Longa mineiro Arábia vence o Festival de Brasília 2017



O 50º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro entregou seus prêmios na noite de domingo (24/9) e o grande vencedor foi o longa-metragem “Arábia”, da dupla mineira Affonso Uchoa e João Dumans, premiado como Melhor Filme, Ator (Aristides de Sousa), Montagem e Trilha Sonora pelo Júri Oficial, além do Prêmio da Crítica (Abraccine). Já o público preferiu “Café com Canela”, que também recebeu os troféus de Melhor Roteiro e Melhor Atriz (Valdinéia Soriano).

“Arábia” já tinha sido passado por festivais internacionais, como Amsterdã, San Sebastian, Cartagena e IndieLisboa. Ainda sem previsão de estreia em circuito comercial, o longa acompanha Cristiano (Aristides de Souza), um jovem da periferia de Contagem (MG) que chega a Ouro Preto para trabalhar numa siderúrgica e acaba se envolvendo em um acidente de trabalho. Sua história é contada num grande flashback, por meio de um diário onde deixou relatos de dez anos de vida, desilusões, desencontros, paixões e andanças. O longa foi o segundo trabalho de Aristides de Souza no cinema, após “A Vizinhança do Tigre” (2016), também estreia do diretor Affonso Uchoa.

“Café com Canela” transborda as vivências culturais do Recôncavo baiano, onde os dois diretores estreantes, Ary Rosa e Glenda Nicácio, moram há sete anos. A trama gira em torno do reencontro entre Margarida (Valdineia Soriano) e Violeta (Aline Brune), duas mulheres negras que têm suas vidas marcadas pelo luto. Eleita Melhor Atriz, Valdineia integra o Bando de Teatro Olodum desde a fundação do grupo, nos anos 1990.

Adirley Queirós venceu o troféu Candango de Melhor Direção por “Era Uma Vez Brasília”, longa também premiado pela Fotografia e Som. Os prêmios de Melhor Atriz Coadjuvante e Ator Coadjuvante ficaram com Jai Baptista (“Vazante”) e Alexandre Sena (“O Nó do Diabo”).


Confira abaixo lista dos principais prêmios da noite.

Vencedores do Festival de Brasília 2017

Longas

Filme: “Arábia”
Melhor Direção: Adirley Queirós (“Era uma Vez Brasília”)
Melhor Ator: Aristides de Sousa (“Arábia”)
Melhor Atriz: Valdinéia Soriano (“Café com Canela”)
Melhor Ator Coadjuvante: Alexandre Sena (“Nó do Diabo”)
Melhor Atriz Coadjuvante: Jai Baptista (“Vazante”)
Melhor Roteiro: Ary Rosa (“Café com Canela”)
Melhor Fotografia: Joana Pimenta (“Era uma vez Brasília”)
Melhor Direção de Arte: Valdy Lopes JN (“Vazante”)
Melhor Trilha Sonora: Francisco Cesar e Cristopher Mack (“Arábia”)
Melhor Som: Guile Martins, Daniel Turini e Fernando Henna (“Era uma Vez Brasília”)
Melhor Montagem: Luiz Pretti e Rodrigo Lima (“Arábia”)
Prêmio Especial do Júri: Melhor Ator Social para Emelyn Fischer (“Música para quando as Luzes se apagam”)
Prêmio do Júri Popular: “Café com Canela”

Curtas

Melhor Filme: “Tentei”
Melhor Direção: Irmãos Carvalho (“Chico”)
Melhor Ator: Marcus Curvelo (“Mamata”)
Melhor Atriz: Patricia Saravy (“Tentei”)
Melhor Roteiro: Ananda Radhika (“Peripatético”)
Melhor Fotografia: Renata Corrêa (“Tentei”)
Melhor Direção de Arte: Pedro Franz e Rafael Coutinho (“Torre”)
Melhor Trilha Sonora: Marlon Trindade (“Nada”)
Melhor Som: Gustavo Andrade (“Chico”)
Melhor Montagem: Amanda Devulsky e Marcus Curvelo (“Mamata”)
Prêmio Especial do Júri: “Peripatético”
Prêmio do Júri Popular: “Carneiro de ouro”



Pedro Prado é cinéfilo, fã de séries e quadrinhos, fotógrafo amador e bom amigo da vizinhança.



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