Série de José Padilha sobre a Lava Jato terá Selton Mello no papel principal
A série que o cineasta José Padinha (“Tropa de Elite”) desenvolveu sobre a Operação Lava Jato ganhou título, elenco e já começou a ser gravada. Intitulada “O Mecanismo”, a atração será estrelada por Selton Mello (“O Palhaço”) e Caroline Abras (“Entre Idas e Vindas”), e os coadjuvantes incluem Enrique Diaz (série “Justiça”), Lee Taylor (novela “Velho Chico”), Antonio Saboia (“O Lobo atrás da Porta”), Jonathan Haagensen (“Cidade de Deus”), Alessandra Colasanti (“É Proibido Fumar”), Leonardo Medeiros (“O Vendedor de Sonhos”) e Susana Ribeiro (novela “A Lei do Amor”). Na trama, Selton Mello será um delegado aposentado da Polícia Federal e Caroline Abras interpretará sua discípula, uma agente federal ambiciosa. O roteiro foi escrito por Elena Soarez (“A Busca”) e Sofia Maldonado (documentário “Pelas Janelas”) e os episódios serão dirigidos por Padilha, em parceria com os cineastas Marcos Prado (“Paraísos Artificiais”) e Felipe Prado (“Partiu”). Padilha e Prado ainda dividem a produção. A 1ª temporada terá oito episódios, livremente inspirados nas investigações da Lava Jato, que apura casos de corrupção sistêmica, política e econômica no Brasil, com exibição prevista para 2018 na Netflix. Anunciada há um ano, “O Mecanismo” será a segunda série brasileira da Netflix, após a sci-fi “3%”, e a segunda atração produzida por Padilha para a plataforma de streaming, que também assina a bem-sucedida “Narcos”, atualmente renovada para sua 3ª temporada.
Richard Gere estrela trailer tenso e legendado de O Jantar
A Califórnia divulgou o primeiro trailer de “O Jantar” (The Dinner), drama estrelado por Richard Gere, que teve sua première mundial no Festival de Berlim 2017. A prévia destaca a preparação, o encontro e o assunto do tenso jantar do título, realizado num restaurante elitista e envolvendo o futuro dos filhos de dois casais, que fizeram, conforme sugere o vídeo, algo terrível. Para complicar, os pais são dois irmãos que se odeiam e suas mulheres têm dificuldades para aceitar as consequências das decisões que precisam ser tomadas. Baseado num romance do holandês Herman Koch já filmado em 2013, “The Dinner” é a segunda parceria consecutiva entre Gere e o cineasta israelense-americano Oren Moverman, após o drama de sem-teto “O Encontro”, de 2014. O elenco também inclui Steve Coogan (“Philomena”), Rebecca Hall (“Homem de Ferro 3”), Laura Linney (“Sully”) e Chloë Sevigny (série “Bloodline”). O filme teve lançamento limitado no fim de semana nos EUA e estreia em 1 de junho no Brasil.
Volta de Will & Grace ganha primeiro pôster com direito a piadinha
Depois de 11 anos, “Will & Grace” está oficialmente de volta. A rede NBC divulgou um pôster do revival, já fazendo uma piadinha. O texto faz um trocadilho com a palavra “back”, que significa tanto que a série está de volta como está de costas, como mostra a imagem. “Will & Grace” acompanha as desventuras de um advogado gay e uma designer de interiores heterossexual, que dividem um apartamento em Nova York, sempre visitados por seus dois melhores amigos. A série foi exibida entre 1998 e 2006 nos EUA e venceu 16 prêmios Emmy, incluindo estatuetas para cada um de seus protagonistas, Eric McCormack (Will), Debra Messing (Grace), Megan Mullally (Karen) e Sean Hayes (Jack). E agora voltará para mais 12 episódios inéditos, todos escritos pelos criadores da atração, Max Mutchnick e David Kohan, e dirigidos por James Burrows, que comandou os episódios das oito temporadas originais. A volta da série vai acontecer no outono americano, entre setembro e novembro.
