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  • Filme

    CEO da Warner se demite após escândalo sexual

    18 de março de 2019 /

    O executivo Kevin Tsujihara se demitiu da diretoria da Warner Bros. em meio a denúncias de que ele teria usado sua posição para ajudar a atriz Charlotte Kirk a conseguir papéis, após ter feito sexo com ela. A decisão aconteceu após Tsujihara sobreviver a uma investigação interna e ser promovido a CEO na estrutura da nova empresa WarnerMedia, resultante da aquisição da Time-Warner pela AT&T. Mas uma reportagem da revista The Hollywood Reporter, que teve acesso à troca de mensagens de texto entre o executivo, a atriz e outros envolvidos, levou os novos proprietários a realizar um novo inquérito, mais meticuloso. Em memorando, Tsujihara deu a entender que foi pressionado a pedir demissão. Ele disse para os funcionários que decidiu se demitir após “refletir sobre como suas ações do passado podem impactar o futuro da empresa”. “Após muita introspecção, e conversas com John Stankey durante a última semana, decidimos que o melhor para a Warner Bros. é que eu me afaste da posição de CEO”, escreveu o executivo. “Eu amo esta empresa e as pessoas que a fazem ser tão incrível”. “Eu tive a honra de liderar esta organização, e de trabalhar ao lado de empregados talentosos, nos últimos 25 anos”, continuou. “Juntos, construímos um estúdio que é inegavelmente um líder em sua indústria. No entanto, ficou claro que, se eu continuasse na liderança, me transformaria em uma distração e um obstáculo”. O escândalo que derrubou Tsujihara também jogou luz no costume de troca de favores sexuais para fechar negócios e avançar carreiras em Hollywood. E desta vez ele não teve origem numa denúncia feminina. A fonte é desconhecida – provavelmente um rival do executivo abatido ou uma das partes que se deu mal. Porque a atriz, que recebeu diversas vantagens, mesmo dizendo-se “usada” nos textos, nega tudo. Ela emitiu um comunicado em que afirma não ter interesse em processar nem acusar ninguém, e que todos os seus envolvimentos foram consensuais. Em outras palavras, ela foi a uma reunião num quarto de hotel sabendo exatamente o que ia acontecer e o que poderia conseguir com isso – o oposto das denúncias do movimento #MeToo. Tudo começou quando Charlotte Kirk se envolveu com o produtor James Packer em 2013. E foi instada por ele, em mensagem de texto, a ir a um encontro no quarto de hotel de Kevin Tsujihara, um dos executivos mais poderosos da Warner, que ajudaria sua carreira. Na manhã seguinte, ela relatou a Packer que Tsujihara não quis nem conversar, só “f*ck”. Três dias depois, Tsujihara e Packer fecharam um negócio de US$ 450 milhões, criando uma parceria de produção entre o estúdio de cinema Warner Bros. e a RatPac-Dune Entertainment, empresa de Packer e do cineasta Brett Ratner (que enfrenta processos por assédio sexual). A relação de Tsujihara com a atriz aconteceu quando ele já era casado com Sandy Tsujihara, com quem tem dois filhos. Sabendo disso, Charlotte Kirk passou a enviar textos para Tsujihara exigindo papéis em filmes da Warner. Um dos textos publicados pela THR diz: “Você está muito ocupado, eu sei, mas quando estávamos naquele hotel fazendo sexo você disse que iria me ajudar. Quando você simplesmente me ignora, como está fazendo agora, faz com que eu me sinta usada. Você vai me ajudar como disse que faria?”. Kirk foi escalada em pequenos papéis em dois filmes da Warner: “Como Ser Solteira” (2016) e “Oito Mulheres e um Segredo” (2018). E, de acordo com documentos obtidos ​​pela THR, fez testes para vários outros projetos na Warner e na produtora Millenium de Avi Lerner. Os textos publicados mostram que, ao longo do tempo, Kirk ficou cada vez mais agitada porque não estava conseguindo tantos papéis quanto imaginou. Até que Brett Ratner resolveu assumir o controle da situação, mandando seu advogado Marty Singer intermediar um acordo que daria à atriz preferência para participar de testes, além de lhe garantir uma aparição em um filme dirigido por Ratner. O acordo proposto nunca foi assinado, segundo Singer, que (suspeitamente) atendeu a reportagem da revista, porque o próprio Ratner viu sua carreira implodir. Diretor de “X-Men: O Confronto Final” (2006) e da trilogia “A Hora do Rush”, ele foi acusado por seis mulheres de assédio sexual. Entre as vítimas estavam as atrizes Olivia Munn e Natasha Henstridge, que detalharam suas experiências ao jornal Los Angeles Times, durante o auge do movimento #MeToo. Com o escândalo, a atriz Gal Gadot teria condicionado sua participação na sequência de “Mulher-Maravilha” ao afastamento de Ratner da produção. Assim, o acordo milionário entre a Ratpac-Dune e a Warner foi cancelado. Kevin Tsujihara escapou ileso deste escândalo inicial. Mas rumores sobre o contrato com a Ratpac-Dune envolver sexo começaram a chegar à THR nesta ocasião. Fontes anônimas instigaram a publicação a investigar. Perguntado sobre Kirk, Tsujihara contratou um advogado, negou qualquer relacionamento com ela e ameaçou uma ação judicial contra a revista. A questão surgiu novamente em setembro de 2018. Desta vez, por meio de uma carta anônima enviada à John Stankey, CEO da WarnerMedia. A THR não explicou como soube detalhes dessa correspondência, como a alusão a uma atriz identificada como “CK”. Mas o texto teria sido tão explosivo que a empresa contratou a firma de advocacia Munger Tolles & Olson para verificar os fatos relatados. A conclusão da investigação interna foi que não haveria nenhuma evidência de má conduta. Com isso, Stankey promoveu Tsujihara no organograma da nova companhia, transformando-o em chefão do icônico estúdio Warner Bros., além de lhe dar o controle do Cartoon Network e de uma divisão de animação, o que o tornou um dos executivos mais poderosos de Hollywood. A retaliação veio três dias depois, nas páginas do THR, que finalmente teve acesso a provas materiais do escândalo que estava sendo acobertado.

