Ben-Hur: Rodrigo Santoro ganha destaque em trailer de tom religioso
A Paramount Pictures divulgou um novo trailer do remake de “Ben-Hur”, ainda sem legenda. Ao contrário do anterior, que valorizava as cenas de ação, o novo enfatiza os aspectos religiosas da trama, dando mais destaque ao papel de Jesus, interpretado por Rodrigo Santoro (“Os 33”). Nova versão do clássico de 1959, vencedor de 11 Oscars, o filme traz Jack Huston (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”) no papel-título e Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”) como um Messala mais vilanesco que nunca. Criados como irmãos, os dois se tornam inimigos após a traição de Messala, que destrói a família de Ben-Hur para agradar ao império romano. Vendido como escravo, ele retorna querendo vingança, que culmina num duelo de bigas no coliseu, mas Ben-Hur também se vê tocado pela mensagem pacifista do único homem que lhe ofereceu conforto em sua desgraça, Jesus de Nazaré. O elenco multinacional ainda inclui Morgan Freeman (“Truque de Mestre”), Pilou Asbaek (“Lucy”), Nazanin Boniadi (série “Homeland”), Marwan Kenzari (“A Acusada”), Moises Arias (“Os Reis do Verão”), Ayelet Zurer (“O Homem de Aço”) e Sofia Black-D’Elia (“Projeto Almanaque”). O roteiro, adaptado do célebre livro de Lew Wallace, foi escrito por John Ridley (“12 Anos de Escravidão”) e Keith R. Clarke (“Caminho da Liberdade”). A direção é de Timur Bekmambetov (“Abraham Lincoln: Caça-Vampiros”) e a estreia está marcada para 18 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Mel Gibson prepara continuação de A Paixão de Cristo
Mel Gibson planeja retomar “A Paixão de Cristo” (2004) com uma continuação, focada na história da ressurreição de Jesus. A informação foi revelada pelo roteirista Randall Wallace, com quem Gibson trabalhou em “Coração Valente” (1995) e em seu filme mais recente, o inédito “Hacksaw Ridge”, sobre o médico militar Desmond Doss (1919-2006). Wallace confirmou o projeto, dizendo que ficou difícil mantê-lo em segredo, e que a ideia surgiu durante as filmagens de “Hacksaw Ridge”. Formado pela Duke University, ele se especializou em religião, com foco na ressurreição. “A paixão é o início, mas há muito mais para contar”, disse ele, em entrevista à revista The Hollywood Reporter. “A Paixão de Cristo” é considerado o filme independente de maior sucesso de todos os tempos no cinema americano. A produção, que custou cerca de US$ 30 milhões, rendeu US$ 612 milhões em bilheteria no mundo inteiro. Procurado pela revista, um representante de Gibson não quis comentar o envolvimento do cineasta no projeto.
Produtores de Deus Não Está Morto são processados por plágio
Deus pode não estar morto, mas há muitos vivos lucrando com ele. É o que alegam Kelly Monroe Kullberg, autora do livro “Finding God at Harvard” (2007), e o produtor e roteirista Michael Landon Jr. (“O Último Espírito”). Os dois entraram com um processo contra os produtores do filme “Deus Não Está Morto” (2014) por plágio, exigindo uma indenização de US$ 100 milhões. Ajuizada num tribunal federal da Califórnia, a ação revela que o livro de Kullberg seria adaptado para o cinema como “Rise”, cuja história foi compartilhada pela escritora com o produtor David A. R. White, um dos envolvidos na produção de “Deus Não Está Morto”. “Rise” chegou a ser roteirizado por Kullberg e Landon Jr., que se surpreenderam ao ver a mesma história chegar aos cinemas com outro título. Segundo a denúncia, “Rise” contava a história “de um calouro em Harvard enfrentando um ambiente hostil à sua fé cristã”, que entra em debates com seu professor sobre a existência de Deus. A ação alega também que “o tema, a situação, os pontos de virada, complicações, clímax e conclusão de ‘Rise’ e de ‘Deus Não Está Morto’ são iguais”. O filme “Deus Não Está Morto” foi produzido por apenas US$ 2 milhões pela companhia Pure Flix Entertainment, voltada para temas religiosos, e arrecadou US$ 62 milhões nas bilheterias mundiais. Seu sucesso motivou uma sequência, lançada no começo deste ano, porém “Deus Não Está Morto 2” acabou faturando apenas US$ 20 milhões em todo o mundo.
