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  • Filme

    HBO vai contar como a Pepsi-Cola enfrentou o racismo americano nos anos 1940

    4 de julho de 2017 /

    A HBO Films está desenvolvendo “Color of Cola”, um filme sobre como a Pepsi-Cola quebrou barreira raciais nos Estados Unidos durante os anos 1940. A trama é baseada no livro de não-ficção de Stephanie Capparell “The Real Pepsi Challenge” e está sendo escrita por Mitchell Kapner, roteirista de “Oz: Mágico e Poderoso” (2013). Em 1947, o CEO da Pepsi, Walter Mack, decidiu fazer algo que nenhuma grande empresa americana havia feito antes: reunir uma equipe nacional de vendas totalmente negra para divulgar seu produto para consumidores negros, uma fatia negligenciada do mercado na época. O resultado foi um aumento das vendas da Pepsi em todo o país, enfrentando o racismo corporativo dos Estados Unidos. Ainda não há cronograma de produção nem previsão de estreia do filme.

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  • Etc

    Ator da Globo vence processo por racismo contra companhia aérea

    28 de junho de 2017 /

    O ator Érico Brás (visto este ano no filme “O Rastro” e na novela da Globo “A Lei do Amor”) e sua esposa Kenia Maria (do canal Tá Bom pra Você?, no YouTube) venceram um processo em 1º Instância contra a empresa aérea Avianca por racismo e danos morais. A companhia área foi condenada a indeniza-los em R$ 35 mil por causa de um episódio ocorrido em março de 2016, durante um voo que saiu de Salvador com destino ao Rio de Janeiro, em que eles foram obrigados a descer da aeronave. A confusão aconteceu quando Kenia foi impedida pelo comissário de bordo de acomodar sua bagagem de mão embaixo da poltrona. O comandante acionou a Polícia Federal dizendo que o casal poderia ser uma ameaça para o voo e os expulsou da aeronave. Em protesto, sete passageiros se recusaram a seguir viagem em apoio ao casal e também desceram do voo. “Achei uma decisão muito justa e até representativa para ao nosso país. É importante ressaltar que ganhamos essa causa porque tínhamos conhecimento da lei e por isso temos que falar cada vez mais sobre os direitos e deveres de cada cidadão”, disse Érico para a imprensa, após a decisão judicial. “Revelo que sinto um alívio pela humilhação que eu passei. Eu levo o debate racial para escolas, universidades, rede sociais, TV e revistas, mas quando encaro o racismo de frente, confesso que ainda fico apavorada, muda e não seguro a vontade de chorar. Não vou me adaptar nunca!”, desabafou Kenia, que é defensora da ONU Mulheres pelos direitos das mulheres negras. A Avianca já informou que vai recorrer da sentença, afirmando que não há prova de dano nos pertences da esposa de Érico e que a retirada do casal do voo não constitui racismo.

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  • Filme

    Chadwick Boseman vive advogado famoso em luta contra o racismo no trailer de Marshall

    23 de junho de 2017 /

    A Open Road divulgou três fotos e o primeiro trailer de “Marshall”, combinação de cinebiografia, filme de época, drama racial e suspense de tribunal, estrelado por Chadwick Boseman (“Pantera Negra”). Ele interpreta o famoso advogado Thurgood Marshall, uma década antes de vencer o caso que acabou com a segregação racial nas escolas dos Estados Unidos e duas décadas antes de se tornar o primeiro juiz negro da Suprema Corte do país. A trama acompanha um dos casos que ajudou a definir sua carreira, quando atuava em defesa de negros acusados de crimes que não cometeram. Seu cliente é um motorista suspeito de atacar sua chefe branca, tentando estuprá-la e matá-la. Diante da repercussão negativa do suposto crime, Marshall decide contratar um advogado branco inexperiente para ser seu assistente, e o rapaz logo descobre como é sofrer racismo. Mas o julgamento revela muitas reviravoltas. A escalação do elenco promove o reencontro de Josh Gad e Dan Stevens após “A Bela e a Fera”. Os dois vivem, respectivamente, o advogado assistente e o promotor público do caso. Além deles, a trama destaca Sterling K. Brown (“The People v. O.J. Simpson: American Crime Story”) como o suspeito do crime e Kate Hudson (“Horizonte Profundo: Desastre no Golfo”) como a suposta vítima. O filme marca a volta à direção cinematográfica de Reginald Hudlin (“O Príncipe das Mulheres”), após 15 anos comandando séries. A estreia está marcada para 13 de outubro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