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  • Etc

    Ator de Girls revela ter sido assediado por padre na adolescência

    18 de março de 2019 /

    O ator Andrew Rannells, conhecido por seus papéis em séries como “Girls” e “Black Monday”, contou em sua autobiografia precoce que foi assediado por um padre durante a adolescência, quando tentou assumir sua homossexualidade durante o ritual de confissão. Intitulado “Too Much Is Not Enough”, o livro publicado recentemente nos EUA revela que isso afastou Ranells da religião, embora tenha sido criado como católico. O ator estudou em uma escola católica, em que os professores eram padres, e estavam sempre disponíveis para ouvir confissões dos alunos. “Às vezes, eles faziam você se sentar na frente deles em uma cadeira e colocavam a mão na parte de trás do seu pescoço, pedindo que você fechasse os olhos”, relembrou Rannells. Certa vez, o ator resolveu confessar sua atração por outros garotos ao Padre Dominic, um professor com quem tinha uma boa relação. “Eu me sentei e ele pegou o meu pescoço, como esperado. Eu comecei a falar, tentando explicar o que estava acontecendo comigo”, descreveu Rannells. “Eu comecei a chorar, estava tão envergonhado. O Padre Dominic apertou o meu pescoço mais forte e pegou minha mão com sua mão livre. Ele não disse nada, e eu só fiquei lá chorando. Depois, ele disse: ‘Está tudo bem. Você não fez nada de errado'”, continuou. “Ele se levantou e nós nos abraçamos. Eu me senti seguro e compreendido. Então, ele me segurou com mais força, e me beijou. Nos lábios. Ele forçou a língua para dentro da minha boca enquanto continuava segurando meu pescoço. Então, ele me soltou e fez o sinal da cruz, sorrindo”, completou. O mesmo padre voltou a assediar Rannells durante a festa de formatura de sua turma. “Estávamos na porta da casa dos meus pais, e ele estava se despedindo de mim. Ele me puxou e forçou sua língua na minha boca novamente”, escreveu o ator. “Eu não fiz nada. Não o beijei de volta, mas não me mexi. Ele me soltou e sorriu novamente, andando em direção ao seu carro. Eu voltei para a cozinha e virei uma taça de vinho antes de voltar para a festa”, completou.

