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    Artistas defendem Paulo Betti de acusação de racismo em disputa sindical

    18 de junho de 2019 /

    As atrizes Júlia Lemmertz e Deborah Evelyn foram às redes sociais nesta terça-feira (18/6) para defender o colega Paulo Betti, acusado de racismo em um processo movido pelos atores Jorge Coutinho e Milton Gonçalves. Os posts ressaltam que a briga tem componente de eleição sindical. As duas atrizes compõem com Betti uma chapa de oposição à presidência do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro (SATED-RJ). Jorge Coutinho e Milton Gonçalves integram a chapa da situação. No texto, elas afirmam que “a acusação é baseada em interpretação distorcida e equivocada de uma frase em que Paulo Betti elogia os companheiros Milton Gonçalves e Cosme dos Santos” e que o termo racismo teria “sido usado levianamente” pela chapa rival, como parte de uma “manobra eleitoreira”. Além disso, o post aponta que já houve uma tentativa de impedimento à candidatura da Chapa 2, representada por Betti. “A atual direção do SATED (formada por Jorge Coutinho e Milton Gonçalves) tentou pedir o indeferimento da candidatura da Chapa 2 – Renovação e Transparência, mas a manobra não obteve sucesso, e culminou na volta da Chapa 2 ao processo eleitoral após determinação liminar da 81ª Vara da Justiça do Trabalho.” Caio Blat também chamou atenção para a “distorção” política. “Paulo Betti, gigante batalhador da arte, que elogiou nossos colegas e teve sua fala distorcida por interesses políticos”, ele escreveu no Instagram. Dadá Coelho, mulher de Paulo Betti, reproduziu a manifestação de Caio e acrescentou: “Amigos, a causa racista é legítima e não pode NUNCA, jamais em tempo algum, ser usada de forma leviana e oportunista”. Até a ex-mulher do ator, Maria Ribeiro, usou as redes sociais para se se pronunciar sobre o caso. “Ao acusar, a meu ver, levianamente, um sujeito íntegro como Paulo, esses senhores não só não estão lutando por um Brasil melhor, como estão, na melhor das hipóteses, confusos sobre seus reais inimigos”, escreveu. “Paulo, na camisa do meu time está escrito o teu nome, e eu a exibo com amor e orgulho há 22 anos.” A acusação de racismo teve como base uma mensagem de Betti no WhatsApp, na qual o ator afirmava que “a atual diretoria do sindicato está lá há muito tempo e tem uma forte representação negra com Jorge Coutinho e o grande Milton Gonçalves, além do querido Cosme, isso complica bastante a luta, pois pode confundir as coisas.” Ainda de acordo com o jornal, a defesa de Coutinho e Gonçalves alega que as falas de Betti são “insinuações evidentemente maledicentes” e pede que o acusado responda a pelo menos três perguntas: “que complicador seria o levantado por Betti diante o fato de Milton e Jorge terem forte representação negra? O que poderia “confundir as coisas”? Que coisas seriam essas? Que luta seria essa?”. A ação aberta por Coutinho e Gonçalves na Justiça diz que a fala do ator de “Órfãos da Terra” acarreta interpretação “imprópria e infeliz” e faz “distinção entre negros e brancos”. “É uma acusação muito grave. Eu não sou racista. Pelo menos até onde eu saiba, a minha história não diz isso, eu nunca me considerei”, disse Betti ao UOL, por telefone. “Mas prefiro responder primeiro à interpelação”, completou o ator. As eleições para a presidência do sindicato estão marcadas para os dias 29 e 30 e 1º de julho. Ver essa foto no Instagram TODO O APOIO AO GRANDE ARTISTA PAULO BETTI. NÃO CAIA EM FAKE NEWS. NUNCA FOI SOBRE RACISMO. A Chapa 2 – Renovação e Transparência vem prestar toda solidariedade ao companheiro Paulo Betti, que tem sido injusta e ostensivamente acusado de racismo, fascismo e nazismo em redes sociais pelo Sr. Jorge Coutinho, candidato à 5ª reeleição para a presidência do SATED RJ. Para não nos deixarmos enganar, precisamos nos informar e refletir. Precisamos saber, por exemplo: – que a acusação é baseada em interpretação distorcida e equivocada de uma frase em que Paulo Betti elogia os companheiros Milton Gonçalves e Cosme dos Santos; – que nenhum juiz jamais recebeu nenhuma denúncia contra Paulo Betti, mas apenas um pedido de interpelação impetrado pelos senhores Jorge Coutinho e Milton Gonçalves; – que os Srs. Jorge Coutinho e Milton Gonçalves, há cerca de 20 anos na diretoria do Sated RJ, integram a Chapa 1, pela qual Sr. Coutinho é candidato à 5ª reeleição à presidência da entidade; – que Paulo Betti integra, com outros 23 colegas, a chapa concorrente, Chapa 2 – Renovação e Transparência, sendo portanto, neste contexto, um adversário eleitoral dos Srs. Milton Gonçalves e Jorge Coutinho; – Que a atual direção do SATED (Chapa 1) tentou pedir o indeferimento da candidatura da Chapa 2 – Renovação e Transparência, mas a manobra não obteve sucesso, e culminou na volta da Chapa 2 ao processo eleitoral após determinação liminar da 81ª Vara da Justiça do Trabalho. Diante desse histórico, lamentamos que uma questão tão grave e tão sensível à nossa população, como o racismo estrutural, entranhado em nossa sociedade, tenha sido usado levianamente a serviço de mais uma manobra eleitoreira que vem tentando a qualquer custo deslegitimar a chapa opositora. Paulo Betti, cuja história de integridade e de luta democrática, desde a época da ditadura militar, é conhecida por todos, é artista e cidadão respeitado