Novo filme de Spike Lee eletriza Festival de Cannes com aplausos contra o racismo
Spike Lee voltou à competição do Festival de Cannes em alto estilo. Seu novo filme, “BlacKkKlansman”, foi aplaudido em pé pelo público do festival. Quase 30 anos após ter sido apontado como favorito à Palma de Ouro por “Faça a Coisa Certa” (1989), o melhor filme de sua carreira, o diretor reencontrou foco e reconhecimento internacional com uma trama politizada, baseada numa história real, mas permeada pela experiência de quem já filmou muitos suspenses policiais e comédias. A nova obra é um resumo perfeito de sua evolução como cineasta. “BlacKkKlansman” revela os bastidores da mais notória organização racista e de extrema direita dos Estados Unidos, a Ku Klux Klan, por meio de uma trama inacreditável, ainda que verídica, em que um policial afro-americano do Colorado se infiltra em suas fileiras, em plenos anos 1970. Ron Stallworth (John David Washington, da série “Ballers”) foi o primeiro negro a entrar para os quadros da polícia de Colorado Springs, mas mesmo depois de ser aceito como detetive, continuou sendo assediado pelos colegas da corporação. Entretanto, para se infiltrar na KKK, ele precisará da ajuda de um policial branco (Adam Driver, de “Star Wars: Os Últimos Jedi”), já que, obviamente, não poderia fazer isso pessoalmente. De forma significativa, o filme abre com uma sequência de “E o Vento Levou ….” (1939), de Victor Fleming e George Cukor, inclui trechos de “O Nascimento de uma nação” (1915), de D. W. Griffith, obra-prima do racismo no cinema, e fecha com imagens documentais, dos confrontos entre supremacistas brancos e grupos antirracistas em Charlottesville, no ano passado, acompanhadas pelo discurso de Donald Trump sobre o evento, em que o presidente americano afirmou existir “algumas boas pessoas” entre os racistas. O desfecho foi acompanhado por uma salva catártica de palmas. O cineasta justificou a inclusão da fala de Trump, de forma incisiva, durante o encontro com a imprensa internacional. “Nós temos um sujeito na Casa Branca, eu não vou dizer o nome dele, que no momento decisivo, não apenas para a América, mas para o mundo, teve a chance de dizer: ‘Nós estamos do lado do amor, não do ódio’. Mas aquele filho da p*ta não denunciou a maldita Klan, os extremistas de direita e os nazistas filhos da p*ta”. Além de usar palavras de Trump no filme, o cineasta também mostrou a semelhança entre o slogan que elegeu o empresário como presidente dos Estados Unidos e a mensagem galvanizadora da KKK. Numa das cenas, o líder da organização, David Duke (vivido por Topher Grace, de “Homem-Aranha 3”) afirma que quer trazer a “grandeza de volta à América”, evocando o lema de campanha do republicano. “A nossa preocupação número 1 era pegar essa história que se passa nos anos 1970 e conectar ao presente”, disse o diretor, que afirma pretender lançar o filme nos Estados Unidos em agosto, na data que marca um ano da marcha em Charlottesville. “Aquele foi um momento definidor na história americana.”
