Alexandre Garcia é investigado por fake news sobre tragédia no RS
O jornalista Alexandre Garcia enfrenta uma investigação federal após suas declarações polêmicas sobre as tragédias causadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, durante participação no programa “Oeste Sem Filtro”. As palavras de Garcia tentaram ligar o Partido dos Trabalhadores (PT) às recentes enchentes devastadoras, o que motivou a Advocacia-Geral da União (AGU) a tomar ações legais contra ele. O Rio Grande do Sul vive uma crise humanitária desde 3 de setembro, quando chuvas intensas resultaram na morte de 46 pessoas e no desalojamento de mais de 20 mil. Alexandre Garcia, no entanto, afirmou na sexta-feira (8/9) que “é preciso investigar, porque não foi só a chuva” que causou as inundações. “No governo petista foram construídas, ao contrário do que recomendavam as medições ambientais, três represas pequenas, que aparentemente abriram as comportas ao mesmo tempo. Isso causou uma enxurrada”, completou o jornalista. Ação da Advocacia-Geral da União Jorge Messias, o advogado-geral da União, publicou no X, a versão antiga do Twitter, que a Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia abrirá um procedimento contra Garcia. “Determinei à Procuradoria Nacional de Defesa da Democracia a imediata instauração de procedimento contra a campanha de desinformação promovida pelo jornalista. É inaceitável que, nesse momento de profunda dor, tenhamos que lidar com informações falsas”, disse Messias. Respostas Políticas Flávio Dino, Ministro da Justiça e Segurança Pública, também se manifestou sobre o caso, sem mencionar Garcia diretamente. Dino enfatizou que “fake news é crime, não é piada ou instrumento ilegítimo de luta política”, e informou que a Polícia Federal tomará as medidas cabíveis. O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Paulo Pimenta, apoiou a fala de Dino. Outras Polêmicas Conexas O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) também foi envolvido em um episódio de desinformação. Ele compartilhou um vídeo de Samara Braum, médica que alegou que doações feitas paras as vítimas seriam retidas até uma visita do presidente Lula (PT). Posteriormente, Braum se retratou e Gayer excluiu a publicação original. Até o momento, Alexandre Garcia não emitiu comentários sobre as ações legais que enfrenta. Ele já havia sido demitido da CNN no ano passado por defender a falácia do “tratamento precoce” sobre a pandemia. A situação se agrava na medida em que a investigação da AGU coincide com a crise humanitária no Rio Grande do Sul, ampliando o espectro de responsabilidades e questionamentos. A data prevista para o início do processo judicial ainda não foi definida.
Justiça arquiva processo dos “meninos” da capa de “Clube da Esquina”
A Justiça do Rio reconheceu a prescrição do processo dos “meninos” da capa do álbum “Clube da Esquina”, movido contra os músicos Milton Nascimento, Lô Borges, Ronaldo Bastos, a gravadora EMI (hoje, Universal) e a editora Abril. Antônio Carlos Rosa de Oliveira, o “Cacau”, e José Antônio Rimes, o “Tonho”, pediam R$ 500 mil em indenização por uso indevido de imagem. Durante o processo, Milton Nascimento e Lô Borges afirmaram não poder responder, como intérpretes das gravações, pelo atos praticados pela gravadora na produção do álbum. Eles também citaram a transferência de todos os seus direitos sobre as interpretações à gravadora EMI Music Brasil. Em sua decisão, o juiz Marcus Vinicius Miranda Gonçalves da Silva Mattos, da 1ª Vara Cível da Comarca de Nova Friburgo, concordou que a utilização da imagem de Tonho e Cacau não se vincula diretamente à atividade artística de Milton Nascimento e Lô Borges. Por isso, determinou a extinção do processo sem análise do mérito em relação aos dois. O magistrado também aceitou os argumentos das outras partes denunciadas e reconheceu que o tempo previsto em lei para que os autores entrassem como uma ação judicial havia expirado — ou seja, a pretensão indenizatória estaria prescrita. A história da foto Tonho e Cacau acionaram a Justiça em 2012, mais de 40 anos depois de serem fotografados. Eles foram fotografados em 1971. Na época, eram crianças e foram vistos pelo fotógrafo Carlos da Silva Assunção Filho e por Ronaldo Bastos, que passaram de carro por eles. O fotógrafo gritou para que os meninos olhassem em sua direção e o clique virou a capa clássica do disco “Clube da Esquina”. Cacau e Tonho alegam que só souberam que eram capa do álbum na celebração de 40 anos, quando o jornal Estado de Minas os procurou para realizar uma matéria comemorativa. Por não ter havido “autorização para a utilização da imagem, destinada a fins empresariais”, entraram na Justiça para pedir indenização. Na sentença, da qual ainda cabe recurso, o juiz afastou os argumentos dos autores citando a “ampla divulgação da obra artística”. Trata-se de um dos discos mais famosos da música popular brasileira. Advogados vão recorrer O magistrado ainda determinou que Tonho e Cacau pagassem os honorários dos advogados das partes vitoriosas no processo. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a defesa de Tonho e Cacau pretende recorrer da decisão. Em seu argumento, os advogados alegam que não houve prescrição, já que a imagem da capa do disco continua sendo utilizada sem autorização em vendas e streamings. Por isso, o prazo da prescrição deve ser reiniciado a cada uso da imagem, que configurariam, no entendimento da acusação, novas violações.
