Estudo revela que 78% dos personagens árabes da TV americana são terroristas, espiões ou ditadores
A ONG MENA Arts Advocacy Coalition (MAAC), que defende maior representatividade de atores de origem árabe em Hollywood, divulgou um estudo que aponta que 78% dos personagens do Oriente Médio e do Norte da África que apareceram em séries americanas entre 2015 e 2016 foram retratados como terroristas, espiões, militares ou ditadores. O estudo divulgado nesta segunda-feira (10/9) pesquisou mais de 242 séries exibidas em canais abertos, fechados e serviços de streaming entre os dois anos apontados. E como resultado, a ONG apontou que apenas 1% dos personagens regulares em séries de TV americanas são de descendência árabe, enquanto esse grupo étnico representa 3,2% da população dos EUA. Cerca de 92% das séries analisadas não tem nenhum personagem com esta descendência no seu elenco regular. Mas há poucas e boas exceções de representatividade. Em “Mr. Robot”, o protagonista Elliot Anderson é interpretado por Rami Malek, que tem descendência egípcia, mas o personagem se envolve numa trama de cyberterrorismo. Outros exemplos mais positivos aparecem em papéis coadjuvantes, como Necar Zadegan (a advogada Delia em “Girlfriend’s Guide to Divorce”), Ennis Esmer (o tenista Nash em “Red Oaks”), Yara Shahidi (a Zoey de “Black-ish”), Jaime Camill (o Rogelio de “Jane the Virgin”), Tony Shalhoub (o Abe de “The Marvelous Mrs. Maisel”) e Michael Malarkey (o Enzo de “The Vampire Diaries”), todos atores de origem árabe ou norte-africana com papéis relevantes em séries de TV, que não vivem terroristas. “Hollywood precisa superar o estereótipo de terroristas e ditadores ao retratar essas pessoas”, comenta Nancy Wang Yuen, uma das autoras do estudo. “Esse tipo de retrato pode ter efeitos negativos de verdade. Criar personagens diferentes e mais complexos para pessoas de origem árabe ou norte-africana pode combater preconceitos e aumentar a rejeição a políticas públicas preconceituosas”.
Peter Dinklage corrige politicamente corretos que atacaram sua escalação como o anão da Ilha da Fantasia
O ator Peter Dinklage aproveitou uma entrevista com a revista Entertainment Weekly sobre seu novo filme, “My Dinner with Hervé”, para corrigir a desinformação que transformou sua escalação como Hervé Villechaize, o famoso intérprete do anão Tattoo na série “Ilha da Fantasia”, numa polêmica. O astro da série “Game of Thrones” sofreu críticas por ter aceitado viver uma pessoa supostamente asiática na produção da HBO. Mas este patrulhamento politicamente correto é, na verdade, o oposto de correto, porque parte de uma suposição preconceituosa, baseada na aparência física de Villechaize, que teve as feições alteradas pelo nanismo. “A internet é uma coisa incrível e horrorosa. O engraçado é que, no nosso filme, nós abordamos esse tema de não julgar um livro por sua capa. Hervé foi julgado por sua aparência, escalado para filmes e percebido de certa forma”, comentou Dinklage. “Na Wikipédia, está escrito que Hervé era metade filipino. Membros da família dele nunca se importaram em mudar essa informação lá”, continuou o ator. “Por muito tempo, a Wikipédia dizia que o nome da minha filha era ‘Zelig’, e não é. Qualquer um é capaz de colocar uma informação lá”. “Eu entendo completamente que exista a preocupação com o ‘whitewashing’ [prática de escalar atores brancos para papéis ‘de cor’], mas Hervé não era filipino. O nanismo afeta as pessoas de maneiras diferentes. Eu tenho um tipo bem diferente de nanismo do que o de Hervé. Eu conheci membros de sua família, o irmão dele, e Hervé era de origem francesa, alemã e britânica”, explicou. “Eu não sei porque as pessoas acham que ele era filipino. Eles não têm a informação correta. Eu não quero interferir no senso de justiça de ninguém, porque me sinto da mesma forma quando algo assim acontece”, prosseguiu. “Mas o que acontece é que essas pessoas acham que estão fazendo a coisa certa política e moralmente, mas não estão – elas estão presumindo a ascendência de Hervé baseados em sua aparência”. Em “My Dinner with Hervé”, Dinklage interpreta Villechaize em 1993, seu último ano de vida, muito depois do auge de sua fama. O longa reconta um período de três dias que o ator passou com o jornalista Sacha Gervasi (vivido por Jamie Dornan, de “Cinquenta Tons de Cinza”), numa conversa que seria sua última entrevista. Com dificuldades para encontrar emprego após o fim da série clássica, ele se matou dez anos depois do final da “Ilha da Fantasia”, aos 50 anos de idade. O filme é dirigido e escrito pelo próprio Gervasi, que virou cineasta (dirigiu “Hitchcock”, “O Terminal” e outros). A estreia está marcada para 20 de outubro no canal pago HBO nos Estados Unidos, mas a transmissão ainda não foi programada no Brasil.