Brasil afora, e sua trajetória fala por si. Não às calúnias. Não aos atalhos desonestos. Não às já desgastadas “fake news”. Um processo eleitoral legítimo só pode se dar num contexto de respeito, transparência e democracia. CHAPA 2 – RENOVAÇÃO E TRANSPARÊNCIA #RenovaSated #Re Uma publicação compartilhada por Julia Lemmertz (@lemmertzju) em 18 de Jun, 2019 às 7:31 PDT Ver essa foto no Instagram TODO O APOIO AO GRANDE ARTISTA PAULO BETTI. NÃO CAIA EM FAKE NEWS. NUNCA FOI SOBRE RACISMO. A Chapa 2 – Renovação e Transparência vem prestar toda solidariedade ao companheiro @paulobetti que tem sido injusta e ostensivamente acusado de racismo, fascismo e nazismo em redes sociais pelo Sr. Jorge Coutinho, candidato à 5ª reeleição para a presidência do SATED RJ. Para não nos deixarmos enganar, precisamos nos informar e refletir. Precisamos saber, por exemplo: – que a acusação é baseada em interpretação distorcida e equivocada de uma frase em que Paulo Betti elogia os companheiros Milton Gonçalves e Cosme dos Santos; – que nenhum juiz jamais recebeu nenhuma denúncia contra Paulo Betti, mas apenas um pedido de interpelação impetrado pelos senhores Jorge Coutinho e Milton Gonçalves; – que os Srs. Jorge Coutinho e Milton Gonçalves, há cerca de 20 anos na diretoria do Sated RJ, integram a Chapa 1, pela qual Sr. Coutinho é candidato à 5ª reeleição à presidência da entidade; – que Paulo Betti integra, com outros 23 colegas, a chapa concorrente, Chapa 2 – Renovação e Transparência, sendo portanto, neste contexto, um adversário eleitoral dos Srs. Milton Gonçalves e Jorge Coutinho; – Que a atual direção do SATED (Chapa 1) tentou pedir o indeferimento da candidatura da Chapa 2 – Renovação e Transparência, mas a manobra não obteve sucesso, e culminou na volta da Chapa 2 ao processo eleitoral após determinação liminar da 81ª Vara da Justiça do Trabalho. Diante desse histórico, lamentamos que uma questão tão grave e tão sensível à nossa população, como o racismo estrutural, entranhado em nossa sociedade, tenha sido usado levianamente a serviço de mais uma manobra eleitoreira que vem tentando a qualquer custo deslegitimar a chapa opositora. Paulo Betti, cuja história de integridade e de luta democrática, desde a época da ditadura militar, é conhecida por todos, é artista e cidadão respeitado Brasil afora, e sua trajetória fala por si. Não às calúnias. Não aos atalhos desonestos. Não às já desgastadas “fake news”. Um processo eleitoral legítimo só pode se dar num contexto de respeito, transparência e democracia. CHAPA 2 – RENOVAÇÃO E TRANSPARÊNCIA #RenovaSated #Re Uma publicação compartilhada por Deborah Evelyn (@debevelyn) em 18 de Jun, 2019 às 6:50 PDT Ver essa foto no Instagram Todo o apoio ao grande Paulo Betti, gigante batalhador da arte, que elogiou nossos colegas e teve sua fala distorcida por interesses políticos. Homem íntegro, sempre envolvido na causa da representatividade negra e na defesa da arte e da educação. E todo o apoio à Chapa 2 na renovação do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro – Sated. Uma publicação compartilhada por Caio Blat (@caio_blat) em 18 de Jun, 2019 às 10:42 PDT Ver essa foto no Instagram Amigos, a causa racista é legítima e não pode NUNCA, jamais em tempo algum, ser usada de forma leviana e oportunista. Como diz Angela Davis: “numa sociedade racista, não basta não ser racista. É necessário ser antirracista.” #ForçaPauloBetti #SomosTodosPauloBetti #repost @caio_blat ・・・ Todo o apoio ao grande Paulo Betti, gigante batalhador da arte, que elogiou nossos colegas e teve sua fala distorcida por interesses políticos. Homem íntegro, sempre envolvido na causa da representatividade negra e na defesa da arte e da educação. E todo o apoio à Chapa 2 na renovação do Sindicato dos Artistas do Rio de Janeiro – SATED. Uma publicação compartilhada por Dadá Coelho (@dadacoelho) em 18 de Jun, 2019 às 11:12 PDT Ver essa foto no Instagram Quando @paulobetti e eu nos separamos, 14 anos atrás, pedi, não à toa, pra ficar com essa carteirinha. Paulo é um sindicalista por natureza, um cara pra quem o ofício e a justiça – ou injustiça – relativos à profissão importam mais do que todas as outras coisas. Compra todas as causas dos colegas, e agora, decidiu entrar pra valer, através da disputa do sated, no que sempre fez: lutar por seu grupo. Eu, ao contrario, mais egoísta, só me dei conta da desunião da nossa classe quando isso bateu em mim – mas isso não importa agora. O que importa é que acordei lendo que Paulo está sendo acusado de racismo porque disse, sobre a disputa de chapa do sindicato dos atores – e num grupo de whats app! – que devemos ficar sensíveis e atentos ao possível uso de lutas fundamentais com o objetivo – velado – de comover e manipular os eleitores, monetizando ideologicamente a questão mais grave do Brasil. Somos um país racista, e é nossa obrigação lutar diariamente contra isso. Ao acusar, a meu ver, levianamente, um sujeito integro como Paulo, esses senhores nao só nao estao lutando por um Brasil melhor, como estao, na melhor das hipóteses, confusos sobre seus reais inimigos. Paulo, na camisa do meu time ta escrito o teu nome, e eu a exibo com amor e orgulho há 22 anos. Sigamos com força e coragem (e nem vem me pedir de volta a carteirinha….rs). ♥️ Uma publicação compartilhada por Maria Ribeiro (@mariaaribeiro) em 18 de Jun, 2019 às 7:28 PDT