Leo Lins vira réu por “promover ódio” e tem conta bloqueada
O humorista Leo Lins tornou-se réu em uma ação judicial com acusações de “promover ódio e enredos discriminatórios, injuriosos e humilhantes, notadamente contra negros, pessoas com deficiência e nordestinos”. Além disso, a Justiça bloqueou R$ 300 mil de suas contas bancárias para pagar possíveis indenizações e suspendeu seus canais no YouTube e no TikTok por 90 dias. Detalhes da acusação O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) se pronunciou sobre o caso, afirmando que os “delitos de ódio praticados pelo humorista tornaram-se alvos de uma força-tarefa do MP-SP por intermédio do CyberGaeco e da Promotoria de Direitos Humanos”. A investigação aponta que Lins desafiava autoridades em seus shows e redes sociais. Segundo nota oficial, “a Justiça manteve as demais condições já estabelecidas em maio de 2023, quando acatou pedido do Ministério Público proibindo o homem de promover novos ataques a minorias”. A decisão foi reforçada porque a defesa de Lins recorreu das medidas, mas o Tribunal de Justiça de São Paulo indeferiu o recurso. Em caso de futuras infrações, multas adicionais podem ser aplicadas. Histórico de polêmicas Leo Lins não é estranho a controvérsias. No ano passado, foi condenado a pagar duas indenizações por piadas consideradas ofensivas: sobre DJ Ivis, acusado de agressão pela ex-mulher, e de teor transfóbico, que resultaram em indenização de R$ 15 mil à cabeleireira Whitney Martins de Oliveira. O humorista ainda não se manifestou sobre as recentes acusações. A ação corre em segredo de Justiça, com informações restritas às partes envolvidas.
Nick Carter, dos Backstreet Boys, nega acusações de assédio sexual
Nick Carter se pronunciou nesta quarta-feira (30/8) sobre uma nova acusação de assédio sexual feita por uma terceira vítima. Segundo o TMZ, o integrante dos Backstreet Boys negou ter abusado da jovem quando ela tinha apenas 15 anos e ele estava com 23. A nova vítima afirma que Carter forçou relações sexuais dentro de um iate e num ônibus depois de alcoolizá-la, em 2003. O artista negou veementemente as acusações e alegou que o processo está cheio de mentiras. O advogado do famoso, Dale Hayes Jr., contou que a suposta vítima registrou as queixas há duas décadas, quando as autoridades investigaram as denúncias e não encontraram provas suficientes para prosseguir com as alegações. Hayes ainda disse que a mulher estaria “repetindo as mesmas alegações falsas em uma nova queixa legal” e explicou que a reprodução das denúncias “não as torna mais verdadeiras”. A equipe jurídica se diz “ansiosa para que as evidências sejam apresentadas e que a verdade sobre esses esquemas maliciosos venha à tona”. Outras vítimas Nick Carter também está sendo processado por Shannon Ruth, uma suposta vítima de agressão sexual depois de um show realizado em 2001, quando ela era menor de idade. O artista diz que tem testemunhas contra as acusações. Além delas, a cantora Melissa Schuman registrou um processo contra Carter por uma agressão sexual que teria acontecido em 2002. Ele também nega as alegações da famosa.
