Tom Verlaine, líder da banda punk Television, morre aos 73 anos
O cantor e músico Tom Verlaine, conhecido por liderar a banda Television durante as gerações punk e pós-punk, morreu neste sábado em Nova York, aos 73 anos. Segundo a filha de sua velha amiga Patti Smith, ele morreu “após uma breve doença”, sem que maiores detalhes fossem divulgados. Verlaine, cujo nome verdadeiro era Thomas Miller, começou sua história roqueira no palco imundo do CBGB, boteco de motoqueiros transformado em club de rock nos anos 1970, que também serviu de base de lançamento dos Ramones, Blondie, Talking Heads e muitas outras bandas nova-iorquinas da época. Apesar de ter estudado piano, tocar saxofone e ser fã de jazz, ele se destacou como um dos guitarristas mais importantes do punk rock americano. Miller virou Verlaine, em homenagem ao poeta francês do século 19, quando formou o Television com Richard Hell, Richard Lloyd e Billy Ficca. A banda estreou em um pequeno teatro da Times Square em 2 de março de 1974, com o visual incomum para a época: cabelos curtos despenteados e roupas rasgadas emendadas por alfinetes de segurança – que acabou exportado para a Inglaterra por Malcolm McLaren, quando o empresário resolveu lançar os Sex Pistols um ano depois. Hell e Verlaine convenceram em seguida o dono do CBGB a lhes dar espaço regular no bar, o que começou a atrair atenção para seu estilo musical estranho, diferente de tudo o que existia. A então crítica de rock Patti Smith escreveu uma resenha elogiosa que acabou sendo copiada em todo o mundo para descrever o estilo de Verlaine, mencionando “guitarra tocada com paixão angular invertida”, que soava como “mil rouxinóis cantando”. Patti Smith e Verlaine acabaram namorando, e o guitarrista ajudou a escritora a virar cantora, tocando em seu disco de estreia de 1975, além de compor a música “Break It Up” para ela. Sentindo-se excluído e com ciúmes da atenção conquistada pelo colega, Richard Hell largou o Televison para formar outra banda – The Voidoids, com quem gravou o clássico “Blank Generation” em 1977. Com o baixista original do Blondie, Fred Smith, no lugar de Hell, Television gravou uma faixa de sete minutos que foi lançada em dois lados de seu primeiro single em setembro de 1975. O lançamento marcou o começo de uma nova era, por ser totalmente independente. A música “Little Johnny Jewel” despertou o interesse de uma nova gravadora e a banda acabou assinando com a Elektra Records em julho de 1976. Seu primeiro álbum, “Marquee Moon” (1977), e sua ambiciosa faixa-título de 10 minutos com dois solos de guitarra foram definidoras para o rock independente americano que surgiu nas décadas seguintes. O pioneirismo do Television foi juntar a energia dos shows de punk rock com a dissonância vanguardista da banda The Velvet Underground, de Lou Reed nos anos 1960. Seu álbum seguinte, “Adventure”, aprimorou ainda mais o som do grupo, que era ao mesmo tempo frágil e agressivo, suave e ríspido. Mas a banda se dissolveu semanas após a gravação do disco de 1978, devido ao abuso de drogas de Richard Lloyd. Embora o Television nunca tenha obtido grande sucesso comercial, o impacto do modo de tocar de Verlaine, totalmente despojado e livre de estruturas – um jazzista no punk rock – influenciou tudo o que surgiu depois, de Sonic Youth a Galaxy 500, passando por Dream Syndicate, Pixies e Wilco. Todos os membros do Television seguiram carreira musical, com o baterista Billy Ficca atingindo maior sucesso com a banda new wave The Waitresses (do hit “I Know What Boys Like”). Mas, a longo prazo, Verlaine foi quem se manteve mais tempo sob os holofotes. Ele lançou nove discos solo entre 1979 e 2009, ainda que só tenha conseguido um único quase hit, “A Town Called Walker”, em 1987. Tanto que, em 1992, voltou a se juntar com os antigos parceiros para um terceiro álbum, intitulado apenas “Television”, que acabou se tornando o último disco da banda. No mesmo ano, Verlaine lançou um disco instrumental, “Warm and Cool”, e em seguida silenciou. Ele decidiu não gravar novos discos por quase uma década e meia, aparecendo apenas em shows e gravações da ex Patti Smith, além de produzir um disco póstumo elogiado do cantor Jeff Buckley. Muitas das músicas do Televison e da carreira solo de Verlaine ganharam novas vidas em trilhas de filmes e séries. Isso fez o músico ser convidado a compor para o cinema. Sua estreia como compositor de trilhas aconteceu no documentário “I Am a Promise: The Children of Stanton Elementary School”, em 1993. Ele também assinou a trilha de outro documentário: “On Hostile Ground”, em 2001. Mas só trabalhou num longa de ficção: “Um Amor e Uma 45”, thriller indie dirigido por C.M. Talkington em 1995. Além disso, o guitarrista e a banda Television também viraram filme, sendo retratados no longa “CBGB: O Berço do Punk Rock”, de 2013. Numa entrevista de 2006 para o jornal New York Times, Verlaine foi questionado sobre como definia sua trajetória, e disse que gostaria de ser lembrado como alguém que passou a vida “lutando para não ter uma carreira profissional”. Lembre abaixo algumas músicas marcantes do artista.
