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    Na Ventania denuncia a limpeza étnica de Stalin em quadros vivos de opressão

    23 de junho de 2016 /

    Não é todo dia que se vê, no círculo comercial dos nossos cinemas, um filme da Estônia. Em “Na Ventania”, é abordada uma história gravíssima, ocorrida durante a 2ª Guerra Mundial. Em 14 de junho de 1941, Stalin deflagrou uma operação secreta de limpeza étnica dos povos nativos nos países bálticos: Estônia, Letônia e Lituânia. Famílias inteiras foram deportadas de seus territórios locais e enviadas a prisões, ou gulags, e campos de trabalho forçado na Sibéria, separando homens e mulheres. Uma dessas mulheres da Estônia, Erna Tamn, separada de seu marido, Heldur, escreve a ele cartas da Sibéria, em busca de reencontrá-lo algum dia, enquanto procurava sobreviver com apenas um pedaço de pão diário. São essas cartas, que conheceremos em off pela voz da atriz Laura Peterson (série “Babylon 5”), que servirão de narrativa ao filme, cobrindo um período de muitos anos, que passa pela morte de Stalin e chega às mudanças políticas que se sucederam. O trabalho do diretor Martti Helde, estreante em longas, é bastante original, ao optar, na maior parte do tempo, por compor tableaux vivants com os atores e atrizes. A câmera se move, explora a cena, altera os enquadramentos, se aproxima com o zoom, mas os atores não se movem. Somente um piscar de olhos ou a presença do vento se nota. Em outros momentos, há movimentos, compondo uma atuação minimalista. Não há diálogos, só os textos das cartas. A exceção é uma notícia que se ouve por meio do rádio. A fotografia, em preto e branco, é belíssima. Os ambientes naturais, muito bem escolhidos, favorecendo a exploração da luz e dos espaços pela filmagem. As encenações, com os atores e atrizes compostos como estátuas, são extremamente detalhadas, produzindo enquadramentos magníficos, que se transformam com o movimento da câmera, mantendo a condição de belos quadros o tempo todo. Essa técnica acaba tendo o efeito de potencializar o sentido da opressão. Não há o golpe, a agressão, o sangue não corre, mas o próprio fato de as figuras não se mexerem sugere, por si só, a impossibilidade de reagir ou resistir. A tragédia surda dos sem vez ou voz soa mais intensa e forte. O encontro humano depende da poesia, do vento oeste que se cruza com o vento leste e realiza, simbolicamente, o que foi negado às pessoas.

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    John Boyega vai estrelar novo filme da diretora de Guerra ao Terror

    22 de junho de 2016 /

    O ator inglês John Boyega, que se projetou internacionalmente como o desertor Finn em “Star Wars: O Despertar da Força” (2015), vai estrelar o próximo filme de Kathryn Bigelow, que venceu o Oscar com “Guerra ao Terror” (2008). O próprio Boyega revelou a novidade em seu Twitter, digitando errado o nome da diretora. “Vou trabalhar com Kathryn Bigalow [sic] em um filme baseado nos levantes de Detroit em 1967.” Ainda sem título, o projeto será o 10º filme da cineasta e o terceiro de sua bem-sucedida parceria com o roteirista Mark Boal, que escreveu seus longas mais recentes – além de “Guerra ao Terror”, “A Hora Mais Escura” (2012). A trama retratará a devastadora revolta popular que tomou conta da cidade de Detroit ao longo de cinco dias, deixando 43 mortos, mais de 340 feridos e 7 mil prédios queimados em 1967. Tudo começou quando a polícia resolveu fechar um bar sem licença num bairro pobre, durante uma festa de comemoração pela volta de dois soldados da Guerra do Vietnã. Ao decidir prender todo mundo, os policiais geraram ultraje e precipitaram protestos que descambaram para a violência, motivada pela questão racial – todos os 82 clientes detidos do bar eram negros. A reação do governo, enviando a guarda nacional e até tropas militares, apenas serviu para transformar a rebelião civil numa batalha campal. As filmagens devem começar na metade do ano para um lançamento em 2017, quando se comemora o 50º aniversário dos tumultos raciais.

