Três atrizes acusam diretor Kim Ki-duk de estupro, assédio e agressão
O diretor sul-coreano Kim Ki-duk voltou a sofrer acusações de abuso. Ele e um de seus atores preferidos, Cho Jae-hyeon, enfrentam acusações de estupro, ataque e comportamento sexualmente predatório de três atrizes. As acusações foram feitas na terça-feira (6/3), em uma longa reportagem do canal estatal da TV sul-coreana MBC. Nenhuma das atrizes foi identificada. Uma delas contou que Kim e Cho a estupraram depois que o diretor pediu que ela fosse ao seu quarto de hotel para “discutir detalhes de um roteiro”. Ela também disse que o cineasta ligava insistentemente quando estavam filmando em uma localidade remota. “Era o inferno na terra”, disse a atriz na entrevista, que abandonou a profissão e passa por um tratamento psiquiátrico. “Foram várias noites, ele vinha até a porta do meu quarto e batia na porta até que eu abria ou ligava exaustivamente até eu responder. Ele e Cho contavam histórias de estupro de atrizes e pareciam competir entre si.” Outra atriz disse que Kim exigiu vê-la nua durante um processo “humilhante” de seleção. A terceira atriz, por sua vez, foi a que levou o diretor à justiça e venceu um processo por agressão, mas não convenceu os juízes a considerarem sua denúncia de abuso sexual. Ela acusou Kim no ano passado de lhe dar três tapas e forçá-la a realizar cenas sexuais sem roupa, que não estavam no roteiro. Além disso, disse que Kim a forçou a pegar no pênis de um ator, apesar de uma garantia anterior de que uma prótese seria usada. Devido a seus protestos, ela foi substituída por outra atriz no filme “Moebius”, de 2013. Por conta da condenação do cineasta, houve protestos pela inclusão de seu novo filme no Festival de Berlim 2018. “Human, Time, Space and Human” foi mantido na programação apesar de um manifesto assinado por 140 organizações sociais e associações de cineastas contra o diretor. E mesmo após Dieter Kosslick, o diretor do evento, fazer proselitismo com a afirmação de que tinha barrado filmes de assediadores. “Por que a Berlinale é indulgente com Kim, estendendo o tapete vermelho para ele e para seu filme?”, questionava o manifesto, que acusou os organizadores do festival de “consentir e endossar” o comportamento do diretor. Kim se defendeu no festival, afirmando que deu tapas na atriz como instruções de atuação. “O que estávamos fazendo era ensaiar uma cena”, disse ele. “Havia muitas pessoas presentes. Minha equipe na época não se opôs e não disse que aquilo era inapropriado… Estava relacionado à atuação artística, mas acredito que a atriz interpretou isso de maneira diferente do que eu fiz. ” Quando perguntado diretamente se ele gostaria de se desculpar por bater atriz, Kim declinou. “Não, acho lamentável que isso tenha sido transformado em um processo judicial”, disse ele. Diante da repercussão, o lançamento comercial do longa foi adiado indefinidamente. Em resposta às novas acusações, trazidas à tona à MBC, Kim afirmou que nunca usou o seu status como diretor de cinema para “satisfazer meus desejos sexuais” e alegou que só manteve “relações sexuais consensuais”. Já as acusações contra Cho tinham vindo à tona alguns dias antes. Ele chegou a se desculpar publicamente, perdeu o emprego como professor e também foi afastado de “The Cross”, uma série médica da qual participava. Diante da reportagem televisiva, ele disse à emissora que estava “em pânico”: “Eu pequei, mas muitas das coisas que estou vendo nos noticiários são muito diferentes da realidade”. Um dos mais proeminentes cineastas sul-coreanos de sua geração, Kim Ki-duk fez sucesso no circuito de festivais, onde chegou a ganhar um Leão de ouro por “Pietá” (2012) em Veneza. Entre seus filmes mais conhecidos pelo público brasileiro estão “Primavera, Verão, Outono, Inverno… e Primavera” (2003), “Casa Vazia” (2004) e “O Arco” (2005). Seus filmes, em geral, têm poucos diálogos, mas investem em sexo e violência – geralmente contra mulheres.