Seven Seagal é banido da Ucrânia por representar ameaça à segurança nacional
A Ucrânia proibiu Steven Seagal de entrar no país, acusando o ator americano de ser uma ameaça à segurança nacional. De acordo com uma carta publicada no site “Apostrophe”, Seagal está banido do país por cinco anos. A notícia foi confirmada pelo secretário de imprensa do governo, segundo o jornal inglês The Guardian. A carta afirma que essa decisão é tomada quando uma pessoa “comete ações socialmente perigosas (…) que contradizem os interesses da segurança da Ucrânia”. A proibição do astro de “Difícil de Matar” (1990), “Fúria Mortal” (1991) e “A Força em Alerta” (1992) se deve às suas relações com a Rússia. Seagal recentemente recebeu nacionalidade russa, país que apoia separatistas do leste ucraniano. Além disso, é amigo pessoal do presidente russo Vladimir Putin. Anteriormente, a Ucrânia já tinha banido Gerard Depardieu, outro amigo de Putin, e proibiu mais de 100 filmes russos de serem comercializados no país. Mas Seagal foi mais longe que Depardieu, que também recebeu cidadania russa. Em 2014, o americano classificou a anexação da Crimeia pela Rússia como uma medida “muito razoável”. Aparentemente saudoso da antiga União Soviética, recentemente Seagel ainda se encontrou com o ditador da Bielorrússia Alexander Lukashenko, participou de jogos nômades no Quirguistão e de danças tradicionais na Chechênia, país em que supostamente não existem homossexuais… vivos.
5ª temporada de House of Cards ganha novas fotos e trailer poderoso
A Netflix divulgou um banner, 15 novas fotos e o trailer legendado da 5ª temporada de “House of Cards”. Acompanhado por um discurso ambicioso e revoltante de Frank Underwood (Kevin Spacey), a prévia dá a dimensão do projeto de poder do presidente-vilão, que conta com o apoio de sua mulher, Claire (Robin Wright), para perpetuar a família na Casa Branca. Como Frank não foi eleito presidente, mas beneficiou-se de manipulações e escândalos para ocupar o cargo, ele enfrentará seu maior teste nos próximos episódios, mostrando se será capaz de encantar o povo americano e vencer uma eleição presidencial. A 5ª temporada de “House of Cards” terá algumas novidades no elenco, como Patricia Clarkson (“Maze Runner”) e Campbell Scott (“O Espetacular Homem-Aranha”), que estamparam as primeiras fotos divulgadas pela Netflix, em fevereiro. Os próximos episódios estarão disponíveis em 30 de maio.
Filme Mera Coincidência pode virar série de comédia política
Em sincronicidade com as palavras-chaves do governo de Donald Trump dos EUA, “fake news” e “fatos alternativos”, a HBO aprovou o começo de desenvolvimento de uma série de comédia baseada no filme “Mera Coincidência” (1997). Segundo o site The Hollywood Reporter, a adaptação será produzida pelo diretor do filme original, Barry Levinson, em parceria com o ator Robert De Niro, um dos astros da sátira política. “Mera Coincidência” (Wag the Dog) acompanhava os esforços de uma equipe de relações públicas para desviar a atenção do público de um escândalo sexual envolvendo o presidente americano às vésperas de uma eleição. Para tanto, o grupo resolver chamar um cineasta e criar uma guerra fictícia. Além de De Niro, o elenco ainda destacava Dustin Hoffman e Anne Heche. Na época, a trama era uma grande sátira ao escândalo sexual envolvendo o ex-presidente Bill Clinton, que quase sofreu um impeachment por ter mentido sob juramento a respeito de sua atividade sexual com a estagiária Monica Levinsky em pleno Salão Oval da Casa Branca. Mas não há dúvida de que o tom atual brincaria com as “notícias falsas” que Trump adora aludir em seu Twitter. Por enquanto, apenas o roteiro foi encomendado, e será escrito por Rajiv Joseph (“A Grande Escolha”). Caso o projeto avance, Levinson vai dirigir o piloto.
Agenda de Schwarzenegger em São Paulo teve ciclovia e prefeitura
Arnold Schwarzenegger veio, eventou, sashimizou, pedalou, prefeitou e já foi embora. A passagem do astro por São Paulo durou pouco mais de 72 horas, mas foi intensa. Ele esteve na cidade para participar da feira de fitness Arnold Classic e mostrou muita disposição para, aos 69 anos, cumprir uma agenda lotada. Além de participar da feira que leva seu nome, onde fez questão de atender a todos os pedidos de fotos e autógrafos, ele quis conhecer restaurantes japoneses da cidade – foi a três e se fartou de sushi e sashimi – , andou de bicicleta na ciclovia da Avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini até o Parque do Povo e não se incomodou em parar em vários momentos do percurso para atender os fãs. Também dispensou a locomoção de helicóptero que lhe foi oferecida e preferiu circular por São Paulo de carro, para poder ver melhor a cidade. Para completar, na manhã de segunda-feira (24/4) visitou a Prefeitura, onde foi recebido por João Doria, para defender uma pauta de sustentabilidade – ele preside a ONG R20, sobre o tema. O prefeito fez um vídeo do encontro, aproveitando para se promover. Schwarzenegger, que também é político e foi governador da Califórnia, nem mesmo se incomodou quando uma funcionária da cantina da prefeitura pediu para fazer uma foto, mas o celular dela descarregou no momento do clique. Ele pacientemente esperou que o aparelho recarregasse para atender a seu pedido. Durante o período em que esteve em São Paulo, sua única exigência foi ter sempre à mão uma jarra de água de coco fresca – ele toma, no mínimo, 6 litros da bebida por dia.
