Moonlight e A Chegada conquistam o prêmio do Sindicato dos Roteiristas
O Sindicato dos Roteiristas dos EUA surpreendeu ao premiar dois filmes que não estavam entre os favoritos da crítica, na avaliação dos melhores roteiros do ano. “Moonlight – Sob a Luz do Luar” e “A Chegada” foram os grandes vencedores do WGA Awards. O trabalho de Barry Jenkins venceu na categoria de Melhor Roteiro Original derrotando dois candidatos mais incensados, “La La Land – Cantando Estações” e “Manchester à Beira-Mar”. Já a ficção científica roteirizada por Eric Heisserer recebeu a estatueta de Melhor Roteiro Adaptado, superando “Estrelas Além do Tempo”, “Um Limite Entre Nós”, “Animais Noturnos” e o surpreendente “Deadpool”. Entre os documentários, o vencedor foi “Command and Control”. Também nas categorias televisivas houve surpresas. Quem esperava a vitória de“Game of Thrones” ou “Stranger Things” se surpreendeu com a conquista de “The Americans” entre as séries dramáticas. Já “Atlanta” ganhou duplamente, como Melhor Roteiro de Série de Comédia de Melhor Série Estreante.
Star Trek, Esquadrão Suicida e La La Land são premiados pelo Sindicato dos Maquiadores
O Sindicato dos Maquiadores dos EUA distribuiu seus prêmios aos melhores trabalhos de cinema e televisão no setor. E os filmes premiados foram “Animais Noturnos”, “Esquadrão Suicida”, “Star Trek – Sem Fronteiras”, “La La Land – Cantando Estações” e “Ave, César!”. A quantidade de vencedores reflete a diversidade de categorias. O suspense dirigido por Tom Ford ganhou como Melhor Maquiagem contemporânea, enquanto o sucesso da DC Comics venceu como Melhor Maquiagem de Personagem. O novo “Star Trek” recebeu a estatueta de Melhores Efeitos Visuais de Maquiagem. Já “La La Land” e “Ave, César!” foram premiados por Melhor Penteado em Filme Contemporâneo e Melhor Penteado de Personagem. A disputa do Oscar, porém, concentra todas estas categorias num único troféu, disputado por apenas um filme. Um deles, por ser estrangeiro, sequer concorreu ao prêmio do sindicato. Os indicados ao Oscar 2017 de Melhor Maquiagem e Penteado são “Star Trek: Sem Fronteiras”, “Esquadrão Suicida” e o sueco “Um Homem Chamado Ove”. O Sindicato dos Maquiadores também distribuiu troféus para trabalhos televisivos, que foram vencidos por “Westworld”, “Game of Thrones”, “The People v. O.J. Simpson: American Crime Story” e o reality “Dancing with the Stars”.
La La Land vence prêmio do Sindicato dos Técnicos de Som dos EUA
“La La Land” foi o grande vencedor do prêmio do Sindicato dos Técnicos de Som dos EUA, em sua contínua ascensão na temporada de premiações de Hollwood. O musical de Damien Chazelle é o filme com mais indicações ao Oscar 2017, inclusive nas categorias de Melhor Edição de Som e Melhor Mixagem de Som. O evento da Cinema Audio Society Awards também rendeu troféus para “Procurando Dory” na categoria de animações e “The Music of Strangers: Yo-Yo Ma and The Silk Road Ensemble” entre os documentários. Na lista de premiados televisivos, os destaques incluíram o impressionante episódio da “Batalha dos Bastardos”, de “Game of Thrones”, “Modern Family” entre as séries de 30 minutos e “The People v. O.J. Simpson: American Crime Story” como melhor som de minissérie.
Personagens de Zootopia invadem cartazes dos indicados ao Oscar 2017
“Zootopia”, que já saiu até em DVD e Blu-ray, ganhou novos pôsteres “de cinema”, como parte de sua campanha para conquistar a simpatia dos eleitores do Oscar 2017. Indicado ao Oscar de Melhor Animação, a produção usou seus personagens para recriar os cartazes de alguns candidatos em outras categorias da premiação: “La La Land”, “A Qualquer Custo”, “Florence – Quem é Essa Mulher?”, “Animais Noturnos”, “Até o Último Homem” e “Animais Fantásticos e Onde Habitam”. Confira o resultado abaixo, clicando nas imagens para ampliá-las em tela inteira.
