Johnny Depp e Amber Heard gravam desculpas por entrar ilegalmente com seus cachorros na Austrália
O ator Johnny Depp e sua mulher, a atriz Amber Heard, gravaram um vídeo se desculpando por terem entrado ilegalmente com seus cães na Austrália, durante as filmagens de “Piratas do Caribe: Os Mortos Não Contam Histórias”. A gravação foi divulgada pelo Departamento de Agricultura do país e mostra os dois dizendo-se arrependidos e aconselhando turistas a respeitarem as leis de quarentena do país. “A Austrália é uma ilha maravilhosa, com um tesouro de plantas, animais e pessoas únicas”, diz Amber Heard. “Isso deve ser protegido”, completa Depp. “A Austrália está livre de muitas doenças que são comuns ao redor do mundo. Por isso o país precisa ter leis de biossegurança tão rígidas”, continua a atriz. “E os australianos também são únicos, calorosos e diretos. Quando você desrespeita a lei na Austrália, eles vão te dizer de maneira firme”, retoma Depp. “Sinto muito que nossos cães não tenham sido declarados. Proteger a Austrália é importante”, desculpa-se Amber. “Declare tudo quando você entrar na Austrália. Obrigado”, conclui Depp. Com a gravação, o casal evitou uma condenação no país, onde Depp gravou o quinto filme da franquia “Piratas do Caribe” no começo de 2015. Amber ainda declarando-se culpada por dar um testemunho falso sobre a dupla de yorkshires do casal. Na época, o Ministro da Agricultura local ameaçou sacrificar os cães, que deveriam ter passado por quarentena obrigatória. Os bichinhos voltaram imediatamente para os EUA, sobrevivendo à sentença. O casal saiu de sua casa, no Havaí, para a audiência em Queensland, na Austrália, a bordo de um jato particular. De acordo com a BBC, Depp quase cochilou em vários momentos da sessão, apesar de poder enfrentar uma pena de até dez anos de prisão, ou multas de até R$ 720 mil. Ao final, o juiz aceitou as desculpas do casal e os dispensou de pagar multa por importação ilegal. Os dois se abraçaram ao ouvir a sentença.
Preacher: Novo teaser põe fogo na adaptação dos quadrinhos da Vertigo
O canal pago americano AMC divulgou um novo teaser da vindoura série “Preacher”. A prévia mostra a estrada que leva à igrejinha do pastor Jesse Cutler pegando fogo. Adaptação dos quadrinhos homônimos da Vertigo (selo adulto da DC Comics), criados por Garth Ennis, a série acompanha o que acontece depois da igreja do pastor Cutler ser fulminada por um raio (na verdade, uma entidade vinda dos céus), que extermina todos os fiéis e confere ao religioso poderes divinos, mas também o torna alvo dos novos administradores do Céu. Em busca de respostas, ele se junta ao vampiro bêbado Cassidy e a sua ex-namorada pistoleira Tulip numa jornada que cruza o interior dos EUA em busca de Deus. O ator Dominic Cooper (série “Agent Carter”) vive o protagonista, o papel do vampiro Cassidy foi parar nas mãos de Joseph Gilgun (série “Misfits”) e Ruth Negga (série “Agents of SHIELD”) interpreta a personagem Tulip, que nos quadrinhos é loira. A produção também trará Ian Colletti (série “Rake”) no papel do polêmico Cara de Cu, que destruiu o rosto numa tentativa malfadada de suicídio, em homenagem a Kurt Cobain. Além deles, Lucy Griffiths (série “True Blood”) vai aparecer como uma nova personagem, criada especialmente para a TV, e Elizabeth Perkins (série “Weeds”) interpretará uma vilã, que nos quadrinhos é homem. A série foi desenvolvida pelo roteirista Sam Catlin (série “Breaking Bad”) em parceria com a dupla Seth Rogen e Evan Goldberg (“É o Fim” e “A Entrevista”). Rogen e Goldberg também assinam o piloto, além de produzirem junto com Catlin e Neal H. Moritz (franquia “Velozes & Furiosos”). A estreia está marcada para 22 de maio nos EUA.
Preacher: Veja uma cena violenta da nova série baseada em quadrinhos
O canal pago americano AMC divulgou uma cena da vindoura série “Preacher”. A prévia destaca a violência da atração, ao mostrar como Ruth Negga (série “Agents of SHIELD”) usa revólver, faca e dentes para sobreviver a uma tentativa de assassinato no interior de um carro em movimento. Na série, ela interpreta a personagem Tulip, que nos quadrinhos em que a trama se baseia é loira. Adaptação dos quadrinhos homônimos da Vertigo (selo adulto da DC Comics), criados por Garth Ennis, a série acompanha o que acontece depois da igreja do pastor Jesse Cutler ser fulminada por um raio (na verdade, uma entidade vinda dos céus), que extermina todos os fiéis e confere ao religioso poderes divinos, mas também o torna alvo dos novos administradores do Céu. Em busca de respostas, ele se junta a um vampiro bêbado (chamado Cassidy) e a uma ex-namorada pistoleira (Tulip) numa jornada que cruza o interior dos EUA em busca de Deus. O ator Dominic Cooper (série “Agent Carter”) vive o protagonista e o papel do vampiro Cassidy foi parar nas mãos de Joseph Gilgun (série “Misfits”). A produção também trará Ian Colletti (série “Rake”) no papel do polêmico Cara de Cu, que destruiu o rosto numa tentativa malfadada de suicídio, em homenagem a Kurt Cobain. Além deles, Lucy Griffiths (série “True Blood”) vai aparecer como uma nova personagem, criada especialmente para a TV, e Elizabeth Perkins (série “Weeds”) interpretará uma vilã, que nos quadrinhos é homem. A série foi desenvolvida pelo roteirista Sam Catlin (série “Breaking Bad”) em parceria com a dupla Seth Rogen e Evan Goldberg (“É o Fim” e “A Entrevista”). Rogen e Goldberg também assinam o piloto, além de produzirem junto com Catlin e Neal H. Moritz (franquia “Velozes & Furiosos”). A estreia está marcada para 22 de maio nos EUA.
