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  • Filme

    Estúdio de Harvey Weinstein é comprado por ex-funcionária do governo Obama

    2 de março de 2018 /

    O estúdio The Weinstein Company foi vendido. A negociação aconteceu com o único interessado, um fundo de investimento encabeçado por Maria Contreras-Sweet, ex-funcionária do governo de Barack Obama. A ex-secretária de Pequenos Negócios da administração Obama fechou a aquisição, apoiada pelo investidor Ronald Burkle, na noite de quinta (1/3), numa reunião que incluiu diretores da TWC e o procurador geral do estado de Nova York, durou horas e varou a madrugada. “Temos o prazer de anunciar que firmamos um acordo para vender os ativos da Weinstein Company a um grupo de investidores liderado por Maria Contreras-Sweet e Ron Burkle”, afirmou o conselho diretor do estúdio, em nota divulgada para a imprensa. “O acordo fornece um caminho claro para a compensação das vítimas e protege os empregos de nossos funcionários. Agradecemos muito os esforços do procurador geral Schneiderman e de sua equipe, Maria Contreras-Sweet, Ron Burkle e sua equipe por trazer esse acordo. Consideramos que este é um resultado positivo em meio a circunstâncias incrivelmente difíceis”. A compra vai impedir a falência do estúdio. A ameaça era real. Entretanto, o anúncio de que seus diretores buscariam a falência da companhia foi usado para pressionar a Procuradoria Geral. É que o negócio deveria ter sido fechado no mês passado, mas o procurador Eric Schneiderman paralisou tudo com um processo contra a TWC. O resultado foi um tiro no pé, pois a falência deixaria as vítimas de abuso sexual de Harvey Weinstein sem possibilidade de compensação financeira. Alguns compromissos foram assumidos para a negociação ser finalizada. Para começar, a TWC demitiu David Glasser do cargo de diretor geral. Schneiderman era contra sua manutenção na direção da companhia, pois dizia que os funcionários da nova companhia “estariam se reportando a alguns dos mesmos gerentes que falharam em investigar as falhas de conduta (de Harvey Weinstein) ou proteger adequadamente as funcionárias”. O estúdio ganhará um novo nome e terá Contreras-Sweet como diretora geral. Mas manterá cerca de 150 funcionários da TWC empregados, além de dedicar um fundo exclusivo para saldar dívidas e pagar indenizações para as vítimas de Weinstein. Em nota, Schneiderman confirmou ter recebido um compromisso de que um fundo de compensação para as vítimas seria criado, além de novas políticas para impedir outros casos de assédio. O fundo deve ficar em torno de US$ 90 milhões. Não ficou claro se o valor será somado ou extraído do montante da aquisição, concretizada por US$ 500 milhões. O fundo servirá para pagamento de uma denúncia coletiva aberta em dezembro por várias atrizes alegando que a empresa permitiu o comportamento predatório de Harvey Weinstein, um processo da ex-assistente pessoal do produtor, Sandeep Rehal, alegando que era forçada a facilitar os ataques do ex-chefe, tendo ela mesma sido vítima de assédio, e ações dos produtores Scott Lambert e Alexandra Milchan, que querem uma compensação pelo escândalo sexual ter cancelado uma série planejada para Amazon. Até mesmo a Lindt, fabricante suíça de chocolate, foi à justiça em busca de compensação pelo cancelamento de uma festa pós-Globo de Ouro, para a qual ela já tinha pago uma cota de patrocínio. E o recém-demitido David Glasser já ameaçou aumentar a pilha de processo, alegando rescisão injusta, retaliação, violação de contrato e difamação, de acordo com o site The Hollywood Reporter. O fim da TWC, inaugurada em 2005, representa o fim de uma era no cinema, que começou ainda nos anos 1980 na Miramax, o primeiro estúdio dos irmãos Bob e Harvey Weinstein, e fomentou a carreira de cineastas como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Kevin Smith, Paul Thomas Anderson, David O. Russell, os irmãos Coen, etc. Até Walter Salles teve filme distribuído nos Estados Unidos pelos irmãos Weinstein. O prelúdio deste desfecho foram as denúncias contra Harvey Weinstein, que vieram à tona em outubro, em reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker, detalhando décadas de abusos sexuais. Desde então, mais de 70 mulheres acusaram o produtor de má conduta sexual, incluindo estupro, e a repercussão incentivou outras mulheres a denunciarem a conduta sexual de diversos homens poderosos no cinema, na TV e em outras indústrias. Harvey Weinstein foi demitido de sua própria empresa no dia 8 de outubro e logo depois expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar. Paralelamente aos processos civis, investigações criminais também foram abertas contra ele em delegacias de Los Angeles, Beverly Hills, Nova York e Londres. Por meio de seus advogados, Weinstein alega só ter feito sexo consensual.