Rede ABC renova cinco séries de comédia
A rede ABC anunciou a renovação de cinco séries de comédia sobre famílias modernas: “Black-ish”, “Fresh Off the Boat”, “Speechless”, “American Housewife” e “Splitting Up Together”. Elas se juntam a “Modern Family”, que chegará à sua 10ª e possivelmente última temporada no canal. O quarteto renovado tem famílias de várias configurações, inclusive de pais separados, caso de “Splitting Up Together”, a caçula da turma. Lançada em março deste ano, a série marca a volta de Jenna Fischer aos sitcoms, após marcar época como a recepcionista Pam, de “The Office”. Na trama, ela e o marido (Oliver Hudson, de “Rules of Engagement”) resolvem se separar, mas sem se separar de verdade, já que também decidem continuar a morar juntos, para acomodar suas finanças e a criação dos filhos. Após seis episódios, a atração desenvolvida por Emily Kapnek (criadora de “Suburgatory”) foi aprovada com uma média de 4,4 milhões de telespectadores e 1,3 ponto na demo (a faixa demográfica de adultos entre 18 e 49 anos, mais relevante para os anunciantes). Cada ponto equivale a 1,3 milhão de adultos na medição da consultoria Nielsen. Já “Speechless” e “American Housewife” vão chegar aos seus terceiros anos, após desempenhos similares – respectivamente: 4,3 milhões e 1,1 ponto, e 4,5 milhões e 1,2 ponto. Criada por Scott Silveri (criador de “Joey”, “Perfect Couples” e “Go On”), “Speachless” tem o diferencial de lidar com a família de um adolescente cadeirante. A atração é estrelada por Minnie Driver (“Dou-lhes Um Ano”) como Maya, uma mãe apaixonada por seu marido e os três filhos pré-adolescentes, um deles com necessidades especiais. O elenco também inclui Cedric Yarbrough (“Meu Nome é Taylor, Drillbit Taylor”) como o cuidador do menino, cuja presença na trama evoca imediatamente o filme francês “Intocáveis” (2011). “American Housewife” é uma criação de Sarah Dunn (roteirista da clássica “Spin City”) e gira em torno da mãe vivida por Katy Mixon (série “Mike & Molly”). Sua personagem é Katie, que também é mãe de três crianças complicadas e sofre com seu temperamento forte, enquanto tenta criar sua família normal de classe média em uma cidade rica, repleta de esposas perfeitas e filhos ideais. Única série sobre família asiática na TV americana – e a primeira com protagonistas asiáticos da TV aberta desde 1994 – , “Fresh off the Boat” vai chegar a sua 5ª temporada com a menor audiência da turma – 3,8 milhões de telespectadores e 1 ponto na demo. Criada por Nahnatchka Khan (série “Apartment 23”), a trama é inspirada no livro de memórias do chef Eddie Huang e investe no tom nostálgico, ao estilo de “Todo Mundo Odeia o Cris”, “Os Goldbergs” e “Anos Incríveis”. Passada nos anos 1990, conta como a família taiwanesa do menino Eddie se adapta ao choque cultural de morar em Orlando, na Flórida. O elenco é encabeçado por Randall Park (que estará em “Homem Formiga e a Vespa”) e Constance Wu (que estará em “Podres de Ricos”), e a produção conta com o cineasta Jake Kasdan (do fenômeno “Jumanji: Bem-Vindo à Selva”). “Black-ish” também chega na 5ª temporada, mas em meio a muitas tensões nos bastidores. Seu criador, Kenya Barris (autor dos roteiros de “Viagem das Garotas” e do novo “Shaft”), estaria ensaiando trocar a TV pelo streaming, após ter se desentendido publicamente com o canal. No mês passado, a ABC vetou a exibição de um episódio politicamente temático do “Black-ish”, citando “diferenças criativas” com Barris. “Dadas as nossas diferenças criativas, nem ABC nem eu estávamos felizes com a direção do episódio e concordamos em não colocá-lo no ar”, Barris disse na época. Além disso, a rede não tem apostado em novas criações do roteirista, tendo recusado “Libby e Malcolm”, série política que seria estrelada por Felicity Huffman e Courtney B. Vance, “Unit Zero”, que mostraria Toni Collette na CIA, além de uma comédia com Alec Baldwin, que implodiu após o ator desistir do projeto. Assistida por 4,2 milhões de telespectadores ao vivo, com 1,1 ponto na demo, “Black-ish” já foi mais popular, mas, em compensação, rende frutos para o ABC Studios, como o spin-off “Grown-ish”, exibido no canal pago Freeform – do mesmo conglomerado. A série tem seis indicações ao Emmy e Tracee Ellis Ross venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz, por sua performance como a mãe sofredora da família Johnson.