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  • Filme

    Cannes: Com Loving, Jeff Nichols mostra como o amor pode mudar o mundo

    16 de maio de 2016 /

    A corrida do Oscar iniciou mais cedo este ano, com a exibição de “Loving”, do cineasta americano Jeff Nichols, na competição do Festival de Cannes. Drama sobre uma união interracial ambientado no começo dos anos 1960, o longa tem as qualidades cinematográficas e a relevância social que costumam ser premiadas pela Academia, embora seja mais comportado que filmes de outros países, com os quais disputa a Palma de Ouro. O filme reencena a história verídica do casal Loving, vivido por Joel Edgerton (“O Grande Gatsby”) e Ruth Negga (série “Agents of SHIELD”), que foi sentenciado a deixar o estado de Virginia por 25 anos, sob pena de prisão, por terem se casado no Distrito de Washington, onde o casamento entre um branco e uma negra era aceito pela lei. O caso acabou ganhando repercussão nacional, com envolvimento do então procurador da república Robert Kennedy e uma reportagem da revista Life, e foi parar na Suprema Corte americana. Como resultado, a decisão da justiça federal serviu para derrubar as restrições ao casamento entre pessoas de raças diferentes nos Estados Unidos. Ao contrário de outro filme sobre o período, “Selma” (2014), não se trata de um registro de confronto civil, mas uma exaltação do amor. Apesar de envolver racismo, “Loving” não vai para as ruas nem passa muito tempo em tribunais, preferindo focar na relação do casal, de temperamento tranquilo e amoroso, sem qualquer histórico de militância ou rebeldia. “Eu poderia ter feito um drama de tribunal tradicional, gênero que acho fascinante. Mas meu objetivo era contar a história de duas pessoas apaixonadas, cuja história pessoal é afetada por decisões políticas”, explicou o diretor, no encontro com a imprensa internacional em Cannes. “O que mais me espanta é que este tipo de filme tenha eco na atualidade. Custo a entender porque duas pessoas que se amam não podem ficar juntas”, aprofundou o protagonista do filme, o ator australiano Joel Edgerton, lamentando que isso seja “um debate político atual” em muitos países. A atriz irlandesa Ruth Negga ecoou o colega, lembrando a situação política de seu país. “A Irlanda passou agora pela votação de um referendo em prol da oficialização do casamento gay, o que me deu orgulho e me fez reconhecer a importância de manter vivo o debate sobre diferentes formas de preconceito”, ela destacou. Além do casal principal, “Loving” também destaca Michael Shannon (“O Homem de Aço”), ator-fetiche do diretor, presente em quatro de seus cinco filmes, que interpreta o repórter fotográfico Grey Villet, da revista Life, cujas imagens ajudaram os Lovings em sua luta. O lançamento vai chegar aos cinemas num ano extremamente politizado, quando a questão da igualdade racial, sexual e religiosa ocupa o centro do debate da eleição presidencial americana. E Nichols tem plena ciência disso. “Espero que ‘Loving’ ajude as pessoas a pensar nesse tipo de assunto em ano de eleição”, disse o diretor, que aos 38 anos é considerado um dos grandes nomes do cinema indie americano.

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  • Série

    Idris Elba vai estrelar minissérie do roteirista de 12 Anos de Escravidão

    25 de abril de 2016 /

    O ator Idris Elba (“Beasts of No Nation”) vai estrelar a minissérie “Guerrilla”, sobre confrontos raciais e radicalismo político na Inglaterra dos anos 1970. Segundo o site da revista Variety, o projeto terá seis episódios, produzidos para o canal pago americano Showtime em parceria com o britânico Sky Atlantic. “Guerrilla” foi desenvolvida por John Ridley, criador da série “American Crime” e vencedor do Oscar de Melhor Roteiro por “12 Anos de Escravidão” (2013). Além de roteirizar a trama, ele vai dirigir os dois primeiros capítulos da produção. A trama é ambientada em um dos momentos mais explosivos da história recente do Reino Unido e acompanhará um casal politicamente ativo, que sua relação e seus valores testados quando eles libertam um prisioneiro político e formam um grupo radical na Londres da década de 1970. Seu alvo é a Black Power Desk, uma unidade de inteligência dedicada a combater todas as formas de ativismo de lideranças negras.

