Atriz negra será nova Batwoman da TV
A atriz Javicia Leslie foi escolhida para virar a nova Batwoman da TV, após Ruby Rose abandonar a série baseada nos quadrinhos da DC Comics. Ao contrário da intérprete original, ela é uma atriz negra. Nascida na Alemanha, mas morando nos EUA desde a infância, Javicia se destacou recentemente nas duas temporadas da série “Deus Me Adicionou” (God Friended Me), cancelada em abril passado. Ela será a primeira intérprete negra de Batwoman em todas as mídias, inclusive nos próprios quadrinhos. Sua personagem também é inédita: Ryan Wilder, criada especialmente para a série em decorrência da saída de Ruby Rose. Os produtores chegaram a afirmar que buscariam outra atriz da comunidade LGBTQIA+ para o papel, com o objetivo de manter a representatividade, e que ela seria bem mais jovem. Mas Javícia Leslie tem 31 anos, um ano a menos que Ruby Rose. E não é lésbica como a intérprete anterior. Ela se diz bissexual. “Estou extremamente orgulhosa de ser a primeira atriz negra a desempenhar o papel icônico de Batwoman na televisão e, como mulher bissexual, tenho a honra de participar deste programa inovador que foi pioneiro para a comunidade LGBTQIA+”, disse a atriz em comunicado. Ruby Rose elogiou a escolha. “Isto é incrível! Estou tão feliz que Batwoman será interpretada por uma incrível mulher negra”, ela escreveu em seu Instagram. “Quero parabenizar Javicia Leslie por assumir a capa de morcego. Você está entrando em um elenco e equipe incríveis. Mal posso esperar para assistir a 2ª temporada, você vai ser incrível!”, completou. Veja abaixo. A descrição da nova personagem diz que Ryan Wilder é uma ex-traficante de drogas, mas está reformada e sóbria, vivendo em um van com uma planta. Ela também é uma lutadora altamente qualificada, mas extremamente indisciplinada, que assume a identidade de Batwoman inspirada pela heroína original. Como sua antecessora, ela também será retratada como lésbica na série. Durante um painel na edição virtual do ATX Television Festival, a showrunner Caroline Dries contou que chegou a considerar uma “simples” troca de atrizes, mas Greg Berlanti, dono da produtora responsável pela série, sugeriu criar uma nova personagem em respeito ao trabalho de Rose. “Para ser honesta, considerei a ‘opção novela’ em um primeiro momento, de forma egoísta, porque já tínhamos dois episódios escritos”, afirmou a showrunner. “Mas, depois de refletir mais, Greg me ajudou a tomar essa decisão – e ele é mais esperto do que eu nesses assuntos. Ele disse: ‘acho que tínhamos só que transformar a Batwoman em uma personagem nova’. Também para respeitar tudo o que a Ruby [Rose] colocou na personagem da Kate Kane”. Como dezenas de outras séries, “Batwoman” foi forçada a terminar sua temporada mais cedo devido à pandemia de coronavírus. Apenas 20 dos 22 episódios planejados foram gravados, mas não está claro como uma transição para a nova protagonista vai acontecer no ponto em que a trama foi interrompida. De todo modo, Caroline Dries fez questão de salientar que não pretende matar Kate Kane, a Batwoman original. “Como lésbica que trabalha como roteirista há 15 anos, estou muito ciente da regra ‘enterre seus gays’ [costume de matar personagens gays nas séries] e não tenho interesse em participar dela”, escreveu Dries, numa nota publicada no Twitter. “Meus comentários sobre a reformulação da ‘Batwoman’ lançaram uma tempestade de rumores e desinformação e eu queria esclarecer uma coisa. Como vocês, eu amo Kate Kane – ela é a razão pela qual eu queria fazer a série. Nós nunca vamos apagá-la. De fato, seu desaparecimento será um dos mistérios da 2ª temporada”, acrescentou. “Não quero revelar nenhuma das nossas surpresas, mas para todos os nossos fãs dedicados, saibam que a justiça LGBTQIA+ está no âmago de quem é a Batwoman e não temos a intenção de abandoná-la”, concluiu. Ver essa foto no Instagram OMG!! This is amazing!! I am so glad Batwoman will be played by an amazing Black woman. ❤️ I want to congratulate Javicia Leslie on taking over the bat cape. You are walking into an amazing cast and crew. I can’t wait to watch season 2 you are going to be amazing !! ❤️ Uma publicação compartilhada por Ruby Rose (@rubyrose) em 8 de Jul, 2020 às 3:35 PDT