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  • Série

    Criador de Fuller House é demitido da série após denúncias de abusos

    1 de março de 2018 /

    Denúncias de abuso custaram o emprego a mais um produtor de TV. Jeff Franklin, o criador da série “Fuller House”, foi demitido pela Netflix após ser acusado de agressividade verbal e por fazer declarações inadequadas no set da gravações e na sala de roteiristas. Os tempos dos chefes intocáveis parecem definitivamente encerrados. Detalhes das condutas consideradas impróprias não foram revelados. Mas, como resultado das alegações, a Warner resolveu não renovar o contrato de produção do veterano roteirista de TV, criador de “Três É Demais” (Full House) em 1987 e seu spin-off atual na Netflix. Em nota, a divisão televisiva da Warner foi sucinta: “Não renovamos o acordo de produção de Jeff Franklin e ele não estará mais trabalhando conosco”. A Netflix reiterou que, apesar do afastamento do mentor da série, a produção de “Fuller House” não será afetada. A atração foi renovada para sua 4ª temporada em janeiro. Franklin não comentou diretamente as acusações contra ele, mas abordou sua saída da série nas redes sociais. “Estou com o coração partido em deixar ‘Fuller House'”, escreveu ele no seu Instagram, postando um foto em que aparece ao lado de Andrea Barber, Candace Cameron e Jodie Sweetin, as protagonistas da série. Ele ainda colocou na legenda: “Criar e executar ‘Fuller House’ foi a maior alegria. Desejo ao elenco e minha segunda família por mais de 30 anos sucesso contínuo. Estou tão orgulhoso de tudo o que realizamos junto, além de agradecer aos fãs leais”. Veja o post original abaixo. I’m heartbroken to be leaving Fuller House. Creating and running Full House and Fuller House has been the greatest joy. I wish the cast, my second family for over 30 years, continued success. I’m so proud of all we accomplished together, and beyond grateful to our loyal fans. Adios Tanneritos! Uma publicação compartilhada por Jeff Franklin (@fullerhouseguy) em 28 de Fev, 2018 às 6:21 PST

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  • Etc

    Teste do Sofá de Harvey Weinstein vira estátua dourada em Hollywood

    1 de março de 2018 /

    Uma estátua dourada de Harvey Weinstein, sentado de robe num sofá, com os braços abertos e um Oscar estrategicamente colocado entre suas pernas, foi colocada de surpresa em Hollywood nesta quinta-feira (1/3), a poucos metros do Dolby Theatre, onde em três dias será realizada a cerimônia do Oscar 2018. Localizada no Hollywood Boulevard, a escultura é uma colaboração entre os artistas de rua Plastic Jesus, conhecido por suas instalações anuais de protesto no Oscar, e Joshua “Ginger” Monroe, o artista das infames estátuas nuas de Donald Trump. Intitulada “Casting Coach” (Teste do Sofá, no jargão nacional), a obra é mais um protesto contra a indústria cinematográfica, após o artista de direita Sabo encomendar cartazes similares aos de “Três Anúncios para um Crime”. As intensões das duas, porém, é oposta. Enquanto Sabo declarou atacar a hipocrisia dos artistas para calar os protestos nos agradecimentos do Oscar, Plastic Jesus quer incentivar os protestos para um limpeza completa. “Durante muitos anos, a exploração de muitas artistas esperançosas e nomes estabelecidos na indústria foi varrida para baixo do tapete vermelho, com suas queixas de assédio e abuso sexual sendo ignoradas ou pior”, disse Plastic Jesus à revista The Hollywood Reporter. “Espero que agora, à luz de recentes alegações contra muitas figuras importantes em Hollywood, a indústria seja passada a limpo”. De acordo com os artistas, a escultura de tamanho real de Weinstein levou dois meses para ser produzida. “Todo o sofá e a imagem inteira que a obra inspira é uma representação visual das práticas e métodos que são usados ​​em Hollywood com essas pessoas poderosas”, disse Ginger. “Eles têm dinheiro e poder para dar empregos e usam isso para sua própria gratificação sexual”. O detalhe é que a obra é interativa. Há espaço no sofá para o transeunte se sentar. “Todo mundo quer um selfie, todo mundo quer fazer parte da experiência”, diz ele.

