Disney revela que “Viúva Negra” arrecadou US$ 125 milhões em streaming
A nova petição da Disney no processo de Scarlett Johansson por quebra contratual, devido ao lançamento híbrido de “Viúva Negra”, revelou quanto o filme faturou com sua disponibilização em Premier Access na Disney+. Os advogados do estúdio argumentaram na última sexta-feira (20/8) que a produção arrecadou US$ 125 milhões em receitas online até o momento. A revelação faz parte dos argumentos de que a empresa cumpriu sua obrigação de dar ao filme um lançamento “amplo”, alegando que não há cláusula contratual obrigando o filme a ser exclusivo dos cinemas. Além disso, o estúdio afirmou que adicionou os números de streaming à bilheteria total para fins de cálculo da participação da atriz. Anteriormente, a Disney tinha anunciado que “Viúva Negra” tinha faturado US$ 60 milhões em seu fim de semana de estreia na Disney+, mas não havia outros registros da bilheteria virtual. Nos cinemas, o filme do Marvel Studios soma US$ 369 milhões mundiais. Com o acréscimo do streaming, os valores chegam a US$ 494 milhões. Mas como os números foram apresentados antes do fim de semana, a totalização já deve ter ultrapassado os US$ 500 milhões. Em sua ação, Johansson afirmou que a estratégia de lançamento simultâneo de “Viúva Negra” nos cinemas e na Disney+ havia reduzido sua remuneração. A Disney rebateu dizendo que “não havia mérito” no processo, acrescentando que o lançamento online “aumentou significativamente sua capacidade (de Johansson) de ganhar uma remuneração adicional”. E de quebra revelou que o cachê da atriz para o filme foi de US$ 20 milhões. Ao abrir a contabilidade, a Disney tenta buscar uma resolução fora dos tribunais. O estúdio quer que a disputa com Scarlett Johansson seja decidida por arbitragem – isto é, por uma terceira pessoa ou entidade privada. Muitos acreditam que o resultado do processo possa ter desdobramentos na indústria do entretenimento. Mas não é bem assim, como resumiu a colega de Johansson, Elizabeth Olsen, em entrevista para a Vanity Fair: “Quando se trata de atores e seus ganhos financeiros, isso é apenas questão contratual. Ou está no contrato ou não está”. Scarlett Johansson decidiu processar a Disney porque o lançamento simultâneo de “Viúva Negra” em streaming não estava no contrato.
Elizabeth Olsen apoia Scarlett Johansson contra a Disney
A Disney aparentemente mexeu num vespeiro ao brigar com Scarlett Johansson. Depois de rumores de que o próprio chefão da Marvel, Kevin Feige, estaria decepcionado com o estúdio, agora a primeira estrela da Marvel na Disney+ se pronunciou abertamente a favor da colega. Em entrevista à revista Vanity Fair, Elizabeth Olsen, protagonista de “WandaVision” e parceira de Johansson nos filmes dos Vingadores, foi clara em seu apoio. Comentando o processo aberto por quebra contratual, devido ao lançamento simultâneo de “Viúva Negra” no streaming, a intérprete de Wanda, a Feiticeira Escarlate, afirmou: “Eu acho que ela é muito valente e, literalmente, quando eu li [sobre o processo] fiquei tipo: ‘Bom para você, Scarlett.'” Olsen comentou que a briga da colega com a Disney não a preocupa, mas a situação do cinema em geral após a covid-19 tem tirado seu sono. “Estou preocupada com um monte de coisas. Não estou preocupada com Scarlett”, disse ela. “Mas estou preocupada com os filmes independentes, que tenham a oportunidade de serem vistos nos cinemas. Isso já era um problema antes da covid. Gosto de ir ao cinema e não quero necessariamente ver apenas candidatos do Oscar ou blockbusters. Eu gosto de ver filmes artísticos no circuito de arte. E eu me preocupo com isso e com as pessoas que tentam manter esses cinemas vivos”. “Mas quando se trata de atores e seus ganhos financeiros, quero dizer, isso é apenas questão contratual. Ou está no contrato ou não está”, concluiu. Scarlett Johansson decidiu processar a Disney porque o lançamento simultâneo de “Viúva Negra” em streaming não estava no contrato. Em vez de entrar num acordo antes da situação ir tão longe, a Disney resolveu dobrar a aposta judicial e, desde a primeira reação do estúdio, o caso se tornou um pesadelo de relações públicas, que pode custar muito mais para a empresa, em termos de reputação, que a compensação pedida por Johansson pelo lançamento híbrido.
