Filme sobre o impeachment de Dilma inspira mini-protesto no Festival de Berlim 2018
A exibição no Festival de Berlim 2018 do filme “O Processo”, documentário de Maria Augusta Ramos sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, atraiu um pequeno grupo manifestantes políticos. Mas se cerca de 200 pessoas “encheram” as redes sociais de disposição, cerca de 20 surgiram de fato nas ruas de Berlim, sob a temperatura de 2 graus, para protestar na Potsdamer Platz, praça próxima ao Palácio do Festival. O ato teve os já indefectíveis cartazes denunciando um “golpe” no país e manifestação de apoio ao ex-presidente Lula, condenado em segunda instância por corrupção e réu em diversos processos em andamento. Ao contrário do protesto da equipe de “Aquarius” no Festival de Cannes de 2016, o ato não tem ligação com a produção de “O Processo”. O documentário está entre os cinco longas brasileiros selecionados para a mostra Panorama. Quatro são documentários: “Aeroporto Central”, de Karim Aïnouz, “Ex-Pajé”, de Luiz Bolognesi, e “Bixa Travesty”, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman. O único filme de ficção selecionado foi “Tinta Bruta”, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher. Mas, pelo conteúdo político e politizável – certa revista já o denominou de “documentário contra o golpe do impeachment” – , “O Processo” é o que tem chamado mais atenção. Os manifestantes de Berlim aproveitaram a deixa, por exemplo, para ler uma carta pedindo “o resgate imediato do Estado democrático e de direito; o direito de Lula ser candidato; a volta da presidenta eleita; o enquadramento dos golpistas e imediata revogação dos seus atos; e por eleições limpas, transparentes e sem o aparelhamento dos golpistas”.
Filme de super-herói brasileiro, O Doutrinador ganha primeiras imagens
A Downtown e a Paris Filmes divulgaram as duas primeiras imagens de “O Doutrinador”, filme de super-herói brasileiro, baseado nos quadrinhos de Luciano Cunha. As imagens destacam o personagem-título com uniforme negro, capuz, máscara respiratória e brilhantes olhos vermelhos. Vivido pelo ator Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”), o Doutrinador combate um tipo de crime bem brasileiro, cometido por políticos, empresários e agentes corruptos. O personagem é inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller e já rendeu duas graphic novels. Originalmente concebido em 2008, o projeto ficou na gaveta de Luciano Costa até 2013, quando ele resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta contra “tudo o que está aí”. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem divide opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal, Miguel virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Não há meio termo com “O Doutrinador”. Com roteiro a cargo do ator Gabriel Wainer (visto na novela “Passione”), reescrito por mais cinco nomes, e direção de Gustavo Bonafé (do vindouro “Legalize Já!”, cinebiografia da banda Planet Hemp), o filme ainda inclui no elenco Eduardo Moscovis, Marília Gabriela, Helena Ranaldi, Tainá Medina, Carlos Betão, Samuel de Assis e Tuca Andrada, entre outros. O filme está previsto para setembro, em plena campanha presidencial, mas a história vai continuar numa série em 2019, que será exibida no canal pago Space.
Jennifer Lawrence dá pausa na carreira para se dedicar à política
Em setembro, a atriz Jennifer Lawrence anunciou que faria uma “pequena pausa” na carreira, embora ainda não tivesse certeza de como passaria seu tempo. Na ocasião, brincando sobre o que pretendia fazer com o tempo livre, a vencedora do Oscar por “O Lado Bom da Vida” (2012) disse que poderia “começar a fazer vasos de argila”. Agora, ela anunciou seus planos verdadeiros. Lawrence entrou na diretoria da ONG Represent.Us e vai tirar um período para se concentrar em ativismo político. Mais especificamente, em “tentar fazer com que os jovens se envolvam politicamente em nível local”, disse ela ao programa Entertainment Tonight. Seu trabalho, diz ela, não é “partidário”, mas é “anticorrupção”, em apoio a leis que “possam ajudar a prevenir a corrupção e consertar nossa democracia”. Em seu site oficial, a organização Represent.Us diz pretender reduzir a corrupção política e tornar o financiamento das campanhas mais transparente, entre outras iniciativas. No início deste ano, a atriz viajou para uma escola secundária em Ohio para conversar com uma classe sobre a importância do envolvimento político. Ela também comandou debates patrocinados pela ONG, além de ter se envolvido na Marcha das Mulheres, em protesto contra o assédio sexual e o governo Trump. De acordo com E! News, outros nomes de prestígio no conselho da ONG Represent.Us incluem os diretores David O. Russell, que trabalhou com Lawrence em três filmes, e Adam McKay, que filmará o primeiro longa da atriz após seu período sabático, intitulado “Bad Blood”.