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  • Série

    Fãs de Star Trek reagem com racismo e homofobia à diversidade da nova série

    22 de junho de 2017 /

    Reconhecida mundialmente por representar um futuro utópico de igualdade racial e sexual, “Star Trek” revelou ter fãs homofóbicos, racistas e sexistas após a divulgação do trailer da nova série derivada da franquia. Um artigo publicado na revista The New Yorker destacou o uso do termo “genocídio branco” entre as pessoas que desaprovaram a diversidade de “Star Trek: Discovery”. A produção também foi apelidada de “Star Trek Feminista Lésbica” na web. O choque dos ataques violentos foi tão forte que a atriz Sonequa Martin-Green (série “The Walking Dead”), que protagoniza a nova série, decidiu se manifestar. “Eu encorajo essas pessoas a se apegarem à essência e ao espírito de ‘Star Trek’, que foi o que construiu o legado da série”, ela disse em entrevista à revista Entertainment Weekly. Para a atriz, a série original se tornou um fenômeno cultural porque estava à frente do pensamento conservador de sua época. Foi “Jornada nas Estrelas”, nos anos 1960, que exibiu o primeiro beijo inter-racial da TV americana, entre o capitão Kirk e a tenente Uhura. Além disso, a série insistia que superar diferenças, por meio de diplomacia, era mais importante que a demonstração de força. Os vilões da atração, identificados como klingons, eram justamente uma raça alienígena que se recusava a aceitar essa situação, considerando-se superior às outras espécies e por isso no direito de atacar os diferentes. “É difícil entender e apreciar ‘Star Trek’ se você não entende e aprecia isso”, diz Martin-Green. “[Diversidade] é um dos princípios fundamentais da série, e eu penso que, se você perde isso, você perde todo o legado. Estou incrivelmente orgulhosa de protagonizar a produção e mostrar esse mundo pelos olhos de uma mulher negra, algo que ainda não tinha sido feito. Sinto que estamos dando um passo adiante, e acho que é algo que todas as histórias deveriam fazer”, concluiu. Além de Martin-Green, que interpreta a oficial Michael Burnham, o elenco de “Star Trek: Discovery” conta com a taiwanesa Michele Yeoh (“O Tigre e o Dragão”) como a Capitã Georgiou e com Anthony Rapp (“Rent: Os Boêmios”), que viverá o primeiro personagem abertamente gay da franquia. A atração será lançada no dia 24 de setembro nos Estados Unidos. Seguindo o padrão estabelecido em outras parcerias da Netflix, ela deve ser disponibilizada no dia seguinte no mercado internacional pela plataforma de streaming.

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  • Filme

    Drama racial da diretora de Guerra ao Terror ganha novo trailer e vídeo de depoimentos

    18 de junho de 2017 /

    A Annapurna divulgou um vídeo de depoimentos e o segundo trailer de “Detroit”, drama de época dirigido por Kathryn Bigelow, única mulher a vencer o Oscar de Melhor Direção. A prévia é tensa, registrando os fatos que originaram um confronto racial histórico, que abalou a cidade americana do título em 1967. E como complemento é possível ver, no vídeo logo abaixo, os personagens reais da história, recordando os eventos que culminaram no quebra-quebra de quase uma semana. 10º filme de Bigelow e o terceiro de sua bem-sucedida parceria com o roteirista Mark Boal, que escreveu seus longas mais recentes – “Guerra ao Terror” (2008) e “A Hora Mais Escura” (2012) – , o filme retrata a devastadora revolta popular que tomou conta de Detroit ao longo de cinco dias, quando uma operação policial e militar sem planejamento matou três jovens negros, precipitando uma rebelião civil, que cresceu para uma batalha campal com um saldo impressionante de 43 mortos, mais de 340 feridos e 7 mil prédios queimados. O elenco inclui John Boyega (“Star Wars: O Despertar da Força”), Will Poulter (“O Regresso”), Jack Reynor (“Transformers: A Era da Extinção”), Anthony Mackie (“Capitão América: Guerra Civil”), Kaitlyn Dever (série “Justified”), John Krasinski (“13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”), Hannah Murray (série “Game of Thrones”), Tyler James Williams (série “The Walking Dead”) e Ben O’Toole (“Promessas de Guerra”). A estreia está marcada para 4 de agosto nos EUA, poucos dias após a comemoração do 50º aniversário dos tumultos. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.