Charlize Theron diz que pode sair dos Estados Unidos devido ao racismo
Charlize Theron revelou que não está mais suportando o racismo americano. A atriz sul-africana adotou dois meninos negros e, por conta disso, contou que está considerando se mudar dos Estados Unidos caso a situação não melhore. “Muitas vezes, olho para meus filhos e penso que, se essa intolerância continuar, eu terei que deixar os Estados Unidos. A última coisa que quero é que meus filhos se sintam inseguros”, ela afirmou, em entrevista à revista Elle. A atriz acredita que ter crescido na África do Sul durante o apartheid a deixou mais consciente sobre igualdade e direitos humanos. “O racismo está muito mais presente e forte do que nós pensávamos, não podemos mais negar. Há lugares nos Estados Unidos nos quais, caso eu conseguisse um emprego, não aceitaria. Eu não viajaria com meus filhos a certos lugares do país, e isso é problemático”, ela revelou. Charlize explicou que conversa sobre desigualdade com os meninos, ao mesmo tempo que deseja que eles tenham orgulho de ser quem são. “Eles precisam saber que as coisas são diferentes para mim e para eles e como isso é injusto. Se eu puder fazer algo para mudar isso, claro que vou fazer”, acrescentou.
Criador de Black-ish pode romper com a ABC após censura e ir para a Netflix
O roteirista-produtor Kenya Barris, criador das séries “Black-ish” e “Grown-ish” e autor dos roteiros de “Viagem das Garotas” e do novo “Shaft”, estaria ensaiando trocar a TV pelo streaming. A revista The Hollywood Reporter cita múltiplas fontes para afirmar que Barris está tentando romper seu contrato com o ABC Studios, seu lar criativo desde 2015. Essas mesmas fontes garantem que Barris estaria em negociações preliminares para se juntar a Shonda Rhimes e Ryan Murphy num grande acordo com a Netflix. “As conversas são muito reais”, diz uma das gargantas profundas. O ABC Studios e a Netflix se recusaram a comentar. Mas o desconforto do produtor com a rede ABC é notório. No mês passado, por exemplo, a ABC vetou a exibição de um episódio politicamente temático do “Black-ish”, citando “diferenças criativas” com Barris. “Dadas as nossas diferenças criativas, nem ABC nem eu estávamos felizes com a direção do episódio e concordaram em não colocá-lo no ar”, Barris disse na época. Além disso, a rede não tem apostado em novas criações do roteirista. A ABC recusou “Libby e Malcolm”, série política que seria estrelada por Felicity Huffman e Courtney B. Vance, “Unit Zero”, que mostraria Toni Collette na CIA, além de uma comédia com Alec Baldwin, que foi abandonada após o ator desistir do projeto.
Michael B. Jordan vai produzir filme sobre regimento de soldados negros na 2ª Guerra Mundial
O ator Michael B. Jordan (“Pantera Negra”) vai produzir um filme sobre um regimento do exército americano formado inteiramente por negros, cujo heroísmo durante a 2ª Guerra Mundial ajudou a acabar com a segregação das Forças Armadas nos Estados Unidos O filme será intitulado “The Liberators” e será uma coprodução da Outlier, produtora de Jordan, com o estúdio Safehouse Pictures, com distribuição da Warner Bros. Ele ainda não definiu se também irá estrelar o longa. O roteiro foi escrito por Madison Turner (“O Poder e o Impossível”), mas deve ganhar revisão. Ainda não há diretor definido, cronograma de produção ou previsão de estreia.