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  • Etc

    Ryan Seacrest fará cobertura do Oscar 2018 após denúncia de assédio

    28 de fevereiro de 2018 /

    Como nos últimos anos, o apresentador Ryan Seacrest vai participar da cobertura do Oscar 2018 pelo canal pago E!, fazendo entrevistas no tapete vermelho. Mas este ano sua presença terá um impacto diferente. Ele foi acusado de assédio sexual. Seacrest, que ficou conhecido pelo programa de TV “American Idol”, foi acusado por sua ex-estilista Suzie Hardy de abuso sexual durante os seis anos que trabalharam juntos. O apresentador nega as acusações. Em artigo escrito para a revista The Hollywood Reporter, ele afirmou que apoia os movimentos de mulheres que buscam combater desigualdades, mas afirmou que foi falsamente acusado. Ele ainda acusou Suzie Hardy de tentar chantageá-lo exigindo “milhões de dólares” em troca de seu silêncio. A estilista negou, e afirmou que foi o apresentador quem lhe perguntou “o quanto eu queria para sumir”. A estilista disse ao jornal The New York Times que foi demitida em 2013, quando reportou ao estúdio onde trabalhava que vinha sendo assediada por Seacrest. “Me disseram ‘Vai procurar outro emprego'”, ela relatou. “Fiquei sem trabalhar por três anos.” Já um porta-voz do canal E!, disse ao jornal americano que Suzie não foi demitida, mas que foi dispensada porque Seacrest havia deixado o trabalho diário no programa que apresentava. O canal afirmou que a decisão de manter Seacrest da cobertura do Oscar foi baseada nos resultados de suas investigações sobre o caso, que não encontrou indícios de mau comportamento. “No decorrer de um processo de dois meses, nosso conselho externo entrevistou dezenas de pessoas em relação às alegações, incluindo várias reuniões separadas com o requerente e todas as testemunhas de primeira mão que ela forneceu. Qualquer reivindicação que questiona a legitimidade desta investigação é completamente sem fundamento”, disse o comunicado da empresa.

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  • Filme

    The Weinstein Company anuncia que vai pedir falência

    26 de fevereiro de 2018 /

    O estúdio The Weinstein Company, fundado pelos irmãos Bob e Harvey Weinstein, anunciou que vai entrar com pedido de falência após o fracasso das tentativas de vender a empresa para um grupo de investidores. “Reconhecemos que essa é uma solução extremamente infeliz para nossos funcionários, credores e quaisquer vítimas, mas a direção não tem escolha”, disse a empresa em comunicado oficial divulgado no domingo (25/2). A falência vai acontecer devido a empresa estar afundada em processos. Há uma denúncia coletiva aberta em dezembro por várias atrizes alegando que a empresa permitiu o comportamento predatório de Harvey Weinstein, um processo da ex-assistente pessoal dele, Sandeep Rehal, alegando que era forçada a facilitar os ataques do ex-chefe, tendo ela mesma sido vítima de assédio, e ações dos produtores Scott Lambert e Alexandra Milchan, que querem uma compensação pelo escândalo sexual ter cancelado uma série planejada para Amazon. Até mesmo a Lindt, fabricante suíça de chocolate, foi à justiça em busca de compensação pelo cancelamento de uma festa pós-Globo de Ouro, para a qual ela já tinha pago uma cota de patrocínio. A gota d’água foi uma ação de direitos civis contra os irmãos Weinstein e a empresa, aberta pelo procurador-geral da Nova York, Eric Schneiderman, acusando os empresários de tratamento “vicioso e explorador” dos funcionários e condenando o estúdio de cinema por não proteger as vítimas. Este processo acabou com as chances do estúdio de ser comprado por investidores. Havia uma negociação ativa encaminhada por Maria Contreras-Sweet, ex-secretária de Pequenos Negócios do presidente Barack Obama, que encabeçou uma oferta de US$ 500 milhões, apoiada pelo investidor Ronald Burkle, entre outros. A oferta incluía uma suposição de dívidas de US$ 225 milhões, de acordo com a Variety, e sugeria a manutenção dos funcionários e a instalação de um novo conselho diretor majoritário, com Contreras-Sweet como presidente. Mas o procurador-geral criticou o plano de Contreras-Sweet de colocar o antigo chefe de operações do estúdio, David Glasser, no cargo de diretor geral. Em seu processo, ele afirma que os funcionários “estariam se reportando a alguns dos mesmos gerentes que falharam em investigar as falhas de conduta (de Harvey Weinstein) ou proteger adequadamente as funcionárias”. Por conta disso, em 16 de fevereiro, o conselho de administração da TWC anunciou a decisão unânime de demitir Glasser por “justa causa”, sem oferecer mais explicações. Glasser já ameaçou aumentar a pilha de processos contra a companhia, alegando rescisão injusta, retaliação, violação de contrato e difamação, de acordo com o site The Hollywood Reporter. Mas a remoção do executivo não contentou Schneiderman. Ele exige que as vítimas sejam devidamente compensadas e que o escritório do procurador-geral pudesse supervisionar a empresa. No domingo, o conselho também escreveu uma carta a Contreras-Sweet e Burkle, dizendo que trabalharam “incansavelmente para concluir um acordo para apresentar ao procurador-geral”, de acordo com uma cópia obtida pelo Hollywood Reporter. A carta alega que Contreras-Sweet não conseguiu entregar o financiamento provisório que a TWC precisava para administrar seus negócios e não conseguiu incluir uma provisão prometida para políticas de recursos humanos “padrão ouro”. “Nós acreditamos nesta empresa e nos objetivos estabelecidos pelo procurador-geral”, afirmava a carta. “Com base nos eventos da semana passada, no entanto, devemos concluir que seu plano para comprar essa empresa foi ilusório.” A declaração de falência se tornou o único caminho possível para administrar as dívidas crescentes. A MGM passou recentemente por isso e conseguiu se reestruturar. Mas ninguém espera que a TWC retorne desse mergulho no precipício financeiro. O fim da TWC, inaugurada em 2005, representa o fim de uma era no cinema, que começou ainda nos anos 1980 na Miramax, o primeiro estúdio dos irmãos Bob e Harvey Weinstein, e fomentou a carreira de cineastas como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Kevin Smith, Paul Thomas Anderson, David O. Russell, os irmãos Coen, etc. Até Walter Salles teve filme distribuído nos Estados Unidos pelos irmãos Weinstein. O prelúdio deste desfecho foram as denúncias contra Harvey Weinstein, que vieram à tona em outubro, em reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker, detalhando décadas de abusos sexuais. Desde então, mais de 70 mulheres acusaram o produtor de má conduta sexual, incluindo estupro, e a repercussão incentivou outras mulheres a denunciarem a conduta sexual de diversos homens poderosos no cinema, na TV e em outras indústrias. Harvey Weinstein foi demitido de sua própria empresa no dia 8 de outubro e logo depois expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar. Paralelamente aos processos civis, investigações criminais também foram abertas contra ele em delegacias de Los Angeles, Beverly Hills, Nova York e Londres. Por meio de seus advogados, Weinstein alega só ter feito sexo consensual.