Disney quer brigar com Scarlett Johansson fora dos tribunais
A Disney voltou à carga contra a ação de Scarlett Johansson na Justiça, peticionando uma moção para decidir seu conflito com a atriz numa arbitragem privada. O estúdio quer que uma terceira pessoa ou entidade privada decida sobre o processo aberto pela atriz por quebra contratual devido ao lançamento híbrido de “Viúva Negra”, sem passar pelo poder judiciário convencional. Na moção, o advogado da Disney também argumenta que a empresa cumpriu sua obrigação de dar ao filme um lançamento “amplo”, alegando que não há cláusula contratual obrigando o lançamento a ser exclusivo dos cinemas. Johansson entrou com uma ação em 29 de julho apontando ter sofrido prejuízo pela decisão unilateral da Disney de lançar “Viúva Negra” simultaneamente nos cinemas e na Disney+. Esta iniciativa teria prejudicado a receita de bilheteria do filme e lhe custado dezenas de milhões de dólares, já que seu pagamento estava atrelado à venda de ingressos. A Disney respondeu que “Viúva Negra” teve um bom desempenho mesmo com a pandemia em curso. O filme estreou em 9 de julho e arrecadou US$ 80 milhões em seu fim de semana de estreia. Apesar do valor ser inferior aos padrões pré-pandêmicos da Marvel, ficou US$ 10 milhões acima de “Velozes e Furiosos 9” da Universal – que foi um lançamento exclusivo dos cinemas. Além disso, o estúdio afirmou que adicionou os números de streaming à bilheteria total para fins de cálculo da participação da atriz. O detalhe é que o contrato de Johansson é de 2017, quando a Disney nem sonhava em lançar sua plataforma de streaming, portanto também não contempla um lançamento em streaming. Em sua ação, os advogados da estrela ainda reforçam que a Marvel afirmou em 2019 que o estúdio lançaria o filme “como todos os demais”. A causa de Johansson recebeu apoio de várias associações, entre elas o Sindicato dos Atores dos EUA (SAG-Aftra) e, indiretamente, até da Associação Nacional de Donos de Cinemas dos EUA (NATO), que divulgou uma nota condenando o lançamento de “Viúva Negra” em streaming. Segundo o circuito exibidor, a produção teve uma performance abaixo do esperado nos cinemas justamente por causa da estreia simultânea na Disney+. Segundo projeções feitas pelo Wall Street Jornal, o lançamento híbrido pode ter custado US$ 50 milhões à atriz.
Sérgio Reis é o novo Wilson Simonal
O jornal O Globo foi o primeiro a fazer a relação entre Sérgio Reis e o cancelamento histórico de Wilson Simonal na cultura brasileira. E os fatos parecem apontar cada vez mais que o futuro do cantor caipira de 81 anos será lembrar de seu passado. Para quem nasceu neste século, há o filme “Simonal” (2018), mas vale resumir. Um dos artistas mais famosos do Brasil, Simonal caiu no ostracismo por ter convidado dois amigos do DOPS, a temida polícia política da ditadura, para enquadrar um ex-contador que suspeitava estar lhe roubando. O caso vazou, rendeu fama de aliado da ditadura e dedo-duro ao cantor e culminou num dos primeiros cancelamentos culturais do Brasil no início dos anos 1970. Já Sérgio Reis gravou vídeos e áudios como parte de uma conspiração antidemocrática, que a Procuradoria Geral da República (PGR) rotulou como “levante”, programada para acontecer em torno do Dia da Independência em Brasília com planos de “quebrar tudo”, cercar o Congresso e invadir o STF (Supremo Tribunal Federal), criando caos para “autorizar” o presidente Bolsonaro a dar um “contragolpe” – isto