Ministério Público Federal intima Netflix por série que a plataforma não lançou
O Ministério Público Federal de Minas Gerais resolveu caçar drag queens animadas. Em nota divulgada na quinta (26/6), o procurador da República Fernando de Almeida Martins escreveu ser “necessária a intervenção do poder público” contra a exibição da série animada “Super Drags” na Netflix. Embora anunciada, a série não foi lançada, e a manifestação se faz sem que ninguém tenha visto seu conteúdo. A intimação ecoa, em vários pontos, uma manifestação anterior da Sociedade Brasileira de Pediatria. E usa argumentos similares ao grupo religioso americano Christian Film and Television Commission (Comissão Cristã de Filmes e Televisão), que pediu o cancelamento da produção. Como o Ministério Público não tem poder de censura, proibida pela Constituição Federal – embora incentivada pelos grupos de pressão – , o texto que fala em “intervenção” é “apenas” uma afronta ao Artigo 5º, que usa a defesa de direitos das crianças e do consumidor como escudo para se sobrepor à lei maior. Com a desculpa de “preservar os direitos das crianças, mais propensas a serem influenciadas, principalmente quando se trata do uso de uma linguagem que é, essencialmente, do universo infantil — como é o caso dos desenhos animados”, o texto ignora propositalmente a grande quantidade de outras séries animadas adultas já disponíveis na própria Netflix, além da TV paga. Todas são “o caso dos desenhos animados”. A única diferença de “Super Drags” em relação a outras produções adultas é que traz super-heróis LGBTQIA+. O MPF destaca que “vários estudos internacionais importantes comprovam os efeitos nocivos, entre crianças e adolescentes, desse tipo de exposição”. “É preciso lembrar que o Estatuto da Criança e do Adolescente estabelece o respeito à integridade, inclusive com relação aos valores”, escreve Fernando de Almeida Martins, sugerindo que o problema está mesmo no conteúdo LGBTQIA+. É a mesma linha de raciocínio de quem também ataca, por exemplo, a adoção de menores abandonados por casais LGBTQIA+, e que considera homossexualidade como perversão sexual – contra o texto constitucional que define: “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. O procurador ainda cobra responsabilidade da Netflix para fornecer a classificação indicativa da série e a proíbe de disponibilizar a produção em seu menu infantil. Para completar, dá prazo de 30 dias para a Netflix cumprir a “recomendação”. Recomendação, como se sabe, não tem prazo para ser cumprida. O absurdo da situação ultrapassa o surrealismo mais delirante. Afinal, a série não foi lançada ainda. E nem estará disponível daqui a 30 dias. Produzida pelo brasileiro Combo Estúdio, tudo o que se viu de “Super Drags”, por enquanto, foi um teaser, de 27 segundos. A produção não foi finalizada e, por isso, ainda não se sabe qual será sua data de estreia, muito menos sua classificação indicativa, cuja implementação não depende da boa vontade da Netflix, mas da Coordenação de Classificação Indicativa (Cocind) do Departamento de Promoção de Políticas de Justiça (DPJUS), que integra a Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) do Ministério da Justiça (MJ). A equipe responsável pela classificação etária consiste de cerca de 30 pessoas, entre classificadores e pessoal administrativo, concursados, com várias formações acadêmicas. Estes analistas da classificação indicativa passam por treinamento contínuo, e nunca atribuem uma classificação de forma individual. Todas as obras são vistas, por, pelo menos, dois analistas separadamente e não havendo consenso, amplia-se o grupo de análise. O texto do Ministério Público Federal de Minas Gerais estaria passando por cima dessas atribuições do Ministério da Justiça, que, em última análise, é quem define a classificação indicativa de todas as atividades e produtos culturais do Brasil, e ainda não começou a avaliar “Super Drags”, já que o produto não está pronto, apesar do ultimato dos 30 dias dado pelo procurador da República Fernando de Almeida Martins. O Ministério da Justiça pode até determinar que a série seja disponibilizada com censura livre, já que os 27 segundos disponibilizados e que “preocupam” pelos “valores”, não tem cenas de sexo, drogas e violência, que podem ser vistas em outras atrações animadas da plataforma, como “Bojack Horseman”, “Big Mouth” e “F Is for Family”. Neste momento, é impossível afirmar o que há em “Super Drags”, porque a série é mesmo inédita. De todo modo, a Netflix não está posicionando “Super Drags” como uma série para crianças. A própria empresa já se manifestou sobre o lançamento com um comunicado que pode ser repetido, linha a linha, em resposta ao paladino das criancinhas indefesas. “A Netflix oferece uma grande variedade de conteúdos para todos os gostos e preferências. ‘Super Drags’ é uma série de animação para uma audiência adulta e não estará disponível na plataforma infantil [Netflix Kids]”, afirmou a empresa na semana passada. Além disso, a plataforma disponibiliza controle parental para pais conservadores bloquearem conteúdo LGBTQIA+ ou o que mais desejarem proibir seus filhos de assistirem. “A seção dedicada às crianças combinada com o recurso de controlar o acesso aos nossos títulos faz com que pais confiem em nosso serviço como um espaço seguro e apropriado para os seus filhos. As crianças podem acessar apenas o nosso catálogo infantil e colocamos o controle nas mãos dos pais sobre quando e a que tipo de conteúdo seus filhos podem assistir”, acrescenta a Netflix. A iniciativa está de acordo com recomendação do próprio Ministério da Justiça, que em seu portal oficial afirma, de forma clara, que a classificação indicativa não deve ser encarada como censura, nem solução definitiva contra acesso a conteúdo impróprio. “A ClassInd não substitui o cuidado dos pais – é fundamentalmente uma ferramenta que pode ser usada por eles. Por isso recomendamos que os pais e responsáveis assistam e conversem com os filhos sobre os conteúdos e temas abordados na mídia”, diz o texto do Ministério, de conteúdo completamente oposto ao tom “intervencionista” do funcionário público aparentemente fora da lei. Veja abaixo o teaser que tornou “necessária a intervenção do poder público”.
