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    Vídeo de bastidores legendados destaca o lendário diretor chinês de A Grande Muralha

    13 de fevereiro de 2017 /

    A Universal divulgou um vídeo legendado da produção de “A Grande Muralha”, em que o elenco ocidental exalta o diretor chinês Zhang Yimou (“Herói”). Nas palavras de Matt Damon (“Jason Bourne”), trata-se de “um dos maiores cineastas do planeta”, e enquanto os elogios e a lista de suas realizações se acumulam, a lembrança de sua direção nas Olimpíadas de Pequim vem à tona, acompanhadas por cenas de bastidores que, por coincidência, parecem coreografias de abertura de olimpíada. O visual é espetacular. O filme traz Matt Damon e Pedro Pascal (série “Narcos”) como cavaleiros medievais, que, ao viajarem ao Oriente, acabam descobrindo porque a Grande Muralha foi erguida na China: para proteger seus habitantes de monstros vorazes. O elenco também inclui Willem Dafoe (“Ninfomaníaca”), Andy Lau (“O Clã das Adagas Voadoras”), Tian Jing (“O Mestre dos Jogos”), Hanyu Zhang (“O Tomar da Montanha do Tigre”) e o cantor Han Lu (da boy band EXO). A estreia está marcada para 23 de fevereiro no Brasil, uma semana após o lançamento nos EUA e dois meses depois da première na China, que já transformou o longa em sucesso internacional.

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    Segundo teaser da nova comédia de Adam Sandler é sem graça e ofensivo

    11 de fevereiro de 2017 /

    A Netflix divulgou o segundo teaser da nova comédia de Adam Sandler, intitulada “Sandy Wexler”. A prévia traz o ator vendo um vídeo brega, enquanto tem uma reação mal-humorada que beira o racismo. Não é engraçada, mas, se levada realmente a sério, a apresentação caricatural de um cantor latino (interpretado pelo mexicano Eugenio Derbez) pode ser considerada ofensiva – ou humor do tipo “Zorra Total”, que é praticamente a mesma coisa. Curiosamente, enquanto o teaser da série “Dear White People” gerou protestos de usuários brancos, que o acusaram de racista, o subtexto do novo vídeo passou incólume. Um usuário até escreveu, sob o vídeo: “Não sei o que é o pior, a merda da série racista ou Adam Sandler…”. “Sandy Wexler” é a terceira comédia de um pacote de quatro encomendadas pela Netflix, após “The Ridiculous 6” (2015) e “Zerando a Vida” (2015). O primeiro filme, por sinal, rendeu protestos do elenco de figurantes indígenas contra “baixarias racistas” do roteiro, enquanto o segundo levou a atriz Rose McGowann a denunciar os produtores por exigirem que as mulheres fizessem seus testes para os papéis com roupa justa e decotada. Ao revelar isso, ela foi dispensada por seu agente. Os dois teasers de “Sandy Wexler” divulgados até agora situam a trama em 1994. O personagem-título vivido por Sandler é um agente de talentos, em busca de talentos para agenciar. Seus contratados são todos um pouco excêntricos. Menos o interesse romântico da trama, uma cantora que ele descobre num parque de diversões e por quem acaba se apaixonando. Segundo a sinopse, o filme leva dez anos para contar esta história, felizmente condensados em menos de duras horas de streaming. Além de Sandler, o elenco inclui todos os suspeitos de sempre: Kevin James, Rob Schneider, Nick Swardson, Terry Crews e até o diretor Frank Coraci como ator. Já entre os novos adeptos da entourage, destacam-se os cantores Jennifer Hudson e Al B. Sure! Vale reparar que “Sandy Wexler” é o 12º roteiro escrito por Tim Herlihy para o comediante, uma parceria que data do primeiríssimo filme de Sandler como protagonista, “Billy Madison: Um Herdeiro Bobalhão” (1995), que, por coincidência, é da mesma época em que a nova trama se passa. O produtor Dan Bulla (“The Ridiculous 6”) e o roteirista Paul Sado (“Trocando os Pés”) também trabalharam na história, que tem direção de Steven Brill (“Zerando a Vida”), em seu quarto longa estrelado por Sandler. A estreia está marcada para 14 de abril.