é, reestabelecer a ditadura no Brasil. “No dia 7 de setembro nós não vamos fazer nenhuma manifestação pela data, para não atrapalhar o presidente. Mas vamos parar em volta de Brasília”, contou Sergio Reis no áudio que circulou em grupos de Whatsapp, avisando que encontraria o presidente do Senado (Rodrigo Pacheco), ao lado de líderes dos sindicatos de caminhoneiros e produtores de soja no dia 8 de setembro para entregar uma intimação: “Eles vão receber um documento dizendo assim: ‘Vocês têm 72 horas para aprovar o voto impresso e para tirar todos os minitros do Supremo Tribunal Federal’. Não é um pedido, é uma ordem. Se não cumprirem em 72 horas, nós vamos parar o país”. “Não é um pedido, é uma ordem. Assim que vou falar com o presidente do Senado”, repetiu Reis em outra gravação. “Enquanto o Senado não tomar essa posição que nós mandamos fazer, vamos ficar em Brasília e não saímos de lá até isso acontecer. E, se em 30 dias não tirarem aqueles caras, nós vamos invadir, quebrar tudo e tirar os caras na marra”, disparou. Ele foi rapidamente repudiado por vários colegas, inclusive por parceiros históricos. “Eu estou profundamente decepcionado com a atitude do Sérgio em ameaçar a normalidade constitucional para fazer valer seus pontos de vista, desprezando o debate leal e democrático. Pregar a paralisação do país para obrigar o Senado a fechar o Supremo vai além do rocambolesco”, afirmou Guarabyra, que disse ter desistido de gravar uma parceria com o cantor bolsonarista. O compositor Luiz Carlos Sá e os cantores Maria Rita e Guilherme Arantes também comunicaram que deixaram o álbum de duetos de Sérgio Reis, atualmente em produção, que não tem mais autorização para incluir suas vozes e composições. “A democracia é um bem conquistado a duras penas. A música é uma arte democrática. Portanto, jamais usarei o meu prestígio para tentar usurpar o nosso sistema democrático”, resumiu Renato Teixeira, também buscando distanciamento. Além disso, o próprio Sérgio Reis revelou que teve shows e comerciais cancelados após suas manifestações golpistas. “Querem me massacrar. Já estou tendo prejuízo. Cancelaram quatro shows e dois comerciais que ia fazer agora. Tiraram do ar um que faço para um supermercado de Curitiba. Vão tirar por um mês do ar e esperar para ver o que acontece”, contou Sérgio Reis, em entrevista. Wilson Simonal só foi descancelado após sua morte, graças ao esforço dos filhos para contar melhor sua história. E ele nunca foi golpista.
Britney Spears é acusada de agressão por funcionária
A cantora Britney Spears está sendo investigada por uma suposta agressão em uma de suas mais antigas funcionárias. Segundo o departamento de polícia do condado de Ventura, na Califórnia, o incidente teria acontecido na segunda-feira (16/8) na casa de Britney. A funcionária teria dito aos policiais que ela havia levado um dos cães da artista ao veterinário, alegando que havia problemas com o tratamento do animal. Ela afirma que Britney a confrontou quando voltou do veterinário e, durante uma discussão sobre o bem-estar do cachorro, teria arrancado o celular de suas mãos e a agredido. Britney estaria se recusando a falar com a polícia sobre o incidente, mas sua equipe afirmou que a empregada está inventando tudo. O caso aconteceu após a cantora conseguir a maior vitória em sua luta contra a tutela obrigatória a que está submetida há mais de uma década, com o anúncio de que seu pai aceitou deixar de ser seu tutor.