Sociedade Brasileira de Pediatria ataca animação de drag queens da Netflix em defesa das “futuras gerações”
Não bastassem os conservadores americanos, agora a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) quer que a Netflix cancele o lançamento da animação “Super Drags”, que mostrará drag queens super-heroínas. A alegação, acreditem, é que a produção adulta seria imprópria para o público infantil. Em nota destinada “a médicos e à sociedade”, publicada em seu site oficial, a SBP ataca o que chama de “linguagem infantil” usada pela série inédita: “A SBP respeita a diversidade e defende a liberdade de expressão e artística no país, no entanto, alerta para os riscos de se utilizar uma linguagem iminentemente infantil para discutir tópicos próprios do mundo adulto, o que exige maior capacidade cognitiva e de elaboração por parte dos espectadores”. Sem mencionar a Netflix ou o nome da série, a entidade diz que “vê com preocupação o anúncio de estreia, no segundo semestre de 2018, de um desenho animado, a ser exibido em plataforma de streaming, cuja trama gira ao redor de jovens que se transformam em drag queens super-heroínas”. E “apela à plataforma que cancele esse lançamento, como expressão de compromisso do desenvolvimento de futuras gerações”. O comunicado ainda critica o fim da Classificação Indicativa, decretado em sentença do Supremo Tribunal Federal (STF), que declarou inconstitucional o dispositivo do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que estabelece multa e suspensão às emissoras de rádio e TV que exibirem programas em horário diverso do autorizado pela classificação indicativa. “Super Drags” foi anunciada no fim de maio pela Netflix e será a primeira animação brasileira a ser produzida pela empresa, com cinco episódios. E, por enquanto, o único material da produção revelado foi um teaser, de 27 segundos. Segundo a sinopse oficial, a trama conta a história de três jovens que trabalham em uma loja de departamentos durante o dia e, durante a noite, se transformam nas Super Drags, “prontas para salvar o mundo da maldade e da caretice, enfrentando um vilão desaplaudido a cada episódio”. Isto tem sido considerado suficiente para a emissão de notas de repúdio. A Christian Film and Television Commission (Comissão Cristã de Filmes e Televisão) também está atacando a produção, e iniciou uma petição online para impedir que a Netflix exiba a série brasileira nos Estados Unidos. Sua alegação para atacar a produção é que ela quer “forçar uma agenda LGBT politicamente correta”. Ao menos, o preconceito do grupo cristão americano é assumido e justificado por cultura religiosa. Já os médicos brasileiros apelam para discurso científico, embora o subtexto seja o mesmo. Neste caso, a preocupação teria maior legitimidade se listasse outras séries animadas adultas do serviço de streaming, como “Bojack Horseman”, “Big Mouth” e “F Is for Family”. Estas lidam com sexo e drogas, algo que “Super Drags” não parece tocar, ao menos nos 27 segundos que tanto “preocuparam”. Considerar que toda animação é feita para crianças também é presunção antiquada, da época que os bichinhos falantes, drogados e sexualmente ativos de “O Gato Fritz” ainda causavam polêmica – lá em 1972 – , e não tem sido usado mais em argumentos desde a estreia da faixa Adult Swim, com desenhos adultos, no canal de animação Cartoon Network, no “raiar” do século 21. Neste século tão cheio de inovações, empresas de streaming como a Netflix disponibilizam para seus usuários a opção de controle parental, que permite aos pais controlar quais títulos seus filhos têm acesso. É bem mais simples, na verdade, que bula de remédio e não precisa de receita. Além disso, como animação adulta, “Super Drags” não será disponibilizada na seção Netflix Kids da plataforma. Mesmo assim, vale observar que “Super Drags” ainda não foi finalizada e, por isso, não se sabe até o momento qual será sua classificação indicativa. Precipitação é um sintoma característico de preconceito, uma doença social da qual, infelizmente, nem médicos são imunes.
