Emmy 2017 reflete avanço do streaming, diversidade e renovação entre as séries
A Academia de Televisão dos Estados Unidos realiza neste domingo (17/9) a 69ª edição de sua premiação, os Emmy Awards. E a ausência de “Game of Thrones”, recordista do troféu, que este ano só foi ao ar após a divulgação dos indicados, além do fim das premiadas “Downton Abbey” e “Mad Men”, abriu espaço para uma grande renovação na disputa. A principal novidade foi o destaque obtido pela sci-fi “The Handmaid’s Tale”, primeira produção do serviço de streaming Hulu a obter indicação ao Emmy de Melhor Série de Drama. Também chamou atenção a evidência conseguida por “This Is Us”, num feito raro nesses dias de TV em toda parte. Produção de rede comercial aberta, o drama geracional provou ter qualidade suficiente para disputar o troféu com as atrações premium dos serviços por assinatura. Mas a Netflix conseguiu se destacar com um feito ainda mais significativo, ao emplacar três produções na prestigiosa disputa de Drama: “The Crown”, “Stranger Things” e “House of Cards”. Ainda mais interessante é que, dentre as sete séries dramáticas indicadas, a maioria (quatro) são produções exibidas por streaming e não por transmissão televisiva. Ou seja, o paradigma mudou. A decepção fica por conta da Amazon, que não conseguiu ampliar muito sua presença além de “Transparent”, sua realização mais premiada. De forma significativa, a categoria das Melhores Séries de Drama abriga cinco produções estreantes: “This Is Us”, “The Handmaid’s Tale”, “Westworld”, “The Crown” e “Stranger Things”, que competem com as veteranas “Better Call Saul” e “House of Cards”. A quantidade de títulos de ficção científica é outro dado ilustrativo dos novos tempos. Em compensação, entre as comédias a única novidade é “Atlanta”, que, por sinal, é favorita na disputa com “Black-ish”, “Master of None”, “Silicon Valley”, “Unbreakable Kimmy Schmidt”, “Veep” e a perene “Modern Family”. Outro detalhe desta lista é que, entre as cinco séries, três têm protagonistas negros e pardos. Esta diversidade também está presente nas categorias de interpretação, com recorde de representatividade afro-americana. Ao todo, 27 artistas não brancos vão disputar troféus neste ano, superando os 21 do ano passado. E o número chega a 30, quando se incluem os apresentadores de reality shows. A abundância pode ser atribuída ao aumento das produções voltadas para nichos específicos, que ganharam impulso com o streaming e a TV paga. Entretanto, foi uma série da TV aberta que rendeu o maior número de atores negros indicados. “This Is Us” trouxe indicações para Sterling K. Brown (Melhor Ator em Série de Drama), Ron Cephas Jones (Coadjuvante) e Brian Tyree Henry (Ator Convidado). A estrela mais famosa na disputa é Viola Davis (“How to Get Away with Murder”), que há dois anos se tornou a primeira negra a vencer como Melhor Atriz de Drama, categoria em que volta a concorrer. No início deste ano, ela também conquistou o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “Fences” (o filme lançado no Brasil como “Um Limite Entre Nós”). Apesar da grande representatividade de artistas negros, a diversidade não é tão ampla assim, com apenas dois indianos/paquistaneses (Ansari e Riz Ahmed), um latino (Lin-Manuel Miranda, que disputava um Emmy preliminar) e um asiático (BD Wong, igualmente derrotado na disputa preliminar) na relação de minorias não brancas. A premiação também destaca telefilmes, e a lista deste ano causou sobressaltos ao incluir episódios de duas séries: “Black Mirror” e “Sherlock”. Esta anomalia reflete a grande qualidade das séries e a safra fraca dos filmes feitos para TV, da qual só se destaca realmente “The Wizard of Lies”, da HBO. Entre as minisséries e séries limitadas (leia-se de antologia), apenas “Fargo” é veterana, abrindo espaço para mais uma antologia de Ryan Murphy, “Feud”, duas novidades bem distintas da HBO, “The Night Of” e “Big Little Lies”, e a surpresa de “Genius”, do estranho no ninho National Geographic. Em contraste com tantas novidades, a atração que obteve maior quantidade de indicações está no ar há mais de 40 anos: o humorístico “Saturday Night Life”. Contando prêmios técnicos, a produção veterana recebeu 22 indicações – mesmo número de “Westworld”, principal herdeiro de “Game of Thrones” nas categorias técnicas (efeitos). A premiação técnica, por sinal, já aconteceu. Considerado um evento preliminar e batizado de Emmy das Artes Criativas, os troféus de editores, cinematógrafos, figurinistas, maquiadores, compositores e técnicos em geral foi entregue no fim de semana passado e rendeu empate entre “Westworld” e “Strange Things”. Ambas as séries saíram com cinco Emmys cada. A cerimônia antecipada também premia atores convidados (que não fazem parte do elenco fixo central), e rendeu os primeiros troféus de interpretação de “Handmaid’s Tale” e “This Is Us”, vencidos, respectivamente, por Alexis Bledel e Gerald McRaney, além de perpetuar o domínio de “Saturday Night Life” nas categorias de convidados de comédia. Confira a lista completa dos Emmys preliminares aqui. Com apresentação de Stephen Colbert, a cerimônia principal do Emmy 2017 será realizada no Microsoft Theater, em Los Angeles, e exibida ao vivo pelo canal pago TNT. Saiba mais sobre a transmissão aqui e veja abaixo a lista completa dos indicados. Indicados ao Emmy 2017 Melhor Série de Drama “Better Call Saul” “The Crown” “The Handmaid’s Tale” “Stranger Things” “This Is Us” “Westworld” “House of Cards” Melhor Série de Comédia “Atlanta” “Black-ish” “Master of None” “Modern Family” “Silicon Valley” “Unbreakable Kimmy Schmidt” “Veep” Melhor Minissérie ou Série Limitada “Big Little Lies” “Fargo” “Feud” “Genius” “The Night Of” Melhor Telefilme “The Wizard of Lies” “Black Mirror: San Junipero” “Dolly Parton’s Christmas of Many Colors: Circle of Love” “The Immortal Life of Henrietta Lacks” “Sherlock: The Lying Detective” Melhor Atriz em Série de Drama Viola Davis (“How to Get Away with Murder”) Claire Foy (“The Crown”) Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) Keri Russell (“The Americans”) Evan Rachel Wood (“Westworld”) Robin Wright (“House of Cards”) Melhor Ator em Série de Drama Sterling K. Brown (“This Is Us”) Anthony Hopkins (“Westworld”) Matthew Rhys (“The Americans”) Liev Schreiber (“Ray Donovan”) Kevin Spacey (“House of Cards”) Milo Ventimiglia (“This Is Us”) Melhor Atriz em Série de Comédia Pamela Adlon (“Better Things”) Jane Fonda (“Grace and Frankie”) Alison Janney (“Mom”) Ellie Kemper (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) Julia Louis Dreyfuss (“Veep”) Tracee Elliss Ross (“Black-ish”) Lily Tomlin (“Grace and Frankie”) Melhor Ator em Série de Comédia Anthony Anderson (“Black-ish”) Aziz Ansari (“Master Of None”) Zach Galifianakis (“Baskets”) Donald Glover (“Atlanta”) William H. Macy (“Shameless”) Jeffrey Tambor (“Transparent”) Melhor Atriz em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Carrie Coon (“Fargo”) Felicity Huffman (“American Crime”) Nicole Kidman (“Big Little Lies”) Jessica Lange (“FEUD: Bette and Joan”) Susan Sarandon (“FEUD: Bette and Joan”) Reese Witherspoon (“Big Little Lies”) Melhor Ator em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Riz Ahmed (“The Night Of”) Benedict Cumberbatch (“Sherlock – The Lying Detective”) Robert De Niro (“The Wizard of Lies”) Ewan McGregor (“Fargo”) Geoffrey Rush (“Genius”) John Turturro (“The Night of”) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama Ann Dowd (“The Handmaid’s Tale”) Samira Wiley (“The Handmaid’s Tale”) Uzo Aduba (“Orange Is the New Black”) Millie Bobby Brown (“Stranger Things”) Chrissy Metz (“This Is Us”) Thandie Newton (“Westworld”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama John Lithgow (“The Crown”) Jonathan Banks (“Better Call Saul”) Mandy Patinkin (“Homeland”) Michael Kelly (“House of Cards”) David Harbour (“Stranger Things”) Ron Cephas Jones (This Is Us) Jeffrey Wright (Westworld) Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Kate McKinnon (“Saturday Night Live”) Vanessa Beyer (“Saturday Night Live”) Leslie Jones (“Saturday Night Live”) Anna Chlumsky (“Veep”) Judith Light (“Transparent”) Kathryn Hahn (“Transparent”) Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Alec Baldwin (“Saturday Night Live”) Louie Anderson (“Baskets”) Ty Burrell (“Modern Family”) Tituss Burgess (“Unbreakable Kimmy Schmidt”) Tony Hale (“Veep”) Matt Walsh (“Veep”) Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Regina King (“American Crime”) Shailene Woodley (“Big Little Lies”) Laura Dern (“Big Little Lies”) Judy Davis (“Feud”) Jackie Hoffman (“Feud”) Michelle Pfeiffer (“The Wizard of Lies”) Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Alexander Skarsgard (“Big Little Lies”) David Thewlis (“Fargo”) Alfred Molina (“Feud”) Stanley Tucci (“Feud”) Bill Camp (“The Night Of”) Michael K. Williams (“The Night Of”) Melhor Direção em Série de