Scarlett Johansson estava dando à luz quando foi atacada pela Disney
Scarlett Johansson estava em trabalho de parto quando a Disney emitiu sua controversa nota sobre o processo que a atriz moveu contra o estúdio, de acordo com o site Deadline. A situação só aumenta a polêmica em torno da declaração do estúdio, considerada sexista pelo Sindicato dos Atores dos EUA, bem como por entidades que combatem a discriminação sexual em Hollywood, que acusaram a empresa de realizar um ataque de gênero em sua defesa, além de tornar público o cachê da artista, numa atitude nunca vista antes. Na ocasião, a Disney disse que a decisão da estrela de abrir um processo contra o lançamento simultâneo de “Viúva Negra” na plataforma Disney+ era “triste e decepcionante” e demonstrava um “desprezo cruel” em relação aos efeitos da pandemia. O texto ainda ressaltava que a estreia em streaming garantia que a atriz pudesse ter “ganhos adicionais além dos US$ 20 milhões” que já recebera. A atriz teve seu primeiro filho em 30 de julho, exatamente na hora em que a Disney emitiu seu comunicado. Em seu passado recente, a Disney já havia cometido a façanha de demitir a produtora executiva Nina Jacobson no dia em que ela deu a luz, em 2006. O bebê Cosmo é fruto do casamento de Scarlett Johansson com o comediante Colin Jost, do programa humorístico “Saturday Night Live”. Ela também tem uma filha, Rose Dorothy, de 7 anos, de seu casamento anterior com o jornalista francês Romain Dauriac. Embora a atriz não tenha contas nas redes sociais, Jost comemorou o nascimento do filho em seu Instagram. Veja abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Colin Jost (@colinjost)
Cara Gente Branca: Trailer prepara final da série em clima de musical
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado da 4ª e última temporada de “Cara Gente Branca” (Dear White People), que vai retornar em clima de musical em 22 de setembro. O vídeo explica a temática musical dos anos 1990 e também explora questões de representatividade, abismo geracional e cultura do cancelamento. Baseada no aclamado filme independente de mesmo nome, a série satiriza a “América pós-racial” ao retratar a vida de estudantes negros em uma conceituada universidade predominantemente branca. A atração faz um questionamento extensivo do racismo no mundo moderno, sem poupar o pensamento politicamente correto e condescendente a respeito da diversidade racial. A série foi criada pelo diretor e roteirista Justin Simien, responsável pelo longa original, premiado no Festival de Sundance de 2014, e além de explorar questões de raça, também discute classes sociais e sexualidade. Assim como as três temporadas anteriores, a season finale terá 10 episódios.
Johnny Depp se diz vítima de boicote de Hollywood
Johnny Depp se apresentou como vítima de uma boicote de Hollywood em entrevista deste domingo (15/8) para o jornal britânico The Sunday Times. Ele aponta como evidência o fato de seu último filme, “Minamata”, não ter sido lançado nos Estados Unidos. Depois que perdeu um processo por difamação no ano passado, que ele mesmo abriu contra o tabloide britânico The Sun por ser chamado de “espancador de esposa” devido à denúncias de sua ex-mulher Amber Heard, a MGM supostamente abandonou os planos de lançamento de “Minamata”, último filme feito pelo ator. Depp também foi forçado a sair da franquia “Animais Fantásticos”, da Warner. E encontra-se sem nenhum trabalho em vista desde então. Depp disse que “MInamata” merece ser visto, independentemente de seus problemas pessoais. “Olhamos essas pessoas nos olhos e prometemos que não iríamos explorá-las”, ele disse sobre a produção, em que interpreta um fotojornalista que registrou os horríveis efeitos de uma doença causada pela poluição no Japão nos anos 1970. “Que o filme seria respeitoso. Acredito que mantivemos nossa parte no trato, mas aqueles que vieram depois também deveriam manter a deles.” “Alguns filmes tocam as pessoas”, acrescentou. “E isso afeta aqueles em Minamata e pessoas que vivenciam coisas semelhantes. E por qualquer coisa … Pelo boicote de Hollywood a mim? Um homem, um ator em uma situação desagradável e complicada, nos últimos anos?” Em frases truncadas com pouco sentido, o ator de 58 anos definiu os últimos “cinco anos surreais” que resultaram em sua queda como um “absurdo da matemática da mídia”. E declarou que está “se movendo em direção a onde eu preciso ir para fazer tudo isso… para trazer as coisas à luz”. Ele vai enfrentar mais dois processos judiciais em 2022, um que abriu contra Amber Heard e outro que ela abriu contra ele, que podem lhe custar US$ 100 milhões de indenização. Mas já começou a trabalhar para reconstruir sua imagem com a ajuda dos festivais de cinema de San Sebastian e Karlovy Vary, na Espanha e na República Tcheca, que decidiram homenagear sua carreira com prêmios especiais. Consideradas polêmicas, as homenagens já começaram a render protestos de associações femininas.