Os Simpsons: Dublador de Apu afirma que pode abandonar personagem após controvérsia
A polêmica evolvendo o personagem Apu, devido à forma preconceituosa como os indianos são retratados na série animada “Os Simpsons”, fez o ator Hank Azaria, que dubla Apu, afirmar que pode deixar o papel. Durante entrevista ao “Late Show” de Stephen Colbert, na noite de terça (24/4), ele revelou ter refletido sobre o assunto e disse estar disposto a deixar de dublar o personagem, abrindo espaço para um dublador indiano, além de pedir roteiristas indianos na série. “Eu pensei muito nisso. Muito mesmo. E meus olhos foram abertos. Eu acho que o mais importante é escutar as pessoas de origem indiana neste país e suas experiências. Ouvir as vozes deles significa incluí-los na sala dos roteiristas. Eu realmente quero ver indianos e pessoas do sul da Ásia nas salas de roteiro, informando em que direção o personagem pode seguir”, afirmou Azaria, que também dubla outros 30 personagens, entre eles Moe e o chefe de polícia Wiggam. “Eu estou perfeitamente disposto a sair e ajudar a fazer uma transição para algo melhor. Espero que ‘Os Simpsons’ façam isso. É o que eu sinto que é a coisa certa a fazer agora”, afirmou ele. O tratamento dado a Apu já rendeu até um documentário lançado em 2017, “The Problem with Apu”, em que o comediante Hari Kondabolu questionou tanto o estereótipo indiano, quanto o fato de ele ser dublado por alguém imitando o sotaque dos asiáticos. A resposta veio num episódio de “Os Simpsons” exibido no começo de abril, que só piorou a situação. Na trama, Lisa dizia: “Algo que começou há décadas, aplaudido e inofensivo, agora é politicamente incorreto. O que se pode fazer?” O comediante Hari Kondabolu, produtor e narrador de “The Problem with Apu”, reagiu negativamente logo após a exibição do episódio. Em sua conta no Twitter, ele escreveu: “Uau. Politicamene incorreto? Este foi o aprendizado do meu filme e da discussão que ele despertou? Cara, eu realmente amava este programa. Isto é triste.” Veja abaixo a entrevista com Hazaria, que aborda a controvérsia.
Os Simpsons tinham um problema com Apu, que virou crise após o último episódio
A série “Os Simpsons” finalmente pode ter encontrado uma polêmica da qual não consegue se livrar. Lançada em 1989, a atração influenciou uma nova geração de animações televisivas, mas também gerou muitas controvérsias por seu humor politicamente incorreto. E uma das situações mais comentadas é a forma caricatural com que lida com o personagem indiano Apu, dono do Kwik-E Mart. O personagem chegou a inspirar um documentário lançado em 2017, “The Problem with Apu”. O filme traz entrevistas com celebridades como Aziz Ansari, Kal Penn e Maulik Pancholy, que contam histórias sobre serem provocados por pessoas que tem Apu como único ponto de referência sobre como as pessoas do sul da Ásia falam ou se comportam. E convida o público a reavaliar o personagem. Na época do lançamento, até o dublador original de Apu, Hank Azaria, e outros envolvidos com o programa pareceram receptivos às críticas levantadas. Mas o episódio mais recente da série, exibido no domingo (8/4) nos Estados Unidos, resolveu retomar a polêmica, sugerindo totalmente o contrário. No capítulo “No Good Read Goes Unpunished” (algo como “Nenhuma boa leitura fica impune”), Marge Simpson quer que sua filha Lisa leia um livro que marcou sua infância. Quando pega o fictício “A Princesa no Jardim”, no entanto, avalia que o livro tornou-se problemático e decide reescrevê-lo. Marge lê a nova versão para Lisa, mas percebe que sua “edição” ficou sem graça – acabou “tirando o espírito e personalidade do livro”. A mãe então pergunta para a filha: “O que devo fazer?” Lisa então olha para a tela da TV e diz, dirigindo-se diretamente ao público: “Algo que começou há décadas, aplaudido e inofensivo, agora é politicamente incorreto. O que se pode fazer?” Uma foto de Apu com a inscrição “Don’t have a cow” (expressão que significa “não exagere”) aparece ao lado da cama de Lisa. Marge então diz: “Vamos lidar com algumas coisas no futuro.” E Lisa conclui: “Se lidarmos.” O comediante Hari Kondabolu, produtor e narrador de “The Problem with Apu”, reagiu negativamente logo após a exibição do episódio. Em sua conta no Twitter, ele escreveu: “Uau. Politicamente incorreto? Este foi o aprendizado do meu filme e da discussão que ele despertou? Cara, eu realmente amava este programa. Isto é triste.” Em outro post, acrescentou: “Em ‘The Problem with Apu’, usei Apu e ‘Os Simpsons’ como ponto de partida para uma conversa maior sobre a representação de grupos marginalizados e por que isso é importante. A resposta de ‘Os Simpsons’ hoje à noite não é um alfinetada em mim, mas ao que muitos consideram um avanço.”