Deolane vence Google, que terá que remover pesquisas com o termo “bafuda”
O Tribunal de Justiça de São Paulo encerrou a longa batalha de Deolane Bezerra contra pesquisas do Google que vinculam seu nome ao termo “bafuda”, apelido pejorativo criado durante “A Fazenda 14”. O TJ entendeu que a empresa precisa atuar de forma consistente para evitar a vinculação automática do nome da influenciadora com o termo na ferramenta de buscas. A defesa de Deolane emitiu uma nota oficial nesta terça (29/8) sobre a determinação. “Acreditamos que a associação do termo ‘bafuda’ à imagem de Deolane Bezerra configura uma clara violação aos seus direitos de personalidade, causando-lhe danos morais, tais como constrangimentos; sofrimento psicológico; dificuldade de inserção social e profissional; dano à imagem pública”, informou a advogada Adélia Soares. Sem danos morais Apesar dessa vitória, Deolane não conseguiu obter uma indenização por danos morais, estabelecido no valor de R$ 50 mil. A Justiça entendeu que ela estava ciente da exposição de sua imagem ao decidir entrar no reality show. “Confirmando a tutela de urgência já concedida, condenar a empresa ré na obrigação de fazer consistente na não-vinculação automática da imagem da autora e da descrição de sua pessoa à pesquisa da palavra ‘bafuda’ em sua ferramenta de busca, afastando o pedido de reparação por danos morais”, determinou o juiz Bruno Paes Straforini. “Em relação ao dano moral, respeitamos o entendimento do magistrado, porém, acreditamos que foi inobservado o prejuízo moral suportado pela nossa cliente justamente pelo ato de omissão do Google em manter indexado o nome e imagem da Deolane, mesmo após a empresa ter sido notificada extrajudicialmente”, disse a defesa da influenciadora. As partes ainda podem apresentar uma apelação contra a sentença.
Sonia Abrão vira ré em processo de injúria movido por Patrícia Poeta
Sonia Abrão se tornou ré em um processo criminal movido por Patrícia Poeta. A juíza Roberta de Toledo Malzoni Domingues acatou nesta terça-feira (29/8) a queixa-crime por injúria e difamação contra a apresentadora do “Encontro”. No começo deste mês, Sonia decidiu não se desculpar com a apresentadora após ter disparado críticas ao seu trabalho na TV Globo. As comunicadoras não entraram em um acordo na audiência de conciliação. Patrícia se pronunciou sobre a decisão da juíza por meio de seu advogado André Perecmanis. “A decisão proferida reforça, a nosso ver, o que temos dito desde o primeiro momento: não se pode confundir liberdade de imprensa com liberdade de ofensa”, declarou em nota. Sonia Abrão tem um prazo de 10 dias para responder à acusação por escrito e não pretende se manifestar sobre o processo. A Justiça de São Paulo prevê o agendamento da audiência de instrução e julgamento. Como tudo aconteceu? A ação judicial foi registrada pouco depois que a apresentadora da RedeTV! emitiu sua opinião sobre as supostas interferências de Patrícia Poetas nas falas de Manoel Soares. “Que absurdo! Quanto desrespeito com um colega”, ela escreveu no dia 3 de abril no Instagram. “Depois, ela diz que é tudo invenção da imprensa! Manoel Soares dá de 10 a 0 nela pelo talento e profissionalismo com que segura essa humilhação há mais de um ano. Ninguém merece uma coisa dessas! Volta, Fátima. Ela podia fazer corpo mole no ‘Encontro’, mas nunca, em 10 anos no ar, destratou colegas assim! Quanto recalque da Poeta com o Manoel. Imperdoável.” Na ocasião, a comandante do “Encontro” disse que a situação comentada por Sonia Abrão não teria sido proposital. “Foi uma casualidade, das várias, que podem acontecer num programa ao vivo. Estava tendo dificuldade com uma nova tecnologia e estava procurando ajuda para fazer acontecer. Tanto que no momento que percebi o que tinha acontecido, imediatamente já me desculpei. Coisas de programa ao vivo”, declarou.