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  • Filme

    Pharrell vai produzir e compôr trilha de filme sobre cientistas negras da NASA

    7 de abril de 2016 /

    O cantor Pharrell Williams vai produzir o filme “Hidden Figures”, sobre as cientistas negras da NASA, revelou o site da revista Variety. Ele também vai criar músicas originais para a trilha sonora do longa-metragem. Pharrell já teve muito sucesso ao compôr uma canção para o cinema. A música “Happy”, da trilha de “Meu Malvado Favorito 2”, foi indicada ao Oscar e se tornou o maior sucesso de sua carreira – e de todo o ano de 2014 – , vendendo 13,9 mil unidades (discos e downloads). “Hidden Figures” será seu segundo trabalho como produtor cinematográfico, após estrear na função com a comédia indie “Um Deslize Perigoso” (Dope), um dos destaques do Festival de Sundance do ano passado. Dirigido por Ted Melfi (“Um Santo Vizinho”), o filme mais mostrar como o brilhantismo de algumas mulheres negras, desconhecidas do grande público, ajudou a NASA a atingir sucesso em suas primeiras missões espaciais. O filme vai mostrar que, além de colocarem naves no espaço, as personagens também precisaram superar uma dupla discriminação na metade do século 20: sexual e racial. O elenco destaca as atrizes Octavia Spencer (vencedora do Oscar por “Histórias Cruzadas”) e Taraji P. Henson (série “Empire”), além de Kirsten Dunst (série “Fargo”), Jim Parsons (série “The Big Bang Therory”), Mahershala Ali (franquia “Jogos Vorazes”), Aldis Hodge (“Straight Outta Compton”) e Kevin Costner (“O Homem de Aço”). A trama é baseada num livro ainda inédito de Margot Lee Shetterly, adaptada com roteiro de Allison Schroeder (“Meninas Malvadas 2”). O estúdio Fox 2000 está planejando o lançamento para 13 de janeiro de 2017, para coincidir com o feriado americano dedicado a Martin Luther King.

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  • Música

    Produtor de Nina diz que criticar Zoë Saldaña por “não ser negra o suficiente” também é racismo

