The Weeknd anuncia boicote eterno ao Grammy
O cantor canadense The Weeknd (nome artístico de Abel Tesfaye) anunciou que boicotará os Grammy Awards pelo resto da vida. Ele disse não vai não mais participar como artista, comparecer à cerimônia como convidado ou submeter suas músicas para a premiação, após ser boicotado pela Academia Fonográfica no Grammy de 2021. “Por causa dos comitês secretos, não permitirei mais que minha gravadora envie minha música ao Grammy”, disse The Weeknd em um comunicado enviado à imprensa nesta quinta-feira (11/3). Apesar do sucesso do mais recente álbum do artista, “After Hours”, considerado um dos melhores discos do ano passado pela crítica especializada e celebrado nos últimos MTV Music Video Awards e American Music Awards, The Weeknd não foi indicado em nenhuma categoria na premiação da indústria. “Os Grammys continuam corruptos. Vocês devem para mim e para meus fãs uma maior transparência da indústria…”, ele tuitou após o anúncio das nomeações em novembro passado. Em janeiro, ele fez uma alusão ao boicote no clipe da música “Save Your Tears”, onde apareceu cantando numa festa esquisita e sendo completamente ignorado. A certa altura, ele segura um balde de champanhe com aparência de troféu e o joga fora. Não se trata de atitude de “mau perdedor”. Vários artistas se juntaram a The Weeknd durante seu desabafo original, afirmando que ele estava coberto de razão. Em sua declaração à imprensa, o próprio presidente da Academia Fonográfica, Harvey Mason Jr. (substituto de uma presidente demitida no ano passado), também se disse surpreso por o disco de The Weeknd ter sido ignorado: “Sua música este ano foi excelente, e suas contribuições para a comunidade musical e o mundo em geral são dignas da admiração de todos. Ficamos emocionados quando descobrimos que ele se apresentaria no Super Bowl e adoraríamos tê-lo também no palco do Grammy”. Em resposta, The Weeknd contou que vinha planejando sua apresentação no Grammy “por semanas” antes de descobrir que não tinha recebido nenhuma indicação. “Planejando uma apresentação de forma colaborativa por semanas para não ser convidado? Na minha opinião, zero nomeações = você não foi convidado!”, ele tuitou. A rejeição do cantor aconteceu no ano em que sua música “Blinding Lights” dominou as paradas de sucesso e ele se apresentou como atração principal do show do intervalo do Super Bowl. A apresentação repercutiu tanto que vai ganhar documentário. Aconteceu também depois de Deborah Dugan ser demitida como presidente da Academia, após fazer várias denúncias internas sobre corrupção e abusos – incluindo sexuais – de membros da instituição. Em sua saída, ela tornou algumas das denúncias públicas, inclusive que os “comitês secretos” mencionados por The Weeknd são formados por pessoas que representam ou têm relacionamentos com os artistas indicados, e que a própria Academia força esses comitês a escolher artistas que gostaria que se apresentassem ao vivo no evento. Dugan processou a Academia e, por isso, a discussão sobre os bastidores da organização se tornaram segredo de Justiça. Wassim Slaiby, o empresário de The Weeknd, disse à revista Variety que espera que a atitude do cantor inspire outros artistas a fazer o mesmo, forçando a Academia a adotar maior transparência e acabar com os “comitês secretos” e indicações por interesse comercial. “O Grammy deve cuidar de seu legado e limpá-lo para elevar seu prêmio a um nível em que todos possam se orgulhar de vencê-lo”, disse ele. A premiação de 2021 vai acontecer no domingo (14/3), a partir das 22h, com transmissão ao vivo no Brasil pelo canal pago TNT.
Príncipe William responde à Harry: “Não somos uma família racista”
Quatro dias após a entrevista explosiva do príncipe Harry e Meghan Markle para a apresentadora Oprah Winfrey sacudir a família real britânica, o príncipe William resolveu comentar pessoalmente as acusações de seu irmão e cunhada. Embora alguns jornais tenham noticiado que a Rainha Elizabeth I também se manifestou, na verdade, após um comunicado protocolar do Palácio de Buckingham, William é o primeiro integrante da família a reagir às acusações polêmicas de racismo dentro da família real. Durante uma visita a uma escola em Londres ao lado de sua esposa, Kate Middleton, William disse que ainda não conversou com seu irmão, de quem se distanciou em meio à crise que levou Harry a romper com o Palácio de Buckingham, mas que pretende fazê-lo. E afirmou: “Nós não somos nem um pouco uma família racista”. O comentário refere-se às alegações de Meghan e Harry de que um membro da família real teria feito comentários racistas sobre a cor da pele do filho que esperavam. Além disso, a Coroa também decidiu que Archie, hoje com quase 2 anos, não receberia nenhuma proteção ou o título de príncipe, algo a que seria seu direito automático quando o avô, o príncipe Charles, subisse ao trono. Os filhos de William, que são brancos, não sofreram a mesma restrição. Durante a conversa televisionada no último domingo (7/3), Harry deixou claro que sua relação com William não passa por seu melhor momento, usando a palavra “distância” para defini-la. “Eu já disse antes, amo muito o William. Ele é meu irmão. Atravessamos o inferno juntos, temos uma experiência compartilhada. Mas estamos em caminhos diferentes”. Segundo Harry, William e Charles estão “presos” pelas amarras da tradição monárquica. O príncipe ainda disse ainda que está “realmente decepcionado” com a falta de apoio de seu pai, que parou de atender seus telefonemas após ele e Meghan anunciarem que se afastariam de suas obrigações reais, em 2020. Após a entrevista, os funcionários do departamento de relações públicas do Palácio de Buckingham emitiram uma nota oficial curta em resposta a Harry e Meghan, dizendo que as questões raciais levantadas durante a entrevista são “preocupantes” e “levadas muito a sério”, mas fazendo a ressalva de que “algumas lembranças” sobre o episódio “podem variar”. O comunicado diz ainda que o assunto será tratado entre portas fechadas pela monarquia. Ou seja, será abafado. O palácio encerrou afirmando que “Harry, Meghan e Archie sempre serão membros muito amados da família”, mas o status de Archie continua igual: ele é o único membro que a família não reconhece como parte da realeza.