Porta dos Fundos ridiculariza Lava-Jato e sofre rejeição maciça no YouTube
O grupo humorístico Porta dos Fundos achou que era uma boa ideia fazer piada com a suposta parcialidade da Polícia Federal na condução da operação Lava-Jato. Gravou em seu canal no YouTube um vídeo em que mostra um delator, interpretado por Fábio Porchat, contando podres de políticos do PSDB para um agente federal desinteressado, vivido por Gregório Duvivier. No esquete, enquanto mal-feitos do governo de Fernando Henrique Cardoso são ignorados, o rabisco de um prato com lula, numa conta de restaurante francês, vira prova irrefutável para deflagrar a prisão de Lula. Houve quem considerasse engraçado, mas a maioria torceu o nariz, fazendo com que o vídeo, intitulado “Delação”, ganhasse mais dislikes do que likes – 450 mil contra e 257 mil favoráveis. Trata-se de um fato inédito na trajetória do grupo. Vale reconhecer que o Porta dos Fundos já usou humor para parodiar o governo de Dilma Roussef, mas enquanto é fácil rir da presidente mais impopular do Brasil, a reação do público demonstra que é bem mais difícil aceitar a ridicularização do trabalho da Lava-Jato. A polarização reitera pesquisas de opinião pública, que demonstram o apoio da populução às investigações: 66,3% dos brasileiros acreditam que a Lava-Jato é positiva para o país (segundo o Instituto Paraná) e 62% acreditam na culpa de Lula nos casos de corrupção investigados (Instituto Datafolha). O fato é que o vídeo teve repercussão, rendeu respostas na internet e chegou a quase 4 milhões de pageviews em 48 horas, muito acima da média do canal. Para se ter ideia, o vídeo mais popular do Porta dos Fundos no mês passado foi visto 2,6 milhões de vezes. Entretanto, se serviu de chamariz, o conteúdo “polêmico” trouxe comentários indesejáveis, que realçam um visível descompasso entre a classe artística, movida a patrocínio estatal e lei de incentivo fiscal, e a população que paga impostos. Vários comentários na página do vídeo lembram que o Porta dos Fundos recebeu autorização do governo para captar R$ 7,5 milhões em incentivo fiscal para rodar seu filme, algo que pode virar fator de desgaste para o grupo, ainda mais se entre seus patrocinadores aparecerem empresas estatais. o
Conspiração e Poder revela-se o anti-Spotlight, desnudando o mau jornalismo
Boa parte das resenhas de “Spotlight – Segredos Revelados” chamou atenção para o fato de que aquele jornalismo investigativo, que demanda tempo para apurar uma reportagem à fundo, era uma espécie em extinção nestes dias de imediatismo online. Pois “Conspiração e Poder” se qualifica como o anti-“Spolight”. Também inspirado numa reportagem verídica da década passada, o longa, que marca a estreia na direção do roteirista James Vanderbilt (“O Espetacular Homem-Aranha”), mostra o que acontece quando a pressa para se produzir uma reportagem, visando sair na frente da concorrência com um furo exclusivo, vira um desserviço ao público. “Conspiração e Poder” dramatiza os bastidores de uma reportagem de 2004, produzida para o programa “60 Minutes” do canal CBS, apresentado, na época, por Dan Rather (Robert Redford, de “Capitão América 2”), uma espécie de lenda nos telejornais dos Estados Unidos, que emanava credibilidade no ar desde os anos 1960. Imagine uma denúncia do “Fantástico” na época de Sergio Chapelin para se ter a dimensão do impacto de uma notícia exibido no programa. Um escândalo em potencial, envolvendo o histórico de George W. Bush na Guarda Nacional, que teria aproveitado seus parentes importantes para evitar servir durante a Guerra do Vietnã – quando o alistamento era compulsório – , chega às mãos da produtora do programa, a jornalista Mary Mapes (Cate Blanchett, de “Carol”), que, pressionada a tomar uma decisão rápida, decide priorizar o deadline do programa sobre a checagem de fatos. O resultado vai ao ar sem o tempo necessário para sua apuração. E se prova calunioso. Num caso típico de mau julgamento, Mary, que havia vencido um prêmio por sua denúncia de abusos cometidos por militares americanos na prisão iraquiana de Abu Ghraib, teve sua ideologia explorada para cair numa cilada. Acreditando