    18 de março de 2016 /

    O produtor Robert L. Johnson, proprietário do estúdio RLJ Entertainment, resolveu responder às críticas contra a escalação de Zoë Saldaña para viver a cantora Nina Simone no cinema. Desde que a atriz, de origem afro-latina, foi anunciada como protagonista da cinebiografia “Nina”, pessoas ligadas ao espólio da cantora tem reclamado de que ela “não é negra o suficiente” para interpretar Nina Simone, que, além de gravar discos maravilhosos de jazz/soul, participou ativamente do movimento pelos direitos civis nos EUA. A manifestação mais dura veio do perfil de Nina Simone no Twitter, que mandou Zoë tirar “o nome de Nina da boca”. Em resposta, o produtor de “Nina” aponta que estas críticas são um resquício da mentalidade da época da escravidão. “É muito triste que afro-americanos falem sobre o assunto de uma forma que nos remete à forma como éramos tratados quando éramos escravos”, disse Johnson ao site The Hollywood Reporter. “Os senhores dos escravos separavam os que tinham pele clara daqueles com pele mais escura, e parte desse DNA social ainda existe hoje entre a comunidade negra”. Além da família de Nina Simone, a escolha de Zoë também foi criticada por India Arie, que viveu a cantora na série “American Dreams”, em 2003. Em 2012, ela já havia escrito uma carta aberta criticando a decisão de escurecer artificialmente a pele da atriz e usar uma prótese em seu nariz para que ela assumisse feições mais negras. Na ocasião, ela defendeu que Nina Simone fosse interpretada por Viola Davis, que havia acabado de vencer o Oscar por “Histórias Cruzadas” (2011). Em uma entrevista recente ao The Hollywood Reporter, India Arie lembrou que a pele escura foi determinante para Nina Simone. “Ela teria tido uma carreira diferente se fosse mais parecida com Lena Horne ou Dorothy Dandridge. Ela poderia ter sido a primeira pianista negra, famosa em todo o mundo”, disse ela. Mas para Robert L. Johnson, essa discussão sobre pigmentação serve apenas para aumentar o racismo e colocar os negros uns contra os outros. “Muitos que estão discutindo o assunto não percebem suas implicações”, ele pondera. “Imagine se eu fosse fazer uma cinebiografia sobre Lena Horne, que obviamente tinha a pela clara, ou sobre Dorothy Dandridge. Seria justo colocar um aviso dizendo ‘não aceitamos negras’? Seria ridículo”. Recentemente, a filha de Nina Simone veio a público reclamar dessa discussão, defendendo Zoë Saldaña, ao mesmo tempo em que observou que o problema não estava na atriz, mas nos responsáveis pelo filme, especialmente a diretora e roteirista Cynthia Mort (roteirista do thriller “Valente”), que teria inventado quase toda a história e não recebido aprovação para as filmagens. “É lamentável que Zoë Saldaña esteja sendo atacada de forma tão visceral”, disse Lisa Simone Kelly. “Ela claramente trouxe o melhor de si para o projeto e, infelizmente, está sendo atacada por algo que não é sua culpa, pois não é responsável pelas mentiras do roteiro”. A produção também é acusada de privilegiar o período de decadência da cantora, quando ela enfrentava internações hospitalares por seu alcoolismo e o desinteresse do mercado. No Facebook, a conta de Nina Simone chega a sugerir um boicote ao longa-metragem, pedindo aos fãs para fazerem suas próprias homenagens, ficando em casa no dia da estreia nos cinemas. “Nós podemos usar esta data como mais uma oportunidade de celebrar a vida e a música de Nina, vamos fazer de um negativo um positivo, nos juntando e reconhecendo a verdadeira Nina Simone”, conclama a publicação. “Nina” tem estreia marcada para 22 de abril nos cinemas norte-americanos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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  • Etc,  Filme

    Gael García Bernal entra no comitê do Oscar 2017

    16 de março de 2016 /

    Academia de Artes e Ciências Cinematográficas integrou três novos membros em seu conselho de 51 membros (chamados pela organização de “governadores”) e nomeou seis membros de minorias para outras posições de liderança, incluindo o ator mexicano Gael García Bernal (“Cartas para Julieta”). A presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, anunciou as nomeações depois de uma reunião do conselho administrativo da organização. Além de Bernal, os novos membros do comitê incluem a cinegrafista Amy Vincent (“A Entidade 2”) e a produtora Effie Brown (“Mulheres de Verdade Têm Curvas”). Já os novos “governadores” são o roteirista Gregory Nava (“Frida”), a diretora Jennifer Yuh Nelson (“Kung-Fu Panda”) e o produtor Reginald Hudlin (“Django Livre”), que produziu a cerimônia do Oscar 2016. O conselho também ratificou outras mudanças propostas em janeiro para aumentar a diversidade dentro da Academia, reagindo à falta de diversidade do Oscar 2016. A decisão mais polêmica é a limitação do direito de voto ao Oscar, que só será permitido à pessoas ativas na indústria cinematográfica nos últimos dez anos. Com isso, vários membros atuais perderão o direito a votar no Oscar 2017 – o que gerou revolta entre os membros veteranos. Na manhã desta quarta-feira, a academia emitiu um comunicado em que dizia lamentar “qualquer aspecto da transmissão televisiva do Oscar que tenha sido ofensivo”, em resposta ao protesto, assinado entre outros pelo diretor Ang Lee (“As Aventuras de Pi”), contra piadas feitas, durante a cerimônia de premiação, às custas de estereótipos racistas asiáticos.