Romance húngaro apolítico vence o politizado Festival de Berlim
O filme húngaro “On Body and Soul” foi o vencedor do Urso de Ouro, prêmio máximo do Festival de Berlim 2017. O longa superou outros 17 concorrentes da mostra competitiva para celebrar sua vitória na cerimônia realizada neste sábado (18/2) na capital da Alemanha. “On Body and Soul” já tinha conquistado o prêmio da crítica. O longa da cineasta Ildikó Enyedi (responsável pela versão húngara da série “Sessão de Terapia”) foi apontado desde o começo como um dos favoritos, mas curiosamente sua história de amor era uma das tramas mais despolitizadas da competição, num ambiente marcado por dramas de refugiados e protestos políticos. O filme também venceu um prêmio do público, conferido pelo jornal alemão Berliner Morgenpost, e o prêmio do juri ecumênico. Pela coincidência com os prêmios independentes, o Urso de Ouro de “On Body and Soul” foi considerado um acerto do júri presidido pelo cineasta Paul Verhoeven (“Elle”). Mas houve quem preferisse maior reconhecimento para o filme de Aki Kaurismãki, um dos mais politizados do festival, que foi contemplado com um Urso de Prata. O finlandês Kaurismäki recebeu o troféu de Melhor Direção, após seu filme “The Other Side of Hope” ser um dos mais aplaudidos da Berlinale. O longa é uma história tragicômica, que gira em torno de um refugiado sírio. O mestre finlandês já tinha tratado do tema dos refugiados em seu filme anterior, “O Porto” (2011). Com uma filmografia que já abrange três décadas, ele nunca venceu nenhum dos grandes festivais e havia grande torcida por um Leão de Ouro. Mesmo assim, o Leão de Prata de Berlim é o prêmio mais importante de sua carreira. Outro filme bastante comentado, “Una Mujer Fantástica”, do chileno Sebastian Lélio (do premiadíssimo “Gloria”), venceu como Melhor Roteiro. A produção gira em torno de uma mulher transgênero que tenta superar o luto, e também conquistou o prêmio Teddy, que elege as melhores obras LGBTQ do festival. Mas a torcida também queria ver a transexual Daniela Vega vencer como Melhor Atriz. Os prêmios de interpretação foram para o veterano austríaco Georg Frederich (de “Faust”) por “Bright Nights”, de Thomas Arslan (“Gold”), e a sul-coreana Kim Min-hee (estrela de “A Criada”), por “On the Beach at Night Alone”, sua segunda parceria com o diretor Hong Sang-soo após “Certo Agora, Errado Antes” (2015). “Ana, Mon Amour”, do romeno Cãlin Peter Netzer, também teve uma recepção muito boa da parte da imprensa, tendo como único senão o fato de seu cineasta ter vencido o Urso de Ouro recentemente – por “Instinto Materno” (2013). Acabou rendendo um prêmio para sua editora, Dana Bunescu, como Melhor Contribuição Artística. O júri também deu um prêmio especial a “Félicité”, do senegalês Alain Gomis (“Andalucia”), sobre uma mãe solteira que trabalha como cantora de bar e se desespera pela falta de dinheiro quando o filho precisa ser hospitalizado em Kinshasa. E entregou à veterana Agnieszka Holland (“Na Escuridão”) o troféu Alfred Bauer, voltado a produções que abrem novos horizontes artísticos, por “Pokot”. Esta homenagem destoou das demais, uma vez que longa da cineasta polonesa, sobre uma serial killer vegana que mata caçadores para defender os animais de uma floresta, foi vaiado durante sua projeção. Completam a premiação principal os troféus de Melhor Filme de Estreia para “Summer of 1993”, da espanhola Carla Simon, e de Melhor Documentário para “Ghost Hunting”, do palestino Raed Andoni. E entre os curtas, vale mencionar a vitória de “Cidade Pequena”, do