ser capaz de mudar os rumos da vindoura eleição presidencial com a informação exclusiva, sua decisão teve efeito inverso, fortalecendo o candidato do Partido Republicano, conforme a notícia começa a ser refutada pelos fatos, questionada primeiramente por blogs e depois por outras redes de televisão. Sem checar a intenção de sua fonte, a produtora fez sensacionalismo básico, queimou seu programa e acabou com a longa carreira de Rather, além de ter ajudado, por tabela, a eleger Bush como Presidente dos EUA. Mary Mapes nunca mais trabalhou com telejornalismo. Mas escreveu um livro sobre o caso, que é a base do filme. Por isso, seu ponto de vista domina a história, que busca, a todo o instante, justificar suas ações, a ponto de querer insinuar que a verdadeira conspiração foi desacreditar a reportagem. Bulshit das grossas, mas não deixa de ser ilustrativo de uma tendência: quando pego numa mentira, jornalistas insistem em seu ponto de vista até que isso comece a parecer verdade. Entretanto, ainda que o jornalismo imparcial seja um mito propagado por donos de empresas jornalísticas, o Jornalismo profissional é real e tem regras muito claras. E quando elas não são seguidas, alguém paga por isso – uma pessoa física, não a própria empresa, como demonstra o filme. É importante reparar, sobretudo, como “Conspiração e Poder” foi ofuscado por “Spotlight” nos cinemas americanos. Fez ridículos US$ 2,5 milhões durante toda a sua exibição, entre outubro e fevereiro, contra os US$ 44,4 milhões de “Spotlight”. Além disso, “Conspiração e Poder” não foi indicado a prêmio algum. Nem sequer a performance de Cate Blanchett chamou atenção, colocada para escanteio por suas diversas indicações por “Carol”, na temporada de premiações passada. Já “Spotlight” venceu o Oscar de Melhor Filme do ano. Filmes sobre vencedores têm, é verdade, maior apelo que filmes sobre perdedores. Mas as derrotas embutem lições melhores, como qualquer filósofo de botequim é capaz de demonstrar. Por isso, se o jornalismo idealizado ganha os prêmios, o mau jornalismo rende os melhores filmes, como “Abutre” em 2013. Embora “Conspiração e Poder” não chegue a tanto – não vai virar clássico ou cult – , ao menos joga uma luz necessária sobre as conspirações que se escondem por trás das manchetes das notícias. Sem esquecer que um filme que junta Robert Redford e Cate Blanchett merece, nem que seja durante a projeção de seus créditos, alguns aplausos.
Preacher: Veja a primeira foto do polêmico personagem Arseface
O canal pago americano AMC divulgou a primeira imagem do personagem mais controvertido de “Preacher”, adaptação dos quadrinhos homônimos da Vertigo (selo adulto da DC Comics). Trata-se de Eugene “Arseface” (Cara de Cu), que destruiu o rosto numa tentativa malfadada de suicídio, em homenagem a Kurt Cobain. O personagem é vivido por Ian Colletti (série “Rake”), que aparece convincente sob muita maquiagem, ainda que o visual dos quadrinhos seja mais radical. A série acompanha o que acontece depois da igreja do pastor Jesse Cutler ser fulminada por um raio (na verdade, uma entidade vinda dos céus), que extermina todos os fiéis e confere ao religioso poderes divinos. Determinado a descobrir o que aconteceu no Céu, ele se junta a um vampiro bêbado e uma ex-namorada pistoleira numa jornada que cruza o interior dos EUA em busca de Deus. O ator Dominic Cooper (série “Agent Carter”) vive o protagonista, o papel do vampiro Cassidy foi parar nas mãos de Joseph Gilgun (série “Misfits”) e Tulip, que é loira nos quadrinhos, será vivida por Ruth Negga (série “Agents of SHIELD”). Além deles, Lucy Griffiths (série “True Blood”) vai aparecer como uma nova personagem, criada especialmente para a TV, e Elizabeth Perkins (série “Weeds”) interpretará uma vilã, que nos quadrinhos é homem. A série foi desenvolvida pelo roteirista Sam Catlin (série “Breaking Bad”) em parceria com a dupla Seth Rogen e Evan Goldberg (“É o Fim” e “A Entrevista”). Rogen e Goldberg também assinam a direção do piloto, além de coproduzir a atração junto com Catlin e Neal H. Moritz (franquia “Velozes & Furiosos”). A estreia está marcada para 22 de maio nos EUA.