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  • Etc,  Filme

    Após nova polêmica racial, Academia se desculpa por piadas contra asiáticos no Oscar

    16 de março de 2016 /

    A polêmica racial que alimentou o Oscar 2016, sobre a falta de artistas negros entre os indicados à premiação, acabou criando outra saia-justa. Algumas piadas do apresentador Chris Rock tiveram conotação racista, perpetuando estereótipos negativos sobre a população asiática. Como resultado, 25 membros asiáticos da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas assinaram uma carta de protesto, entre eles o cineasta Ang Lee, vencedor de dois Oscar de Melhor Direção, por “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005) e “As Aventuras de Pi” (2012). “Temos orgulho de saber que o Oscar atinge milhões de pessoas no mundo todo e que 60% dessas pessoas são asiáticas e potenciais consumidores do mercado cinematográfico”, escreveram os integrantes do protesto, pedindo que a Academia tome atitudes concretas para evitar que piadas de mau gosto contra asiáticos ocorressem novamente, como aconteceu na última cerimônia. Na ocasião, três crianças asiáticas subiram ao palco com envelopes, como se fossem fiscais da auditoria que endossa os resultados da premiação (veja foto acima). Chris Rock ainda mencionou que elas foram responsáveis pela fabricação do telefone celular da maioria do público presente ao evento. O contexto foi interpretado como uma alusão jocosa ao trabalho infantil na Ásia. Após receber a carta de protesto, a Academia se desculpou oficialmente. “A Academia compreende a insatisfação e se desculpa por todos os momentos da cerimônia que possam ter parecido ofensivos. Estamos atentos para dar o nosso melhor e garantir que as próximas cerimônias sejam mais sensíveis no aspecto cultural”, disse um porta-voz da entidade. Segundo fontes da revista Variety, o apresentador Chris Rock foi o responsável pelo roteiro da cerimônia, inclusive a piada com crianças asiáticas. Já a aparição do ator Sacha Baron Cohen como o personagem Ali G, que fez uma alusão a genitais minúsculas de amarelos, numa alusão com duplo sentido aos Minions, teria sido uma decisão do próprio ator e surpreendido a Academia. De qualquer forma, por causa da politização da cerimônia em torno da questão racial e com muita discussão sobre a falta de diversidade na indústria, a piada com asiáticos acabou gerando mais indignação do que risadas.

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  • Etc,  Filme

    Polícia prende responsáveis por ataques racistas na internet contra Taís Araújo

    16 de março de 2016 /

    A polícia prendeu na manhã desta quarta-feira (16/3) suspeitos de participar dos ataques de teor racista nas redes sociais contra as atrizes Taís Araújo, Sharon Menezes e Cris Vianna, e a jornalista Maria Júlia Coutinho, do Jornal Nacional. Os policiais da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio de Janeiro, responsáveis pela Operação Cyberstalking, cumpriram, desde a madrugada, mandados de prisão em diversos estados (Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina). De acordo com o delegado da DRCI, Alessandro Thiers, um dos líderes do grupo suspeito de cometer os ataques é um adolescente, localizado em São Paulo. Outro suspeito de cometer o crime é paranaense, mas já está preso desde 2015 pelo crime de pedofilia. Além deles, o técnico de informática Tiago Zanfolin Santos da Silva, de 26 anos, foi detido na cidade de Brumado (a 555 quilômetros de Salvador). Eles vão responder por racismo, injúria racial, ameaça, pedofilia e organização criminosa. “Os detidos tinham um papel de administradores. Eram os mentores intelectuais de centenas de grupos que envolvem milhares de integrantes. Não dá para entender a motivação deles. São pessoas que se identificam com essa causa e, na cabeça delas, estão fazendo a coisa certa”, ele disse para a imprensa. Thiers ainda elogiou a atitude de Taís Araújo e pediu que vítimas deste tipo de crime compareçam às delegacias para registrar queixa. “Identificamos no caso de injúria racial crime de ação penal privada, portanto, é necessário que a vítima compareça à delegacia para fazer a representação e assim autorizar o início das investigações. Enaltecemos a atitude de Taís Araújo, que compareceu à delegacia e registrou queixa assim que sofreu os ataques. Se Maria Julia Coutinho tivesse feito uma representação, talvez o crime contra Taís não tivesse ocorrido”, concluiu. Por meio de sua assessoria de imprensa, Taís Araújo parabenizou a ação policial. “Fico feliz que a justiça tenha sido feita. Espero que crimes dete tipo contra qualquer mulher negra não fiquem impunes”, ela declarou.