Lizzo exibe provas e vai processar dançarinas que a acusam de assédio
A cantora Lizzo respondeu às acusações de assédio e criação de ambiente de trabalho hostil feita por suas ex-dançarinas. A artista decidiu tomar medidas legais, alegando que as denúncias são falsas e prometendo processar as ex-funcionárias. O caso, que ganhou destaque na mídia por ocasião do processo original das dançarinas, agora traz à luz novas evidências por parte da defesa da cantora. Denúncias e defesa de Lizzo Em entrevista ao TMZ, o advogado da cantora, Martin Singer, anunciou que foram apresentadas fotos e um vídeo que, segundo ele, contradizem os relatos de Arianna Davis, Crystal Williams e Noelle Rodriguez. As imagens mostram as ex-dançarinas se divertindo nos bastidores de uma festa pós-show em um cabaré nu em Paris, no dia 5 de março, aproximadamente um mês após o incidente que denunciam ter acontecido em Amsterdã. As bailarinas acusam Lizzo de ter pressionado membros da equipe para se revezarem tocando as artistas nuas em eventos específicos. No entanto, Martin Singer acredita que as fotos e o vídeo apresentados contradizem as alegações. Segundo ele, as dançarinas estavam “pulando alegremente nos bastidores” com as artistas de topless e até retornaram ao cabaré parisiense, acompanhadas por Lizzo, semanas depois da primeira visita. O advogado de Lizzo não só resgatou um vídeo da época, no qual Arianna Davis se emociona ao falar sobre o trabalho com a artista, mas também declarou ter outras “evidências substanciais” para refutar as alegações. “Essas imagens, que mostram as três autoras curtindo alegremente nos bastidores após o show de topless, foram tiradas após sua visita ao Bananenbar, em Amsterdã, da qual elas [também] reclamam no processo”, afirmou Singer. O advogado da intérprete de “Juice” finalizou afirmando que considera a ação judicial movida contra a cantora uma “farsa”, e que Lizzo pretende processar as três ex-funcionárias por danos morais. Reação da acusação O advogado das dançarinas, Neama Rahmani, reagiu às provas apresentadas, defendendo que as fotos nos bastidores da festa em Paris foram uma “defesa”. Ele afirmou que as dançarinas “queriam manter seus empregos” mas acabaram se cansando do alegado abuso. “Apoiamos todas as reivindicações no processo e aguardamos julgamento”, reforçou. A data para o julgamento ainda não foi anunciada. Lizzo intends to sue the backup dancers who are taking her to court, @TMZ reports. Lizzo's attorney says newly surfaced photos show Lizzo's accusers returned to the topless cabaret a month later and took photos with the performers. pic.twitter.com/suDlkTlLTg — Black AF News (@blackafnews) August 23, 2023
Belo encerra dívida de 23 anos com Denílson: “Acabou”
O ex-jogador Denilson anunciou nesta sexta (11/8), em seu Instagram, o fim da longa cobrança de uma dívida do cantor Belo. “O cantor Belo e eu conversamos e, de forma amigável, chegamos a um acordo. É de suma importância ressaltar a todos que nossas divergências nunca foram pessoais, ao contrário, elas eram – e portanto não são mais – no campo jurídico. Como homens, adultos e profissionais que somos, era importante colocar fim a esse imbróglio que nos afastava há mais de 20 anos. Hoje, com alegria, damos por encerrado esse assunto. Muito obrigado a todos os envolvidos. Agora é olhar pra frente. Acabou!”, declarou Denilson. Belo republicou a postagem de Denilson em seu próprio perfil no Instagram. Origem da dívida A disputa entre Denilson e Belo começou em 2000, quando o cantor decidiu encerrar a parceria com a banda de pagode Soweto, da qual Denilson detinha os direitos comerciais. O cantor optou por seguir carreira solo, o que levou Denilson a processá-lo por quebra de contrato. Em 2004, Belo foi condenado a pagar uma indenização de cerca de R$ 385 mil, valor que, com correções, ultrapassou R$ 7 milhões. Em 2017, Belo ingressou com ação contra Denilson por danos morais, alegando que o ex-jogador depreciou sua imagem publicamente. A Justiça considerou a ação improcedente. O advogado de Belo, Marcelo Passos, chegou a afirmar que a dívida estaria na casa dos R$ 4,9 milhões e acusou Denilson de querer o dobro. Em junho deste ano, Denilson buscou na Justiça o bloqueio de qualquer prêmio destinado ao músico pela participação na “Dança dos Famosos”. Comentário da mulher de Denilson Com a resolução da disputa, a atriz Luciele Di Camargo, esposa de Denilson, divertiu os fãs ao fazer um comentário inesperado do post em que o marido anunciou o fim da pendência, sugerindo a quantidade de dinheiro envolvida no acordo. “Alguém conhece uma loja de helicóptero aberta amanhã? Preciso de indicação”, ela anotou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Denilson Show (@denilsonshow)
Globo cobra dívida milionária da Americanas por prejuízo no “BBB 23”