Ator de “Titãs” é investigado por comportamento inadequado pela Warner
O ator Vincent Kartheiser, que interpreta o vilão Espantalho na 3ª temporada de “Titãs”, foi alvo de investigações internas da Warner Bros. TV por acusações de “comentários inapropriados” e “comportamento disruptivo e juvenil” no set da produção. A situação foi vazada para as principais publicações que cobrem a indústria de entretenimento dos EUA depois que as primeiras críticas sobre a temporada rasgaram elogios para sua atuação. Em “Titãs”, seu personagem, o psiquiatra Jonathan Crane (o Espantalho) é um prisioneiro do Asilo Arkham que trabalha como consultor para a polícia de Gotham City em troca de maconha de qualidade. Seu desempenho foi comparado a um Hannibal Lecter (de “O Silêncio dos Inocentes”) maconheiro. De acordo com reportagens da Variety, Deadline e The Hollywood Reporter, Kartheiser foi alvo de várias investigações. A primeira teria sido motivada por comentários e explosões de raiva durante as gravações, que aconteceram em Toronto, no Canadá. Na ocasião, o RH do estúdio concluiu que as ações de Kartheiser eram passíveis de correção, mas não justificavam uma demissão. Mesmo assim, ele foi repreendido oficialmente. A segunda reprimenda veio semanas depois, já na reta final das gravações. Dessa vez, o estúdio decidiu designar uma pessoa para monitorar o comportamento de Kartheiser presencialmente no set. Ele chegou a ser investigado em outras ocasiões, mas as acusações não foram confirmadas, de acordo com as fontes do Deadline. Em comunicado oficial, um representante de Kartheiser negou as acusações. “A Warner Bros. informou a ele quais os comportamentos esperados no set e o Sr. Kartheiser concordou em segui-los”, resumiu o texto. O contrato do ator era para apenas uma temporada e ele não deve retornar caso “Titãs” seja renovada para seu quarto ano de produção. Vincent Kartheiser ficou conhecido entre os fãs de séries por seu papel como Pete Campbell em “Mad Men”. A 3ª temporada de “Titãs” estreou na quinta (12/8) nos EUA, com exibição dos três primeiros episódios na HBO Max nos Estados Unidos. Como a série é disponibilizada no Brasil pela Netflix e apenas após o fim da temporada americana, ainda não há previsão para o lançamento nacional.
Isabelle Drummond é acusada de construir igreja no quintal de uma casa alugada
A atriz Isabelle Drummond foi acusada de construir uma igreja no quintal de uma casa alugada no Rio de Janeiro. A dona da propriedade expôs a situação no Twitter. “Inacreditável. A atriz Isabelle Drummond alugou minha casa por dois anos, construiu uma igreja no meu quintal sem a minha autorização”. “Para minha surpresa, me bloqueou nas redes sociais. Por quê? Ninguém sabe que ela tem uma igreja evangélica?”, acrescentou no mesmo post. Ela disse que só soube da construção por um vizinho, já que mora em São Paulo e a casa alugada fica no Rio de Janeiro. “Mas não era segredo. Sendo ela uma pessoa pública, com uma igreja que também recebe abertamente as pessoas, dificilmente seria um segredo. E se tem CNPJ, também é público”, disse. A antiga intérprete de Emília no “Sitio do Picapau Amarelo” aparece, de fato, como diretora no quadro societário da Igreja Casa Shores, no Rio de Janeiro, com CNPJ aberto. No Twitter, a atriz Paula Braun, esposa de Mateus Solano, defendeu Isabelle, sem citar o nome da artista. “Não entendo mesmo exporem uma pessoa pelo que ela faz em casa, seja rezar ou fazer uma suruba. Se eu fosse a atriz processava a proprietária que fez um exposed de algo que poderia ter resolvido particularmente. E é muito louco a proporção que toma aqui.” Em seguida, Mariana Rocha, a proprietária, respondeu: “Só a minha família sabe como encontramos a casa, nosso único bem. É fácil falar quando não é conosco. A exposta aqui sou eu, tá?”. Tomando as dores de Drummond, Braun ainda retrucou: “Mas você tem todo o direito de se chatear e de resolver isso juridicamente via contrato e acordo entre as partes. A partir do momento que você expõe vira espetáculo de mídia”. Na verdade, o espetáculo de mídia começa a partir do momento que uma celebridade cria um igreja. A assessoria de imprensa de Isabelle Drummond ainda não se pronunciou sobre a acusação. Gente, primeiramente #FORABOLSONARO — Mari (@cinemari) August 14, 2021 Foi só um desabafo. É curioso estarem surpresos pela igreja, achei que todo mundo soubesse. Eu tentei acordo, mas fui bloqueada. Já já eu supero. Boa noite e usem máscara. A pandemia não acabou. #ForaBolsonaro 🥰😘😉 — Mari (@cinemari) August 14, 2021