Viggo Mortensen se junta a atores e cineastas argentinos em protesto contra o governo Macri
O ator americano Viggo Mortensen se juntou a astros e cineastas argentinos num protesto contra a decisão do presidente Mauricio Macri de demitir o titular do Instituto Nacional de Cinema e Artes Audiovisuais (INCAA), após o surgimento de suspeitas de corrupção durante o governo de Cristina Kirchner (2007-2015). O INCAA é o equivalente à Ancine na Argentina e, entre outras coisas, lida com a regulamentação e as verbas de financiamento e fomento do cinema no país. Mortensen, que viveu parte da infância na Argentina, publicou um vídeo nas redes sociais no qual, em espanhol perfeito, questiona a recente medida do ministro da Cultura Pablo Avelluto e chama o presidente Macri de “fanfarrão neoliberal”, que põe em risco os recursos financeiros da indústria cinematográfica do país. “O cinema argentino se autofinancia e é uma fonte de orgulho para todos os argentinos”, destaca o ator americano. “Sendo assim, que Macri, Avelluto e todos os fanfarrões neoliberais não o atrapalhem. Não à destruição do cinema argentino”, completou o astro da trilogia “O Senhor dos Anéis”. O ator indicado a dois Oscars — por “Senhores do Crime” (2007) e “Capitão Fantástico (2016) — argumenta ainda que o “apoio estatal ao cinema em países como Argentina e França são exemplos exitosos de fomento cultural admirados em todo o mundo”. Veja o vídeo completo abaixo. Diversos nomes reconhecidos do cinema argentino estão unidos no protesto, como Ricardo Darín e Cecilia Roth, e um dos primeiros a se queixar da medida foi o cineasta Juan José Campanella, vencedor do Oscar por “O Segredo dos Seus Olhos” (2009), que a qualificou como uma “opereta”. “Não há uma pessoa na indústria do cinema, nenhuma, que duvide da honestidade de Alejandro Cacetta. Horrível e torpe opereta”, escreveu ele no Twitter. O temor dos artistas é que, por trás da destituição de Cacetta, profissional elogiado por suas realizações em prol do cinema argentino, exista um plano de Macri para intervir na INCAA e “desativar os meios legítimos de financiamento” dessa autarquia de caráter público. Avelluto garante não duvidar da honra de Cacetta, mas afirma que ele não teve a “audácia” exigida para atuar contra funcionários do INCAA suspeitos de atos de corrupção no manejo de fundos. Entre as denuncias apresentadas pelo governo estão gastos com reformas e compras de mobiliário não justificadas. “Acompanhamos o caso, fizemos uma auditoria e foram dadas as explicações necessárias”, se defende Cacetta.
House of Cards entra em clima eleitoral em fotos da 5ª temporada
A Netflix divulgou mais quatro fotos da 5ª temporada de “House of Cards”, que revelam a campanha para o segundo mandato de Frank Underwood (Kevin Spacey), agora com sua mulher, Claire (Robin Wright), a seu lado na disputa como vice-presidente. Como Frank não foi eleito presidente, mas beneficiou-se de manipulações e escândalos para ocupar o cargo, ele enfrentará seu maior teste nos próximos episódios, mostrando se será capaz de encantar os eleitores. A 5ª temporada de “House of Cards” terá algumas novidades no elenco, como Patricia Clarkson (“Maze Runner”) e Campbell Scott (“O Espetacular Homem-Aranha”), que estamparam as primeiras fotos divulgadas pela Netflix, em fevereiro. Os próximos episódios estarão disponíveis em 30 de maio.
Fundador do festival É Tudo Verdade vai voltar a dirigir um filme
Amir Labaki, fundador do festival É Tudo Verdade, vai voltar a dirigir um filme. Ele prepara “1961”, documentário sobre o tema de seu primeiro livro, escrito 30 anos: “1961 — A Crise da Renúncia e a Solução Parlamentarista”. O foco é a renúncia de Jânio Quadros, a crise política que se seguiu, a campanha da legalidade no Rio Grande do Sul, em favor da posse do vice-presidente João Goulart, e a tentativa de golpe militar, então derrotado. “Parto da minha pesquisa original, então pioneira. Mas importantes materiais audiovisuais afloraram nestas três décadas”, disse Labaki, ao jornal O Globo. Labaki, que é originalmente jornalista, dirigiu apenas um filme em sua carreira: “27 Scenes About Jorgen Leth” (2008), sobre o documentarista dinamarquês Jorgen Leth.