Ilustrador acusa Netflix de copiar arte de John Wick 3 em pôster de Warrior Nun
O ilustrador Billy Bogiatzoglou, responsável pela criação de um dos pôsteres de “John Wick 3: Parabellum”, acusou a Netflix de copiar sua arte em um cartaz da nova série “Warrior Nun”. O artista, que assina suas obras com o nome Billelis, publicou um post nas redes sociais em que coloca os dois cartazes lado a lado. Junto das imagens, escreveu: “Quando a Netflix copia a sua lição de casa”. “Warrior Nun” estreou na quinta passada (2/7) em streaming. A Netflix ainda não se pronunciou sobre a reclamação. Confira abaixo a comparação das duas obras. When @netflix copies your homework 🤦🏻♂️ pic.twitter.com/9o2ACFMD7j — Billelis®️ (@billelis) July 6, 2020
The Boys ganha trailer superviolento da 2ª temporada
A Amazon divulgou um novo pôster e o trailer legendado da 2ª temporada de “The Boys”, adaptação de quadrinhos em que os super-heróis são, na verdade, supervilões. A prévia mantém o cinismo e a ultraviolência que consagraram os episódios iniciais, com novos assassinatos sangrentos cometidos pelos supostos heróis. Além disso, mostra como os Boys do título passam a ser considerados os vilões da história, numa campanha televisiva que os aponta como criminosos. Mas embora pareçam um grupo típico de “supervilões”, com motivações similares às de Lex Luthor para odiar Superman – culpando os heróis por suas tragédias – , desta vez eles têm razão: os super-heróis da série são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças à empresa de marketing que os financia. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), a série é estrelada por Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – do título, enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Chace Crawford (série “Gossip Girl”), Dominique McElligott (série “House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”) e Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) interpretam os super-heróis babacas. Além deles, Erin Moriarty (série “Jessica Jones”) vive a única super-heroína decente da história e Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) tem participação especial como o pai do personagem de Jack Quaid. Os responsáveis pela produção são os mesmos que deram vida à “Preacher”, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração. Os novos episódios vão estrear em 4 de setembro no serviço Prime Video.
The Old Guard: Vídeo mostra transformação de Charlize Theron em heroína de quadrinhos
A Netflix divulgou um novo vídeo legendado de “The Old Guard”, que se concentra na transposição dos quadrinhos originais para as telas, mostrando como a história de Greg Rucka foi transformada no filme estrelado por Charlize Theron (“Velozes & Furiosos 8”). O próprio Rucka assina o roteiro da adaptação, que foi dirigida por Gina Prince-Bythewood (“Além dos Limites”). Na trama, Charlize vive Andy, uma guerreira imortal com mais de 6 mil anos de idade, que lutou em diversas guerras ao longo da história da humanidade. Ela lidera a “Velha Guarda”, um pequeno grupo de imortais que se dedica a desfazer injustiças ao redor do mundo. Mas está cansada, desgastada e desiludida por achar que não está atingindo o impacto positivo esperado. Até que descobre uma nova imortal (KiKi Layne, de “Se a Rua Beale Falasse”) e a chegada da “novata” é exatamente o que Andy precisava para recuperar a fé em sua missão. O elenco internacional ainda destaca o inglês Chiwetel Ejiofor (“Doutor Estranho”) como um agente da CIA obcecado por encontrar o grupo e descobrir a origem de seus poderes — que, por sinal, nem os próprios imortais conhecem – , além do holandês Marwan Kenzari (o Jafar do live-action de “Aladdin”), o italiano Luca Marinelli (“Martin Eden”), o belga Matthias Schoenaerts (“Operação Red Sparrow”), a inglesa Natacha Karam (“9-1-1: Lone Star), a vietnamita Van Veronica Ngo (“Bright”), o inglês Harry Melling (o Dudley da franquia “Harry Potter”) e a romena Anamaria Marinca (“Mars”). “The Old Guard” tem estreia marcada para esta sexta (10/7), em streaming.