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  • Filme

    Homem-Aranha se diverte com uniforme de mil utilidades em novo trailer do filme

    8 de junho de 2017 /

    A Sony britânica divulgou um novo trailer internacional de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, que traz Peter Parker (Tom Holland) se divertindo com seu novo traje, cortesia do inventor milionário Tony Stark (Robert Downey Jr.). A prévia também mostra lutas com o vilão Abutre, vivido por Michael Keaton (“Birdman”). Spoilers antecipados pelo próprio marketing da produção tiraram parte da graça dessas cenas, pois já se sabe que a diversão com o uniforme de mil utilidades não dura muito. Conforme visto num trailer anterior, Stark confisca o traje, fazendo com que Peter recorra a um disfarce caseiro para continuar combatendo o crime, similar ao do Aranha Escarlate nos quadrinhos. Com direção de Jon Watts (“A Viatura”), “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” tem estreia prevista para 6 de julho no Brasil.

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  • Música

    Mallu Magalhães pede desculpas por clipe acusado de racista

    24 de maio de 2017 /

    A cantora Mallu Magalhães decidiu se pronunciar, após seu novo clipe ser acusado de racista. Em comunicado, ela pede desculpas e afirma que “a ideia era ter um clipe com excelentes dançarinos que despertassem nas pessoas a vontade de dançar, de se expressar”, mas que entende as “interpretações que derivaram do clipe”. “A arte é um território muito aberto e passível de diferentes interpretações e, por mais que tentemos expressar com precisão uma ideia, acontece de alguns significados, às vezes, fugirem do nosso controle. Sei que o racismo ainda é, infelizmente, um problema estrutural e muito presente. Eu também o vejo, o rejeito e o combato. Li cada uma das críticas, dos posts e comentários, e o debate me fez refletir muito sobre o tema. Entendo as interpretações que derivaram do clipe, mas gostaria de deixar claro minhas reais intenções”, completa. No vídeo da música “Você Não Presta”, a cantora requebra ao lado de dançarinos negros e a combinação, além da forma como eles são retratados, causou polêmica. Como os dançarinos vestem poucas roupas e estão com o corpo besuntado em óleo, ativistas apontaram que se trata de um contexto racista, já que há a hipersexualização do corpo numa prática que remete à época da escravidão, quando os escravos tinham o corpo besuntado em banha para parecerem mais saudáveis e esconder os defeitos físicos. Para complicar ainda mais, há uma sequência em que os dançarinos aparecem atrás de uma grade de ferro. É a estrutura metálica de uma escada, mas a associação que se faz é de uma cela de prisão. No pior timing do mundo, é justamente nessa hora que ela canta o refrão: “Eu convido todo mundo para minha festa, só não convido você porque você não presta”… Em outra sequência, o cenário vira paredes de tijolos expostos, que lembram barracos de favela. O distanciamento da cantora do restante da equipe também foi alvo de críticas. Muitos apontam que Mallu não se coloca como integrante do grupo nas imagens. Mas não pára nisso. Há intertexto no intertexto. O fato de Mallu usar uma camiseta estampada com “Oscar 2002” remete ao único ano em que dois negros (Denzel Washington e Halle Berry) venceram o troféu de Melhor Ator e Melhor Atriz na história da premiação da Academia. 2002 também foi o ano do lançamento do filme brasileiro “Cidade de Deus”… Houve até quem lembrasse que a cantora mora em Portugal, e a estética do clipe, que sexualiza negros e glamoriza a favela, é um esterótipo de como os europeus imaginam o Brasil. Segundo ela, as reações foram “uma oportunidade de aprender”. E ela reitera seu “pedido de desculpas”. Leia abaixo o comunicado na íntegra: “Fico muito triste em saber que o clipe da música ‘Você não Presta’ possa ter ofendido alguém. É muito decepcionante para mim que isso tenha acontecido. Gostaria de pedir desculpas a essas pessoas. Meu trabalho e minha mensagem têm sempre finalidade e ideais construtivos, nunca, de maneira nenhuma, destrutivos ou agressivos. A arte é um território muito aberto e passível de diferentes interpretações e, por mais que tentemos expressar com precisão uma ideia, acontece de alguns significados, às vezes, fugirem do nosso controle. Sei que o racismo ainda é, infelizmente, um problema estrutural e muito presente. Eu também o vejo, o rejeito e o combato. Li cada uma das críticas, dos posts e comentários, e o debate me fez refletir muito sobre o tema. Entendo as interpretações que derivaram do clipe, mas gostaria de deixar claro minhas reais intenções. A ideia era ter um clipe com excelentes dançarinos que despertassem nas pessoas a vontade de dançar, de se expressar. Foram convidados pela produtora e pelo diretor os bailarinos Bruno Cadinha, Aires d´Alva, Filipa Amaro, Xenos Palma, Stella Carvalho e Manuela Cabitango. Com a última, inclusive, tive a alegria de fazer aulas para me preparar para o vídeo. É realmente uma tristeza enorme ter decepcionado algumas pessoas, mas ao mesmo tempo agradeço a todos por terem se expressado. E reitero o meu pedido de desculpa. É uma oportunidade de aprender. Espero que, após este esclarecimento, seja aliviado deste espaço de conversa qualquer sentimento de ofensa ou injustiça, ficando os fundamentos nos quais tanto acredito: a dança, a arte e o convite à música.”