português Diogo Costa Amarante. O Brasil foi representado na competição por “Joaquim”, de Marcelo Gomes, que a crítica internacional considerou fraco. Um jornal português chegou a questionar sua inclusão na seleção, mencionando que havia obras brasileiras melhores nas mostras paralelas. Por sinal, “Pendular”, de Julia Murat, recebeu o prêmio da crítica como Melhor Filme da mostra Panorama. Vencedores do Festival de Berlim 2017 Urso de Ouro – Melhor Filme “On Body And Soul”, de Ildiko Enyedi Urso de Prata – Grande Premio do Júri “Félicité”, de Alain Gomis Urso de Prata – Prêmio Alfred Bauer “Pokot”, de Agnieszka Holland Urso de Prata – Melhor Diretor Aki Kaursimaki, “The Other Side of Hope” Urso de Prata – Melhor Atriz Min-hee Kim, por “On the Beach at Night Alone” Urso de Prata – Melhor Ator Georg Friedrich, por “Bright Nights” Urso de Prata – Melhor Roteiro Sebastian Lelio e Gonzalo Maza, por “Una Mujer Fantástica” Urso de Prata para Melhor Contribuição Artística Dana Bunescu, pela edição em “Ana, Mon Amour” Melhor Documentário “Ghost Hunting”, Raed Andoni Melhor Filme de Estreia “Summer 1993”, Carla Simon Urso de Ouro – Melhor Curta-Metragem “Cidade Pequena” Urso de Prata – Prêmio de Júri de Curta-Metragem “Reverie in the Meadow” Prêmio Audi para Curta-Metragem “Street of Death”
Filme de Julia Murat é o único brasileiro premiado no Festival de Berlim
O filme brasileiro “Pendular”, de Julia Murat, venceu o prêmio da crítica no Festival de Berlim 2017. Ele foi eleito pela Federação Internacional dos Críticos de Cinema (Fripresci) como o melhor filme da mostra Panorama do festival alemão. Os críticos elogiaram a “excelente qualidade visual” e “força narrativa” do filme, que aborda o relacionamento entre uma dançarina e um escultor boêmios à beira da meia-idade. Ao receber o prêmio, Murat afirmou que, após dias falando sobre política – ela foi uma das cineastas que assinou a carta contra mudanças na política do audiovisual – , falaria sobre “afeto” e dedicou o troféu ao crítico José Carlos Avellar, morto em 2016. “Pendular” foi uma das 12 produções brasileiras selecionadas para o festival alemão este ano, incluindo oito longa-metragens, numa participação recorde. A maioria dos filmes estava concentrado na mostra Panorama, mas nenhuma outra produção nacional foi premiada. Todos os prêmios independentes já foram entregues, faltando apenas a disputa do Urso de Ouro. Além de “Pendular”, a crítica elegeu a história de amor húngara “On Body and Soul” como Melhor Filme da mostra Competitiva. O mesmo filme venceu um prêmio do público, conferido pelo jornal alemão Berliner Morgenpost, e o prêmio do juri ecumênico. Os vencedores da mostra Panorama, eleitos pelo público, foram “Insyriated”, um drama do diretor belga Philippe van Leeuw sobre uma casa sitiada durante a guerra civil síria, como Melhor Ficção, e “Eu Não Sou Seu Negro”, do haitiano Raoul Peck, já em cartaz no Brasil, como Melhor Documentário. O filme de Peck também concorre ao Oscar 2017 de sua categoria. O longa que venceu a mostra Forum foi “Mama Colonel”, de Georg Genoux, documentário sobre como os militares lidam com a situação dos refugiados no Congo, país dividido numa eterna guerra civil. “Butterfly Kisses”, estreia do polonês Rafael Kapelinski, venceu o Urso de Cristal como Melhor Filme da seção Geração, dedicada a filmes sobre a infância e a juventude. E, para completar, o chileno “Una Mujer Fantástica”, de Sebastían Lelio, saiu com o prêmio Teddy, que elege as melhores obras LGBTQ, e também recebeu menção especial do júri ecumênico.