Pai de Britney Spears anuncia decisão de deixar tutela da filha
O pai de Britney Spears, Jamie Spears, concordou em deixar o cargo de curador financeiro e responsável pela carreira da filha. Alvo de uma ação na Justiça da própria cantora por conta da polêmica tutoria, Jamie anunciou a decisão nesta quinta-feira (12/8). Após 13 anos de tutela, o domínio de Jamie sobre a vida da filha começou a ruir nos últimos dois meses. Tudo começou quando Britney deu mais de 20 minutos de testemunho emocionado em uma audiência sobre o caso em 23 de junho. Ela disse à juíza Brenda Penny, do Tribunal Superior do condado de LA, que estava traumatizada, era drogada o tempo inteiro e forçada a trabalhar contra a vontade, sentindo-se escravizada pelo próprio pai. “Eu realmente acredito que essa tutela é abusiva. Não sinto que posso viver uma vida plena”, desabafou. Ela lutou para substituir o advogado indicado pelo próprio tribunal na audiência de 10 minutos de 13 anos atrás que a transformou em prisioneira de seu pai, o que finalmente conseguiu em 14 de julho. O novo advogado, Mathew Rosengart, imediatamente entrou em luta contra Jamie, sem a paciência de mais de uma década do anterior. Criticado por várias pessoas envolvidas na vida de Britney, inclusive o empresário de longa data da artista, que pediu demissão em solidariedade com a decisão da cantora de deixar de se apresentar enquanto continuar tutelada pelo pai, Jamie Spears instruiu sua advogada a desistir da briga. “É altamente discutível se uma mudança na curatela neste momento seria do interesse da Sra. Spears. No entanto, embora o Sr. Spears seja o alvo incessante de ataques injustificados, ele não acredita que uma batalha pública com sua filha sobre a continuação de seu serviço como tutor seria do interesse dela”, escreveu a advogada Vivian Thoreen no processo. “Portanto, embora ele deva contestar esta petição injustificada sobre sua remoção, o Sr. Spears pretende trabalhar com o Tribunal e o novo advogado de sua filha para se preparar para uma transição ordeira para um novo curador.” A advogada afirma que Jamie Spears aceita deixar de ser o curador, mas não agora, com a justificativa de trabalhar com a nova equipe jurídica de Britney para finalizar a papelada contábil pendente e ajudar a garantir uma transição tranquila. Enquanto isso, ele continua controlando o dinheiro da artista. “Não há circunstâncias urgentes que justifiquem a suspensão imediata de Spears”, acrescentou Thoreen. “Independentemente de seu título formal, o Sr. Spears sempre será o pai da Sra. Spears, ele sempre a amará incondicionalmente e sempre zelará pelos melhores interesses dela”, justificou. O advogado da cantora, Mathew Rosengart, pronunciou-se num comunicado descrevendo a decisão de Jamie de se afastar como “uma grande vitória para Britney Spears e mais um passo em direção à justiça”. Sua declaração deixa claro, porém, que a briga jurídica só vai acabar quando Jamie estiver definitivamente fora da vida da filha. “Esperamos continuar nossa investigação vigorosa sobre a conduta do Sr. Spears e outros, nos últimos 13 anos, enquanto ele colheu milhões de dólares do patrimônio de sua filha, e estou ansioso para receber o depoimento juramentado do Sr. Spears no futuro próximo. Nesse ínterim, em vez de fazer acusações falsas e atacar a própria filha, o Sr. Spears deve permanecer em silêncio e se afastar imediatamente”, acrescentou. Apesar do anúncio de Jamie Spiers, na prática a ação de sua advogada foi feita em oposição à petição de Britney para removê-lo de sua tutela. A audiência sobre essa petição ainda está marcada para o dia 29 de setembro.