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  • Filme

    Disney se arrepende e James Gunn vai dirigir Guardiões da Galáxia Vol. 3

    15 de março de 2019 /

    A Disney se arrependeu e vai trazer James Gunn de volta à direção de “Guardiões da Galáxia Vol. 3”. O cineasta, que havia suspendido as publicações em suas redes sociais, voltou a reativá-las para postar uma mensagem de agradecimento a todos que o apoiaram durante a crise que levou à sua demissão. E também agradeceu à própria Disney por reconsiderar a punição extrema. James Gunn tinha sido demitido por ninguém menos que Alan Horn, o presidente dos estúdios Disney, após tuítes antigos, com piadas envolvendo estupro e pedofilia, serem desenterrados de sua conta pessoal por um grupo de trolls da extrema direita. Apesar dos posts terem uma década, quando o diretor não estava sob contrato da Marvel, Horn encarou as declarações como algo muito sério e inaceitável para a imagem da empresa. A decisão foi considerada precipitada pelo elenco da franquia, que se uniu em apoio ao diretor, pedindo publicamente para a Disney reconsiderar. Mais inconformado de todos, Dave Bautista, o intérprete de Drax, disse que não faria “Guardiões da Galáxia Vol. 3” se a produção não usasse o roteiro que Gunn já tinha entregue. Ao mesmo tempo, fãs de “Guardiões da Galáxia” lançaram uma campanha para a recontratação do diretor, com direito a outdoor em frente à Disneylândia e uma petição com mais de 400 mil assinaturas. Um compromisso foi assumido por Kevin Feige, presidente do Marvel Studios, para filmar o roteiro de Gunn. Isso, porém, evidenciou a falta de critério para a demissão, já que ele poderia escrever, mas não dirigir o mesmo filme. Para piorar a situação da Marvel, o estúdio ouviu vários diretores recusarem-se publicamente a assumir a franquia, reconhecendo na imprensa que era impossível substituir Gunn. Sem o mesmo pudor da Disney, a Warner imediatamente contratou o cineasta para escrever a sequência de “Esquadrão Suicida”. O roteiro teria agradado tanto que Gunn também foi confirmado como diretor da adaptação da DC Comics. Fontes vazaram os elogios dos figurões da Warner na imprensa e isso deve ter pesado muito na consciência do presidente da Disney. Além disso, o comportamento de Gunn em meio à crise foi considerado exemplar. Ele parou de se manifestar publicamente após pedir desculpas e explicar o contexto dos tuítes, ao lembrar o tipo de filmes transgressores que fazia. “Minhas palavras de quase uma década atrás eram, na época, esforços infelizes e fracassados de ser provocativo. Eu me arrependi delas por muitos anos desde então, não apenas porque eram idiotas, nada engraçadas, loucamente insensíveis, e certamente nada provocativas como eu esperava. Mas também porque elas não refletem a pessoa que eu sou hoje ou que tenho sido há algum tempo”. O cineasta ainda disse que respeitava a decisão da Disney e estava pronto para sofrer as consequências. Entretanto, as pessoas a seu redor não se desmotivaram, pressionando a Disney. E a reconsideração veio após a virulência dos trolls de direita eleger “Capitã Marvel” como alvo, demonstrando claramente que a questão era muito mais complexa que tuítes equivocados de mais de uma década. Tratava-se de uma “guerra cultural”, e a Disney tinha aceitado uma derrota para um dos maiores trolls e difusores de fake news dos Estados Unidos, como demonstrou Dave Bautista, ao levantar

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  • Filme

    Netflix vai tirar imagens de acidente real de trem do filme Bird Box

    14 de março de 2019 /

    A plataforma Netflix anunciou nesta quinta (14/3) que vai remover e substituir imagens do filme “Bird Box”. Trata-se do registro de um acidente real de trem com dezenas de mortos em Quebec, no Canadá. “A Netflix e os cineastas de ‘Bird Box’ decidiram substituir as imagens. Pedimos desculpas por qualquer dor causada à comunidade de Lac-Megantic”, disse o serviço de streaming em comunicado suscinto. A ministra da cultura e comunicação de Quebec agradeceu a decisão. “O movimento era esperado pelo respeito às vítimas desta tragédia horrível, suas famílias e toda a comunidade de Lac-Mégantic”, escreveu Nathalie Roy. “Esse resultado mostra que, ao se unir e unir nossos esforços, tudo é possível.” No longa estrelado por Sandra Bullock, as imagens do descarrilamento do trem na cidade de Lac-Mégantic aparecem quando alguns personagens estão assistindo à televisão, vendo notícias sobre a invasão das criaturas que levam os humanos ao suicídio quando fazem contato visual com elas. As cenas eram reais. Ocorrida em 2013, a tragédia matou 47 pessoas. A prefeita de Lac-Mégantic, Julie Moran, tinha prometido na época tomar providências caso a cena não fosse alterada pela Netflix, citando que o uso de imagens do desastre é um desrespeito às vidas perdidas nele. Curiosamente, outra produção da Netflix, a série “Travelers”, também usou cenas da mesma tragédia em um episódio recente. A equipe da série, produzida no Canadá, se desculpou rapidamente e alterou a cena.