Série dos Sex Pistols ganha trailer nacional e data de estreia no Brasil
A plataforma Star+ divulgou o pôster oficial, o trailer legendado e a data da estreia nacional de “Pistol”, minissérie sobre a banda Sex Pistols com direção de Danny Boyle (“Trainspotting”). A série conta a história da banda responsável pela revolução do punk rock, além de fazer uma recriação detalhista da época. Baseada em “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro do guitarrista Steve Jones, mostra como Jones, o vocalista Johnny Rotten (John Lydon), o baterista Paul Cook e o baixista Glen Matlock – posteriormente substituído por Sid Vicious por saber tocar bem demais – criaram caos e distorção, instigados pelo empresário agitador Malcolm McLaren, mudando o rock para sempre. A trama também destaca a trupe punk original, que fazia ponto na butique Sex, de Vivienne Westwood. O roteiro é assinado por Craig Pearce (“Moulin Rouge!”) e Frank Cottrell Boyce (responsável por outra obra deste período: o filme “A Festa Nunca Termina”). O elenco traz Toby Wallace (“The Society”) como Jones, Anson Boon (“Predadores Assassinos”) como Rotten, o estreante Jacob Slater como Cook, Fabien Frankel (“The Serpent”) como Matlock e Louis Partridge (“Enola Holmes”) como Vicious, Thomas Brodie-Sangster (“Maze Runner”) como McLaren, Dylan Llewellyn (“Derry Girls”) como Wally Nightingale, que tocou com Jones, Sydney Chandler (“Don’t Worry Darling”) como a cantora Chrissie Hynde (dos Pretenders), Emma Appleton (“The Witcher”) como Nancy Spungen (namorada de Vicious), Beth Dillon (“Quatro Casamentos e um Funeral”) como Siouxie Sioux (da banda Siouxie and the Banshees) e Maisie Williams (“Game of Thrones”) no papel da ícone punk Jordan, uma atriz e modelo ligada a Westwood, que acompanhou o surgimento da banda em Londres e se tornou um símbolo da cultura punk pelo seu estilo. A produção chegou a ser ameaçada por um processo de John Lydon, o ex-Johnny Rotten, mas os demais integrantes da banda o derrotaram na Justiça para permitir que as gravações dos Sex Pistols fossem ouvidas na série. “Pistol” estreou em 31 de maio nos EUA e dividiu a crítica, atingindo apenas 56% de aprovação no Rotten Tomatoes. O lançamento no Brasil vai acontecer em 31 de agosto.
Série dos Sex Pistols ganha trailer impactante
A FX Networks divulgou os pôsteres internacionais e o primeiro trailer de “Pistol”, minissérie sobre a banda Sex Pistols com direção de Danny Boyle (“Trainspotting”). A prévia apresenta uma recriação detalhista da época em que o punk britânico explodiu, além de um resumo dos planos do empresário Malcolm McLaren para transformar a banda num fenômeno cultural e imagens impactantes de rock e caos. A série vai contar a história da banda responsável pela revolução do punk rock a partir da obra “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro do guitarrista Steve Jones. A adaptação foi feita pelo roteirista Craig Pearce (“Moulin Rouge!”), que escreveu os episódios com Frank Cottrell Boyce, responsável por um filme neste mesmo período, “A Festa Nunca Termina” (24 Hour Party People, de 2002). A atração mostrará como Jones fundou a banda com o vocalista Johnny Rotten (John Lydon), o baterista Paul Cook e o baixista Glen Matlock – posteriormente substituído por Sid Vicious por saber tocar bem demais – e também retratará a vida em Londres em meados dos anos 1970, destacando a trupe que fazia ponto na butique Sex, de Vivienne Westwood e Malcolm McLaren. Os Sex Pistols da ficção são interpretados por Toby Wallace (“The Society”) como Jones, Anson Boon (“Predadores Assassinos”) como Rotten, o estreante Jacob Slater como Cook, Fabien Frankel (“The Serpent”) como Matlock e Louis Partridge (“Enola Holmes”) como Vicious. O elenco ainda inclui Thomas Brodie-Sangster (“Maze Runner”) como Malcolm McLaren, Dylan Llewellyn (“Derry Girls”) como Wally Nightingale, que tocou com Jones, Sydney Chandler (“Don’t Worry Darling”) como a cantora Chrissie Hynde (dos Pretenders), Emma Appleton (“The Witcher”) como Nancy Spungen (namorada de Vicious), Beth Dillon (“Quatro Casamentos e um Funeral”) como Siouxie Sioux (da banda Siouxie and the Banshees) e Maisie Williams (“Game of Thrones”) no papel da ícone punk Jordan, uma atriz e modelo ligada a Westwood, que acompanhou o surgimento da banda em Londres e se tornou um símbolo da cultura punk pelo seu estilo. A produção chegou a ser ameaçada por um processo de John Lydon, o ex-Johnny Rotten, mas os demais integrantes da banda o derrotaram na Justiça para permitir que as gravações dos Sex Pistols fossem ouvidas na série. “Pistol” vai estrear em 31 de maio nos EUA, com o lançamento de todos os episódios pela plataforma Hulu. No Brasil, a atração será lançada pela Star+, em dada ainda não definida.