Pedro Almodóvar critica Instagram por censura ao cartaz de seu novo filme
O diretor espanhol Pedro Almodóvar pronunciou-se nesta quinta-feira (12/8) contra a censura que sofreu no Instagram, após o cartaz de seu novo filme, “Madres Paralelas”, ter sido bloqueado na página de sua produtora, El Deseo. A arte do cartaz destaca a foto de um mamilo escorrendo leite no interior de um desenho geométrico com forma de olho, numa montagem que transforma o leite derramado na metáfora visual de um choro. A mensagem estética reflete o tema do filme, que aborda a maternidade a partir de perspectivas diferentes. “Madres Paralelas” gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia e acompanha os primeiros anos de vida das crianças. Graças à repercussão negativa da censura, o cartaz foi restabelecido na quarta (11/8) e a empresa Facebook, dona do Instagram, emitiu um pedido oficial de desculpas. Em seu comunicado, publicado na conta oficial de Penélope Cruz, uma das atrizes do novo filme, o diretor agradeceu aos fãs e à imprensa por terem “conseguido que as mentes por trás do algoritmo que decide o que é, ou não, obsceno e ofensivo tenham recuado e permitido que o cartaz circule livremente”. Almodóvar aproveitou para condenar a censura por algoritmo. “Temos que nos manter em alerta antes que as máquinas decidam o que podemos fazer e o que não podemos fazer”, advertiu Almodóvar. “Sempre confiei na amabilidade dos desconhecidos, mas desde que sejam humanos, e um algoritmo não é humano”, acrescentou. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” reforça a mudança temática da filmografia do diretor espanhol, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor. Penélope Cruz, que estrelou “Volver” e “Dor e Glória”, entre outros filmes do Almodóvar, volta a trabalhar com o cineasta na nova produção, dividindo o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Madres Paralelas” estreia ainda em setembro na Europa, em dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Penélope Cruz (@penelopecruzoficial)
Instagram se desculpa por censurar pôster do novo filme de Pedro Almodóvar
O Instagram se desculpou oficialmente por bloquear a imagem do pôster de “Madres Paralelas”, do cineasta Pedro Almodóvar, da página da produtora do filme, após classificar a imagem como imprópria por conter um mamilo feminino. A plataforma proíbe que seios femininos sejam exibidos em sua rede. “Fazemos, no entanto, exceções para permitir nudez em determinadas circunstâncias, o que inclui quando há um contexto artístico claro. Por isso, restauramos as postagens compartilhando o pôster do filme de Almodóvar no Instagram, e sentimos muito por qualquer confusão causada”, disse o Facebook, dono do Instagram, em um comunicado. Com a liberação, a arte voltou a aparecer no Instagram da El Deseo. Veja abaixo. Seu criador, o designer espanhol Javier Jaén, festejou a mudança de atitude da plataforma. “Um milhão de agradecimentos a todos vocês que tornaram isso possível compartilhando o pôster. Graças a El Deseo e a Pedro Almodóvar pela coragem, integridade e liberdade”, ele escreveu, ao lado de um post do comunicado da rede social. A arte do cartaz destaca a foto de um mamilo escorrendo leite no interior de um desenho geométrico com forma de olho, numa montagem que transforma o leite derramado na metáfora visual de um choro. A mensagem estética reflete o tema do filme, que aborda a maternidade a partir de perspectivas diferentes. A trama gira em torno de mães que dão à luz no mesmo dia e acompanha os dois primeiros anos de vida das crianças. Filme de abertura do Festival de Veneza 2021, que começa em 1 de setembro, “Madres Paralelas” reforça a mudança temática da filmografia do diretor espanhol, que trocou o desejo, principal manifestação de seus primeiros trabalhos, por histórias de maternidade. A mudança já aconteceu há bastante tempo, como se pode constatar no vencedor do Oscar de 1999 “Tudo Sobre Minha Mãe” e em “Volver”, indicado ao Oscar de 2006. E esteve presente de forma clara em “Dor e Glória”, o filme mais recente e autobiográfico do diretor. Penélope Cruz, que estrelou “Volver” e “Dor e Glória”, entre outros filmes do Almodóvar, volta a trabalhar com o cineasta na nova produção, dividindo o protagonismo com Aitana Sánchez Gijón (“Velvet Colección”) e a novata Milena Smit (“No Matarás”), além de Israel Elejalde (“Veneno”) e de outras duas colaboradoras de longa data de Almodóvar, Julieta Serrano e Rossy de Palma, que trabalharam juntas em “Mulheres à Beira de um Colapso Nervoso” (1988) – o primeiro longa do cineasta espanhol indicado ao Oscar. “Madres Paralelas” estreia ainda em setembro na Europa, em dezembro nos EUA e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por El Deseo (@eldeseo_) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Javier Jaén (@javier_jaen)