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  • Etc

    Jussie Smollett se declara inocente em juizo da acusação de ter forjado ataque racista e homofóbico

    14 de março de 2019 /

    Jussie Smollett, ator da série “Empire”, declarou-se inocente da acusação de ter mentido à polícia ao relatar ter sido vítima de uma agressão racial e homofóbica. Ele se pronunciou no tribunal de Chicago, nesta quinta-feira (14/3), diante do juiz Steven Watkins, designado para seu caso. O ator de 36 anos permaneceu sério e quieto perto de seus advogados, fazendo apenas sua declaração de “não culpado”. Agora, ele deverá voltar ao tribunal no dia 12 de abril para o início do julgamento. Ele enfrenta 16 acusações de conduta desordeira por supostamente ter feito relatos falsos sobre o ataque de que teria sido vítima. Cada acusação implica em uma pena máxima de três anos de prisão e uma multa de US$ 25 mil. Smollett e seus advogados não fizeram comentários ao sair da sala do tribunal. A expectativa é que a história mirabolante comece a fazer mais sentido durante o julgamento, que deve se tornar uma sensação midiática. Abertamente gay, Smollett disse ter sido agredido por dois homens que gritavam palavras racistas e homofóbicas, ao sair de um restaurante em 29 de janeiro, e o caso inspirou uma grande onda de solidariedade. Mas apesar de testemunhar que seus agressores eram brancos, as autoridades prenderam dois homens negros como suspeitos. Eles são irmãos e pelo menos um deles já trabalhou como figurante na série da rede Fox. A polícia teria encontrado evidências em suas casas e eles se tornaram colaboradores da investigação, transformando o próprio ator em suspeito. A polícia de Chicago diz que chegou aos dois irmãos de origem nigeriana por meio do complexo sistema de vigilância por vídeo que existe em Chicago. Os vídeos foram elogiadíssimos no detalhamento de como os investigadores conseguiram identificar os suspeitos. Entretanto, nenhum vídeo da agressão foi visto, embora ela tenha ocorrido diante de câmeras – estariam viradas para o lado errado. Ao prender o ator, a polícia de Chicago afirmou que o ataque foi “um golpe publicitário” para chamar atenção visando obter um aumento de salário. Mas a revista The Hollywood Reporter fez sua própria investigação sobre essas afirmações e descobriu que Smollett já tem um dos maiores salários do elenco de “Empire”, tinha conseguido aumento recente e não negociava com os produtores por mais dinheiro. Nem seus agentes nem a Fox sabiam que ele queria receber mais. Antes desta hipótese ser apresentada, a investigação teria vazado que o objetivo do falso ataque seria evitar que ele fosse dispensado da série. Só que os roteiristas de “Empire” e a rede Fox também rechaçaram essa teoria, alegando que nunca houve planos para dispensá-lo. O ator agora se declarou inocente em juízo. Mas, por via das dúvidas, ele foi cortado dos episódios finais da 5ª temporada de “Empire”.

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  • Filme

    Morgan Freeman supera acusações de assédio e entra na continuação de Dupla Explosiva

    12 de março de 2019 /

    O veterano ator Morgan Freeman (“O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos”) vai reforçar o elenco da sequência de “Dupla Explosiva”, filme de ação estrelado por Samuel L. Jackson (“Capitã Marvel”) e Ryan Reynolds (“Deadpool”). O papel de Freeman ainda não foi divulgado, mas sinaliza que o ator segue com a carreira inabalada pelas acusações trazidas à tona numa reportagem da rede de notícias CNN há 10 meses. Ele foi acusado de assédio sexual por oito mulheres. Mas se defendeu dizendo que havia diferença muito grande em “elogios fora de lugar e brincadeiras humorísticas” e “casos horríveis de abuso sexual”. O advogado do ator afirmou que a acusação feita com estardalhaço foi leviana e poderia causar prejuízo à imagem de um homem inocente. Desde então, Freeman completou duas filmagens de thrillers de ação, a produção italiana “The Poison Rose” e “Angel Has Fallen”, continuação de “Invasão à Londres” (2016) e “Invasão a Casa Branca” (2013). A continuação de “Dupla Explosiva” mostrará uma nova reunião entre o guarda-costas Michael Bryce (Reynolds) e o assassino de aluguel Darius Kincaid (Jackson), além da mulher deste, Sonia (Salma Hayek), numa missão secreta nas praias de Amalfi, na Itália. O diretor Patrick Hughes e o roteirista Tom O’Connor, responsáveis pelo primeiro filme, também retornam na sequência, que ainda não tem data de estreia definida. “Dupla Explosiva” teve um desempenho modesto nas bilheterias, arrecadando quase US$ 180 milhões em todo o mundo. Só que foi feito por apenas US$ 30 milhões, o que incentivou o estúdio Liongate a investir na franquia.