Daniel Oliveira é acusado de abuso de menor no trailer do drama Aos Teus Olhos
A Conspiração Filmes divulgou o pôster e o trailer de “Aos Teus Olhos”, drama premiado, que traz Daniel de Oliveira (“Sangue Azul”) no papel de um professor de natação infantil acusado de abuso sexual pelos pais de um aluno. O tema atualíssimo é abordado na prévia em clima de suspense. A acusação vem, como várias hoje em dia, pelas redes sociais. O post de uma mãe se torna viral e provoca um linchamento virtual imediato. A denúncia se espalha rapidamente na internet e até as pessoas mais próximas do protagonista, como a diretora da escola e um colega de trabalho, ficam em dúvida sobre suas ações e intenções. A premissa é inspirada na peça espanhola “O Princípio de Arquimedes”, de Josep Maria Miró. O filme foi escrito por Lucas Paraizo (de “Gabriel e a Montanha” e série “Sob Pressão”) e dirigido por Carolina Jabor (“Boa Sorte”). Exibido em diversos festivais nacionais e internacionais, “Aos Teus Olhos” venceu quatro troféus no Festival do Rio 2017: Melhor Ator (Daniel de Oliveira), Melhor Ator Coadjuvante (Marco Ricca, pai do menino supostamente abusado), Melhor Roteiro e Melhor Filme no Voto Popular. Também foi considerado o Melhor Filme brasileiro na Mostra de São Paulo. A estreia comercial está marcada para 12 de abril.
Filho de Gary Oldman defende o pai contra acusações de abuso feitas por sua mãe
Gulliver Oldman, filho de Gary Oldman, vencedor do Oscar 2018 de Melhor Ator por “Destino de Uma Nação”, publicou uma carta aberta na terça (6/3) em defesa do pai, após o ressurgimento das acusações de abuso físico e moral feitas por sua mãe, Donya Fiorentino, ex-mulher do ator. A carta do jovem de 20 anos foi uma reação à entrevista de sua mãe ao site TMZ após o Oscar, em que ela voltou a atacar o ator. “Parabéns a Gary e à Academia por premiar dois abusadores. Pensei que tivéssemos evoluído”, afirmou ela, também se referindo ao ex-jogador de basquete Kobe Bryant, vencedor do Oscar de Curta Animado, que sofreu acusações de abuso no passado. “Foi preocupante e doloroso ver essas falsas acusações contra o meu pai sendo publicadas novamente, especialmente depois de tantos anos. Há boas razões para que essas acusações tenham sido encerradas anos atrás”, respondeu Gulliver. O intérprete de Winston Churchill em “O Destino de uma Nação” foi acusado de agredir a ex-esposa em 2001 na frente dos dois filhos. Apesar da agressão constar no processo de separação, Oldman sempre sustentou que as acusações estavam repletas de mentiras e meias verdades. Fiorentino detalhou o episódio numa entrevista de 2015. “Assim que peguei o telefone para ligar para a Polícia, Gary colocou as mãos no meu pescoço e apertou. Eu recuei com a base do telefone e tentei discar para o 911. Gary pegou o telefone da minha mão e me bateu no rosto com o aparelho por três ou quatro vezes. Meus dois filhos estavam chorando”, ela relatou, acusando-o também de abusar de drogas. Apesar desse relato, a justiça deu a guarda dos filhos para o ator. Segundo Gulliver, que citou em sua carta a entrevista publicada pela imprensa, as acusações são mentirosas. “Meu pai é minha única e verdadeira luz guia. Meu único herói”, escreveu ele, classificando mãe como uma pessoa deprimida e problemática ao longo da vida. As acusações de violência doméstica voltaram à tona logo após o Globo de Ouro 2018, quando Oldman apareceu como favorito a vencer todos os prêmios de interpretação da temporada. Mesmo assim, não impediram sua conquista no Oscar. Veja abaixo a íntegra da carta escrita por Gulliver Oldman. ❗️IMPORTANT – please read AND share!!Gulliver Oldman's statment about the totally false allegations against his father Gary Oldman. It saddens us he had to write this, but hopefully he'll be heard and understood.https://t.co/JKIDGiR793 pic.twitter.com/POJu8bUhTN — Gary Oldman Web ? (@GaryOldmanWeb) 5 de março de 2018
Filme de Edir Macedo já vendeu 3 milhões de ingressos antecipados
A cinebiografia do bispo Edir Macedo, batizada de “Nada a Perder – Contra Tudo. Por Todos”, já vendeu 3,1 milhões de ingressos antecipados durante um mês de pré-venda, segundo a Paris Filmes, produtora do longa. Em termos de comparação, a produção bíblica “Os Dez Mandamentos” vendeu pouco menos de 3 milhões na pré-venda e, após a estreia, se tornou o filme nacional com mais ingressos vendidos desde a criação da Embrafilme, em 1970, com 11,2 milhões. O recorde é controvertido, porque, apesar de esgotar ingressos, os cinemas não encheram. A ação envolveu a Igreja Universal, que teria distribuído ingressos nos cultos. A comunicação da igreja, na época, negou a compra de ingressos e afirmou apenas apoiar, “juntamente com nossos grupos voluntários e de projetos beneficentes em todo Brasil, que o público em geral tenha a oportunidade de assistir ao filme.” O mesmo envolvimento acontece agora com o filme do líder da Universal. “Nada a Perder”, que só chega aos cinemas em 29 de março, já esgotou algumas sessões do fim de semana de estreia nas principais capitais do país. Nas redes Cinépolis e Cinemark, a maior parte das sessões só têm ingressos disponíveis nas primeiras fileiras. No caso do