Umbrella Academy: Trailer da 2ª temporada mostra fim do mundo nos anos 1960
A Netflix divulgou o trailer legendado da 2ª temporada de “Umbrella Academy”, que mostra muitos efeitos visuais explica como os protagonistas tentarão impedir o fim do mundo… de novo. Adaptação dos quadrinhos homônimos do cantor Gerard Way (ex-My Chemical Romance) e do desenhista brasileiro Gabriel Bá – publicados no Brasil como “A Academia Umbrella” – , a série gira em torno de um grupo de jovens adotados por um milionário excêntrico ainda crianças, após nascerem misteriosamente com poderes especiais. Vários anos depois de se separarem, eles se reúnem no funeral de seu mentor e descobrem que precisam impedir o fim do mundo, previsto para daqui a oito dias. A 2ª temporada mostra o que acontece depois deles falharem. Refletindo o final da temporada inaugural, os Hargraves vão parar no passado graças aos poderes de Five, que embora tenha salvo todos do apocalipse, acabou espalhando cada um deles num ponto diferente da década de 1960. Nos próximos capítulos, eles tentarão encontrar uma forma de se reencontrar, enquanto descobrem que, ao voltar ao passado, anteciparam o apocalipse para 1963. Os quadrinhos foram adaptados por Jeremy Slater (criador da série “The Exorcist”) e seu elenco de heróis inclui Ellen Page (a Kitty Pryde de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), Tom Hopper (Dickon Tarly em “Game of Thrones”), Robert Sheehan (o Nathan de “Misfits”), Emmy Raver-Lampman (do sucesso da Broadway “Hamilton”), David Castañeda (“Guerra dos Monstros”), Aidan Gallagher (o Nicky de “Nicky, Ricky, Dicky & Dawn”) e Justin H. Min (“Dating After College”). A estreia dos novos episódios está marcada para 31 de julho em streaming.
Patrulha do Destino: 2ª temporada ganha trailer legendado e data de estreia no Brasil
A HBO Brasil divulgou o trailer legendado da 2ª temporada de “Patrulha do Destino” (Doom Patrol), para anunciar a data da estreia nacional dos novos episódios. A divertida prévia tem ritmo de discoteca e introduz vários personagens, como Dorothy (Abigail Shapiro), a filha do Chefe, o vilão Red Jack (um Jack estripador de outra dimensão) e os SeX Men (Caça-Fantasmas Eróticos), sem esquecer as criaturas que vivem na imaginação de Dorothy. A 2ª temporada de “Patrulha do Destino” estreou em junho nas plataformas americanas HBO Max e DC Universe, mas só vai chegar ao Brasil em 4 de setembro, um mês após o final da exibição de seus episódios nos EUA. Ainda assim, será uma transmissão rápida, considerando que a série só a href=”https://pipocamoderna.com.br/2020/03/patrulha-do-destino-estreia-nesta-quinta-na-tv-paga-brasileira/”>chegou ao Brasil em março deste ano. “Patrulha do Destino” reúne os personagens mais bizarros da DC Comics, criados ainda nos anos 1960. Todos tiveram origens traumáticas, que os deixaram mutilados ou tão diferentes que causam medo e repulsa, em vez das reações positivas mais associadas aos super-heróis. Vale destacar que a adaptação é influenciada principalmente pela fase mais adulta da publicação, após passar a ser escrita por Grant Morrison (criador de “Happy!”) nos anos 1980 e incorporar uma temática queer. O elenco inclui April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) como Mulher-Elástica, Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) como Crazy Jane, Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o herói Ciborgue, Timothy Dalton (ex-007 e protagonista de “Penny Dreadful”) como Niles Caulder, o Chefe, e participações de Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia” e “Viagem ao Centro da Terra”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”) como dubladores e intérpretes das cenas de flashback dos personagens Homem-Robô e Homem Negativo, respectivamente. Elogiadíssima, as duas temporadas da série têm 95% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Trata-se da mais bem-avaliada dentre todas as adaptações atuais de quadrinhos na televisão.