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  • Filme

    Al Pacino enfrenta escândalo sexual no trailer cinematográfico de Paterno

    23 de fevereiro de 2018 /

    A HBO divulgou o segundo e cinematográfico trailer de “Paterno”, filme de temática absolutamente atual, que deve dominar o Emmy 2018. O que levanta a inevitável questão: porque os filmes da HBO são indicados ao Emmy, quando os da Netflix concorrem ao Oscar? A prévia é uma paulada que resume a trama de forma eficiente pela exploração de seus conflitos, tanto de forma íntima quanto em grande escala, ao contar a história real de Joe Paterno, ex-treinador de futebol da Universidade Penn State envolvido num escândalo sexual. Depois de se tornar o treinador mais vitorioso da história do futebol universitário, Paterno foi acusado de ter ignorado as acusações de abuso contra seu assistente Jerry Sandusky, que molestava os jovens. Um relatório concluiu que o treinador e outros funcionários do time estavam cientes das ações de Sandusky, mas optaram por ignorar o fato. As acusações acabaram se tornando públicas e sepultaram as carreiras de todos os envolvidos. O filme traz Al Pacino (“O Poderoso Chefão”) no papel-título e Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”) como a jornalista que não deixa o caso ser abafado, além de Kathy Baker (série “The Ranch”), Annie Parisse (série “Vynil”), Peter Jacobson (série “Colony”), Benjamin Cook (visto na série “Veep”), John D’Leo (“A Família”) e Nicholas Sadler (“Nunca Diga Seu Nome”). Trata-se do quarto trabalho de Pacino para a HBO, após “Phil Spector” (2013), “Você Não Conhece o Jack” (You Do Not Know Jack, 2010) e a minissérie “Angels in America” (2003), todas baseadas em histórias reais. A direção está a cargo de Barry Levinson, que foi o diretor de “Você Não Conhece o Jack” e do mais recente telefilme do canal, “O Mago das Mentiras” (The Wizard of Lies), estrelado por Robert De Niro. A estreia de “Paterno” vai acontecer em 7 de abril.

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  • Etc

    Academia da Televisão divulga novo código de ética com tolerância zero para assédio

    23 de fevereiro de 2018 /

    A Academia da Televisão dos Estados Unidos, responsável pelos prêmios Emmy, divulgou um novo código de ética e conduta profissional para todos os seus membros, criado após escândalos de assédio que abalaram Hollywood. Assinado pelo presidente da organização, Hayma Washington, o documento declara “tolerância zero por discriminação ou assédio, assim como condutas ilegais, desonestas ou antiéticas”. “A academia não irá tolerar, perdoar ou ignorar condutas antiéticas e está comprometida em reforçar essas normas em todos os níveis. Não há espaço para pessoas que abusam do seu status, poder ou influência, de modo a violar valores reconhecidos de decência”, continua o documento. No texto, a organização explica que “membros e não membros são encorajados a denunciar suspeitas de violação do código”. E avisa: “O desobedecimento das normas pode resultar em medidas disciplinares, incluindo ter a entrada recusada ou ser expulso de eventos e a suspensão ou banimento de membros.” A iniciativa tem conteúdo mais duro que a de outros grupos de Hollywood, como o Sindicato dos Produtores dos Estados Unidos (o PGA) e a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar. Assim como esses dois grupos, a organização televisiva também expulsou Harvey Weinsten, produtor acusado de assédio, abuso e estupro por dezenas de mulheres.