Episódio da série Black-ish é censurado nos Estados Unidos
Um episódio da série “Black-ish” foi censurado pela rede americana ABC. O episódio devia ter sido exibido em 27 de fevereiro nos Estados Unidos, mas foi vetado pelo canal devido a “divergências criativas”. A decisão controversa do canal do conglomerado Disney foi abordada num comunicado oficial. “Uma das coisas que sempre fez ‘Black-ish’ tão especial é como a série examina habilmente questões sociais delicadas de uma maneira que simultaneamente entretém e educa”, disse a nota da ABC. “No entanto, neste episódio houve diferenças criativas que não conseguimos resolver”. O criador da série, Kenya Barris, também se manifestou no mesmo comunicado. “Dadas as nossas diferenças criativas, nem a ABC nem eu ficamos felizes com a direção do episódio e concordamos mutuamente em não veiculá-lo”, disse Barris, que também dirigiu o episódio. “‘Black-ish’ é um programa que fala com todos os tipos diferentes de pessoas e os aproxima como comunidade e estou muito orgulhoso da série”, completou. Intitulado “Please, Baby, Please”, o episódio da 4ª temporada da série de comédia foi gravado em novembro. E, segundo a revista Variety, as divergências não foram “criativas”, mas políticas. Nas cenas em que não houve acordo, segundo apurou a Variety, Dre (Anthony Anderson) improvisava uma história de ninar para seu bebê Devante, no qual expressava muitas de suas preocupações sobre o estado atual dos Estados Unidos. Em outra, Dre e seu filho mais velho, Junior (Marcus Scribner), discutiam os direitos dos atletas de se recusarem a se levantar durante a execução do hino nacional nos jogos de futebol americano e se ajoelharem em protesto contra a violência policial. Esta questão virou polêmica após Donald Trump mandar os donos de times demitirem os atletas que tomassem essa atitude. Isto foi em setembro e, desde então, mais e mais atletas tem se ajoelhado.
Noah Wyle viverá viúvo gay em série dramática produzida pela diretora de Selma
Noah Wyle vai voltar às séries dramáticas. O eterno Dr. Carter de “Plantão Médico/ER” andou enfrentando discos voadores em “Falling Skies” e artefatos mágicos em “The Librarians”. Mas agora terá que lidar com o bom e velho preconceito, numa produção da cineasta Ava DuVernay (“Selma”, “Uma Dobra no Tempo”). Intitulada “Red Line”, a série trará Wyle num relacionamento gay. Ele é um professor de ensino médio, casado com um médico negro. Entretanto, seu marido é assassinado erroneamente por um policial de Chicago, o que deixa o protagonista viúvo e tendo que cuidar sozinho da filha recém-adotada pelo casal, Jira, de dois anos. O elenco também inclui Noel Fisher (da série “Shameless”), como o policial branco que atira por engano no marido de Wyle. A trama acompanhará as histórias de três famílias conectadas a esse incidente, que são afetadas de diferentes maneiras por ele. “Red Line” foi criada por Caitlin Parrish (roteirista-produtora da série “Supergirl”) e Erica Weiss. As duas codirigiram o drama indie “The View from Tall” (2016) e agora dividem a produção do projeto com DuVernay e Greg Berlanti (o criador de “Supergirl”). Por enquanto, apenas o piloto foi encomendado. Ele precisa ser aprovado pela rede CBS para virar série.
Donald Glover teria sofrido racismo de Chevy Chase durante Community
Donald Glover teria sido alvo de comentários racistas constantes do colega Chevy Chase durante as gravações da série “Community”. Quem fez a revelação foi Dan Harmon, criador da atração exibida entre 2009 a 2015, em uma reportagem da revista The New Yorker. Segundo o autor, Chase fazia comentários pejorativos para “perturbar” Glover, dizendo coisas como “as pessoas acham você mais engraçado porque você é negro”. “Chevy foi o primeiro a perceber o quão talentoso Donald era, e a forma como ele expressou sua inveja foi tentando desestabilizar Donald”, afirmou Harmon. “Eu me lembro de pedir desculpas a Donald depois de uma noite particularmente difícil de verborragia por parte de Chevy, e Donald disse ‘nem me preocupo com isso’”. Chevy Chase saiu de “Community” após se desentender com Harmon e fez sua última aparição no primeiro capítulo da 5ª temporada. Donald Glover saiu da série quatro episódios depois, alegando que pretendia criar sua própria série. O resultado foi “Atlanta”, que em seu primeiro ano venceu mais prêmios que “Community” em todas as suas seis temporadas. Em declaração à revista, Glover falou com condescendência sobre Chase sem mencionar os supostos comentários racistas. “Eu via Chevy como alguém que lutava contra o tempo – um verdadeiro artista tem que estar bem com o fim de seu reinado. Sei que há um ser humano lá em algum lugar – ele é quase humano demais”. Convidado a se manifestar, Chevy Chase disse apenas estar “entristecido” com a opinião dos colegas. Glover e Chase fizeram parte do elenco principal de “Community” durante as quatro primeiras temporadas da série. Atualmente, Glover conduz a série “Atlanta”, da qual é protagonista e criador.