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    Estrelas Além do Tempo exalta a conquista do espaço de três mulheres negras

    9 de fevereiro de 2017 /

    Nos anos 1960, os EUA ainda tinham banheiros segregados para negros e banheiros para brancos. Embora estivesse ao lado de um toilette feminino, Katherine (Taraji P. Henson), que é negra, precisava sair do prédio onde trabalhava, e correr alguns blocos para chegar ao tal banheiro. Afinal, quando se tem vontade é preciso ir. Em “Estrelas Além do Tempo”, o diretor Theodore Melfi (“Um Santo Vizinho”) repete essa cena diversas vezes ao som de uma música, digamos, engraçadinha. E, vejam só, muita gente na plateia ri. O ápice dessa sequência envolve uma discussão entre Katherine e seu chefe interpretado por Kevin Costner. E quem riu antes, não volta a rir nessa cena em que Taraji P. Henson brilha de forma monumental. Que atriz! É a melhor parte do filme. Por que é a melhor? Porque é uma síntese de “Estrelas Além do Tempo” e sua passagem mais complexa. Podemos pensar, inicialmente, que a intenção do diretor foi fazer graça com o racismo, mas ao culminar a humilhação de Katherine com a cena do desabafo, a produção revela seu verdadeiro objetivo, que é expor o problema, induzir o espectador (a maioria branca) a rir da situação, para, depois, substituir o riso por uma imensa, justa e irreparável sensação de culpa. A situação descrita ilustra o quanto Katherine Gordon (depois Katherine Johnson) é uma mulher forte, mas ela também é talentosa e insubstituível. Não só ela, como suas amigas Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), pessoas que existiram de verdade e merecem ter suas histórias contadas, vistas e compartilhadas. A História oficial da conquista especial norte-americana costuma esquecer, mas as três trabalharam na NASA e foram essenciais para transformar em realidade as primeiras viagens dos astronautas dos EUA ao espaço, incluindo a primeira órbita ao redor da Terra, realizada por John Glenn. Pode-se, entretanto, dizer que, no geral, “Estrelas Além do Tempo” se contenta em ser um filme correto, convencional e simpático até demais. Só que a história de suas personagens é tão importante, envolvente e bem narrada, que pouco importa. “Estrelas Além do Tempo” enfatiza o lado profissional e a capacidade do trio de matemáticas, que se destaca independente da cor da pele e, talvez por isso, o filme não mostre suas estrelas como vítimas. Ao contrário, faz a exaltação de Katherine, Dorothy e Mary, exemplos de mulheres duplamente discriminadas, por serem mulheres e negras, numa época em que a conquista do espaço para mulheres e negros se dava mesmo na Terra. A conquista do espaço de Katherine, Dorothy e Mary aconteceu em seu cotidiano, no ambiente de trabalho. Além de Taraji, o filme permite bastante destaque para Octavia Spencer, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, e à cantora Janelle Monáe, que se mostra uma ótima revelação. Mas também não se pode esquecer de Kevin Costner, não somente por seu retorno a um filme importante, mas por também entregar uma atuação imponente. Daria para fazer um paralelo ou, melhor, uma sessão dupla com “Estrelas Além do Tempo” e “Os Eleitos”, obra-prima de 1983, dirigida por Philip Kaufman. Em seu épico sobre o início da corrida espacial, Kaufman não menciona Katherine, Dorothy e Mary, apesar de trazer diversos personagens em comum e destacar aspectos da mesma história. No clássico vencedor de quatro Oscars, as mulheres aparecem apenas como esposas e os negros nem sequer aparecem, sinalizando que o mundo mudou muito desde os anos 1960, mas também bastante dos anos 1980 para cá, a ponto de agora vermos o que era invisível, mas que sempre esteve lá. “Estrelas Além do Tempo” concorre ao Oscar 2017 de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante e Roteiro Adaptado.

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    Viola Davis e Julia Roberts vão estrelar novo drama de temática racial

    3 de fevereiro de 2017 /

    Duas das atrizes mais populares do cinema americano vão dividir as telas em “Small Great Things”. Viola Davis e Julia Roberts serão as protagonistas do filme, que terá como produtor Marc Platt, do premiado “La La Land”. As informações são do site da revista Variety. Baseado no livro escrito por Jodi Picoult, “Small Great Things” traz a história de um enfermeira negra impedida de cuidar de um bebê devido às ordens dos pais racistas. Quando a criança morre durante o turno dela, ela acaba sendo processada pelo casal por não ter salvo a filha deles. Não está claro qual será o papel de Roberts, mas o mais provável é que ela interprete a advogada da personagem de Davis. As duas atrizes já trabalharam juntas em “Comer, Rezar, Amar” (2010). Picoult, por sua vez, é autora do romance adaptado no filme “Uma Prova de Amor” (2009), com Cameron Diaz e Toni Collette. Em alta em Hollywood, Viola Davis venceu o SAG Award (prêmio do sindicato dos atores) e o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante e é favorita ao Oscar 2017 da categoria por seu papel em “Um Limite Entre Nós”.