A Globo emitiu uma notificação judicial a Americanas para tentar quitar uma dívida milionária por rescisão de contrato. A rede lojista havia assinado um acordo para patrocinar o “BBB 23” no fim do ano passado, mas desistiu da decisão por conta de um rombo de R$ 20 bilhões nos cofres da empresa. A Americanas está em recuperação judicial desde janeiro de 2023, quando a rede lojista declarou uma dívida bilionária com mais de 7 mil nomes, incluindo bancos, fabricantes de produtos alimentícios e de eletrodomésticos. A própria emissora aparece na lista de credores com R$ 14,2 milhões pendentes. O valor estaria atrelado a cota mais cara do “Big Brother Brasil”, adquirida pela empresa por R$ 105 milhões para participar de ações em provas e dinâmicas dos confinados. No entanto, a Americanas rasgou seu contrato pouco antes da estreia do reality show. A ausência de um grande patrocinador abriu espaço para o Mercado Livre. Não passou batido A saída repentina teria causado um climão entre as partes, já que a Globo tentou segurar a empresa associada em sua lista de patrocinadores. Além disso, a emissora já havia feito planos para a prova de resistência da estreia do “BBB 23” e teve que improvisar a dinâmica com o Globoplay. A Globo ainda pode alegar danos morais em um processo judicial a parte, fora dos autos da ação principal. Contudo, a emissora não deve receber sua indenização tão cedo, devido ao processo de recuperação judicial da rede lojista. Posicionamento da Americanas “A Americanas informa que os valores em aberto com a Globo estão contidos na relação de credores apresentada pela Administração Judicial no âmbito do processo de recuperação judicial, de modo que serão quitados na forma do Plano de Recuperação Judicial. A Americanas esclarece que não recebeu, até o momento, qualquer notificação judicial sobre essa matéria e que as objeções feitas pela Globo, como credora da companhia, seguem dentro da normalidade do processo de recuperação judicial. A companhia continua comprometida com seus credores para a construção de um consenso sobre o Plano de Recuperação Judicial, apresentado em 20 de março de 2023 e ainda sujeito a revisões e ajustes.” Posicionamento da Comunicação da Globo “A Globo não comenta negociação com seus parceiros nem ações sub júdice. Mas podemos reiterar que mantemos uma relação de respeito e de parceria de longa data com a Americanas e afirmamos que não existe intenção de processo futuro. Todas as negociações a respeito do assunto seguem os trâmites da recuperação judicial da empresa.”
Ex-diretor da Globo, Marcius Melhem é denunciado criminalmente por assédio sexual
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) ofereceu, na tarde desta terça-feira (8/8), a primeira denúncia oficial contra Marcius Melhem, ex-chefe do humor da Globo, por assédio sexual. A promotora Isabela Jourdan, cuja atuação no caso é questionada no Supremo Tribunal Federal (STF) pela defesa do acusado, deu aval à denúncia. A decisão ainda precisa ser homologada pela juíza do caso, Juliana Benevides de Barros Araújo. Entre as vítimas está a atriz Carol Portes, que já havia relatado ter sido assediada por Melhem, então idealizador, ator e redator final do programa “Tá no Ar”, exibido pela TV Globo. Além de Carol Portes, a denúncia é baseada nos depoimentos da atriz Georgiana Góes e de outra funcionária, M.T.C.L., que preferiu ter a identidade preservada. As acusações foram feitas por oito mulheres e ganharam notoriedade quando a atriz Dani Calabresa, uma das mais conhecidas vítimas, denunciou o ex-diretor. No entanto, a denúncia feita por Calabresa, que causou maior repercussão pública, foi arquivada, segundo a revista Veja. Apesar disso, o Ministério Público decidiu prosseguir com outros três casos que constam do mesmo inquérito. Globo contesta assédio sexual Na época das denúncias, a rede Globo fez sua própria investigação interna e afirma que o suposto assédio sexual não foi comprovado pelo setor de Compliance da emissora e do Ministério Público Federal, afastando a hipótese. A empresa está atualmente enfrentando uma ação movida pelo Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ), que alega que ela permitiu casos de assédio no ambiente de trabalho ao longo dos últimos anos. Essa informação foi revelada em um documento de 2,5 mil páginas obtido pela revista Veja e divulgado em maio passado. Após avaliar os materiais apresentados tanto a favor quanto contra Marcius Melhem, o Compliance da Globo concluiu, segundo o documento, que “restou, de fato, constatada a inadequação do artista com seus subordinados, sem que fosse possível comprovar prática deliberada de assédio sexual, dados os contornos legais que a conduta exige para sua caracterização”. Polêmica envolvendo a promotora Durante uma live em julho, Marcius Melhem afirmou que as acusadoras teriam realizado uma “reunião secreta” com Luciano Mattos, procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro. Ele argumenta que o encontro teria favorecido a escolha de uma nova promotora, Isabela Jourdan da Cruz Moura, após dois anos de trabalhos sem que houvesse encontrado mérito para aceitar a denúncia de assédio. A defesa de Melhem levou a questão para o Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os advogados do ex-diretor da Globo, a escolha de Jourdan viola o princípio do promotor natural, que determina que o promotor de justiça deve ser o primeiro na lista de antiguidade na respectiva entrância ou promoção. A reclamação está nas mãos do ministro Gilmar Mendes desde 17 de julho. Se o ministro acatar a reclamação, os atos da promotora poderão ser anulados. Em resposta, o Ministério Público afirmou que a reunião de fato aconteceu, mas não foi secreta. “Não houve reunião secreta em relação ao caso, que se encontra em investigação em inquérito policial. A reunião foi formalizada a pedido do Núcleo de Apoio às Vítimas (NAV/MP-RJ), órgão que promove a ligação das vítimas com os promotores e que solicitou uma audiência do