Deborah Snyder revela ter encaminhado denúncia contra Joss Whedon para a Warner
Em entrevista para o site Insider, Deborah Snyder, esposa do diretor Zack Snyder e produtora de “Liga da Justiça”, revelou ter relatado um incidente com Joss Whedon para a Warner em 2017, pouco antes do lançamento do filme nos cinemas. Snyder disse que o incidente não foi com ela, mas que foi procurada pela pessoa envolvida. “Houve um incidente que eu fiquei sabendo, e eu reportei para o estúdio pouco antes de o filme ser lançado. Eu fui até meus superiores depois que alguém me procurou, para falar sobre Joss. Acho que tudo foi resolvido de uma forma que deixou a pessoa satisfeita, e isso é realmente tudo o que posso dizer”. Ela não se aprofundou na denúncia, mas, segundo o site, a WarnerMedia confirmou ter recebido o relato de Snyder na época. A empresa não deu maiores informações. Deborah Snyder não produziu as refilmagens promovidas pelo diretor Joss Whedon, que geraram diversas denúncias sobre mau-comportamento no set de “Liga da Justiça”. Inicialmente feitas pelo ator Ray Fisher, o Ciborgue, as denúncias inspiraram atrizes da série clássica “Buffy – A Caça-Vampiros”, criada por Whedon, a se juntarem às acusações, revelando o lado negativo da atração.
Katie Leung diz que Warner a fez ignorar racismo dos fãs de Harry Potter
A atriz Katie Leung, que ficou conhecida pelo papel de Cho Chang em quatro dos oito filmes de “Harry Potter”, relatou ter descoberto sites que faziam campanhas de ódio racial contra ela, mas os relações públicas da Warner Bros. Pictures a impediram de falar sobre o assunto A escocesa, que hoje tem 33 anos, fez a revelação no podcast Chinese Chippy Girl, dizendo que foi instruída a negar que sofreu com atitudes racistas depois de ganhar fama no papel da primeira garota a beijar Harry Potter no cinema. “Eu estava pesquisando sobre mim mesma e este site era dedicado ao fandom de Harry Potter. Lembro-me de ter lido todos os comentários e havia muito conteúdo racista. Dizia apenas que se você discordava dessa escalação, ‘clique neste botão’ e então era feita uma contagem de quantas pessoas discordavam da minha escalação. Foi terrível. Tão horrível”, relembra ela. Ela acrescentou: “Eu me lembro deles [funcionários da Warner] dizerem: ‘Katie, não vimos esses sites que as pessoas estão falando, então se você for perguntada apenas diga que não é verdade e não está acontecendo’. Eu apenas balancei a cabeça, embora eu tivesse visto com meus próprios olhos”. Leung admitiu que aparecer pela primeira vez nas telas a fez sentir que precisava agir como um modelo para crianças asiáticas e sentiu-se pressionada a passar uma mensagem mais positiva para a comunidade, da qual agora se arrepende. “Começar em ‘Harry Potter’, onde a base de fãs são crianças, isso faz você quer ser um modelo e isso me impediu de expressar livremente o que estava acontecendo. Você quer mostrar a eles que os sonhos se tornam realidade, mas na verdade há muitos obstáculos. Revelar a verdade é uma abordagem melhor, porque você pode preparar as crianças para isso”. Após o final da franquia em 2011, a atriz seguiu carreira em vários filmes e séries, incluindo “O Estrangeiro” (2017), com Jackie Chan. Seu trabalho mais recente é o filme “Locked Down”, com Anne Hathaway e Chiwetel Ejiofor, que teve lançamento online em janeiro passado nos EUA.
CEO da Disney sobre demissão de Gina Carano: “Defendemos valores universais”
Durante a reunião de mercado em que comemorou os 100 milhões de assinantes da Disney+ (Disney Plus), o CEO da Disney, Bob Chapek, também abordou a demissão da atriz Gina Carano da série “The Mandalorian”. De acordo com a revista The Hollywood Reporter, o executivo respondeu uma pergunta sobre o destino da intérprete de Cara Dune na assembleia de acionistas da empresa. Ele apontou que a inclinação atual da Disney não é de esquerda nem de direita, mas a favor da valores positivos. O tema veio à tona porque Carano é uma republicana convicta, engajada em posts de teor político nas redes sociais. Mas vários artistas de esquerda não sofrem censura por se envolver em temas polêmicos. Chapek negou a existência de uma lista de “atores proibidos” no estúdio. E explicou onde se dá o corte. “Defendemos valores que são universais. Valores de respeito, valores de decência, valores de integridade e valores de inclusão”, ele apontou. “Procuramos ter um conteúdo que seja reflexo da rica diversidade do mundo em que vivemos. E acho que esse é um mundo em que todos devemos viver em harmonia e paz”, completou o executivo. A demissão de Gina foi anunciada pela produtora Lucasfilm no dia 10 de fevereiro, após vários deboches sobre medidas de proteção contra o coronavírus, ataques à movimentos civis, questionamento das eleições e investimento numa narrativa de vitimização de conservadores. O estúdio chegou a advertir a atriz, que era reincidente, antes dela comparar um suposto preconceito contra a direita americana ao sofrimento dos judeus na 2ª Guerra Mundial. Foi a gota d’água que levou à sua demissão.