Drama Vince Gilligan (“Better Call Saul”) Lesli Linka Glatter (“Homeland”) The Duffer Brothers (“Stranger Things”) Stephen Daldry (“The Crown”) Reed Morano (“The Handmaid’s Tale”) Kate Dennis (“The Handmaid’s Tale”) Jonathan Nolan (“Westworld”) Melhor Direção em Série de Comédia Donald Glover (“Atlanta”) Jamie Babbit (“Silicon Valley”) Mike Judge (“Silicon Valley”) Morgan Sackett (“Veep”) David Mandel (“Veep”) Dale Stern (“Veep”) Melhor Direção em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme Jean-Marc Vallée (“Big Little Lies”) Noah Hawley (“Fargo”) Ryan Murphy (“FEUD: Bette And Joan”) Ron Howard (“Genius”) James Marsh (“The Night Of”) Steven Zaillian (The Night Of) Melhor Roteiro em Série de Drama Joel Fields, Joe Weisberg (“The Americans”) Gordon Smith (“Better Call Saul”) Peter Morgan (“The Crown”) Bruce Miller (“The Handmaid’s Tale”) The Duffer Brothers (“Stranger Things”) Lisa Joy, Jonathan Nolan (“Westworld”) Melhor Roteiro em Série de Comédia Donald Glover (“Atlanta: B.A.N”) Stephen Glover (“Atlanta: Streets on Lock”) Aziz Ansari, Lena Waithe (“Master of None”) Alec Berg (“Silicon Valley”) Billy Kimball (“Veep: Georgia”) David Mandel (“Veep: Groundbreaking”) Melhor Roteiro em Minissérie, Série Limitada ou Telefilme David E. Kelley (“Big Little Lies”) Charlie Brooker (“Black Mirror: San Junipero”) Noah Hawley (“Fargo”) Ryan Murphy (“Feud: And the Winner Is”) Ryan Murphy, Jaffe Cohen, Michael Zam (“Feud: Pilot”) Richard Price, Steven Zaillian (“The Night Of”) Melhor Série de Esquetes e Variedades “Billy On The Street” “Documentary Now!” “Drunk History” “Portlandia” “Saturday Night Live” “Tracey Ullman’s Show” Melhor Reality Show “The Amazing Race” “American Ninja Warrior” “Project Runway” “RuPaul” “Top Chef” “The Voice” Melhor Talk Show de Variedades “Full Frontal with Samantha Bee” “Jimmy Kimmel Live” “Last Week Tonight” “Real Time with Bill Maher” “The Late Late Show with James Corden” “The Late Show with Stephen Colbert”
TNT exibe a premiação do Emmy neste domingo
Maior premiação da TV americana, o Emmy 2017 acontece neste domingo em Los Angeles, no Microsoft Theater, com apresentação de Stephen Colbert e transmissão pelo canal pago TNT no Brasil. No ano passado, quando consagrou a série “Game of Thrones”, o evento foi transmitido pelo canal Warner. A mudança irá concentrar os principais prêmios da indústria cultural americana num único canal. O TNT já exibe, tradicionalmente, o Oscar na TV paga – além do Grammy (prêmio da música), do Globo de Ouro (TV e cinema) e do SAG Awards (atuação em TV e cinema). A cobertura do evento da Academia da Televisão dos Estados Unidos vai começar às 20 horas, com o tapete vermelho da premiação, tanto no canal TNT quanto por streaming pelo aplicativo TNT Go. Além das imagens geradas pela rede americana CBS, haverá uma equipe da TNT no tapete vermelho do teatro Microsoft de Los Angeles. A modelo Carol Ribeiro e o blogueiro Hugo Gloss estarão no local para entrevistar as estrelas. Já a apresentação da cerimônia estará a cargo de Domingas Person, que costuma narrar o Oscar, com comentários do blogueiro Michel Arouca. O canal também planeja uma cobertura pelas redes sociais, no Facebook e no YouTube da TNT Brasil (a partir das 19h30) com comentários das webstars Marina Santa Helena e Fernanda Braz, do podcaster Affonso Solano e do blogueiro Thiago Borbolla. A reprise está marcada para segunda-feira (18/9) às 16h40. Outros canais pagos também participarão da cobertura. O TBS vai compartilhar o sinal do TNT, enquanto o E! mantém sua tradicional cobertura do tapete vermelho, com apresentação de Ryan Seacrest e Giuliana Rancic, e posteriormente exibirá uma edição especial do programa “Fashion Police” dedicada ao estilo das celebridades presentes. Confira aqui a lista completa dos indicados.
Bingo – O Rei das Manhãs é o candidato brasileiro a uma vaga no Oscar 2018
“Bingo – O Rei das Manhãs”, de Daniel Rezende, foi escolhido para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira. O anúncio aconteceu na manhã desta sexta-feira (15/9) na Cinemateca Brasileira, em São Paulo. O filme foi escolhido entre 23 inscritos, incluindo documentários e ficções. A lista incluía filmes premiados em festivais, como “Gabriel e a Montanha”, dirigido por Felipe Barbosa, que venceu o prêmio Revelação na Semana da Crítica em Cannes e o prêmio da Fundação Gan, “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, que venceu o prêmio do público no Festival de Cinema Brasileiro de Paris e seis troféus, inclusive o de Melhor Filme, no Festival de Gramado, e “Era o Hotel Cambridge”, de Eliane Caffé, vencedor dos prêmios do público no Festival de San Sebastián (Espanha), na Mostra de São Paulo e no Festival do Rio. O longa de Rezende, por outro lado, não participou de nenhum festival. Mas o diretor, apesar de estreante na função, já é conhecido da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, por ter sido indicado ao Oscar de Melhor Edição por “Cidade de Deus” (2002). Além disso, a Ancine também o selecionou para representar o Brasil no Goya (o Oscar espanhol), na disputa de Melhor Filme Íbero-Americano. Neste ano, a seleção foi feita sob a coordenação da Academia Brasileira de Cinema, que fez um acordo de cooperação técnica com o Ministério da Cultura, único órgão que oficialmente pode inscrever o candidato brasileiro. A ABC já fazia parte da comissão do Oscar, por meio da indicação de dois de seus sete integrantes, além de ser responsável pela cerimônia anual de premiação dos melhores do cinema nacional, conhecida como Grande Prêmio do Cinema Brasileiro. A opção pela entidade se deu após a polêmica do ano passado, quando a escolha de “Pequeno Segredo”, de David Schurmann, foi acompanhada por grande polêmica, uma vez que “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, tinha maior alcance internacional, mas seu diretor fez manifestações contra o governo. “Pequeno Segredo” acabou não sendo indicado ao Oscar. Por outro lado, a distribuidora americana de “Aquarius” tampouco inscreveu o filme de Mendonça filho em outras categorias da Academia, como Melhor Atriz para Sonia Braga. A comissão montada pela ABC acabou tendo perfil similar ao que tem gerado críticas contra a Academia americana: excessivamente masculina, branca e idosa. Os responsáveis pela escolha de “Bingo” foram Paulo Roberto Mendonça, 69 anos, sócio-diretor do Canal Brasil; a produtora Iafa Britz, 46; os cineastas David Schürmann, 43, João Daniel Tikhomiroff, 67, e Miguel Faria Jr., 72; e o roteirista Doc Comparato, 67. Agora, “Bingo” vai se juntar a dezenas de outros longas indicados por países do mundo inteiro – no ano passado, foram 85 – para ser apreciado por uma comissão americana de avaliação, que irá apresentar uma primeira lista preliminar no começo de janeiro, do qual sairão os cinco finalistas ao prêmio. Estes serão conhecidos ao mesmo tempo que todos os indicados ao Oscar 2018, no dia 23 de janeiro. Já a premiação dos vencedores está marcada para 4 de março em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Bingo – O Rei das Manhãs vai representar o Brasil no troféu Goya
O filme “Bingo – O Rei das Manhãs” foi o escolhido por uma comissão da Agência Nacional de Cinema (Ancine) para representar o Brasil no troféu Goya, principal premiação de cinema da Espanha. Dirigido por Daniel Rezende e estrelado por Vladimir Brichta, “Bingo” vai tentar uma vaga na categoria Melhor Filme Ibero-Americano. Ao todo, foram inscritos 23 filmes brasileiros para a indicação, entre eles os longas “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, “O Filme da Minha Vida”, de Selton Mello, “Joaquim”, de Marcelo Gomes e “La Vingança”, de Fernando Fraiha. A comissão, formada por Amanda Aouad Almeida, Ana Julia Cury de Brito Cabral, André Sturm, Jorge Peregrino e Josiane Osório de Carvalho escolheu “Bingo” por considerar “ser uma obra cinematográfica com consistente marca autoral, força criativa ao apresentar um universo genuinamente brasileiro e capacidade de se comunicar com plateias de todo o mundo”. A seleção, no entanto, não garante que “Bingo” vá de fato ser indicado ao Goya. O processo é similar à escolha dos candidatos ao Oscar de Melhor Filme de Língua Estrangeira, quando dezenas de países indicam seu representante para formar uma lista de cinco finalistas. Por curiosidade, o outro candidato de língua portuguesa, “São Jorge”, tem relação com o Brasil. O filme do português Marco Martins (de “Como Desenhar Um Círculo Perfeito”) acompanha um pugilista desempregado que, pressionado pela crise econômica europeia, divide-se entre a vontade da mulher de migrar para o Brasil e trabalhar no submundo do crime. O protagonista é interpretado por Nuno Lopes, que recentemente trabalhou no filme nacional “Joaquim”. “São Jorge” também foi selecionado para representar Portugal no Oscar. A 32ª Edição dos prêmios Goya vai acontecer em 3 de fevereiro, em Madri.