Produtor de Nina diz que criticar Zoë Saldaña por “não ser negra o suficiente” também é racismo
O produtor Robert L. Johnson, proprietário do estúdio RLJ Entertainment, resolveu responder às críticas contra a escalação de Zoë Saldaña para viver a cantora Nina Simone no cinema. Desde que a atriz, de origem afro-latina, foi anunciada como protagonista da cinebiografia “Nina”, pessoas ligadas ao espólio da cantora tem reclamado de que ela “não é negra o suficiente” para interpretar Nina Simone, que, além de gravar discos maravilhosos de jazz/soul, participou ativamente do movimento pelos direitos civis nos EUA. A manifestação mais dura veio do perfil de Nina Simone no Twitter, que mandou Zoë tirar “o nome de Nina da boca”. Em resposta, o produtor de “Nina” aponta que estas críticas são um resquício da mentalidade da época da escravidão. “É muito triste que afro-americanos falem sobre o assunto de uma forma que nos remete à forma como éramos tratados quando éramos escravos”, disse Johnson ao site The Hollywood Reporter. “Os senhores dos escravos separavam os que tinham pele clara daqueles com pele mais escura, e parte desse DNA social ainda existe hoje entre a comunidade negra”. Além da família de Nina Simone, a escolha de Zoë também foi criticada por India Arie, que viveu a cantora na série “American Dreams”, em 2003. Em 2012, ela já havia escrito uma carta aberta criticando a decisão de escurecer artificialmente a pele da atriz e usar uma prótese em seu nariz para que ela assumisse feições mais negras. Na ocasião, ela defendeu que Nina Simone fosse interpretada por Viola Davis, que havia acabado de vencer o Oscar por “Histórias Cruzadas” (2011). Em uma entrevista recente ao The Hollywood Reporter, India Arie lembrou que a pele escura foi determinante para Nina Simone. “Ela teria tido uma carreira diferente se fosse mais parecida com Lena Horne ou Dorothy Dandridge. Ela poderia ter sido a primeira pianista negra, famosa em todo o mundo”, disse ela. Mas para Robert L. Johnson, essa discussão sobre pigmentação serve apenas para aumentar o racismo e colocar os negros uns contra os outros. “Muitos que estão discutindo o assunto não percebem suas implicações”, ele pondera. “Imagine se eu fosse fazer uma cinebiografia sobre Lena Horne, que obviamente tinha a pela clara, ou sobre Dorothy Dandridge. Seria justo colocar um aviso dizendo ‘não aceitamos negras’? Seria ridículo”. Recentemente, a filha de Nina Simone veio a público reclamar dessa discussão, defendendo Zoë Saldaña, ao mesmo tempo em que observou que o problema não estava na atriz, mas nos responsáveis pelo filme, especialmente a diretora e roteirista Cynthia Mort (roteirista do thriller “Valente”), que teria inventado quase toda a história e não recebido aprovação para as filmagens. “É lamentável que Zoë Saldaña esteja sendo atacada de forma tão visceral”, disse Lisa Simone Kelly. “Ela claramente trouxe o melhor de si para o projeto e, infelizmente, está sendo atacada por algo que não é sua culpa, pois não é responsável pelas mentiras do roteiro”. A produção também é acusada de privilegiar o período de decadência da cantora, quando ela enfrentava internações hospitalares por seu alcoolismo e o desinteresse do mercado. No Facebook, a conta de Nina Simone chega a sugerir um boicote ao longa-metragem, pedindo aos fãs para fazerem suas próprias homenagens, ficando em casa no dia da estreia nos cinemas. “Nós podemos usar esta data como mais uma oportunidade de celebrar a vida e a música de Nina, vamos fazer de um negativo um positivo, nos juntando e reconhecendo a verdadeira Nina Simone”, conclama a publicação. “Nina” tem estreia marcada para 22 de abril nos cinemas norte-americanos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Amy Adams denuncia David O. Russell por fazê-la chorar durante as filmagens de Trapaça
Jennifer Lawrence pode adorar filmar com o diretor David O. Russell, com quem já fez três filmes, mas muitos atores contam histórias de arrepiar sobre o cineasta, jurando jamais voltar a filmar com ele após a primeira experiência. É o caso de Amy Adams. Na matéria de capa da revista britânica GQ de abril, ela abre o jogo, relatando dificuldades de relacionamento com o diretor, a ponto de declarar ter chorado durante as filmagens de “Trapaça”, pelo qual obteve uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz em 2014. “Ele (David O. Russell) me fez chorar. Eu ficava completamente devastada no set de filmagem. Não chegava a ser todos os dias, mas acontecia na maioria das vezes”, disse a atriz, afirmando não possuir a mesma capacidade da colega de elenco, Jennifer Lawrence, em passar incólume pelo clima de terror imposto pelo cineasta. “Não gosto de ver outras pessoas sendo tratadas de maneira ruim. Para mim, não é certo. A vida é mais importante que os filmes. É muito duro para mim separar casa do trabalho. Não posso levar esse tipo de experiência para casa com a minha filha”, ela declarou. Emails vazados na época do ataque hacker à Sony já apontavam para um clima de pânico nos bastidores de “Trapaça”. O jornalista Jonathan Alter questionou o cunhado Michael Lynton, CEO da Sony Entertainment, sobre possíveis abusos de Russell durante as filmagens, querendo saber como o estúdio estava tratando o problema. “Ele pegou um cara pela gola da camisa, repetidamente xingou pessoas na frente dos outros e abusou tanto da Amy Adams que o Christian Bale o enfrentou, cara a cara, dizendo para que parasse de agir como um babaca”, dizia o email hackeado. Mas os relatos de violência, tanto psicológica quanto física, não se resumem apenas à “Trapaça”. Vêm de longa data. Durante a produção “Três Reis” (1999), por exemplo, o diretor teria saído no tapa com George Clooney após uma reclamação mais enérgica contra um membro da produção. E nem tudo é boataria sem fundamento. Há provas de seu comportamento abusivo, graças a um vídeo que registrou os bastidores de “Huckbees – A Vida é uma Comédia” (2004), no qual Russell dá um piti tão grande que chega a destruir o cenário, num ataque visceral contra a atriz Lily Tomlin. Confira abaixo.