Alec Baldwin ataca série documental da HBO em defesa de Woody Allen
O ator Alec Baldwin resolveu defender Woody Allen nas redes sociais, no momento em que o cineasta é alvo de ataques semanais de uma série documental da HBO. O ator gravou um vídeo de 14 minutos em que criticou a cultura do cancelamento e lembrou que Allen foi inocentado do crime do qual é acusado. “Vi algumas pessoas me atacando por defender pessoas que foram acusadas de crimes… Bem, eu não estou defendendo alguém que é culpado de algo. Estou escolhendo defender alguém que não foi provado que ser culpado de algo”, ele disse. Allen foi acusado de ter cometido abuso sexual contra a filha adotiva Dylan Farrow nos anos 1990, quando ela tinha sete anos. O documentário “Allen vs Farrow” se centra na denúncia deste crime, estendida por quatro episódios semanais. Na época, duas investigações diferentes o consideraram inocente, sugerindo que Dylan teria sofrido lavagem cerebral da mãe, Mia Farrow. A série oferece outra visão da história, ao mesmo tempo em que apresenta um vídeo gravado por Mia, em que Dylan recita as acusações aos sete anos. Baldwin criticou o trabalho feito pelos documentaristas em sua conta do Twitter, ironizando: “Quem precisa de tribunais quando podemos ter julgamento pela mídia?”. “Não me importa quantos documentários de merda que você faz, você tem que provar isso em um tribunal. Se fosse provado, além de qualquer dúvida razoável, que essa pessoa era culpada, eu certamente mudaria de opinião e até mesmo pediria desculpas às vítimas”. Por fim, o ator concluiu o assunto dizendo: “Eu sou totalmente a favor de leis rígidas sobre pessoas que assediam ou abusam sexualmente, mas o crime tem que ser provado.” Não é a primeira vez que Baldwin defende Allen de ataques relacionados ao caso. Quando Dylan retomou as acusações em 2017, aproveitando-se do movimento #MeToo para lançar uma bem-sucedida campanha de cancelamento contra o diretor, ele tomou as dores do cineasta nova-iorquino. “Woody Allen foi investigado por dois estados e nenhuma acusação foi formalizada. A renúncia a ele e ao seu trabalho, sem dúvida, serve a algum propósito. Mas é injusto e triste pra mim. Eu trabalhei com ele três vezes e foi um dos privilégios da minha carreira”, disse Baldwin na ocasião. Para defender Allen, ele também já atacou Dylan Farrow, antes mesmo de saber que ela dispõe de um vídeo para repetir e manter suas acusações sempre iguais. Em janeiro de 2018, duas semanas após o twitter original em defesa de Allen, o ator escreveu: “Uma das armas mais eficientes que Dylan Farrow tem em seu arsenal é a ‘persistência da emoção’. Como Mayella em ‘O Sol É Para Todos’, suas lágrimas e apelos são feitos para constranger você a acreditar na história dela. Mas eu preciso mais do que isso antes de destruir alguém, independentemente da sua fama. Preciso de muito mais. Dizer que Dylan Farrow está falando a verdade é dizer que Moses Farrow [irmão dela] está mentindo. Qual dos filhos de Mia herdou o gene da honestidade, e qual não?” Moses Farrow, único filho adotivo com idade suficiente para dar uma testemunho crível dos fatos, jura que o abuso nunca aconteceu e que Mia Farrow, sua mãe adotiva, ensaiou os filhos para mentirem sobre Allen. Alec Baldwin estrelou os filmes “Alice” (1990), “Para Roma, com Amor” (2012) e “Blue Jasmine” (2013), dirigidos por Woody Allen.
