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    House of Cards é renovada a 5ª temporada, mas perde showrunner

    29 de janeiro de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix anunciou a renovação de “House of Cards” para sua 5ª temporada, dois meses antes da estreia do quarto ciclo. No entanto, a atração perdeu seu produtor, Beau Willimon, que também era criador do programa. Ele não participará do desenvolvimento dos próximos episódios. “A Netflix e a MRC, a empresa que produz a série, tem uma enorme dívida de gratidão com Beau Willimon por sua forte visão narrativa para ‘House of cards'”, disse o Netflix em um comunicado. “Como um escritor indicado ao Oscar, ele fez sua primeira incursão na televisão e construiu uma série fascinante e aclamada pela crítica, estabelecendo o seu lugar na história da TV. Os produtores, elenco e equipe técnica se juntam a nós para desejar a Beau o melhor em sua próxima criativa aventura.” Em sua própria declaração, Willimon disse que está “extremamente orgulhoso” por “House of cards” e desejou que a série continue o sucesso no futuro “nas mãos de uma equipe muito capaz.” Willimon irá se dedicar a “novos empreendimentos”, embora ele não tenha dito exatamente o que fará em seguida. Para o seu lugar em “House of cards” ainda não há ninguém nomeado. “House of cards”, que estreou em 2013 e é estrelada por Kevin Spacey e Robin Wright, representou a segunda tentativa da Netflix em programação original, após “Lilyhammer”. A série adaptou uma produção homônima britânica, mas ganhou vida própria graças aos roteiros de Willimon, indicada ao Oscar por outra trama sobre corrupção política, “Tudo pelo Poder” (2011). Desde então, o Netflix tem investido fortemente na área de atrações originais com programas como o “Orange Is the New Black”, “Demolidor” e “Narcos”, entre outros. A 4ª temporada de “House of cards” será disponibilizada em 4 de março.

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    House of Cards: Teaser macabro evoca passado violento da atração

    26 de janeiro de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou um novo teaser da 4ª temporada de “House of Cards”. Assim como o anterior, o vídeo faz referências macabras a eventos violentos da atração. A prévia mostra Doug Stamper (Michael Kelly) usando uma pá para cobrir um buraco de terra, antes de entregar a ferramenta a Frank Underwood (Kevin Spacey). A imagem logo revela que se trata de um evento beneficente da campanha à presidência de Underwood, mas, entre os flashes da imprensa e os aplausos dos correligionários, é possível ouvir corvos contentes. Vale lembrar a referência da cena, que diz respeito ao destino da personagem de Rachel Brosnahan no final da temporada passada. A 4ª temporada de “House of Cards” estreia no dia 4 de março no Netflix.

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    House of Cards: Novo teaser evoca lembranças do começo brutal da série

    21 de janeiro de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou um novo teaser da 4ª temporada de “House of Cards”. O vídeo mostra flores num trilho de metrô, diante de um cartaz da campanha de Frank Underwood (Kevin Spacey) à presidência dos EUA. A referência é clara para quem acompanha a série, remetendo ao começo brutal da 2ª temporada. Um lembrete: as flores são para a personagem de Kate Mara. Atual presidente americano na série, Frank Underwood não foi eleito ao cargo, assumindo o poder após uma série de manobras que o transformaram em vice e, posteriormente, presidente. Com a popularidade em queda, ele vai enfrentar, na nova temporada, sua primeira disputa eleitoral ao cargo, contrariando inclusive a vontade de seu próprio partido. A 4ª temporada de “House of Cards” estreia no dia 4 de março no Netflix.

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    Marseille: Série política estrelada por Gérard Depardieu ganha primeiro teaser

    19 de janeiro de 2016 /

    O site Netflix divulgou a primeira foto e o teaser de “Marseille”, série francesa estrelada pelo veterano ator Gérard Depardieu (“Bem-Vindo a Nova York”). Com belas imagens, a prévia acompanha uma flâmula com as cores da bandeira da França decolar voo, até afundar nas águas do Mediterrâneo. Já a foto (acima) mostra uma discussão entre os protagonistas. A série é centrada num político que é prefeito há 25 anos, vivido por Depardieu. Mas com a chegada das eleições, ele enfrentará o homem que escolheu para ser seu sucessor (Benoît Magimel, de “De Cabeça Erguida”). Desenvolvida pelo roteirista Dan Franck (“A Separação”), a 1ª temporada da atração terá oito episódios, sendo que os dois primeiros serão dirigidos pelo cineasta Florent-Emilio Siri (“My Way – O Mito Além da Música”). “Marseille” está sendo produzida pela divisão francesa do site de streaming Netflix, o que fez seu projeto ser comparado a uma versão francesa de “House of Cards”. A estreia acontece em 5 de maio.