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  • Filme

    Público real ignora trolls e dá nota máxima ao filme da Capitã Marvel nos Estados Unidos

    9 de março de 2019 /

    A rejeição ao suposto feminismo de “Capitã Marvel” e da atriz Brie Larson não existe no mundo real. Atacado nos sites americanos que agregam notas do público de cinema por ser contra “homens brancos” (assim se definem os próprios revoltados), a estreia do filme deve se confirmar como a maior do ano no domingo (10/3). Não só isso. O público real de cinema – aquele que não é formado por robôs ou trolls de internet – deu nota A, a segunda maior possível (abaixo só de A+) na pesquisa do CinemaScore, realizada na saída das sessões com quem de fato viu o filme. A nota A é um contraste gritante contra os 31% de aprovação dos usuários do Rotten Tomatoes, resultado de uma campanha de militantes conservadores para tentar fingir o fracasso do filme. Teve blogueiro da direita brasileira que chegou a escrever artigo afirmando que o filme tinha realmente fracassado por conta de seu suposto engajamento, acreditando na força dos trolls. Hilário, considerando que as projeções apontam para uma possível estreia mundial superior a de “Pantera Negra”. A nota A do público americano confirma a vocação de “Capitã Marvel” para a diversão bem-sucedida, seguindo fielmente a fórmula que a Marvel aperfeiçoou no cinema. Desta vez, a história ensina que o verdadeiro poder sempre esteve dentro da mulher que é protagonista de sua própria história. Uma mensagem simples e direta. A aprovação esmagadora do grande público ao contexto de empoderamento demonstra que os reacionários da internet são uma minoria realmente insignificante, que apenas faz muito barulho.

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  • Série

    Após polêmicas, SMILF é cancelada em sua 2ª temporada

    9 de março de 2019 /

    O canal pago Showtime anunciou o cancelamento da série “SMILF” após sua 2ª temporada. A série viu sua audiência desabar nos novos episódios, caindo de uma média de quase 550 mil telespectadores no primeiro ano para 200 mil ao vivo. Para completar, ainda enfrentou denúncias de bastidores. Várias queixas foram registradas numa linha criada pela Disney para reclamações sobre o ambiente de trabalho em suas produções – o estúdio é coprodutor da série, via ABC Signature, junto do Showtime. Uma atriz chegou a abandonar o programa, dizendo-se perseguida pela criadora, showrunner e protagonista da série, Frankie Shaw (a Shayla Nico na série “Mr. Robot”), alegando quebra de contrato por violação de regras profissionais. Outras reclamações incluem a separação dos roteiristas da série por raça. As denúncias tornaram Shaw a primeira produtora feminina denunciada após o surgimento do movimento #MeToo. Uma lista detalhada dos problemas, envolvendo cenas de nudez e comportamento impróprio, pode ser lida aqui. “Depois de pesar vários fatores, a Showtime decidiu que ‘SMILF’ não avançará para uma 3ª temporada. O restante da 2ª temporada continuará a ir ao ar como programado no Showtime até o final dos episódios em 31 de março. Nós continuamos extremamente orgulhosos das duas temporadas de ‘SMILF’, e agradecemos a Frankie Shaw por sua voz singular e criação única, bem como aos dezenas de escritores, produtores, atores, diretores e membros da equipe em Los Angeles e em Boston, que contribuíram para esta série excepcional”, disse o Showtime em um comunicado. Considerada uma das melhores comédias recentes da TV americana, com 100% de aprovação em sua 2ª temporada no Rotten Tomatoes, “SMILF” era baseada no curta-metragem indie homônimo de Frankie Shaw, premiado no festival de Sundance de 2015. Além de escrever, dirigir e produzir, Shaw encarnava a protagonista Bridgette, uma garota de 20 e poucos anos, que mora em Boston e tenta ter uma carreira, amizades e sexo, enquanto reluta em aceitar a realidade de ser uma mãe jovem e solteira. O título, por sinal, é uma gíria sexista, abreviatura de Single Mom I’d Like to F* (mãe solteira que eu gostaria de… transar). Mas como mostrava a série, apesar de bonitinha, jovem e solteira, a protagonista tinha muita dificuldade para transar, justamente por causa de seu bebê.