The Post resgata espírito de contestação da Nova Hollywood dos anos 1970
Entre o final dos anos 1960 e início dos anos 1970, uma nova geração de cineastas tomou Hollywood de surpresa trazendo frescor para uma indústria que parecia desconectada com a nova geração. Em sua maioria influenciados pelo neorrealismo italiano e pela nouvelle vague francesa, estes diretores imprimiram uma tentativa de autoria em grandes produções e filmes de gênero, gerando clássicos como “O Poderoso Chefão” (1972), “O Exorcista” (1973), “Taxi Driver” (1976) e “A Conversação” (1974). O mais famoso expoente desta “Nova Hollywood” acabou sendo Steven Spielberg que, curiosamente, era o menos devedor aos franceses e italianos, fazendo produções que se inspiravam diretamente em clássicos do próprio cinema produzido nos Estados Unidos. Se na década de 1970 Spielberg poderia parecer um peixe fora d’água entre seus colegas, é interessante perceber como agora eles os referencia em “The Post: A Guerra Secreta”, fazendo um filme com cara dos thrillers políticos da época em que ele já era um diretor estabelecido, mas passava longe deste tipo de produção. Isso porque Spielberg parece compreender o cinema a partir do cinema. Se para contar histórias nos anos 1970 ele se voltava para diretores como John Ford, Alfred Hitchcock e outros tantos da chamada era de ouro de Hollywood, hoje ele remete a seus próprios colegas da época para contar uma história real passada em 1971. É por isso que “The Post” parece ser mais um filme sobre o cinema do período do que um drama realista. Não que isso seja de todo ruim. Acertando no elenco fabuloso, o filme usa Tom Hanks e Meryl Streep para ancorar seu drama político-jornalístico, em torno dos quais orbita um verdadeiro quem-é-quem das séries de TV. A dinâmica entre os atores funciona e o ritmo é bom, apesar de nunca conseguir atingir a mistura de urgência e informação do clássico do gênero “Todos os Homens do Presidente” (1976), para o qual “The Post” funciona como um prólogo (o jornal é o mesmo e os personagens de Hanks e Streep estão nos dois filmes). Contando os bastidores da denúncia que ficou conhecida como os “documentos do Pentágono”, o filme de Spielberg acompanha o vazamento de um relatório confidencial sobre aquilo que todo mundo sabia, mas não tinha como provar: o governo dos Estados Unidos, ao longo de diferentes presidentes e mandatos, tinha conhecimento de que a Guerra do Vietnã era uma empreitada destinada ao fracasso, mas mesmo assim insistiu no conflito, levando à morte de milhares de soldados e civis. Mas “The Post” não é sobre investigação jornalística (muito pelo contrário, já que os documentos literalmente caem nas mãos dos jornalistas), mas sobre escolhas morais. Quando o jornal The New York Times – que deu início às denúncias – é obrigado na justiça a parar de publicar suas matérias, sobra para o Washington Post a oportunidade de dar continuidade a algo que o governo chamava de “traição” e “crime de espionagem”. É aí que Tom Hanks, como o editor Ben Bradlee, e Meryl Streep, como a dona do jornal Kay Graham, brilham em seus dilemas humanos, que passam por medo, culpa e orgulho. “The Post” é sobre o dinheiro impedindo a verdade. Ou melhor, sobre como interesses comerciais se sobrepõem a interesses éticos. Quando se concentra nesta discussão, Spielberg consegue bons momentos de embate de ideias, e a escolha de emular seus colegas transgressores dos anos 1970 cai como uma luva no tema do filme que versa sobre assumir o risco de ser contra o sistema. Mas Spielberg é Spielberg e não resiste a alguns momentos melodramáticos no final, transformando Kay Graham e seu jornal em heróis grandiosos demais, figuras icônicas que não condizem com o realismo – ou estilo realista – que “The Post” parecia desesperadamente querer adotar. Um filme interessante, sobre uma história interessante, mas que pode ganhar interesse ainda maior se visto pelo filtro de uma alegoria metalinguística: Spielberg e George Lucas são comumente considerados os “traidores” da Nova Hollywood e responsáveis indiretos pelo seu fim, ao produzir blockbusters que teriam levado os estúdios a não mais se arriscarem em obras autorais. Um diretor que surgiu em um contexto de rebeldia, mas acabou se tornando um dos grandes representantes do mesmo sistema que sua geração desafiava. Assim como Kay Graham e seu The Washington Post, que veio a se tornar um dos jornais mais conhecidos do mundo. Talvez Spielberg se identifique com a mulher que conseguiu aliar risco com business – não que ele venha se arriscando tanto ultimamente…