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    Deus Não Está Morto 2: Trailer de drama evangélico fala em guerra e ataca a constituição dos EUA

    19 de janeiro de 2016 /

    A Califonia Filmes divulgou o trailer legendado de “Deus Não Está Morto 2”, continuação do sucesso evangélico de 2014. Assim como no primeiro filme, a discussão começa na sala de aula. Mas, desta vez, extrapola a premissa original e vai parar num tribunal. O subtexto e a manipulação também são mais descarados. Na trama, uma professora secundarista (Melissa Joan Hart, a ex-“Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira”) corre o risco de perder o emprego ao falar em Jesus durante uma aula. Em sua defesa, um advogado (Jesse Metcalf, ex-“Dallas”) vai tentar colocar em cheque o estado laico. Entretanto, não é “Deus” que vai ao julgamento cinematográfico, mas a constituição dos EUA, com evangélicos falando em guerra e perseguição religiosa. Tudo embaladinho por rock cristão emocional, numa agenda que é mais política que religiosa. No Brasil, políticos evangélicos também tentam alterar a constituição, de modo a permitir maior influência cristã nas escolas. Infelizmente, os países de fé muçulmana ensinam ao mundo uma lição bem mais crível do que esta ficção, sobre o que acontece quando a religião se confunde com o estado, mesclando-se à constituição de alguns países. Enfim, até para entrar em guerra contra os infiéis, em defesa de sua religião, já há fila. Diretor e roteiristas são os mesmos de “Deus Não Está Morto”, e a produção ainda escalou Ray Wise, que interpretou o diabo na série “Reaper – Um Trabalho Infernal”, para viver o promotor malvado, mais caricato que Nero ao perseguir cristãos, com o tribunal lotado feito o velho coliseu romano. A estreia vai acontecer em 1 abril nos EUA e no mesmo mês no Brasil.

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    House of Cards: Novo teaser da 4ª temporada traz Frank Underwood em campanha eleitoral

    12 de janeiro de 2016 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou o novo teaser da 4ª temporada de “House of Cards”. O vídeo traz Frank Underwood (Kevin Spacey) em clima eleitoral, discursando em tom de campanha à presidência dos EUA. A imagem publicitária, porém, é entrecortada por cenas de sexo, arrogância, violência e assassinatos cometidas pelo personagem desde a 1ª temporada. Atual presidente americano na série, Frank Underwood não foi eleito ao cargo, assumindo o poder após uma série de manobras que o transformaram em vice e, posteriormente, presidente. Com a popularidade em queda, ele vai enfrentar, na nova temporada, sua primeira disputa eleitoral ao cargo, contrariando inclusive a vontade de seu próprio partido, disposto a “fazer o diabo” para se manter no poder. A 4ª temporada de “House of Cards” estreia no dia 4 de março no Netflix

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    Candidato a Imperador da Galáxia, Donald Trump critica Obama por ser fã de Star Wars

    31 de dezembro de 2015 /

    O candidato a Imperador da Galáxia, Donald Trump, comprou briga com a Resistência. Em um vídeo de 15 segundos, postado no Instagram, o milionário que quer ser Presidente dos Estados Unidos pelo Partido Republicano criticou o Presidente Barack Obama por ser fã de “Star Wars”, insinuando que ele devia se preocupar com as guerras reais. “Precisamos de um presidente real. Nós estamos em uma guerra séria”, diz o vídeo, acompanhado por imagens de notícias sobre o Estado Islâmico e os ataques terroristas ocorridos em Paris e na cidade de San Bernardino. “Nosso presidente está ocupado com outra guerra”, conclui a propaganda, antes de mostrar Obama dizendo: “Ok, pessoal. Preciso ir ver “Star Wars”. A frase de Obama foi dita no dia 18 de dezembro, durante coletiva de imprensa na Casa Branca. O que Trump não contou é que a sessão que o Presidente veria foi realizada para famílias de militares que morreram em guerras de verdade, como no Iraque e no Afeganistão, e não numa guerra de retórica. A cada declaração e comercial, Trump, por outro lado, parece cada vez mais louco para invadir um novo país, iniciar mais uma guerra, apertar o botão que dispara bombas atômicas, deportar todos os imigrantes, prender qualquer muçulmano e fazer o diabo, oscilando entre iniciar o apocalipse ou se divertir apenas implantando uma distopia verídica. We need a real President! Um vídeo publicado por Donald J. Trump (@realdonaldtrump) em Dez 29, 2015 às 11:10 PST

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    Sean Penn viverá um dos piores presidentes da história dos EUA em minissérie dos criadores de Narcos