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  • Filme

    Deixando Neverland pode ganhar sequência com novas acusações contra Michael Jackson

    8 de março de 2019 /

    O documentário “Deixando Neverland” (Leaving Neverland), que está dando o que falar por conta de suas acusações de pedofilia contra Michael Jackson, pode ganhar uma continuação. Em entrevista à revista Variety, o diretor Dan Reed disse que voltaria prontamente ao caso se outras supostas vítimas do cantor o procurassem para falar publicamente sobre o assunto. Ele chega a citar dois casos notórios, envolvendo Jordan Chandler e Gavin Arvizo, os meninos cujas famílias levaram Michael Jackson ao tribunal, em 1993 e 2003, respectivamente. No primeiro caso, Jackson firmou um acordo milionário para que a acusação fosse retirada. Já no segundo processo, o cantor foi inocentado pela justiça. Em “Deixando Neverland”, são outros dois homens que denunciam fatos de sua convivência com Michael Jackson na infância, James Safechuck e Wade Robson. “Se Jordan Chandler se apresentasse, eu sentaria e conversaria com ele da mesma forma que eu fiz com Wade (Robson) e James (Safechuck), e acho que esse seria o coração de um filme muito interessante sobre essa história, e a mesma coisa vale para Gavin”, afirmou o cineasta. Ao contrário do que aconteceu com Wade e Safechuck, Chandler e Arvizo tiveram seus casos levados à tona quando Michael Jackson ainda estava vivo, e tiveram grande cobertura da imprensa, o que renderia uma abordagem diferente de “Deixando Neverland”s. “Eu com certeza usaria as entrevistas que já gravei com investigadores desses casos — os procuradores e todas as pessoas que fizeram parte desse drama de forma mais ampla — , e assim você não estaria trancado em um quarto com os Safechucks e os Robsons. Eu contaria a história do ponto de vista de Jordan e Gavin, mas também pelos olhos de todos os outros participantes”, detalhou Reed. Uma das maiores audiências de documentário da HBO, o filme será exibido em duas partes no Brasil nos dias 16 e 17 de março.

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  • Etc

    Jussie Smollett responderá por 16 crimes após suspeita de forjar atentado contra si mesmo

    8 de março de 2019 /

    O ator Jussie Smollett, da série “Empire”, responderá por 16 crimes diante de um júri popular em Chicago, após ser indiciado sob suspeita de forjar um atentado contra si mesmo, alardeando ser vítima de crime de ódio. A promotoria não revelou as acusações para a imprensa americana, mas o jornalismo local da rede CBS obteve a informação preliminar. Para complicar sua situação, Smollett já foi processado anteriormente, o que abre a possibilidade de uma pena de três anos de detenção. Ele chegou a ser preso, pagou US$ 100 mil de fiança para ser libertado, entregou seu passaporte para a polícia e aguarda o julgamento. O ator é esperado na corte de Chicago na próxima quinta (14/3). A expectativa é que a história mirabolante comece a fazer mais sentido durante o julgamento, que deve se tornar uma sensação midiática. Abertamente gay, Smollett disse ter sido agredido por dois homens que gritavam palavras racistas e homofóbicas, ao sair de um restaurante em 29 de janeiro, e o caso inspirou uma grande onda de solidariedade. Mas apesar de testemunhar que seus agressores eram brancos, as autoridades prenderam dois homens negros, de origem nigeriana, como suspeitos. Eles são irmãos e pelo menos um deles já trabalhou como figurante na série da rede Fox. A polícia teria encontrado evidências em suas casas e eles se tornaram colaboradores da investigação, transformando o próprio ator em suspeito. A polícia de Chicago diz que chegou aos dois irmãos nigerianos por meio do complexo sistema de vigilância por vídeo que existe em Chicago. Os vídeos foram elogiadíssimos no detalhamento de como os investigadores conseguiram identificar os suspeitos. Entretanto, nenhum vídeo da agressão foi visto, embora ela tenha ocorrido diante de câmeras – estariam viradas para o lado errado. Ao prender o ator, a polícia de Chicago afirmou que o ataque foi “um golpe publicitário” para chamar atenção visando obter um aumento de salário. Mas a revista The Hollywood Reporter fez sua própria investigação sobre essas afirmações e descobriu que Smollett já tem um dos maiores salários do elenco de “Empire”, tinha conseguido aumento recente e não negociava com os produtores por mais dinheiro. Nem seus agentes nem a Fox sabiam que ele queria receber mais. Antes desta hipótese ser apresentada, a investigação teria vazado que o objetivo do falso ataque seria evitar que ele fosse dispensado da série. Só que os roteiristas de “Empire” e a rede Fox também rechaçaram essa teoria, alegando que nunca houve planos para dispensá-lo. O ator segue dizendo-se inocente. E a Fox ainda não o dispensou. Mas, por via das dúvidas, ele foi cortado dos episódios finais da 5ª temporada.