Série sobre os Sex Pistols ganha primeiro teaser
A FX Networks divulgou o primeiro teaser de “Pistol”, minissérie sobre a banda Sex Pistols com direção de Danny Boyle (“Trainspotting”). As imagens apresentam o clima e a recriação da época em que o punk britânico explodiu. A série vai contar a história do grupo a partir da obra “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro do guitarrista da banda, Steve Jones. A adaptação foi feita pelo roteirista Craig Pearce (“Moulin Rouge!”), que escreveu os episódios com Frank Cottrell Boyce, roteirista que já abordou este mesmo período no filme “A Festa Nunca Termina” (24 Hour Party People, de 2002). A atração mostrará como Jones fundou a banda com o vocalista Johnny Rotten (John Lydon), o baterista Paul Cook e o baixista Glen Matlock – posteriormente substituído por Sid Vicious por saber tocar bem demais – além de retratar a vida em Londres nos anos 1970, a partir da trupe que fazia ponto na butique Sex, de Vivienne Westwood e Malcolm McLaren. Os Sex Pistols da ficção são interpretados por Toby Wallace (“The Society”) como Jones, Anson Boon (“Predadores Assassinos”) como Rotten, o estreante Jacob Slater como Cook, Fabien Frankel (“The Serpent”) como Matlock e Louis Partridge (“Enola Holmes”) como Vicious. O elenco ainda inclui Dylan Llewellyn (“Derry Girls”) como Wally Nightingale, que tocou com Jones, Sydney Chandler (“Don’t Worry Darling”) como a cantora Chrissie Hynde (dos Pretenders), Emma Appleton (“The Witcher”) como Nancy Spungen (namorada de Vicious), Beth Dillon (“Quatro Casamentos e um Funeral”) como Siouxie Sioux (da banda Siouxie and the Banshees) e Maisie Williams (“Game of Thrones”) no papel da ícone punk Jordan, uma atriz e modelo ligada a Westwood, que acompanhou o surgimento da banda em Londres e se tornou um símbolo da cultura punk pelo seu estilo. A produção chegou a ser ameaçada por um processo de John Lydon, o ex-Johnny Rotten, mas os demais integrantes da banda o derrotaram na Justiça para permitir que as gravações dos Sex Pistols fossem ouvidas na série. “Pistol” vai estrear em 31 de maio nos EUA, com o lançamento de todos os episódios pela plataforma Hulu, e será lançada no Brasil pela Star+, em dada ainda não definida.