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  • Etc

    Milton Gonçalves está processando Paulo Betti por racismo em meio a eleição sindical

    17 de junho de 2019 /

    Os atores Milton Gonçalves e Jorge Coutinho estão processando o colega Paulo Betti por racismo. A ação foi feita na 33ª Vara Criminal do Rio de Janeiro. Segundo os autos do processo, revelados pelo jornal Folha de S. Paulo, Betti faz parte de uma chapa criada com intuito de concorrer contra Milton e Jorge na próxima eleição para presidência do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, Jorge e Milton são Presidente e Diretor Geral, respectivamente. Todos os três atores estão no grupo de Whatsapp “Profissão Artistas”. E foi lá que se deu a polêmica. No dia 16 de abril, Betti escreveu: “A atual diretoria do sindicato está lá há muito tempo e tem uma forte representação negra com Jorge Coutinho e o grande Milton Gonçalves, além do querido Cosme, isso complica bastante a luta, pois pode confundir as coisas”. Para Milton e Jorge, as falas de Betti possuem “ambiguidade e dubiedade”, denotam interpretação imprópria e infeliz, fazendo distinção entre negros e brancos, e são “insinuações evidentemente maledicentes.” Milton e Jorge querem que Betti esclareça em juízo o que quis dizer com suas declarações e responda a pelo menos três perguntas: que complicador seria o levantado por Betti diante o fato de Milton e Jorge terem forte representação negra? O que poderia “confundir as coisas”? Que coisas seriam essas? Que luta seria essa? “Embora não reste dúvidas quanto à hostilidade das palavras prolatadas por Betti, há real possibilidade de se aferir a prática de crime de injúria preconceituosa, dependendo do que declarar o interpelado”, diz a petição inicial. O juiz Daniel Werneck Cotta determinou que Betti apresente sua defesa em 15 dias, a contar do último dia 13 de junho. A defesa se apoia no artigo 144 do Código Penal, que diz que, se Betti se recusar a dar explicações em juízo, ou o juiz entender que as explicações não são satisfatórias, ele deve responder pela ofensa. Caso condenado, Betti pode pegar de um a três anos de prisão, mais multa. A eleição da presidência do Sindicato dos Artistas acontecerá em três datas: 29 e 30 de junho, e 1º de julho. Os Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, é um dos locais de votação. Ao lado de Betti, a chapa 2 tem Tonico Pereira, Zeze Polessa e Júlia Lemmettz. Veja abaixo a mensagem que motivou o processo.

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  • Série

    Olhos que Condenam vira a série mais vista da Netflix nos Estados Unidos

    14 de junho de 2019 /

    A Netflix divulgou em suas redes sociais que “Olhos que Condenam” (When They See Us), minissérie da diretora Ava DuVernay (“Selma”), virou a série mais assistida da plataforma de streaming nos Estados Unidos desde sua estreia, no dia 31 de maio. Vale lembrar que a Netflix não revela os números exatos de sua audiência, por isso não há como saber exatamente qual é a audiência da produção. Mas a série teve bastante repercussão e levou duas ex-promotoras, envolvidas no processo que condenou injustamente os cinco personagens na vida real, a perderem seus empregos atuais sob pressão popular. A história dos cinco rapazes que ficaram conhecidos como “Central Park Five” é contada em detalhes na minissérie. A produção mostra como eles foram condenados por estuprar uma mulher branca no Central Park em Nova York, em 1989, apesar de ser inocentes, sofrendo preconceito por serem negros. “Olhos que Condenam” aborda como a polícia e a promotoria de Nova York obrigaram os menores de idade Kevin Richardson, Yusef Salaam, Raymon Santana, Antron McCray e Korey Wise a confessarem o crime, após 30 horas seguidas de tortura psicológica, levando-os a serem condenados, embora exames de DNA, roupas e outras provas físicas indicassem sua inocência. Uma das promotoras chegou a impedir pessoalmente que os menores vissem seus parentes ou advogados antes de confessarem, num franco abuso de autoridade. Foram condenados e presos até que, em 2001, um estuprador serial chamado Matias Reyes confessou o crime. O DNA encontrado na vítima, desprezado na época pela promotoria, corroborou sua confissão. Após as acusações, a vida dos cinco jovens e de suas famílias foram destruídas. E tem um detalhe: quem mais atacou publicamente os garotos foi o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que publicou em 1989 um anúncio de página inteira no jornal The New York Times pedindo a volta da pena de morte no estado para punir os garotos. Que eram inocentes. O tema ecoa o documentário que a diretora Ava DuVernay fez para a Netflix, “A 13ª Emenda”, sobre o sistema prisional americano, que foi indicado ao Oscar 2017. Desta vez, porém, a produção é uma obra de ficção com atores. O elenco conta com Jovan Adepo (“Um Limite Entre Nós”), Vera Farmiga (“Bates Motel”), Felicity Huffman (“Desperate Housewives”), Joshua Jackson (“The Affair”), Famke Janssen (“How to Get Away with Murder”), Jharrel Jerome (“Moonlight”), John Leguizamo (“Bloodline”), Niecy Nash (“Claws”), Chris Chalk (“Gotham”) e Blair Underwood (“Quantico”), entre outros. When They See Us has been the most-watched series on Netflix in the US every day since it premiered on May 31 pic.twitter.com/jS8IXIh03g — Netflix US (@netflix) June 12, 2019