Alexis Bledel, Melissa McCarthy, Stranger Things e Westworld vencem preliminar do Emmy 2017
A Academia da Televisão dos Estados Unidos distribuiu os primeiros prêmios Emmy 2017 em cerimônia realizada na noite de domingo (10/9) em Los Angeles. Batizado de Emmy das “Artes Criativas” e considerado uma premiação preliminar, o evento premiou editores, cinematógrafos, figurinistas, maquiadores, compositores e técnicos em geral, mas também alguns atores. “Stranger Things”, “Veep” e “Big Little Lies” conquistaram os Emmys de Melhor Elenco, nas categorias de Séries de Drama, Comédia e Minissérie. Não só isso. Também foram os destaques da premiação completa, junto a “Westworld”, que se impôs com seus efeitos e equipe técnica. Nas categorias de interpretação, porém, os destaques foram outras atrações. Gerald McRaney venceu como Melhor Ator Convidado em Série de Drama por sua participação em “This Is Us”, enquanto Alexis Bledel foi a Melhor Atriz Convidada por “The Handmaid’s Tale”. Nenhum dos dois jamais tinha sido indicado anteriormente ao Emmy. Para os fãs de séries, a conquista mais significativa da noite foi justamente o prêmio de Bledel. Com 36 anos, ela cresceu diante do público televisivo, que a conheceu ainda adolescente, na série “Gilmore Girls” em 2000. Seu amadurecimento como a sofrida Ofglen, de “The Handmaid’s Tale”, demonstrou a sólida evolução de sua capacidade interpretativa. Já as categorias de Convidados de Comédia foram dominadas, como sempre, pelo humorístico “Saturday Night Live”. Mesmo assim, foi curioso ver uma segunda estrela revelada em “Gilmore Girls” levar outro Emmy como Atriz Convidada: Melissa McCarthy, hoje uma comediante de carreira bem-sucedida nos cinemas. No geral, a HBO teve a programação mais celebrada, com 19 prêmios. Mas foi seguida de perto pela Netflix, com 16. Dentre as redes abertas, a maior vencedora foi a NBC, com 9 troféus. Individualmente, “Stranger Things” e “Westworld” empataram como as atrações mais vitoriosas, cada uma com 5 Emmys conquistados. Confira abaixo a lista completa dos prêmios. Vencedores do Creative Arts Emmy 2017 Melhor Ator Convidado em Série de Drama Gerald McRaney (“This Is Us” — “The Big Day”) Melhor Atriz Convidada em Série de Drama Alexis Bledel (“The Handmaid’s Tale” — “Late”) Melhor Ator Convidado em Série de Comédia Dave Chappelle (“Saturday Night Live” — “Apresentador: Dave Chappelle”) Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia Melissa McCarthy (“Saturday Night Live” — “Apresentador: Melissa McCarthy”) Melhor Ator em Comédia ou Drama Curto Kim Estes (“Dicks”) Melhor Atriz em Comédia ou Drama Curto Jane Lynch (“Dropping the Soap”) Melhor Elenco em Série de Drama “Stranger Things” Melhor Elenco de Série de Comédia “Veep” Melhor Elenco em Minissérie ou Filme para TV “Big Little Lies” Melhor Coordenação de Dublês de Série de Drama, Minissérie ou Filme para TV James Lew (“Marvel’s Luke Cage”) Melhor Coordenação de Dublês de Série de Comédia Eddie Perez (“Shameless”) Melhor Fotografia de Série (meia-hora) David Miller (“Veep”) Melhor Fotografia de Série (uma hora) Colin Watkinson (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Fotografia de Série com várias câmeras (gravada em estúdio) Donald A. Morgan (“The Ranch”) Melhor Fotografia para Minissérie ou Filme para TV Fred Elmes (“The Night Of”) Melhor Edição de Séries de Drama Dean Zimmerman (“Stranger Things”) Melhor Edição de Série de Comédia com Câmera Única (gravação em externas) Jennifer Lilly (“Master of None”) Melhor Edição de Série de Comédia com Câmeras Múltiplas (gravação em estúdio) Peter Chakos (“The Big Bang Theory”) Melhor Edição de Minissérie ou Filme para TV Jay Cassidy & Nick Houy (“The Night Of”) Melhor Design de Produção de Série Contemporânea Jim Gloster, Andrew Leitch & Kimberly Wannop (“Veep”) Melhor Design de Produção de Série Fantástica ou de Época Julie Berghoff, Evan Webber & Sophie Neudorfer (“The Handmaid’s Tale”) Melhor Design de Produção de Série, Minissérie ou Filme para TV Martin Childs, Mark Raggett & Celia Bobak (“The Crown”) Melhor Figurino Contemporâneo Alix Friedberg, Risa Garcia & Patricia McLaughlin (“Big Little Lies”) Melhor Figurino de Época de Série, Minissérie ou Filme para TV Michele Clapton, Alex Fordham, Emma O’Loughlin & Kate O’Farrell (“The Crown”) Melhor Maquiagem (com prostéticos) de Série Eryn Krueger Mekash, Michael Mekash, David Leroy Anderson, James Mackinnon, Jason Hamer, Melanie Eichner, Cristina Himiob, Maiko Chiba (“American Horror Story: Roanoke”) Melhor Maquiagem (sem prostéticos) de Série Christien Tinsley, Myriam Arougheti, Gerald Quist, Lydia Milars, Ed French (“Westworld” — “The Original”) Melhor Maquiagem (sem prostéticos) de Minissérie ou Filme para TV Eryn Krueger Mekash, Robin Beauschense, Tym Buacharern, Kim Ayers, Becky Cotton, David Williams (“Feud: Bette and Joan”) Melhor Design de Cabelos de Série Joey Zapata, Pavy Olivarez, Bruce Samia & Donna Anderson (“Westworld”) Melhor Design de Cabelos para Minissérie ou Filme de TV Chris Clark, Ralph Michael Abalos, Wendy Southard & Helena Cepeda (“Feud: Bette & Joan”) Melhor Edição de Som de Série de Drama Bradley North, Craig Henighan, Jordan Wilby, Jonathan Golodner, Tiffany S. Griffth, Sam Munoz, Sam Munoz, David Klotz, Noel Vought & Ginger Geary (“Stranger Things”) Melhor Edição de Som de Série de Comédia Andy D’Addario, Gary Gegan, Marco Fiumara (“Mozart in the Jungle” — “Now I Will Sing”) Melhor Edição de Som de Minissérie ou Filme para TV Nicholas Renbeck, Marissa Littlefield, Steve Visscher, Ruth Hernandez, Sara Stern, Luciano Vignola, Odin Benitez, Ruy Garcia, Wyatt Sprague, Warren Shaw, Roland Vajs, Heather Gross, Dan Evans Farkas, Grant Conway & Marko Costanzo (“The Night Of”) Melhor Mixagem de Som em Série Keith Rogers, Scott Weber, Roger Stevenson, Kyle O’Neal (“Westworld” — “The Bicameral Mind”) Melhor Mixagem de Som de Minissérie ou Filme para TV Nicholas Renbeck, Michael Barry, Felix Andrew, Larry Hoff (“The Night Of” — “The Beach”) Melhor Trilha Sonora Original de Série Jeff Beal (“House of Cards” — “Chapter 63”) Melhor Trilha Sonora Original de Minissérie ou Filme para TV Jeff Russo (“Fargo” — “Aporia”) Melhor Trilha Sonora da Abertura Michael Stein, Kyle Dixon (“Stranger Things”) Melhor Supervisão de Músicas Susan Jacobs (“Big Little Lies” — “You Get What You Need”) Melhores Efeitos Visuais Jay Worth, Elizabeth Castro, Joe Wehmeyer, Eric Levin-Hatz, Bobo Skipper, Gustav Ahren, Paul Ghezzo, Mitchell S. Drain, Michael Lantieri (“Westworld” — “The Bicameral Mind”) Melhores Efeitos Visuais Secundários Thomas Mahoney, Matthew Wheelon Hunt, Alex Gitler, Sina San, Michael Capton, Jon Anastasiades, Ryan Bauer, Mark Anthony Nazal, Randy Little (“Gotham” — “Heavydirtysoul”) Melhor Design do Título Michelle Dougherty, Peter Frankfurt, Arisu Kashiwagi, Eric Demeusy (“Stranger Things”) Melhor Programa Infantil “Once Upon a Sesame Street Christmas” (HBO) Melhor Curta Cômico “Los Pollos Hermanos Employee Training”: “Better Call Saul” (AMC) Melhor Programa Interativo Original Felix & Paul Studios (“The People’s House – Inside the White House With Barack and Michelle Obama”) Prêmio de Criatividade para Interatividade em Programa Roteirizado HBO, Kilter Films & Bad Robot (“Westworld”) Melhor Comercial John X Hannes & Smuggler (“Calling JohnMalkovich.com – Squarespace”)
Novo filme de Guillermo del Toro vence o Festival de Veneza 2017