Ben-Hur: Novo trailer legendado valoriza a trama de vingança e as cenas de ação
A Paramount Pictures divulgou um novo pôster e o segundo trailer legendado do remake de “Ben-Hur”, épico clássico do cinema, cuja versão de 1959 foi vencedora de 11 Oscars. A prévia deixa de lado a religiosidade, vislumbrada no trailer anterior, para destacar a trama de vingança e cenas de muita ação, desde o combate naval de sua abertura até a corrida de bigas do final. Curiosamente, Jesus (o brasileiro Rodrigo Santoro) só aparece brevemente por alguns segundos, mas um dos mais famosos intérpretes de Deus (Morgan Freeman, que além de ter estrelado “Todo Poderoso” apresenta a série documental “A História de Deus”) ancora toda a narrativa. A refilmagem se foca na traição sofrida por Judah Ben-Hur (Jack Huston, de “Orgulho e Preconceito e Zumbis”), que tem a família morta pelo ex-amigo Messala (Toby Kebbell, de “Quarteto Fantástico”) quanto deste se alia a Roma contra os judeus – além de mostrar, num enredo paralelo, a via crucis de Jesus Cristo. O elenco multinacional ainda inclui Pilou Asbaek (“Lucy”), Nazanin Boniadi (série “Homeland”), Marwan Kenzari (“A Acusada”), Moises Arias (“Os Reis do Verão”), Ayelet Zurer (“O Homem de Aço”) e Sofia Black-D’Elia (“Projeto Almanaque”). O roteiro, adaptado do livro de Lew Wallace, foi escrito por John Ridley (“12 Anos de Escravidão”) e Keith R. Clarke (“Caminho da Liberdade”). A direção é de Timur Bekmambetov (“Abraham Lincoln: Caça-Vampiros”) e a estreia está marcada para 18 de agosto no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Igreja Universal lança “Netflix religioso”
A Igreja Universal do Reino de Deus lançou a sua versão da Netflix. Batizada de Univer, a plataforma de vídeos online cobra a partir de R$ 14 por mês pelo acesso às transmissões ao vivo dos cultos do Templo de Salomão e por “filmes e séries cristãs, palestras sobre como obter sucesso financeiro, fé inteligente e uma infinidade de conteúdo sobre vida a dois”, conforme anuncia vídeo publicado na página do YouTube da Universal. Com um layout parecido com o da Netflix, o serviço traz uma programação totalmente religiosa, com reprise de algumas atrações já exibidas pela Record. Contudo, não estão no cardápio as produções bíblicas originais da Record, como a novela “Os Dez Mandamentos”, já licenciadas pela Netflix. O canal em breve terá um concorrente. Silas Malafaia já disponibilizou a pré-venda de assinaturas do Gospel Play, serviço de streaming que promete ser “a maior plataforma gospel de vídeo on demand do Brasil”. Confira abaixo o vídeo que anunciou o lançamento do Univer.
Série aclamada The Path é renovada para a 2ª temporada
O serviço de streaming Hulu renovou sua nova série dramática “The Path” para a 2ª temporada. Embora o Hulu não divulgue números de audiência, a renovação era esperada, pois a série de temática polêmica, estrelada por Aaron Paul (série “Breaking Bad”), Hugh Dancy (série “Hannibal”) e Michelle Monaghan (série “True Detective”), foi aclamada pela crítica (80% de aprovação no site Rotten Tomatoes) e rendeu grande repercussão nas redes sociais. Criada por Jessica Goldberg (roteirista da série “Parenthood”), a trama de “The Path” gira em torno de um casal (Paul e Monaghan) integrante de um culto controverso, chamado Meyerism, que começa a questionar suas crenças. Dancy vive Cal Roberts, líder do movimento Meyerism, e o elenco ainda conta com Minka Kelly (série “Friday Night Lights”), Rockmond Dunbar (série “Sons of Anarchy”) e Amy Forsyth (série “Defiance”). A série estreou em 30 de março nos EUA, com produção de Jason Katims (também de “Friday Night Lights”), mas, como o Hulu não atua por aqui, não foi lançada nem tem previsão de chegar no Brasil.