Acusações de Harry e Meghan abalam família real e agitam imprensa no Reino Unido
O Palácio de Buckingham respondeu nesta terça (9/3), em um curto comunicado, às alegações de racismo e hostilidade feitas pelo príncipe Harry e por Meghan Markle em sua reveladora entrevista à apresentadora Oprah Winfrey no domingo (7/3). “Toda a família está triste de tomar conhecimento da extensão do quão desafiador os últimos anos foram para Harry e Meghan”, diz a nota. O texto ressalta que “as questões levantadas, particularmente aquelas relacionadas à raça, são preocupantes”. Mas faz ressalvas. “Embora algumas memórias possam variar, elas são levadas muito a sério e serão tratadas pela família em particular”. O comunicado encerra afirmando que “Harry, Meghan e Archie sempre serão membros muito amados da família”. A nota foi o único comentário oficial da monarquia britânica sobre a polêmica entrevista, após quase dois dias de silêncio, em meio a uma das piores crises de imagem da história recente da Coroa. Nesta mesma terça, o príncipe Charles, pai de Harry, havia se recusado a comentar o assunto durante sua visita a um centro de vacinação do NHS, o sistema de saúde público britânico. Entre os pontos polêmicos da entrevista, Meghan e Harry alegaram que um membro da família real teria feito comentários racistas sobre a cor da pele do filho que esperavam. A Coroa também decidiu que Archie, hoje com quase dois anos, também não receberia proteção ou o título de príncipe, algo que seria seu direito automático como neto de um futuro monarca. Meghan também revelou que os funcionários reais limitavam seus movimentos e encontros com amigos, controlavam seu passaporte e não a defendiam ou desmentiam acusações falsas dos tradicionalmente cruéis tabloides britânicos. Desde que anunciou seu namoro com Harry, a ex-atriz americana — a primeira pessoa que se identifica como negra a fazer parte do alto escalão da Casa de Windsor — tornou-se alvo do que, para muitos, é uma campanha de difamação de cunho machista e racista. A entrevista do casal rachou o Reino Unido. Uma pesquisa realizada pelo instituto YouGov revelou que 36% dos entrevistados afirmaram estar ao lado da monarquia, enquanto 22% declaram opinião mais favorável a Harry e Meghan. O apoio ao duque e a duquesa de Sussex é maior entre os jovens de 18 a 24 anos — 48% disseram estar a seu lado —, enquanto apenas 9% dos britânicos com mais de 65 anos lhes são favoráveis. Entre os mais velhos, 55% estão ao lado da família real. A imprensa britânica também repercutiu as denúncias com manchetes bombásticas. “A pior crise real em 85 anos”, publicou o jornal Daily Mirror, enquanto a capa do Daily Mail perguntou “O que eles [Harry e Meghan] fizeram?”. Já Trevor Kavanagh, colunista do Sun, questionou se a entrevista é o fim da realeza. Uma personalidade do jornalismo britânico chegou a perder o emprego devido à controvérsia. O apresentador Piers Morgan se exaltou na manhã desta terça (9/3) ao comentar a entrevista, atacando Meghan Markle e abandonando o programa “Good Morning Britain” ao vivo, em protesto contra as acusações de racismo feitas pelo casal. Ele foi demitido durante a tarde do mesmo dia.
Pepe Le Pew é cortado de Space Jam 2 e fica sem levar tapa de brasileira
O gambá Pepe Le Pew não vai mais aparecer em “Space Jam: Um Novo Legado”. A notícia veio à tona após um colunista do New York Times acusar, na semana passada, o personagem de perpetuar a cultura do estupro. Nos desenhos clássicos do “Looney Tunes”, o gambá francês sempre aparecia assediando a gata preta Penelope, vítima de perseguição constante. Ironicamente, sua aparição cortada no desenho deveria mostrar o personagem “finalmente sendo punido” por assediar uma mulher. Por sinal, uma brasileira. A atriz, cantora, modelo e ativista Greice Santo (de “Jane the Virgin”) participava da cena descartada, informaram seus representantes para o site Deadline. A sequência foi filmada antes do diretor Michael D. Lee (“Viagem das Garotas”) entrar no projeto, quando o filme ainda estava nas mãos de Terrence Nance (“Uma Super-Simplificação de Sua Beleza”). Lee decidiu excluir o gambá assim que assumiu a produção, há quase dois anos. Na cena filmada em junho de 2019, Pepe aparecia como o bartender de um café ao estilo de “Casablanca”, que começava a flertar com Greice. Mas ao decidir dar beijos em seu braço sem lhe pedir permissão, recebe um tapa bem dado, que o deixa girando em seu banquinho de bar. Era quando LeBron James entrava em cena, acompanhado de Pernalonga. Eles perguntavam a Pepe sobre o paradeiro de Lola Bunny, e ele revelava aos dois que a gata Penelope havia conseguido uma ordem de restrição contra ele. LeBron finalizava a cena com uma fala sobre como Pepe não deveria “agarrar outros Tunes sem permissão”. Greice, que é uma sobrevivente de assédio sexual, disse ao Deadline que ficou decepcionada com a decisão da Warner de cortar a cena. Ela comanda a ONG Glam with Greice, que ajuda vítimas de violência doméstica. “O papel neste filme era muito importante para Greice. Embora Pepe seja um personagem de desenho animado, se alguém fosse dar um tapa em um assediador sexual como ele, Greice gostaria que fosse ela. Agora, a cena foi cortada e ela não tem mais o poder de influenciar as novas gerações que assistirão ‘Space Jam 2’. As meninas e os meninos mais novos precisam saber que o comportamento de Pepe é inaceitável”, disseram seus representantes ao Deadline. Procurada pela imprensa americana, a Warner Bros. não comentou a eliminação de Pepe em “Space Jam: Um Novo Legado”. LeBron James é o produtor da sequência ao lado do cineasta Ryan Coogler (“Pantera Negra”), Duncan Henderson e Maverick Carter. O filme tem estreia marcada para 15 de julho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Entrevista de Harry e Meghan gera maior audiência não esportiva dos EUA desde o Oscar 2020
A rede CBS compensou a fraca audiência da transmissão do Globo de Ouro, no domingo retrasado (28/3), com o grande sucesso da entrevista do Príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle à Oprah Winfrey no recente domingo (7/3). A curiosidade pelos bastidores da realeza britânica atraiu quase três vezes mais espectadores que o interesse em saber quem venceu os prêmios da crítica estrangeira de Hollywood, numa diferença gritante de sintonia. Enquanto o Globo de Ouro foi assistido por 6,9 milhões de pessoas, a entrevista juntou 17,1 milhões diante da TV, em dados preliminares da consultoria Nielsen – os números devem aumentar na consolidação da audiência. E isto são apenas números da sintonia ao vivo. A conversa, que aconteceu num pátio verde e florido, foi tudo menos casual, já que Oprah exerceu suas habilidades jornalísticas para interrogar o duque e a duquesa de Sussex com uma série de perguntas que o levaram a surpreendentes (e, ocasionalmente, perturbadoras) revelações sobre o que se passou entre paredes palaciais que levaram o casal a desistir da monarquia e trocar o Reino Unido pelos EUA. Acusações de racismo, revelações de pensamentos suicidas e outros detalhes explosivos transformaram a entrevista no evento não esportivo mais assistido da TV americana em 2021. O especial de Harry e Meghan também gerou 12 bilhões de impressões nas mídias sociais, repercutindo a maior audiência do horário nobre dos EUA desde o Oscar, em 9 de fevereiro de 2020.