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  • Filme

    Despachado para a Netflix, Aniquilação arranca elogios rasgados dos críticos americanos

    22 de fevereiro de 2018 /

    A Paramount pode ter comemorado muito cedo o feito de passar adiante duas bombas sci-fi para a Netflix. Enquanto “The Coverfield Paradox” se provou um desastre radioativo, “Aniquilação”, que será exibido nos cinemas apenas nos Estados Unidos e por período limitado, está sendo saudado como uma obra inovadora pela crítica americana. O filme tem 89% de aprovação no site Rotten Tomatoes – que deu 17% para “The Coverfield Paradox”. Mas graças à pouca fé do estúdio, não terá um como deveria – chega nesta sexta (23/2) em duas mil salas na América do Norte – 1,4 mil a menos que a comédia “A Noite do Jogo”, também bem-avaliada (leia mais sobre isso aqui). “Aniquilação” também tinha estreia marcada para fevereiro nos cinemas brasileiros e alimentava grandes expectativas pelo elenco composto por Natalie Portman (“Thor”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”), Gina Rodriguez (série “Jane the Virgin”) e Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”). Agora vai sair direto em streaming, repetindo a sina do ótimo filme de estreia do diretor Alex Garland, “Ex Machina: Instinto Artificial” (2014), que venceu o Oscar de Melhores Efeitos Visuais e foi indicado na categoria de Melhor Roteiro Original, e acabou menosprezado com um lançamento direto em DVD por aqui. Em entrevista ao site Collider, o diretor não escondeu seu descontentamento com a decisão do estúdio. “Fiquei decepcionado. Fizemos o filme para o cinema. Veja, não tenho nenhum problema com a tela pequena. A melhor coisa que vi recentemente foi ‘The Handmaid’s Tale’, então acho que há um potencial incrível em tal contexto, mas se você está fazendo isso você faz exatamente para essa mídia e pensa dentro desses termos. Ao menos, o filme será lançado nos cinemas nos Estados Unidos. Uma das grandes vantagens da Netflix é que atingirá muita gente e você não precisa ter aquela preocupação se as pessoas vão aparecer no fim de semana de estreia, pois se não aparecerem o filme sai em duas semanas. Tem lados positivos e negativos, mas do meu ponto de vista e dos envolvidos na produção, foi feito para ser visto na telona.” Segundo fontes do site Deadline, a Paramount tomou a decisão de negociar com a Netflix após as sessões de teste, que renderam um racha entre os produtores David Ellison e Scott Rudin. O público não reagiu bem às primeiras exibições do filme e Ellison, avaliando-o como “muito intelectual” e complicado, teria exigido mudanças no tom e no desfecho para deixá-lo mais comercial. Como Rudin ficou do lado do diretor e “Aniquilação” não foi alterado, Ellison, que vem amargando uma sequência de fracassos comerciais com “Vida”, “Baywatch” e “Tempestade: Planeta em Fúria”, praticamente desistiu do longa, após ter gastado uma fortuna para realizá-lo. As reações da crítica demonstram que ele cometeu um grande erro. “Aniquilação” era a chance de a Paramount ter um blockbuster bem-avaliado após produzir a maioria dos candidatos ao Framboesa do Ouro 2018, a premiação dos piores do ano – “Transformers: O Último Cavaleiro”, “Baywatch”, “Mãe!” e “Pai em Dose Dupla 2”. Veja uma mostra do que os críticos norte-americanos acharam do filme: “Com sua estreia ‘Ex Machina’, um estudo extraordinário de inteligência artificial e falácia humana, Garland mostrou potencial como um verdadeiro visionário de ficção científica e dá seu próximo passo com ‘Aniquilação’. Alguns espectadores vão curtir a audácia, outros poderão achá-lo o filme mais louco desde ‘Mãe!’. É um conto completamente bizarro que deixará o público tonto em relação ao que acabou de ver, mas ainda assim é genuinamente satisfatório” – Brian Truitt, jornal USA Today. “‘Aniquilação’ é uma prova perfeita de que ele é um diretor e visionário para valer – não só por criar um mundo imersível, mas um mundo tão fascinante que você vai querer investigar repetidamente. Foi uma longa espera desde ‘Ex Machina’, mas Garland provou que valeu a pena esperar” – Eric Eisenberg, site CinemaBlend. “Em termos de tom, há muito aqui, mas nunca excessivamente exagerado ou incongruente. Existem algumas cenas particularmente sangrentas de horror corporal (uma dissecação específica é garantia de pesadelos) e o gosto de Garland por imagens delirantes garante que muitas cenas no filme deixarão uma impressão duradoura” – Benjamin Lee, jornal The Guardian. “‘Aniquilação parece fabulosamente verdejante e ameaçador, a combinação certa para um filme que deseja receber o espectador em seu mundo para abalá-lo. Trata-se de um prato refinado de carne vermelha cinematográfica – perfeitamente cozido no lado de fora, mas sangrento por dentro” – Todd McCarthy, revista The Hollywood Reporter. “Sem receio de parecer um sonho e impenetrável, mas com uma evidente essência sinistra, ‘Aniquilação’ é uma fantasmagoria de outro nível, uma meditação profunda sobre as qualidades objetivas e subjetivas da autodestruição. Uma experiência visionária com dimensão monumental, capaz de deixar Kubrick orgulhoso” – Rodrigo Perez, site The Playlist. “Uma jornada a um coração de trevas estranho, ‘Aniquilação’ parece que foi criado a partir de uma combinação de genes de ‘Apocalypse Now’, de Francis Ford Coppola, ‘O Enigma de Outro Mundo’, de John Carpenter, e ‘2001 – Uma Odisseia no Espaço’, de Stanley Kubrick, com um surrealismo tão prolongado e fascinante que fez meus olhos arder, principalmente porque eu não queria piscar para não perder nenhum momento de insanidade” – Nick Schager, site Daily Beast. “Sim, ‘Aniquilação’ é um tipo de ficção científica intelectual e complicada, mas os lançamentos do gênero nos últimos anos tem se provado ambiciosos e um filme como o de Garland também poderia ser apreciado por vários tipos de espectadores” – Molly Freeman, site ScreenRant. A Netflix disponibiliza o filme em 12 de março no Brasil.