O novo filme de Guillermo del Toro, “A Forma da Água” (The Shape of Water), foi o vencedor do Leão de Ouro do Festival de Veneza 2017. Combinação de fábula, romance e terror, o filme conta a história de uma faxineira muda que se apaixona por uma criatura aquática aprisionada em um laboratório secreto do governo americano. “Quero dedicar esse prêmio a todos os diretores americanos e latino-americanos que desejam fazer filmes que mexam com nossa imaginação”, disse Del Toro ao receber o troféu. “Eu acredito em vida, amor e cinema. E nesse momento da minha vida eu me sinto cheio de vida, amor e de cinema”. Criador da série “The Strain” e especializado em filmes de terror e fantasia (como “Hellboy”, “O Labirinto do Fauno” e “A Colina Escarlate”), Del Toro é o terceiro cineasta mexicano a lançar uma produção bem recebida em Veneza nos últimos anos. Embora Alfonso Cuarón (“Gravidade”, 2013) e Alejandro Iñárritu (“Birdman”, 2015) não tenham vencido o Leão de Ouro, eles saíram do festival italiano embalados por críticas positivas e acabaram vencendo o Oscar com seus filmes. O Grande Prêmio do Júri, considerado o 2º lugar da premiação, foi para “Foxtrot”, do israelense Samuel Maoz. O cineasta tinha vencido o Leão de Ouro de 2009 com sua estreia, o drama de guerra “Lebanon”. Em sua nova obra, ele descreve três momentos da família de um bem-sucedido arquiteto de Tel Aviv a partir do instante em que recebe a notícia da morte do filho mais velho, um soldado do Exército. O Prêmio do Júri, equivalente ao 3º lugar, ficou com “Sweet Country”, de Warwick Thorton, um western ambientado no outback australiano dos anos 1920. Thornton tinha vencido a Câmera de Ouro em Cannes com sua estreia, “Sansão e Dalila” (2009), e é o único cineasta aborígene consagrado pela crítica internacional. O Leão de Prata de Melhor Direção foi para o francês Xavier Legrand, pelo drama “Custody” (Jusqu’à la Garde), sobre um marido com fama de violento que consegue o direito de passar os fins de semana com o filho mais novo. É o primeiro longa dirigido por Legrand, que também venceu o Leão do Futuro, dado à melhor obra estreante do festival. O jovem cineasta entrou no cinema ainda criança, como ator no clássico “Adeus, Meninos” (1987), de Louis Malle, mas já tem uma indicação ao Oscar no currículo, por seu curta “Avant que de Tout Perdre” (2013). A Copa Volpi de Melhor Atriz foi para Charlotte Rampling, por sua interpretação em “Hannah”, da italiana Andrea Pallaoro (“Medeas”). A veterana estrela inglesa, que estreou no filme dos Beatles “Os Reis do Ié-Ié-Ié” (1964) e foi sex symbol dos anos 1970, experimenta um renascimento da carreira na Terceira Idade, após vencer o Urso de Prata do Festival de Berlim por seu filme anterior, “45 Anos” (2015), pelo qual também concorreu ao Oscar. Em “Hannah”, ela vive a personagem-título, uma mulher septuagenária em crise de identidade, provocada por uma revelação relacionada ao marido. Já a Copa Volpi de Melhor Ator foi para Kamel El Basha, pelo drama libanês “The Insult”, de Ziad Doueiri (ex-assistente de câmera de Tarantino), sobre uma briga judicial entre um mecânico cristão e um empreiteiro palestino de origem muçulmana, em Beirute. O prêmio de Melhor Roteiro ficou com “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”. Ainda mais sombria que “Na Mira do Chefe” (2008) e “Sete Psicopatas e um Shih Tzu” (2012), a terceira comédia de humor negro do inglês Martin McDonagh acompanha uma mãe (Frances McDormand) de uma pequena cidade do Missouri, inconformada com a incompetência da polícia após o estupro da filha, e foi um dos filmes mais comentados do festival. O troféu Marcello Mastroianni de melhor ator ou atriz revelação foi para o americano Charlie Plummer, por sua performance no drama “Lean on Pete”, dirigido por Andrew Haigh (de “45 Anos”), no qual interpreta um adolescente de 15 anos que arranja um emprego como assistente de um treinador fracassado de cavalos de corrida. O rapaz foi um dos finalistas ao papel do novo Homem-Aranha, está atualmente em cartaz no Brasil em “O Jantar” e poderá ser visto no fim do ano no novo longa de Ridley Scott, “All the Money in the World”. O júri da competição oficial deste ano foi presidido pela atriz americana Annette Bening (“Mulheres do Século 20”) e formado pelo diretor americano Edgar Wright (“Em Ritmo de Fuga”), a atriz inglesa Rebecca Hall (“Homem de Ferro 3”), a cineasta húngara Ildiko Enyedi (“On Body and Soul”), o diretor mexicano Michel Franco (“Depois de Lúcia”), a atriz francesa Anna Mouglalis (“Coco Chanel & Igor Stravinsky”), o crítico inglês David Stratton, a atriz italiana Jasmine Trinca (“Saint Laurent”) e o cineasta taiwanês Yonfan (“Príncipe das Lágrimas”). Além da competição oficial, também foram divulgados os trabalhos premiados nas mostras paralelas. O principal destaque coube ao vencedor da seção Horizontes: “Nico, 1988”, da italiana Susanne Nicchiarelli (“Cosmonauta”), sobre os últimos anos de vida da ex-modelo e cantora alemã Nico, ex-vocalista da banda Velvet Underground. Outro filme que chamou atenção foi o argentino “Hunting Season” (Temporada de Caza), primeiro longa de Natalia Garagiola, vencedor da seção Semana da Crítica, cujo prêmio é conferido pelo público. Confira abaixo a lista dos premiados. Vencedores do Festival de Veneza 2017 Mostra Competitiva Melhor Filme: “The Shape of Water”, de Guillermo del Toro Grande Prêmio do Júri: “Foxtrot”, de Samuel Maoz Melhor Diretor: Xavier Legrand (“Custody”) Melhor Ator: Kamel El Basha (“The Insult”) Melhor Atriz: Charlotte Rampling (“Hannah”) Melhor Roteiro: “Three Billboards Outside Ebbing, Missouri”, de Martin McDonagh Prêmio Especial do Júri: “Sweet Country”, de Warwick Thorton. Ator/Atriz Revelação: Charlie Plummer (“Lean on Pete”, de Andrew Haigh) Prêmio Leão do Futuro (Diretor Estreante): Xavier Legrand (“Jusqu’à la Garde”) Mostra Horizontes Melhor Filme: “Nico, 1988”, Susanna Nicchiarelli Melhor Direção: Vahid Jalilvand, “No Date, No Signature” Prêmio Especial do Júri: “Caniba”, Verena Paravel and Lucien Castaing-Taylor Melhor Atriz: Lyna Khoudri, “Les bienheureux” Melhor Ator: Navid Mohammadzadeh, “No Date, No Signature” Melhor Roteiro: “Oblivion Verses”, Dominique Wellinski e Rene Ballesteros Melhor curta-metragem: “Gros chagrin”, Céline Devaux Mostra Semana da Crítica Melhor Filme: “Hunting Season”, de Natalia Garagiola Leão do Futuro Prêmio “Luigi De Laurentiis” de Filme de Estreia: “Custody”, de Xavier Legrand Clássicos de Veneza Melhor Documentário sobre Cinema: “The Prince and the Dybbuk”, de Elvira Niewiera e Piotr Rosolowski Melhor Filme Restaurado: “Vá e Veja” (1985), de Elem Klimov Competição de Realidade Virtual Melhor Realidade Virtual: “Arden’s Wake (Expanded)”, de Eugene Y.K. Chung Melhor Experiência de Realidade Virtual: “La Camera Isabbiata”, de Laurie Anderson e Hsin-chien Huang Melhor História de Realidade Virtual: “Bloodless”, de Gina Kim