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    Ex-promotora do caso retratado em Olhos que Condenam se demite após pressão popular

    5 de junho de 2019 /

    A ex-promotora Linda Fairstein não resistiu à pressão e pediu demissão da ONG Safe Horizon, na qual trabalhava há mais de 20 anos ajudando vítimas de abusos e crimes violentos, e da Universidade Vassar, onde participa do conselho. Ela foi alvo de campanha nas redes sociais para ser demitida, após ser retratada como vilã na série “Olhos que Condenam” (When They See Us). Lançada na última sexta-feira (31/5), a produção da Netflix, dirigida por Ava DuVernay (“Selma”), aborda a prisão injusta de cinco adolescentes negros que foram condenados por estupro de uma mulher branca no Central Park, em 1989. Eles passaram anos presos e só foram inocentados porque o verdadeiro culpado confessou o crime. Fairstein (interpretada na série pela atriz Felicity Huffman) foi implacável em apontar a culpa dos cinco adolescentes e até hoje se nega a assumir os erros na investigação que levaram os jovens a serem condenados. Uma reportagem do TMZ revelou que ela estava sendo fortemente pressionada a pedir demissão. Além de ser alvo da hashtag #CancelLindaFairstein no Twitter, sua presença nas entidades de que participava também indignava colegas e funcionários, após o caso voltar à mídia. O site apurou que o conselho da Safe Horizon planejava demiti-la de qualquer jeito. Ela também teria abandonado outros trabalhos que realizava, nas fundações God’s Love We Deliver e Joyful Heart. Mas seus principais rendimentos vêm de livros de suspense da personagem Alexandra Cooper, que criou após ganhar notoriedade com o caso dos Cinco do Central Park. Uma petição online, no site Change.org, também pede para que esses livros sejam boicotados. 70 mil pessoas já assinaram. A série é impiedosa ao retratá-la, da mesma forma como ela foi impiedosa com os jovens que condenou na vida real. Na época do crime, Linda era chefe da unidade de crimes sexuais de Manhattan e não teria agido corretamente ao investigar quem era o real culpado pelo estupro da mulher no Central Park, coagindo os cinco menores inocentes até que eles confessassem qualquer coisa. Causando comoção nos Estados Unidos, “Olhos que Condenam” detalhou como a polícia e a promotoria de Nova York obrigaram os menores de idade Kevin Richardson, Yusef Salaam, Raymon Santana, Antron McCray e Korey Wise a confessarem o crime, após 30 horas seguidas de tortura psicológica, levando-os a serem condenados, embora exames de DNA, roupas e outras provas físicas indicassem sua inocência. Fairstein teria impedido pessoalmente que os menores vissem seus parentes ou advogados antes de confessarem, num franco abuso de autoridade. Eles ficaram presos entre 5 a 12 anos em reformatórios (um deles, que já tinha 16 anos na época, foi enviado para um presídio de adultos) até que o verdadeiro culpado confessou. Em 2001, um estuprador serial chamado Matias Reyes conheceu Wise quando ambos foram transferidos para a mesma prisão. Depois de ser preso, Reyes tinha se tornado religioso e queria reparar seus crimes. Assim, decidiu assumir que tinha sido ele quem realmente estuprou a mulher do Central Park e foi único responsável pelo ataque. O DNA encontrado na vítima, desprezado na época pela promotora, corroborou sua confissão. De acordo com o TMZ, Raymond Santana, um dos jovens condenados injustamente, afirmou que a ex-promotora finalmente está pagando por seus crimes. “Mesmo que seja 30 anos depois”, disse. Quase 30 anos depois da prisão dos jovens, o atual prefeito de Nova York, Bill de Blasio, concordou em pagar uma indenização de R$ 40 milhões como compensação pela injustiça que eles sofreram. Em processo movido pelos cinco contra o município, eles acusavam a polícia, os promotores e outras autoridades de racismo. Mesmo assim, o prefeito anterior, Michael Bloomberg, recusava-se a pagar qualquer indenização. Após as acusações, a vida dos cinco jovens e de suas famílias foram destruídas. E tem um detalhe: quem mais atacou publicamente os garotos foi o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que publicou em 1989 um anúncio de página inteira no jornal The New York Times pedindo a volta da pena de morte no estado para punir os garotos. Na época, Trump era apenas um empresário arrogante. Mas, caso fosse bem-sucedido em sua campanha, teria o sangue de cinco inocentes em suas mãos. Isto, claro, não lhe serviu de lição alguma, nem ao público. O mesmo tom sanguinário tem mantido Trump popular nos Estados Unidos, ao encomendar campanhas publicitárias que retratam imigrantes latinos como ladrões, assassinos e estupradores, para justificar dar-lhes o pior tratamento possível nos serviços de imigração – como separar crianças dos pais. O detalhe não passa despercebido pela série. Embora a história de “Olhos que Condenam” se passe nos anos 1980, a diretora Ava Duvernay deixa claro que a eleição de Trump prova que muitas coisas permanecem iguais nos Estados Unidos.