Galeria F documenta época trágica, quando presos políticos eram condenados à morte no Brasil
Num tempo em que a insanidade e a ignorância de alguns pretende trazer de volta os militares ao poder, é muito importante não esquecer o que foi o período de trevas da ditadura militar brasileira (1964-1985). Muitas histórias já foram contadas pelo caminho documental, outras foram recriadas pela via da ficção, mas ainda há muito a desvendar. E a memória precisa ser estimulada, refrescada, para que não nos esqueçamos do que vivemos e não venhamos a cometer os mesmos erros. Os mais jovens precisam se informar sobre o que aconteceu naquele período, para poderem avaliar o que se passa hoje e para se posicionarem com clareza, já que há muita confusão e desinformação no ar. O documentário “Galeria F”, de Emília Silveira, reconstrói uma história muito relevante do período: a do preso político baiano Theodomiro Romero dos Santos, que desde os 14 anos de idade lutou combatendo a ditadura. Entrou para a luta armada atuando junto ao Partido Comunista Brasileiro Revolucionário. Aos 18 anos, foi capturado junto com outros companheiros e reagiu à prisão, matando um militar que tentava alvejar um dos militantes detidos na rua. Foi preso, sobreviveu às bárbaras torturas que sofreu ao longo de 9 anos de prisão, até que veio a anistia, que não foi ampla, geral e irrestrita, como se pretendia. Classificado como terrorista, ficou de fora da anistia, foi mantido preso, enquanto poucos permaneciam encarcerados, e foi ameaçado de morte. Mais do que isso, estava de fato condenado à morte, o primeiro da história republicana. A única alternativa seria fugir da prisão, o que, surpreendentemente, aconteceu em 1979, deixando a todos perplexos. Incluído aí o governador Antônio Carlos Magalhães, que se refere na TV a essa fuga e à busca que se empreendeu a partir de então. O filme de Emília Silveira, ela também uma ex-prisioneira política, refaz com o próprio Theodomiro, seu filho Guga e outros participantes daquele período, a incrível fuga, os lugares por onde ele passou, os refúgios, e como foi possível ludibriar desde os carcereiros da prisão a toda a estrutura policial militar do cerco à sua recaptura. É um belo trabalho documental, cheio de humanidade, que não se alimenta de ódio nem de vingança, mas da retomada de um período histórico brasileiro que não pode ser esquecido, com os elementos emocionais que estão envolvidos na vida das pessoas. Por exemplo, o filho Guga, com o documentário, pôde finalmente conhecer a verdadeira história do pai. E a galeria F, onde fica a cela que abrigou o prisioneiro político por muitos anos, acaba sendo a testemunha de uma época trágica, que ainda estamos buscando superar definitivamente. Será possível?
Volta de Will & Grace recebe encomenda de mais episódios
Antes mesmo da estreia, o revival de “Will & Grace” ganhou a encomenda de mais episódios. A rede NBC, que originalmente tinha negociado a produção de 10 capítulos para trazer de volta a sua série clássica, pediu mais dois, aumentando a 9ª temporada para 12 episódios inéditos. Todos os episódios serão escritos pelos criadores da atração, Max Mutchnick e David Kohan, e dirigidos por James Burrows, que comandou os episódios das oito temporadas originais. “Will & Grace” acompanhava as desventuras de um advogado gay e uma designer de interiores heterossexual, que dividiam um apartamento em Nova York, sempre visitados por seus dois melhores amigos. A série foi exibida entre 1998 e 2006 nos EUA e venceu 16 prêmios Emmy, incluindo estatuetas para cada um de seus protagonistas, Eric McCormack (Will), Debra Messing (Grace), Megan Mullally (Karen) e Sean Hayes (Jack). A estreia do revival ainda não foi marcada.
Christian Bale e Steve Carell vão voltar a trabalhar com o diretor de A Grande Aposta em drama político
Christian Bale e Steve Carell vão voltar a trabalhar com Adam McKay, que os dirigiu no premiado “A Grande Aposta” (2015). A dupla será reforçada por Amy Adams (“A Chegada”) no novo filme do diretor, que será uma cinebiografia de Dick Cheney, vice-presidente dos EUA entre 2001 e 2009. Bale deve dar vida a Cheney, Adams viveria sua esposa Lynne Cheney, enquanto Carrell é cotado para interpretar o secretário de defesa Donald Rumsfeld. O filme irá acompanhar Cheney durante os governos de Richard Nixon, Gerald Ford e George W. Bush, e como ele administrou a política externa americana depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. O próprio McKay está escrevendo o roteiro. Ele venceu o Oscar na categoria de Melhor Roteiro Adaptado por “A Grande Aposta”. Brad Pitt também está envolvido no projeto com a sua produtora Plan B, que produziu “A Grande Aposta”. As filmagens devem começar em maio.