Cinépolis, a compra do ingresso tem sido impulsionada pelo sorteio de uma viagem a Israel, “com um acompanhante e seu líder religioso”, e mais dez viagens para visitar o Templo de Salomão, principal sede da Igreja Universal do Reino de Deus, em São Paulo. Mas a divulgação só está começando. De acordo com o colunista do UOL Flávio Ricco, a Record tem montado uma megaoperação para promover o filme. Além de uma série especial para o “Jornal da Record” e reportagens para o “Domingo Espetacular”, o plano inclui a exibição de 16 chamadas diárias até o dia do lançamento e o envio de uma equipe ao exterior para colher depoimentos de atores famosos que já interpretaram personalidades marcantes em filmes biográficos. “Nada a Perder” será o primeiro capítulo de um projeto milionário. Originalmente previsto como trilogia, deve se configurar como dois filmes. O primeiro estreia agora em março, enquanto o segundo só deve chegar aos cinemas entre 2019 e 2020. A produção dos filmes foi orçada em mais de R$ 25 milhões e mobilizou, em algumas cenas, cerca de 30 mil figurantes. Mas os gastos foram contrabalanceados com contratos internacionais. Os longas já estão negociados em 80 países e até com o serviço de streaming Netflix. A direção é de Alexandre Avancini (“Os Dez Mandamentos – O Filme”) e o elenco inclui Petronio Gontijo (da novela “Os Dez Mandamentos”) como Edir Macedo, além de Day Mesquita (mais uma de “Os Dez Mandamentos”), Dalton Vigh (minissérie “Liberdade, Liberdade”), André Gonçalves (novela “Salve Jorge”), Eduardo Galvão (novela “Malhação”), Marcelo Airoldi (novela “Sol Nascente”), Nina de Pádua (novela “Chamas da Vida”) e Beth Goulart (novela “A Terra Prometida”).
Compra da Weinstein Company é cancelada após descoberta de dívidas milionárias
A compra do estúdio The Weinstein Company deu para trás. O grupo de investimento encabeçado por Maria Contreras-Sweet, ex-funcionária do governo do ex-presidente americano Barack Obama, retirou sua oferta na terça-feira (6/3), após analisar minunciosamente a contabilidade da empresa. Segundo a agência Reuters, a desistência foi consequência da descoberta de que as dívidas do estúdio eram muito maiores do que previamente revelado durante a negociação. O conselho da Weinstein Company disse que continuará trabalhando para “determinar se existem quaisquer opções viáveis que não sejam a falência”. Apesar da desistência de seus principais financiadores, Maria Contreras-Sweet disse que ainda acredita na ideia de um estúdio liderado por mulheres e que estudará comprar ativos se eles se tornarem disponíveis em um processo de falência. A empresária pretendia formar um conselho de maioria feminina para reformular o estúdio de Hollywood. Em comunicado, ela chegou a afirmar que planejava lançar uma nova empresa, poupar cerca de 150 empregos, proteger os pequenos negócios aos quais se deve dinheiro e criar um fundo de indenização para as vítimas de Harvey Weinstein, que cobriria eventuais processos. Os investidores descobriram, porém, que a dívida da empresa era de US$ 280 milhões e não os US$ 225 milhões revelados anteriormente. Haveria a existência de obrigações de pagamentos de royalties até então desconhecidas e outras remunerações de trabalho pendentes, além de dívidas a fornecedores e um processo de arbitragem comercial. O entusiasmo do conselho durou menos de uma semana. Apesar de existirem outros interessados na compra da TWC, os valores deverão ser diferentes. E não está descartada a falência do estúdio. Anteriormente, os diretores da empresa chegaram a anunciar que buscariam a falência, mas a ameaça foi usada como forma de pressionar a Procuradoria Geral a aprovar sua venda. É que o negócio deveria ter sido fechado no mês passado, mas o procurador Eric Schneiderman paralisou tudo com um processo contra a TWC. A falência deixaria os credores e as vítimas de abuso sexual de Harvey Weinstein sem possibilidade de compensação financeira. A agonia da TWC, inaugurada em 2005, representa o fim de uma era no cinema, que começou ainda nos anos 1980 na Miramax, o primeiro estúdio dos irmãos Bob e Harvey Weinstein, e fomentou a carreira de cineastas como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Kevin Smith, Paul Thomas Anderson, David O. Russell, os irmãos Coen, etc. Até Walter Salles teve filme distribuído nos Estados Unidos pelos irmãos Weinstein. O prelúdio deste desfecho foram as denúncias contra Harvey Weinstein, que vieram à tona em outubro, em reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker, detalhando décadas de abusos sexuais. Desde então, mais de 70 mulheres acusaram o produtor de má conduta sexual, incluindo estupro, e a repercussão incentivou outras mulheres a denunciarem a conduta sexual de diversos homens poderosos no cinema, na TV e em outras indústrias. Harvey Weinstein foi demitido de sua própria empresa no dia 8 de outubro e logo depois expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar. Paralelamente aos processos civis, investigações criminais também foram abertas contra ele em delegacias de Los Angeles, Beverly Hills, Nova York e Londres. Por meio de seus advogados, Weinstein alega só ter feito sexo consensual.