Príncipe Harry diz que racismo o levou a trocar Reino Unido pelos EUA
O programa “CBS This Morning” repercutiu na manhã desta segunda (8/3) a entrevista explosiva do Príncipe Harry e sua esposa Meghan Markle à apresentadora-empresária Oprah Winfrey, exibida na rede CBS na noite de domingo. E além de discutir os momentos mais polêmicos da conversa, também exibiu trechos inéditos, que aumentam o teor volátil do material. Disponibilizados também nas redes sociais, os trechos trazem o Príncipe Harry comentando o racismo do Reino Unido, que ele diz tê-lo levado e a sua esposa a trocar seu país pelos Estados Unidos Num dos vídeos, Winfrey pergunta: “Você saiu do país por causa do racismo?” A resposta do Príncipe Harry, após uma longa pausa, é: “Foi uma grande parte disso”. Usando como exemplo um incidente ocorrido durante um evento de arrecadação beneficente, Harry explicou: “Uma das pessoas naquele jantar me disse: ‘Por favor, não faça isso com a mídia. Eles vão destruir sua vida’. Essa pessoa era amiga de muitos editores e eu lhe disse: ‘Então, apenas para elaborar, o que você quer dizer com isso?’ Obviamente eu sabia. Ele disse: ‘Você precisa entender que o Reino Unido é muito preconceituoso’. E eu parei e respondi: ‘O Reino Unido não é preconceituoso – a imprensa do Reino Unido é preconceituosa, especificamente os tabloides. É isso que você quer dizer?’ E ele continuou: ‘Não, o Reino Unido é fanático’. Eu disse: ‘Discordo totalmente’. Mas, infelizmente, se a fonte de informação for inerentemente corrupta, racista ou tendenciosa, isso será filtrado para o resto da sociedade”, concluiu Harry. Em outro trecho, Harry revela que, depois que o casal anunciou sua decisão de se afastar da família real, os planos para eles se encontrarem com sua avó, a Rainha, mudaram abruptamente, com a agenda da monarca repentinamente lotando, de modo que ela ficava “ocupada todos semana”. Quando Winfrey perguntou “A Rainha não consegue fazer o que a Rainha quer?”, Harry respondeu: “Quando você é o chefe da ‘instituição’, há pessoas ao seu redor que lhe dão conselhos. E o que também me deixou muito triste é que alguns desses conselhos foram muito ruins.” Há muito mais material inédito, segundo a apresentadora. “A entrevista teve 200 minutos, que foram editados para 85 minutos” para a televisão, disse Winfrey. Sobre as revelações chocantes sobre a preocupação da família real com cor da pele de Archie, o bebê de Harry e Meghan Markle, Winfrey disse, durante sua participação no “CBS This Morning”, que o Príncipe não revelou a identidade do membro que fez a observação, “mas ele queria ter certeza de que eu soubesse e compartilhasse que não foi sua avó [a Rainha] nem seu avô [Príncipe Philip]. Eles não faziam parte dessas conversas. ” O casal também afirmou que não recebeu nenhum pedido de desculpas da família real pelas situações que os fizeram partir. “A sensação é que a decisão foi nossa e, portanto, as consequências recaem sobre nós”, disse Harry em outro trecho inédito. “Tem sido muito difícil, porque faço parte do sistema como eles, sempre fiz, mas estou muito ciente disso, que meu irmão não pode sair desse sistema, mas eu saí”, concluiu o Príncipe. No vídeo, Meghan Markle também diferencia o tratamento dispensado pela mídia do Reino Unido contra ela e Kate Middleton, sua cunhada, dizendo que a imprensa sempre tinha sido rude com Kate, mas “rude e racista não são a mesma coisa”. Veja os trechos abaixo. #EXCLUSIVE: Prince Harry reveals to @Oprah a “large part of” the reason he and Meghan left the UK was because of racism. #OprahMeghanHarry pic.twitter.com/ksAZWargg1 — CBS This Morning (@CBSThisMorning) March 8, 2021 In January 2020, Prince Harry and Meghan announced plans to step back as senior members of the Royal family. In this exclusive clip, they tell @Oprah they were then invited to spend time with his grandmother, the Queen, but the plans abruptly changed citing she's "busy all week." pic.twitter.com/dLhq0SAgfN — CBS This Morning (@CBSThisMorning) March 8, 2021 WATCH: @Oprah asks Prince Harry if family members reached out to apologize for the reasons he felt he had to leave. “No, sadly not.” #OprahMeghanHarry pic.twitter.com/2NtGZcmB5A — CBS This Morning (@CBSThisMorning) March 8, 2021 "Kate was called Waity Katie, waiting to marry William, while I imagine that was really hard & I do… this is not the same & if a member of his family will comfortably say we've all had to deal with things that are rude. Rude & racist are not the same." —Meghan #OprahMeghanHarry pic.twitter.com/2QWtDh24ef — CBS This Morning (@CBSThisMorning) March 8, 2021 WATCH: @Oprah says “it was not his grandmother nor his grandfather” that were a part of the conversations about Prince Harry & Meghan's baby's skin color. #OprahMeghanHarry pic.twitter.com/LpPLmkUEFR — CBS This Morning (@CBSThisMorning) March 8, 2021
Dani Calabresa processa Marcius Melhem por divulgar mensagens privadas