Globo dispensa atrizes famosas que chegaram aos 50 anos, mas poupa os atores homens
A rede Globo, mesma emissora que fez tempestade no copo de José Meyer, afastando o ator de suas novelas após denúncia de assédio, está encerrando contratos de diversas atrizes famosas, que brilharam na emissora, mas agora chegaram aos 50 anos de idade. A onda de dispensas começou no ano passado, com Maitê Proença (60 anos) e Carolina Ferraz (50), e segue este ano com Isabela Garcia (51), Malu Mader (51) e Giulia Gam (51). Apesar da consolidação da tendência, até o momento não há registros de sites especializados em celebridades que tenham sido capazes de relacionar a demissão consecutiva das cinco atrizes com algum tipo de preconceito. Não se vê questionamentos nem mesmo sobre a aparente ausência de papéis para mulheres de 50 anos nas produções da emissora. Entretanto, nenhum ator de mesma idade e projeção em novelas teve contrato encerrado. Nem mesmo José Meyer foi dispensado. Ele continua sob contrato, embora afastado. Entre os homens, houve o caso de Pedro Cardoso, que não fazia novelas, mas uma série que não é mais produzida: “A Grande Família”, cancelada em 2014. Atores e atrizes dispensados pela Globo após o fim de seus contratos não são novidade, como se viu acontecer nos últimos anos com Kadu Moliterno, Danielle Winits, Joana Fomm, Luiz Fernando Guimarães e outros, mas a recente baciada de atrizes famosas de mesma idade chama atenção.
Após polêmicas, Rubens Ewald Filho continua como comentarista do Oscar na TNT
O canal pago TNT decidiu manter Rubens Ewald Filho como comentarista oficial de suas transmissões do Oscar e outros eventos de premiação do cinema americano, além de seu canal no Youtube, onde comanda o programa quinzenal “Rubens Responde”. O veterano crítico se viu no centro de uma polêmica com seus comentários, durante a transmissão do Oscar 2018. A própria TNT veio a público se desculpar pelo ocorrido, informando que posteriormente decidiria “o futuro de sua participação nas transmissões e conteúdos digitais da marca”. Quem esperava uma desculpa do crítico, recebeu um comunicado em que apenas confessou “uma confusão minha de termos técnicos de expressão”. No caso, de que a atriz chilena Daniela Vergas era, “na verdade, um rapaz”. A estrela transgênero do longa “Uma Mulher Fantástica”, vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, fez história ao ser a primeira transexual a participar da cerimônia como apresentadora. Acostumado a fazer comentários maldosos durante as transmissões, Rubens Ewald Filho também destilou seu desprezo por algumas atrizes, como Saoirse Ronan, indicada pela terceira vez ao prêmio da Academia, e Frances McDormand, vencedora pela segunda vez do Oscar de Melhor Atriz. Ele não se retratou por esses comentários. Coube à TNT fazer isso por ele. “A TNT e o próprio Rubens Ewald Filho entendem que, durante a transmissão do Oscar 2018, o comentarista não soube se expressar da forma correta, e a escolha das usadas palavras não refletem a visão, os valores e posição editorial da marca. Por isso, pedimos desculpas a qualquer pessoa que tenha se sentido ofendida. Estamos contentes que nossa sociedade está evoluindo e tem se preocupado cada vez mais com o respeito à diversidade. Nós estamos comprometidos em acompanhar essa evolução e, principalmente, com intuito de que a linguagem usada em todas as nossas plataformas esteja alinhada com nossos valores, e não permitiremos mais que episódios como o ocorrido esse ano voltem a se repetir”, diz a nota. “Assim como em 2017, o jornalista foi escalado exclusivamente para a transmissão do Oscar, por ser um dos mais respeitados e conceituados críticos de cinema do país. No YouTube oficial da TNT, o programa ‘Rubens Responde’ continuará normalmente, com sua grade quinzenal. Lançado em janeiro deste ano, a produção dá a oportunidade ao público de enviar perguntas para o jornalista sobre os mais diversos assuntos e temas.”