TNT se desculpa por comentários preconceituosos de Rubens Ewald Filho no Oscar 2018
O mais antigo comentarista do Oscar não acompanhou os tempos e foi rejeitado pelo público durante a transmissão do evento no último domingo (4/3), levando o canal responsável por sua escalação a pedir desculpas. Acostumado a fazer comentários maldosos durante as transmissões, Rubens Ewald Filho pagou pesado, durante o Oscar 2018 no canal pago TNT, ao chamar de “rapaz” a atriz Daniela Vega, que fez história ao ser a primeira transexual a participar da cerimônia como apresentadora, e destilar seu desprezo por algumas atrizes, como Saoirse Ronan, indicada pela terceira vez ao prêmio da Academia, e Frances McDormand, vencedora pela segunda vez do Oscar de Melhor Atriz. Ligado ao Oscar desde 1985, quando se tornou o apresentador oficial do evento na Globo, Rubens Ewald Filho não disse nada diferente do que já vinha dizendo há alguns anos, com impunidade. Mas o veneno tido como engraçadinho no passado soou ultrajante neste ano, ao destoar frontalmente da mensagem que o próprio Oscar levou ao ar: tolerância, igualdade, inclusão, diversidade e respeito. O ruído foi tanto que, ao contrário de outros anos, a própria TNT decidiu se manifestar. Em tempo real. Após Rubens dizer que “Essa moça na verdade é um rapaz”, durante a transmissão, o canal tentou corrigir em suas redes sociais. “Sim, a Daniela Vega é uma mulher. E que mulher”, disse uma publicação no Twitter do canal pago, durante a cerimônia, ainda que sem citar o nome do crítico. Outro comentário pesado que irritou o público foi disparado contra Frances McDormand, que além de levar o Oscar por seu papel em “Três Anúncios Para Um Crime” fez o discurso mais comentado da noite. “Eu acho interessante que essa senhora não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e, de repente, o filme é um sucesso”, disse Rubens durante a transmissão. Como resultado, a hashtag divulgada pelo canal para a cobertura no Twitter passou a ser usada em protestos contra a própria transmissão. Muitas pessoas classificaram os comentários do crítico como misóginos, machistas e transfóbicos. Alguns internautas chegaram a exigir o afastamento dele de futuras transmissões. Diante da repercussão negativa, a TNT emitiu um comunicado condenando o preconceito dos comentários. O texto também terceiriza um pedido de desculpas do crítico, que não se manifestou pessoalmente. “A TNT repudia toda ação e/ou manifestação preconceituosa de qualquer natureza. A marca valoriza, incentiva a respeita a inclusão, a diversidade em todas suas iniciativas para levar o melhor conteúdo e entretenimento para seus fãs”, diz o comunicado. “Alinhado a esse propósito, a direção da TNT já conversou com o comentarista Rubens Ewald Filho para evitar que episódios como os comentários feitos durante a transmissão do Oscar no último domingo se repitam, e decidirá nas, próximas semanas, o futuro de sua participação nas transmissões e conteúdos digitais da marca”, continua o texto. No final, o comunicado diz que Rubens Ewald Filho se desculpa pela fala infeliz. “Rubens Ewald Filho é um dos mais respeitados e conceituados críticos de cinema do país, e há anos leva informação, conhecimento e sua paixão na cobertura das premiações pela TNT. Rubens se desculpa pelos termos que possam ter ofendido ou provocado mal-estar. Em nenhum momento houve a intenção de endossar qualquer posicionamento preconceituoso.” Veja abaixo alguns exemplos das reações – as mais ponderadas – no Twitter. É evidente que Rubens ainda não tenha se adaptado ao novo mundo que ele vive, chamando mulher trans de "Rapaz" e outras baboseiras, as pessoas estão se escondendo atrás de críticas para exalar preconceito. Preconceito não é crítica! #RubensEwaldFilho @TNTbr #Oscars90 — Kauê o Improvável (@katux) March 5, 2018 #RubensEwaldFilho em plena @canaltnt falando "essa moça na verdade é um rapaz". Rubens na verdade você só fala merda. E a Daniela Vega é uma atriz magnífica que aliás é a primeira atriz trans a apresentar uma categoria do Oscar ? Além de tudo ela ainda quebra barreiras! — Miguel Groisman (@Mig_groisman) March 5, 2018 Alguém explica pro #RubensEwaldFilho que o Oscar não é concurso de beleza. Quer falar besteira? Vai comentar o Miss!!! ? — Zeinab Khalil (@zeinabkhalil) March 5, 2018 "Eu acho interessante essa senhora [Frances McDormand]: não é bonita, deu um show de bebedeira no Globo de Ouro e de repente o filme [Três Anúncios para um Crime] é um sucesso" (#RubensEwaldFilho, ao vivo, no #TNT)Que comentario é esse,meu caro?Chama a #GlóriaPires,porfa! — MªRITA WERNECK (@mrita_werneck) March 5, 2018 Acompanho a carreira de Frances desde o brilhante Fargo! E que se cale #rubensewaldfilho — LPerotti (@lbrg) March 6, 2018 querido @canaltnt melhorem no quesito comentarista do #Oscars vocês estão perdendo credibilidade e respeito das pessoas trazendo esse sr #rubensewaldfilho que foi misógino, transfóbico e altamente desnecessário por diversas vezes. — dane(-se) (@daniparajara) March 5, 2018