procurador-geral com as inúmeras vítimas. Elas solicitaram celeridade na análise por parte da instituição”, informou o comunicado oficial. Além disso, o órgão confirmou que não houve incoerência na escolha da nova promotora. “A designação foi feita com base nas leis e no regramento interno, que concede tais poderes ao PGJ, não havendo qualquer violação ao promotor natural”, alegou. Desde que foi instaurado, o inquérito já teve quatro delegados diferentes e trocou de promotor três vezes, sem conseguir formalizar denúncia. Promotora descarta opinião da delegada De acordo com a revista Veja, a primeira atitude de Jourdan foi requisitar a remessa eletrônica dos autos que estão na Delegacia de Atendimento à Mulher no Rio de Janeiro (Deam). A titular responsável pelo inquérito, Alriam Miranda Fernandes, vinha prometendo nos bastidores que faria um relatório para se posicionar a respeito do inquérito, sem se curvar a qualquer tipo de pressão. Assim, a denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Melhem abriu mão da opinião da delegada que estava à frente da investigação. Além disso, Jourdan iniciou dentro do Ministério Público outra investigação contra Melhem, fora dos autos do inquérito na Deam. Segundo nota oficial do MPRJ, foi instaurado por ordem dela um Procedimento Investigativo Criminal (PIC) para apuração de caso envolvendo violência psicológica. Segundo o MPRJ, a denúncia foi enviada para lá pelo Ministério Público de São Paulo. A defesa de Melhem A defesa de Melhem ainda não comentou a denúncia por assédio sexual feita na tarde desta terça. A respeito do caso do PIC, por meio de uma nota, os advogados dele afirmaram que não tinham conhecimento da investigação, acrescentando o seguinte: “Só podendo imaginar tratar-se de mais uma tentativa de dar uma sobrevida às inverídicas acusações feitas no Inquérito 912-01533/2021, que está perto de completar três anos e no qual Marcius Melhem refutou, com farto conteúdo probatório, cada uma das acusações que lhe foram feitas. Além disso, houvesse qualquer desvio de conduta desta natureza por parte de Melhem no curso da investigação, tal desvio deveria ser levado ao Juízo natural, onde há uma medida protetiva que o impede de fazer qualquer contato, por qualquer meio, com as supostas vítimas. Isso não foi feito”. Início do caso Melhem é investigado desde dezembro de 2019, quando Dani Calabresa e outras mulheres o denunciaram como “assediador” no compliance da Globo. O caso se tornou público no mesmo mês, numa nota do colunista Leo Dias. Em março de 2020, o comitê de compliance do Grupo Globo absolveu o comediante das denúncias. Mesmo assim, a empresa encerrou o contrato com o então chefe de departamento da emissora, divulgando um texto elogioso sobre o profissional em agosto. Em outubro de 2020, as acusações contra Melhem deixaram de ser boatos e assumiram o peso de denúncia de uma advogada, Mayra Cotta, que se apresentou como representante das mulheres supostamente assediadas nas páginas do jornal Folha de S. Paulo. Em dezembro, a revista Piauí publicou a primeira reportagem sobre o caso, repleta de informações detalhadas – algumas desmontadas – sobre os casos de assédio de Melhem contra ex-funcionárias, especialmente Dani Calabresa. A publicação gerou ira nas redes sociais contra Melhem, que entrou na justiça contra a revista, a advogada, Calabresa e vários colegas comediantes que o chamaram de assediador. O caso chama especial atenção por conta desse detalhe. Não foram as supostas vítimas, mas o acusado que decidiu tirar tudo à limpo, ao fazer, em dezembro de 2020, uma interpelação extrajudicial para que Dani Calabresa confirmasse ou desmentisse o teor da reportagem da revista Piauí, que não cita fontes nem usa declarações entre aspas. Foi só depois disso que a advogada entrou com ação criminal por assédio contra o humorista. Melhem então passou a dar entrevistas e apresentar as mensagens trocadas com Calabresa como prova de sua versão dos fatos. As mensagens apresentadas à Folha e à rede Record demonstravam que os dois mantinham uma relação íntima e amigável entre os anos de 2017 e 2019, época em que, segundo a revista Piauí, ele teria assediado a atriz moral e sexualmente. Dois dias depois, a defesa de Calabresa entrou na Justiça para impedir a divulgação dos textos e áudios, e com um pedido de indenização por danos morais por Melhem ter revelado conversas privadas. A alegação é que a atriz estava tendo sua “vida íntima devassada”. Além disso, a defesa das atrizes alegou que as peças estavam sendo tiradas do contexto e usadas para tentar constrangê-las. Passaram-se quase dois anos, mas a Justiça negou o pedido de Calabresa, dando direito a Melhem de se defender na mídia, onde estava sendo atacado. Dificuldades do processo Apesar do inquérito ter apresentado inicialmente relatos de oito mulheres, uma das envolvidas afirmou que nunca se apresentou como vítima. Suzana Pires declarou ser apenas uma testemunha disposta a continuar colaborando, o que reduziu para sete denúncias. O MP acabou descartando mais acusações, incluindo de Dani Calabresa. Segundo a Veja, as acusadoras representadas pela advogada Mayra Cotta enfrentaram o desafio de provar a consistência das denúncias realizadas. A situação engloba um assunto bastante complexo e discutido na mídia. Apesar disso, a falta de casos similares para análise judicial no Brasil dificulta ainda mais o processo.