Candidato sueco ao Oscar, Um Homem Chamado Ove destaca um bom personagem
Um bom personagem, que fuja dos clichês e estereótipos, que se revele humano e complexo, é meio caminho andado para um bom filme. Ove é um personagem assim, embora, de início, ele se apresente como um sujeito simplório, pouco inteligente e rígido ao extremo. O protagonista de “Um Homem Chamado Ove”, candidato sueco ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, apega-se a regras que, no fundo, ele mesmo criou, como síndico de um condomínio, e incomoda todos que por lá circulam, para se assegurar de uma existência pobre, mas segura. Pobre, no sentido espiritual. Afinal, estamos na Suécia e a classe média baixa por lá vive bem. Muito bem atendida em suas necessidades básicas. Ove chega aos 59 anos já viúvo e agora, aposentado contra sua vontade, pouco lhe resta para usufruir da vida. Pelo menos, é assim que ele encara as coisas: não existiu nada antes de Sonja (sua mulher morta) e nada haverá depois dela. Com isso, ele se afunda num niilismo pessoal, se afasta de tudo e de todos, de forma mal-humorada e agressiva e, consequentemente, decide se suicidar. Mas morrer não é nada fácil e suas tentativas costumam ser desastradas. Existe também a alteridade, e mesmo que se desejem negar a existência, os direitos e as necessidades dos outros, eles estão lá e podem se impor, goste-se ou não disso. Quem é o ser humano sem o outro, que pode incomodar, sim, mas também pode ressignificar a sua própria vida? Que sorte tem o Ove que as pessoas não o abandonem, não porque sejam altruístas, mas porque ele tem algo a dar sempre, apesar das evidências em contrário. É por aí que o filme avança na humanidade de seu personagem e nos faz refletir sobre o que é a nossa vida. A partir de situações comezinhas, banais, as coisas se mostram e podem ser descobertas. Uma história também vai se revelando e, por mais simples e corriqueira que pareça, é emocionalmente forte e marcante. O filme se baseia no best-seller homônimo de Fredrik Backman, mas percebe-se que o diretor Hannes Holm (“Família Andersson na Grécia”) quis aproveitar as muitas (todas?) situações do romance. Se é verdade que isso amplia o universo de Ove, por outro lado, dispersa um pouco o interesse. Muita coisa é dispensável, não acrescenta à temática principal e, se melhor editado, poderia deixar o filme mais enxuto e focado. Fidelidade excessiva ao romance original costuma ser uma armadilha para o cinema. Aqui há alguma perda, mas “Um Homem Chamado Ove” se sustenta bem no seu clima doce azedo, em que cabem a angústia, o drama, a tragédia do passado e, ao mesmo tempo, muito humor e muita ternura. O afeto como reparador da rigidez e da intolerância, caminho de descoberta. Conta-se uma boa história, a partir de um bom personagem. E isso se faz de uma maneira honesta, limpa. Não é tão original, mas é muito bom o caminho trilhado pela narrativa. Rolf Lassgard (“Depois do Casamento”) é ótimo como Ove, sustenta o filme o tempo todo. Filip Berg (“Evil – Raízes do Mal”), que faz Ove jovem, também dá conta do recado. E as duas mulheres protagonistas são ótimas: Bahar Pars (“Portofino: The Phillipines”), como a amiga imigrante Parvaneh, e Ida Engvoll (série “The Team”), a esposa Sonja, têm grande expressividade e beleza. Acrescentam ao filme uma luminosidade que lhe é essencial.
