Stepan Nercessian é o novo presidente da Funarte
O novo ministro da Cultura, Roberto Freire, convidou o ator e deputado federal pelo Rio de Janeiro Stepan Nercessian (PPS) para presidir a Funarte (Fundação Nacional das Artes). A nomeação, que ainda não foi publicada no Diário Oficial, foi antecipada pelo jornal O Globo. O ator vai substituir Humberto Braga, que estava à frente da Funarte desde junho, empossado pelo então ministro Marcelo Calero. Calero pediu demissão da pasta no último dia 18, após acusar o ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) de pressão para liberação de uma obra. Em maio, quando o presidente Michel Temer transformou o ministério da Cultura em uma secretaria, o PPS defendeu o nome de Nercessian para ser o novo secretário. O atual ministro da Cultura é o presidente do partido. Nercessian começou a carreira em 1970, protagonizando o filme “Marcelo Zona Sul”, de Xavier de Oliveira. Já no ano seguinte, passou a trabalhar na Globo, onde participou de novelas como “Bandeira 2” (1971), “O Astro” (1977), “Feijão Maravilha” (1979), “Plumas & Paetês” (1980), “Selva de Pedra” (1886), “Vale Tudo” (1988), “Pátria Minha” (1994), “Força de Um Desejo” (1999), “Uga Uga” (2000), “Kubanacan” (2003) e “Cobras & Lagartos” (2006). Fez também minisséries de sucesso na emissora, entre elas “Anos Rebeldes” (1992) e “A Casa das Sete Mulheres” (2003), mas atualmente tem se dedicado mais às séries da TV paga, como “1 Contra Todos”, no canal Fox, e “Magnifica 70”, no HBO. No cinema, filmou quatro filmes com Cacá Diegues, “Xica da Silva” (1976), “Orfeu” (1999), “Deus É Brasileiro” (2003) e “O Maior Amor do Mundo” (2006), além de um clássico de Hector Babenco, “Lúcio Flávio, o Passageiro da Agonia” (1977). Mais recentemente, participou de “Trash: A Esperança Vem do Lixo” (2014), do inglês Stephen Daldry, e vem fazendo muito sucesso com besteiróis blockbusters, como “Meu Passado Me Condena: O Filme” (2013), “Um Suburbano Sortudo” (2016) e “Os Penetras” (2012). Ele também estará na sequência deste filme, “Os Penetras: Quem Dá Mais?”, que estreia em janeiro. Ex-presidente do Sindicato dos Artistas, Nercessian militou no PCB (Partido Comunista Brasileiro) na década de 1960. Migrou para o PPS, oriundo do PCB, quando o partido foi fundado. Foi eleito vereador do Rio de Janeiro em 2004 e reeleito em 2008. Em 2010, concorreu a deputado federal e conquistou o cargo com mais de 80 mil votos. A carreira política, porém, quase acabou em 2012, quando grampos da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, indicaram que o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso por envolvimento no crime organizado e corrupção, emprestara R$ 175 mil a Nercessian. O inquérito acabou arquivado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a pedido do ministro Ricardo Lewandowski, seguindo recomendação do Ministério Público Federal, que não encontrou indícios suficientes para continuar a investigação. A Funarte é o órgão responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas de fomento às artes visuais, à música, ao teatro, à dança e ao circo no Brasil, via incentivo à produção e a capacitação de artistas, ao desenvolvimento da pesquisa, à preservação da memória e à formação de público para as artes no Brasil. Nesse intuito, a Funarte concede bolsas e prêmios, mantém programas de circulação de artistas e bens culturais, promove oficinas, publica livros, recupera e disponibiliza acervos, provê consultoria técnica e apoia eventos culturais em todos os estados brasileiros e no exterior. Além disso, mantém espaços culturais no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, e disponibiliza parte de seu acervo gratuitamente na internet.
