouTube. O clipe está no portal de vídeos do Google desde 2009, mas foi originalmente lançado na MTV em 1991. Primeiro single do disco “Nevermind”, “Smells Like Teen Spirit” virou um hit improvável logo em seu lançamento, tornando-se responsável pela explosão do rock alternativo no período. Além da música contagiante, muito se fala sobre o impacto do clipe original, que marcou a estreia do diretor Samuel Bayer. A encenação pretendia mostrar um show de rock colegial que termina em anarquia e tumulto, inspirado em filmes como “A Um Passo do Abismo” (1979) e “Rock’n’Roll High School” (1978), estrelado pelos Ramones. Desde então, Bayer filmou o remake de “A Hora do Pesadelo” (2010) para o cinema e inúmeros outros clipes, trabalhando com artistas tão diferentes quanto Green Day e Maroon 5. Com a marca natalina, “Smells Like Teen Spirit” se tornou o segundo vídeo musical mais assistido dos anos 1990 no YouTube — atrás de “November Rain” (1992), dos Guns N’ Roses. Ambos, porém, estão muito atrás dos clipes mais vistos na plataforma, “Despacito” (de Luis Fonsi, com mais de 6,55 bilhões de execuções) e “Shape of you” (Ed Sheeran, com 4,51 bilhões). Relembre abaixo a anarquia e a distorção clássica do Nirvana.
Eduardo e Mônica: Filme baseado na música do Legião Urbana ganha primeiro trailer
A Gávea Filmes divulgou o primeiro trailer de “Eduardo e Mônica”, romance estrelado por Alice Braga (“A Rainha do Sul”) e inspirado na famosa música da banda Legião Urbana. A prévia destaca a diferença cultural gritante entre o casal, que também pertence a gerações diferentes, além de fazer referências às descrições contidas na canção, escrita por Renato Russo. A música, escrita por Renato Russo, conta a história de amor entre dois jovens, um vestibulando de jornalismo e uma estudante de medicina, que eram tão diferentes um do outro que se completaram. Alice Braga vive a Mônica e Gabriel Leone (novela “Os Dias Eram Assim”) é o Eduardo A direção está a cargo de um “especialista” em Legião Urbana, René Sampaio, que já levou com sucesso outra música da banda para o cinema, “Faroeste Caboclo” (2013), e o elenco coadjuvante também inclui um integrante daquele filme, Fabricio Boliveira – além de Victor Lamoglia (“Socorro! Virei uma Garota”), Otávio Augusto (“Hebe”), Bruna Spinola (“Impuros”) e Ivan Mendes (“Me Chama de Bruna”). “Eduardo e Mônica” tem estreia marcada para 9 de abril.
High Fidelity: Série baseada em Alta Fidelidade ganha primeiro trailer e data de estreia
A plataforma Hulu divulgou o primeiro trailer, fotos e a data de estreia de “High Fidelity”, série baseada no livro de Nick Hornby e no filme de Stephen Frears, lançados no Brasil como “Alta Fidelidade”. Estrelada por Zoe Kravitz (a Mulher-Gato do vindouro filme de Batman), a série troca o sexo e a raça do protagonista, sem esquecer a cidade da locação, mas mantém a premissa. Na trama, a atriz vive a fã de música definitiva, que tem uma loja de discos de vinil no Brooklyn, em Nova York, faz bicos de DJ e costuma criar rankings de Top 5 para tudo, desde seus hits favoritos até seus relacionamentos. No filme de 2000, o papel foi desempenhado por John Cusack, que usava músicas como ponto de partida para compartilhar com a câmera seus relacionamentos passados. A prévia da série sugere que esse artifício foi preservado. Mesmo com várias mudanças, não dá para questionar a escalação de Zoe Kravitz no papel de enciclopédia ambulante do rock, já que ela tem uma banda (LolaWolf) e é filha do músico Lenny Kravitz. “Música é uma parte muito importante da minha vida”, ela disse, numa entrevista de 2014 ao site Refinery29. “Obviamente, meu pai é músico, mas minha mãe também ama música. É apenas uma coisa importante em nossa família. Há música sendo tocada na casa o tempo todo. Sempre esteve muito presente na minha vida e eu não conseguia me imaginar vivendo minha vida sem música. É uma enorme parte da minha conexão com outras pessoas”. Outro detalhe curioso na escalação é que a mãe de Zoë Kravitz, a atriz Lisa Bonnet, viveu a ex-namorada de Cusack no filme de 2000! A adaptação foi feita pelas roteiristas Veronica West e Sarah Kucserka, que trabalharam juntas em “Ugly Betty”, “Brothers and Sisters”, “Hart of Dixie” e “Bull”, que encararam a missão de transformar uma trama geek essencialmente masculina numa série de abordagem feminina. “High Fidelity” será a terceira série de Zoë Kravitz, que sempre se dedicou mais ao cinema. Ela participou de “Californication” em 2011 e estrelou recentemente as duas temporadas de “Big Little Lies”. O elenco também inclui David H. Holmes (“Josie & Jack”), Da’Vine Joy Randolph (“Meu Nome É Dolemite”), Jake Lacy (“Girls”), Kingsley Ben-Adir (“Peaky Blinders”), Rainbow Francks (“Stargate: Atlantis”) e Thomas Doherty (“Legacies”). Originalmente produzida para a Disney+ (Disney Plus), a série passou para a Hulu devido ao contexto adulto, que traz diversas situações sexuais e uma protagonista que, numa das montagens do vídeo, revela-se bissexual. A estreia está marcada para 14 de fevereiro.