Academia pode mudar regras para incluir ou vetar filmes da Netflix e Amazon no Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, responsável pela premiação do Oscar, pode mudar suas regras para favorecer ou vetar produções de plataformas de streaming como Netflix e Amazon. A revelação foi feita pelo novo Presidente da instituição, o diretor de fotografia John Bailey, que foi eleito em agosto e comandará a cerimônia do Oscar 2018. “A nossa realidade é que a Netflix e a Amazon se tornaram os estúdios que têm a coragem de fazer os filmes que ninguém mais faz”, disse Bailey, em entrevista contundente ao site IndieWire, durante o Festival de Telluride, no Colorado. “Eles pagam alto para ter grandes cineastas, mas não estão investidos no negócio dos cinemas físicos”. Bailey citou o documentário “Wormwood”, exibido no festival, como exemplo. “Se a Netflix não conseguir um lançamento, mesmo que limitado, nos cinemas, ele não será elegível para o Oscar. Por quê? É um filme extraordinário”, apontou, mesmo diante do fato de a produção ter sido concebida como uma minissérie de quatro capítulos, embora tenha sido projetada como um filme de cerca de quatro horas em Telluride. “Regras mudam todos os anos. Ainda não houve uma conversa profunda sobre isso dentro da Academia. Tudo foi feito com finalidades distintas para resolver situações individuais. Esta é uma das prioridades da nossa lista, algo com o qual nós temos que nos engajar para encontrar uma definição. Como a Academia poderá tomar a frente e lidar com a realidade do streaming?”, ponderou. Para resolver a questão, Bailey convocou o produtor Albert Berger para criar um grupo de profissionais da indústria que terão a missão de definir novas regras para a Academia. “Temos que redefinir o que se qualifica para um Oscar. Como definimos o que a Academia pode considerar elegível? Mais do que isso, o que define e o que pode ser definido como um filme, hoje em dia?”, questionou. Em suma, um filme precisa ser exibido numa sala de cinema para ser considerado filme? Se assim for, deve-se assumir que o ambiente de exibição é mais importante que as próprias imagens exibidas? “Vamos abordar tudo isso”, ele garante, diante dos exemplos. A discussão, de fato, já está atrasada diante da tecnologia atual e avança, via Oscar, na direção oposta da sinalizada pelo Festival de Cannes, que após protestos dos exibidores cinematográficos da França, diante da inclusão de dois filmes da Netflix em sua edição de 2017, mudou as regras para proibir que filmes lançados em streaming disputem a Palma de Ouro a partir do ano que vem. A 90º cerimônia de premiação da Academia americana será realizada no dia 4 de março. O anúncio oficial dos indicados está marcado para 23 de janeiro.
Aquarius vence o irrelevante Grande Prêmio do Cinema Brasileiro
“Aquarius” venceu seu Oscar, o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, versão nacional da cerimônia da Academia americana, realizada pela Academia Brasileira de Cinema. O evento do “Oscarito”, ou melhor, Grande Otelo, como se chama o troféu, aconteceu na noite de terça (5/9) no Teatro Municipal, numa cerimônia confusa, que deu mais atenção ao tapete vermelho, repleto de celebridades e paparazzi, do que à transmissão televisiva do Canal Brasil, graças à cenografia pensada apenas para o público do teatro. Além de Melhor Filme, “Aquarius” também recebeu o prêmio de Direção, mas Kleber Mendonça Filho não compareceu à festa do “Oscar nacional”. Quem discursou foi a produtora Emilie Lesclaux, que disse que a equipe gostaria de “dedicar o prêmio a todos que no Brasil trabalham com cultura”. Ironicamente, Sonia Braga, responsável pelo sucesso internacional do longa, não foi premiada. Quem recebeu o troféu de Melhor Atriz foi Andréia Horta, pela cinebiografia de “Elis”. Foi o prêmio mais importante da produção, que dominou as categorias técnicas – com vitórias em Fotografia, Montagem, Direção de Arte, Trilha Sonora Original, Som, Maquiagem e Figurino. Por sinal, o domínio de “Elis”, com oito troféus, não reflete, de forma alguma, como o filme de Hugo Prata foi considerado em sua passagem diante de outros júris – o Festival de Gramado lhe concedeu apenas vitórias de Atriz e Montagem contra somente outros cinco filmes. As qualidades até então ocultas de “Elis” poderiam se beneficiar de uma redescoberta, caso o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro fosse relevante. Como premia em setembro filmes exibidos no ano anterior, o “Oscar nacional” é tão útil quanto um tapinha nas costas. Nada acrescenta às produções, que já encerraram seu ciclo comercial, inclusive com exibições na TV, lançamentos em DVD (cadê os blu-rays nacionais?) e streaming. A cada ano que passa, mais e mais críticos do troféu do parceiro do Oscarito chamam atenção para o problema de calendário do evento. Mas a falta de iniciativa mantém a premiação no fim da fila, de modo que os dois Kikitos em Gramado continuam a valer cem vezes mais que os oito Grandes Otelos de “Elis”. A falta de relevância do evento em relação ao mundo real é tanta que parte da cerimônia foi ocupada por depoimentos de cineastas sobre a importância do cinema. Sério: um evento que premia cinema, com uma plateia formada por gente que faz cinema, transmitido num canal de cinema, fez questão de reafirmar que cinema é… importante. Mas importante mesmo era o troféu valer alguma coisa. Para isso, precisaria se valorizar. Dicas: antecipar para o começo do ano, fazer uma cerimônia para a TV e não para os amigos presentes, não filosofar sobre o óbvio, não dividir as já inúmeras categorias entre dois premiados e não dar um troféu de melhor roteiro para “Minha Mãe É uma Peça 2”. Vencedores do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro 2017 Melhor Filme “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho Melhor Direção Kleber Mendonça Filho (“Aquarius”) Melhor Ator Juliano Cazarré (“Boi Neon”) Melhor Atriz Andréia Horta (“Elis”) Melhor Ator Coadjuvante Flavio Bauraqui (“Nise – O Coração da Loucura”) Melhor Atriz Coadjuvante Laura Cardoso (“De Onde Eu Te Vejo”) Melhor Roteiro Original Domingos Oliveira (“BR716”) e Gabriel Mascaro (“Boi Neon”) Melhor Roteiro Adaptado Fil Braz e Paulo Gustavo (“Minha Mãe É uma Peça 2”) e Hilton Lacerda e Ana Carolina Francisco (“Big Jato”) Melhor Montagem de Documentário Renato Vallone, “Cinema Novo” Melhor Montagem de Ficção Tiago Feliciano (“Elis”) Melhor Direção de Fotografia Adrian Teijido (“Elis”) e Diego Garcia (“Boi Neon”) Melhor Direção de Arte Frederico Pinto (“Elis”) Melhor Trilha Sonora Mateus Alves (“Aquarius”) Melhor Trilha Sonora Original Otavio de Moraes (“Elis”) Melhor Som Jorge Rezende, Alessandro Laroca, Armando Torres Jr. e Eduardo Virmond Lima (“Elis”) Melhores Efeitos Visuais Marcelo Siqueira (“Pequeno Segredo”) Melhor Maquiagem Anna Van Steen (“Elis”) Melhor Figurino Cristina Camargo (“Elis”) Melhor Comédia “O Shaolin do Sertão”, de Halder Gomes Melhor Documentário “Cinema Novo”, de Eryk Rocha, e “Menino 23 — Infâncias Perdidas no Brasil”, de Belisario Franca. Melhor Filme Estrangeiro “A Chegada”, de Denis Villeneuve Melhor Curta de Ficção “O Melhor Som do Mundo” de Pedro Paulo de Andrade Melhor Curta de Animação “Vida de Boneco”, de Flávio Gomes Melhor Curta de Documentário “Buscando Helena”, de Ana Amélia Macedo e Roberto Berliner
Festival do Rio 2017 exibirá número recorde de filmes brasileiros