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  • Filme

    Joss Whedon desiste de filmar Batgirl: “Falhei”

    22 de fevereiro de 2018 /

    O diretor e roteirista Joss Whedon (“Os Vingadores”) não vai mais fazer o filme solo da Batgirl. Em um comunicado à imprensa norte-americana, ele informou que “levou meses para perceber que não tinha realmente uma história” e, por isso, decidiu se afastar do projeto. Dirigindo-se ao presidente da DC Entertainment, Geoff Johns, e ao chefão da Warner, Toby Emmerich, Whedon agradeceu o apoio e admitiu ter falhado ao tentar tirar o projeto do papel. “Sou grato a todos que me deram as boas-vindas quando cheguei e foram tão compreensivos quando… tem uma palavra mais sexy para ‘falhei’?”. Whedon assumiu o projeto do primeiro filme solo de Barbara Gordon, a filha do Comissário Gordon, em março de 2017, com a missão de levar aos cinemas uma nova heroína empoderada. Rumores davam conta que havia até uma atriz cotada para o papel: Lindsey Morgan, que vive Raven na série “The 100”. Mas o sucesso de “Mulher-Maravilha” aumentou o nível de exigência do próprio cineasta. Fontes ouvidas pelo site The Hollywood Reporter confirmaram que Whedon não soube que direção dar ao filme da heroína de Gotham City. Para complicar, ele acabou atendendo ao apelo da Warner para assumir o filme da “Liga da Justiça”, após o afastamento do diretor Zack Snyder. O problema é que suas intervenções, em filmagens adicionais, acabaram criando conflitos de tom. E, como se não bastasse, Henry Cavill apareceu com o bigode de seu personagem de “Missão Impossível: Efeito Fallout”, que precisou ser removido digitalmente, dando origem a um desastre digital. A obrigação de reaproveitar o material de outro diretor e a falta de controle da situação acabou se provando muito estressante, resultando em indiretas de Whedon sobre os equívocos da trama no Twitter. O filme também teria um “easter egg” do diretor sobre os problemas que ele enfrentou. Ao final, ele recebeu seu cachê e foi creditado como roteirista de “Liga da Justiça”, mas a relação com a Warner passou por uma tensão desnecessária, custando-lhe também credibilidade como autor geek – até quem odiava os filmes de Snyder assinou petição querendo ver a versão do diretor afastado. Tudo isso pode ter pesado nos bastidores da separação entre o diretor e a DC Comics.

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  • Etc

    Brendan Fraser culpa assédio de ex-presidente do Globo de Ouro por declínio na carreira