Rubens Ewald Filho busca justificar seus comentários polêmicos no Oscar 2018
O crítico de cinema Rubens Ewald Filho divulgou um comunicado sobre a polêmica causada por seus comentários pejorativos durante a transmissão ao vivo na TNT da premiação do Oscar 2018. Entre as frases que causaram mais comoção, destacam-se a conceituação equivocada da transexual chilena Daniela Vega – “na verdade, é um rapaz” – e a desqualificação de Frances McDormand, vencedora do Oscar de Melhor Atriz – “não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso”. A reação do público nas redes sociais, acusando-o de ser transfóbico, misógino e machista, levou a própria TNT a se pronunciar, com um pedido público de desculpas. Alguns internautas chegaram a pedir o afastamento do crítico de futuras transmissões. Em seu comunicado, Rubens ignorou totalmente os aspectos considerados misóginos da transmissão – além de Frances McDormand, a atriz Saoirse Ronan também foi alvo de suas ironias, como em outros anos – aludindo apenas à polêmica tranfóbica, que teria sido “técnica”, segundo ele. Chamar Daniela Vega de rapaz foi, em suas palavras, “uma confusão minha de termos técnicos de expressão”. O comunicado não contém um pedido de desculpas. Rubens Ewald Filho continua errando, ao chamar a atriz de Daniela Veiga. Leia na íntegra a declaração: “Em 50 anos de carreira e 35 anos de Oscar nunca fui reacionário, sexista, racista ou tive qualquer outra conduta que censurasse a essência do ser humano. Ao contrário, sempre lutei a favor daquilo que é certo, do indivíduo, das minorias e da liberdade de expressão. O que aconteceu com relação a atriz Daniela Veiga, foi, no fundo, uma confusão minha de termos técnicos de expressão, mas nunca, em hipótese alguma, uma atitude sexista e transfóbica. Repito: Nunca. Nunca agiria assim. Acharem que eu seja transfóbico não vai de encontro com minha postura e conduta. Quem me conhece sabe disso. Fui amigo de Phédra de Córdoba, uma famosa transexual atriz que atuava na companhia de Teatro Os Satyros. Acompanhei o seu trabalho muito de perto, a admirava, incentivava e me emocionava com sua atuação e talento no palco. Eu tinha uma paixão pela sua força e postura tanto como ser humano quanto como artista. Estou muito feliz que uma transexual tenha protagonizado e estrelado um filme que ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro. Em 90 anos de premiação isso nunca aconteceu. É um momento de glória, a primeira vez que a barreira foi rompida, a primeira de muitas que virão, para mostrar seus enormes talentos e força de interpretação, direção e qualquer outra forma de atuação tanto no cinema quanto na sociedade. Que tudo isso que aconteceu sirva para se falar ainda mais sobre o assunto, para se promover ainda mais esta causa. Que pessoas leigas com os termos técnicos, e me coloco neste caso, aprimorem seu vocabulário nesse sentindo. Fui, continuo sendo e sempre serei um incentivador da liberdade de expressão. Parabéns à Daniela Veiga, à Phedra de Córdoba, a todos transexuais no Brasil e no mundo. Daniela Veiga é realmente uma mulher fantástica. Corram lá no cinema para apreciarem seu enorme talento”.
TNT se desculpa por comentários preconceituosos de Rubens Ewald Filho no Oscar 2018
O mais antigo comentarista do Oscar não acompanhou os tempos e foi rejeitado pelo público durante a transmissão do evento no último domingo (4/3), levando o canal responsável por sua escalação a pedir desculpas. Acostumado a fazer comentários maldosos durante as transmissões, Rubens Ewald Filho pagou pesado, durante o Oscar 2018 no canal pago TNT, ao chamar de “rapaz” a atriz Daniela Vega, que fez história ao ser a primeira transexual a participar da cerimônia como apresentadora, e destilar seu desprezo por algumas atrizes, como Saoirse Ronan, indicada pela terceira vez ao prêmio da Academia, e Frances McDormand, vencedora pela segunda vez do Oscar de Melhor Atriz. Ligado ao Oscar desde 1985, quando se tornou o apresentador oficial do evento na Globo, Rubens Ewald Filho não disse nada diferente do que já vinha dizendo há alguns anos, com impunidade. Mas o veneno tido como engraçadinho no passado soou ultrajante neste ano, ao destoar frontalmente da mensagem que o próprio Oscar levou ao ar: tolerância, igualdade, inclusão, diversidade e respeito. O ruído foi tanto que, ao contrário de outros anos, a própria TNT decidiu se manifestar. Em tempo real. Após Rubens dizer que “Essa moça na verdade é um rapaz”, durante a transmissão, o canal tentou corrigir em suas redes sociais. “Sim, a Daniela Vega é uma mulher. E que mulher”, disse uma publicação no Twitter do canal pago, durante a cerimônia, ainda que sem citar o nome do crítico. Outro comentário pesado que irritou o público foi disparado contra Frances McDormand, que além de levar o Oscar por seu papel em “Três Anúncios Para Um Crime” fez o discurso mais comentado da noite. “Eu acho interessante que essa senhora não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso”, disse Rubens durante a transmissão. Como resultado, a hashtag divulgada pelo canal para a cobertura no Twitter passou a ser usada em protestos contra a própria transmissão. Muitas pessoas classificaram os comentários do crítico como misóginos, machistas e transfóbicos. Alguns internautas chegaram a exigir o afastamento dele de futuras transmissões. Diante da repercussão negativa, a TNT emitiu um comunicado condenando o preconceito dos comentários. O texto também terceiriza um pedido de desculpas do crítico, que não se manifestou