Série sobre os Sex Pistols será lançada no Brasil pela Star+
A plataforma Star+ confirmou oficialmente nesta segunda (4/4) que vai lançar no Brasil a série “Pistol”, sobre a banda de punk rock Sex Pistols, que tem direção do cineasta Danny Boyle (“Trainspotting”). A série vai contar a história do grupo responsável pela explosão punk no Reino Unido a partir da obra “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro do guitarrista da banda, Steve Jones. A adaptação foi feita pelo roteirista Craig Pearce (“Moulin Rouge!”), que escreveu os episódios com Frank Cottrell Boyce, que já abordou este mesmo período no roteiro do filme “A Festa Nunca Termina” (24 Hour Party People, de 2002). A atração mostrará como Jones fundou a banda com o vocalista Johnny Rotten (John Lydon), o baterista Paul Cook e o baixista Glen Matlock – posteriormente substituído por Sid Vicious por saber tocar bem demais – , além de retratar a vida em Londres nos anos 1970, a partir da trupe que fazia ponto na butique Sex, de Vivienne Westwood e Malcolm McLaren. Os Sex Pistols da ficção são interpretados por Toby Wallace (“The Society”) como Jones, Anson Boon (“Predadores Assassinos”) como Rotten, o estreante Jacob Slater como Cook, Fabien Frankel (“The Serpent”) como Matlock e Louis Partridge (“Enola Holmes”) como Vicious. O elenco ainda inclui Dylan Llewellyn (“Derry Girls”) como Wally Nightingale, que tocou com Jones, Sydney Chandler (“Don’t Worry Darling”) como a cantora Chrissie Hynde (dos Pretenders), Emma Appleton (“The Witcher”) como Nancy Spungen (namorada de Vicious), Beth Dillon (“Quatro Casamentos e um Funeral”) como Siouxie Sioux (da banda Siouxie and the Banshees) e Maisie Williams (“Game of Thrones”) no papel da ícone punk Jordan, uma atriz e modelo ligada a Westwood, que acompanhou o surgimento da banda em Londres e se tornou um símbolo da cultura punk pelo seu estilo. A produção chegou a ser ameaçada por um processo de John Lydon, o ex-Johnny Rotten, mas os demais integrantes da banda o derrotaram na Justiça para permitir que as gravações dos Sex Pistols fossem ouvidas na série. Originalmente produzida pelo canal pago FX, a série estreia em 31 de maio nos EUA, mas ainda não tem previsão de lançamento por aqui.
Série sobre os Sex Pistols ganha primeiras fotos
O canal pago americano FX divulgou as primeiras imagens de “Pistol”, minissérie sobre a banda Sex Pistols com direção de Danny Boyle (“Trainspotting”). As imagens destacam a recriação do visual dos músicos. A série vai contar a história do grupo responsável pela explosão punk no Reino Unido a partir da obra “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro do guitarrista da banda, Steve Jones. A adaptação foi feita pelo roteirista Craig Pearce (“Moulin Rouge!”), que escreveu os episódios com Frank Cottrell Boyce, roteirista que já abordou este mesmo período no filme “A Festa Nunca Termina” (24 Hour Party People, de 2002). A atração mostrará como Jones fundou a banda com o vocalista Johnny Rotten (John Lydon), o baterista Paul Cook e o baixista Glen Matlock – posteriormente substituído por Sid Vicious por saber tocar bem demais – além de retratar a vida em Londres nos anos 1970, a partir da trupe que fazia ponto na butique Sex, de Vivienne Westwood e Malcolm McLaren. Os Sex Pistols da ficção são interpretados por Toby Wallace (“The Society”) como Jones, Anson Boon (“Predadores Assassinos”) como Rotten, o estreante Jacob Slater como Cook, Fabien Frankel (“The Serpent”) como Matlock e Louis Partridge (“Enola Holmes”) como Vicious. O elenco ainda inclui Dylan Llewellyn (“Derry Girls”) como Wally Nightingale, que tocou com Jones, Sydney Chandler (“Don’t Worry Darling”) como a cantora Chrissie Hynde (dos Pretenders), Emma Appleton (“The Witcher”) como Nancy Spungen (namorada de Vicious), Beth Dillon (“Quatro Casamentos e um Funeral”) como Siouxie Sioux (da banda Siouxie and the Banshees) e Maisie Williams (“Game of Thrones”) no papel da ícone punk Jordan, uma atriz e modelo ligada a Westwood, que acompanhou o surgimento da banda em Londres e se tornou um símbolo da cultura punk pelo seu estilo. A produção chegou a ser ameaçada por um processo de John Lydon, o ex-Johnny Rotten, mas os demais integrantes da banda o derrotaram na Justiça para permitir que as gravações dos Sex Pistols fossem ouvidas na série. “Pistols” ainda não tem previsão de estreia e deve chegar no Brasil pela plataforma Star+.