Filha de Nina Simone defende Zoë Saldaña após críticas contra cinebiografia virarem ódio
A atriz Zoë Saldaña voltou a ser alvo de críticas por sua escalação para o papel de Nina Simone, após a divulgação do trailer da cinebiografia “Nina”. Mas, desta vez, a própria filha da cantora saiu em sua defesa. Acusada de não se parecer com a cantora, por ter descendência latina e tom de pele mais claro, a atriz adotou maquiagem e uma prótese no nariz para assumir a aparência da diva no cinema. Mas os perfis oficiais de Nina Simone nas redes sociais, supostamente controlados por sua família, consideraram que ficou pior. No Twitter, a conta de Nina Simone chegou a interpelar uma postagem de Zoë com uma citação da cantora, dizendo a ela que “tirasse o nome de Nina da sua boca pelo resto da vida”. Após essa reação odiosa, Lisa Simone Kelly, única filha da cantora, disse ao site da revista Times que desconhece quem administra o perfil oficial de Nina Simone, lamentando a escolha do alvo e se solidarizando com a atriz. “É lamentável que Zoë Saldaña esteja sendo atacada de forma tão visceral”, disse Lisa após ver o trailer e a reação do perfil. “Ela claramente trouxe o melhor de si para o projeto e, infelizmente, está sendo atacada por algo que não é sua culpa, pois não é responsável pelas mentiras do roteiro”. Lisa, porém, mantém o tom crítico em relação à produção, que foi realizada sem sua aprovação. Segundo ela, os protestos e o ultraje deveriam ser dirigidos à roteirista e diretora Cynthia Mort (roteirista do thriller “Valente”), responsável pela história e pela escalação do elenco. “O filme é sobre uma relação entre minha mãe e Clifton Henderson que nunca aconteceu. Eles nunca tiveram uma relação amorosa”, ela argumenta, acrescentando que Henderson (o assistente que vira empresário, vivido por David Oyelowo, de “Selma”) era gay. “O projeto está manchado desde seu início. Claramente, não é a verdade sobre a vida da minha mãe e todos sabem disso. E não é com mentiras que você quer que seus entes queridos sejam lembrados.” A produção também é acusada de privilegiar o período de decadência da cantora, quando ela enfrentava internações hospitalares por seu alcoolismo e o desinteresse do mercado. No Facebook, a conta de Nina Simone chega a sugerir um boicote ao longa-metragem, pedindo aos fãs para fazerem suas próprias homenagens, ficando em casa no dia da estreia nos cinemas. “Nós podemos usar esta data como mais uma oportunidade de celebrar a vida e a música de Nina, vamos fazer de um negativo um positivo, nos juntando e reconhecendo a verdadeira Nina Simone”, conclama a publicação. “Nina” tem estreia marcada para 22 de abril nos cinemas norte-americanos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Zoë Saldaña se transforma em Nina Simone no primeiro trailer de cinebiografia
A RLJ Entertainment divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Nina”, cinebiografia em que Zoë Saldaña (“Guardiões da Galáxia”) dá vida à cantora Nina Simone. A prévia acompanha a história pela perspectiva de Clifton Henderson, vivido por David Oyelowo (“Selma”), que se tornou seu assistente e depois seu empresário, ajudando-a a superar o vício em álcool no momento mais difícil de sua carreira. O vídeo também revela que sua trajetória será narrada em flashbacks, mostrando seu envolvimento com os movimentos civis dos anos 1960, que usaram suas músicas como inspiração, centrando-se mais no seu retorno aos palcos, no final de sua vida. A produção demorou quatro anos para sair do papel e, mesmo assim, seu anúncio foi recebido com protestos. Quando Zoë Saldaña foi anunciada, uma petição online pediu sua substituição “por uma atriz que se pareça realmente com Nina Simone”. Nas entrelinhas da reclamação, estaria o tom de pele mais claro de Saldaña, que seria mais aceitável para Hollywood que a cor natural de Simone. Entretanto, no trailer a atriz aparece mais negra que o habitual, além de usar uma prótese que torna seu nariz mais grosso. É uma transformação e tanto, que a deixa bastante parecida com a diva. E a incorporação se completa com um potencial show de interpretação. Mesmo assim, a filha de Nina Simone insistiu, em comunicado, que lamenta a escolha da atriz, destacando ainda que se trata de uma biografia não autorizada e a mais completa ficção, uma vez que Clifton Henderson era gay e jamais teve qualquer envolvimento romântico com sua mãe. Escrito e dirigido por Cynthia Mort (roteirista do thriller “Valente”), “Nina” tem estreia marcada para 22 de abril nos cinemas norte-americanos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
Oscar 2016: Cerimônia exibirá a maior saia justa da história da Academia de Hollywood
A premiação do Oscar 2016, que acontece na noite deste domingo (28/2), já é considerada a maior saia justa da história da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Criticada pela ausência, pelo segundo ano consecutivo, de artistas negros entre seus indicados, a situação constrangedora tem sido reforçada por vitórias de atores negros em outras premiações importantes da temporada. E amplificada por novas gafes da produção do evento, como a exclusão da cerimônia da cantora transexual Anohni, indicada ao Oscar de Melhor Canção (por “Manta Ray”, de “A Corrida contra a Extinção”). Discursos contundentes são esperados. Mas grandes mudanças já estão em curso, que tendem a fazer deste o último Oscar à moda antiga. O último Oscar escolhido por uma maioria esmagadora de homens brancos idosos. Não deixa de ser interessante que a premiação chegue a seu crepúsculo dividida, em seu favoritismo, entre seus três candidatos mais brancos e masculinos, “O Regresso”, “A Grande Aposta” e “Spotlight – Segredos