Artista francês acusa Disney de plagiar seu trabalho nos pôsteres de Han Solo
O artista francês Hachim Bahous acusou a Disney, em um post no Facebook, de ter plagiado seu trabalho para fazer os pôsteres de “Han Solo: Uma História Star Wars”. Segundo Bahous, o estúdio copiou o visual de artes criadas por ele para o lançamento de uma coleção de discos Sony Music, de 2015. Compare abaixo. “À esquerda estão os pôsters oficiais do próximo ‘Star Wars’ (Disney), e à direita as imagens que eu fiz em 2015 para Sony Music France/Legacy Recordings France… Eu fico lisonjeado que a qualidade do meu trabalho tenha sido reconhecida, mas isto é simplesmente a mais pura e simples cópia, não foi pedida minha permissão e eu quero créditos e pagamento por este trabalho que eu fiz para a Sony!”, ele escreveu no post. Procurada pelo site The Hollywood Reporter, a Disney respondeu que está verificando a acusação. “Os cartazes foram criados por um fornecedor externo e é algo que estamos investigando”, disse um porta-voz do estúdio. A acusação se soma aos problemas de bastidores da produção, com a demissão da dupla Christopher Miller e Phil Lord (“Anjos da Lei”) pela Lucasfilm, no meio das filmagens. Chamado de última hora, Ron Howard assina a versão final do longa. “Han Solo: Uma História Star Wars”, que traz Alden Ehrenreich como o personagem icônico, tem estreia marcada para 24 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Saiba porque Jodie Foster foi de muletas ao Oscar
Obviamente, a culpa pelas muletas de Jodie Foster durante a apresentação do Oscar 2018 não foi de Meryl Streep. A atriz contou à revista People que se machucou há algumas semanas enquanto esquiava. Sabendo do acidente, os roteiristas aproveitaram para criar uma piada na apresentação. “Culpa da Streep”, disse Foster, ao subir no palco com duas muletas. “Ela deu uma de Tonya comigo”, disse, em referência à trama de “Eu, Tonya”, filme sobre a patinadora que teria tramado quebrar a perna de uma rival. Mas a verdade é que a curiosidade em torno de Jodie Foster foi providencial, pois serviu para desviar a atenção do que poderia ser comentado no momento em que ela e Jennifer Lawrence ocuparam o palco do Dolby Theatre para apresentar o Oscar de Melhor Atriz: a ausência de Casey Affleck. Tradicionalmente, o ator vencedor do Oscar passado faz a apresentação das indicadas à categoria de Melhor Atriz da edição seguinte. Mas, prevendo – em cheio – o clima politizado da cerimônia, Affleck pediu para ser dispensado do “dever”. Antes mesmo de conquistar o prêmio por “Manchester à Beira-Mar”, no ano passado, ele já enfrentava denúncias de assédio de duas profissionais de um filme anterior. Ele foi acusado pela produtora Amanda White e pela diretora de fotografia Magdalena Gorka, que o acionaram judicialmente e o caso foi resolvido em sigilo, com uma indenização financeira. Após vencer o Oscar, o ator deu entrevista ao jornal Boston Globe em que confirmou que todos os envolvidos no caso estavam proibidos por contrato de comentar o assunto. Desde então, o escândalo sexual de Harvey Weinstein veio à tona, repleto de contratos similares, e a tolerância com assediadores diminuiu a zero. No caso de Affleck, havia até uma campanha online para impedir sua participação no Oscar deste ano. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não fosse convidado a apresentar o prêmio – e o site registrou que a campanha foi vitoriosa. Segundo o site Deadline, o ator teria ficado com receio e, diante do tom anti-assédio que se esperava na cerimônia, preferiu cancelar sua participação a correr o risco de comprometer o resto de sua carreira. A informação foi confirmada por um representante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. Sua ausência – quase – nem foi notada.