Atriz da série House acusa Marilyn Manson de assédio e comentários racistas
O cantor Marilyn Manson foi acusado de homofobia, racismo e assédio pela atriz Charlyne Yi, conhecida pelo papel da Dra. Chi Park na série “House”. Ela postou e deletou um comentário em seu Twitter sobre uma visita de Manson aos bastidores da última temporada da série, exibida em 2012, repercutindo o show polêmico do cantor no fim de semana. “Nem me comece a falar de Marilyn Manson. Sim, isso aconteceu há muito tempo, na última temporada de ‘House’, quando ele veio visitar o set porque era um grande fã da série. Ele assediou praticamente todas as mulheres perguntando se faríamos ‘tesoura’ ou ‘rinoceronte’ e me chamou de ‘Homem da China'”, comentou, referindo-se a termos de sexo lésbico. Após o comentário, ela foi atacada por fãs do cantor e preferiu deletar o que escreveu. Em seguida, acrescentou: “É como um gatilho ver as pessoas que assediaram você na internet. E então quando você fala sobre os casos você se torna a pessoa associada ao assediador. E este é seu nome agora. Ultrapassa quem você é”. E também deletou. As denúncias vieram após um show de Manson em Nova York que chamou atenção da mídia, pelo comportamento estranho do cantor, que fez longos discursos incompreensíveis e abandonou o palco após seis canções. O músico e seus representantes não comentaram as acusações até agora. Vale lembrar que em outubro do ano passado, Yi afirmou no Twitter ter sofrido comentários racistas do comediante David Cross (série “Arrested Development”) no começo de sua carreira. A esposa de Cross, a atriz Amber Tamblyn (“Quatro Amigas e um Jeans Vianjante”), procurou Yi e intermediou um pedido de desculpas de Cross, que se disse arrependido.
Ator mirim da Globo presta queixa criminal após ser chamado de macaco nas redes sociais
O ator mirim JP Rufino, de 15 anos, procurou a Justiça após ser chamado de “macaco” nas redes sociais, durante uma transmissão ao vivo no Instagram. Ele fazia o streaming do desfile da escola de samba Mangueira, no último sábado (17/12), quando recebeu o comentário: “Eca. Macaco sambando. kkkkk”. Ele e a mãe, Martha Cristina, estiveram na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, no Rio de Janeiro, para prestar queixa. Rufino, que integrou o elenco das novelas “Além do Horizonte (2013), “Alto Astral” (2014) e “Êta Mundo Bom!” (2016) na rede Globo, fez um desabafo no Instagram. “Do nada você recebe esse e por mim inabalável comentário, já que sou muito bem resolvido e bem preparado para qualquer tipo que seja a espécie de críticas ou ‘maldades'”, disse ele num post de mensagem clara, ainda que truncada. Um dia depois, ele publicou um texto assinado pela mãe revelando que procuraria as autoridades. “Não temos a intenção e não queremos julgar ninguém. Apenas a Justiça e respeito que todos devemos por priori ter! Sejamos verdadeiros, bons e, acima de tudo, conscientes dos fatos que fazem valer. Agradecemos todo o apoio e carinho manifestado no caso e aguardemos a apuração da pessoa que seja responsável. Pois a certeza de que precisaremos, sim, encontrar o responsável!”, disse ela. Veja os dois posts abaixo. ?E durante sua transmissão ao vivo…do nada vc recebe esse e por mim inabalável comentário, já que sou muito bem resolvido e bem preparado para qq tipo que seja a espécie de críticas ou "maldades" Primeiro: por ter sido educado a respeitar o próximo Segundo: por ter sido educado a aceitar opinião alheia Terceiro: por acreditar que existem e (muitas!!!) Pessoas do bem Quarto: por ter a certeza que sou cercado pela grande maioria delas (pessoas do bem!!!) Quinto: por ter como princípios não agredir e nem denegrir ninguém Sexto: por saber diferenciar o que é o bem! Sétimo: por não compactuar