John Gavin (1931 – 2018)
Morreu John Gavin, que foi galã e diplomata, e trabalhou com alguns dos maiores diretores de todos os tempos, como Alfred Hitchcock, Stanley Kubrick, Michael Curtiz e Douglas Sirk. Ele tinha 86 anos e faleceu na sexta-feira (9/2). John Anthony Golenor nasceu em Los Angeles em 8 de abril de 1931. Sua mãe era mexicana e ele cresceu falando inglês e espanhol. Na juventude, frequentou a Academia Militar, formou-se em Economia na Universidade de Stanford e serviu na Marinha dos EUA como um oficial de inteligência aérea. Seu objetivo era uma carreira no corpo diplomático, mas, por sugestão de um amigo, acabou estudando atuação com o respeitado professor Jeff Corey e obteve um contrato na Universal. Sua estreia aconteceu no western “Onda de Paixões” (1956), sob o pseudônimo John Gilmore. O nome John Gavin surgiu pela primeira vez em seu terceiro longa, nos créditos de “4 Garotas… 4 Destinos” (1957), antes de ser escalado em dois clássicos do rei dos melodramas Douglas Sirk, “Amar e Morrer” (1958) e “Imitação da Vida” (1959). Com esses filmes, foi alçado à condição de protagonista e promovido como um “novo Rock Hudson” pela Universal. Acabou vencendo o Globo de Ouro de Revelação pelo primeiro e fazendo par romântico com Lana Turner no segundo. Gavin também teve um papel importante em “Psicose” (1960), de Alfred Hitchcock, como Sam Loomis, o namorado de Marion Crane (Janet Leigh), que ajuda a desvendar o segredo de Norman Bates (Anthony Perkins). No mesmo ano, ele ainda viveu o general Júlio César, seduziu Sofia Loren e salvou a vida de Doris Day em três outros clássicos: respectivamente, “Spartacus”, de Stanley Kubrick, “O Escândalo da Princesa”, de Michael Curtiz, e “A Teia de Renda Negra”, de David Miller. Ele também fez par com Sandra Dee em duas comédias românticas de 1961, “Romanoff e Julieta” e “Com Amor no Coração”, e foi disputado por Julie Andrews e Mary Tyler Moore no clássico musical “Positivamente Millie” (1967), de George Roy Hill, pelo qual ganhou os maiores elogios de sua carreira. Mostrando independência, Gavin estrelou seu primeiro filme internacional como o protagonista de “Pedro Paramo” (1967), filmado no México, falado em espanhol e passado durante a Revolução Mexicana, que se tornou um enorme sucesso no exterior, aumentando ainda mais sua reputação. Ele ainda protagonizou o italiano “Assassinos de Aluguel” (1968) e a coprodução argentina “A Casa das Sombras” (1976), e foi sondado para assumir o papel de James Bond, na famosa franquia inglesa de espionagem. As negociações quase se concretizaram para “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971), mas Sean Connery resolveu voltar ao personagem, encerrando a oferta. Essa decepção ajudou-o a tomar uma decisão. No auge da carreira, preferiu diminuir os papéis no cinema pela oportunidade de seguir seus sonhos diplomáticos, trabalhando como assessor especial de dois secretários-gerais da OEA (Organização dos Estados Americanos). A partir daí, passou a privilegiar participações em séries, porque eram rápidas de filmar – como “Mannix”, “O Homem de Virgínia”, “O Barco do Amor”, “Casal 20” e “A Ilha da Fantasia”. Mantendo a boa aparência, ainda viveu Cary Grant numa telebiografia de Sofia Loren em 1980, um de seus últimos papéis. Gavin decidiu abandonar de vez a atuação no ano seguinte, ao ser nomeado Embaixador dos Estados Unidos no México pelo presidente Ronald Reagan, cargo que ocupou até 1986. Após realizar seu sonho de juventude, ele não voltou a atuar. Em vez disso, presidiu a Univisa Satellite Communications, empresa dona do canal americano de TV em espanhol Univision. Ele também presidiu o Sindicato dos Atores e era casado desde 1974 com a atriz Constance Towers (“O Beijo Amargo”).