Joaquin Phoenix negocia viver Jesus em filme sobre Maria Madalena
O ator Joaquin Phoenix (“Vício Inerente”) pode interpretar Jesus na vindoura produção sobre a vida de Maria Madalena. Segundo o site Deadline, ele está em negociações com os produtores em torno não apenas do cachê, mas do cronograma das filmagens, para evitar conflitos com sua agenda. O nome de Phoenix também é uma indicação de que o filme, realizado pela equipe vencedora do Oscar por “O Discurso do Rei” (2010), não pretende ser uma produção religiosa convencional. Indicado três vezes ao Oscar (por “Gladiador”, “Johnny e June” e “O Mestre”), o ator tem fama de meticuloso, por costumar se entregar a seus papeis. Além disso, o filme terá outra estrela conhecida por interpretações corajosas no papel-título, a atriz Rooney Mara (“Carol”). A direção é de Garth Davis (minissérie “Top of the Lake”), que atualmente trabalha com Rooney Mara em sua estreia no cinema, o drama “Lion”. O roteiro é de Helen Edmundson (telefilme “An Inspector Calls”) e Philippa Goslett (“Poucas Cinzas: Salvador Dalí”), e está sendo anunciado como “um retrato autêntico e humanista” de uma figuras mais enigmáticas e incompreendidas do Novo Testamento. Apesar do filão religioso ter se mostrado lucrativo nos últimos anos, a história de Maria Madalena inspira interpretações diversas, inclusive algumas de potencial polêmico. Embora tenha se popularizado a versão de que ela era uma prostituta salva por Jesus Cristo após se arrepender dos pecados – ainda sustentada nos DVDs da “Coleção Bíblia Sagrada” – , muitos teólogos afirmam que nenhuma passagem dos apóstolos afirma isso categoricamente. Mais controvertida ainda, a teoria de que Maria Madalena teve filhos com Jesus Cristo também já foi explorada nos cinemas, na adaptação do best-seller “O Código Da Vinci” (2006), razão pela qual a produção foi rechaçada pela Igreja Católica. Nos cinemas, Maria Madalena já foi interpretada por grandes atrizes como Barbara Hershey (“A Última Tentação de Cristo”), Juliette Binoche (“Maria”) e Monica Bellucci (“A Paixão de Cristo”). Por sua vez, Jesus Cristo teve mais de uma centena de encarnações cinematográficas desde o Cinema Mudo, e ainda será vivido, no vindouro “Ben-Hur”, pelo brasileiro Rodrigo Santoro.
O Caçador e a Rainha do Gelo é o maior lançamento e também o pior filme da semana
“O Caçador e a Rainha do Gelo” é o lançamento mais amplo da semana, distribuído em 920 salas pelo país. Espécie de quimera, que junta prólogo e sequência na mesma criatura, o filme retoma os personagens de Chris Hemsworth e Charlize Theron em “Branca de Neve e o Caçador” (2012), mas em vez de aprofundar a fábula de Branca de Neve leva sua trama para o mundo de “Frozen – Uma Aventura Congelante” (2013). O resultado parece um episódio de “Once Upon a Time” mal escrito e obcecado por efeitos visuais dourados. O longa também estreia neste fim de semana nos EUA, onde foi eviscerado pela crítica (19% de aprovação no site Rotten Tomatoes). A outra estreia infantil, a animação “No Mundo da Lua”, é mais criativa, ao acompanhar um adolescente, filho e neto de astronautas, em sua luta para preservar o programa espacial americano e impedir um bilionário excêntrico de virar dono da lua. A produção mantém o espírito aventureiro do primeiro longa do diretor espanhol Enrique Gato, “As Aventuras de Tadeo” (2012), com exibição em 290 salas (126 em 3D). “Milagres do Paraíso” também foca famílias com sua história, sobre uma criança doente que consegue uma cura milagrosa. Típica produção religiosa, sua trama reforça a insignificância da ciência, desautoriza coincidências e prega que Deus sempre atende aos que acreditam. A crítica americana considerou medíocre, com 47% de aprovação. A diretora mexicana Patricia Riggen é a mesma do drama “Os 33” (2015) e o elenco destaca Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”) como