    22 de fevereiro de 2018 /

    Um dos atores mais populares dos anos 1990, Brendan Fraser desapareceu nos últimos anos. Mas a causa não teriam sido fracassos de bilheteria no começo do século. Ele finalmente resolveu contar sua versão da história, como mais um a dizer #MeToo (eu também). Em uma longa reportagem publicada pela revista americana GQ, o astro da trilogia “A Múmia” revelou que, além da atenção necessária para cuidar do filho autista, um fato o deixou depressivo e sem vontade de continuar a carreira: o assédio sexual que ele sofreu em 2003, durante um almoço realizado pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na singla em inglês), que promove o Globo de Ouro. Uma jornalista do The New York Times já havia revelado na época que Philip Berk, ex-presidente da organização, havia apertado as nádegas do ator durante o evento. Mas, segundo Fraser, Berk foi além: “Sua mão esquerda se aproximou, me agarrou na poupa da minha bunda e um de seus dedos tocou no períneo. E começou a movê-lo”, relembrou o ator. Fraser diz que o gesto o deixou paralisado. “Eu me sentia mal. Eu me senti como uma pequena criança. Senti como se houvesse uma bola na garganta. Eu pensei que ia chorar”. Ele conta que deixou o local imediatamente e cogitou contar o episódio a um policial do lado de fora do local, mas se sentiu humilhado. “[Isso] me fez recolher. Isso me fez sentir recluso.” Berk, que ainda é membro da HFPA, foi procurado pela GQ e contestou a história: “Fabricação total”. Entretanto, há fatos que atestam a veracidade da acusação. Além do relato da jornalista, os representantes do ator pediram na época um pedido de desculpas por escrito à Associação. Berk escreveu uma carta, mas afirmou que não admitiu “nenhuma transgressão”. “[Escrevi] o habitual. ‘Se eu fiz qualquer coisa que aborreceu o Sr. Fraser, não foi intencional e peço desculpas.” Fraser ainda comentou que tem acompanhado o movimento das mulheres que têm denunciado casos de assédio, tanto dentro quanto fora de Hollywood. “Eu conheço Rose [McGowan], conheço Ashley [Judd], eu conheço Mira [Sorvino]. Eu trabalhei com elas. Não falo com elas há anos, mas as considero minhas amigas. Eu assisti a este movimento maravilhoso, essas pessoas com a coragem de dizer o que não tive coragem de dizer.” O ator revelou também que desde o incidente com o ex-presidente da HFPA raramente é convidado ao Globo de Ouro. Berk nega qualquer tipo de boicote. “Sua carreira declinou sem nossa culpa”, diz o acusado de assédio. Brendan Fraser poderá ser visto a seguir no elenco da série “Trust”, que estreia em 25 de março no canal pago americano FX. Na produção, sobre o sequestro do neto de John Paul Getty nos anos 1970, ele terá o mesmo papel vivido por Mark Wahlberg no filme “Todo o Dinheiro do Mundo”.

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    Meryl Streep chama Harvey Weinstein de “patético” por citá-la em sua defesa

    22 de fevereiro de 2018 /

    Os advogados de Harvey Weinstein usaram uma declaração de Meryl Streep para alegar, num processo judicial, que ele não abusou das mulheres que o acusam. E a atriz retalhou, chamando o produtor de “patético”. Na terça-feira (20/2), Weinstein pediu a um juiz federal de Nova York que arquivasse um processo de extorsão movido por seis mulheres que disseram que foram atacadas sexualmente ou assediadas por ele. Os advogados de Louisette Geiss, Katherine Kendall, Zoe Brock, Sarah Ann Masse, Melissa Sagemiller e Nannette Klatt argumentaram que “a Weinstein Sexual Enterprise” era essencialmente uma organização criminosa, tendo em conta as “centenas” de mulheres que alegaram má conduta de Weinstein. Em sua moção, os representantes do produtor argumentaram que as mulheres estavam impedidas de processá-lo por conta de prescrição criminal dos fatos alegados e que o status de ação coletiva das alegações era inválido porque se aplicaria a “todas as mulheres que se encontraram com Weinstein, independentemente de alegarem ter sofrido algum dano identificável”. E nisso entrou o no nome de Meryl Streep, que em uma declaração recente disse que Weinstein “sempre foi respeitoso com ela em sua relação de trabalho”. Eis a resposta da atriz, em comunicado à impresa: “O uso de minha declaração (verdadeira) pelos advogados de Harvey Weinstein – que ele não foi sexualmente transgressivo ou fisicamente abusivo em nossa relação comercial – como evidência de que ele não era abusivo com muitas outras mulheres é patético e explorador. As ações criminosas de que ele é acusado de realizar contra os corpos dessas mulheres são de responsabilidade dele, e se houver qualquer justiça no sistema, ele pagará por elas – independentemente de quantos bons filmes, feitos por muitas pessoas boas, Harvey teve a sorte de ter adquirido ou financiado”. Weinstein produziu diversos filmes estrelados por Streep, incluindo “A Dama de Ferro” (2011), que rendeu um Oscar para a atriz. Ele enfrenta mais de 60 alegações de má conduta sexual desde que o jornal New York Times e a revista New Yorker publicaram denúncias contra seu comportamento em outubro. A declaração citada por seus advogados foi feita por Streep nas primeiras semanas do escândalo. “Harvey foi exasperante, mas respeitoso comigo em nossa relação de trabalho e com muitos outros com quem trabalhou profissionalmente”, ela disse na ocasião. Em outra declaração, dirigida a Rose McGowan em dezembro, Streep afirmou que desconhecia rumores de que Weinstein abusava das mulheres. “Nem todo ator, atriz e diretor que fez filmes que HW distribuiu sabia que le abusava das mulheres, ou que estuprou Rose na década de 1990, outras mulheres antes e outras depois, até que nos disseram. Nós não sabíamos que o silêncio feminino tinha sido comprado por ele e seus facilitadores”, ela escreveu.