Diretora confirma que Viúva Negra será passagem de bastão para Florence Pugh
A diretora Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) confirmou que “Viúva Negra” vai realmente apresentar, conforme especulado, uma espécie de passagem de bastão de Scarlett Johansson para Florence Pugh. Ela deixou escapar o detalhe mais importante do enredo em entrevista à revista Empire. “Percebemos que o público esperaria uma história de origem. Então, claro, fomos na direção oposta”, afirmou, revelando em seguida: “Não sabíamos como a Florence Pugh seria maravilhosa. Sabíamos que ela seria boa, mas não sabíamos quanto. Scarlett foi muito graciosa, tipo ‘Ah, vou passar o bastão para ela’. Então, o filme vai impulsionar uma nova história feminina.” No ano passado, Scarlett Johansson já tinha dado a entender que “Viúva Negra” daria o pontapé em mais uma franquia no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel, na sigla em inglês). A afirmação gerou especulações de que talvez a personagem de Pugh, Yelena Belova, pudesse assumir o lugar da Vingadora original, algo que ocorreu nos quadrinhos. Mas na ocasião a atriz negou. O filme é um grande flashback, passado antes da morte da heroína. A trama acompanha Natasha Romanoff (Johansson) após fugir dos EUA, passando-se entre os eventos de “Capitão América: Guerra Civil” e “Vingadores: Guerra Infinita”. Segundo a diretora, ele também será uma oportunidade para os fãs se despedirem de Natasha. Isto é um banho de água fria em quem esperava uma reviravolta milagrosa na história da personagem, que não teve um funeral após se sacrificar em “Vingadores: Ultimato”. Shortland contou que a própria Scarlett Johansson lhe disse que a personagem não gostaria de uma cerimônia fúnebre. “Ela [Natacha] é muito fechada e, de qualquer forma, as pessoas não sabem quem ela realmente é. Então o que fizemos neste filme foi permitir que o fim fosse o luto que cada indivíduo sentiu, em vez de uma grande cerimônia pública. Acho que é um desfecho apropriado para ela”. Diz a sinopse oficial: “Em ‘Viúva Negra’, thriller de espionagem recheado de ação da Marvel Studios, Natasha Romanoff – a Viúva Negra – confronta as partes sombrias de sua profissão quando surge uma perigosa conspiração conectada com o seu passado. Perseguida por uma força implacável que quer derrubá-la, Natasha deve lidar com sua história como espiã e as relações quebradas que deixou quando se tornou uma Vingadora.” O longa tem roteiro de Jac Schaeffer (“As Trapaceiras”) e seu elenco também inclui David Harbour (“Stranger Things”) e Rachel Weisz (“A Favorita”). Adiado pela pandemia de covid-19, “Viúva Negra” tem estreia marcada para 29 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA.