Alessandro Lo-Bianco responderá processo de Patricia Poeta na esfera criminal
Alessandro Lo-Bianco, jornalista da RedeTV!, responderá na esfera criminal ao processo movido por Patricia Poeta, apresentadora da Globo. A decisão foi tomada pela juíza Ana Claudia dos Santos Sillas, da 26ª Vara Criminal de São Paulo. Patricia Poeta acusa Lo-Bianco de difamação, numa ação aberta no primeiro semestre deste ano. De acordo com a decisão da magistrada, a queixa-crime de Poeta preenche os requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal. A juíza afirmou que há prova da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria delitiva. Dessa forma, a denúncia contra Alessandro Lo-Bianco foi recebida. Atualmente, o Código Penal prevê pena de detenção de três meses a um ano e multa para o crime de difamação, ou seja, “difamar alguém, imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação”. Na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, “a propala ou divulga”. Sem acordo entre as partes A decisão foi tomada após as partes não entrarem em acordo. A equipe de advogados da apresentadora do “Encontro” teria solicitado um pedido público de desculpas ao colunista do “A Tarde é Sua”, mas a proposta foi recusada. A equipe de Lo-Bianco afirmou que não há acordo com a censura e que acredita na decisão do judiciário. Mesmo durante o processo, Patricia Poeta alegou que continuava sendo atacada por Lo-Bianco. Segundo a apresentadora, o jornalista continuou a persegui-la e a assediá-la, inventando fatos inexistentes ou comentando postagens realizadas por ela em páginas de terceiros. Poeta argumenta que Lo-Bianco age dessa forma para aumentar a audiência do programa televisivo do qual participa. Lo-Bianco rebateu Patricia Poeta em uma rede social, afirmando que o que ela vive há 12 meses é rejeição e que ela escolheu o profissional errado para tentar calar. A apresentadora da Globo também mencionou outros processos e uma condenação de Lo-Bianco, incluindo uma condenação por “injúria discriminatória” e acusações de agressão, cárcere privado e violência doméstica por um ex. A equipe de Lo-Bianco se posicionou oficialmente, afirmando que o jornalista tem sido vítima de uma estratégia focada em colocar sua vida pessoal em questão com o objetivo de descredibilizar sua imagem. A equipe acredita que a vida profissional de Lo-Bianco não o coloca em nenhum desmérito dentro do processo.
Bailarinas rebatem carta aberta de Lizzo após denúncias: “Muito desanimador”
As ex-bailarinas de Lizzo rebateram a carta aberta em que a cantora norte-americana nega as acusações de abuso e ambiente hostil no trabalho. Elas demonstraram decepção com a conduta da artista. “Inicialmente, para mim, apenas aprofundou ainda mais minha decepção em relação a como eu estava me sentindo e como fui tratada”, afirmou Crystal Williams no canal “Channel 4”. “Acho que o tema geral disso tudo é que nossas experiências foram nossas experiências e nossos traumas foram nossos traumas. Quando ela apresenta isso, parece que fomos completamente desconsideradas. Parece que fomos acusadas de fazer falsas alegações quando não é o caso.” Crystal ainda destacou que foi “muito desanimador” ler a declaração de Lizzo nas redes sociais: “Especialmente quando ela defende o que defende em relação ao empoderamento das mulheres.” A bailarina Adrianna Davis, por sua vez, lamentou toda a situação por conta da admiração pela cantora. Já Noelle Rodriguez afirmou estar em choque com a declaração falsa de proteção às mulheres. “Eu acho que é desanimador e decepcionante. É chocante ler uma declaração como essa. Em suas palavras e na maneira como ela está dizendo isso, está invalidando não apenas nossa experiência, que ela estava lá em primeira mão para testemunhar. Ela mencionou algo nesta declaração [sobre] proteger as mulheres… Onde estava o mesmo sentimento quando eu disse a ela que queria falar sobre as coisas e dizer que estava me demitindo porque me sentia insegura, ouvida e desrespeitada?” Agora é na Justiça Enquanto as bailarinas lamentam toda a situação, Lizzo contratou o famoso advogado Marty Singer para representá-la nos