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  • Filme

    Homem-Aranha: De Volta ao Lar ganha novos pôsteres e dois trailers bem diferentes

    24 de maio de 2017 /

    A Sony e a Marvel divulgaram dois novos pôsteres e trailers de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. Cada estúdio lançou a sua própria versão do trailer. Os dois vídeos são bem diferentes, mas apenas o da Sony tem legendas, já que o filme será lançado por este estúdio no Brasil. As prévias destacam melhor o vilão Abutre, vivido por Michael Keaton (“Birdman”), e a forma condescendente com que Tony Stark (Robert Downey Jr.) trata Peter Parker (Tom Holland), que ainda não estaria pronto para virar um dos Vingadores. O trailer da Sony ainda dá bastante espaço para Jon Favreau (diretor dos dois primeiros “Homem de Ferro”), que volta a viver o auxiliar de Stark, Happy Hogan. Com direção de Jon Watts (“A Viatura”), “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” tem estreia prevista para 6 de julho no Brasil.

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  • Música

    Mallu Magalhães cria polêmica com clipe acusado de racista

    24 de maio de 2017 /

    Mallu Magalhães lançou um novo clipe, “Você Não Presta”, e a internet caiu matando. No vídeo, a cantora requebra ao lado de dançarinos negros, e a combinação, além da forma como eles são retratados, causou polêmica. Como os dançarinos vestem poucas roupas e estão com o corpo besuntado em óleo, ativistas apontaram que se trata de um contexto racista, já que há a hipersexualização do corpo numa prática que remete à época da escravidão, quando os escravos tinham o corpo besuntado em banha para parecerem mais saudáveis e esconder os defeitos físicos. Para complicar ainda mais, há uma sequência em que os dançarinos aparecem atrás de uma grade de ferro. É a estrutura metálica de uma escada, mas a associação que se faz é de uma cela de prisão. No pior timing do mundo, é justamente nessa hora que ela canta o refrão: “Eu convido todo mundo para minha festa, só não convido você porque você não presta”… Em outra sequência, o cenário vira paredes de tijolos expostos, que lembram barracos de favela. O distanciamento da cantora do restante da equipe também foi alvo de críticas. Muitos apontam que Mallu não se coloca como integrante do grupo nas imagens. Mas não pára nisso. Há intertexto no intertexto. O fato de Mallu usar uma camiseta estampada com “Oscar 2002” remete ao único ano em que dois negros (Denzel Washington e Halle Berry) venceram o troféu de Melhor Ator e Melhor Atriz na história da premiação da Academia. 2002 também foi o ano do lançamento do filme brasileiro “Cidade de Deus”… Houve até quem lembrasse que a cantora mora em Portugal, e a estética do clipe, que sexualiza negros e glamoriza a favela, é um esterótipo de como os europeus imaginam o Brasil. A música? A música é um samba rock contagiante. Um som criado pelo choque de culturas e raças. Lembra Jorge Ben, entoado por Nara Leão. Ninguém, pelo menos, protestou por a branca gravar samba rock. Falando bem, falando mal, o clipe já tem quase 1 milhão de visualizações.