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  • Filme

    Pesquisa revela que cinema brasileiro tem pouca diversidade racial

    6 de março de 2016 /

    A falta de diversidade no cinema não é um problema exclusivo de Hollywood. A questão racial, colocada em evidência no último Oscar, foi escancarada numa nova pesquisa sobre o cinema brasileiro. E o resultado desse levantamento mostra que o panorama é muito mais grave no Brasil. Realizada pelo Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa (Geema), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), a pesquisa mostra que as maiores bilheterias da última década foram escritas, dirigidas e estreladas por homens brancos. Nenhuma mulher negra escreveu ou dirigiu qualquer longa no período. E os negros são minoria absoluta em todas as funções criativas do cinema brasileiro. Separados por gênero e raça, os dados revelam que os homens brancos dominaram 45% dos papéis mais relevantes dos filmes lançados entre 2002 e 2014 no país. Depois vêm mulheres brancas (35%), homens negros (15%) e, por último, as mulheres negras (apenas 5%). Em 2002, 2008 e 2013, simplesmente nenhum filme analisado pelos pesquisadores foi protagonizado por uma mulher negra. A discrepância é ainda mais gritante quando se avalia os diretores e roteiristas do cinema nacional: 84% dos cineastas são homens brancos, 14% mulheres brancas, 2% homens negros e nenhuma mulher negra dirigiu uma produção sequer de destaque nos 13 anos analisados pelo estudo – 2002 a 2014. Também não assinou roteiro algum. Já os homens brancos foram responsáveis por 69% dos textos. “O que saltou aos olhos é que não é só uma problema racial, mas mais ainda de gênero”, disse Márcia Rangel Cândido, coautora do estudo, em entrevista ao jornal O Globo. “Vimos nos debates que a pesquisa suscitou que o problema é sério e pouco discutido, praticamente um tabu”, completou. Para piorar, a participação de negros no cinema brasileiro pode ter sido superdimensionada pela própria pesquisa, que considerou pardos e mestiços entre os negros. Este critério permitiu, por exemplo, o diretor Fábio Barreto (“Lula, o filho do Brasil”), de pele visivelmente clara, ser considerado negro. Além disso, a lista ainda confunde nacionalidades, listando o uruguaio Enrique Fernández (“O Banheiro do Papa”). Assim, os cinco diretores negros listados, na verdade, resumem-se a três: Jeferson De (“Bróder”), Estevão Ciavatta (“Made in China”) e Joel Zito Araújo (“Filhas do Vento”). Entrevistado por O Globo, Joel Zito Araújo ainda alertou que, se é difícil conseguir financiamento como diretor negro, mais difícil ainda é ser um diretor negro interessado em filmar artistas negros. Por isso, ele não conseguiu rodar mais nenhuma ficção desde que “Filhas do Vento” (2004) venceu sete prêmios no Festival de Gramado, inclusive de Melhor Direção, Ator, Atriz e Coadjuvantes, todos negros. Mas Zito concorda que o panorama tem mudado para melhor nos últimos anos, por causa de ações afirmativas e de discursos de celebridades proeminentes, como Lázaro Ramos (“O Vendedor de Passados”) e Taís Araújo (“Filhas do Vento”), que além de estrelarem novelas e séries têm ocupado protagonismo também no cinema. É o caso ainda de Cintia Rosa, protagonista de “O Fim e os Meios” (2014). Para a atriz, que interpretou uma jornalista negra, o fato da cor da pele ter sido irrelevante para a trama mostrou um caminho diferente, que precisa ser mais trilhado pelo cinema brasileiro. “Fui uma das poucas atrizes negras que protagonizaram um filme, além de não ter feito um papel estereotipado, como empregada ou bandida. A pele sequer era mencionada no roteiro. Portanto, considero esse trabalho um marco na minha carreira profissional”, ela disse ao jornal carioca. “E que fique de alerta para que os diretores escalem mais mulheres negras”, conclamou.