Stargirl é renovada pela CW e implode DC Universe
A rede americana The CW anunciou a renovação de “Stargirl” para a 2ª temporada. Uma renovação com exclusividade, que tira “Stargirl” de seu endereço original, a plataforma de streaming DC Universe. A série era exibida na CW um dia depois de estrear em streaming, num acordo com a DC Universe, mas deixará de ser compartilhada com a plataforma no próximo ano. Na prática, a nova acomodação implode de vez a DC Universe. Extremamente criativas, as séries do serviço foram motivo de cobiça dentro do conglomerado. “Patrulha do Destino” (Doom Patrol), por exemplo, foi parar na HBO Max, mesmo endereço que vai receber “Harley Quinn”, a animação da Arlequina. A Warner praticamente abandonou a plataforma após ser comprada pela AT&T, que fechou vários serviços de streaming de nichos da empresa para se concentrar no lançamento da HBO Max. O cancelamento da elogiada série “Swamp Thing”, do Monstro do Pântano, logo após a estreia no ano passado, disparou a boataria sobre o destino do projeto digital da DC. A mudança de “Stargirl”, por fim, confirma o que algumas “fontes” anônimas diziam. Sem anunciar novas séries, a DC Universe só tem a 3ª temporada de “Titãs” para estrear no ano que vem – o que a deixa prestes a ser descontinuada ou absorvida pela HBO Max. A CW já tinha dado dica da apropriação da personagem na semana passada, ao divulgar uma coleção de imagens de super-heróis do canal com máscaras de proteção contra a covid-19. Ao aparecer junto de Supergirl, Arqueiro Verde, Flash e Raio Negro, Stargirl parecia ter sido adotada como nova integrante do Arrowverso, o universo de séries conectadas da CW. As séries do DC Universe não fazem parte do Arrowverso, mas “Stargirl” é produzida pela mesma produtora de “Arrow” e cia., a Berlanti Productions, de Greg Berlanti. Além disso, seu criador, Geoff Johns, também é cocriador de “The Flash”. Mas a ida de “Stargirl” para a CW cria mais que uma crise nas infinitas plataformas. Abre um possível problema financeiro por ter maior orçamento que as outras produções de super-heróis exibidas pelo canal. Os primeiros oito episódios (de um total de 13 na 1ª temporada) parecem filmes, com efeitos visuais superiores aos apresentados em “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow”, por exemplo. Só que os capítulo da 2ª temporada serão exibidos com exclusividade na TV aberta, o que inevitavelmente fará com que sejam barateados. O bom acabamento é um dos motivos de a série ter 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes, uma das melhores avaliações já obtidas por uma produção televisiva de super-heróis. Mas as críticas positivas não se devem só a isso. A história de Geoff Johns é cativante, ao misturar o clima das tramas adolescentes de John Hughes com as fantasias de Steven Spielberg dos anos 1980. A trama se passa nos dias atuais, mas numa cidadezinha tão interiorana que é como se fosse daquela época. “Stargirl” conta a origem da personagem-título, uma adolescente que encontra um cetro mágico nas caixas de mudança de sua nova casa e descobre que seu padrasto esconde um segredo. No passado, ele foi assistente de um famoso super-herói – o Starman, integrante da Sociedade da Justiça da América, o primeiro grupo de super-heróis da DC Comics, que foi criado nos quadrinhos durante os anos 1940. Como o cetro passa a obedecê-la, ela passa a acreditar que é filha de Starman – seu pai saiu de casa quando ela era muito pequena – , resolve virar a Stargirl em sua homenagem e decide vingar sua morte ao enfrentar os responsáveis pelo fim dos heróis clássicos: os supervilões da Sociedade da Injustiça. Vale considerar que, nos quadrinhos, essa história é bem mais complicada. Mas a proposta da série é simplificar tudo ao máximo, para se focar na diversão que é ganhar super-poderes na adolescência. O clima lúdico é muito bem resolvido graças à química do elenco, principalmente entre a jovem Brec Bassinger (“Medo Profundo: O Segundo Ataque”) como Courtney Whitmore/Stargirl e o veterano Luke Wilson (do clássico “Legalmente Loira”) como seu padrasto Pat Dugan/Listrado/F.A.I.X.A. O casting jovem, por sinal, é um achado, com Yvette Monreal (“Faking It”), Anjelika Washington (“Crush à Altura”) e Cameron Gellman (“Heathers”) roubando cenas como os relutantes integrantes da versão teen da Sociedade da Justiça. Mas não fica nisso. O ótimo elenco também inclui Amy Smart (“Efeito Borboleta”) como Barbara Whitmore, a mãe da heroína, Joel McHale (“Community”) em flashbacks como Starman, e Neil Jackson (“Absentia”) envolvente como o vilão Geada – junto com Christopher James Baker (“True Detective”), Joy Osmanski (“Santa Clarita Diet”), Neil Hopkins (“Matador”), Nelson Lee (“Blade: The Series”) e Joe Knezevich (“A Mula”) como Onda Mental, Tigresa, Mestre dos Esportes, Rei Dragão e O Mago, integrantes da Sociedade da Injustiça. A série ainda não tem previsão de estreia no Brasil, mas as novas atrações do CW e da DC Universe têm sido lançadas na HBO, enquanto a plataforma HBO Max não chega por aqui.