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  • Filme

    David Oyelowo e Russell Crowe vão estrelar novo filme de José Padilha

    9 de maio de 2017 /

    O diretor José Padilha, atualmente dividindo-se entre as séries “Narcos”, “O Mecanismo” e a pós-produção do thriller de ação “Entebbe”, começou a definir o elenco de seu próximo longa-metragem. Segundo o site Deadline, o ator David Oyelowo (“Selma”) já fechou e Russell Crowe (“Noé”) está em negociações avançadas para estrelar “Arc of Justice”. Trata-se da adaptação do livro “Arc of Justice: A Saga of Race, Civil Rights, and Murder in the Jazz Age”, de Kevin Boyle, que narra a história verídica de um incidente racial ocorrido em Detroit em 1925, que levou o médico negro Ossian Sweet ser levado a julgamento por um suposto assassinato. O médico e sua esposa tinham acabado de se mudar para sua casa nova num bairro de classe média de Detroit, revoltando os moradores locais, que se juntaram para forçá-los a ir embora. Cerca de mil moradores brancos do bairro criaram um tumulto na frente da casa dos Sweet, atirando pedras contra a residência e disparando tiros. No meio da confusão, um homem foi morto e a polícia decidiu prender o médico por homicídio. A história acompanha em paralelo os primeiros passos da organização NAACP (sigla, em inglês, de Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor), pioneira na luta pelos direitos civis, que financiou a defesa de Sweet, realizada pelo famoso advogado Clarence Darrow, uma lenda dos tribunais americanos. O discurso final de Darrow durou mais de oito horas e convenceu o júri de que todas as pessoas têm o direito de defender seu lar, independente da cor da pele. O veredito chocou a população branca da cidade. Anos depois, a casa dos Sweet foi tombada e virou patrimônio histórico de Detroit, com uma placa erguida diante de sua fachada para homenagear seus antigos moradores. Oyelowo está escalado para viver Sweet e Crowe negocia o papel de Darrow. O roteiro foi escrito por Max Borenstein (“Godzilla” e “Kong: A Ilha da Caveira”) e Rodney Barnes (séries “Todo Mundo Odeia o Chris” e “The Boondocks”), e a produção está a cargo da Mark Gordon Company.

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  • Filme

    Vídeo de Homem-Aranha: De Volta ao Lar mostra descoberta da identidade do herói

    8 de maio de 2017 /

    A Sony divulgou um novo cartaz e o vídeo de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”. Exibido nos EUA no intervalo do MTV Movie & TV Awards 2017, o vídeo mostra Ned Leeds, vivido pelo estreante Jacob Batalon, descobrindo a identidade secreta do herói. Há também uma cena no colégio em que a personagem (não Mary Jane) de Zendaya (série “Agente K.C.”) zoa com Peter Parker (Tom Holland). A audiência do programa da MTV deve ter identificado o clima “Teen Wolf” dessa seleção de imagens. Já os leitores dos quadrinhos podem ter ficado ainda mais na defensiva com relação ao personagem de Batalon. Afinal, Ned Leeds foi originalmente introduzido como um repórter adulto – além de magro e loiro – do Clarim Diário. Por outro lado, o tipo físico, a idade, a etnia e até a interação do personagem com o Aranha mostra-se, a cada cena revelada, mais parecida com Ganke Lee, o melhor amigo de Miles Morales, o Homem-Aranha do universo Ultimate. Falha de pesquisa dos roteiristas? Pela ficha corrida, sim. John Francis Daley e Jonathan Goldstein escreveram antes as fraquíssimas comédias “O Incrível Mágico Burt Wonderstone” (2013), “Quero Matar Meu Chefe 2” (2014) e o reboot de “Férias Frustradas” (2015). As duas últimas basicamente mataram suas franquias. Com direção de Jon Watts (“A Viatura”), “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” tem estreia prevista para 6 de julho no Brasil. Confira também o trailer brasileiro aqui.