tribunais. Ele é conhecido por ter defendido nomes como Johnny Depp, Bryan Singer e Bill Cosby, entre outros famosos envolvidos em acusações sérias em Hollywood. Singer já demonstrou trabalho, ao alfinetar uma das denunciantes, que teria publicado um vídeo chamando Lizzo de “rainha”. “Não parecem palavras de alguém que foi assediada ou discriminada. […] Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras e aqui um vídeo mostra que não há reivindicações legítimas neste processo. Estamos confiantes de que Lizzo será completamente inocentada neste assunto”, disse o advogado ao TMZ. O processo das bailarinas aponta como réus a cantora Lizzo, sua produtora Big Grrrl Big Touring, Inc. e Shirlene Quigley, chefe da equipe de dança da artista, por assédio sexual, agressão, discriminação e por criar um “ambiente de trabalho hostil”. A ação descreve vividamente que as dançarinas foram forçadas a assistir e participar de shows sexuais durante a turnê, tendo sua virgindade ridicularizada. Elas também teriam sido submetidas a ataques religiosos.
Ângela Bismarchi denuncia ex-marido por perseguição e escândalos
Ângela Bismarchi revelou à revista Quem que denunciou seu ex-marido, Wagner de Moraes, na Delegacia de Atendimento à Mulher na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Segundo a atriz, o cirurgião plástico teria feito intimidações e escândalos públicos por não aceitar o fim da união de 20 anos. Na queixa revelada nesta quinta-feira (3/8), Ângela conta que seu ex-marido a teria perseguido dentro da casa para que ela não pudesse sair do imóvel. “Chegou ao extremo de ele prender meu carro para não deixar eu sair e fazer escândalo em público”, revelou. “Estava me perseguindo, e eu tendo que correr para sair de casa para que ele não me seguisse. Foram situações constrangedoras. Acho que caiu a ficha de que a gente realmente está separado e que não quero mais, pelo menos neste momento”, disse ela, que ainda vive com Wagner até vender o imóvel. O casamento de Ângela e Wagner chegou ao fim em abril deste ano, quando o cirurgião decidiu se mudar para os Estados Unidos, sem avaliar a vontade da atriz em permanecer no Brasil para concluir seus estudos de psicanálise. “Ele ficou dois meses e voltou, porque ainda tem questões aqui para resolver. Ele também queria que eu fosse, mas não adianta ficar forçando barra. Quem sabe, ele indo para os Estados Unidos, a gente até possa reatar, dependendo da mudança da conduta dele. Foram 20 anos juntos e não quero ter inimizade com ele”, ponderou a modelo. Ângela também expressou desejo de encorajar outras mulheres vítimas de danos morais: “Tendo essa notoriedade na mídia, esse é o meu dever. Quantas mulheres passam pela mesma situação ou pior e não denunciam? Não pode ter medo, porque a Lei Maria da Penha é para isso. Também sou cristã, e é meu dever ajudar os outros.” Denúncias salvam vidas Ângela Bismarchi afirmou que realizou a denúncia para tentar se proteger, já que ela não tem a intenção de prejudicá-lo. A modelo acredita que seu ex-marido teve mudanças comportamentais desde que o caso foi parar na Justiça. “Preferi denunciar para dar uma segurada nele, e estou ajudando-o, porque pessoas descontroladas fazem besteira. Ele agora está até um pouco mais calmo, porque está sendo acompanhado pela assistente social da Delegacia da Mulher. Eu também passei por essa conversa com ela. Ele estava muito enciumado, e o assédio [a ela] também é muito grande. A gente está tentando agora ter um convívio melhor.” Wagner de Moraes, por sua vez, acredita na reconciliação com a ex-esposa: “Essa é uma separação que, no meu coração, jamais será definitiva. Foi muito amor, carinho, afinidade e trabalho em conjunto.” “Somos muito fiéis a Deus, e Ele fará a reaproximação no momento certo, cada dia melhor, mais certo, com mais felicidade e mais amor. É isso que eu espero daqui para frente, porque briga de casal, entre duas pessoas que se amam, é muito comum. O amor que temos um pelo outro é muito grande, e é assim que eu vejo a vida, e vejo eu e Ângela”, garantiu o cirurgião plástico. O caso de Ângela Bismarchi corre em segredo de Justiça.