La La Land vence o BAFTA, o “Oscar britânico”
O musical “La La Land”, do diretor Damien Chazelle, foi o grande vencedor do BAFTA 2017, principal premiação de cinema e televisão britânica, que aconteceu neste domingo (12) em Londres. Além da estatueta de Melhor Filme, o musical conquistou os troféus de Melhor Direção para Chazelle, Melhor Atriz para Emma Stone, Melhor Trilha Sonora e Melhor Fotografia. Os outros intérpretes premiados foram Casey Affleck, Melhor Ator por seu trabalho em “Manchester à Beira-Mar”, Viola Davis, Melhor Atriz Coadjuvante por “Um Limite entre Nós”, Dev Patel, Melhor Ator Coadjuvante por “Lion”, e Tom Holland, o novo Homem-Aranha como Revelação do ano. “Lion”, por sinal, também venceu o troféu de Melhor Roteiro Adaptado, enquanto “Manchester à Beira-Mar” levou o prêmio de Melhor Roteiro Original. Na lista de premiações britânicas, “Eu, Daniel Blake”, de Ken Loach, sagrou-se o Melhor Filme e o terror “Sob a Sombra”, de Babak Anvari, a Melhor Estreia. Confira a lista completa dos vencedores abaixo. Vencedores do BAFTA Awards 2017 MELHOR FILME “La La Land” MELHOR FILME BRITÂNICO “Eu, Daniel Blake” MELHOR ESTREIA DE ROTEIRISTA, DIRETOR OU PRODUTOR BRITÂNICO “Sob a Sombra” – Babak Anvari (roteirista/diretor), Emily Leo, Oliver Roskill, Lucan Toh (produtores) MELHOR FILME ESTRANGEIRO “O Filho de Saul” (Hungria) MELHOR DOCUMENTÁRIO “A 13a Emenda” MELHOR ANIMAÇÃO “Kubo e as Cordas Mágicas” MELHOR DIRETOR Damien Chazelle, por “La La Land” MELHOR ROTEIRO ORIGINAL Kenneth Lonergan, por “Manchester à Beira-Mar” MELHOR ROTEIRO ADAPTADO Luke Davies, por “Lion” MELHOR ATOR Casey Affleck, por “Manchester à Beira-Mar” MELHOR ATRIZ Emma Stone, por “La La Land” MELHOR ATOR COADJUVANTE Dev Patel, por “Lion” MELHOR ATRIZ COADJUVANTE Viola Davis, por “Um Limite entre Nós” MELHOR TRILHA SONORA “La La Land” MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA “La La Land” MELHOR EDIÇÃO “Até o Último Homem” MELHOR DIREÇÃO DE ARTE “Animais Fantásticos e Onde Habitam” MELHOR FIGURINO “Jackie” MELHOR MAQUIAGEM E PENTEADO “Florence – Quem é Essa Mulher?” MELHOR SOM “A Chegada” MELHORES EFEITOS VISUAIS “Mogli – O Menino Lobo” MELHOR CURTA BRITÂNICO DE ANIMAÇÃO “A Love Story” MELHOR CURTA-METRAGEM BRITÂNICO “Home” REVELAÇÃO DO ANO Tom Holland
John Legend, Justin Timberlake e Sting vão cantar no Oscar 2017
Os cantores John Legend, Justin Timberlake, Sting e Lin-Manuel Miranda vão interpretar as cinco músicas que concorrem ao Oscar 2017 de Melhor Canção Original durante a cerimônia de premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Timberlake vai apresentar o hit “Can’t Stop the Feeling”, da animação “Trollls”, Sting interpretará “The Empty Chair” de “Jim: The James Foley Story” e Lin-Manuel Miranda dividirá com a jovem Auli’i Cravalho, dubladora da personagem-título de “Moana”, a música-tema da animação, “How Far I’ll Go”. Isto significa que apenas as duas músicas da trilha de “La La Land”, “City of Stars” e “Audition (The Fools Who Dream)”, não serão interpretadas por quem as cantou no cinema. Ryan Gosling e Emma Stone serão substituídos na cerimônia por John Legend, que faz parte do elenco do filme. Legend, por sinal, já tem um Oscar de Melhor Canção, por “Selma” (2014). Entretanto, ele não é autor das músicas de “La La Land”. Sua canção na trilha do filme, “Start a Fire,” não foi indicada. O Oscar 2017 vai acontecer na noite de 26 de fevereiro em Los Angeles, com exibição no Brasil pelo canal pago TNT. Até o momento, a Globo não definiu se transmitirá a premiação ao vivo, já que neste ano a cerimônia coincidirá com sua cobertura do Carnaval.