Conforme já tinha anunciado, a defesa da comediante Dani Calabresa entrou com ação na Justiça contra o ex-diretor do núcleo de humor da Globo Marcius Melhem por “divulgação de segredo” e “perturbação da tranquilidade”, devido à exposição na mídia de mensagens trocadas pelos dois no WhatsApp. A ação, que foi protocolada em São Paulo, corre em segredo de justiça. Os dois comediantes vêm travando diversas batalhas judiciais desde que a advogada Mayra Cotta, que representa atrizes da Globo, denunciou Melhem por assédio moral e sexual, numa entrevista ao jornal Folha de S. Paulo em outubro passado. Dois meses depois, a revista Piauí publicou uma reportagem que descreveu fatos graves cometidos por Melhem, apresentando Calebresa como vítima de forte assédio. Após a publicação, a defesa de Melhem enviou uma notificação extrajudicial para Calabresa, assinada pelos advogados José Luis Oliveira Lima e Ana Carolina Pivoesana, como medida preparatória para fundamentar um futuro processo. O documento legal reproduziu mensagens de voz enviadas pela atriz, que, segundo Melhem, comprovariam a intimidade que ele tinha com a atriz. A Folha de S. Paulo publicou o conteúdo do documento, acompanhado por uma entrevista com Melhem. Só então foi dada entrada no Ministério Público Federal (MPF) de um pedido de investigação contra o ex-diretor da Globo, e foi tomada a decisão de deflagrar um processo criminal pelo fato dele ter divulgado áudios de Calabresa, com um pedido de indenização por danos morais à atriz. Melhem também entrou com uma ação de indenização por danos morais e materiais contra Calabresa por sugerir que ele a tinha assediado.
Príncipe Harry e Meghan Markle falam de racismo na família real e pensamentos suicidas em entrevista polêmica
A entrevista bomba do Príncipe Harry e Meghan Markle, duque e duquesa de Sussex, com a apresentadora-empresária Oprah Winfrey foi ao ar na noite do domingo (7/3) nos EUA, pela rede CBS. E, como o comercial já prenunciava, foi cheia de grandes revelações. Markle chegou a admitir que considerou o suicídio, como resultado da intrusão dos tabloides britânicos e da falta de apoio da Família Real, e que a “firma” (como ela chama a Família Real) tinha “preocupações e conversas” sobre a cor da pele de seu filho Archie “quando ele nascesse”. Winfrey abriu a entrevista revelando ao público que não havia acordo prévio para deixar nenhum assunto de fora e que os duques não estavam sendo pagos pela entrevista. Depois disso, Meghan Markle conversou sozinha por uma hora com a apresentadora. Entre outras coisas, ela revelou pela primeira vez que eles se casaram de verdade três dias antes da cerimônia midiática que parou Londres, que terão uma menina neste verão e que vão manter a família apenas com os dois filhos. Ao comentar seu “casamento de princesa”, Markle disse que se casou “ingenuamente” e que não sabia muito sobre a família real. “Não pesquisei meu marido online”, disse ela, acrescentando que também não “entendia perfeitamente qual era o trabalho”. Não houve uma grande “formalidade” quando ela conheceu a Rainha, mas seu futuro marido lhe perguntou se sabia fazer reverência e foi nesse momento que “a ficha caiu”. “Fiz uma reverência muito profunda”, disse ela. A atriz da série “Suits” acrescentou que, por ter crescido em Los Angeles, estava acostumada a ver celebridades o tempo todo. Mas “não era a mesma coisa”, comparou, em relação à família real. “Tudo mudou” após o casamento, quando a imprensa britânica começou a alimentar uma narrativa prejudicial à imagem da americana, dizendo que ela fez a cunhada, Kate Middleton, chorar – o que Markle garante que nunca aconteceu. A questão de atrito foram os vestidos das damas de honra, e Markle disse que foi ela quem realmente chorou. Por que a “instituição” real não esclareceu aquela narrativa? “É uma boa pergunta”, disse ela, acrescentando que Middleton é uma “boa pessoa”. Mas os tabloides decidiram alimentar comparações e atritos entre as duas, apontando que a preferência de Markle por abacates no café da manhã era prejudicial ao meio ambiente, enquanto a torrada de Middleton seria perfeita. Num momento mais sério, ela revelou que foi “silenciada” pela família real. “Todos em meu mundo receberam instruções muito claras de não fazer comentários”, disse ela. “Mesmo quando as coisas começaram a aparecer na mídia… Eu dizia ‘Não se preocupe, estou sendo protegida’. Eu acreditava nisso e foi muito difícil conciliar, porque foi só quando nos casamos e as coisas começaram a piorar que percebi que não estava sendo protegida. Eles estavam dispostos a mentir para proteger outros membros da família, mas não estavam preparados para dizer a verdade para me proteger”, apontou, numa referência velada ao escândalo sexual envolvendo o príncipe Andrew, terceiro filho da rainha Elizabeth II. Nesta altura, Markle fez questão de distinguir a família real da “firma” – uma referência comum no Reino Unido. “É um negócio familiar. Tem a família e depois as pessoas que dirigem a instituição. A Rainha sempre foi maravilhosa comigo”, destacou. Ela falou sobre as dificuldades em torno do título e da proteção de seu filho, Archie. Markle afirmou que foi muito difícil descobrir que ele não teria segurança alguma e disse que nunca obtive uma resposta sobre por que a família real mudou as regras do título de Archie, um movimento polêmico com o primeiro membro da família real de cor. “Havia muito medo em torno disso”. Inclusive, segundo ela, “preocupações e conversas sobre como seria a pele de Archie quando ele nascesse”. “Eu sei o quanto a representação é importante”, ela continuou. Mais tarde, Harry confirmou a história, mas disse que não comentaria. “Essa conversa, eu nunca vou compartilhar. Foi estranho e fiquei um pouco chocado. ” Winfrey também definiu algumas das revelações como “chocantes” e Markle brincou que ela não planejava dizer nada chocante. Mas disse. Em outro momento polêmico da entrevista, a atriz revelou que, quando percebeu que “não queria