Revelados”, que expõem a macheza de seus protagonistas, capazes de vencer a natureza, a economia e as instituições, rangendo os dentes e se dizendo mais puros e dignos que seus rivais. Esta divisão foi expressa nas votações dos sindicatos de Hollywood, em que diretores preferiram “O Regresso”, produtores “A Grande Aposta” e atores “Spotlight”. Dos favoritos, o mais fraco agrada ao maior grupo de votantes. “Spotlight” não é apenas um filme conservador, no sentido de não ousar esteticamente como os demais, mas se mostra reducionista até naquilo que tem motivado elogios à sua realização. Para o filme do diretor Tom McCarthy, jornalismo investigativo se resume à pesquisa de arquivos, especialmente reportagens antigas. Como a história se passa no começo dos anos 2000, boa parte de sua “ação” acontece em salas cheias de pastas e papéis. Mas se fosse trazida para os dias atuais, a trama mostraria um jornalismo paralisado diante do Google. “A Grande Aposta” é o mais arrojado. Usando técnicas de documentário e derrubando a quarta parede, o diretor Adam McKay surpreende por tornar interessante, da forma mais cínica possível, um tema que afeta a todos, mas que a maioria prefere ignorar: o funcionamento da bolsa de valores. Não que suas explicações convençam. Ao contrário, apenas entretêm. Mas a acidez com que corroem o capitalismo é bastante subversiva para o padrão dos liberais de Hollywood. Por sua vez, “O Regresso” já foi sublimado, pelo grande público, como o Oscar de Leonardo DiCaprio. Fãs que seguem o ator desde “Titanic” (1997) decidiram que o filme representará sua canonização no firmamento cinematográfico, tantas são as romarias anunciadas para celebrar o fim de seu martírio e sua esperada consagração como vencedor do Oscar. Entretanto, como cinema, o filme dirigido por Alejandro González Iñárritu é, na verdade, do diretor de fotografia Emmanuel Lubezki, que pode fazer História ao se tornar o primeiro cinematógrafo a vencer o Oscar por três anos consecutivos. Vista por outro ângulo, a escolha poderia ser bem mais simplificada. Afinal, quem merece vencer o Oscar 2016, o novo filme do diretor da bomba “Trocando os Pés” (2014), do pastelão “Tudo Por um Furo” (2013) ou do oscarizado “Birdman” (2014)? Azarão nesta disputa, “Mad Max: Estrada da Fúria”, de George Miller, mantém a torcida de uma parcela da crítica, que destaca suas cenas insanas e um diretor que merece mais reconhecimento. Além disso, o filme deixa um legado de frases impactantes e uma protagonista feminina poderosa, algo ainda raro na centenária Hollywood. O apuro de sua produção deve render muitos prêmios técnicos. Porém, todo esse talento é colocado a serviço de uma longa perseguição, que visa o espetáculo visual sem pretender chegar a lugar algum – tanto que é, de forma mais instigante que a jornada de DiCaprio, circular. Embora seja possível enxergar alegorias profundas em sua realização, até os fanboys mais radicalizados apostariam contra “Mad Max” numa disputa de roteiro – categoria a qual nem foi indicado. Há questões importantes de gênero embutidas também nas indicações periféricas de “Carol” e “A Garota Dinamarquesa”, que trazem o universo LGTB ao Oscar. Entretanto, quando barrou a participação de Anohni da cerimônia, a própria Academia tratou de colocar o tema em seu devido lugar, como figurante da festa, que não deve chamar mais atenção que já conquistou. Os dois sequer foram convidados a disputar o Oscar de Melhor Filme. Mesmo assim, “A Garota Dinamarquesa”, que resulta num filme mais convencional que seu tema, acabou criando uma polêmica inesperada. Mais uma. Isto porque a Academia permite aos produtores decidirem em que categoria os candidatos irão concorrer. E “A Garota Dinamarquesa” inscreveu sua protagonista, a atriz sueca Alicia Vikander, como coadjuvante. Graças a esta artimanha, ela se tornou favorita ao prêmio. Mas gerou protestos de quem ficou fora da disputa. Vikander pode ser responsável por impedir a reunião dos astros de “Titanic” na premiação, pois Kate Winslet vinha vencendo troféus como Melhor Atriz Coadjuvante por seu papel em “Steve Jobs”. Indiretamente, ao evitar a disputa de Melhor Atriz, ela também deixa aberto o caminho para Brie Larson levar seu Oscar por “O Quarto de Jack”. Embora a seleção de filmes indicados apresente uma tendência inquietante, os flashes quase ofuscam outro tipo de conservadorismo. Afinal, o tapete vermelho é mais que um ritual cafona, em que estrelas desfilam vestidos de grife. É o instante em que a Academia, com a ajuda da mídia, tenta evocar o antigo glamour de Hollywood. Um conceito que também emana da visão de homens brancos idosos, que guardam saudades de uma época em que astros e estrelas, em suas roupas de gala, pareciam descer de carruagens num baile de contos de fadas. A consagração dessa nostalgia, por uma mídia mais interessada em vestidos e sapatinhos de cristal, é o que inspira as torcidas fabulosas por DiCaprio. A generalização do “será que DiCaprio vence?” é digna do público de novelas, que torce pela reviravolta redentora, mesmo que o desfecho tenha sido vazado com antecedência. Melhor seria, ainda, se houvesse a consagração simultânea de Kate Winslet, materializando o final feliz que faltou a “Titanic”, como num conto de fadas da “vida real”. E tudo isso sem que os filmes atuais tenham qualquer relevância para a torcida. Isto é o Oscar para o público e a imprensa médias. O mesmo simbolismo alimenta a torcida por Sylvester Stallone, que concorre como Melhor Coadjuvante por “Creed – Nascido para Lutar”, 39 anos após disputar como Ator e Roteirista pelo mesmo personagem, Rocky. O público, de fato, gosta de um final feliz no cinema. A antítese dessa narrativa