Estrelas de Hollywood evitam Ryan Seacrest no tapete vermelho do Oscar 2018
O Oscar mais politizado de todos os tempos teve uma cobertura de calda de caramelo no canal pago E!. Com a decisão de manter Ryan Seacrest como apresentador, após ele ser acusado de assédio por sua ex-estilista, e com o peso de controvérsias sobre desigualdade salarial entre seus funcionários masculinos e femininos, que culminaram na demissão de uma produtora por permitir críticas ao vivo contra o canal no Globo de Ouro, a transmissão da E! evitou todos os temas importantes do ano: inclusão, igualdade, representatividade. Em vez disso, focou-se nos vestidos… Para piorar, Seacrest não conseguiu entrevistar a maioria dos indicados ao Oscar e foi evitado como praga por grande parte das apresentadoras da noite. Questionados pela revista Variety, vários porta-vozes de celebridades confirmaram que seus clientes não falariam com ele no tapete vermelho. A E! apostou no contrário, de que haveria protesto ao vivo, e programou uma transmissão com delay de 30 segundos para evitar exibir comentários negativos contra ela própria. Mas a reação das estrelas foi pior. Como um canal sobre celebridades vai poder continuar funcionando se as celebridades decidirem que não irão lhe dar atenção? Houve um caso de tensão evidente no encontro entre Seacrest e Taraji P. Henson. Ao pedir que a atriz comentasse as duas indicações de Mary J. Blige no Oscar, ele acabou ouvindo: “Você sabe, o universo tem uma maneira de cuidar das pessoas boas”. Ela disse isso olhando-o fixamente e colocando a mão no queixo de Seacrest. “Você sabe o que eu quero dizer?”, perguntou firme, como quem roga uma maldição. Veja abaixo. Logo em seguida, Henson foi abordada pela rede ABC, onde ela falou com a jornalista Wendi McLendon-Covey. Ao ser perguntada o que estava achando do evento, Henson respondeu: “Estou começando a me divertir agora que estou na sua companhia”. O fato é que a rede ABC trouxe inúmeras entrevistas com os principais candidatos e estrelas da noite. Até os brasileiros da TNT – Hugo Gloss e Carol Ribeiro – saíram-se melhor que a cobertura da E! Com poucas entrevistas, a emissora preferiu mostrar vestidos e trazer comentários de um grupo reunido na piscina do Hotel Roosevelt, próximo do Dolby Theatre, onde aconteceu a cerimônia do Oscar. De forma significativa, até o próprio Seacrest acabou desistindo de ficar em pé de black tie, sob o sol de Los Angeles, para se juntar à colega Giuliana Rancic na piscina, antes do final da transmissão. Eles também comentaram sobre… o clima ensolarado da cidade. Holy shit Taraji just put a curse on Ryan Seacrest ? pic.twitter.com/GSknn3NozF — Sara Jean Hughes (@sarajeanhughes) March 5, 2018
Diretora de Mudbound defende que cinema é arte e não tamanho de tela no Spirit Awards 2018
A diretora Dee Rees, que recebeu o troféu Robert Altman no Spirit Awards 2018, fez um discurso para despertar discussões, durante seu agradecimento em nome da equipe de “Mudbound”. Distribuído pela Netflix, “Mudbound” tem despertado polêmica por concorrer a diversos prêmios de cinema, inclusive ao Oscar 2018. Mas para a cineasta, não há o que questionar. Ao listar toda a equipe técnica envolvida na criação de “Mudbound” e toda a arte conjurada pelo filme, ela demonstrou que não havia diferença na confecção da obra exibida por streaming dos longas projetados nos multiplexes. E arrematou: “Cinema não tem nada a ver com uma tela de smartphone, uma tela de televisão ou uma tela gigante de IMAX”. Em suma, cinema não é tela, é arte. “‘Mudbound’ é cinema”, ele decretou, sob aplausos efusivos da plateia formada por artistas independentes. E se, por enquanto, o Oscar tende a concordar com Dee Rees, já existe uma comissão da Academia com debates agendados sobre este tema, que pode chegar a uma conclusão diferente. Para o Festival de Cannes, por exemplo, a conclusão é que cinema é sim tela. Após exibir duas produções da Netflix sob protestos no ano passado, a organização do festival decidiu que filmes que não forem exibidos em circuito cinematográfico não poderão mais ser inscritos em seus próximos eventos. Afinal, é uma tela que define o que é cinema? Ou é tudo aquilo que Dees Rees cita em seu longo discurso – e que pode ser ouvido integralmente abaixo:
Jennifer Lawrence e Jodie Foster vão substituir Casey Affleck na cerimônia do Oscar 2018