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    Promotora que acusou inocentes de estupro pode perder emprego após série da Netflix

    4 de junho de 2019 /

    A estreia da série “Olhos que Condenam” (When They See Us) na última sexta-feira (31/5) está dando o que falar nos Estados Unidos. A produção da Netflix, dirigida por Ava DuVernay (“Selma”), aborda a prisão injusta de cinco adolescentes negros que foram condenados por estupro de uma mulher branca no Central Park, em 1989. Eles passaram anos presos e só foram inocentados porque o verdadeiro culpado confessou o crime. Por conta do impacto da série, a opinião pública vêm pressionando pela demissão da “vilã” da história, a ex-promotora Linda Fairstein (interpretada na série pela atriz Felicity Huffman), que foi implacável em apontar a culpa dos cinco adolescentes. Até hoje, ela se nega a assumir os erros na investigação que levaram os jovens a serem condenados. De acordo com uma reportagem do site TMZ, Fairstein está sendo pressionada a pedir demissão da organização sem fins lucrativos “Safe Horizon”, na qual ela trabalha há mais de 20 anos ajudando vítimas de abusos e crimes violentos. Além de ser alvo da hashtag #CancelLindaFairstein no Twitter, sua presença na entidade também estaria indignando colegas e funcionários, após o caso voltar à mídia. O CEO da ONG disse que vai avaliar o caso, mas o TMZ apurou que o conselho planeja demiti-la de qualquer jeito. A série é impiedosa ao retratá-la, da mesma forma como ela foi impiedosa com os jovens que condenou na vida real. Na época do crime, Linda era chefe da unidade de crimes sexuais de Manhattan e não teria agido corretamente ao investigar quem era o real culpado pelo estupro da mulher no Central Park, coagindo os cinco menores inocentes até que eles confessassem qualquer coisa. De acordo com o TMZ, Raymond Santana, um dos jovens condenados injustamente, disse que a ex-promotora finalmente está conseguindo o que merece. “Mesmo que seja 30 anos depois”, disse. Causando comoção nos Estados Unidos, “Olhos que Condenam” detalhou como a polícia e a promotoria de Nova York obrigaram os menores de idade Kevin Richardson, Yusef Salaam, Raymon Santana, Antron McCray e Korey Wise a confessarem o crime, levando-os a serem condenados, embora exames de DNA, roupas e outras provas físicas indicassem sua inocência. Eles ficaram presos entre 5 a 12 anos em reformatórios (um deles, que já tinha 16 anos na época, foi enviado para um presídio de adultos) até que o verdadeiro culpado confessou. Testes posteriores de DNA confirmaram que o autor do crime era mesmo Matías Reyes, que já cumpria prisão perpétua desde 1989 por outros crimes, inclusive estupros. Quase 30 anos depois do crime, o atual prefeito de Nova York, Bill de Blasio, concordou em pagar uma indenização de R$ 40 milhões aos rapazes. O processo movido pelos cinco acusava a polícia, os promotores e outras autoridades de racismo. Mesmo assim, o prefeito anterior, Michael Bloomberg, recusava-se a pagar qualquer indenização. Após as acusações, a vida dos cinco jovens e de suas famílias foram destruídas. E tem um detalhe: quem mais atacou publicamente os garotos foi o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que publicou em 1989 um anúncio de página inteira no jornal The New York Times pedindo a volta da pena de morte no estado para punir os garotos. Na época, Trump era apenas um empresário arrogante. Mas, caso fosse bem-sucedido em sua campanha, teria o sangue de cinco inocentes em suas mãos. Isto, claro, não lhe serviu de lição alguma, nem ao público. O mesmo tom sanguinário tem mantido Trump popular nos Estados Unidos, ao encomendar campanhas publicitárias que retratam imigrantes latinos como ladrões, assassinos e estupradores, para justificar dar-lhes o pior tratamento possível nos serviços de imigração – como separar crianças dos pais. O detalhe não passa despercebido pela série. Embora a história de “Olhos que Condenam” se passe nos anos 1980, a diretora Ava Duvernay deixa claro que a eleição de Trump prova que muitas coisas permanecem iguais nos Estados Unidos.

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    Henry Cavill anuncia final das gravações da série The Witcher

    1 de junho de 2019 /

    Henry Cavill divulgou uma foto de bastidores de “The Witcher”, em que retira a maquiagem de seu personagem, para celebrar o término das gravações da 1ª temporada. Na legenda da imagem publicada no Instagram, o ator agradeceu à equipe da série e definiu o período da produção como uma “jornada incrível”. Na série da Netflix, Cavill vive Geralt of Rivia, protagonista da famosa saga de fantasia. Iniciada em 1986 pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski, “The Witcher” se passa em um mundo de fantasia medieval e inspirou uma coleção bem-sucedida de videogames baseada em suas histórias. Na trama, Geralt of Rivia é um caçador de monstros num mundo onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. Tudo que ele quer é ser deixado em paz para ficar sozinho, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo. O papel marca a volta de Cavill às séries. Ele ficou conhecido após estrelar “The Tudors”, entre 2007 e 2010. Desde então, o ator britânico virou um dos astros de maior destaque de Hollywood, não só como Superman em “O Homem de Aço”, “Batman vs Superman” e “Liga da Justiça”, mas também em filmes de ação como “Missão: Impossível – Efeito Fallout” e “O Agente da U.N.C.L.E.”. Já as protagonistas femininas são Freya Allan (da série “Into the Badlands”), escalada como a Princesa Ciri, e Anya Chalotra (“Wanderlust”) como a feiticeira Yennefer. A roteirista e produtora Lauren Schmidt Hissrich, que exerceu as duas funções nas séries do “Demolidor” e “Os Defensores”, é responsável pela adaptação, que ainda não tem previsão de estreia. Ver essa foto no Instagram Season 1 of The Witcher has finally come to an end. And although I'm pulling a face here it has been an incredible journey! The cast and crew worked tirelessly throughout, everyone pitched in and brought their A game to set and I couldn't be more proud of you all. Speaking of my immediate team. Jacqui, Ailbhe and Leah are consummate professionals who worked extraordinary hours to bring the Witcher to life, they were non stop improving adjusting and evolving Geralt throughout. Thank you ladies for making this journey a good one. All of those 3 am wake ups were worth it! #GeraltofRivia #TheWitcher #Season1 Uma publicação compartilhada por Henry Cavill (@henrycavill) em 30 de Mai, 2019 às 10:00 PDT