à moda antiga pode virar a vitória mais importante do Oscar 2016, encaminhada pelo resultado do Sindicato dos Atores, que já reconheceu, como sendo a melhor, a estrela menos badalada da festa: Brie Larson. Ela não é exatamente uma revelação, pois começou a fazer séries com 10 anos de idade e vem se destacando em filmes indies desde 2010. Aliás, já deveria ter sido indicada por “Temporário 12” (2013), filmaço que teve como pecado ser uma produção sem dinheiro para campanha de premiação. A importância de seu potencial Oscar, por sinal, reside em “O Quarto de Jack” ser a única produção realmente indie na disputa deste domingo, tendo fechado sua distribuição com a pequena A24 apenas após sua exibição no Festival de Toronto – que, inclusive, venceu. Os demais supostos indies da competição, como “Spotlight” e “Carol”, além de destacar estrelas já consagradas, foram realizados com toda a estrutura de estúdio e distribuição garantidas. Brie Larson não era visada por paparazzi antes de “O Quarto de Jack”. O filme não é repleto de famosos, não tem diretor incensado e seus produtores não frequentam a lista dos VIP de Hollywood. Além disso, trata de questões femininas, de abuso e maternidade, representadas sem maquiagem ou glamour algum. Menos comentado entre todos os indicados, trata-se do filme que mais bem representa as mudanças que se espera do Oscar, pós-velhos brancos. Já no outro extremo, o Oscar dos velhos brancos é mais bem representado por “Ponte dos Espiões”, que fez Steven Spielberg bater um recorde, atingindo nove indicações, como o diretor que mais vezes disputou o Oscar de Melhor Filme em todos os tempos. Infelizmente, também é o mais fraco dos trabalhos com que o cineasta concorreu, discutindo justiça e espionagem num cenário de Guerra Fria – a analogia serve, mas seria mais corajoso se, de fato, tratasse do mundo em que vive Edward Snowden. A propósito, a presença de “Ponte dos Espiões” é um dos motivos de questionamento da lista do Oscar de Melhor Filme do ano. Produção apenas mediana, deixou de fora “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, “Creed – Nascido para Lutar” e “Carol”, para citar apenas os mais evidentes – dois filmes estrelados e dirigidos por negros e um terceiro sobre um casal lésbico. Mas a lista poderia incluir ainda “Tangerine”, a maior provocação de todas, protagonizado por uma transgênero negra. Afinal, “Tangerine” também vem conquistando prêmios importantes. Além disso, as regras da Academia permitem até dez indicações nesta categoria, e os escolhidos foram apenas sete, passando a mensagem de que os demais não eram bons – ou dignos – o suficiente para o Oscar. Vale destacar que nenhum filme premiado no Festival de Sundance foi selecionado – nem mesmo o brasileiro “Que Horas Ela Volta?”. Por fim, o foco da polêmica mais recente, o Oscar de Melhor Canção, pode se tornar ainda mais constrangedor. Único negro indicado a qualquer coisa no Oscar 2016, the Weeknd tem tudo para repetir o que aconteceu no ano passado, quando John Legend, o negro de 2015, levou a estatueta de Melhor Canção pelo tema do filme “Selma”. Infelizmente, the Weeknd também representa o pior filme do ano, “Cinquenta Tons de Cinza”, e, junto com Lady Gaga e Sam Smith, entra no mix como sugestão de que a Academia está atenta ao pop moderno. Tão atenta que deixou de fora a melhor música de cinema da temporada, “See You Again”, da trilha de “Velozes e Furiosos 7”, que emocionou tanto quanto o incensado tema de “Titanic”, cantado por Celine Dion. O consolo do rapper Wiz Khalifa é que a Academia jamais considerou rap digno da categoria de Melhor Canção, embora tenha tolerado Common na companhia de John Legend no ano passado – a música, porém, era um gospel. Talvez isto também explique porque nenhum diretor negro tenha, até hoje, “merecido” indicação ao Oscar. Mas nem tudo é apocalipse. Houve uma evolução positiva, por conta da internacionalização da categoria de Melhor Animação. Em vez das produções bobinhas da DreamWorks, acompanham “Divertida Mente” um filme indie (“Anomalisa”) e produções do Reino Unido (“Shaun, o Carneiro”), Japão (“Quando Estou com Marnie”) e até do Brasil! “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu, emplacou a primeira indicação de um filme 100% brasileiro no Oscar desde que “Cidade de Deus” surpreendeu em 2004. Apesar disso, a vitória de “Divertida Mente” é considerada até mais garantida que o Oscar de Leonardo DiCaprio. Justos ou injustos, os vencedores do Oscar 2016 serão conhecidos na noite deste domingo (28/2), em cerimônia que será realizada no Dolby Theatre, em Los Angeles, com apresentação do comediante Chris Rock (“Gente Grande”) e transmissão ao vivo para o Brasil pelos canais TNT e Globo. Confira abaixo a lista completa dos indicados: INDICADOS AO OSCAR 2016 FILME “A Grande Aposta” “Ponte dos Espiões” “Brooklyn” “Mad Max: Estrada da Fúria” “Perdido em Marte” “O Regresso” “O Quarto de Jack” “Spotlight – Segredos Revelados” DIREÇÃO Adam McKay, “A Grande Aposta” George Miller, “Mad Max: Estrada da Fúria” Alejandro G. Iñarritu, “O Regresso” Lenny Abrahamson, “O Quarto de Jack” Tom McCarthy, “Spotlight: Segredos Revelados” ATOR Bryan Cranston, “Trumbo – Lista Negra” Leonardo DiCaprio, “O Regresso” Eddie Redmayne, “A Garota Dinamarquesa” Michael Fassbender, “Steve Jobs” Matt Damon, “Perdido em Marte” ATOR COADJUVANTE Christian Bale, “A Grande Aposta” Tom Hardy, “O Regresso” Mark Ruffalo, “Spotlight – Segredos Revelados” Mark Rylance, “Ponte dos Espiões” Sylvester Stallone, “Creed: Nascido Para Lutar” ATRIZ Cate Blanchett, “Carol” Brie Larson, “O Quarto de Jack” Jennifer Lawrence, “Joy: O Nome do Sucesso” Charlotte Rampling, “45 Anos” Saoirse...