O Festival do Rio divulgou nesta terça-feira (5/9) a lista dos filmes selecionados para a Première Brasil, a seção competitiva de cinema brasileiro do evento, que vai exibir, em sua 19ª edição, 33 produções inéditas. Serão 22 longas e 11 curtas brasileiros, além de seis filmes fora de competição. O público escolhe o melhor filme nas categorias ficção, documentário e curta, através do voto popular, enquanto um júri oficial elege as demais categorias. O vencedor da Première Brasil leva R$ 200 mil, enquanto o Melhor Filme da mostra Novos Rumos, também competitiva, ganha R$ 100 mil. São valores acima da média das premiações do cinema brasileiro, o que ajuda a explicar porque o evento carioca, originalmente concebido como festival internacional, se tornou o maior festival do cinema brasileiro em quantidade de filmes. São tantas inscrições de produções de qualidade que, neste ano, o evento também espalhou produções nacionais pelas demais seções de sua programação. Assim, serão exibidas ao todo 75 produções brasileiras, sendo 59 longas e 16 curtas. “Nos últimos anos, a Première Brasil ampliou sua grade, abrindo espaço para as mostras Novos Rumos e Retratos. Este ano, a qualidade dos filmes e a diversidade de temas abordados nos levou a selecionar filmes brasileiros para outras mostras do Festival do Rio, como Panorama, Midnight, Itinerários Únicos, Fronteiras, Première Latina, Expectativa 2017, Geração’, explicou Ilda Santiago, diretora executiva do Festival, em comunicado. A quantidade de obras nacionais é recorde em eventos de cinema no país. Mas só os 22 longas da Première Brasil já estabelece como o Festival do Rio virou a principal plataforma de lançamentos do mercado. Ao mesmo tempo, o festival está mais compacto, com apenas 11 dias de duração. Neste ano, acontecerá entre 5 a 15 de outubro. A lista das obras em competição incluem “Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra, já premiado no Festival de Locarno, na Suiça, assim como novas obras de outros cineasta interessantes. Vale destacar que, ao contrário de festivais como Cannes, Berlim e Veneza, criticados pelo pouco espaço dado às cineastas femininas, a maioria dos filmes de ficção selecionados na Première Brasil é dirigido ou codirigido por mulheres. Filmes Brasileiros do Festival do Rio 2017 Competição: Ficção “Açúcar”, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira “Alguma Coisa Assim”, de Esmir Filho e Mariana Bastos “Animal Cordial”, de Gabriela Amaral Almeida “Aos Teus Olhos”, de Carolina Jabor “Boas Maneiras”, de Juliana Rojas e Marco Dutra “Como É Cruel Viver Assim”, de Júlia Rezende “O Nome da Morte”, de Henrique Goldman “Praça Paris”, de Lúcia Murat “Unicórnio”, de Eduardo Nunes Competição: Documentário “Cartas para um Ladrão de Livros”, de Carlos Juliano Barros e Caio Cavechini “Dedo na Ferida”, de Silvio Tendler “Em Nome da América”, de Fernando Weller “Iran”, de Walter Carvalho “Pastor Cláudio”, de Beth Formaggini “Piripkura”, de Mariana Oliva, Renata Terra e Bruno Jorge “SLAM: Voz de Levante”, de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D’Alva Competição: Curtas “Adeus à Carne”, de Júlia Anquier “Alcibíades”, de Breno Nina “O Bagre de Bolas”, de Luiz Botosso e Thiago Veiga “Borá”, de Angelo Defanti “Maria”, de Lucas Pena “Namoro à Distância”, de Carolina Markowicz “Vaca Profana”, de René Guerra Competição: Novos Rumos “A Pparte do Mundo que me Pertence”, de Marcos Pimentel “Amores de Chumbo”, de Tuca Siqueira “Até o Próximo Domingo”, de Evaldo Mocarzel “Copa 181”, de Dannon Lacerda “O Muro”, de Lula Buarque “Vende-se Esta Moto”, de Marcus Faustini Competição: Curtas Novos Rumos “Atrito”, de Diego Lima “Capitão Brasil”, de Felipe Arrojo Poroger “Sandra Chamando”, de João Cândido Zacharias “Tailor”, e Calí dos Anjos Fora de Competição: Ficção “Entre Irmãs”, de Breno Silveira “Gabriel e a Montanha”, de Fellipe Barbosa “Legalize Já!”, de Johnny Araújo e Gustavo Bonafé “Motorrad”, de Vicente Amorim “Zama”, de Lucrecia Martel “BIO”, de Carlos Gerbase Fora de Competição: Documentários “Eu, Pecador”, de Nelson Hoineff “Os 8 Magnificos”, de Domingos de Oliveira “Todos os Paulos do Mundo”, de Gustavo Ribeiro e Rodrigo de Oliveira “Torquato Neto – Todas as Horas do Fim”, de Eduardo Ades e Marcus Fernando Fora de Competição: Curta “O Quebra-cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro Retratos “A Vida Extra-Ordinária de Tarso de Castro”, de Leo Garcia e Zeca Brito “Callado”, de Emília Silveira “Clara Estrela”, de Susanna Lira e Rodrigo Alzuguir “Desarquivando Alice Gonzaga”, de Betse de Paula “Fevereiros”, de Marcio Debellian “Henfil”, de Angela Zoé “O Cravo e a Rosa”, de Jorge Farjalla “Querido Embaixador”, de Luiz Fernando Goulart Première Latina “Invisible”, de Pablo Giorgelli (Brasil-Argentina) “Los Territórios”, de Iván Granovsky (Argentina-Brasil-Palestina) “Nadie nos Mire”, de Julia Solomonoff (Argentina-Brasil-Colombia) “O Gato de Havana”, de Dácio Malta “Severina”, de Felipe Hirsch Panorama do Cinema Mundial “A Comédia Divina”, de Toni Venturi “A Última Chance”, de Paulo Thiago “Berenice Procura”, de Allan Fiterman “On Yoga the Architecture of Peace”, de Heitor Dhalia Expectativa “Todas As Razões Para Esquecer”, de Pedro Coutinho Fronteiras “Limpam com Fogo”, de César Vieira, Conrado Ferato e Rafael Crespo “Livres”, de Patrick Granja Mostra Geração “Que Língua Você Fala?”, de Elisa Bracher “Sobre Rodas”, de Mauro D’Addio “Yonlu”, de Henrique Montanari Mostra Geração: Curtas “Caminho dos Gigantes”, de Alois Di Leo “Cabelo Bom”, de Swahili Vidal “Em Busca da Terra sem Males”, de Anna Azevedo Itinerários Únicos “Maria – Não Esqueça que Eu Venho dos Trópicos”, de Francisco C. Martins “O Silêncio É uma Prece”, de Candé Salles “Tudo É Projeto”, de Joana Mendes da Rocha e Patricia Rubano Midnight “Serguei, O Último Psicodélico”, de Ching Lee Midnight: Curta “Sal”, de Diego Freitas
Kendrick Lamar domina a premiação de clipes da MTV
O rapper Kendrick Lamar foi o grande vencedor do Video Music Awards 2017, premiação de clipes da MTV, que aconteceu na noite de domingo (27/8) em Los Angeles, nos EUA. Ele recebeu o troféu de Melhor Vídeo do Ano — o principal da noite — por “Humble”, faixa de seu mais recente disco, “DAMN.” Além disso, o vídeo faturou ainda como Melhor Clipe de Hip-Hop e foi reconhecido nas categorias de Direção (Dave Meyers), Fotografia, Direção de Arte e Efeitos Visuais. “Humble” merece tudo isso? Lançado em março, o clipe é um exercício de técnica, edição e efeitos. Tire a dúvida abaixo. Na disputa de Artista do Ano, porém, Ed Sheeran levou a melhor. Vale lembrar que ele emplacou três clipes que foram hits consecutivos no começo do ano, entre eles “Shape of You”, que tem impressionantes 2,2 bilhões de visualizações no YouTube. A cerimônia foi apresentada por Katy Perry e teve um forte tom político. Pela primeira vez, o VMA concedeu um prêmio para “melhor luta contra o sistema”, e todos os indicados na categoria foram considerados vencedores. O anúncio do prêmio foi feito pela mãe de Heather Hayer, que morreu há duas semanas em um ataque de um simpatizante nazista em Charlotsville. O evento também distribuiu prêmios para Fifth Harmony, Twenty One Pilots, Kanye West, Khalid, Zedd, Alessia Cara e para o dueto de Zayn em Taylor Swift (“I Don’t Wanna Live Forever”, da trilha do filme “Cinquenta Tons Mais Escuros“, foi eleita a Melhor Colaboração do Ano). A cantora Pink foi a homenageada da edição deste ano, e levou para casa o troféu Michael Jackson, que já foi entregue a nomes como The Beatles, David Bowie, Madonna, Rihanna, Beyoncé e Guns N’ Roses. Além das estatuetas de Astronautas, o evento ofereceu palco para apresentações da maioria dos premiados, como Kendrick Lamar, Alessia Cara, Ed Sheeran, Fifth Harmony e Pink, sem esquecer de Miley Cyrus, Katy Perry e Nicki Minaj, que entoaram novas canções. Aproveitando a audiência do programa, exibido pela MTV em vários países do mundo, Taylor Swift ainda lançou oficialmente o clipe de “Look What You Made Me Do” (que estará em seu disco “Reputation”, com lançamento em 10 de novembro).