Descubra o punk rock feminino atual em 10 clipes novos
Hey ho, let’s go, a lista de novos clipes musicais independentes desta semana destaca novidades da cena punk em diversas configurações, do punk pop californiano ao ska punk, sem esquecer o hardcore. Com um detalhe: todas as músicas são entoadas por vozes femininas. A lista tem até um extra: um documentário da última turnê de um dos grupos mais veteranos da seleção, The Interrupters, que encerra a coleção de vídeos. O Top 10 semanal (sem rankeamento) é disponibilizado em dois formatos: convencional, com breves informações sobre os artistas abaixo de cada vídeo, e via playlist (localizada no final do post), para quem preferir uma sessão contínua – método mais indicado para assistir numa Smart TV (opção Transmitir, na aba de configurações do Chrome, ou Mais Ferramentas/Transmitir etc no Edge). THE LINDA LINDAS | EUA A banda punk pop de Los Angeles foi o maior hype do ano passado, graças à ousadia de uma música chamada “Racist, Sexist Boy” e a pouca idade de suas integrantes: as irmãs Mila e Lucia de la Garza, de 11 e 15 anos respectivamente, sua prima Eloise Wong, de 13 anos, e a amiga mais velha que faz os solos de guitarra, Bela Salazar, de 17. As irmãs que originaram a banda são filhas de Carlos de la Garza, engenheiro de som de discos de Bad Religion, Paramore e Wolf Alice, entre outras bandas, e começaram a tocar na garagem com a prima em 2018. “Talking to Myself” é o single mais recente do álbum de estreia do quarteto, “Growing Up”, previsto para 8 de abril. PANIC SHACK | PAÍS DE GALES O quinteto feminino de Cardiff se diverte com um punk colorido, ao estilo dos Rezillos, com direito até ao figurino da época. Uma curiosidade do clipe de “Mannequin Man” é que, embora mostre a banda nas ruas de Londres, elas filmaram suas participações em sua cidade natal, criando a ilusão com chroma key. A música faz parte de seu primeiro EP, “Baby Shack”, que também chega em 8 de abril. NEW ROCK CITY | EUA O guitarrista Kick e a vocalista Rossano formaram New Rock City em, claro, New York City há exatamente uma década, compartilhando uma paixão mútua pela intersecção de punk rock, glam e new wave dos anos 1970 e 1980. Suas músicas tem clara influência de Joan Jett, Billy Idol, New York Dolls e The Pretenders. O clipe de “Da Ratman!” tenta evocar o período com a recriação da atmosfera de shows em porões clássicos do rock, como o club nova-iorquino CBGB. O terceiro single do álbum “Radio 85”, previsto para o final do ano, tem produção de Matt Chiaravalle, que trabalhou com a banda Blondie – uma das atrações icônicas do CBGB. NOBRO | CANADÁ Com um punk rock clássico, veloz e barulhento, a banda de Montreal liderada pela baixista/vocalista Kathryn McCaughey vem conquistando fãs desde sua apresentação no festival canadense WayHome em 2017. “Eat Slay Chardonnay”, com refrão inspirado nos Ramones, faz parte de seu segundo EP, “Live Your Truth Shred Some Gnar”, lançado em 23 de fevereiro pelo selo Big Scary Monsters. THE LETS GO | JAPÃO O trio feminino liderado pela cantora/guitarrista Coco já atravessou várias formações desde 2006, incluindo um período com a baixista Sakura Anno, filha do líder da lendária banda punk japonesa Guitar Wolf. Após passar a maior parte de 2021 como dupla, “In My Head” é a primeira gravação da nova formação, que ganhou um clipe animado fofíssimo em homenagem à banda favorita de Coco, Mariko e da novata Manami: Ramones. DICK MOVE | NOVA ZELÂNDIA O nome da banda de Auckland é gíria para comportamento baixo, geralmente associado a babacas do sexo masculino. Não por acaso, faz punk rock feminista. “O nome da banda é uma oportunidade perfeita para incorporar uma inversão de papéis”, definiram os músicos em 2019. Dick Move também é uma superbanda local, formada por integrantes dos grupos Master Blaster, Shitripper, Na Noise e Dateline, que decidiram tocar juntos após uma noite de bebedeira num bar. O que começou como brincadeira virou o álbum “Chop!” em 2020. Curiosamente, só agora em março, dois anos depois do lançamento do disco, o single “Ladies Night” ganhou seu primeiro clipe. DRINKING BOYS AND GIRLS CHOIR | COREIA DO SUL O trio de Daegu é o