    18 de dezembro de 2015 /

    O ator Sean Penn, vencedor do Oscar por “Sobre Meninos e Lobos” (2003) e “Milk” (2008), vai viver o 17º presidente dos EUA, Andrew Johnson (1808 – 1875), numa minissérie desenvolvida pelos criadores de “Narcos”, os roteiristas Doug Miro e Carlo Bernard. A informação é do site The Hollywood Reporter. Com seis episódios produzidos para o canal pago HBO, a atração adaptará a biografia “American Lion: Andrew Jackson in the White House”, escrita por Jon Meacham e vencedora do Prêmio Pulitzer. O projeto pretende contar a história do ex-presidente, que foi o único senador do Sul dos EUA a permanecer em Washington e se posicionar do lado da União durante a guerra civil. Quando o país buscava se reunificar, tornou-se vice-presidente, e só assumiu a Casa Branca devido ao assassinato de Abraham Lincoln. No poder, lutou contra um Congresso radical, tornando-se também o primeiro presidente americano a sofrer um processo de impeachment. Ele permaneceu no cargo pela diferença de apenas um voto a seu favor, mas entrou para a História como um dos piores presidentes do país, devido à sua recusa em reconhecer os direitos civis dos antigos escravos libertados no Sul. Mesmo assim, foi o único ex-presidente a disputar e vencer uma nova eleição – ao Senado – após deixar a Casa Branca. Além de protagonista, Penn também será o produtor executivo da minissérie, que foi apresentado ao estúdio Lionsgate e à HBO por Matt Jacobson, diretor do Facebook. Ele também será um dos produtores executivos, junto com Miro e Bernard. O escritor Jon Meacham também será um dos consultores do projeto, que ainda não tem previsão de estreia.

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    House of Cards: Frank Underwood inicia campanha política no primeiro teaser da 4ª temporada

    16 de dezembro de 2015 /

    O serviço de streaming Netflix divulgou o primeiro teaser e um pôster da 4ª temporada de “House of Cards”. O vídeo recria um comercial político para lançar a campanha de Frank Underwood (Kevin Spacey) à presidência dos EUA. Atual presidente americano na série, ele não foi eleito ao cargo, assumindo o poder após uma série de manobras que o transformaram em vice e, posteriormente, presidente. Com a popularidade em queda, ele vai para sua primeira eleição ao cargo, contrariando inclusive a vontade de seu próprio partido. A 4ª temporada de “House of Cards” estreia dia 4 de março no Netflix

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    Cacá Diegues vai produzir filme sobre o Plano Real

    8 de dezembro de 2015 /

    O veterano cineasta Cacá Diegues (“Deus É Brasileiro”) vai enfrentar a inflação e a crise econômica em seu próximo projeto. Ele está produzindo um filme a respeito da maior realização econômica da história do Brasil. Trata-se de “3.000 Dias no Bunker”, sobre a criação do Plano Real. O filme vai adaptar o romance homônimo escrito por Guilherme Fiúza (também autor do livro que virou o filme “Meu Nome Não é Johnny”), a respeito dos bastidores da criação do bem-sucedido plano do então ministro Fernando Henrique Cardoso, que foi muito além de criar uma nova moeda, ao derrotar a inflação, colocar o país entre as economias mais sólidas do planeta e restaurar a autoestima nacional. Diegues não pretende filmar o longa, pois ainda está envolvido com a pós-produção de seu novo filme, o musical “O Grande Circo Místico”. O mais cotado para a direção é Heitor Dhalia (“Serra Pelada”), segundo o site de crowdfunding Startando. A produção já foi autorizada a captar recursos incentivados pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e pela Secretaria Estadual de Cultura do Estado de São Paulo, e está sendo realizada pelos estúdios LightHouse Produções Cinematográficas, Maristela Filmes e Globo Filmes.

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    Quase uma lenda, Chatô sobrevive a polêmicas e se prova atual