Jackie: Natalie Portman brilha em cena completa e comerciais do filme sobre Jacqueline Kennedy
A Fox Searchlight divulgou um cena completa e dois novos comerciais de “Jackie”, que destacam a performance da atriz Natalie Portman (“Thor”) no papel-título, como a ex-primeira dama dos EUA Jacqueline Kennedy. A cena mostra as dificuldades burocráticas que ela teve que enfrentar para realizar o funeral do presidente Kennedy, enquanto ainda sofria com a súbita viuvez, e os comerciais impressionam pelo realismo praticamente de documentário em que recria situações e cenas muito conhecidas. A produção marca a estreia do cineasta chileno Pablo Larrain (“No” e “O Clube”) em Hollywood, e acompanha Jackie em seus últimos dias na Casa Branca, que se seguiram ao assassinato do presidente John F. Kennedy em 1963. Além de Natalie Portman, o elenco também conta com Peter Sarsgaard (“Aliança do Crime”), Greta Gerwig (“Frances Ha”), Billy Crudup (“Spotlight”), John Hurt (“O Espião que Sabia Demais”), John Carroll Lynch (série “American Horror Story”), Max Casella (série “Vinyl”), Richard E. Grant (“A Recompensa”) e Caspar Phillipson (“Garoto Formiga”). O roteiro é de Noah Oppenheim (“Maze Runner”) e a produção executiva está a cargo do cineasta Darren Aronofsky, que dirigiu Portman em “Cisne Negro” (2010), o filme que rendeu à atriz seu festejado Oscar. Premiado nos festivais de Veneza e Toronto, “Jackie” estreia em 2 de dezembro nos EUA e apenas dois meses depois, em 2 de fevereiro, no Brasil.
Diretor do MIS, cineasta e cinéfilo vira o novo Secretário de Cultura de São Paulo
A gestão do prefeito eleito de São Paulo João Doria ainda não iniciou, mas já está sendo comemorada até por integrantes da oposição, após o anúncio do novo Secretário de Cultura municipal. André Sturm foi escolhido para o cargo na cidade que mais respira, consome e produz cultura no Brasil. Sturm tem uma carreira bastante ligada ao cinema, conhecendo como poucos as diferentes áreas da indústria cinematográfica nacional. Ele é o atual diretor do Museu da Imagem e do Som (MIS) e também responde pelo Programa Cinema do Brasil desde 2006, que organiza a exportação de filmes brasileiros. Sua gestão à frente do MIS é reconhecida por transformar o museu no segundo mais visitado de São Paulo. Retrospectivas com memorabilia e itens pessoais de Stanley Kubrick e David Bowie levaram 80 mil visitantes cada ao local. E a reconstituição do cenário e da história do “Castelo Rá-Tim-Bum”, em 2014, estabeleceu um público de blockbuster para o museu: 410 mil pessoas. Número que pode ser quebrado por “Silvio Santos Vem Aí”, a partir de 7 de dezembro. Diretor-roteirista de dois longas, “Sonhos Tropicais” (2001) e “Bodas de Papel” (2008), Sturm também trabalhou na distribuição de filmes de arte na Pandora Filmes, comandou a programação da Cinemateca Brasileira e até atuou como exibidor, assumindo o célebre Cinema Belas-Artes entre 2004 e 2011. Sua escolha é, por sinal, bem melhor que a primeira opção de Doria, o empresário de televisão Jose Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que recusou o convite após concluir que sua vinda do Rio seria muito cara. Até o vereador Andrea Matarazzo – ex-secretário estadual da Cultura, hoje no PSD – , que fez oposição à Doria nas eleições, parabenizou o prefeito pela escolha. Quando Matarazzo foi secretário estadual de Cultura, Sturm foi coordenador de Fomento e Difusão, entre 2007 e 2011. No cargo, era responsável pelo ProAC, a lei paulista de incentivo à cultura. Também levou a Virada Cultural a cidades do interior. E, como cinéfilo, uma das suas primeiras declarações, após ser confirmado no cargo, foi no sentido de garantir a continuidade do projeto da SPCine, a melhor iniciativa da gestão atual, do prefeito Fernando Haddad. “Vamos manter com o nível que ela merece. A gestão anterior fez um bom trabalho”, disse, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo. Sturm terá um orçamento restrito para trabalhar – este ano, ele foi estimado em R$ 501 milhões, 2% do total do município. E, segundo revelou, recebeu determinação do prefeito eleito Doria para olhar atentamente para a periferia. “Eu gosto de resumir essa ideia como se a secretaria de Cultura passasse a agir como um catalisador do que acontece nesses lugares”, explicou ao jornal.