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  • Série

    Olhos que Condenam: Minissérie da diretora de Selma ganha novo trailer legendado

    28 de maio de 2019 /

    A Netflix divulgou o pôster e um novo trailer legendado de “When They See Us”, minissérie que ganhou o título nacional de “Olhos que Condenam”. Na trama, a diretora Ava DuVernay retoma a temática de denúncia e injustiça racial de seu filme “Selma: Uma Luta Pela Igualdade” e do documentário “A 13ª Emenda”. A história examina o caso que ficou conhecido como “Central Park Five”, em que cinco adolescentes negros foram condenados por estuprar uma mulher branca no Central Park, em Nova York, em 1989, apesar de ser inocentes. Cada episódio vai se centrar num dos garotos e todos os cinco foram escritos e dirigidos por DuVernay, numa narrativa que abrange desde o interrogatório da polícia, na primavera de 1989, até a exoneração em 2014, após passarem 25 anos na prisão sem culpa alguma. A ideia é expôr o preconceito que se esconde por trás da justiça criminal dos Estados Unidos. O tema ecoa o documentário que a cineasta fez para a Netflix, “A 13ª Emenda”, sobre o sistema prisional americano, que foi indicado ao Oscar 2017. Desta vez, porém, a produção é uma obra de ficção com atores. O elenco conta com Jovan Adepo (“Um Limite Entre Nós”), Vera Farmiga (“Bates Motel”), Felicity Huffman (“Desperate Housewives”), Joshua Jackson (“The Affair”), Famke Janssen (“How to Get Away with Murder”), Jharrel Jerome (“Moonlight”), John Leguizamo (“Bloodline”), Niecy Nash (“Claws”), Chris Chalk (“Gotham”) e Blair Underwood (“Quantico”), entre outros. A estreia está marcada para 31 de maio em streaming.

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  • Música

    Novo clipe de Emicida escancara racismo “não assumido” do Brasil

    9 de maio de 2019 /

    O rapper Emicida lançou o clipe de “Eminência Parda”, que transforma em imagens o preconceito racial “não assumido” pelas classes mais abastadas do país. O vídeo acompanha uma família negra de classe média, que decide celebrar a formatura da filha na faculdade. O pai escolhe um restaurante chique para a comemoração, mas, ao chegar, o quarteto recebe olhares de desaprovação dos demais clientes – todos brancos – , como se estivesse invadindo um espaço que não lhes pertence. Alheios ao que acontece à sua volta, eles continuam celebrando, enquanto as imagens revelam o inconsciente dos incomodados. Em vez de ver uma família feliz e bem-sucedida, a elite branca vê drogados, prostitutas, bandidos, favelados, serviçais, escravos e vítimas de chacina. É uma mensagem sem a menor sutileza, que escancara a divisão racial do Brasil, onde até o sucesso dos negros incomoda. Curiosamente, a letra não tem nada disso. Fala em escapar da morte, sobrevivência, violência e orgulho negro, com críticas mais metafóricas ao racismo – contendo ainda versos de Jé Santiago e Papillon. Mas Emicida também é autor do roteiro do clipe, que foi dirigido por Leandro HBL (Leandro Lara), responsável pelo documentário “Favela on Blast” (2008) e por “Rodantes”, drama filmado há três anos que segue sem previsão de estreia. Após o lançamento do vídeo nesta quinta (9/5), Emicida usou as redes sociais para comentar o trabalho com fãs. E, ao responder uma pergunta sobre o final sangrento, ele resumiu a moral da história. “A partir do momento em que você encontra com uma família não branca, que tá fora do perfil do estereótipo que você espera pros lugares bacanas, os lugares bons da nossa sociedade, e você imagina que eles são todos aqueles estereótipos que passam pelo vídeo, você, mesmo que inconscientemente, vira cúmplice de um apertar do gatilho. É por isso que a gente tem uma verdadeira apatia quando vê várias tragédias acontecendo no nosso país, porque na mentalidade de várias pessoas a vida daquelas pessoas não importa. É isso que o final duro representa. Sacou?”

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  • Filme

    Disney barra A Canção do Sul e vai cortar cenas de Dumbo para lançamento em streaming

    23 de abril de 2019 /

    A Disney pretende liberar quase todas as suas animações clássicas no serviço de streaming Disney+ (Disney Plus). Quase todas, porque “A Canção do Sul” não vai entrar no catálogo. Mistura de animação e live-action, o polêmico longa-metragem foi lançado originalmente em 1946 e faz um retrato caricatural dos escravos libertados após a Guerra Civil, encarnados como figuras pacificamente submissas aos donos de plantação. Graças à polêmica, o filme nunca foi lançado em vídeo nos EUA. Em 2011, o CEO da Disney, Bob Iger, disse que reviu o filme e decidiu que “muitas cenas não cairiam bem para o público atual, e não seria do nosso interesse relançar este longa em nenhum formato”. Pelo mesmo motivo, uma cena polêmica do desenho original de “Dumbo”, de 1941, será cortada na versão disponibilizada no Disney+ (Disney Plus). Trata-se da sequência em que Dumbo se encontra com um grupo de corvos (em inglês, “crows”), liderado por um personagem chamado Jim. O nome Jim Crow é emprestado de um personagem popular no século 19, usado para fazer piadas e reforçar estereótipos negativos sobre pessoas negras. Mais tarde, o nome “Jim Crow” também foi usado nos EUA para definir um conjunto de leis de segregação, que só foram revogadas décadas depois do lançamento de “Dumbo”, com o avanço da luta pelos direitos civis nos EUA. Para completar, os corvos ainda se comportam de forma caricatural no desenho. Sem alarde, o remake live-action de “Dumbo”, lançado neste ano e dirigido por Tim Burton, eliminou totalmente os corvos da história.