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    Indicado ao Oscar de Melhor Documentário, Eu Não Sou Seu Negro ganha trailer legendado

    1 de fevereiro de 2017 /

    A Imovision divulgou o trailer legendado de “Eu Não Sou Seu Negro” (I Am Not Your Negro), documentário sobre a história do racismo nos EUA, que concorre ao Oscar 2017. O filme é baseado num manuscrito inacabado do escritor James Baldwin, falecido em 1987, em que ele relata a vida e morte de alguns dos seus amigos, como Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Jr. O diretor haitiano Raoul Peck (“Lumumba”) partiu desse texto, que é narrado na tela pelo ator Samuel L. Jackson (“Os 8 Odiados”), reuniu várias entrevistas televisivas de Baldwin e mesclou o material com imagens históricas dos líderes dos movimentos civis, rebeliões raciais e repressão policial. “Eu Não Sou Seu Negro” estreia no dia 9 de fevereiro no Brasil.

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    Proibido de participar do Oscar 2017, diretor iraniano diz que ato de Trump é humilhante

    29 de janeiro de 2017 /

    Asghar Farhadi, cineasta iraniano que já venceu o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “A Separação” (2011) e está concorrendo de novo por “O Apartamento”, decidiu que não vai apelar ao governo americano para poder comparecer à cerimônia de premiação da Academia, após Donald Trump assinar um decreto proibindo a concessão de visto a turistas e imigrantes de sete países muçulmanos – entre eles, o Irã. Com a vigência da nova lei, ele não poderia participar da premiação, que acontece no dia 26 de fevereiro, em Los Angeles. Para Farhadi, a situação é humilhante. Ele enviou uma declaração a respeito da sua proibição de participar do Oscar 2017 para o jornal New York Times. Nela, o cineasta afirma que decidiu não tentar comparecer à cerimônia, porque a situação é inaceitável. “Lamento anunciar que não comparecerei à cerimônia da Academia. A possibilidade da minha presença vem acompanhada de muitos ‘ses’ e ‘mas’, o que para mim é inaceitável, mesmo que sejam criadas exceções que garantam a minha viagem”. Ele continuou: “Humilhar uma nação sob o pretexto de proteger outra não é um fenômeno novo na História e sempre levou à criação de mais divisão e inimizade. Portanto, venho aqui expressar a minha condenação das condições injustas que meus compatriotas e cidadãos de outros seis países enfrentam ao tentar imigrar legalmente para os Estados Unidos. Espero que a situação atual não venha a criar mais divisões entre as nações”. Antes mesmo de Trump assinar o decreto, a atriz Taraneh Alidoosti, que estrela “O Apartamento”, já tinha anunciado sua decisão de boicotar a cerimônia em protesto contra as políticas do recém-empossado presidente dos Estados Unidos. Sua declaração foi menos política que a de Farhadi. “A proibição de visto para os iranianos é racista. Independente disso incluir ou não um evento cultural, não irei ao #AcademyAwards 2017 como protesto”, escreveu a atriz nas redes sociais.

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    Trump impede cineasta iraniano que já venceu o Oscar de participar da premiação de 2017