Como Nossos Pais é o grande vencedor do Festival de Gramado 2017
“Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, foi o grande vencedor do Festival de Gramado 2017. Além do Kikito de Melhor Filme, a produção levou também os troféus de Direção, Atriz (Maria Ribeiro), Ator (Paulo Vilhena), Atriz Coadjuvante (Clarisse Abujamra) e Montagem (Rodrigo Menecucci). “Eu quero dividir com todas as mulheres do cinema brasileiro esse Kikito que vou guardar para sempre com muito carinho”, discursou Bodanzky ao receber a estatueta, citando uma pesquisa da Agência Nacional de Cinema (Ancine) que aponta que as mulheres ocupam apenas 15% dos cargos de direção e roteiro no cinema brasileiro. “Eu tenho muito orgulho de estar aqui, como cineasta e como mulher. Eu queria destacar que essa pesquisa da Ancine mostra ainda que não há mulheres negras nessas posições. Elas não estão no espaço do discurso. Acho que essa é a nossa nova fronteira que a gente vai descobrir, e vai se alimentar de histórias incríveis que elas vão contar”, incentivou. “Como Nossos Pais” é o quarto longa de ficção de Bodanzky – depois dos também premiados “Bicho de Sete Cabeças” (2000), “Chega de Saudade” (2007) e “As Melhores Coisas do Mundo” (2010). O filme retrata uma mulher de classe média nos seus 40 anos que precisa lidar com as pressões de ser mãe, dona de casa e profissional, e também foi exibido no Festival de Berlim, onde recebeu críticas elogiosas dos sites The Hollywood Reporter, Screen e Variety. Com distribuição já garantida em 10 países, o longa estreia no Brasil na quinta (31/8). Outro destaque da premiação, “As Duas Irenes” conquistou o Kikito de Melhor Roteiro (Fábio Meira), Melhor Ator Coadjuvante (Marco Ricca) e o prêmio da crítica. Por sinal, a obra que marca a estreia de Fabio Meira (co-roteirista de “De Menor”) na direção também foi exibida no Festival de Berlim e já tinha sido premiada como Melhor Filme de Estreia e Melhor Direção de Fotografia no Festival de Guadalajara, no México. O filme gira em torno de duas meio-irmãs chamadas Irene, após uma jovem descobrir outra filha de seu pai, batizada com um nome igual ao seu. “O Matador”, primeiro filme nacional produzido pela Netflix, levou dois troféus técnicos do júri: Melhor Fotografia (Fabrício Tadeu) e Trilha Sonora (Ed Côrtes). E o gaúcho “Bio”, de Carlos Gerbase, levou os prêmios do Público e Especial do Júri. Entre as produções latinas da competição internacional, o vencedor foi “Sinfonia para Ana”, de Virna Molina e Ernesto Ardito, sobre o início da repressão na ditadura argentina. Além do prêmio de Melhor Filme, também faturou o de Fotografia (Fernando Molina). Outro destaque argentino foi “Pinamar”, que conquistou três Kikitos com sua delicada narrativa sobre dois irmãos em luto. Venceu os Kikitos de Melhor Direção (Federico Godfrid), Ator (dividido entre Juan Grandinetti e Agustín Pardella) e o prêmio da crítica. VENCEDORES DO FESTIVAL DE GRAMADO 2017 LONGAS-METRAGENS BRASILEIROS Melhor Filme: “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky Melhor Direção: Laís Bodanzky, por “Como Nossos Pais” Melhor Atriz: Maria Ribeiro, por “Como Nossos Pais” Melhor Ator: Paulo Vilhena, por “Como Nossos Pais” Melhor Atriz Coadjuvante: Clarisse Abujamra, por “Como Nossos Pais” Melhor Ator Coadjuvante: Marco Ricca, por “As Duas Irenes” Melhor Roteiro: Fábio Meira, por “As Duas Irenes” Melhor Fotografia: Fabrício Tadeu, por “O Matador” Melhor Montagem: Rodrigo Menecucci, por “Como Nossos Pais” Melhor Trilha Musical: Ed Côrtes, por “O Matador” Melhor Direção de Arte: Fernanda Carlucci, por “As Duas Irenes” Melhor Desenho de Som: Augusto Stern e Fernando Efron, por “Bio” Melhor Filme – Júri Popular: “Bio”, de Carlos Gerbase Melhor Filme – Júri da Crítica: “As Duas Irenes”, de Fabio Meira Prêmio Especial do Júri: Carlos Gerbase, pela direção dos 39 atores e atrizes em “Bio” Prêmio Especial do Júri – Troféu Cidade de Gramado: Paulo Betti e Eliane Giardini, pela contribuição à arte dramática no teatro, televisão e cinema brasileiros LONGAS-METRAGENS ESTRANGEIROS Melhor Filme: “Sinfonia Para Ana”, de Virna Molina e Ernesto Ardito Melhor Direção: Federico Godfrid, por “Pinamar” Melhor Atriz: Katerina D’Onofrio, por “La Ultima Tarde” Melhor Ator: Juan Grandinetti e Agustín Pardella, por “Pinamar” Melhor Roteiro: Joel Calero, por “La Ultima Tarde” Melhor Fotografia: Fernando Molina, por “Sinfonia Para Ana” Melhor Filme – Júri Popular: “Mirando al Cielo”, de Guzman García Melhor Filme – Júri da Crítica: “Pinamar”, de Federico Godfrid Prêmio Especial do Júri: “Los Niños”, de Maite Alberdi CURTAS-METRAGENS BRASILEIROS Melhor Filme: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes Melhor Direção: Calí dos Anjos, por “Tailor” Melhor Atriz: Sofia Brandão, por “O Espírito do Bosque” Melhor Ator: Nando Cunha, por “Telentrega” Melhor Roteiro: Carolina Markowicz, por “Postergados” Melhor Fotografia: Pedro Rocha, por “Telentrega” Melhor Montagem: Beatriz Pomar, por “A Gis” Melhor Trilha Musical: Dênio de Paula, por “O Violeiro Fantasma” Melhor Direção de Arte: Wesley Rodrigues, por “O Violeiro Fantasma” Melhor Desenho de Som: Fernando Henna e Daniel Turini, por “Caminho dos Gigantes” Melhor Filme – Júri Popular: “A Gis”, de Thiago Carvalhaes Melhor Filme – Júri da Crítica: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro Prêmio Canada 150 de Jovens Cineastas: Calí dos Anjos (“Tailor”) Prêmio Canal Brasil de Curtas: “O Quebra-Cabeça de Sara”, de Allan Ribeiro Prêmio Especial do Júri: “Cabelo Bom”, de Swahili Vidal e Claudia Alves
Morgan Freeman será homenageado pelo Sindicato dos Atores com troféu pela carreira
Morgan Freeman será homenageado com um prêmio por sua carreira na próxima cerimônia do Sindicato de Atores de Hollywood (SAG), marcada para o dia 21 de janeiro. “Alguns atores passam toda a carreira esperando o papel perfeito. Morgan nos mostrou que a verdadeira perfeição é a contribuição que um ator dá para o seu papel”, disse a presidente do SAG, Gabrielle Carteris. De acordo com Carteris, seja como chofer (em “Conduzindo Miss Daisy”, 1989), assassino convicto (em “Um Sonho de Liberdade”, 1994) ou assistente em um ginásio de boxe (em “Menina de Ouro”, 2004), Freeman descobriu as “almas” e a “personalidade” de todos seus personagens. Em sua longa filmografia, Freeman viveu personagens históricos, como Nelson Mandela (em “Invictus”, 2009), e até o próprio Deus (“Todo Poderoso”, 2003). Ele foi indicado cinco vezes ao Oscar, mas só ganhou um troféu da Academia, como Melhor Ator Coadjuvante por “Menina de Ouro”, que também lhe rendeu seu único SAG Award. Outros astros homenageados pelo Sindicato de Atores com um troféu em reconhecimento às suas brilhantes carreiras incluem Debbie Reynolds, Rita Moreno, Dick Van Dyke, Betty White, Julie Andrews, Clint Eastwood e Sidney Poitier.