Super-heróis da TV adotam máscaras contra covid-19 em campanha de conscientização
A Warner Bros. Television (WBTV) divulgou nas redes sociais uma coleção de imagens com os heróis das séries da rede The CW usando máscaras de proteção contra a covid-19. “Algumas máscaras ocultam identidades. Algumas máscaras salvam vidas. Se você precisa sair, seja um super-herói. Por favor, use uma máscara para sua segurança e saúde de outras pessoas”, diz o texto que acompanha as imagens. Os heróis que serviram de modelo para a campanha de conscientização são Flash, Supergirl, Arqueiro Verde, Raio Negro e Stargirl. Esta última, caçula da turma, é a única que (ainda) não faz parte oficial do Arrowverso. Curiosamente, ficaram de fora Batwoman, que está em processo de escalar uma nova protagonista, e os personagens de “Legends of Tomorrow”. Confira abaixo. Ver essa foto no Instagram Some masks hide identities. Some masks save lives. If you must go out, be a superhero. Please wear a mask, for your safety and the health of others. #ShowUsYourMask #ShowUsYourSuperMask #ConnectedTogether #TBT Uma publicação compartilhada por Warner Bros TV (@warnerbrostv) em 2 de Jul, 2020 às 2:29 PDT
Katy Keene é cancelada após 1ª temporada
A rede The CW cancelou “Katy Keene”, spin-off de “Riverdale” estrelado por Lucy Hale (a Aria de “Pretty Little Liars”), após uma temporada. Ela foi a única série atual da CW não renovada para a próxima temporada em janeiro – à exceção, claro, daquelas que se encerram neste ano: “Supernatural”, “Arrow” e “The 100”. O cancelamento inspirou posts de despedida de Lucy Hale e do criador Roberto Aguirre-Sacasa, no Instagram. Apesar disso, a produtora Berlanti Productions anunciou que tentará buscar uma nova casa para a atração. E já tem até um endereço preferencial em vista, pois a série também é exibida pela plataforma HBO Max. A trama tinha ligação íntima com “Riverdale” por conta de uma personagem transplantada, Josie McCoy. Na produção, Ashleigh Murray reprisava seu papel de Josie, que se muda para Nova York para perseguir seu sonho de virar cantora profissional. Lá, ela vai morar com a amiga nova-iorquina de Veronica, Katy Keene, passando a dividir apartamento também com a drag queen Jorge/Ginger Lopez (Jonny Beauchamp, a Angelique de “Penny Dreadful”). O elenco ainda destacava Julia Chan (a Dra. Maggie Lin de “Saving Hope”) como Pepper Smith, uma promoter trambiqueira cheia de contatos, e Lucien Laviscount (“Scream Queens”) no papel de Alexander Cabot, um aspirante a empresário musical. Apesar da ligação com “Riverdale”, o tom de “Katy Keene” foi completamente diverso da outra série de Aguirre-Sacasa, pelo fato dos personagens serem adultos (e não estudantes colegiais) e por seus dramas serem… dramas (e não mistérios criminais). Todos os personagens buscam realizar seus sonhos na cidade grande, mas enfrentam sucessivas desilusões e a inveja de rivais poderosos. “Katy Keene” foi a terceira criação de Roberto Aguirre-Sacasa baseada em personagens da Archie Comics, após “Riverdale” e “O Mundo Sombrio de Sabrina” na Netflix. Lançada nos anos 1940, a personagem original dos quadrinhos costumava ser uma atriz, modelo e “rainha das pin-ups”, mas na série foi apresentada como uma vendedora de loja de roupas que sonhava virar estilista de moda. A série também era a terceira menos vista da CW – acima só de “Dynasty” e “In the Dark”. E para piorar, teria tido um desempenho