representante hardcore da lista. As garotas e o rapaz da banda já tem dois álbuns e “National Police Sh!t” faz parte do primeiro, lançado em 2018. O detalhe é que a música foi revistada neste ano com um novo clipe, após a política interromper um show dos DGAGC em Busan. Imagens da confusão foram incorporados ao vídeo. GRUMPSTER | EUA Liderado pela cantora e baixista Falyn Walsh, o trio representa o punk pop californiano dos anos 1990 (estilo de Green Day, Blink-182, etc) com guitarras bastante distorcidas e melodias acessíveis. “Looking Good” é o segundo single gravado pelos músicos após assinarem com a Pure Noise Records no ano passado, e antecipa a preparação ao segundo álbum, após a estreia em 2019 pelo diminuto selo Asian Man Records. CATBITE | EUA Formada por ex-membros de The Snails e a vocalista/tecladista Brittany Luna em 2018, Catbite é um quarteto de ska punk da Filadélfia influenciado pela energia do movimento 2 Tone dos anos 1980, mas também pelas melodias do punk pop dos 1990. “Police Man (Kick Me in the Head)” é uma reinvenção completa de “Policeman”, única música da superbanda The Silencers, formada por integrantes do Rancid, Wix e Slackers em 1997, e foi lançada na sexta (4/3) numa coletânea de artistas da gravadora Stubborn (“Still Stubborn – Volume 2”). THE INTERRUPTERS | EUA Os três irmãos Bivona e a cantora Aimee Allen estão entre os veteranos da turma. Apadrinhados por Tim Armstrong, do Rancid, o quarteto de Los Angeles já tem três álbuns de estúdio e lançaram seu primeiro disco ao vivo de ska punk no ano passado, gravado em Tóquio. O clipe acústico é resultado de um ensaio desses shows e foi disponibilizado como bônus do documentário da turnê – que pode ser visto completo aqui abaixo. THE LINDA LINDAS | EUA | PANIC SHACK | PAÍS DE GALES | NEW ROCK CITY | EUA | NOBRO | CANADÁ | THE LETS GO | JAPÃO | DICK MOVE | NOVA ZELÂNDIA | DRINKING BOYS AND GIRLS CHOIR | COREIA DO SUL | GRUMPSTER | EUA | CATBITE | EUA | THE INTERRUPTERS | EUA
Vida de Ronald Biggs no Brasil vai virar série documental
O Canal Brasil prepara uma série documental sobre o Ronald Biggs (1929-2013), que fugiu para o Brasil depois de ter participado do famoso assalto ao trem pagador na Inglaterra, crime que ficou conhecido como “O assalto do século”. Biggs chegou ao Rio com passaporte falso pouco antes da Copa de 1970. E virou celebridade quando participou do filme “A Grande Farsa do Rock” (1980), com integrantes da banda inglesa Sex Pistols. Ele também cantou no disco da trilha sonora. “No One is Innocent” foi lançado como single no Reino Unido, alcançando o 6° lugar nas paradas britânicas. Só que sua impunidade inspirou uma aventura ousada de ex-militares ingleses. Um grupo clandestino o sequestrou e o levou até Barbados, esperando receber alguma recompensa. Não deu certo e, aproveitando-se de brechas na lei, Biggs conseguiu voltar ao Brasil. Nos anos 1980, inspirado pelo pós-punk britânico, abriu uma famosa casa noturna carioca com sócios ingleses, Crepúsculo de Cubatão, que fomentou a cena alternativa do Rio. Além disso, sua história virou filme, “Prisioneiro do Rio” (1988), com direção do polonês Lech Majewski (“O Moinho e a Cruz”) e participação de José Wilker e Zezé Motta. Ele ainda voltou ao rock em 1991, como cantor convidado na faixa “Carnival In Rio (Punk Was)”, da banda punk alemã Die Toten Hosen. E seu filho brasileiro, Mike Biggs, foi um dos membros do popular grupo musical infantil Balão Mágico. Sua lendária boa vida carioca chegou ao fim em 2001, quando Biggs aceitou uma oferta em dinheiro do tabloide The Sun para retornar à Inglaterra, mesmo sabendo que seria imediatamente preso. Acabou adoecendo na prisão, sendo libertado oito anos depois por conta de seu estado de saúde. Ele faleceu em 2013 num abrigo de idosos na Inglaterra, e foi enterrado junto com bandeiras de seu país natal e do Brasil. A série “Biggs in Rio – No One Is Innocent” tem direção de Roberto Berliner (“Nise: O Coração da Loucura”) e Cris Pickard (escritor e jornalista inglês que já escreveu três livros sobre Biggs). A produção é dividida pela TvZero e a Critical Divide, da Inglaterra, além do Canal Brasil. Ainda não há previsão de estreia.