mais estar viva”, durante a intrusão desagradável da imprensa, buscou apoio de alguém do alto escalão na “instituição”, mas foi rejeitada. “Não dava para simplesmente ligar para um Uber no Palácio” e fazer o check-in em um hospital, revelando que ela nem mesmo tinha acesso ao seu próprio passaporte. Markle admitiu que seus pensamentos de suicídio eram “muito reais” e a deixaram assustada, por perceber “que não podia ficar sozinha”. “É preciso muita coragem para admitir que você precisa de ajuda…”, explicou. Foi neste ponto que ela disparou a frase destacada no comercial da entrevista. “Não vou viver minha vida com medo. Não sei como eles poderiam esperar que, depois de todo esse tempo, ainda ficaríamos em silêncio, enquanto a firma desempenha um papel ativo na perpetuação de falsidades sobre nós.” Markle ainda compartilhou que teve um aborto espontâneo durante a pior fase da relação com a imprensa e a firma, e que também “perdeu” o pai, que foi excomungado da família após uma série de entrevistas. O Príncipe Harry só se juntou à conversa depois de uma hora, quando abordou o “Megxit”, a decisão de sair da família real. Eles disseram que isso aconteceu porque pediram ajuda, mas não a conseguiram. Ao contrário, só tiveram mais problemas. E planejavam apenas se afastar de cargos de liderança e funções oficiais, como muitos parentes já faziam na família. “Não estávamos reinventando a roda”, disse Harry. Ele acrescentou que queria tomar fôlego diante a “barragem constante” e acabaram indo embora de vez por falta de apoio e compreensão. Questionado se surpreendeu a Rainha com sua decisão, Harry disse: “Eu nunca surpreendi minha avó”. E acrescentou que se tivesse que “arriscar um palpite” sobre de onde esses rumores vinham, diria que “poderiam vir de dentro da instituição”. Foram, ao todo, três conversas com a rainha Elizabeth II antes da declaração e duas com seu pai, o príncipe Charles, por isso “não foi uma surpresa para ninguém”. Entretanto, ele admitiu que, depois disso, Charles parou de atender suas ligações. Harry revela que houve muitas oportunidades para sua família mostrar apoio a Meghan, mas nunca fizeram. “Estou perfeitamente ciente de como eles tem medo de que os tabloides se voltem contra a família real”, apontou, chamando essa relação de “contrato invisível”. “É o caso de se você, como um membro da família, estiver disposto a beber vinho, jantar e dar acesso total aos repórteres, você obterá uma cobertura melhor”, disse ele. “Existe um nível de controle pelo medo há gerações.” Ele acrescentou que a instituição sobrevive de seu relacionamento com a imprensa, e Markle destacou como exemplo as festas de fim de ano para a mídia que acontecem no Palácio Real. Porém, no seu caso, ela acusou a cobertura da imprensa de ter implicações raciais, e isso mudou os níveis de ameaça, incluindo o aumento das ameaças de morte. A dupla falou brevemente sobre seus negócios com a Netflix e o Spotify por meio de sua empresa Archewell. Harry disse que “os Netflixes e Spotifys nunca fizeram parte do plano”, mas eles foram forçados a encontrar maneiras de ganhar dinheiro depois que foram cortados financeiramente da família no primeiro trimestre de 2020, embora tenha admitido que tinha dinheiro que sua mãe (a falecida Princesa Diana) lhe deixou. “Certamente não estamos reclamando, nossa vida está ótima agora, temos uma linda casa, tenho uma linda família. Os cães estão muito felizes. Mas logo no começo, durante o avanço da covid-19, um amigo questionou ‘e quanto aos streamings?’ e não tínhamos pensado nisso. Havia todos os tipos de opções diferentes e, da minha perspectiva, eu só precisava de dinheiro suficiente para pagar pela segurança e manter minha família segura.” “A vida é contar histórias”, acrescentou Markle. “Para nós, sermos capazes de contar histórias através de lentes verídicas e esperançosamente edificantes será ótimo, sabendo que poucas pessoas podem ser capazes de dar voz a muitas pessoas que estão sub-representadas e não são realmente ouvidas. ” Harry acrescentou que seu relacionamento com sua avó continuava bom. Eles fazem Zoom com a Rainha Elizabeth e Archie, porém admite que “há muito o que trabalhar” em seu relacionamento com seu pai. Também disse que ama seu irmão, o príncipe William, mas eles estão “em caminhos diferentes” e o relacionamento precisa de espaço. “O tempo cura todas as coisas.” Finalmente, declarou que “não se arrepende” de ter se afastado da família real. “Estou muito orgulhoso de minha esposa”, afirmou. “Sem dúvida, ela me salvou”. Já Markle disse que tinha um arrependimento. “Meu arrependimento foi acreditar neles quando disseram que eu estaria protegida. Agora, porque estamos realmente do outro lado [do oceano], não apenas sobrevivemos, mas estamos prosperando. Milagres. Imagino que todas as coisas que esperava tenham acontecido e, de certa forma, isso é apenas o começo. Pareceu uma vida inteira. Sim [tem um final feliz]. Maior do que qualquer conto de fadas que você já leu.” Não foi a primeira vez que ela fez citação a contos de fadas. Durante a conversa, Markle se viu com uma repetição de “A Pequena Sereia”, percebendo que ela era Ariel, que se apaixonava por um príncipe e perdia a voz, antes de finalmente encontrá-la no final. Winfrey encerrou a entrevista de duas horas revelando que havia “muito mais” para compartilhar e que aparecerá na CBS News na segunda-feira de manhã (8/3) para discutir isso e a reação à conversa com o casal.