Zootopia vence o Annie 2017, o “Oscar da animação”
“Zootopia: Essa Cidade é o Bicho” foi o grande vencedor do Annie Awards, considerado o Oscar da animação. A animação da Disney conquistou seis prêmios, incluindo o de melhor filme animado, na cerimônia que aconteceu no domingo (5/2), em Los Angeles. Com uma mensagem sobre respeito à diversidade, “Zootopia” se passa em uma cidade habitada por diversas espécies animais, em que uma coelha tentar quebrar com os padrões para ser respeitada como policial. Além de Melhor Animação do ano, o longa também levou os troféus de Direção, Roteiro, Design de Personagem, Storyboard de Filme Animado e Dublagem. Vencedor também do Globo de Ouro, o filme desponta como grande favorito ao Oscar 2017 em sua categoria. Os vencedores do Annie têm conquistado o troféu da Academia em todas as premiações desde 2006. Outra animação da Disney, “Moana” levou dois troféus, de Efeitos Especiais e Dublagem, neste último em empate com “Zootopia”, enquanto “Piper”, da Pixar, conquistou o prêmio de Melhor Curta Animada. O estúdio ainda contabilizou vitórias nas categorias live action, pela criação de personagens digitais de “Mogli, o Menino Lobo” e os efeitos de “Doutor Estranho”. “Kubo e as Cordas Mágicas”, que concorria em 10 categorias, ganhou três prêmios, de Animação de Personagem, Design de Produção e Edição. As animações “Pearl”, “Bobs Burger” e “Caçadores de Trolls” dividiram os prêmios na categoria TV. Confira abaixo a lista dos vencedores nas principais categorias da premiação. CINEMA MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO Zootopia MELHOR LONGA DE ANIMAÇÃO INDEPENDENTE A Tartaruga Vermelha MELHOR CURTA DE ANIMAÇÃO Piper MELHOR DIREÇÃO Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush, por Zootopia MELHOR ROTEIRO Byron Howard, Rich Moore e Jared Bush, por Zootopia MELHOR DUBLAGEM Auili’i Cravalho, por Moana: Um Mar de Aventuras Jason Bateman, por Zootopia MELHORES EFEITOS EM ANIMAÇÃO Moana: Um Mar de Aventuras MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO Zootopia MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM Zootopia MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM EM LIVE-ACTION Mogli – O Menino Lobo MELHORES EFEITOS EM LIVE-ACTION Doutor Estranho MELHOR TRILHA-SONORA O Pequeno Príncipe TELEVISÃO MELHOR ANIMAÇÃO INFANTIL A Hora da Aventura MELHOR ANIMAÇÃO ADULTA Bob’s Burgers MELHOR DIREÇÃO Patrick Osborne, por Pearl MELHOR ROTEIRO Lizzie Molyneux e Wendy Molyneux, por Bob’s Burgers MELHOR DUBLAGEM Carlos Alazraqui, por The Mr. Peabody & Serman Show MELHOR DESIGN DE PERSONAGEM Caçadores de Troll MELHOR TRILHA-SONORA Pearl
Sindicato dos Diretores de Fotografia premia cinegrafista australiano de Lion
O Sindicato dos Diretores de Fotografia premiou Greig Fraser por seu trabalho no drama “Lion – Uma Jornada Para Casa”, em cerimônia realizada no sábado (3/2). Foi a primeira vez que o australiano disputou o ASC Award. Seus concorrentes eram James Laxton (“Moonlight”), Rodrigo Prieto (“Silêncio”), Linus Sandgren (“La La Land”) e Bradford Young (“A Chegada”). Todos eles também estão indicados ao Oscar 2017 na mesma categoria. Com estreia prevista nos cinemas brasileiros para o dia 16 de fevereiro, “Lion” conta a história do indiano Saroo (Dev Patel) que se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfrentou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Tudo isso quando tinha apenas 5 anos. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica. Nas categorias voltadas para a televisão, “Game of Thrones” e “Mr. Robot” foram os grandes vencedores entre as séries. Já “The Night Of” se sagrou campeão entre as minisséries. O astro Denzel Washington e os diretores de fotografia Edward Lachman, Philippe Rousselot, Bill Garcia e Nancy Schreiber receberam prêmios honorários por toda a carreira.