Filme da Operação Lava-Jato começa a ser rodado em Curitiba
As filmagens da produção cinematográfica baseada na Operação Lava-Jato já começaram em Curitiba. Intitulado “Polícia Federal — A Lei É Para Todos”, o longa conta com um elenco de novela da Globo e diretor de besteirol nacional. Segundo reportagem do jornal O Globo, as primeiras cenas foram filmadas na sexta-feira (18/11) no interior da Superintendência da Polícia Federal no Paraná, no bairro Santa Cândida, em Curitiba, e a equipe ficará na capital paranaense até o próximo fim de semana. Locais que fazem parte do cotidiano do juiz Sérgio Moro em Curitiba — como o prédio da Justiça Federal e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde leciona — servirão de cenários para o filme, que também será rodado em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro. Entre as cenas previstas no cronograma de produção está a interceptação de um caminhão, com viaturas das polícias Federal e Rodoviária Federal na estrada PR-510, tiros e outros elementos que dão o tom do filme: um thriller político com ação e entretenimento, mas que também quer humanizar o trabalho dos profissionais envolvidos na operação. A trama vai apelar para a ficção, com protagonistas fictícios da polícia, mas se aterá às fases e aos principais acontecimentos da Lava-Jato. A soltura do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, vivido pelo ator Roney Facchini, foi uma das primeiras cenas gravadas. Ao encontrar a mulher, interpretada por Sandra Corveloni, ele a indaga sobre quem salvará sua reputação. O elenco ainda conta com nomes como João Baldasserini, Flávia Alessandra, Antonio Calloni, Bruce Gomlevsky, Adélio Lima e Ary Fontoura, que viverá Lula. Apesar de anteriormente confirmada, a participação de Rodrigo Lombardi como Sergio Moro não foi mantida pela produção, devido a sua agenda lotada. O roteiro foi escrito por Gustavo Lipsztein e Thomas Stavros (ambos da série de “1 Contra Todos”), e a direção está a cargo de Marcelo Antunez — de blockbusters como “Qualquer Gato Vira-Lata 2” e “Até que a Sorte nos Separe 3″, entre outros besteiróis. Com um orçamento de R$ 13,5 milhões, bancado por recursos de empresas privadas, de acordo com os produtores, o filme deve chegar aos cinemas no segundo semestre de 2017 e abrir uma trilogia sobre o tema. Nos bastidores, porém, brinca-se que o projeto pode vir a ser ser uma tetralogia, por conta do desenrolar da Lava-Jato. A verdade é que pode chegar ultrapassado às telas, atropelado pelos fatos da Lava-Jato real. Vale lembrar que o cineasta José Padilha (série “Narcos”) também está preparando uma série sobre a Lava-Jato para a plataforma de streaming Netflix. Para os mais curiosos, existe até mesmo um vídeo pornô da Lava-Jato.
Ary Fontoura viverá Lula no filme sobre a Lava-Jato
O veterano ator Ary Fontoura (o eterno Nonô Correa, de “Amor com Amor se Paga”) vai viver o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva no filme sobre a Operação Lava-Jato. Intitulado “Polícia Federal – A Lei É para Todos”, o filme tem orçamento de R$ 14 milhões, levantado junto a investidores privados, segundo sua equipe. Apesar de trazer personagens reais, como Lula e o juiz Sérgio Moro, que será vivido por Rodrigo Lombardi (novela “Velho Chico”), os protagonistas serão fictícios, inspirados em agentes da PF encarregados da operação. Na trama, eles serão vividos por Flavia Alessandra, Antonio Calloni e Bruce Gomlevsky. O longa será dirigido por Marcelo Antunez, especialista em besteiróis, que fez “Qualquer Gato Vira-Lata 2” (2015), “Até que a Sorte nos Separe 3: A Falência Final (2015)” e “Um Suburbano Sortudo” (2016). Segundo o produtor Tomislav Blaziac, o filme será o primeiro de uma trilogia e também deve render uma série de televisão. Vale lembrar que o cineasta José Padilha (série “Narcos”) também está preparando uma série sobre a Lava-Jato para a plataforma de streaming Netflix.