A ausência de Casey Affleck vai quebrar uma antiga tradição no Oscar 2018: o costume de o vencedor do Oscar de Melhor Ator entregar o troféu para a vencedora da categoria de Melhor Atriz no ano seguinte. Diante do clima de ajuste de contas do movimento #MeToo, Affleck se adiantou a qualquer decisão da Academia e pediu para não participar da cerimônia. Assim, as atrizes Jennifer Lawrence e Jodie Foster foram escolhidas para substituí-lo no evento. Affleck foi premiado por “Manchete à Beira-Mar”, após ser acusado de assédio por duas mulheres com quem trabalhou no documentário “Eu Ainda Estou Aqui” (2010). Na ocasião, a atriz Brie Larson, que entregou o prêmio, fez questão de não aplaudi-lo. “Eu acredito que o que eu fiz no palco falou por si mesmo”, ela afirmou em entrevista para a revista Vanity Fair. Ele foi acusado pela produtora Amanda White e pela diretora de fotografia Magdalena Gorka, que acionaram Affleck judicialmente e o caso foi resolvido em sigilo, com uma indenização financeira. Após vencer o Oscar, o ator deu entrevista ao jornal Boston Globe em que confirmou que todos os envolvidos no caso estavam proibidos por contrato de comentar o assunto. Desde então, o escândalo sexual de Harvey Weinstein veio à tona, repleto de contratos similares, e a tolerância com assediadores diminuiu a zero. No caso de Affleck, havia até uma campanha online para impedir sua participação no Oscar deste ano. Quase 20 mil pessoas assinaram o abaixo-assinado no site Change.org para que ele não fosse convidado a apresentar o prêmio – e o site agora registra que a campanha foi vitoriosa. Segundo o site Deadline, o ator teria ficado com receio e, diante do tom anti-assédio que deverá marcar a cerimônia, preferiu cancelar sua participação a correr o risco de comprometer o resto de sua carreira. A informação foi confirmada por um representante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas. A escolha de Jodie Foster e Jennifer Lawrence marca um nuance politizado dos produtores da cerimônia de entrega do Oscar, já que coloca duas mulheres no lugar de um homem. Mais que isso, ambas são conhecidas por suas posturas e ativismo em defesa das minorias. Jodie Foster, inclusive, venceu um Oscar por interpretar uma mulher abusada sexualmente, em “Acusados” (1988). E Jennifer Lawrence está produzindo uma série documental baseada no movimento #MeToo.
Atores, roteiristas e diretores de Hollywood lançam movimento masculino contra o assédio
Os homens de Hollywood também lançaram seu movimento contra o assédio sexual. Atores, escritores, produtores e diretores divulgaram, no sábado (2/3), uma carta aberta na qual se manifestam em apoio às vítimas de assédio sexual e cobrando maior responsabilização dos homens pelos abusos. Inspirado pela união das mulheres nas campanhas #MeToo e #TimesUp, promovidas por estrelas de Hollywood após a série de denúncias contra o magnata Harvey Weinstein, o grupo de homens se propõe a repreender outros homens que flagrarem tendo comportamentos abusivos. Entre os 30 signatários do manifesto estão David Schwimmer (o Ross da série “Friends”), David Arquette (da franquia de terror “Pânico”), Justin Baldoni (série “Jane the Virgin”) e Matt McGorry (o Asher de “How to Get Awa With Murder”). A carta anuncia o movimento #AskMoreOfHim (#ExijaMaisDele). A ideia é apontar os privilégios da classe masculina e deixar claro, de homem para homem, que o assédio e o abuso “nunca são aceitáveis”. “Isso vai desde tudo o que for comentário sexista e degradante até a violência doméstica e o abuso sexual”, exemplifica o texto. Na visão dos signatários, uma das mais poderosas formas de um homem ajudar no combate ao assédio é “deixar claro aos outros homens” os seus comportamentos sexistas. Eles se disseram “orgulhosos” da força e do compromisso das vítimas que já se manifestaram — sejam homens, mulheres ou pessoas que não definiram seu gênero — , vindo a público com suas histórias de abuso. Mas não se pode apenas aplaudir. “Mas nosso orgulho não é o suficiente. Como homens, nós temos especial responsabilidade para impedir o abuso de acontecer, antes de tudo. Afinal, a vasta maioria do assédio, do abuso e da violência é perpetrada por homens, em Hollywood ou não. E, no entretenimento, como em várias indústrias, os homens ainda retém todo o poder de decisão”, reconheceram. Os integrantes do movimento reconheceram que eles mesmos não são perfeitos e podem ter errado durante a vida. Mas se comprometeram a ser honestos sobre as suas atitudes e sobre a causa para contrariar o ceticismo de quem não entender o porquê do movimento. “Homens são imperfeitos. Nós somos imperfeitos. E vários homens, talvez alguns de nós, podem ter apresentado mau comportamento e atuado de formas de que hoje nos arrependemos. Apesar disso, nós acreditamos que os homens devem condenar o sexismo e se engajar no processo de reflexão própria, evolução pessoal e responsabilização. Até agora, poucos se esforçaram nisso. Isso precisa mudar. É hora de #ExigirMaisDele”, conclui o texto.