com o que é errado Oitavo: por não acreditar que em meio de uma luta por um mundo melhor…ainda possam existir e insistir nesse tipo desnecessário de comparações e agressões Nono: que não tenho nada contra ao macaco e nem vejo motivos para tal graça E por último… que não poderia me calar…deixar passar… tamanha falta de noção Com todo respeito à sua pessoa…mesmo com a sua falta de respeito à minha DESNECESSÁRIO E INFELIZ COLOCAÇÃO @joaomatheus7839 ? #SemMimimi #RACISMOÉCRIME #MECALARJAMAIS Uma publicação compartilhada por JP RUFINO (@jprufino1) em 18 de Fev, 2018 às 12:05 PST Diante alguns pedidos por inbox de pessoas de conhecimento da pessoa em questão que cometeu esse ato triste de racismo O qual relatarem que o perfil então usado tenha sido hackeado E sem nenhuma intenção em julgar alguém Porém com o devido respeito da pessoa hostilizada (no caso) meu filho Que o Real feitor… tenha a consciência já que como citado usou a conta de alguém para esse ato. Consciência essa que não se deve agredir ninguém…a consciência de que racismo é crime E a consciência de que não se deve usar as pessoas para agredir outras Que se tenha essa coragem e vontade que use seu próprio nome para tal gesto lastimável Não temos a intenção e não queremos julgar ninguém Apenas a justiça e Respeito que todos devemos por priore ter! Sejamos verdadeiros…bons e acima de tudo conscientes dos fatos que fazem valer Agradecemos todo o apoio e carinho manifestado e no caso aguardemos a apuração da pessoa que seja responsável Pois a certeza de que precisaremos sim…encontrar o responsável! Triste por ter tido um dos meus amores maior passando por esse episódio Triste por terem usado um perfil (seja por brincadeira ou não) de uma pessoa que pelas conversas a mim enviadas não seria a real pessoa. Chegaremos ao responsável por tal ato! E vamos aos responsáveis! Pois calar jamais! Sem mais, Martha Cristina Foto divulgação: blog do Luciano Egídio Uma publicação compartilhada por JP RUFINO (@jprufino1) em 18 de Fev, 2018 às 5:40 PST
Ator é cortado da adaptação de O Ódio que Você Semeia por comentários racistas
A Fox decidiu remover completamente o jovem ator Kian Lawley (série “Zac and Mia”) do filme “The Hate U Give”, baseado no livro “O Ódio que Você Semeia”. O motivo é um vídeo em que o artista aparece fazendo comentários racistas. “Devido à controvérsia causada por seus comentários e comportamentos no passado, Kian Lawley não irá mais aparecer em ‘O Ódio que Você Semeia’. O estúdio planeja escalar outro ator para o papel de Chris e refilmar as cenas necessárias”, afirmou um comunicado oficial da Fox. A situação é especialmente sensível, porque o livro “O Ódio que Você Semeia”, de Angie Thomas, acompanha uma jovem que se torna ativista após presenciar um amigo ser atingido a tiros pela polícia. A história é inspirada pelo movimento Black Lives Matter, que denuncia o racismo da polícia americana. A decisão de substituir o ator é similar à tomada por Ridley Scott em “Todo o Dinheiro do Mundo”, produção da Sony. Após ser acusado de assédio e abuso sexual por vários homens, Kevin Spacey foi substituído pelo ator Christopher Plummer quando o filme já estava concluído. A mesma situação se repete agora, com um estúdio diferente. Embora ainda não tenha data de estreia, as filmagens de “O Ódio que Você Semeia” acabaram em novembro, com direção de George Tillman Jr. (“Uma Longa Jornada”). Após o ocorrido, Lawley se manifestou apoiando a decisão da Fox. “Palavras têm poder e podem causar danos. Eu assumo as minhas e peço desculpas. Eu respeito a decisão da Fox de reescalar o papel de ‘O Ódio que Você Semeia’, já que é uma história importante e não seria apropriado eu estar envolvido nela considerando as ações do meu passado”.