Scandal: 6ª temporada ganha novo trailer explosivo
A rede americana ABC divulgou um novo trailer da 6ª temporada de “Scandal”, que este ano vai começar mais tarde, na midseason, devido à gravidez de Kerry Washington, intérprete da protagonista Olivia Pope. O clima da prévia é literalmente explosivo, com direito a desafio do narrador: “boa sorte em sobreviver aos primeiros 10 minutos”. A estreia está marcada nos EUA para 19 de janeiro. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Sony.
Séries Graves e Berlin Station são renovadas
O novo canal pago Epix anunciou a renovação de suas duas primeiras séries, a comédia política “Graves” e o thriller de espionagem “Berlin Station”. As filmagens terão início no primeiro semestre de 2017, gerando mais 10 episódios para cada uma das atrações. Sátira política criada por Joshua Michael Stern (roteirista do filme “Promessas de um Cara de Pau”), “Graves” gira em torno de Richard Graves (Nick Nolte, de “Caça aos Gângsteres”), um ex-Presidente dos EUA que, 20 anos após o término de seu mandato, começa a perceber que seu governo prejudicou o país e resolve iniciar uma cruzada para reverter todo o mal que causou. Enquanto isso, sua esposa Margaret (Sela Ward, da série “CSI:NY”) toma a decisão de entrar para a política. Criada pelo estreante Olen Steinhauer e o veterano Bradford Winters (série “Boss”), “Berlin Station” acompanha as atividades do agente da CIA Daniel Meyer (Richard Armitage, da trilogia “O Hobbit”) numa missão secreta em Berlim, Alemanha. Com a ajuda de um espião veterano (Rhys Ifans, de “O Espetacular Homem-Aranha”), Daniel tenta identificar quem é Thomas Shaw, responsável por divulgar para o público informações secretas do governo. Durante suas investigações, ele se depara com uma conspiração que liga o caso a Washington. A crítica gostou bem mais da segunda, com 70% de aprovação no site Rotten Tomatoes – contra 56% da comédia. Paralelamente, o Epix prepara sua terceira série, uma adaptação do livro/filme “O Nome do Jogo” (1995).
Brasil tem novo Ministro da Cultura
O Palácio do Planalto informou que o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) será o novo ministro da Cultura, após Marcelo Calero pedir demissão. Presidente nacional do PPS (Partido Popular Socialista), que surgiu do antigo PCB (Partido Comunista Brasileiro), Freire foi convidado pelo presidente Michel Temer para assumir o cargo na sexta-feira (18/11), após Calero pedir demissão, alegando razões pessoais. Marcelo Calero entrou no governo em maio deste ano, após Temer assumir interinamente a Presidência da República. Inicialmente, ele foi nomeado secretário nacional de Cultura, órgão que foi vinculado ao ministério da Educação por algumas semanas, mas que voltou a ter autonomia depois da pressão de movimentos de grupos culturais contra a extinção do Ministério da Cultura (MinC). Na carta de demissão, ele agradeceu a Temer a “honra” de ocupar o cargo e disse que tomou a decisão, de ordem pessoal, em “caráter irrevogável”. “Durante os últimos seis meses, empreguei o melhor dos meus esforços, apoiado por uma equipe de extrema qualidade para pensar a política cultural brasileira. Saio do Ministério da Cultura com a tranquilidade de quem fez tudo o que era possível fazer, frente os desafios e limitações com os quais me defrontei. E que o fez de maneira correta e proba”, escreveu Calero. Apesar do tom cordato da carta, Calero saiu do cargo denunciando pressões de um colega do governo Temer, para a aprovação de um empreendimento imobiliário milionário na Bahia, que estava para ser embargado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, o ex-ministro acusou Geddel Vieira Lima, ministro-chefe da Secretaria de Governo, de tê-lo pressionado a produzir um parecer técnico para favorecer seus interesses pessoais. Há 50 anos atuando na política brasileira, Roberto Freire lutou pela redemocratização e pela anistia desde os tempos do MDB. Ele já foi candidato a presidente da República (em 1989, pelo PCB), elegeu-se senador (1995-2002), deputado estadual e federal e fundou o PPS em 1992, quando liderou uma dissidência do PCB. O deputado informou que ainda não conversou com o presidente e que pretende falar também com Calero. Mas o novo ministro começa com uma boa notícia para o setor, que é a disposição de Temer em injetar mais recursos para políticas da área, já tendo anunciado um aumento de 40% no orçamento do Ministério da Cultura para 2017.