Advogados estão sendo mortos no trailer da 2ª temporada de The Good Fight
A plataforma CBS All Access divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “The Good Fight”. A prévia mostra que advogados estão sendo mortos, enquanto o caso da fraude financeira da 1ª temporada vai a julgamento. O vídeo também revela a data de estreia dos novos episódios nos Estados Unidos. Spin-off de “The Good Wife” criado por Robert e Michelle King, o casal responsável pela série original, “The Good Fight”) reencontra Diane Lockhart (Christine Baranski) voltando ao trabalho, ao lado de uma nova equipe, que inclui Maia Rindell (Rose Leslie, da série “Game of Thrones”), uma jovem advogada lésbica que precisa lidar com o ódio de todos e o escrutínio da polícia devido a um escândalo financeiro de seu pai, e Lucca Quinn (Cush Jumbo, que entrou no elenco da última temporada de “The Good Wife”). A nova temporada vai resgatar mais uma personagem de “The Good Wife”: a promotora Liz Lawrence, vivida por Audra McDonald (série “Private Practice”) num único episódio da série original. Ela vai integrar o elenco fixo da atração, que também traz Delroy Lindo (série “Blood & Oil”) e Justin Bartha (franquia “Se Beber, Não Case”). “The Good Fight” retorna em 4 de março nos Estados Unidos e ainda não tem previsão de lançamento ao Brasil.
Diane Lane e Greg Kinnear entram na última temporada de House of Cards
A Netflix anunciou duas novidades no elenco da 6ª e última temporada de “House of Cards”, que voltou a ser gravada, três meses após as denúncias de assédio sexual que causaram a demissão do ator Kevin Spacey. A atriz Diane Lane (“Batman vs Superman”) e Greg Kinnear (“Melhores Amigos”) entraram na atração. Eles interpretarão irmãos, mas seus papéis não tiveram maiores detalhes divulgados. O personagem de Spacey, o Presidente Frank Underwood, não deve aparecer na temporada final, que será protagonizada por Robin Wright, intérprete de Claire Underwood, sua esposa na série. A produção também confirmou os retornos de Michael Kelly, Jayne Atkinson, Patricia Clarkson, Constance Zimmer, Derek Cecil, Campbell Scott e Boris McGiver para os episódios finais. Ainda não há data prevista para a estreia da 6ª temporada, que, com apenas oito capítulos, também será a menor de “House of Cards”.
O Mecanismo: Série da Netflix inspirada na Operação Lava-Jato ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou três fotos e o primeiro trailer de “O Mecanismo”, série livremente inspirada na Operação Lava-Jato, apresentada no vídeo como “o maior escândalo de corrupção de todos os tempos”. A prévia mostra detalhes conhecidos das investigações, mas altera os nomes que foram manchetes no noticiário político-policial brasileiro e até algumas denominações de instituições públicas, como a Polícia Federal, que vira Polícia Federativa na série. Em contraste com a suposta fidelidade de “Polícia Federal: A Lei É para Todos”, a opção por se identificar como ficção visa dar mais liberdade criativa e ritmo de thriller à produção, criada pelo diretor José Padilha (“Tropa de Elite”, “Narcos”) e a roteirista Elena Soarez (“A Busca”, “Xingu”). O elenco destaca Selton Mello (“O Filme da Minha Vida”) no papel de um delegado à frente das investigações, e Caroline Abras (“Gabriel e a Montanha”) como sua discípula, uma agente federal ambiciosa, além de Enrique Diaz (“Justiça”), Lee Taylor (“Entre Nós”), Antonio Saboia (“Lamparina da Aurora”), Jonathan Haagensen (“Cidade de Deus”), Alessandra Colasanti (“Magnífica 70”), Leonardo Medeiros (“Polícia Federal: A Lei é para Todos”) e Susana Ribeiro (“As Duas Irenes”). Dirigida por Padilha em parceria com Marcos Prado (“Paraísos Artificiais”) e Felipe Prado (“Partiu”), a série terá oito episódios rodados em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Brasília. Anunciada há quase dois anos, “O Mecanismo” será a segunda série brasileira da Netflix, após a sci-fi “3%”, e a segunda atração produzida por Padilha para a plataforma de streaming. Ele também produz a bem-sucedida “Narcos”, atualmente renovada para sua 4ª temporada.