The Flash: Comercial que destaca primeira velocista da série retoma polêmica racial
A rede americana CW divulgou um comercial do próximo episódio da série “The Flash”, que entrou em hiato nesta semana e só volta em 22 de março nos EUA. Para atiçar a curiosidade dos fãs, o vídeo destaca a participação da primeira velocista feminina da série, a super-heroína Trajetória. Mas a forma como a personagem foi escalada ajuda a recolocar na pauta a questão da representação racial nas adaptações de super-heróis. Os produtores de Flash já introduziram versões negras de personagens que originalmente são loiros e ruivos nos gibis, casos dos irmãos (só na série) Iris e Wally West (Kid Flash nos quadrinhos) e até Jimmy Olsen em “Supergirl”, embora o personagem continue branco em “Batman vs. Superman: A Origem da Justiça” – Santa descontinuidade! A justificativa mais brandida para essas liberdades criativas é o fato de existirem poucos personagens negros nos quadrinhos originais. Entretanto, na hora de criar personagens novos, exclusivos para a TV, a opção tem sido majoritariamente por caucasianos. E agora a situação atinge o contrassenso, com a escalação da atriz branca Allison Paige (novela “Days of Our Lives”) para viver a negra Eliza Harmon, identidade secreta da Trajetória. Ou seja, Kid Flash, loiro nos quadrinhos, é negro na TV. E Trajetória, negra nos quadrinhos, é branca na TV. A decisão é no mínimo estranha e coloca em cheque as metamorfoses ambulantes promovidas por Greg Berlanti, Andrew Kreisberg e Geoff Johns. Se os poucos heróis negros viram brancos na TV, as alterações deixam de ter uma defesa racialmente correta. Vira apenas questão de gosto dos produtores. Nos quadrinhos, a trajetória de Trajetória foi bastante curta. Ela apareceu em 2006 na minissérie “52”, escolhida por Lex Luthor para participar do Projeto Everyman, que lhe concedeu supervelocidade. Isto a deixou viciada numa droga para diminuir sua aceleração. E, culpando Luthor, ela abandonou o projeto (que visava criar uma equipe de super-heróis da LexCorp, a Infinity Inc), apenas para ter seus poderes extraídos pelo vilão no meio de uma batalha, tendo uma morte trágica. Na série, ela está sendo descrita como uma cientista brilhante com dupla personalidade, ao estilo de “O Médico e o Monstro”.
Sylvester Stallone considerou boicotar o Oscar em apoio aos colegas de Creed
Indicado ao Oscar de Melhor Coadjuvante, Sylvester Stallone revelou que pensou em boicotar a premiação da Academia em respeito aos colegas de trabalho em “Creed: Nascido para Lutar”, especialmente o ator Michael B. Jordan e o diretor e roteirista Ryan Coogler, que para o astro também deveriam ter sido nomeados. “Me lembro de conversar com Ryan sobre a polêmica do #OscarsSoWhite. Disse: ‘Como você quer lidar com isso? Eu realmente acredito que você é o responsável por eu estar aqui'”, contou o ator, em entrevista á revista US Weekly. “Eu disse, ‘Se você quiser que eu vá, eu vou. Se você não quiser, não vou”, continuou. “Ele disse, ‘Não, quero que você vá. E é esse o tipo de cara que ele é. Ele quer que a gente represente o filme.” Além de elogiar seu diretor, Stallone ainda destacou a importância da atuação de Jordan. “Toda vez que eu olho nos olhos dele como ator, eu digo que ele está me fazendo um ator melhor. Acho que ele merecia mais respeito e atenção”, disse o ator veterano. “Eu realmente devo muito a esses dois jovens homens”. Para completar, o eterno Rocky previu: “Todos os talentos acabarão subindo ao topo. É apenas uma questão de quebrar um paradigma e criar uma nova forma de pensar.”