José de Abreu terá que devolver R$ 300 mil captados pela Lei Rouanet
O ator José de Abreu terá de devolver R$ 300 mil captados via Lei Rouanet para a turnê do espetáculo “Fala, Zé” pelo Sudeste. Ele caiu na malha fina do Ministério da Cultura, que detectou irregularidades na prestação de contas de recursos incentivados para vários projetos. A informação foi publicada, via portaria do MinC, no Diário Oficial. Abreu, que é conhecido por viver vilões em novelas da rede Globo, destacou-se nas últimas eleições presidenciais como garoto-propaganda da campanha de Dilma Rousseff, além de ter chamado atenção por suas manifestações agressivas nas redes sociais e pelo episódio triste de cusparada numa mulher num restaurante. A Orquestra Sinfônica Brasileira também está na lista. Terá de devolver R$ 2 milhões. A todo, 11 projetos realizados via Lei Rouanet tiveram a prestação de contas reprovada. No total, os proponentes terão que devolver R$ 4.721.417,17. Entre as razões para a reprovação de contas dos projetos listados pelo MinC estão o descumprimento do objeto ou objetivo, o descumprimento do plano básico de divulgação, a omissão da prestação de contas e a falha na análise financeira. O valor a ser restituído corresponde ao montante captado, acrescido da atualização pelos índices da caderneta de poupança. A partir da publicação, o proponente tem o prazo de 10 dias para impetrar recurso administrativo contra a reprovação. Caso não apresente recurso, o artista terá de recolher o valor impugnado em 30 dias, podendo solicitar o parcelamento do valor devido em até 12 vezes. O pagamento é feito via Guia de Recolhimento da União. Aqueles que tiverem a prestação de contas reprovadas em definitivo ficarão impedidos de captar recursos por três anos por meio dos mecanismos do Programa Nacional de Incentivo à Cultura (Pronac).
250 mil pessoas assistiram filmes no circuito Spcine desde março
Um balanço do circuito Spcine estima que 250 mil pessoas assistiram filmes em alguma das suas 18 salas desde março, quando foi inaugurado. Os números serão divulgados oficialmente na quarta (16/11) na Expocine, feira do setor, mas foram antecipados pelo jornal Folha de S. Paulo. Mantido pela Prefeitura de São Paulo em CEUs (Centros Educacionais Unificados) e centros culturais, o circuito têm sessões às quartas, quintas e domingos. Nos CEUs, elas são gratuitas. E isto tem sido criticado por gerar custos. A Secretaria de Educação acabou incluindo em seu orçamento cerca de R$ 5 milhões anuais para a manutenção das salas, transporte do HD dos filmes e o aluguel desses títulos. A ideia de não cobrar ingressos é criticada por Sérgio Sá Leitão, ex-presidente da RioFilme, empresa que fez da capital fluminense a cidade mais atrativa para o audiovisual e que inspirou a Spcine. “A receita é o que assegura a continuidade do serviço”, disse Sá Leitão à Folha. “O sistema não pode depender do Estado. Imagine como fica numa situação como a da crise do governo estadual do Rio”. Também foi necessário ajustar a meta de expansão. Em março de 2015, quando o circuito da Spcine foi anunciado, a prefeitura tinha planos de implantar 83 salas até o fim da gestão de Haddad. No momento, só estão previstas mais duas, na Cidade Tiradentes e no Ipiranga, devem ser inauguradas até o fim do ano. O circuito exibidor, porém, é apenas um dos braços da Spcine, empresa municipal criada em janeiro de 2015 que também atua na produção e na distribuição do audiovisual na cidade. À época de seu lançamento, com orçamento previsto de R$ 65 milhões, a Spcine contava com uma verba de R$ 25 milhões que viria do governo estadual, mas que nunca veio. Segundo o atual secretário estadual de Cultura, José Eduardo Sadek, a burocracia e a crise econômica foram entraves que levaram ao recuo. “É complicado tecnicamente: não há como o governo entrar numa empresa sem o aval da Assembleia”, diz Sadek à Folha. “E hoje a queda da arrecadação é catastrófica. O nosso interesse é manter o que está funcionando.” Procurado, o prefeito eleito João Doria informou, via assessoria, que o futuro da Spcine ainda não foi discutido pelo grupo de transição.