    28 de janeiro de 2017 /

    O decreto assinado por Donald Trump proibindo a concessão de visto a turistas e imigrantes de sete países muçulmanos por, pelo menos, 90 dias vai ter efeitos imediatos na cerimônia do Oscar. Um dos atingidos é Asghar Farhadi, cineasta iraniano que já venceu a estatueta de Melhor Filme em Língua Estrangeira por “A Separação” (2011) e está concorrendo de novo por “O Apartamento”. Com a vigência da nova lei, ele não poderá participar da premiação, que acontece no dia 26 de fevereiro, em Los Angeles. Na semana passada, a atriz Taraneh Alidoosti, que estrela “O Apartamento”, já tinha anunciado sua decisão de boicotar a cerimônia em protesto contra as políticas do recém-empossado presidente dos Estados Unidos. “A proibição de visto para os iranianos é racista. Independente disso incluir ou não um evento cultural, não irei ao #AcademyAwards 2017 como protesto”, escreveu a atriz de 33 anos. Além do Irã, pessoas provenientes do Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen não terão acesso a vistos de entrada nos EUA. Como a Índia foi poupada, o menino Sunny Pawar, astro de “Lion”, que apesar de ter só 8 anos já teve anteriormente o visto negado pelos EUA, poderá participar do Oscar 2017.

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    Atriz iraniana de O Apartamento vai boicotar o Oscar em protesto contra Trump

    26 de janeiro de 2017 /

    A atriz iraniana Taraneh Alidoosti, que protagoniza o filme “O Apartamento”, indicado ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, usou o Twitter para declarar nesta quinta-feira (26/1) que vai boicotar a cerimônia de premiação nos EUA em protesto contra o “projeto racista” do presidente Donald Trump contra os imigrantes muçulmanos. “A proibição de visto para os iranianos é racista. Independente disso incluir ou não um evento cultural, não irei ao #AcademyAwards 2017 como protesto”, escreveu a atriz de 33 anos. Segundo a imprensa americana, o novo presidente dos Estados Unidos pretende assinar em breve um decreto para suspender a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos no país, entre eles o Irã, durante o período de um mês. Trump's visa ban for Iranians is racist. Whether this will include a cultural event or not,I won't attend the #AcademyAwards 2017 in protest pic.twitter.com/CW3EF6mupo — Taraneh Alidoosti (@t_alidoosti) 26 de janeiro de 2017

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    Oscar 2017 será o inverso de 2016, com número recorde de artistas negros

    24 de janeiro de 2017 /

    A reação firme contra a falta de diversidade racial do Oscar nos dois últimos anos deu resultado. Depois do Oscar mais branco do século, a edição de 2017 da premiação da Academia bateu recorde de indicações a artistas negros. São 18 ao todo, entre atores, cineastas, produtores e técnicos. Só entre os atores há sete: Denzel Washington (que concorre na categoria de Melhor Ator por “Um Limite entre Nós”), Ruth Negga (Melhor Atriz por “Loving”), Mahersala Ali (Melhor Ator Coadjuvante por “Moonlight”), Viola Davis (“Melhor Atriz Coadjuvante” por “Um Limite entre Nós”), Octavia Spencer (Melhor Atriz Coadjuvante por “Estrelas Além do Tempo”), Naomie Harris (Melhor Atriz Coadjuvante por “Moonlight”) e o britânico de ascendência indiana Dav Patel (Melhor Ator Coadjuvante por “Lion”), que obviamente não é branco. Além destes, Barry Jenkins recebeu duas indicações e vai disputar o Oscar de Melhor Direção e Melhor Roteiro Original por “Moonlight” (a segunda indicação é compartilhada com o roteirista Tarell Alvin McCraney). Ele é apenas o segundo cineasta negro indicado simultaneamente nas duas categorias (o primeiro foi John Singleton por “Os Donos da Rua”, em 1992) e o quarto candidato negro ao Oscar de Melhor Direção em todos os tempos. Nunca nenhum venceu. O já falecido August Wilson também foi lembrado entre os roteiristas, na categoria de Melhor Roteiro Adaptado, pela transposição de sua própria peça no filme batizado no Brasil como “Um Limite entre Nós”. A grande concentração, porém, está na categoria de Melhor Documentário, em que quatro dos cinco indicados são filmes dirigidos por negros, sendo dois deles dedicados à questão racial, “A 13ª Emenda”, de Ava Duvernay, e “Eu Não Sou Seu Negro”, de Raoul Peck. Os outros dois diretores negros são Roger Ross Williams (por “Life, Animated”) e Ezra Edelman (por “OJ: Made in America”). Detalhe: até então, apenas três documentários selecionados pela Academia tinham sido dirigidos por negros. Além destes, também concorrem ao Oscar 2017 o músico Pharrel Williams, como produtor de “Estrelas Além do Tempo” (indicado a Melhor Filme), a também produtora Kimberly Steward (Melhor Filme por “Manchester À Beira-Mar”), o cinegrafista Bradford Young (Melhor Direção de Fotografia por “A Chegada”) e a editora Joi McMillon (Melhor Edição por “Moonlight”). Enquanto Young foi o segundo diretor de fotografia negro lembrado pela Academia em toda a sua História, McMillon fez História, como a primeira negra indicada na categoria de montagem – antes dela, apenas um homem negro foi nomeado ao Oscar de Melhor Montagem: Hugh A. Robertson em 1970, por “Perdidos na Noite”. O contraste é brutal com a situação do ano passado, quando até filmes de temática negra, como “Straight Outta Compton” e “Creed”, renderam indicações a representantes brancos de sua produção. A situação polêmica originou uma campanha espontânea nas redes sociais com a hashtag #OscarSoWhite (Oscar Muito Branco, em tradução literal). Como resposta, a presidente da Academia, Cheryl Boone Isaacs, que é negra, promoveu uma mudança radical, aposentando compulsoriamente os integrantes mais velhos e inativos há mais dez anos, visando incluir novos talentos no painel dos eleitores. Ao todo, ela convidou 683 artistas e produtores para se tornarem membros da associação em 2017, a maioria de fora dos Estados Unidos. Por conta disso, 11 brasileiros votarão pela primeira vez no Oscar, incluindo a diretora Anna Muylaert (“Que Horas Ela Volta?”) e o diretor Alê Abreu, cujo filme “O Menino e o Mundo” foi indicado ao Oscar de Melhor Animação em 2016. O último filme com temática racial a levar a estatueta de Melhor Filme foi “12 Anos de Escravidão”, em 2014, que também premiou a mexicana de ascendência queniana Lupita Nyong’o como Melhor Atriz Coadjuvante. Ela foi a última artista não branca a ser premiada em uma categoria de atuação. Este ano, o favorito ao prêmio é uma produção que evoca a Hollywood de outrora, o musical “La La Land”, que recebeu o número recorde de 14 indicações. A cerimônia do Oscar 2017 vai acontecer no dia 26 de fevereiro em Los Angeles, com transmissão ao vivo pela rede Globo e o canal pago TNT.