a mãe que padece no paraíso. Chega em 180 salas do circuito. Dois filmes nacionais completam a programação dos shoppings. E, por incrível que pareça, nenhum deles é uma comédia boba. Com maior alcance, “Em Nome da Lei” marca a volta do diretor Sergio Rezende ao gênero policial, sete anos após seu último longa, “Salve Geral” (2009). O lançamento em 380 salas sinaliza a expectativa positiva do estúdio à história de um juiz federal incorruptível, que evoca esses dias de operação Lava Jato (dá-lhe zeitgeist). Mas o personagem de Mateus Solano (“Confia em Mim”) não é Sergio Moro nem a trama enfrenta a corrupção política, optando por situações clichês de máfia de fronteira, narradas de forma novelesca, com direito a “núcleo romântico”. Não prende sequer a atenção. A melhor opção nacional é o drama “Nise – O Coração da Loucura”, fruto de um roteiro mais maduro (escrito a 14 mãos!), que encontra um meio-termo entre o didatismo e o desenvolvimento de personagem. Glória Pires (“Flores Raras”) se destaca no papel central, a doutora Nise da Silveira, figura importante da psiquiatria brasileira, que merecia mesmo virar filme. O longa dirigido por Roberto Berliner (do péssimo “Julio Sumiu”) mostra seu confronto com os tratamentos violentos dos anos 1940 e a bem-sucedida adoção da terapia ocupacional, que passa a humanizar os doentes de um hospício público. Além de competente cinebiografia, o filme possuiu uma bela mensagem contra a intolerância. Em apenas 59 telas. Intolerância também é o tema de “Amor por Direito”, drama indie americano que ocupa uma faixa intermediária, em pouco menos de 50 salas. Baseado em fatos reais, a história mostra a batalha jurídica de uma policial (Julianne Moore, de “Para Sempre Alice”), diagnosticada com uma doença terminal, que enfrenta preconceitos para deixar sua pensão para sua parceira de vida (Ellen Page, de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”). O caso teve repercussão nacional nos EUA, mas, apesar das boas intenções, a trama cinematográfica não ressoa como “Filadélfia” (1993), do mesmo roteirista. Ironicamente, o drama lésbico teve a mesma nota do drama crente da semana, 47% de aprovação no Rotten Tomatoes. Dois dramas europeus e dois documentários brasileiros ocupam o circuito limitado. O principal título europeu é o romeno “O Tesouro”, de Corneliu Porumboiu (“Polícia, Adjetivo”), em que dois vizinhos enfrentam a amarga realidade da crise econômica com um sonho infantil, de encontrar um suposto tesouro escondido. Venceu vários prêmios em festivais internacionais, inclusive Cannes. O outro lançamento é o francês “Uma História de Loucura”, de Robert Guédiguian (“As Neves do Kilimanjaro”), que acompanha as histórias dois jovens: um terrorista e sua vítima colateral num atentado contra o embaixador da Turquia em Paris, nos anos 1980. Ambos chegam em quatro salas. Entre os documentários, o destaque pertence a “O Futebol”, de Sergio Oksman, vencedor do recente festival É Tudo Verdade. O diretor tem uma longa lista de prêmios no currículo. Já tinha vencido até o Goya (o Oscar espanhol) e o prêmio de Melhor Documentário do festival Karlovy Vary com o curta “A Story for the Modlins” (2012). “O Futebol”, por sua vez, foi exibido também nos festivais de Locarno e Mar Del Plata. E, apesar do título, tem o futebol apenas como pano de fundo para um reencontro entre um pai e um filho que não se viam a 20 anos, e que marcam de passar um mês juntos para acompanhar os jogos da Copa do Mundo de 2014. Os planos, porém, não se realizam como previsto. A estreia também acontece em quatro salas. Por fim, “Meu Nome É Jacque”, de Angela Zoé (“Nossas Histórias”) foca uma mulher transexual, portadora do vírus da aids, que precisa superar grandes obstáculos para viver sua vida da melhor forma possível. Chega em apenas uma sala no Rio.