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  • Filme

    Drama racial da diretora de Guerra ao Terror ganha primeiro trailer e fotos

    12 de abril de 2017 /

    A Annapurna divulgou o pôster, cinco fotos e o primeiro trailer de “Detroit”, drama de época dirigido por Kathryn Bigelow, única mulher a vencer o Oscar de Melhor Direção. A prévia é tensa, registrando um confronto racial histórico, que abalou a cidade americana do título em 1967. 10º filme da cineasta e o terceiro de sua bem-sucedida parceria com o roteirista Mark Boal, que escreveu seus longas mais recentes – “Guerra ao Terror” (2008) e “A Hora Mais Escura” (2012) – , o filme retrata a devastadora revolta popular que tomou conta da cidade de Detroit ao longo de cinco dias, quando uma operação policial e militar sem planejamento originou uma rebelião civil, cresceu para uma batalha campal e deixou um saldo impressionante de 43 mortos, mais de 340 feridos e 7 mil prédios queimados. O elenco inclui John Boyega (“Star Wars: O Despertar da Força”), Will Poulter (“O Regresso”), Jack Reynor (“Transformers: A Era da Extinção”), Anthony Mackie (“Capitão América: Guerra Civil”), Kaitlyn Dever (série “Justified”), John Krasinski (“13 Horas: Os Soldados Secretos de Benghazi”), Hannah Murray (série “Game of Thrones”), Tyler James Williams (série “The Walking Dead”) e Ben O’Toole (“Promessas de Guerra”). A estreia está marcada para 4 de agosto nos EUA, poucos dias após a comemoração do 50º aniversário dos tumultos. Ainda não há previsão para o lançamento nos EUA.

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  • Filme

    Jay Z vai produzir filme e série sobre o assassinato do adolescente Trayvon Martin

    25 de março de 2017 /

    O rapper Jay Z se juntou a Harvey Weinstein, um dos produtores mais influentes de Hollywood, dono da TWC (The Weinstein Company), para produzir uma filme e uma série de documentários sobre Trayvon Martin, o adolescente negro baleado por um segurança perto de sua casa em 2012, informou a revista Rolling Stone. Eles adquiriram os direitos de dois livros que abordam a tragédia, “Suspicion Nation: The Inside Story of the Trayvon Martin Injustice and Why We Continue to Repeat It” e “Rest in Power: The Enduring Life of Trayvon Martin”. O primeiro livro foi escrito pela repórter Lisa Bloom e registra sua experiência cobrindo o julgamento do caso para o jornalismo da rede NBC. Já a segunda obra foi escrita pelos pais de Martin, Sybrina e Tracy, e apresenta um ponto de vista mais pessoal, centrado na infância do adolescente e nas consequências de sua morte. O caso chocou a opinião pública americana, por o rapaz assassinado ser um estudante dedicado, andar desarmado e ter sido abordado em sua própria vizinhança, mas a defesa do segurança George Zimmerman conseguiu sua absolvição, após o júri ter aceitado a tese de que ele atuou em defesa própria quando atirou no jovem, de 17 anos. Muitos consideraram o crime um ato racista, dando origem ao movimento “Black Lives Matter” (“as vidas negras importam”), que ganhou ainda mais força com a repetição de fatos similares nos anos seguintes, levando a um grande questionamento da ação de policiais contra jovens negros nos EUA. A TWC já teve um grande sucesso ao filmar uma história similar, “Fruitvale Station: A Última Parada”, sobre a história real de Oscar Grant, um jovem de 22 anos que foi morto por um policial em uma estação de metrô de San Francisco. Vencedor do Festival de Sundance em 2013, o filme lançou a carreira do diretor Ryan Coogler (“Creed”) e estabeleceu Michael B. Jordan como um dos atores jovens mais talentosos de sua geração.

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