Jackie: Natalie Portman impressiona ao incorporar Jacqueline Kennedy no novo trailer
A Fox Searchlight divulgou um novo trailer de “Jackie”, que destaca a performance da atriz Natalie Portman (“Thor”) no papel-título, como a ex-primeira dama dos EUA Jacqueline Kennedy. Ela aparece no centro de cenas impressionantes, devastada com o marido sangrando em seu colo, desesperada na UTI, tomando banho para tirar o sangue de seu vestido, mas também forte como a viúva que exige um funeral grandioso, até cair em si e perceber que já não é mais a primeira dama dos EUA. A produção marca a estreia do cineasta chileno Pablo Larrain (“No” e “O Clube”) em Hollywood, e acompanha Jackie em seus últimos dias na Casa Branca, que se seguiram ao assassinato do presidente John F. Kennedy em 1963. Além da atriz, o elenco também conta com Peter Sarsgaard (“Aliança do Crime”), Greta Gerwig (“Frances Ha”), Billy Crudup (“Spotlight”), John Hurt (“O Espião que Sabia Demais”), John Carroll Lynch (série “American Horror Story”), Max Casella (série “Vinyl”), Richard E. Grant (“A Recompensa”) e Caspar Phillipson (“Garoto Formiga”). O roteiro é de Noah Oppenheim (“Maze Runner”) e a produção executiva está a cargo do cineasta Darren Aronofsky, que dirigiu Portman em “Cisne Negro” (2010), o filme que rendeu à atriz seu festejado Oscar. Premiado nos festivais de Veneza e Toronto, “Jackie” estreia em 2 de dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Os Simpsons: Nova abertura mostra raiva de Bart por acertar que Trump seria presidente dos EUA
Após prever que o Donald Trump se tornaria presidente dos Estados Unidos há 16 anos, a série “Os Simpsons” resolveu lamentar o acerto. Uma cena da abertura da animação, exibida no domingo (13/11) na rede americana Fox, trouxe Bart Simpson escrevendo no quadro negro (uma das cenas clássicas da abertura da série) a frase “Acertar é uma droga”. Veja abaixo. O “acerto” aconteceu num episódio exibido em 2000, “Bart to the Future”, que refletia como seria o futuro dos Simpsons. Na trama, Lisa tinha sido eleita Presidente, herdando um país falido, após o desastre de ter sido presidido por ninguém menos que Donald Trump. Veja aqui. No mês passado, o jornal inglês The Guardian falou com o criador da série, Matt Groening, sobre o episódio. “Nós previmos que ele seria presidente no ano 2000, mas é claro que, na época, aquilo era a piada mais absurda que conseguíamos pensar, e isso ainda é verdade. Vai além da sátira”, afirmou. Renovada para sua 30ª temporada, “Os Simpsons” vai quebrar um novo recorde em 2018, quando se tornará a série com o maior número de episódios da história da TV. The Simpsons updates its 2000 prediction of a Trump Presidency… #TheSimpsons pic.twitter.com/Myf5rYb9Dj — The Simpsons (@TheSimpsons) November 14, 2016
Marilyn Manson decapita Trump em novo clipe
O cantor Marilyn Manson divulgou um trecho de seu novo clipe, em que aparece cortando a cabeça de alguém muito parecido com o presidente eleito dos EUA, Donald Trump. A música se chama “Say10” e fará parte do álbum de mesmo nome, que Manson pretende lançar em fevereiro. Ele adiantou o trecho para coincidir com a eleição americana. “Como artista, é meu dever trazer questionamentos. O espectador deve respondê-los”, disse ele em entrevista ao site Daily Beast. “Seja lá o que aconteça amanhã (o clipe foi lançado antes do resultado das eleições), o visual deve criar contemplação. Porque obviamente é tudo maior do que apenas amanhã. É sobre os atos desesperados das pessoas que acreditam no que é pregado por um descrente.” Vale lembrar que, no início do ano, Manson declarou que não iria votar na eleição presidencial, pois considerava as opções como “escolher entre bosta de gato e bosta de cachorro”. O resultado é que uma das bostas foi eleito, e quem não votou ajudou neste resultado. Atualmente, o cantor pode ser visto também como ator na série “Salem”.