Os Dez Mandamentos vira segundo filme mais visto do cinema brasileiro
Após dez semanas em cartaz, “Os Dez Mandamentos” se tornou o segundo filme mais visto do cinema brasileiro. A produção da Record já acumula 10,8 milhões de espectadores, agora à frente “Dona Flor e seus Dois Maridos” (10,7 milhões), e só é superado pelo campeão “Tropa de Elite 2” (11,1 milhões). Os dados são da empresa comScore, que faz a análise das bilheterias nacionais. A diferença para “Tropa de Elite 2” é de apenas 400 mil espectadores. A reta final é sempre mais árdua de ser superada, mas o filme da novela ainda demonstra fôlego. Atualmente, ocupa o 3º lugar no ranking semanal – atrás de “Zootopia” e “Batman vs. Superman”. Ao todo, “Os Dez Mandamentos” já rendeu R$ 114 milhões nos cinemas. Mas seu sucesso se estende a outros negócios, como a venda para canais pagos de filmes – acordo inédito para uma produção que iniciou sua trajetória como novela. E ao lançamento, na televisão, de “Dez Mandamentos – Segunda Temporada”, nova fase da novela, que estreou na segunda (5/4) com aumento de 56% na audiência em relação à estreia da produção original. O fenômeno continua.
Ben-Hur: Rodrigo Santoro é Jesus Cristo em foto e vídeo de bastidores legendado
A Paramount Pictures divulgou um vídeo de bastidores legendado e a primeira foto oficial (acima) de Rodrigo Santoro como Jesus Cristo no remake de “Ben-Hur”. No vídeo, o ator reforça, falando em inglês, que o papel é “uma responsabilidade gigantesca, mas também uma oportunidade única”. Remake da produção de 1959, vencedora de 11 Oscars, “Ben-Hur” traz Jack Huston (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”) no papel-título e Toby Kebbell (“Quarteto Fantástico”) como um Messala mais vilanesco que nunca, num confronto que culmina no famoso duelo de bigas no coliseu. O elenco multinacional ainda inclui Morgan Freeman (“Truque de Mestre”), Pilou Asbaek (“Lucy”), Nazanin Boniadi (série “Homeland”), Marwan Kenzari (“A Acusada”), Moises Arias (“Os Reis do Verão”), Ayelet Zurer (“O Homem de Aço”) e Sofia Black-D’Elia (“Projeto Almanaque”). O roteiro, adaptado do célebre livro de Lew Wallace, foi escrito por John Ridley (“12 Anos de Escravidão”) e Keith R. Clarke (“Caminho da Liberdade”). A direção é de Timur Bekmambetov (“Abraham Lincoln: Caça-Vampiros”) e a estreia está marcada para 1 de setembro no Brasil.
Nos Passos do Mestre revisa os evangelhos segundo o Espiritismo
A recente onda de filmes espíritas, que começou até muito bem com obras como “Chico Xavier” (2010) e “Nosso Lar” (2010), com o tempo foi perdendo a força e cineastas sem muita inspiração assumiram sua continuidade, vista apenas com bons olhos como material didático para reforçar ensinamentos da religião kardecista. É o caso dos filmes de André Marouço, que codirigiu “O Filme dos Espíritos” (2011) e dirigiu “Causa & Efeito” (2014), possivelmente os dois piores exemplares dessa safra. Mas até que Marouço não se saiu tão mal no gênero documentário com “Nos Passos do Mestre” (2016), que possui apenas alguns momentos de dramaturgia, visando ilustrar a mensagem de Jesus à luz da doutrina espírita. Em determinado momento, essa dramaturgia é interrompida para propiciar uma reavaliação do famoso Sermão da Montanha, que não deixa de ser interessante. Aliás, o que há de relevante em “Nos Passos do Mestre” são justamente as passagens polêmicas, ou seja, como o Espiritismo interpreta de forma própria passagens da Bíblia, em especial do Novo Testamento, que divergem das visões expressas pelo Catolicismo e pelas crenças evangélicas. Discutir a questão da paternidade de José, como uma imposição para que Jesus seja considerado descendente de Davi, é mais do que interessante, e nisso também entra a questão da impureza, com que o sexo costuma