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    Octavia Spencer distribuiu ingressos para famílias carentes assistirem Estrelas Além do Tempo

    17 de janeiro de 2017 /

    O drama histórico “Estrelas Além do Tempo” lidera as bilheterias dos EUA há dois fins de semana. Mesmo assim, a atriz Octavia Spencer (franquia “Divergente”) considera que mais gente precisaria vê-lo e que as dificuldades financeiras não deveriam ser problema. Por isso, decidiu comprar todos os ingressos de uma seção e convidar famílias carentes a assisti-lo de graça em Los Angeles. A iniciativa foi revelada em sua conta no Instagram (veja abaixo). “Minha mãe não tinha dinheiro para levar a mim e meus irmãos (ao cinema)”, ela escreveu. “Se você conhece uma família carente que gostaria de ver nosso filme, mas não pode pagar, faça com que eles venham”. O filme tem uma mensagem importante de afirmação racial. Ele conta a trajetória real de três mulheres negras que os livros de História ignoravam, mas que tiveram papel muito importante na corrida espacial, ajudando os EUA a lançar os primeiros astronautas para o espaço. A jornada do trio de engenheiras e matemáticas lembra ao público a necessidade de rever preconceitos e conhecer melhor a história real daqueles que não tiveram o merecido reconhecimento devido ao racismo. Além de Spencer, as protagonistas são vividas por Taraji P. Henson (série “Empire”) e a cantora Janelle Monáe (que também está em “Moonlight”). O trailer pode ser visto aqui, mas filme só estreia no Brasil em 27 de fevereiro. Tomorrow I've bought the 8pm showing of #hiddenfigures the rave Baldwin hills. If you know a family in need that would like to see our movie but can't afford it have them come. It's first come first served. My mom would not have been able to afford to take me and my siblings. So, I'm honoring her and all single parents this #mlkweekend Pass the word. Artwork by @bystellablu Uma foto publicada por Octavia Spencer (@therealoctaviaspencer) em Jan 12, 2017 às 6:37 PST

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    Polêmica leva canal a cancelar exibição do “Michael Jackson branco” em nova série