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  • Filme

    A Gente se Vê Ontem: Sci-fi de denúncia social produzida por Spike Lee ganha trailer legendado

    22 de abril de 2019 /

    A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “A Gente se Vê Ontem” (See You Yesterday), uma sci-fi de temática social. Com protagonistas negros, a trama acompanha uma menina gênio e seu melhor amigo que inventam uma máquina do tempo caseira e a usam para tentar salvar a vida do irmão dela, assassinado pela polícia numa abordagem racista. Mas eles logo descobrem que o tempo não aceita mudanças. “A Gente se Vê Ontem” é um “Projeto Almanaque” (2015) politicamente correto, em que a ficção científica ilustra o tema do movimento ativista Black Lives Matter, que denuncia a brutalidade policial nos Estados Unidos. O rapaz morto pela polícia está desarmado e não reage, circunstâncias similares a vários casos ocorridos nos EUA nos últimos anos. A produção é de ninguém menos que Spike Lee, cineasta premiado com o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por “Infiltrado na Klan”, que apadrinha a estreia na direção de longas de seu assistente naquele filme, Stefon Bristol. O filme é baseado num curta de Bristol lançado em 2017, e mantém o mesmo elenco central, com Eden Duncan-Smith (“Annie”) e o estreante em longas Danté Crichlow nos papéis dos viajantes do tempo. Já o irmão assassinado é vivido por Astro (“Caçada Mortal”). A estreia está marcada para 17 de maio. E marca a segunda parceria entre Spike Lee a Netflix. O serviço de streaming já disponibilizou a 1ª temporada de “Ela Quer Tudo”, série inspirada no filme homônimo de 1986 de Lee, que retorna com novos episódios em maio. O próximo filme do cineasta, um drama de guerra, também será exibido com exclusividade na plataforma.

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  • Série

    Olhos que Condenam: Minissérie da diretora de Selma ganha fotos e trailer legendado

    20 de abril de 2019 /

    A Netflix divulgou 16 fotos novas e o trailer completo legendado de “When They See Us”, minissérie que ganhou o título nacional de “Olhos que Condenam”. Na trama, a diretora Ava DuVernay retoma a temática de denúncia e injustiça racial de seu filme “Selma: Uma Luta Pela Igualdade” e do documentário “A 13ª Emenda”. A história examina o caso que ficou conhecido como “Central Park Five”, em que cinco adolescentes negros foram condenados por estuprar uma mulher branca no Central Park, em Nova York, em 1989, apesar de inocentes. Cada episódio vai se centrar num dos garotos e todos os cinco foram escritos e dirigidos por DuVernay, numa narrativa que abrange desde o interrogatório da polícia, na primavera de 1989, até sua exoneração em 2014, após passarem 25 anos na prisão sem culpa alguma. A ideia é expôr o preconceito que se esconde por trás da justiça criminal dos Estados Unidos. O tema ecoa o documentário que a cineasta fez para a Netflix, “A 13ª Emenda”, sobre o sistema prisional americano, que foi indicado ao Oscar 2017. Desta vez, porém, a produção é uma obra de ficção com atores. O elenco conta com Jovan Adepo (“Um Limite Entre Nós”), Vera Farmiga (“Bates Motel”), Felicity Huffman (“Desperate Housewives”), Joshua Jackson (“The Affair”), Famke Janssen (“How to Get Away with Murder”), Jharrel Jerome (“Moonlight”), John Leguizamo (“Bloodline”), Niecy Nash (“Claws”), Chris Chalk (“Gotham”) e Blair Underwood (“Quantico”), entre outros. A estreia está marcada para 31 de maio em streaming.

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  • Etc

    Liam Neeson volta a se desculpar por confissão racista

    30 de março de 2019 /

    O ator Liam Neeson voltou a se desculpar pela revelação polêmica feita durante a divulgação de seu novo filme “Vingança a Sangue-Frio”. Numa entrevista do começo de fevereiro, ele confessou que já teve desejo “de matar um homem negro” após uma amiga ser estuprada. A frase pegou mal e as explicações do contexto só pioraram a situação, gerando impacto negativo nas bilheterias do novo filme do ator. “Vingança a Sangue Frio” registrou a pior estreia do astro desde 2010. Desde então, ele disse ter refletido bastante. “Ao longo das últimas semanas, tenho refletido e falado com várias pessoas que foram prejudicadas pela minha lembrança impulsiva de um estupro brutal de uma querida amiga há quase 40 anos e meus pensamentos e ações inaceitáveis”, disse o ator em novo comunicado. “O horror do que aconteceu com minha amiga deu início a pensamentos irracionais que não representam a pessoa que eu sou. Para explicar essas declarações: eu passei do ponto e magoei muitas pessoas em um momento em que a linguagem é tão frequentemente armada e uma comunidade inteira de pessoas inocentes é alvo de atos raivosos”, acrescentou. “O que não consegui perceber é que não se trata de justificar minha raiva há tantos anos, mas também do impacto que minhas palavras têm hoje. Eu estava errado em fazer o que fiz. Eu reconheço que, embora os comentários que fiz não reflitam, de forma alguma, meus verdadeiros sentimentos, eles foram prejudiciais e divisivos. Eu peço desculpas profundamente.”, concluiu. Durante a entrevista realizada ao jornal Independent, Neeson contou que pretendia se vingar do estupro de uma de suas melhores amigas. “Minha reação imediata foi… Eu perguntei se ela sabia quem foi, e ela disse que não. Perguntei se era alguém branco ou negro, e ela disse negro”, disse Neeson. “Eu fui para a rua com um cassetete, esperando que alguém me abordasse. Eu sinto vergonha de dizer isso hoje em dia. Eu fiquei andando pela rua todas as noites por uma ou duas semanas, esperando que algum negro viesse para cima de mim ou algo assim. Para que eu pudesse matá-lo”, completou. Após as declarações, o ator de 66 anos negou ao programa “Good Morning America”, da emissora americana ABC, ter preconceito. “Não sou racista”, garantiu, explicando que “nunca tinha experimentado esse sentimento antes”. “Foi um impulso primitivo de atacar alguém”. Após a polêmica, “Vingança a Sangue-Frio” chegou a ser adiado no Brasil por algumas semanas, estreando no dia 14 de março.