Discurso de Oprah Winfrey no Globo de Ouro contagia EUA, que a querem como presidente
O discurso de Oprah Winfrey no Globo de Ouro 2018, em que foi homenageada com o troféu Cecil B. DeMille pela carreira, não emocionou apenas as estrelas presentes. Ele contagiou os Estados Unidos. A atriz, apresentadora e empresária lembrou sua infância, citou a importância de ver Sidney Poitier vencer o Oscar, como sua mãe foi uma das milhões de mulheres que suportaram caladas os abusos, e lembrou do caso de Recy Taylor, uma mulher negra que sofreu um estupro coletivo me 1944 e se tornou símbolo do movimento pelos direitos civis. “Ela morreu alguns dias atrás, pouco antes do seu 98º aniversário. E ela viveu, como muitas de nós, por muito tempo em um mundo em que homens poderosos deixavam terra arrasada por onde passavam. Por tempo demais, as mulheres não foram ouvidas ou receberam crédito quando ousaram falar a verdade sobre esses homens poderosos, mas o tempo deles acabou”, disse Oprah, citando o slogan do movimento Time’s Up, criado para dar apoio a vítimas de abuso e assédio sexual. “Quero que todas as meninas assistindo hoje saibam que um novo tempo se aproxima! E quando esse dia finalmente chegar, vai ser por causa de muitas mulheres incríveis, muitas das quais estão aqui nesta sala hoje, e alguns homens fenomenais lutando para se assegurar que elas se tornem as líderes que nos levarão a um tempo em que ninguém mais tenha que dizer ‘eu também'”, continuou, fazendo outra citação, desta vez à hashtag que tomou as redes sociais, com mulheres dividindo suas histórias de assédio e abuso. Diante da força do discurso, celebridades e internautas anônimos imediatamente foram as redes sociais lançar uma campanha para que Oprah se candidatasse à Presidente em 2020. Até o comentarista político Gabriel Debenedetti levou a sério a proposta e mostrou uma pesquisa com números sobre a candidatura. Ela já tem uma aprovação de 29% dos eleitores, mesmo sem sequer fazer campanha. Veja o vídeo de seu discurso na íntegra abaixo:
Série White Famous é cancelada após 1ª temporada
O canal pago americano Showtime cancelou a série de comédia “White Famous” após o final da 1ª temporada. A série não conseguiu grande audiência e dividiu a crítica, com 58% de aprovação no Rotten Tomatoes. E isto marcou um grande contraste com a outra série novata do canal, “SMILF”, sucesso de público e crítica. A série foi criada por Tom Kapinos e lembrava o tom da criação anterior do produtor, “Kalifornication”. A diferença é que, em vez de um escritor branco de meia idade em Hollywood, a trama girava em torno de um jovem comediante negro. E esta premissa sempre soou arriscada: afinal, um roteirista branco pode fazer uma comédia negra com título racista? Os episódios giravam em torno de Floyd Mooney (Jay Pharoah, do humorístico “Saturday Night Live”), que, ao viver uma ascensão na carreira, começa a receber propostas para estrelar filmes e ter encontros com astros famosos e produtores influentes, que prometem torná-lo tão “famoso como um branco”. Daí, o título racista. O ator Jamie Foxx (“Em Ritmo de Fuga”) era um dos produtores e chegou a fazer participações especiais como ele mesmo. E o diretor Tim Story (“Policial em Apuros”) assinou três dos dez capítulos da 1ª temporada.