Músicos vencem cantor em briga pela série dos Sex Pistols
Vai ter músicas dos Sex Pistols na série sobre os Sex Pistols. A justiça britânica deu ganho de causa a dois ex-membros da banda contra John Lydon, o famoso Johnny Rotten, que tentou bloquear as canções de sua autoria no projeto. O guitarrista Steve Jones e o baterista Paul Cook processaram Lydon em Londres após ele vetar as músicas do álbum “Never Mind The Bollocks” na série “Pistol”. O cantor alegava que as autorizações não poderiam ser concedidas contra sua vontade e afirmou que cederia apenas com uma ordem judicial, depois de descrever a série ao jornal Sunday Times como “a m*rda mais desrespeitosa” que já viu. A série pretende contar a história do grupo de rock a partir da obra “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro de Steve Jones. A adaptação foi feita pelos roteiristas Craig Pearce (“Moulin Rouge!”) e Frank Cottrell Boyce. Este último já tinha abordado o período no filme “A Festa Nunca Termina” (24 Hour Party People, de 2002). Lydon não gostou de saber que teria o ponto de vista de Jones, pois considera que o livro o apresenta “sob uma luz hostil e nada favorável”. Mas o advogado dos dois músicos, Edmund Cullen, lembrou que sob os termos de um acordo de 1998 entre os membros do grupo, as decisões de licenciamento deveriam ser tomadas “pela maioria dos votos”. A questão foi parar na Justiça para determinar se Lydon estaria violando este acordo ou se, como ele afirma, as licenças não poderiam ser concedidas contra sua vontade. A Alta Corte de Londres decidiu a favor de Jones e Cook nesta segunda (23/8), após audiências realizadas em julho. Vale lembrar que a banda original ainda incluía o baixista Glen Matlock, que foi substituído em 1977 por Sid Vicious (morto logo depois, por overdose em 1979), e tanto o integrante sobrevivente quanto os beneficiários do falecido também são a favor da produção. Matlock, inclusive, fez as pazes com os outros integrantes após ser demitido por “saber tocar direito”, e participou de vários shows de retorno dos Pistols. A banda que deu origem ao movimento punk britânico formou-se em 1975 e se separou em 1978, em meio a uma turnê pelo interior dos EUA. Mas o quarteto original voltou a se juntar em 1996 e fez algumas turnês, a mais recente em 2008. Dirigida por Danny Boyle (“Trainspotting” e “Quem quer ser um Milionário?”), a série “Pistols” deve estrear no próximo ano.
Membros dos Sex Pistols brigam por série sobre a banda
Os antigos integrantes da lendária banda punk Sex Pistols estão brigando na Justiça britânica por conta da inclusão de suas músicas em uma série sobre suas vidas. O conflito se dá em torno da decisão de John Lydon, cantor que nos anos 1970 era conhecido como Johnny Rotten, de proibir o uso das gravações da banda na produção do cineasta Danny Boyle (“Trainspotting”), que deve ser lançada em 2022. O guitarrista Steve Jones e o baterista Paul Cook participam do projeto e querem usar as músicas. Diante do impasse, o caso foi parar nos tribunais de Londres. Intitulada “Pistol”, a série pretende contar a história do grupo de rock a partir da obra “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro de Steve Jones. A adaptação foi feita pelos roteiristas Craig Pearce (“Moulin Rouge!”) e Frank Cottrell Boyce. Este último já tinha abordado o período no filme “A Festa Nunca Termina” (24 Hour Party People, de 2002). Lydon não gostou de saber que a série teria o ponto de vista de Jones e descreveu a produção como “a m*rda mais desrespeitosa” nas páginas do jornal Sunday Times. Ele também afirmou que só cederá o direito às músicas se for obrigado pela Justiça. Mas o advogado de Cook e Jones, Edmund Cullen, afirma que sob os termos de um acordo de 1998 entre os membros do grupo, as decisões de licenciamento devem ser tomadas “pela maioria dos votos”. A questão consiste em determinar se Lydon está violando este acordo ou se, como ele afirma, as licenças não podem ser concedidas contra sua vontade, explicou o advogado. O advogado de Lydon, Mark Cunningham, afirma que, na visão de seu cliente, o livro a partir do qual a série é adaptada o apresenta “sob uma luz hostil e nada favorável”. Em apoio à sua afirmação, ele citou uma passagem do livro de Steve Jones que diz: “Quanto ao pirralho incômodo de grande estrutura óssea que sempre quer mais… vamos deixar Johnny Rotten fora disso por um tempo, ok? Ele deu sua opinião algumas vezes. Talvez o suficiente. Agora é a minha vez”. Só que a posição do famoso “Joãozinho Podre” é amplamente minoritária. Vale lembrar que a banda original ainda incluía o baixista Glen Matlock, que foi substituído em 1977 por Sid Vicious (morto logo depois, por overdose em 1979), e tanto o integrante sobrevivente quanto os beneficiários do falecido são a favor da produção. Matlock, inclusive, fez as pazes com os outros integrantes após ser demitido por saber tocar direito, e participou de vários shows de retorno dos Pistols. A banda que deu origem ao movimento punk britânico formou-se em 1975 e se separou em 1978, em meio a uma turnê pelo interior dos EUA. Mas o quarteto original voltou a se juntar em 1996 e fez algumas turnês, a mais recente em 2008. O julgamento sobre a liberação das canções dos discos clássicos “Never Mind the Bollocks” e “The Great Rock’n’Roll Swindler” começou nesta quinta (15/7) e durará até a próxima semana em Londres.