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  • Etc

    Presidente dos EUA quer que Estado e FBI investiguem ator de Empire

    28 de março de 2019 /

    A justiça americana não permite que uma pessoa seja julgada duas vezes por um mesmo crime. Mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer que o ator Jussie Smollett seja. Isto porque a promotoria desistiu do julgamento inicial. Usando o Twitter, Trump chamou o caso de “revoltante” e disse que ele será analisado pelo FBI e pelo Departamento de Justiça. “O FBI e o Departamento de Justiça vão revisar o revoltante caso Jussie Smollett em Chicago. É uma vergonha para a nossa nação”, escreveu o mandatário da nação americana nesta quinta (28/3). É mais um desdobramento polêmico do caso que se iniciou em janeiro, quando o astro da série “Empire” alegou ter sido vítima de um ataque racista e homofóbico, ao sair de um restaurante em Chicago. Semanas depois, ele foi acusado pela polícia de ter forjado o crime – supostamente por estar insatisfeito com o seu salário na série. Na terça-feira, os promotores de Chicago decidiram desistir do caso e entraram em acordo com os advogados de Smollett para que ele apenas deixasse com o estado os US$ 10 mil que pagou como fiança quando foi preso. A decisão de abandonar as acusações foi tomada pela promotora chefe Kim Foxx, justificando-se ao dizer que Smollett seria apenas condenado a prestar serviço comunitário se o caso fosse a julgamento. Como ele já realiza trabalho voluntário em Chicago, ela considerou que a condenação seria redundante. Entretanto, o caso só foi abandonado depois de várias supostas provas e alegações feitas pelo chefe de polícia de Chicago terem sido contestadas publicamente. Fontes do site TMZ afirmam que a ação da promotoria simplesmente “se desintegrou” nas últimas semanas. Apesar de testemunhar que seus agressores eram brancos, as autoridades prenderam dois homens negros como suspeitos. Eles são irmãos e pelo menos um deles já trabalhou como figurante na série da rede Fox. Em entrevista coletiva pouco antes da prisão do ator, o superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, apresentou um cheque assinado por Smollett para os irmãos como prova das acusações. Entretanto, em depoimento à polícia, os irmãos supostamente contratados por Smollett disseram que o dinheiro que receberam do ator na verdade era pagamento pela prestação de serviços como personal trainers. Há fotos no Instagram desse trabalho. Johnson também afirmou à imprensa que Smollett havia escrito uma carta de conteúdo ameaçador que chegou ao set de “Empire” alguns dias antes do ataque. Na realidade, segundo o TMZ, as investigações da polícia e do FBI não conseguiram determinar que o ator foi autor da carta. Ao prender o ator, a polícia de Chicago ainda declarou que o ataque foi “um golpe publicitário” para chamar atenção visando obter um aumento de salário. Mas a revista The Hollywood Reporter fez sua própria investigação sobre essas afirmações e descobriu que Smollett já tem um dos maiores salários do elenco de “Empire”, tinha conseguido aumento recente e não negociava com os produtores por mais dinheiro. Nem seus agentes nem a Fox sabiam que ele queria receber mais. Antes desta hipótese ser apresentada, a investigação teria vazado que o objetivo do suposto falso ataque seria evitar que ele fosse dispensado da série. Só que os roteiristas de “Empire” e a rede Fox também rechaçaram essa teoria, alegando que nunca houve planos para dispensá-lo. Além disso, ao contrário do que disse a promotora a respeito de uma possível condenação render serviços comunitários, o ator de 36 anos enfrentava 16 acusações de conduta desordeira e cada acusação implicava em uma pena máxima de três anos de prisão e uma multa de US$ 25 mil. Levado diante de um juiz, ele se declarou inocente e esperava voltar ao tribunal no dia 12 de abril para o início do julgamento. “Jussie foi atacado por duas pessoas que ele não conseguiu identificar em 29 de janeiro. Ele foi uma vítima, mas foi tratado como vilão e criminoso, graças à declarações falsas e inapropriadas feitas ao público [pela polícia]”, disseram os advogados do ator em comunicado oficial. “Jussie e muitas outras pessoas foram prejudicadas por estas ações injustas”, continuaram. “Toda esta situação serve para nos lembrar que um caso criminal não deve ser julgado no tribunal da opinião pública. Fazer isso é errado”. Além de Trump, o prefeito e o chefe de polícia de Chicago continuam usando a mídia para atacar o ator, após acusações e afirmações levianas levaram à implosão judicial do caso.

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