    13 de janeiro de 2017 /

    Após a polêmica criada pelo trailer, o canal pago britânico Sky Arts anunciou nesta sexta-feira (13/1) que não exibirá mais o episódio da nova série “Urban Myths” em que Joseph Fiennes interpreta Michael Jackson. “Tomamos a decisão de não exibir ‘Elizabeth, Michael and Marlon’, um episódio de meia hora da série ‘Urban Myths’, por conta da insatisfação expressada pela família de Michael Jackson”, explicou a rede de canais pagos Sky, em comunicado. A atração foi cancelada após Paris Jackson, filha de Michael, se dizer “incrivelmente ofendida” pela forma como retrataram seu pai, e que o trailer lhe dava “vontade de vomitar”. Fãs do cantor também já organizavam um boicote contra a série. Na nota, o canal esclareceu que “nunca” teve a intenção de “ocasionar nenhuma ofensa”. A polêmica, porém, podia ter sido evitada, já que, desde o anúncio da escalação do ator inglês, que é branco, para o papel do ícone da música pop, as redes sociais fervilhavam em protestos. Isto foi em janeiro de 2016. O Sky decidiu ignorar. E agora, um ano depois, com todos os gastos realizados, assume que foi um erro. Criada por Neil Forsyth (minissérie “Bob Servant”), “Urban Myths” é uma antologia episódica, que encena encontros curiosos, que podem ou não ter acontecido, já que fazem parte do folclore das lendas das urbanas. Um dos episódios era uma “road trip” de Michael Jackson, Elizabeth Taylor e Marlon Brando, interpretados, respectivamente, por Fiennes, Stockard Channing (“Grease”, série “The Good Wife”) e Brian Cox (“A Identidade Bourne”, minissérie “War & Peace”). A série estreia dia 19 de janeiro no Reino Unido, agora com um episódio a menos.

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    Filha de Michael Jackson diz que série em que o cantor é interpretado por ator branco lhe dá vontade de vomitar

    12 de janeiro de 2017 /

    O trailer de “Urban Myths”, série antológica de comédia, que mostra Michael Jackson interpretado pelo inglês Joseph Fiennes, continua a repercutir de forma negativa nas redes sociais. Aos protestos dos fãs de Michael Jackson, agora se juntou a própria filha do cantor, Paris Jackson. A garota de 18 anos de idade foi ao Twitter registrar que sentiu vontade de vomitar ao ver o ator, branco, interpretando o seu pai, falecido em 2009. Ela também lamentou a forma como sua madrinha, Elizabeth Taylor, foi retratada e o fato de a produção desrespeitar todo um “legado artístico construído com sangue, suor e lágrimas”. “Estou incrivelmente ofendida por isso, assim como tenho certeza que muitas outras pessoas também estão. E, honestamente, isto me dá vontade de vomitar”, ela tuitou. Veja abaixo. Criada por Neil Forsyth (minissérie “Bob Servant”), “Urban Myths” é uma antologia episódica do canal pago britânico Sky Arts, que encena encontros curiosos, que podem ou não ter acontecido, já que fazem parte do folclore das lendas das urbanas. Um deles é uma “road trip” de Michael Jackson, Elizabeth Taylor e Marlon Brando, interpretados, respectivamente, por Fiennes, Stockard Channing (“Grease”, série “The Good Wife”) e Brian Cox (“A Identidade Bourne”, minissérie “War & Peace”). Os fãs do cantor planejam boicotar a série, que estreia dia 19 de janeiro no Reino Unido.

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    Documentário sobre a história do racismo nos EUA ganha primeiro trailer

    7 de janeiro de 2017 /

    A Magnolia Pictures divulgou o pôster e o trailer de “I Am Not Your Negro”, documentário sobre a história do racismo nos EUA. O filme é baseado num manuscrito inacabado do escritor James Baldwin, falecido em 1987, em que ele relata a vida e morte de alguns dos seus amigos, como Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King Jr. O diretor haitiano Raoul Peck (“Lumumba”) partiu desse texto, que é narrado na tela pelo ator Samuel L. Jackson (“Os 8 Odiados”), reuniu várias entrevistas televisivas de Baldwin e mesclou o material com imagens históricas dos líderes dos movimentos civis, rebeliões raciais e repressão policial. O filme está pré-selecionado para o Oscar 2017 e terá seu lançamento ampliado nos cinemas americanos em 3 de fevereiro. Não há previsão para a estreia no Brasil.

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