Livro polêmico sobre os bastidores do governo Trump vai virar série
O livro “Fogo e Fúria – Por Dentro da Casa Branca de Trump” vai virar série, informou a revista The Hollywood Reporter. Uma das obras mais comentadas do início de 2018, que revela os bastidores do governo do presidente norte-americano, “Fogo e Fúria” teve seus direitos adquiridos pela Endeavor Content por mais de US$ 1 milhão. Mas, por enquanto, não há nenhum estúdio anexado à sua adaptação ou canal definido para sua exibição. Escrito por Michel Wolff, que também será produtor da série, o livro viralizou assim que foi anunciado e entrou rapidamente para a lista dos mais vendidos do New York Times. A repercussão causou estragos na carreira de antigos colaboradores do presidente, citados como fontes de revelações perturbadoras, e também na imagem de Trump, descrito no livro como alguém sem preparo para o cargo que ocupa. Há alguns dias, o próprio Trump ameaçou tomar medidas legais contra o autor. “Vamos olhar muito seriamente as leis de difamação em nosso país”, disse o presidente ao final de uma reunião com seu gabinete para discutir o primeiro ano de governo e os planos para o futuro. Para Trump, as leis devem ser modificadas de forma que “quando alguém diz algo que é falso e difamatório sobre uma pessoa, esta tenha a capacidade de recorrer à justiça”. Trump acrescentou que as “leis atuais sobre difamação são uma vergonha e uma desgraça, e não representam os valores americanos ou os valores de igualdade”. O autor do livro, Michel Wolff, não é um jornalista político. Sua carreira foi construída na área do entretenimento, como colunista da revista Vanity Fair, fundador do site Newser, editor da revista Adweek e autor de uma biografia de Rupert Murdock, o ex-dono do conglomerado Fox.
Mark Wahlberg vai doar cachê após polêmica de diferença salarial com Michelle Williams
O ator Mark Wahlberg anunciou neste sábado (13/1) que vai doar, em nome de Michelle Williams, o cachê que ganhou para refilmar as cenas de “Todo o Dinheiro do Mundo”. A notícia de que ele recebeu 1,5 mil vezes mais do que a atriz para participar das refilmagens causou uma grande revolta em Hollywood. Segundo o site do jornal USA Today, o cachê do ator foi de US$ 1,5 milhão. Enquanto isso, a também protagonista Michelle Williams recebeu US$ 80 por dia, totalizando US$ 1 mil. Ou seja, Michelle ganhou menos de 1% do que foi recebido por Mark. As refilmagens aconteceram em decorrência da decisão do diretor Ridley Scott de substituir o ator Kevin Spacey, envolvido num
Polícia de Los Angeles abre investigação contra Steven Seagal por agressão sexual
A polícia de Los Angeles abriu uma investigação criminal contra o ator de filmes de ação Steven Seagal por agressão sexual, informou nesta sexta-feira (12/1) a revista The Hollywood Reporter. Como a investigação acontece sob sigilo, não há detalhes sobre as denúncias, mas nos últimos meses Seagal foi acusado de abuso e assédio sexual por várias mulheres, e na quinta-feira uma figurante do filme “Em Terreno Selvagem” (1993) afirmou ter sido estuprada por ele. Algumas das acusadoras são atrizes conhecidas. Eva LaRue, que estrelou a série “CSI: Miami” por oito temporadas, disse ao site Deadline que o ator a trancou em uma sala durante um teste em sua casa em 1990 e depois abriu seu quimono, ficando de pé diante dela, apenas de cueca. E Portia de Rossi, da série “Arrested Development” e casada com a apresentadora Ellen DeGeneres, relatou no Twitter que, durante outro suposto teste, Seagal desceu o zíper da sua calça de couro, o que a fez sair correndo. Outras atrizes que revelaram assédios de Seagal foram Julianna Margulies, Jenny McCarthy e Katherine Heigl. Desde que o produtor Harvey Weinstein foi acusado de assédio sexual numa reportagem de outubro, do jornal New York Times, e poucos dias depois denunciado por estupro na revista New Yorker, dezenas de casos de agressão sexual em Hollywood vieram à tona, revelando como predadores prosperaram por décadas, graças à pressão e ameaças, utilizando status e poder para abusar de jovens atrizes, atores, roteiristas e outros integrantes de equipes de produção, tanto no cinema quanto na televisão. Quando as vítimas começaram a compartilhar suas histórias nas redes sociais, utilizando a hashtag #Metoo, um movimento para expor todos os abusadores tomou forma, e artistas tão diferentes quanto Kevin Spacey, Dustin Hoffman, James Franco, Brett Ratner, John Lasseter, Louis C.K. e Bryan Singer tiveram seus nomes envolvidos em escândalos.