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  • Filme

    Capitã Marvel é atacada pela fúria de “homens brancos” no Rotten Tomatoes

    8 de março de 2019 /

    As mudanças do Rotten Tomatoes para evitar que sua sessão de comentários virasse “plataforma política” só duraram enquanto o embargo aos ataques a “Capitã Marvel” estiveram em vigor. Com a estreia do filme, a direita conservadora e machista pôde voltar novamente a depositar ataques gratuitos ao filme. O que incomoda, segundo uma mostragem das “críticas”, são o fato de “Capitã Marvel” ser um longa de super-heróis estrelado por uma mulher e o fato desta mulher ter opiniões fora das telas. As manifestações revoltadas são assinadas majoritariamente por nomes masculinos. E ironicamente foram postadas nesta sexta (8/3), em que se comemora o Dia Internacional da Mulher. “Eu sou um homem branco de 41 anos. Eu teria visto este filme, mas aparentemente não sou bem-vindo”, escreveu um internauta. Outro acusou Larson de ser “anti-homem branco”. “A posição anti-homem branco dela me desanimou do filme. Não estou interessado”. “Muito político”, criticou um terceiro. “Não gostei. O filme está sendo endereçado a uma certa demografia. Como homem, não me agradou”, acrescentou um quarto. “Chega de filmes SJW”, decretou outro, usando uma sigla popularizada pela direita, que significa “Social Justice Warrior” (guerreira da justiça social). A fúria dos “homens brancos” com acesso a internet jogou a nota do público no chão, com apenas 31% de aprovação. Já a nota da crítica está em 81%. Entre um e outro aparece a avaliação da imprensa profissional, que o Rotten Tomatoes chama de críticos “top”, com 64%. Outros sites que permitem notas do público também tiveram resultados discrepantes. No Metacritic, a nota é similar a dos críticos “top” do Rotten Tomatoes, 65. Mas a cotação dada pela audiência é de 2,6 – um lixão. O lugar onde a batalha mais feroz está sendo travada é no IMDb, onde fãs e detratores estão disputando cuspe à distância. O equilíbrio deixou a nota do filme baixa, em relação às demais produções da Marvel, mas similar a dos críticos “top”: 6,6. O primeiro filme de super-herói da Marvel estrelado por uma mulher, entretanto, não é o que seus detratores afirmam que é. Sua mensagem de empoderamento é clara, mas a retórica feminista praticamente inexiste. Ela ficou restrita às entrevistas da atriz Brie Larson, que irritou muitos “homens brancos” por desejar que mais mulheres e homens de cor a entrevistassem. Apesar da “guerra cultural” em curso, o filme deve ter uma grande estreia na América do Norte e agradar em cheio aos fãs de quadrinhos interessados numa produção divertida, que leva ao limite a fórmula da Marvel.

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  • Etc

    Alto Executivo da Warner é denunciado em escândalo sexual com atriz aspirante e contrato milionário