ser tratado pelas religiões. Apesar de as imagens em Israel com câmera na mão serem mal-filmadas e da presença um incômodo banner permanente do título do filme durante os depoimentos, é por seu teor curioso que o documentário ganha força. No começo, percebe-se um pouco de atropelamento nas partes que tratam do Antigo Testamento, dando a impressão de que faltou uma edição e roteiro melhores desenvolvidos, mas aos poucos o filme vai se formando, em especial quando chega nos evangelhos. Como bons estudiosos que são, os espíritas não renegam os evangelhos apócrifos, como os de Tomé ou de Pedro, e também citam trechos do Alcorão, o que conta pontos a favor. O que talvez conte pontos contra seja o desejo de confundir sua análise com ciência, buscando explicar, diminuir ou negar certos milagres de Jesus, como a transformação da água em vinho (a água teria modificado o sabor a partir do contato com os vasos) ou o da ressurreição de Lázaro (teria sido um caso de catalepsia). Também parece faltar um melhor elo de ligação quando o filme salta para o momento em que introduz as experiências de Alan Kardec na França do século 19. Parece – e é, convenhamos – forçado. Por outro lado, o filme revela que ainda há muito para se estudar na história da religião, que não é abordado nas salas de aula que ministram esta disciplina, como a ascensão do Islamismo, as Cruzadas, a primeira cisão da Igreja Católica etc. No fim da contas, “Nos Passos do Mestre” funciona como um convite ao debate e à reflexão, embora não necessariamente vá trazer respostas e convicções definitivas para os espectadores não-espíritas.
Últimos Dias no Deserto: Ewan McGregor é Jesus Cristo em trailer e fotos de drama indie
A Broad Green Pictures divulgou o pôster, fotos e o trailer do drama independente “Últimos Dias no Deserto”, que traz o ator Ewan McGregor (“Álbum de Família”) como Jesus Cristo, durante sua peregrinação no deserto. A prévia surpreende pelo clima dramático, pela interpretação de McGregor, que em algumas sequências contracena consigo mesmo, e pela belíssima fotografia, assinada pelo mexicano Emmanuel Lubezki, vencedor de três Oscars consecutivos por “Gravidade” (2013), “Birdman” (2014) e “O Regresso” (2015). O filme conta uma parábola fictícia, passada durante os 40 dias em que Jesus jejuou e orou no deserto. Neste período, ele teria encontrado o diabo, com quem lutou pelo destino de uma família em crise. Além de McGregor, o elenco inclui Tye Sheridan (“Amor Bandido”), Ciaran Hinds (série “Game Of Thrones”), Ayeley Zurer (“O Homem de Aço”) e Susan Gray (“As Senhoras de Salém”). Escrito e dirigido pelo colombiano Rodrigo García (“Albert Nobbs”), “Últimos Dias no Deserto” teve première no Festival de Sundance do ano passado e chegará aos cinemas brasileiros em 26 de maio, duas semanas após seu lançamento comercial nos EUA.
Os Dez Mandamentos chega a 10 milhões de espectadores
Relançado nos cinemas com cenas extras para a Semana Santa, “Os Dez Mandamentos – O Filme” alcançou a marca histórica de 10 milhões de espectadores. Apesar do aumento de público, o filme permanece como a terceira maior bilheteria do cinema nacional, marca atingida em fevereiro. “Os Dez Mandamentos” está atrás apenas de “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (com 10,7 milhões) e “Tropa de Elite 2” (com 11,1 milhões de espectadores). A edição diferenciada, que estreou na quinta-feira (24/3), voltou a levar o público ao cinema, desta vez ver cenas inéditas da 2ª temporada da novela, exibida pela rede Record. Por sua vez, a 2ª temporada da novela começará a ser exibida em 4 de abril. Além disso, uma continuação/spin-off será lançada sob o título de “A Terra Prometida”, acompanhando a história de Josué (Sidney Sampaio) a partir de 28 de junho.