Cineasta de La La Land vence o prêmio do Sindicato dos Diretores dos EUA
Damien Chazelle venceu o principal prêmio do Sindicato dos Diretores dos Estados Unidos (DGA, na sigla em inglês), evidenciando ainda mais o favoritismo de “La La Land” ao Oscar 2017. O vencedor do DGA Awards coincidiu com o vencedor do Oscar de Melhor Diretor em 62 das 69 edições da premiação. “Faço filmes porque sou um apaixonado por cinema, principalmente”, disse o ainda jovem Chazelle, de 32 anos, ao receber o prêmio na cerimônia realizada na noite de sábado (4/2) no hotel Beverly Hilton, de Los Angeles. “Os filmes são poderosos porque falam com todo o mundo, com todos os países e com todas as culturas”, acrescentou. O diretor de “La La Land” disputava o prêmio com Barry Jenkins (“Moonlight: Sob a luz do luar”), Kenneth Lonergan (“Manchester à beira-mar”), Denis Villeneuve (“A chegada”) e Garth Davis (“Lion”). Os cinco concorriam ao prêmio pela primeira vez. Davis, por sinal, venceu como Melhor Diretor Estreante, por “Lion”. Na categoria de documentário, o vencedor foi Ezra Edelman por “O.J.: Made in America”, enquanto Miguel Sapochnik conquistou o prêmio de Melhor Diretor de Série de Drama, pelo episódio épico “The Battle of the Bastards”, de “Game of Thrones”. Confira abaixo a lista completa dos premiados, que inclui o cineasta de “A Luz Entre Oceanos” como Melhor Diretor de Comercial. Vencedores do DGA Awards 2017 CINEMA Melhor Direção Damien Chazelle (“La La Land”) Melhor Estreia na Direção Garth Davis (“Lion”) Melhor Direção de Documentário Ezra Edelman (“O.J.: Made In America”) TELEVISÃO Melhor Direção em Série de Drama Miguel Sapochnik (“Game Of Thrones”) Melhor Direção de Série de Comédia Becky Martin (“Veep”) Melhor Direção de Telefilme ou Minissérie Steven Zaillian (“The Night Of”) Melhor Direção de Programa de Variedades Don Roy King (“Saturday Night Live”) Melhor Direção de Especial de Variedades Glenn Weiss (“The 70th Annual Tony Awards”) Melhor Direção de Reality Show J. Rupert Thompson (“American Grit”) Melhor Direção de Programa Infantil Tina Mabry (“An American Girl Story”) Melhor Direção de Comercial Derek Ciafrance (“Chase, Nike Golf”)
George Clooney será homenageado com um César honorário pela carreira
O astro George Clooney será homenageado pela Academia de Artes e Técnicas do Cinema da França com um César honorário. Mesmo que jamais tenha sido indicado ao prêmio francês, ele foi escolhido para receber a honraria por seu “deslumbrante talento como ator, diretor, roteirista e produtor – e, acima de tudo, sua generosidade artística e espiritual”, diz o comunicado oficial. Descrito pela organização como “o ator mais carismático de sua geração, personificação do glamour de Hollywood”, Clooney tem muitos fãs na França. Não por caso, o país foi um dos poucos em que seus filmes mais recentes, “Jogo do Dinheiro” e “Caçadores de Obras-Primas” fizeram sucesso. Clooney sucederá Michael Douglas, o homenageado da edição do ano passado. Vencedores anteriores do prêmio incluem ainda Meryl Streep, Sean Penn e Roman Polanski. A premiação do César 2017 tem como favoritos “Elle”, de Paul Verhoeven, e “Frantz”, de François Ozon, ambos com 11 indicações. A cerimônia vai acontecer no dia 24 de fevereiro, dois dias antes do Oscar. Confira aqui a lista completa dos nomeados, que inclui o brasileiro “Aquarius”.