    19 de novembro de 2015 /

    Não é sempre que se tem a oportunidade de assistir a um filme mítico, quase uma lenda do cinema brasileiro, como “Chatô – O Rei do Brasil”. O lançamento, que finalmente estreia em circuito comercial, comprova que assombrações existem. Pois enquanto permaneceu invisível para o público, “Chatô” assombrou a carreira de Guilherme Fontes de forma tortuosa. Adaptação do livro homônimo de Fernando Morais sobre o empresário das comunicações Assis Chateaubriand, responsável pela inauguração do primeiro canal de TV do Brasil e um dos brasileiros mais poderosos do século 20, a produção se estendeu por duas décadas completas, consumiu milhões e rendeu diversos processos por má gestão financeira. Numa das contas recentes do Ministério Público, Fontes foi apontado como devedor de cerca de R$ 72 milhões em verbas incentivas sem comprovação, somadas a multas e juros. Primeiro e único longa-metragem dirigido por Fontes, “Chatô” teve a filmagem mais tumultuada já registrada no país, com cenas rodadas conforme o então ator de novelas conseguia negociar verbas, desde 1995, recebendo retoques até à véspera do lançamento, com a inclusão de uma narração de Marco Ricca (intérprete de Chateaubriand) para amarrar a trama. O mais impressionante nessa epopeia toda é o filme ter coesão. Não virou um desastre épico, consegue entreter e tem marca autoral. Um filme sobre seus bastidores não teria dificuldades em mostrar Fontes como um Howard Hughes brasileiro, rodando infinitamente o mesmo projeto, muito além do limite aceitável, em busca da perfeição ilusória – megalomania que vai além das filmagens, na criação de uma distribuidora própria para levar o longa às telas. Mas Fontes pode preferir se ver como um Orson Welles nacional, apostando que seu primeiro longa viraria a obra-prima que definiria toda a sua carreira. E, de certa forma, definiu mesmo. São claros os paralelos entre o Chateaubriand do cinema e “Cidadão Kane” (1941), tanto pelo tema quanto pela estrutura do filme, que começa com os suspiros finais do protagonista. A diferença é que, em seu delírio de morte, Chatô se vê em uma espécie de julgamento televisivo, comandado por um apresentador feérico (o próprio Fontes, emulando Chacrinha), que desfila todas as pessoas que passaram por sua vida, tendo Getúlio Vargas como seu advogado e Carlos Rosemberg como promotor. A narrativa picotada, que mergulha em flashbacks e delírios, é ousada, demonstrando outra semelhança com “Cidadão Kane”, mas também destaca a principal diferença entre os dois longas. Fontes não é Welles, e o vai e vem de imagens se mostra desconexo, cansativo, levando à dispersão. Num filme assumidamente alegórico, isto pode ser um problema grave. Entretanto, há um fio condutor que, bem ou mal, consegue amarrar as pontas. A estrutura também permite romper com o padrão de realismo e interpretação naturalista que se espera de uma cinebiografia. Graças à dramatização exótica, centrada num programa onírico de auditório, o exagero cênico se torna aceitável. Os personagens caricatos não causam mais estranhamento que o contexto. Assim, Marco Ricca pode aparecer afetadíssimo, exagerando em tudo – no sexo, no cinismo e na ganância. Do mesmo modo, os coadjuvantes que o cercam viram projeções arquetípicas: Getúlio Vargas (Paulo Betti) surge como uma caricatura populista, Lola Abranches (Leandra Leal) como a esposa histérica, etc. Até a única personagem fictícia da história, Dona Vivi (Andréa Beltrão), manifesta-se em registro extremo, como femme fatale. Isto não tira o mérito dos intérpretes. Ao contrário, Marco Ricca dá sangue e pulsação a seu Chatô, numa performance febril, adequada à opção narrativa. Outra qualidade encontra-se na reconstituição de época, que é realista quando precisa, mas também embarca na proposta surreal, como na cena de avião em meio a uma tempestade, realizada como num filme dos anos 1940. Ironicamente, graças a estes maneirismos, “Chatô – O Rei do Brasil” resistiu melhor à passagem de tempo de sua produção, chegando as telas sem o desgaste esperado de um filme supostamente datado. O longo processo de gestação, porém, criou um apego maior que o recomendável entre o diretor e seu material. A projeção se beneficiaria muito de uma montagem mais enxuta, eliminando sobras de roteiro e cenas que parecem supérfluas. O corte já é irregular o suficiente, levando a duração a parecer muito maior que seus 102 minutos. Embora os bastidores conturbados e eventuais defeitos de execução jamais se dissociem da obra final, também se deve reconhecer o esforço e o resultado total. “Chatô” consegue cobrir os momentos mais polêmicos da história do Brasil, da revolução de 1930 ao golpe militar de 1964, contando ao mesmo tempo a história das comunicações no país, com ênfase na corrupção com que foram conduzidos a política e os negócios do período. A produção pinta Chateaubriand como uma espécie de jagunço da mídia, um visionário chantagista, capaz de usar jornais, rádios e TV para manipular e dobrar poderosos, impondo sempre a sua vontade. Ao mesmo tempo, foi quem deixou, como legado, a TV brasileira e o MASP, um dos museus mais importantes do país. Não era mesmo fácil contar sua história num único filme. Nem que este filme durasse 20 anos para ganhar forma. Ao final, é até possível encontrar um lado positivo na demorada gestação. Tropicalista tardio, “Chatô” destoa do convencionalismo das últimas cinebiografias brasileiras, concebidas como minisséries televisivas, com começo, desenvolvimento e conclusão lineares, além de extirpadas de qualquer indício de polêmica. “Chatô” nasceu polêmico e assume ainda mais polêmicas na tela, servindo de analogia para situações que ainda existem, perpetuando-se no país em pleno século 21. Neste sentido, quem diria, “Chatô” acaba se revelando um filme bem atual.

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