Estúdio de Harvey Weinstein é comprado por ex-funcionária do governo Obama
O estúdio The Weinstein Company foi vendido. A negociação aconteceu com o único interessado, um fundo de investimento encabeçado por Maria Contreras-Sweet, ex-funcionária do governo de Barack Obama. A ex-secretária de Pequenos Negócios da administração Obama fechou a aquisição, apoiada pelo investidor Ronald Burkle, na noite de quinta (1/3), numa reunião que incluiu diretores da TWC e o procurador geral do estado de Nova York, durou horas e varou a madrugada. “Temos o prazer de anunciar que firmamos um acordo para vender os ativos da Weinstein Company a um grupo de investidores liderado por Maria Contreras-Sweet e Ron Burkle”, afirmou o conselho diretor do estúdio, em nota divulgada para a imprensa. “O acordo fornece um caminho claro para a compensação das vítimas e protege os empregos de nossos funcionários. Agradecemos muito os esforços do procurador geral Schneiderman e de sua equipe, Maria Contreras-Sweet, Ron Burkle e sua equipe por trazer esse acordo. Consideramos que este é um resultado positivo em meio a circunstâncias incrivelmente difíceis”. A compra vai impedir a falência do estúdio. A ameaça era real. Entretanto, o anúncio de que seus diretores buscariam a falência da companhia foi usado para pressionar a Procuradoria Geral. É que o negócio deveria ter sido fechado no mês passado, mas o procurador Eric Schneiderman paralisou tudo com um processo contra a TWC. O resultado foi um tiro no pé, pois a falência deixaria as vítimas de abuso sexual de Harvey Weinstein sem possibilidade de compensação financeira. Alguns compromissos foram assumidos para a negociação ser finalizada. Para começar, a TWC demitiu David Glasser do cargo de diretor geral. Schneiderman era contra sua manutenção na direção da companhia, pois dizia que os funcionários da nova companhia “estariam se reportando a alguns dos mesmos gerentes que falharam em investigar as falhas de conduta (de Harvey Weinstein) ou proteger adequadamente as funcionárias”. O estúdio ganhará um novo nome e terá Contreras-Sweet como diretora geral. Mas manterá cerca de 150 funcionários da TWC empregados, além de dedicar um fundo exclusivo para saldar dívidas e pagar indenizações para as vítimas de Weinstein. Em nota, Schneiderman confirmou ter recebido um compromisso de que um fundo de compensação para as vítimas seria criado, além de novas políticas para impedir outros casos de assédio. O fundo deve ficar em torno de US$ 90 milhões. Não ficou claro se o valor será somado ou extraído do montante da aquisição, concretizada por US$ 500 milhões. O fundo servirá para pagamento de uma denúncia coletiva aberta em dezembro por várias atrizes alegando que a empresa permitiu o comportamento predatório de Harvey Weinstein, um processo da ex-assistente pessoal do produtor, Sandeep Rehal, alegando que era forçada a facilitar os ataques do ex-chefe, tendo ela mesma sido vítima de assédio, e ações dos produtores Scott Lambert e Alexandra Milchan, que querem uma compensação pelo escândalo sexual ter cancelado uma série planejada para Amazon. Até mesmo a Lindt, fabricante suíça de chocolate, foi à justiça em busca de compensação pelo cancelamento de uma festa pós-Globo de Ouro, para a qual ela já tinha pago uma cota de patrocínio. E o recém-demitido David Glasser já ameaçou aumentar a pilha de processo, alegando rescisão injusta, retaliação, violação de contrato e difamação, de acordo com o site The Hollywood Reporter. O fim da TWC, inaugurada em 2005, representa o fim de uma era no cinema, que começou ainda nos anos 1980 na Miramax, o primeiro estúdio dos irmãos Bob e Harvey Weinstein, e fomentou a carreira de cineastas como Quentin Tarantino, Robert Rodriguez, Kevin Smith, Paul Thomas Anderson, David O. Russell, os irmãos Coen, etc. Até Walter Salles teve filme distribuído nos Estados Unidos pelos irmãos Weinstein. O prelúdio deste desfecho foram as denúncias contra Harvey Weinstein, que vieram à tona em outubro, em reportagens do jornal The New York Times e da revista The New Yorker, detalhando décadas de abusos sexuais. Desde então, mais de 70 mulheres acusaram o produtor de má conduta sexual, incluindo estupro, e a repercussão incentivou outras mulheres a denunciarem a conduta sexual de diversos homens poderosos no cinema, na TV e em outras indústrias. Harvey Weinstein foi demitido de sua própria empresa no dia 8 de outubro e logo depois expulso da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza o Oscar. Paralelamente aos processos civis, investigações criminais também foram abertas contra ele em delegacias de Los Angeles, Beverly Hills, Nova York e Londres. Por meio de seus advogados, Weinstein alega só ter feito sexo consensual.