Pete Davidson será Joey Ramone em filme da Netflix
O comediante Pete Davidson, astro do humorístico “Saturday Night Live” (e do ainda inédito “O Esquadrão Suicida”), vai interpretar Joey Ramone, icônico vocalista dos Ramones, numa cinebiografia chamada “I Slept with Joey Ramone” (em tradução livre: “Eu Dormi com Joey Ramone”). Produção da Netflix, o longa será baseado no livro de mesmo nome de Mickey Leigh, irmão de Joey, e vai mostrar a história dos Ramones sob o ponto de vista da família do vocalista — que, inclusive, apoia a produção do filme. Pioneiros do punk rock, os Ramones lançaram seu primeiro álbum em 1976, antes dos Sex Pistols. O quarteto formado também por Johnny, Dee Dee e Tommy Ramone redefiniu o rock com acordes básicos, velocidade acelerada e shows intensos, que condensavam quase 20 músicas em 20 minutos, numa época em que os discos de rock tinham faixas que se estendiam sozinhas por 20 minutos de duração. “I Slept with Joey Ramone” tem direção de Jason Orley, que trabalhou com Davidson em “Amizade Adolescente”, em 2019. Nesta quinta, completa-se 20 anos da morte de Joey Ramone, falecido em 15 de abril de 2001, aos 49 anos de idade, em decorrência de um linfoma.
História dos Sex Pistols vai virar série do diretor de Trainspotting
O diretor Danny Boyle (“Trainspotting”) vai fazer uma minissérie sobre a banda Sex Pistols, responsável pela explosão punk no Reino Unido, para o canal pago americano FX. A série vai contar a história do grupo a partir da obra “Lonely Boy: Tales From a Sex Pistol”, livro do guitarrista da banda, Steve Jones. A adaptação foi feita pelo roteirista Craig Pearce (“Moulin Rouge!”), que escreveu os episódios com Frank Cottrell Boyce, roteirista que já abordou o período no filme “A Festa Nunca Termina” (24 Hour Party People, de 2002). “Steve Jones estava no centro da tempestade que abalou o establishment do rock e estamos emocionados em ter Danny e o resto da equipe criativa contando sua história como membro de uma das bandas mais notórias da música”, disse Nick Grad, presidente de conteúdo original do FX. A atração mostrará como Jones fundou a banda com o vocalista Johnny Rotten (John Lydon), o baterista Paul Cook e o baixista Glen Matlock – posteriormente substituído por Sid Vicious por saber tocar bem demais – além da vida em Londres nos anos 1970, especialmente da trupe que fazia ponto na butique Sex, de Vivienne Westwood e Malcolm McLaren. Os Sex Pistols da ficção serão interpretados por Toby Wallace (“The Society”) como Jones, Anson Boon (“Predadores Assassinos”) como Rotten, o estreante Jacob Slater como Cook, Fabien Frankel (“The Serpent”) como Matlock e Louis Partridge (“Enola Holmes”) como Vicious. O elenco ainda inclui Dylan Llewellyn (“Derry Girls”) como Wally Nightingale, que tocou com Jones no início, Sydney Chandler (“Don’t Worry Darling”) como a cantora Chrissie Hynde, Emma Appleton (“The Witcher”) como Nancy Spungen (namorada de Vicious) e Maisie Williams (“Game of Thrones”) no papel da ícone punk Jordan, uma atriz e modelo ligada a Westwood, que acompanhou o surgimento da banda em Londres e se tornou um símbolo da cultura punk pelo seu estilo. As gravações estão previstas para começar em março deste ano.
Roqueiros mascarados (supostamente o Green Day) cantam que filha de Trump é nazista
Em sincronia com a reta final da eleição mais tensa dos EUA, a banda de rock mascarada e supostamente anônima The Network retorna de um hiato de 17 anos para agitar os ânimos com um novo clipe, “Ivankkka Is a Nazi”. Inspirada pela new wave do Devo e o punk pop dos Ramones, a música ataca e exacerba o suposto racismo da filha mais velha de Donald Trump: “Ivanka é nazista, ela está na KKK/ Ela tem uma suástica Gucci e ama o NRA/ Ivanka é nazista, uma supremacia branca/ Ela diz que é kosher, mas sabemos que ela é uma intolerante/ Ela é uma nazista/ Ela é uma fascista, ela é uma nazista”, diz a letra singela da canção. A banda – que quase todo mundo sabe que é o Green Day com máscaras e perucas – tinha lançado sua última música em 2003 – uma canção intitulada “Money Money 2020”. Os integrantes do Green Day já disseram que não falarão sobre a Network e suposta banda refutou, brincando, as teorias de que não passa de um disfarce. Em texto publicado em seu canal do YouTube, os músicos dizem que “frequentemente fomos confundidos como a maior banda de rock’n’roll do planeta, Green Day. Esta comparação terrena é quase tão cômica quanto os humanos que habitam este planeta moribundo!” “Ivankkka Is a Nazi” é a segunda música revelada pela Network desde a semana passada e antecipa um novo álbum, “Money Money 2020 Parte II”, que ainda não tem previsão de lançamento.