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    Televisa demite diretor após denúncia de estupro de atriz de How to Get Away with Murder

    21 de fevereiro de 2018 /

    A Televisa, principal rede de televisão do México, anunciou nesta quarta-feira (21/2) que demitiu o diretor e produtor Gustavo Loza, após a atriz mexicana Karla Souza (a Laurel da série “How to Get Away with Murder”) denunciar que foi vítima de estupro no início de sua carreira — sem revelar o nome do agressor. A revelação da atriz foi a maior denúncia de violência sexual na indústria de entretenimento mexicana. Karla Souza é uma grande estrela no México, graças ao destaque conseguido em “Los Nobles: Quando os Ricos Quebram a Cara”, filme de maior bilheteria do país, recorde estabelecido em 2013 e só quebrado nos últimos meses pela animação da Disney-Pixar “Viva: A Vida É uma Festa”. Após a denúncia feita em entrevista à CNN En Español, todos os projetos envolvendo Loza foram cancelados. O diretor não tem vínculo fixo com o canal, mas fez diversas séries e filmes de sucesso para a empresa. “A Televisa não tolerará condutas como a denunciada hoje”, garantiu a companhia em um comunicado. Karla Souza foi dirigida por Loza em dois trabalhos: na série “Los Héroes del Norte” (2010-2011), que ele também produziu, e, já como atriz consagrada, no filme “Qué Culpa Tiene el Niño?” (2016). Em seu relato, a atriz contou que, na época do abuso, foi separada de outros colegas de elenco no set e colocada em um hotel diferente daquele usado pelo restante da equipe, em que somente o diretor estava hospedado. Ele então passou a procurá-la no local fora do horário de trabalho. “Ele batia à minha porta dizendo que queria repassar algumas cenas e eu pensava: ‘São duas da manhã, isso é inapropriado e não deveria estar acontecendo'”. Quando ela se recusou a atendê-lo, ele reagiu com agressividade em relação à Karla. “Ele decidiu não filmar a minha cena e, de repente, começou a me humilhar na frente dos outros no set. Era o tipo de poder psicológico que ele exercia sobre mim”. Depois de um mês de abuso de poder, a atriz afirmou, chorando, que sentiu que não havia mais escolha a não ser “ceder”. “Eu acabei cedendo para ele. Deixei que ele me beijasse, me tocasse de maneiras que eu não queria que ele me fizesse e, em uma destas ocasiões, ele me atacou violentamente e, sim, ele me estuprou”, denunciou. Em sua conta no Twitter, Loza se defendeu. “Eu nego qualquer acusação contra mim”, escreveu. Veja abaixo. Me deslindo de toda acusación en mi contra por parte de @NTelevisa_com y de @DeniseMaerker quienes el día de hoy me han acusado sin fundamento referente al caso de la presunta violación denunciada por @KarlaSouza7 lo cual lamento profundamente y condeno abiertamente. — Gustavo Loza (@gusloza) February 21, 2018

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    Terry Crews denuncia que é obrigado a pagar cachê para seu molestador

    21 de fevereiro de 2018 /

    O ator Terry Crews fez um desabafo à coluna/site Page Six, do New York Post, revelando que, além de ter sido abusado, ainda é obrigado a pagar ao profissional que acusou de assédio sexual e à empresa que o mantém empregado. Trata-se de seu ex-agente, Adam Venit, funcionário da empresa WME, uma das mais poderosas agências de talento de Hollywood. “É isso que acontece. O que é tão estranho e louco é que eu ainda pago eles. Eu vou trabalhar, e ainda preciso mandar um cheque para o meu molestador”, disse o astro da franquia “Os Mercenários” e da série “Brooklyn Nine-Nine”. Ao contrário de muitas atrizes que denunciaram assédio nas redes sociais e não entraram na justiça contra supostos molestadores, Crews abriu uma ação em dezembro contra Adam Venit, afirmando que o executivo da WME agarrou suas genitais durante uma festa. “Isso é Hollywood, é insano. Eu olho para minha conta bancária e fico, ‘Caramba, isso é a coisa mais errada de todos os tempos’. Estou falando, vou fazer tudo o que puder. Se não conseguir justiça, ninguém consegue”, contou o ator, que mudou de agência após o ocorrido. No início de fevereiro, o ator revelou que a impunidade de Venit é tanta que ele está sendo ameaçado para abandonar o processo. As ameaças incluiriam até o suposto cancelamento de sua participação no quarto filme da franquia “Os Mercenários”. “Meus empresários receberam uma ligação na última semana de Avi Lerner, produtor de ‘Os Mercenários 4’, dizendo que eu poderia evitar quaisquer ‘problemas’ na sequência se desistisse da minha ação contra a WME”, escreveu ele no Twitter há duas semanas, completando em seguida: “Adivinhe quem é o agente de Sly (Sylvester Stalone)? Adam Venit.” Ao contrário de atores e produtores denunciados por assédio, Venit não foi demitido por conta disso. Ele foi apenas suspenso por 30 dias e já voltou à atividade, e continua a receber seu cachê de Crews por contratos em vigor.

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