pessoalmente. “A TNT repudia toda ação e/ou manifestação preconceituosa de qualquer natureza. A marca valoriza, incentiva a respeita a inclusão, a diversidade em todas suas iniciativas para levar o melhor conteúdo e entretenimento para seus fãs”, diz o comunicado. “Alinhado a esse propósito, a direção da TNT já conversou com o comentarista Rubens Ewald Filho para evitar que episódios como os comentários feitos durante a transmissão do Oscar no último domingo se repitam, e decidirá nas, próximas semanas, o futuro de sua participação nas transmissões e conteúdos digitais da marca”, continua o texto. No final, o comunicado diz que Rubens Ewald Filho se desculpa pela fala infeliz. “Rubens Ewald Filho é um dos mais respeitados e conceituados críticos de cinema do país, e há anos leva informação, conhecimento e sua paixão na cobertura das premiações pela TNT. Rubens se desculpa pelos termos que possam ter ofendido ou provocado mal-estar. Em nenhum momento houve a intenção de endossar qualquer posicionamento preconceituoso.” Veja abaixo alguns exemplos das reações – as mais ponderadas – no Twitter. É evidente que Rubens ainda não tenha se adaptado ao novo mundo que ele vive, chamando mulher trans de "Rapaz" e outras baboseiras, as pessoas estão se escondendo atrás de críticas para exalar preconceito. Preconceito não é crítica! #RubensEwaldFilho @TNTbr #Oscars90 — Kauê o Improvável (@katux) March 5, 2018 #RubensEwaldFilho em plena @canaltnt falando "essa moça na verdade é um rapaz". Rubens na verdade você só fala merda. E a Daniela Vega é uma atriz magnífica que aliás é a primeira atriz trans a apresentar uma categoria do Oscar ? Além de tudo ela ainda quebra barreiras! — Miguel Groisman (@Mig_groisman) March 5, 2018 Alguém explica pro #RubensEwaldFilho que o Oscar não é concurso de beleza. Quer falar besteira? Vai comentar o Miss!!! ? — Zeinab Khalil (@zeinabkhalil) March 5, 2018 "Eu acho interessante essa senhora [Frances McDormand]: não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e de repente o filme [Três Anúncios para um Crime] é um sucesso" (#RubensEwaldFilho, ao vivo, no #TNT)Que comentario é esse,meu caro?Chama a #GlóriaPires,porfa! — MªRITA WERNECK (@mrita_werneck) March 5, 2018 Acompanho a carreira de Frances desde o brilhante Fargo! E que se cale #rubensewaldfilho — LPerotti (@lbrg) March 6, 2018 querido @canaltnt melhorem no quesito comentarista do #Oscars vocês estão perdendo credibilidade e respeito das pessoas trazendo esse sr #rubensewaldfilho que foi misógino, transfóbico e altamente desnecessário por diversas vezes. — dane(-se) (@daniparajara) March 5, 2018
A Trama alerta para a radicalização perigosa da juventude
Embora tenha uma filmografia relativamente curta, Laurent Cantet se especializa em filmes que abordam questões sociais. Sua obra mais conhecida, “Entre os Muros da Escola” (2008), que lhe deu a Palma de Ouro, era um retrato incômodo e barulhento da rotina de um professor de uma escola pública em uma França que convive com múltiplas etnias e que parece estar em constante atrito. Ele explorou o tema antes dos vários ataques terroristas que se tornaram rotina no país. Falar sobre etnias e ao mesmo tempo citar terroristas pode soar reducionista, como se a culpa dos vários atos criminosos fosse dos muçulmanos em geral, ou dos árabes como um todo. E esta radicalização é justamente o tema de “A Trama” (2017), o novo filme de Cantet. O filme acompanha o trabalho de uma escritora idealista, Olivia (Marina Foïs, de “Polissia”), que desenvolve um workshop para a realização de um romance coletivo, escrito em parceria com vários jovens de diferentes etnias e posicionamentos políticos e sociais conflitantes. Um dos adolescentes, Antoine (o estreante Matthieu Lucci), se destaca nas discussões, devido principalmente à sua tendência ao fascismo, o que inclusive o torna agressivo com alguns colegas. Quando ele entrega sua redação a respeito de um tema que possa servir de base para a elaboração do romance, sua escrita incomoda os colegas mais sensíveis. Seu pequeno trecho de ficção sobre um banho de sangue em um iate soa quase criminoso. Alguém diz que é como se o rapaz tivesse prazer quase sexual ao escrever sobre algo tão violento. Como o espectador não vê o filme apenas pelos olhos de Olivia, acompanhando um pouco da rotina de Antoine, é convidado a também relativizar a figura do rapaz, que gosta de crianças e que é um tanto enigmático em sua solidão, em sua preferência por estar só naquela cidadezinha costeira. Ou a solidão não seria uma opção, mas algo imposto por seu destino? A questão de perspectiva é bastante explorada pela trama de “A Trama”, que aborda as várias possibilidades de se contar uma história, nas discussões entre professora e alunos. Mas, num determinado momento, o filme opta por uma virada concreta no enredo, que lhe faz mudar de gênero, aproximando-o do suspense. Uma decisão inteligente, já que o andamento fora paralisado no choque de diferenças de opiniões, que freavam as tentativas de algum aprofundamento. Até o ataque à casa de espetáculos Bataclan, em Paris, é citado, embora apenas superficialmente. Em seu filme, Cantet aproxima-se de um rapaz confuso que, com ideias pouco saudáveis de ódio e slogans fascistas do tipo “a Europa para os europeus”, demonstra potencial para virar um terrorista ou mesmo um psicopata. Mas, ao enquanto o representa como alguém de quem se deve manter distância, as palavras finais do rapaz chamam a atenção para a necessidade de cuidado, no sentido mais afetivo do termo.