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    Filha de Nina Simone defende Zoë Saldaña após críticas contra cinebiografia virarem ódio

    3 de março de 2016 /

    A atriz Zoë Saldaña voltou a ser alvo de críticas por sua escalação para o papel de Nina Simone, após a divulgação do trailer da cinebiografia “Nina”. Mas, desta vez, a própria filha da cantora saiu em sua defesa. Acusada de não se parecer com a cantora, por ter descendência latina e tom de pele mais claro, a atriz adotou maquiagem e uma prótese no nariz para assumir a aparência da diva no cinema. Mas os perfis oficiais de Nina Simone nas redes sociais, supostamente controlados por sua família, consideraram que ficou pior. No Twitter, a conta de Nina Simone chegou a interpelar uma postagem de Zoë com uma citação da cantora, dizendo a ela que “tirasse o nome de Nina da sua boca pelo resto da vida”. Após essa reação odiosa, Lisa Simone Kelly, única filha da cantora, disse ao site da revista Times que desconhece quem administra o perfil oficial de Nina Simone, lamentando a escolha do alvo e se solidarizando com a atriz. “É lamentável que Zoë Saldaña esteja sendo atacada de forma tão visceral”, disse Lisa após ver o trailer e a reação do perfil. “Ela claramente trouxe o melhor de si para o projeto e, infelizmente, está sendo atacada por algo que não é sua culpa, pois não é responsável pelas mentiras do roteiro”. Lisa, porém, mantém o tom crítico em relação à produção, que foi realizada sem sua aprovação. Segundo ela, os protestos e o ultraje deveriam ser dirigidos à roteirista e diretora Cynthia Mort (roteirista do thriller “Valente”), responsável pela história e pela escalação do elenco. “O filme é sobre uma relação entre minha mãe e Clifton Henderson que nunca aconteceu. Eles nunca tiveram uma relação amorosa”, ela argumenta, acrescentando que Henderson (o assistente que vira empresário, vivido por David Oyelowo, de “Selma”) era gay. “O projeto está manchado desde seu início. Claramente, não é a verdade sobre a vida da minha mãe e todos sabem disso. E não é com mentiras que você quer que seus entes queridos sejam lembrados.” A produção também é acusada de privilegiar o período de decadência da cantora, quando ela enfrentava internações hospitalares por seu alcoolismo e o desinteresse do mercado. No Facebook, a conta de Nina Simone chega a sugerir um boicote ao longa-metragem, pedindo aos fãs para fazerem suas próprias homenagens, ficando em casa no dia da estreia nos cinemas. “Nós podemos usar esta data como mais uma oportunidade de celebrar a vida e a música de Nina, vamos fazer de um negativo um positivo, nos juntando e reconhecendo a verdadeira Nina Simone”, conclama a publicação. “Nina” tem estreia marcada para 22 de abril nos cinemas norte-americanos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.