Diferença salarial entre Michelle Williams e Mark Wahlberg em Todo o Dinheiro do Mundo causa alvoroço
A notícia de que o ator americano Mark Wahlberg ganhou 1,5 mil vezes mais do que Michelle Williams para participar das refilmagens de “Todo o Dinheiro do Mundo” causaram uma grande revolta em Hollywood. Segundo o site do jornal USA Today, o cachê do ator foi de US$ 1,5 milhão. Enquanto isso, a também protagonista Michelle Williams recebeu US$ 80 por dia, totalizando US$ 1 mil. Com isso, Michelle ganhou menos de 1% do que foi recebido por Mark. “Por favor vão ver a atuação de Michelle em ‘Todo o dinheiro do mundo’. Ela é uma atriz brilhante, nominada ao Oscar e vencedora de um Globo de Ouro”, escreveu a atriz Jessica Chastain (“A Colina Escarlate”), indignada no Twitter. “Trabalhou na indústria 20 anos. Merece mais de um por cento do salário que recebe seu colega homem”, completou. Entre outras manifestações nas redes sociais, a atriz Amber Tamblyn (“Quatro Amigas e um Jeans Viajante”) descreveu como “totalmente inaceitável” a grande diferença do pagamento. “Inaceitável no mínimo”, ecoou Busy Philipps (série “Cougar Town”). A veterana Mia Farrow descreveu a disparidade como “ofensivamente injusta”. E até o veterano produtor Judd Apatow considerou que se trata de “um desastre que é difícil de acreditar”. A discrepância teria ocorrido por causa de cláusulas diferentes nos contratos dos dois atores. Mas em vez de explicar, isto torna a situação mais difícil de ser aceita, já que ambos têm suas carreiras agenciadas pela mesma empresa, a WME, conforme apontou Sophia Bush (série “Chicago P.D.”), comentando a necessidade “de práticas justas”. Aparentemente, os mesmos agentes não consideraram importante salvaguardar Williams como fizeram com Wahlberg. Isto porque o contrato da atriz previa regravações, enquanto o do ator não. Assim, os agentes de Wahlberg puderam exigir uma fortuna para ele voltar ao trabalho, enquanto Williams, que já foi indicada quatro vezes ao Oscar, trabalhou pelo salário mínimo da categoria. As refilmagens aconteceram em decorrência da decisão do diretor Ridley Scott de substituir o ator Kevin Spacey, envolvido num
Michael J. Fox entra na série Designated Survivor
O ator Michael J. Fox vai voltar à TV. Ele entrou no elenco de “Designated Survivor”, numa participação recorrente, que se estenderá por cinco episódios. Na série, ele interpretará Ethan West, um advogado de Washington que é contratado pelo Gabinete do Presidente e, posteriormente, nomeado como promotor especial para investigar um alegado vazamento de informação confidencial pelo ex-presidente Cornelius Moss (Geoff Pierson). Mas seu comprometimento apenas à sua própria causa o torna um adversário imprevisível e formidável para o presidente Tom Kirkman (Kiefer Sutherland). O ator, que sofre do Mal de Parkinson, voltou a ativa em 2013, com a série de comédia “The Michael J. Fox Show”. Após o cancelamento em 2014, ele vem fazendo participações em diversas séries, como “The Good Wife”, “Nightcap” e “Curb Your Enthusiasm”. “Designated Survivor” passa a exibir a segunda metade de sua 2ª temporada a partir de 28 de fevereiro no canal americano Fox.