Estudo revela que metade dos personagens latinos das séries americanas são criminosos
Uma pesquisa realizada pela The Opportunity Agenda, uma entidade sem fins lucrativos que se define como um “laboratório de comunicação de justiça social”, analisou 40 episódios de 25 séries populares, entre abril de 2014 e junho de 2016, buscando identificar como os imigrantes são retratados na TV americana. O resultado constata que os imigrantes estão sub-representados, com apenas 6% dos papéis na amostragem (enquanto representam 17% da população dos EUA). No entanto, eles estão representados em excesso como criminosos. Metade das vezes em que aparecem nas telas, os latinos vivem marginais. Já os personagens do Oriente Médio são geralmente mostrados envolvidos em atividades terroristas. A partir desta pesquisa, outra ONG, a Define American, lançou um guia para os produtores de Hollywood saberem como retratar melhor os imigrantes em seus filmes e séries. Trata-se de um tapa de luva de pelica. “É nossa esperança que, além de servir como um recurso confiável, este guia encoraje os contadores de histórias a elevar a qualidade dos personagens, cujas histórias são tão diversas quanto os 43 milhões de imigrantes estimados que vivem em nosso país”, disse Elizabeth Grizzle Voorhees, diretora de mídia da Define American, em entrevista ao site The Hollywood Reporter.
A Batalha dos Sexos entre Emma Stone e Steve Carell ganha trailer legendado
Um dos filmes mais elogiados do Festival de Toronto 2017 ganhou seu primeiro trailer legendado e título oficinal nacional. A Fox divulgou o vídeo de “A Guerra dos Sexos”, uma tradução aproximada do título original e do nome dado à partida de tênis intersexual que quebrou o recorde de audiência da TV americana nos anos 1970, “The Battle of Sexes”. O jogo lendário aconteceu em 1973, entre a jovem tenista Billie Jean King, 2ª melhor jogadora do mundo naquele ano, e o tenista aposentado Bobby Riggs, de 55 anos, ex-campeão de Wimbledon. E o nome do evento não podia ser mais apropriado, pois o que estava realmente em jogo eram duas visões distintas de mundo. De um lado, o machismo que se recusava a admitir a possibilidade da igualdade feminina, e do outro a luta pioneira do feminismo, que ainda precisava provar a capacidade das mulheres para o mundo. Não bastasse a pressão do evento midiático, Billie Jean King ainda escondia sua homossexualidade recém-descoberta das câmeras, enquanto permanecia casada com um homem. Ela se tornou a primeira atleta profissional feminina de destaque a admitir que era homossexual durante o processo de separação, que aconteceu na década seguinte e lhe custou todas as suas finanças. Os papéis principais são interpretados por Emma Stone (“La La Land”) e Steve Carell (“A Grande Aposta”), que voltam a contracenar após o sucesso da comédia “Amor a Toda Prova” (2011). E o elenco de apoio ainda inclui Andrea Riseborough (“Oblivion”), Natalie Morales (série “The Grinder”), Sarah Silverman (série “Masters of Sex”), Bill Pullman (“Independence Day: O Ressurgimento”), Alan Cumming (série “The Good Wife”), Elisabeth Shue (série “CSI”), Eric Christian Olsen (série “NCIS: Los Angeles”) e Fred Armisen (humorístico “Portlandia”). O roteiro é de Simon Beaufoy (“Quem Quer Ser um Milionário?”) e a direção do casal Jonathan Dayton e Valerie Faris (a dupla de “Pequena Miss Sunshine”). O filme estreou neste fim de semana em circuito limitado nos Estados Unidos e só chega ao Brasil daqui a um mês, em 19 de outubro.