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    Diretor de Star Wars: O Despertar da Força assume compromisso por maior diversidade em seus filmes

    3 de março de 2016 /

    Declarando-se impressionado pela reação contra a falta de diversidade entre os artistas indicados ao Oscar, o diretor J.J. Abrams assumiu o compromisso de mudar a forma como sua produtora de cinema e TV, Bad Robot, contrata funcionários e colaboradores. Em memorando enviado a estúdios e agentes, ele anunciou que os roteiristas, diretores, atores e técnicos que forem considerados para seus novos projetos deverão “ser pelo menos representativas do país em que vivemos. O que basicamente significa: 50% de mulheres, 12% de negros, 18% de hispânicos e 6% de asiáticos.” No texto, ele explica que essa opção não tem a ver com cotas ou ser politicamente correto, mas simplesmente garantir que “o grupo de onde buscamos nossos talentos seja o mais rico e representativo possível”. Para completar, avalia que a iniciativa tem tudo para beneficiar a indústria. “Trata-se um daqueles momentos raros e maravilhosos nos quais o passo moralmente correto é também uma grande medida criativa”, conclui o documento. “A questão do Oscar foi o sintoma de um problema, não foi o problema”, disse o cineasta em entrevista ao jornal The New York Times, na qual explicou sua iniciativa. “O Oscar é a última parada do trem. A primeira é fazer o filme”, comparou. Ao mesmo tempo, ele fez questão de demonstrar que a diversidade também pode resultar em filmes melhores. “Acho que as melhores histórias virão das vozes mais inclusivas. Acredito que o público vai assistir a esses filmes. A base (de espectadores) vai aumentar, se beneficiar dessas inclusão.” Abrams, por sinal, já demonstrou como um elenco diversificado pode representar “A Força” de um negócio cinematográfico, visto que “Star Wars: O Despertar da Força”, que ele dirigiu e ajudou a escrever, fez mais de US$ 2 bilhões em bilheteria, tendo como protagonistas uma mulher (Daisy Ridley), um negro (John Boyega) e um latino (Oscar Isaac).

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  • Etc

    Sacha Baron Cohen driblou segurança do Oscar para aparecer como Ali G

    2 de março de 2016 /

    Um dos momentos mais engraçados do Oscar 2016 não estava no roteiro oficial. Em entrevista ao programa Good Morning Britain, da rede britânica ITV, o ator Sacha Baron Cohen revelou que sua participação como Ali G, seu personagem “negro”, visto em “Ali G Indahouse: O Filme” (2002), foi sua iniciativa exclusiva. Ele contou que tinha sido proibido de se desviar do roteiro. E que a segurança estava de olho em seus movimentos, após sua participação caótica em 2012, quando foi barrado já no tapete vermelho, ao comparecer ao evento como seu personagem no filme “O Ditador” e despejar, sobre Ryan Secrest, uma urna cheia de pó, que ele afirmava ser as cinzas de Kim Jong-il. Mas ele tinha um plano. E, com a ajuda da esposa, a atriz Isla Fisher, conseguiu se infiltrar na cerimônia como Ali G, “apenas outro apresentador negro simbólico”. “A verdade é que tive que me esgueirar, porque a turma do Oscar mostrou meu lugar e pediu para eu não fazer nada além do combinado. Eles queriam que eu me apresentasse de cara limpa”, contou Cohen. “Mas minha mulher conseguiu esconder a barba do Ali G no banheiro de deficientes e eu dei um jeito”. Isla Fisher contou que o casal precisou se trancar no banheiro por 40 minutos para preparar toda a fantasia de Ali G. Como desculpa, ela disse que o marido estava com uma infecção alimentar. “Quer dizer, eu cheguei a me preocupar com como eles reagiriam à primeira piada”, disse o comediante. “Mas eu encontrei com Chris Rock no caminho e contei a piada para ele, que reagiu positivamente, então não tive dúvidas”. Ao contrário da reação causada em 2012, desta vez a performance de Cohen como Ali G parecia integrada ao evento, e a grande maioria dos espectadores acreditou que se tratava de uma aparição prevista, como uma maneira de alimentar o debate sobre a diversidade racial que tomou conta da cerimônia. Além disso, ele não explorou a oportunidade para promover seu novo filme, “Irmão de Espião”, como na época de “O Ditador”. Confira a performance abaixo.

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