A Bela e a Fera, super-heróis, Riverdale e a rede CW dominam Teen Choice 2017
A edição 2017 do Teen Choice Awards, o prêmio em que adolescentes elegem seus favoritos e os vencedores ganham um troféu em forma de prancha de surfe, aconteceu na noite de domingo passado (13/8). E como não poderia deixar de ser, os filmes e séries de super-heróis venceram praticamente tudo o que disputaram. “Mulher-Maravilha”, “Guardiões da Galáxia Vol. 2”, “Homem-Aranha: De Volta ao Lar”, “The Flash” e “Supergirl” saíram com uma coleção de pranchas do evento. A surpresa ficou por conta de “Riverdale”, que por sinal também é uma adaptação de quadrinhos. A série da Archie Comics foi a produção mais premiada da noite, com sete pranchas. Curiosamente, correu risco de ser cancelada, pois teve uma audiência fraca na TV, mas o próprio presidente da rede CW admitiu que ela tinha atingido mais público em outras plataformas, especialmente na Netflix. Além das adaptações de quadrinhos, destacou-se “A Bela e a Fera”, com cinco vitórias nas categorias de cinema, além de “Procurando Dory”, a animação mais citada pelos teens. Entre as séries, “The Vampire Diaries” confirmou a supremacia da rede CW como a favorita dos adolescentes americanos. Confira abaixo a lista dos premiados. Vencedores do Teen Choice Awards 2017 Cinema Melhor Filme de Ação Mulher-Maravilha Melhor Ator em Filme de Ação Chris Pine – Mulher-Maravilha Melhor Atriz em Filme de Ação Gal Gadot – Mulher-Maravilha Melhor Filme de Ficção Científica Guardiões da Galáxia Vol. 2 Melhor Ator em Filme de Ficção Científica Chris Pratt – Guardiões da Galáxia Vol. 2 Melhor Atriz em Filme de Ficção Científica Zoe Saldana – Guardiões da Galáxia Vol. 2 Melhor Filme de Fantasia A Bela e a Fera Melhor Ator em Filme de Fantasia Dwayne Johnson – Moana – Um Mar de Aventuras Melhor Atriz em Filme de Fantasia Emma Watson – A Bela e a Fera Melhor Filme de Drama Tudo e Todas as Coisas Melhor Ator em Filme de Drama Kian Lawley – Antes que Eu Vá Melhor Atriz em Filme de Drama Emma Watson – O Círculo Melhor Filme de Comédia Procurando Dory Melhor Ator em Filme de Comédia Zac Efron – Baywatch Melhor Atriz em Filme de Comédia Ellen DeGeneres – Procurando Dory Melhor Vilão do Cinema Luke Evans – A Bela e a Fera Revelação do Cinema Auli’i Cravalho – Moana – Um Mar de Aventuras Melhor Casal do Cinema Emma Watson & Dan Stevens – A Bela e a Fera Filme do Verão Homem-Aranha: De Volta ao Lar Melhor Ator – Filme do Verão Tom Holland – Homem-Aranha: De Volta ao Lar Melhor Atriz – Filme do Verão Zendaya – Homem-Aranha: De Volta ao Lar Melhor Beijo Dan Stevens & Emma Watson – A Bela e a Fera Televisão Melhor Série de Drama Riverdale Melhor Ator em Série de Drama Cole Sprouse – Riverdale Melhor Atriz em Série de Drama Lucy Hale – Pretty Little Liars Melhor Série de Ficção Científica The Vampire Diaries Melhor Ator em Série de Ficção Científica Dylan O’Brien – Teen Wolf Melhor Atriz em Série de Ficção Científica Kat Graham – The Vampire Diaries Melhor Série de Ação The Flash Melhor Ator em Série de Ação Grant Gustin – The Flash Melhor Atriz em Série de Ação Melissa Benoist – Supergirl Melhor Série de Comédia Fuller House Melhor Ator em Série de Comédia Jean-Luc Bilodeau – Baby Daddy Melhor Atriz em Série de Comédia Candace Cameron Bure – Fuller House Melhor Série Animada Uma Família da Pesada (Family Guy) Melhor Série Nostálgica One Tree Hill Melhor Personalidade de TV Ellen DeGeneres – The Ellen DeGeneres Show Melhor Vilão na TV Janel Parrish – Pretty Little Liars Melhor Série Nova Riverdale Revelação em TV Lili Reinhart – Riverdale Melhor Casal em TV #BUGHEAD (Lili Reinhart & Cole Sprouse) – Riverdale Melhor Chilique Madelaine Petsch – Riverdale Ator que Rouba a Cena Camila Mendes – Riverdale Melhor Série do Verão Teen Wolf Melhor Ator – Série do Verão Tyler Posey – Teen Wolf Melhor Atriz – Série do Verão Holland Roden – Teen Wolf Música Melhor Grupo Musical Fifth Harmony Melhor Grupo Musical do Verão Fifth Harmony Melhor Canção de grupo Musical “Down (Feat. Gucci Mane) com o Fifth Harmony Melhor Artista Pop Harry Styles Melhor Artista de Rock Harry Styles Melhor Artista Pop Feminina Ariana Grande Melhor Turnê “Dangerous Woman” de Ariana Grande Melhor Artista Feminina do Verão Camila Cabello Melhor Canção de artista feminina “Crying In The Club” com Camila Cabello Melhor Canção Latina “Despacito (Feat. Justin Bieber, Daddy Yankee) (Remix)” Melhor Música do Verão “Despacito (Feat. Justin Bieber, Daddy Yankee) (Remix)” Melhor Artista Country Carrie Underwood Melhor Artista de Música Eletrônica Calvin Harris Melhor Artista Latino CNCO Melhor Artista de R&B ou Hip-Hop Beyoncé Melhor Canção de Artista Masculino “Slow Hands” com Niall Horan Melhor Colaboração “Just Hold On” de Steve Aoki e Louis Tomlinson Melhor Canção Pop “Shape Of You” de Ed Sheeran Melhor Canção Country “Body Like a Back Road” de Sam Hunt Melhor Canção Eletrônica “Know No Better” com Major Lazer Melhor Canção de Hip Hop ou R&B “I’m The One” com DJ Khaled Melhor Canção Rock/Alternativa “Believer” dos Imagine Dragons Melhor Revelação Chance The Rapper Melhor Promessa (“Next Big Thing”) Grace Vanderwaal Melhor Artista Masculino de Verão Shawn Mendes Melhor Artista Internacional BTS