abaixo do esperado em streaming, de acordo com apuração do site Deadline. No Brasil, “Katy Keene” teve sua única temporada exibida pela HBO. O cancelamento foi a segunda má notícia recebida por Aguirre-Sacasa nesta semana. Na segunda (29/6), a rede ABC anunciou ter rejeitado seu projeto de série “The Brides”, sobre as noivas vampiras de Drácula. A decisão da CW pode, ainda, ter relação com outro projeto da Berlanti Productions. Criada como uma joint venture entre as empresas CBS e Warner (daí a abreviatura CW), a rede costuma aprovar sempre uma série de cada sócio, e agora abriu-se uma vaga para um novo título da Warner, que tem duas produções aguardando definição: os spin-offs de “The 100” e de “Arrow”. Na sexta passada, o produtor Marc Guggenheim afirmou que a rede se manifestaria sobre o spin-off “Green Arrow and the Canaries” nos próximos dias, fosse de forma positiva ou negativa. Como esta série também é realizada pela Berlanti Productions, o cancelamento de “Katy Keene” pode representar uma inclinação maior para sua aprovação. Ver essa foto no Instagram Sad to deliver this news ! But I love the show. I love what it stands for. And mostly I love YOU. To the cast, crew, and all involved… 👏🏻👏🏻👏🏻 adore you. Uma publicação compartilhada por Lucy Hale (@lucyhale) em 2 de Jul, 2020 às 7:02 PDT Ver essa foto no Instagram From the first #katykeene table read. It seems like a dream. So proud of this show and the beautiful souls who came together to make it.💔 Uma publicação compartilhada por Roberto Aguirre-Sacasa (@writerras) em 2 de Jul, 2020 às 5:51 PDT
Warrior Nun: Trailer apresenta nova série sobrenatural da Netflix no dia da estreia
A Netflix finalmente disponibilizou a versão legendada do trailer de “Warrior Nun”, série de fantasia sobrenatural sobre uma ordem secreta de freiras que combate as forças das trevas. Duas semanas após surgir nos EUA, a versão nacional quase chega depois da série, que estreou na plataforma nesta quinta (2/7). A prévia é bastante promissora, com muitos efeitos visuais, criaturas sobrenaturais e heroínas com poderes miraculosos, que não são necessariamente santas. A crítica americana aprovou, com 80% de comentários positivos no site Rotten Tomatoes. A trama acompanha a jovem Ava (a portuguesa Alba Baptista, de “Linhas de Sangue”) que acorda em um necrotério, supostamente após sua morte, com poderes inexplicáveis. Sua busca por respostas a leva à Ordem da Espada Cruciforme, uma sociedade secreta de freiras guerreiras que juraram proteger o mundo do mal. Enquanto equilibra suas responsabilidades como uma noviça da Ordem e a vida normal de uma adolescente, a jovem – e todos os demais – se questiona porque foi escolhida, já que nunca foi um anjo. Produção americana gravada na Espanha, a série foi criada por Simon Barry, responsável pela cultuada série sci-fi canadense “Continuum” e a menos incensada “Ghost Wars”. Mas a trama é, na verdade, baseada nos quadrinhos “Warrior Nun Areala”, de Ben Dunn, publicados desde 1994 em estilo mangá. O elenco inclui várias atrizes novatas, como Toya Turner (vista em “Chicago Med”), Lorena Andrea (“House on Elm Lake”) e a estreante Kristina Tonteri-Young, nos papéis de noviças rebeldes, além do português Joaquim de Almeida (“Velozes e Furiosos 5”), da holandesa Thekla Reuten (“Operação Red Sparrow”) e da italiana Sylvia De Fanti (“Medici: Mestres de Florença”) como integrantes da ordem secreta.