    7 de março de 2019 /

    Um escândalo sexual de proporções weistenianas estourou na WarnerMedia, envolvendo um de seus principais executivos, um acordo de parceria de centenas de milhões de dólares e uma atriz aspirante. Uma série de mensagens trocadas por todos os envolvidos veio à tona numa reportagem da revista The Hollywood Reporter, que começou a investigar o caso no final de 2017, quando o movimento #MeToo explodiu. A apuração joga luz no costume de troca de favores sexuais para fechar negócios e avançar carreiras em Hollywood. E desta vez o escândalo não teve origem numa denúncia feminina. A fonte é desconhecida – provavelmente um rival do executivo abatido ou uma das partes que se deu mal. Porque a atriz, que recebeu diversas vantagens, mesmo dizendo-se “usada” nos textos, nega tudo. Ela emitiu um comunicado em que afirma não ter interesse em processar nem acusar ninguém, e que todos os seus envolvimentos foram consensuais. Trata-se do lado B do “teste do sofá” denunciado pelo #MeToo, quando uma atriz vai a uma reunião num quarto de hotel sabendo exatamente o que vai acontecer e o que pode conseguir com isso. Foi o que houve com a britânica Charlotte Kirk. Ela se envolveu com o produtor James Packer em 2013. E foi instada por ele, em mensagem de texto, a ir a um encontro no quarto de hotel de Kevin Tsujihara, um dos executivos mais poderosos da Warner, que ajudaria sua carreira. Na manhã seguinte, ela relatou a Packer que Tsujihara não quis nem conversar, só “f*ck”. Três dias depois, Tsujihara e Packer fecharam um negócio de US$ 450 milhões, criando uma parceria de produção entre o estúdio de cinema Warner Bros. e a RatPac-Dune Entertainment, empresa de Packer e do cineasta Brett Ratner (que enfrenta processos por assédio sexual). A relação de Tsujihara com a atriz aconteceu quando ele já era casado com Sandy Tsujihara, com quem tem dois filhos. Sabendo disso, Charlotte Kirk passou a enviar textos para Tsujihara exigindo papéis em filmes da Warner. Um dos textos publicados pela THR diz: “Você está muito ocupado, eu sei, mas quando estávamos naquele hotel fazendo sexo você disse que iria me ajudar. Quando você simplesmente me ignora, como está fazendo agora, faz com que eu me sinta usada. Você vai me ajudar como disse que faria?”. Kirk foi escalada em pequenos papéis em dois filmes da Warner: “Como Ser Solteira” (2016) e “Oito Mulheres e um Segredo” (2018). E, de acordo com documentos obtidos ​​pela THR, fez testes para vários outros projetos na Warner e na produtora Millenium de Avi Lerner. Os textos publicados mostram que, ao longo do tempo, Kirk ficou cada vez mais agitada porque não estava conseguindo tantos papéis quanto imaginou. Até que Brett Ratner resolveu assumir o controle da situação, mandando seu advogado Marty Singer intermediar um acordo que daria à atriz preferência para participar de testes, além de lhe garantir uma aparição em um filme dirigido por Ratner. O acordo proposto nunca foi assinado, segundo Singer, que (suspeitamente) atendeu a reportagem da revista, porque o próprio Ratner viu sua carreira implodir. Diretor de “X-Men: O Confronto Final” (2006) e da trilogia “A Hora do Rush”, ele foi acusado por seis mulheres de assédio sexual. Entre as vítimas estavam as atrizes Olivia Munn e Natasha Henstridge, que detalharam suas experiências ao jornal Los Angeles Times, durante o auge do movimento #MeToo. Com o escândalo, a atriz Gal Gadot teria condicionado sua participação na sequência de “Mulher-Maravilha” ao afastamento de Ratner da produção. Assim, o acordo milionário entre a Ratpac-Dune e a Warner foi cancelado. Kevin Tsujihara escapou ileso deste escândalo inicial. Mas rumores sobre o contrato com a Ratpac-Dune envolver sexo começaram a chegar à THR nesta ocasião. Fontes anônimas instigaram a publicação a investigar. Perguntado sobre Kirk, Tsujihara contratou um advogado, negou qualquer relacionamento com ela e ameaçou uma ação judicial contra a revista. A questão surgiu novamente em setembro de 2018. Desta vez, por meio de uma carta anônima enviada à John Stankey, CEO da WarnerMedia. A THR não explicou como soube detalhes dessa correspondência, como a alusão a uma atriz identificada como “CK”. Mas o texto teria sido tão explosivo que a empresa contratou a firma de advocacia Munger Tolles & Olson para verificar os fatos relatados. A conclusão da investigação interna foi que não haveria nenhuma evidência de má conduta. Com isso, Stankey promoveu Tsujihara no organograma da nova companhia, transformando-o em chefão do icônico estúdio Warner Bros., além de lhe dar o controle do Cartoon Network e de uma divisão de animação, o que o tornou um dos executivos mais poderosos de Hollywood. A retaliação veio três dias depois, nas páginas do THR, que finalmente teve acesso a provas materiais do escândalo que estava sendo acobertado. Após a reportagem ser publicada, a WarnerMedia anunciou ter iniciado uma nova investigação para comprovar a veracidade das acusações contra Tsujihara – que incluem, além de comportamento impróprio, extorsão e suborno para manter o caso abafado, de acordo com as mensagens ventiladas.

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  • Filme

    Deixando Neverland registra uma das maiores audiências de documentário da HBO

    6 de março de 2019 /

    Em sua estreia na HBO americana, “Deixando Neverland” (Leaving Neverland) registrou a terceira maior audiência para documentários da emissora nos últimos dez anos. A produção dirigida por Dan Reed traz acusações de abuso sexual contra o cantor Michael Jackson, por meio dos testemunhos de Wade Robson e James Safechuck, que eram crianças na época em que os supostos incidentes aconteceram. O primeiro episódio da produção, exibido no domingo (3/3), atraiu 1,29 milhões de telespectadores ao vivo, enquanto o segundo, exibido na segunda, registrou 927 mil. Os números colocam “Leaving Neverland” atrás apenas de dois documentários da HBO: “Going Clear: Scientology and the Prison of Belief” (1,7 milhões de espectadores), investigação do diretor Alex Gibney sobre a polêmica religião da Cientologia; e “Bright Lights: Starring Carrie Fisher and Debbie Reynolds” (1,6 milhões de espectadores), filme sobre a relação entre a estrela de “Star Wars” e sua mãe. A HBO brasileira vai exibir “Deixando Neverland”, também em duas partes, nos dia 16 e 17 de março.

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