Variety diz que Anya Taylor-Joy não é branca e cria polêmica racial
Um artigo da revista Variety desta semana, sobre a premiação de Anya Taylor-Joy no Globo de Ouro, despertou polêmica e chamou atenção para as classificações raciais dos EUA. O texto apresentava a atriz, que muitos acreditam ser loira, como “não branca”. A redatora Danielle Turchiano descreveu Anya Taylor-Joy como “a primeira mulher de cor” a vencer o Globo de Ouro de Melhor Atriz de Minissérie ou Telefilme desde Queen Latifah, por “Juntos Pela Vida”, em 2008. Queen Latifah, claro, é uma atriz negra. Já a atriz da minissérie “O Gâmbito da Rainha” e de filmes como “A Bruxa”, “Fragmentado” e “Os Novos Mutantes” não pode ter um tom de pele mais claro. Entretanto, para o padrão racial americano, ela não é branca. Por ter parentes latinos, a estrela de 24 anos é classificada como POC, abreviatura de “pessoas de cor”. Nos EUA, não basta a cor de pele, é preciso ser anglo-saxão ou europeu para ser considerado branco. Por conta disso, até astros europeus como Antonio Banderas e Penélope Cruz costumam ser declarados “não brancos” pela imprensa americana, devido à confusão causada por essa classificação, mais étnica que racial. Ou, como alguns preferem, mais preconceituosa que clara (sinônimo de branca). O conceito de “pessoa de cor” é exclusivo dos Estados Unidos e não tem as mesmas conotações que a expressão possui em outras partes do mundo. Ele tem origem racista mesmo. Passou a ser usado na época da Guerra Civil americana, no século 18, para designar todos os que não fossem brancos americanos “legítimos”. Ser de cor era uma ofensa. Mas a denominação acabou assumida no final do século 20 por afro-americanos e membros de outras minorias como forma de afirmação e união. Um dos momentos mais marcantes da apropriação se deu no famoso discurso de Martin Luther King Jr. “Eu Tenho um Sonho” (I Have a Dream) em Washington em 1963, quando ele se referiu aos “cidadãos de cor”. O POC deu origem, inclusive, a outra denominação mais ampla: BIPOC (negros, nativos e pessoas de cor, em inglês). A estrela de “O Gâmbito da Rainha” foi considerada “de cor” por ser filha de pai argentino. Só que é um argentino de raízes escocesas. A mãe, por sua vez, é africana, nascida na Zâmbia, mas de família colonizadores europeus: ingleses e espanhóis. Anya Taylor-Joy, portanto, é de uma família de descendentes europeus. Mas, por causa da certidão de nascimento do pai, foi considerada “não branca” pela Variety. A atriz, na verdade, tem orgulho de seu sangue latino. Apesar de ter nascido em Miami, nos Estados Unidos, desde muito jovem mudou-se com os pais para a Argentina, onde viveu até os seis anos. Ela fala espanhol fluentemente – com sotaque argentino. “Venho de muitos lugares, mas minha qualidade e minha atitude perante a vida vêm da Argentina. Eu realmente aprecio essa parte da minha história. Sinto-me muito orgulhosa de vir da Argentina”, disse Taylor-Joy em uma entrevista em outubro passado. Esse orgulho confunde os americanos, porque a ideia generalizada nos EUA é que todos os latinos são pardos. A controvérsia acabou levando a Variety a corrigir seu texto, definindo a estrela como “a primeira latina” a vencer aquele prêmio, ao mesmo tempo em que suprimiu a comparação com Queen Latifah. Para completar, ainda acrescentou uma errata desinformativa no rodapé, que afirma: “Uma versão anterior identificou Anya Taylor-Joy como uma pessoa de cor. Ela disse que se identifica como uma latina branca”. De onde se conclui que latinos brancos são uma anomalia, uma falha na Matrix, possivelmente.