Charlize Theron é uma “Highlander” no trailer de The Old Guard
A Netflix divulgou o pôster nacional e o trailer legendado de “The Old Guard”, adaptação de quadrinhos estrelada por Charlize Theron (“Velozes & Furiosos 8”). A prévia chama atenção por ter muita explicação e pouca ação, apesar da trama basicamente repetir “Highlander” (1986) em sua premissa de guerreiros imortais. No filme, Charlize vive Andy, uma guerreira imortal com mais de 6 mil anos de idade, que lutou em diversas guerras ao longo da história da humanidade. Ela lidera a “Velha Guarda”, um pequeno grupo de imortais que se dedica a desfazer injustiças ao redor do mundo. Mas está cansada, desgastada e desiludida por achar que não está atingindo o impacto positivo esperado. Até que descobre uma nova imortal (KiKi Layne, de “Se a Rua Beale Falasse”) e a chegada da “novata” é exatamente o que Andy precisava para recuperar a fé em sua missão. O elenco internacional ainda destaca o inglês Chiwetel Ejiofor (“Doutor Estranho”) como um agente da CIA obcecado por encontrar o grupo e descobrir a origem de seus poderes — que, por sinal, nem os próprios imortais conhecem – , além do holandês Marwan Kenzari (o Jafar do live-action de “Aladdin”), o italiano Luca Marinelli (“Martin Eden”), o belga Matthias Schoenaerts (“Operação Red Sparrow”), a inglesa Natacha Karam (“9-1-1: Lone Star), a vietnamita Van Veronica Ngo (“Bright”), o inglês Harry Melling (o Dudley da franquia “Harry Potter”) e a romena Anamaria Marinca (“Mars”). O roteiro é assinado pelo escritor dos quadrinhos em que o filme se baseia, Greg Rucka (autor também dos quadrinhos que inspiraram a série “Stumptown”). Já a direção está a cargo de Gina Prince-Bythewood (“Além dos Limites”). “The Old Guard” tem estreia marcada para a sexta que vem, dia 10 de julho, em streaming.
Shang-Chi: Nova produção da Marvel deve retomar filmagens no fim do mês
A produção de “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings”, novo filme da Marvel, deve ser retomada no final deste mês. O longa do herói asiático, também conhecido como Mestre do Kung-Fu, é uma das produções que recebeu sinal verde para voltar a ser filmada em Sydney, na Austrália. As filmagens originais foram interrompidas logo no começo da produção no país, em março, quando o diretor Destin Daniel Cretton (“Luta por Justiça”) decidiu entrar em quarentena por suspeita de ter contraído covid-19. Ele não manifestou sintomas da doença. Segundo apurou o site Deadline, a Marvel está dando “passos cuidadosos” para retomar as filmagens. “Shang-Chi” será o segundo filme da Disney a retomar os trabalhos depois da paralisação causada pela pandemia de coronavírus em toda a indústria cinematográfica. Há poucos dias, “Avatar 2” recomeçou suas filmagens na Nova Zelândia. Assim como aconteceu com “Avatar 2”, o elenco e a equipe de “Shang-Chi” passarão por um período de duas semanas de quarentena ao desembarcarem na Austrália para as filmagens. A produção é estrelada pelo ator canadense Simu Liu (da série “Kim’s Convenience”) como o herói do título, e o elenco também conta com Awkwafina (“A Despedida”) e o astro de filmes de ação Tony Leung (“O Grande Mestre”).












